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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Motörhead - 1916 [1991]


A turbulência do Motörhead na década de 1980 se inicia a partir da saída do guitarrista "Fast" Eddie Clarke em 1982. Brian Robertson, ex-Thin Lizzy, assumiu as seis cordas durante pouco tempo, dando espaço para uma dupla de guitarristas: Würzel e Phil Campbell. O baterista Phil Taylor acabou dando no pé, sendo substituído por Pete Gill até 1987, quando voltou para a formação. Até a volta de Taylor, Lemmy Kilmister permaneceu como o único integrante da formação clássica.

As coisas pioraram após o lançamento de "Rock N' Roll" e do ao vivo "Nö Sleep At All", ambos com vendas abaixo do esperado e resultado final longe das perspectivas iniciais da trupe de Lemmy. Tudo isso teve um "dedinho" da gravadora do grupo, GWR Records, e o problema só foi resolvido na justiça, entre 1988 e 1990. Finalmente, no ano seguinte, eis que a trupe pôde voltar a fazer o que estava querendo por um tempo: Rock N' Roll sem intervenções diretas de grandes empresários.

Já no cast da WTG Records, filial da Epic, o Motörhead lançou o grande "1916", que pode ser facilmente considerado como "a volta por cima" dos caras. A sonoridade retomou parte da essência que ficou em "Iron Fist", último a ser gravado com Clarke, ainda em 1982. De fato, o grupo sempre continuou atribuindo música boa nestes 9 anos, mas era sentido que, até esse lançamento, algo faltava.


A ausência desse elemento misterioso que só aqui foi retomado atribuiu a "1916" ótimas canções, com um tímido porém importante direcionamento comercial, que se tornaria mais explícito no sucessor "March Ör Die". Há de se reafirmar que o direcionamento é tímido, pois tudo o que se espera de um bom disco do Motörhead marca presença aqui: riffs poderosos, solos insanos, linhas de baixo pesadas, bateria marcante, composições muito bem sacadas e canções dignas de serem ouvidas enquanto se rouba um conversível em pleno estado do Texas.

Prova de que "1916" é um bom disco foi a boa receção de fãs e mídia. O álbum atingiu a 24ª posição das paradas britânicas e o single de "The One To Sing The Blues" atingiu a 45ª posição dos charts de singles do Reino Unido. Nos Estados Unidos, a recepção foi morna, mas satisfatória, considerando-se que a onda do NWOBHM já havia passado por lá.

Os destaques dessa verdadeira pedrada sonora vão para a incrível abertura "The One To Sing The Blues", para o quase-hino "No Voices In The Sky", para as dignamente motörheaders "Make My Day" e "I'm So Bad (Baby I Don't Care)" e para a divertida "Going To Brazil". Deus não é brasileiro, mas adora o Brasil - não é, Lemmy? Discão!

01. The One To Sing The Blues
02. I'm So Bad (Baby I Don't Care)
03. No Voices In The Sky
04. Going To Brazil
05. Nightmare/The Dreamtime
06. Love Me Forever
07. Angel City
08. Make My Day
09. R.A.M.O.N.E.S.
10. Shut You Down
11. 1916

Ian "Lemmy" Kilmister - vocal, baixo
Phil "Wizzö" Campbell - guitarra
Michael "Würzel" Burston - guitarra
Phil "Philthy Animal" Taylor - bateria

Músicos adicionais:
James Hoskins - cello em 11

(Links nos comentários - links on the comments)

by Silver

9 comentários:

Anônimo disse...

Motörhead - 1916 [1991]

Link:

http://bit.ly/fbL23a

Arnaldão disse...

FCK CRAZY !!! THANX !!!

Anônimo disse...

Quando sai o projeto de lei obrigando as crianças a ouvir Motorhead na escola?

Silver disse...

Soltarei esse projeto quando me eleger à qualquer cargo. E não é promessa de político: a regra é sempre confiar em quem ouve Motörhead.

Anônimo disse...

não curto tanto esse álbum, acho ele diferente dos outros. o som está mais "polido" e com um direcionamento mais comercial, prefiro os anteriores, Rock 'n' Roll e Orgasmatron, que são pedrada na orelha.

mas é um álbum do Motörhead, não deixa de ser bom, apenas por levar o nome da banda, e além disso, tem ótimas canções.

Ingsoc disse...

Foi o primeiro disco do Motörhead que eu comprei, logo que saiu.

E o clipe de I'm So Bad (Baby I Don't Care) é a mistura perfeita que só Lemmy e cia. fazem: rock na moleira e mulheres gostosas.

M disse...

Outro discaço do Motorhead.

Dragztripztar disse...

Meu preferido com essa dupla de guitarristas é o Orgasmatron. De qualquer modo, Motörhead é Motörhead.

E, Silver para deputado.

jantchc disse...

ainda não ouvi, mas depois desta resenha to baixando..