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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Virgin Steele - Discografia [1ª Parte: 1981-1994]




Hoje é a primeira data oficial de lançamento do "The Black Light Bacchanalia", novo disco do Virgin Steele, o qual eu to apostando em ser um dos melhores lançamentos desse ano, pois nunca, em quase trinta anos de carreira, esse grupo fez algo só por fazer, se reciclando ou apresentado mais do mesmo, sempre tem idéias relevantes à trabalhar e apresentar, e se preocupam em fazer tudo com esmero, sempre mantendo a integridade musical intacta, tanto que possuem uma discografia que cobre o Heavy Metal em suas mais variadas abordagens, desde a fusão com o Hard Rock, mais tarde com o Power Metal, além da inserção de passagens voltadas à música clássica e elementos operísticos com direito à óperas rock tanto na música quanto no teatro.

Mas obviamente eu não tenho a cara-de-pau suficiente pra chegar aqui postando esse novo trabalho do Virgin Steele, e que, pasmem, ainda nem vazou (a propósito, caso alguém se depare com ele aí pelos fóruns da vida, faça a gentileza de compartilhar na comunidade da banda no orkut)! Esse disco tá sendo muito aguardado pelos fãs, principalmente por que vai sair com versões especiais, e várias exclusividades para os colecionadores e reais apreciadores. Só que aqui o assunto principal é outro, a carreira desse grupo extremamente significante pra mim, e parabenizo-os nessa data comemorativa para os fãs com a primeira metade da discografia exemplar desse grande representante do Heavy Metal.

Exatamente no Halloween de 1981 surgia mais uma banda da prolífica cena metálica americana, tida pelo líder do Virgin Steele, David DeFeis, como a New Wave of American Heavy Metal, que tinha como outros representates, nomes como Manowar, The Rods e Twisted Sister. Quatro semanas após a formação da banda, o Virgin Steele já estava em estúdio gravando o seu debut, que saiu naquele mesmo ano, dois dias antes do Natal, e mostrou uma banda com muita garra, porém sem tanto a acrescentar, gravando um disco não mais que mediano. As coisas mudaram consideravelmente, e já entrosados e com certa experiência, seis meses depois estavam gravando um clássico do Heavy Metal oitentista, o espetacular "Guardians of the Flame", que traz músicas antológicas como "Don't Say Goodbye (Tonight)", "A Cry in the Night" (uma belíssima balada, e que me lembra Pretty Boy Floyd [?]), e a faixa-título, além da bônus "I'm the One", que é uma das músicas mais marcantes da banda, possuindo um refrão inesquecível.



A banda obteve ótimos resultados e que acabou 'virando' a cabeça do guitarrista Jack Starr, que começou a se achar um dos principais responsáveis por aquele modesto sucesso, e decidiu gravar seu disco solo, criando divergências na banda, sendo logo expulso, mesmo ele sendo o fundador da banda. DeFeis, muito esperto, tomou as rédeas de tudo relacionado à banda, e com controle total do grupo, chamou seu velho amigo Edward Pursino, com quem tocava junto desde os 13, 14 anos. No disco seguinte, mantiveram a sonoridade dos dois primeiros trabalhos, que consistia em fazer um Heavy Metal com fortes influências de Hard Rock, com refrãos grudentos misturando aquela pegada 'marcada' do Hard 80's com guitarras cavalgadas típicas do Heavy britânico, assim nasceu o "Noble Savage". Nessa época, as pessoas começaram a notar que o Virgin Steele era uma banda diferenciada e que seu líder era um gênio que fazia suas composições a partir do teclado, ou piano, fazendo com que a adição da guitarra em cima das melodias originalmente escritas para as teclas soassem tão único.

