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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Black Sabbath - TYR [1990]


Após o sucesso do hoje clássico (e compreendido, o que é mais importante) The Headless Cross, Tony Iommi finalmente encontrava uma formação estável para o Black Sabbath. Além do vocalista Tony Martin, com sua performance superior em estúdio, a cozinha já possuía um entrosamento tão perfeito que não havia porque ser mudada. Tanto é verdade que Neil Murray e Cozy Powell já haviam passado juntos pelo Whitesnake – com direito a shows históricos no Brasil durante o primeiro Rock In Rio, em 1985 – e seguiriam unidos para a banda solo de Brian May, antes de retornar ao convívio Sabbático, gravando o dispensável Forbidden. Geoff Nicholls era uma figura tão presente que nem precisava mais ser citado.

Com formação consolidada, o mestre das seis cordas decidiu arriscar, fazendo um álbum conceitual. TYR era baseada na mitologia viking, embora não completamente, como ficaria claro posteriormente. Mas apenas o rótulo já o tornaria um álbum único na discografia do grupo. Tanto que até hoje trata-se do disco mais controverso entre todos. Há os que o amam incondicionalmente – entre eles, Yngwie Malmsteen – e aqueles que não o suportam. Independente do time que você joga nessa disputa, recomendo uma escutada mais que atenta e despida de pré-conceitos. É óbvio que não se trata do Sabbath que aprendemos a amar. Mesmo assim, a musicalidade superior transparece em todos os momentos. Portanto, devemos concluir que trata-se de um play único em toda a discografia do grupo.


Desde o início, com a climática “Anno Mundi”, fica claro que estamos de um disco de qualidade superior. Poucas faixas de abertura conseguem envolver o ouvinte e deixá-lo em tamanha expectativa. “The Law Maker” prossegue o massacre com Cozy mostrando mais uma vez porque é uma das grandes lendas da bateria na história do Rock. A cadenciada “Jerusalem” é outro momento digno de nota, com sua melodia indefectível, pontuada por um refrão simplesmente matador! A envolvente “The Sabbath Stones” mescla o passado com a fase recente, mostrando que apesar de o tempo ter passado implacavelmente, Iommi ainda sabia cativar como poucos.


A instrumental “The Battle of TYR” abre caminho para a acústica “Odin’s Court”, que desemboca na fantástica “Valhalla”, um presente dos pais do estilo a toda sua numerosa prole. A baladaça “Feels Good to Me” foi usada como faixa de promoção. Por um lado, acerto, já que é a de longe a mais acessível. Por outro, é a que menos se adequava à proposta temática do álbum. De qualquer modo, uma fantástica música. “Heaven In Black” encerra a audição com aquelas passagens típicas de Cozy comandando um Heavy Metal de primeiríssima qualidade.



Em termos mercadológicos, TYR passou longe de ser um sucesso, não atingindo nenhuma marca significativa nas paradas. Com isso, Tony Iommi se reaproximou de Ronnie James Dio e Geezer Butler, na reunião que resultou em Dehumanizer. Powell ainda seria o baterista nessa nova etapa, mas sofreu um acidente cavalgando e abriu caminho para o retorno de Vinny Appice. Aparentemente, o público não soube assimilar o que a banda sugeriu naquele momento. Em compensação, atualmente o álbum é uma daquelas peças ‘cult’, que conta com inúmeros admiradores ao redor do mundo. Um tardio, porém justo reconhecimento.

Tony Martin (vocals)
Tony Iommi (guitars)
Neil Murray (bass)
Cozy Powell (drums)
Geoff Nicholls (keyboards)

01. Anno Mundi (The Vision)
02. The Law Maker
03. Jerusalem
04. The Sabbath Stones
05. The Battle of Tyr
06. Odin's Court
07. Valhalla
08. Feels Good to Me
09. Heaven in Black

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JAY

16 comentários:

Anônimo disse...

Black Sabbath – TYR [1990]

36 MB
128 kbps

http://www.mediafire.com/?g1l7mszu746spfn

Dragztripztar disse...

Pra mim, o Black Sabbath só fez dois discos medianos em sua carreira: Never Say Die e o Forbidden. O restante da discografia eu considero uma representação da mais pura perfeição musical. A maioria dos álbuns nem todos os adjetivos possíveis podem demonstrar o que os discos transmitem, tamanha a genialidade contida. Outros não tão geniais, mas excelentes, que é o caso do Tyr.

