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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Alice Cooper – From the Inside [1978]

Álbuns conceituais são uma constante na carreira de Alice Cooper. Para esta postagem, escolhi aquele que eu considero o melhor da categoria já editado pelo cara. From the Inside teve lançamento em novembro de 1978 e ao longo de seus quase 40 minutos de duração, narra a experiência vivida por Cooper durante o período em que ficou internado no sanatório de Nova Iorque objetivando livrar-se do alcoolismo que, segundo relatos, o levava a ingerir 24 latinhas de cerveja e uma garrafa de uísque por dia – haja fígado!

Em sua empreitada autobiográfica, Alice teve parceiros de peso, entre eles o letrista Bernie Taupin, que é como se fosse o Desmond Child por trás de Elton John. A diva também cedeu à tia o guitarrista Davey Johnstone e o baixista Dee Murray. Além desses três, o processo de composição e gravação contou também com figuras como as de Rick Nielsen (Cheap Trick), Steve Lukather (Toto) e a do renomado e multimilionário produtor David Foster, a quem os Rolling Stones se referem como um mestre, entre outros.



Tendo conhecimento da história por trás do disco, é de se esperar um clima bem denso, mas não é bem por aí. A coisa só começa a ficar “feia” em The Quiet Room, cujos versos “They've got this place / Where they've been keeping me / Where I can't hurt myself / I can't get my wrists to bleed / Just don't know why / Suicide appeals to me” (“Eles têm este lugar / Onde eles têm me mantido / Onde eu não possa me machucar / Não posso cortar meus pulsos / E não sei porque / Suicídio soa encantador para mim”) descrevem bem a agonia da internação. Em Nurse Rozetta, a enfermeira do sanatório é apontada como alguém que o próprio Satã teria enviado diretamente das tripas do inferno (“Satan sent her from the bowels of hell”).

Momento mais roqueiro do disco até então, Serious mistura drama e humor em seu refrão que define o cotidiano de um Alice beberrão e poderia definir a rotina de qualquer rockstar adepto dos excessos. “All of my life was a laugh and a joke / And a drink and a smoke / And then I passed out on the floor / Again and again and again and again and again” (“Toda a minha vida foi um riso e uma piada / E beber e fumar / E então eu caí duro no chão / De novo e de novo e de novo e de novo e de novo”). Prender o choro em How You Gonna See Me Now foi um desafio que eu não consegui de primeira. Lindíssima e tristérrima, na condição de única música de trabalho do álbum, atingiu um surpreendente 12º lugar na parada de singles da época.



O grand finale traz em seu título a conclusão a que Alice deve ter chegado após o fim de suas “férias”. We’re All Crazy (Somos Todos Loucos) faz ainda mais sentido em sua seqüência final, entoada pelo próprio coral de doidos varridos. Numa classificação geral, ainda que não ostente o status de clássico de Love It to Death (1971) e Billion Dollar Babies (1973) – só para citar os que eu considero indispensáveis –, eu colocaria From the Inside entre os principais discos de Alice Cooper nos anos 70 e um álbum conceitual dos mais dignos de respeito.

01. From the Inside
02. Wish I Were Born in Beverly Hills
03. The Quiet Room
04. Nurse Rozetta
05. Millie and Billie (duet with Marcy Levy)
06. Serious
07. How You Gonna See Me Now
08. For Veronica’s Sake
09. Jackknife Johnny
10. Inmates (We’re All Crazy)

Alice Cooper – vocais
Mark Volman – vocais
Steve Lukather – guitarra
Davey Johnstone – guitarra
Rick Nielsen – guitarra
Dick Wagner – guitarra
Dee Murray – baixo
Jim Keltner – bateria
David Foster – teclados
Jay Graydon – sintetizadores, guitarra e teclados

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@mvmeanstreet

7 comentários:

Anônimo disse...

"[...] como se fosse o Desmond Child por trás de Elton John".

Pegou mal pro Elton, kkkkkkkk.

/Breno Airan

Jay disse...

Aqui está algo muito próximo da experiência de entrar na mente de alguém. Ao saber da história por trás desse disco ele se torna uma experiência ainda mais profunda em sua audição.

Anônimo disse...

http://www.mediafire.com/?82r671xedwrg9mj

PASSWORD: combe

ZORREIRO disse...

24 latinhas vá lá, mas uma garrafa de uísque junto?
Ou um ou outro né, gente?

Marcelo disse...

Muito bom. Me supreendeu este Cd.
Valeu!

Anônimo disse...

alice cooper é sem comentários...

Alceu disse...

ae baxando!!! valeu rapazi!