Porém, DeFeis apesar de ser graduado em música, e ter uma formação musical clássica e jazzística, no meio dos anos 80 ainda aperfeiçoava sua voz, e possuía um timbre limpo e indefinido. Mas com o lançamento de "Age of Consent" em 1988, isso foi resolvido com louvor, trazendo um DeFeis mais solto e cantando temas sexuais com interpretações lascivas, demonstradas em hinos como "Tragedy", "Chains of Fire" e "Cry Forever". "Age of Consent" juntamente com os dois discos que o sucederam, tem algumas das melhores atuações de DeFeis, com uma voz potente, 'drivada', grave e rouca, que às vezes lembra Paul Shortino.



Chegando na década de 90, uma das maiores polêmicas da história da banda, o disco "Life Among the Ruins", completamente voltado para o Hard Rock causou estranhamento num primeiro momento, e o intento da banda nesse disco só foi absorvido ao longo do tempo. Porém estranho mesmo, em minha opinião, foi essa rejeição, que ainda ocorre, sendo que a banda sempre carregou o Hard Rock como uma grande parte de sua sonoridade, e então decidiu naturalmente fazer algo mais voltado para o Hard, mesmo que não seguindo os clichês, fazendo um som bem 'bluesy', e com, definitivamente, a melhor atuação de DeFeis como vocalista em toda sua carreira. "I Dress in Black", "Love is Pain", "Sex Religion Machine", e as lindíssimas baladas "Never Believed in Good-Bye", "Wild Fire Woman" e "Last Rose of Summer", -essa última cheia de vibratos, falsetes e um feeling profundo, são músicas de grande impacto. Sem contar a regravação de "Cry Forever", que ficou muito parecida com a original. Esse é um dos meus discos preferidos do Virgin Steele, e é lamentável se deparar com tantas babaquices que falam por aí dele. A forma libidinosa com que DeFeis canta e o trabalho excelente desenvolvido por Edward Pursino é tão atraente, que chega a ser incompreensível como alguém pode negar a qualidade desse disco.

Pressionados a voltarem a fazer um som mais voltado pro Heavy Metal, eis que DeFeis decide de uma vez por todas cortar o Hard Rock da sonoridade da banda, e visando uma sonoridade direcionada apenas para o Heavy Metal. Entretanto DeFeis não queria trabalhar em cima de um simples disco de Heavy Metal, e decidiu elaborar uma grandiosa obra temática, com orquestrações que mais tarde seriam ainda mais bem aproveitadas, e fechou o conceito resultando em um dos maiores épicos do Metal, a clássica trilogia "The Marriage of Heaven and Hell". Porém, o primeiro "The Marriage" não apresentou nuances Power Metal, como ocorreu na sequência, e trouxe o Virgin Steele em sua melhor forma, materializando uma perfeição musical, sendo impossível destacar apenas algumas músicas. Tenho-o como um dos cinco melhores trabalhos de Heavy Metal que eu já escutei, além de ser o meu álbum preferido do Virgin Steele.

Conhecidos por serem a banda mais subestimada do Heavy Metal, o Virgin Steele nunca conseguiu se tornar um grupo de grande expressão por quase sempre terem lançados seus discos por gravadoras pequenas, embora sempre tiveram tido uma excelente repercussão em seu país, sendo capas de inúmeras revistas especializadas, além de ter uma legião de fãs fiéis pelo mundo. Novamente repito que, é lastimável incontáveis bandas fazendo paródias do Heavy Metal por aí, angariando um público enorme, fazendo um sucesso absurdo com um som detestável, sem musicalidade, se apoiando em clichês, com vocalistas sem o menor senso de interpretação e exagerados, enquanto se tem uma banda do nível do Virgin Steele, praticando um estilo próprio, tendo um dos melhores compositores e vocalistas do estilo, fazendo parte do lado b da música pesada. Vai entender...



P.S: Com exceção do "The Marriage of Heaven and Hell - Part One" e o "Life Among the Ruins", todas as versões são remasterizadas, com vários bônus.