Adoro a voz do Tony Martin e discordo de muitas pessoas que acham ele fraco ao-vivo. Realmente tem registros que provam que ele não mantinha toda a potência demonstrada em estúdio nos shows, mas mesmo assim mandava muito bem. E tem algumas apresentações que ele conseguia manter sim toda a competência demonstrada no estúdio, como podem comprovar se pesquisarem um registro em vídeo não-oficial onde ele canta Cross of Thorns da mesma maneira e com a mesma capacidade da versão original. Mesmo quando ele não segura tão bem as pontas em cima do palco, ainda coloca muitos, mas muitos vocalistas cheios de técnicas no chinelo.

Marcos disse...

Concordo com que o Dragztripztar disse na primeira parte, referente ao Tony Martin ao vivo, nas musicas que não são da fase dele, fica meio a desejar...já imaginaram o Ozzy cantando, Cross of Thorns...

ARAYA disse...

Acho esse discos um dos mais injustiçados do Metal. Certamente é o melhor da fase Tony Martin junto com Cross Purposes (1994). Me lembro de ler na época do lancamento na Brigade a critica perguntava quantos pulmões tinha Tony Martin ao gravar esse trabalho.Destaque para sequencia Odin's Court e Vahalla. Muito bom!!!!

Joe disse...

TYR e o melhor album do Black Sabbath... Podem malhar, mas que e, e... Obra Prima! Aproveitando: por incrivel que pareca, o Fobidden, que tem a mesma formacao do TYR, e muito chato... Parabens pelo excelente post!

JOE

Anônimo disse...

Por Sinal hj estava organizando meus backups e encontrei essa perola,muito foda esse album sabbath nos proporciona albuns otimos em cada uma de suas diferentes fases,muito bem escolhido esse post.

Ito disse...

Nem parece BS mas nãoé ruim só diferente, pra mim o melhor album deles é Born Again. Fodaço, vlw.

Anônimo disse...

Difícil falar o que é melhor ou pior no BS. Fico com o comentário do Dragztripztar. A fase Tony Martin também é magnífica e TYR é um clássico. O problema é os MI MI MI's dos puristas que sem sequer escutar algo da fase Martin criticam apenas por não aceitar a formação que gravou esse e outros plays. Excelente post.

AlBassPlayer
Curitiba

jantchc disse...

eu concordo com o dragztripztar tb, em partes..

eu gosto do forbiden e não gosto do technical ecstasy..

como eu falo em todo post do tony martin, o cara canta muito..

Reinaldo Rezende disse...

Peço perdão a os fãs de Sabbath, eu particularmente gosto muito do sabbath. Toquei muito essa banda magnífica, mas aprendi a gostar muito mais do sabbath com a entrada de Tony Martin, ele trouxe uma cara mais harmônica para banda, deixando assim a banda se sobre-sair mais no contexto melódico e provando que os caras no caso “Tony Iommi” mostrasse o seu lado mais baladeiro. Sem aqueles solos sujos e desenfreados, partindo com mais acordes, orquestrando melhor o seu lado musical.
Bom, essa é minha opinião, e entenderei a quem descordar.
Abraços a os colaboradores da excelente Combe do Iommi.

JORJAOFONSECA disse...

Outro belo post, fase injustiçada do Sabbath, mas que ao meu ver, é muito boa, com excelentes músicos e uma boa voz, acho sem sentido comparar Martin com Dio, por óbvias razões, e com Ozzy, por tudo o que o Sabbath clássico representa.

leo_jiraya disse...

Sou fã do Tony Martin e esse álbum traz uma música que esta entre as melhores do Black Sabbath: Anno Mundi. O clip de Feels Good to Me é legal mas tem gente que acha que ele é a pior coisa que o Black Sabbath ja fez rsrsrs.

leonardo disse...

não entendo que algum disco com o tony iommi seja dispensavel como falaram (for...)

Anônimo disse...

Meu Deus, como alguém pode achar a obra do Black sabbath com Tony Martin ruim?
Como o Dragztripztar disse, NSD e Forbidden são albuns medianos, nem ruim ele são.
Viva sabbath, eternamente presente na música de todo o mundo.

Anônimo disse...

Com qualquer formação Black Sabbath é Black Sabbath , ou seja não tem como falar que é ruim (exceto com o Ian)!

Anônimo disse...

Valeu pelo post!