Virgin Steele (1981)
David DeFeis - vocal/keyboards
Jack Starr - guitar
Joe O'Reilly - bass
Joey Ayvazian - drums

Guardians of the Flame (1983)
David DeFeis - vocal/keyboards
Jack Starr - guitar
Joe O'Reilly - bass
Joey Ayvazian - drums

Noble Savage (1985)
David DeFeis - vocal/keyboards
Edward Pursino - guitar
Joe O'Reilly - bass
Joey Ayvazian - drums

Age of Consent (1988)
David DeFeis - vocal/keyboards
Edward Pursino - guitar
Joe O'Reilly - bass
Joey Ayvazian - drums

Life Among the Ruins (1993)
David DeFeis - vocal/keyboards
Edward Pursino - guitar
Rob DeMartino - bass
Joey Ayvazian - drums

The Marriage of Heaven and Hell - Part One (1994)
David DeFeis - vocal/keyboards
Edward Pursino - guitar/bass
Joey Ayvazian - drums

(Links nos comentários - links on the comments)

Dragztripztar

13 comentários:

Anônimo disse...

Virgin Steele (1982)
http://www.mediafire.com/?5y5s4bnpep9o95x

Guardians of the Flame (1983)
http://www.mediafire.com/?h49mqx6ibtxal13

Noble Savage (1985)
http://www.mediafire.com/?xaq0p6m95x5c9b9

Age of Consent (1988) [1997 version]
http://www.mediafire.com/?0jgsuidkx8lw8m8

Life Among the Ruins (1993)
http://www.mediafire.com/?5tdc8lg6x1n7a69

The Marriage of Heaven and Hell - Part One (1994)
http://www.mediafire.com/?emi41aqjajv8p0y

Rex Niskke disse...

Já tinha ouvido falar dessa banda mas nunca tinha ido atras do material deles,mas a excelente resenha me convenceu,eu baxei os dois primeiros e curti mto,ja to baixando o resto e esperando pela segunda parte!!! o/

Vlw denovo combe!!!

GrassHoper disse...

Ahhh, agora sim!! (risos)

Da outra vez eu não tinha nem conseguido ler direito a resenha e agora que li com calma, tenho que afirmar categoricamente que temos a mesma opinião, meu caro Dragztripztar! O "Life Among The Ruins" é um dos discos mais injustiçados que eu já ouvi, engraçado que isso ocorre em uma banda tão injustiçada quanto, por aí você tira o quanto as coisas estão fora do lugar (rs)... Enfim, se trata de um álbum que de fato, explora e foi feito essencialmente com base nas nuances Hard da banda e não deixa de ter uma qualidade ímpar dentro da discografia do Virgin Steele. Digo ímpar porque o mesmo pode se dizer de cada álbum da banda, cada qual com identidade e inspiração incomensuráveis.

É revoltante mesmo se dar conta do pouco reconhecimento do grupo de Mr. Defeis na cena, quando nomes que não possuem nem mesmo um centésimo do potencial do VS angariaram tanta fama descabida. Mas paciência, pelo menos a fiel legião de fãs pode desfrutar dos trabalhos magistrais desta que considero uma das cinco melhores da história do Heavy Metal.

Mais uma coisa, só faltou (na resenha)fazer um breve comentário sobre o "The Marriage... pt. I", que deu início a uma era triunfal de lançamentos como a segunda parte dessa trilogia, "Invictus" e os iluminados "The House of Atreus", os quais eu diria que merecem uma resenha para cada, tamanha sua qualidade, que chega às raias do absurdo!

Eu também estou ansioso para por minhas mãos no "Black Light Bachanallia". Se Defeis disse que vai ser o seu melhor trabalho (engraçado que sempre que ele diz isso, ele tá certo)com certeza vem outro petardo por aí.

Bem, desculpa o longo comentário, mas não dá pra deixar de ser efusivo com relação a uma banda do quilate do Virgin Steele! Que os visitantes chegados num Metal de classe diamantina sintam-se obrigados a conferirem essa maravilha que é a discografia deste grupo, fruto da genialidade inesgotável do frontman Defeis!

Estupendo post!!!

GrassHoper disse...

Ih, favor desconsiderar o comentário de que tinha faltado falar na resenha do "The Marriage of Heaven And Hell, pt. I" - acabei não enxergando esse parágrafo no texto... =P

É um puta álbum mesmo, mas prefiro a segunda parte, que eleva a epicidade à enésima potência. A música "Amalaith" fala por si só!

Dragztripztar disse...

Gostei do comentário, GrassHoper.
Qnto aos comentários dos álbuns, não teria como eu me aprofundar muito e falar da grandiosidade de cada um da forma que mereciam, eu tentei fazer algo mais compacto e de fácil leitura pra quem não conhece, entender e captar a importância da banda.
Eu disse que o The Marriage I foi onde se iniciou a questão épica e que foi trabalhada com mais afinco nos discos seguintes.

Eu não gosto de fazer esse tipo de post, justamente por isso, não dá pra explorar todos os trabalhos da forma devida, eu fiz esse post em especial, como disse no texto, como algo comemorativo, e redigi de ontem pra hj qndo me dei conta q hj sairia o novo disco.

E Rex Niskke, pode baixar tudo aí de olhos fechados.

E só um último detalhe, ali encima consta o ano do debut, como 1982, assim como no arquivo e em quase todos os sites, mas o certo é o que foi emitido no texto, 1981!

André Costa disse...

Cara, grande banda! Músicas maravilhosas. Que Odim te abençoe.

Joe disse...

Putz! VS e uma das melhores bandas de Heavy Metal/Hard Rock que existem! E uma das menos conhecidas tambem... "Invictus" e um dos 10 melhores albuns de Metal que ja houvi na vida! Frank Gilchriest simplesmente esmirilha nas baquetas neste album... Que venha a segunda parte da otima discografia da banda! Otimo post camarada Dragztripztar! Parabens!

JOE

Diego disse...

Bom dia, meu caro Dragztripztar!
Em primeiro lugar, parabéns a você e a toda a galera do blog, pelo espetacular trabalho de vocês! Um blog com gente boa, que entende de som pesado e de música em geral, e que ouve música pela qualidade e não pela imagem. Já conheci boas coisas por aqui!!

Quanto ao Virgin Steele, tenho tudão dos caras, pois sou muito fã do trabalho deles. O meu trabalho preferido dos caras é a obra-prima "Noble Savage". Só a faixa título desbanca muita coisa por aí. Excelente texto para uma excelente banda!

No mais, só uma correção: O "Life Among The Ruins" foi relançado, sim, em 2007, e com algumas bônus.
Segue um link desse relançamento:

http://www.play.com/Music/CD/4-/7126950/Life-Among-The-Ruins/Product.html

De resto, parabéns pelo texto e pelo blog. Vou me tornar mais assíduo aqui nos comentários.

Abraço!

Dragztripztar disse...

Putz, verdade Diego! Eu já tinha visto esse relançamento, não sei o que me deu, que apagou da minha cabeça.
Como disse, fiz esse post meio q "em cima da hora", daí acabei soltando essa afirmação equivocada.

Vou consertar isso, e valeu à todos que comentaram e curtiram o post.

Vitor disse...

Só conheço o life among the ruins e o primeiro album.Na minha opnião os dois citados são ótimos albuns de hard rock.Agora vou pegar os outros para conhecer a banda melhor.Muito obrigado!

jantchc disse...

não conhecia, mas a resenha me deu vontade de baixar..

valeu..

Anônimo disse...

Salve galera!!! Realmente esse LIFE AMONG THE RUINS (VIRGIN STEELE) é cavalesco de bom.... hard rock de primeiríssima e a voz me fez lembrar diversas vezes a de Paul Shortino naquele primeiro disco do Rough Cutt. Pena que eles não continuaram fazendo esse tipo de som. Baixei outros albuns pra conhecer e me agradou sobremaneira esse citado acima. Se vcs puderem me indicar mais alguns trabalhos (dessa e de outras bandas) nessa linha peço que o façam ok. Muito grato!!! mrclplh@gmail.com

Lucas Cau disse...

Muito boa banda, um tempão que eu tava procurando os álbuns, tinha o Noble Savage e o Age of Consent em fita tape a muito tempo valeu ai ótimo trabalho parabéns.