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quarta-feira, 9 de março de 2011

Alice In Chains - Facelift [1990]


Mais um exemplo de como as drogas podem acabar com um talento se deu ontem, com o anúncio da morte de Mike Starr, baixista da formação original do Alice In Chains. Os motivos ainda são nebulosos, mas acredita-se que, pela decorrência do falecimento, seja graças ao abuso de drogas, mesmo motivo que tirou a vida do vocalista Layne Staley. Starr já havia apresentado problemas com drogas - participou do programa Celebrity Rehab e recentemente foi preso, reincidente, por porte de drogas. Em sua homenagem, segue a postagem.

Inicialmente fundado em Seattle no ano de 1987, o Alice In Chains conseguiu, na garra e na qualidade, um contrato com a major Columbia Records em 1989. Com algumas músiacs já prontas, a gravação do álbum de estreia ocorreu de dezembro de 1989 até abril do ano seguinte, com composições lideradas basicamente pelo guitarrista Jerry Cantrell e algumas contribuições de letras de Staley.


"Facelift" foi lançado em agosto de 1990 e, curiosamente, não chamou a atenção geral em primeira instância. Só depois que o clipe de Man In The Box, segundo single de divulgação, integrou a programação diária da MTV. Bastou o empurrão para que o disco se tornasse não apenas um sucesso de vendas, mas um digno standard do Grunge - apesar das controvérsias.

Controvérsias porque muito se discute sobre o "rótulo" do Alice In Chains. Vieram de Seattle e praticavam um som que, até certo ponto, era triste e depressivo. Mas logo ao início de uma análise pormenorizada do registro, nota-se que não é bem assim: "Facelift" está muito mais para Heavy Metal com pitadas de Hard Rock e do tal Grunge, porque o som é muito bem trabalhado e traz mais peso do que os camaradas do Nirvana, por exemplo, que tinham forte influência do Punk Rock.



Ao ouvir um disco como "Facelift", os horizontes se expandem. É capaz de cativar qualquer fã de Rock, pois traz um intermédio entre Heavy Metal e Grunge com intervenções sonoras de várias origens roqueiras. Muitas influências. Além disso, repito, é invejavelmente bem trabalhado. As letras trazem ótimas reflexões críticas e sentimentais, a cozinha de Mike Starr e Sean Kinney é visceral e poderosa, as guitarras de Jerry Cantrell são pra lá de criativas e trazem um "quê" de Tony Iommi, e os vocais de Layne Staley são sensacionais: originais, têm potência e alcance mas são utilizados nos momentos corretos, além de terem um suporte notável da segunda voz, de Cantrell.

Apesar de se tratar de uma estreia inspiradíssima, sempre existem os destaques, que vão para o poderoso hit Man In The Box, as diretas We Die Young e Sea Of Sorrow, a depressiva balada Love, Hate, Love e a diferente I Know Somethin' ('Bout You). Mesmo que seja ignorado às vezes, "Facelift" é um clássico da música pesada. Afinal, não é cidade natal que determina qualidade ou estilo musical. E que Starr, juntamente de Staley, descansem em paz.



01. We Die Young
02. Man In The Box
03. Sea Of Sorrow
04. Bleed The Freak
05. I Can't Remember
06. Love, Hate, Love
07. It Ain't Like That
08. Sunshine
09. Put You Down
10. Confusion
11. I Know Somethin' ('Bout You)
12. Real Thing

Layne Staley - vocal
Jerry Cantrell - guitarra, teclado, backing vocals
Mike Starr - baixo, backing vocals em 10
Sean Kinney - bateria, percussão

Músico adicional:
Kevin Shuss - backing vocals

(Links nos comentários - links on the comments)

by Silver

13 comentários:

Anônimo disse...

Alice In Chains - Facelift [1990]
(71,7mb ~ 192kbps)

http://www.mediafire.com/?yq5o37s2w9f2qyk

Gabriel Leite disse...

Pô, mais um foi dessa pra melhor... Descanse em paz, Mike e Layne. O que resta pra nós é ouvir as obras de arte que esses caras deixaram registrado.

Anônimo disse...

O melhor disco do AIC.

Weschap Coverdale disse...

Obra prima, assim como tudo que esses caras fizeram. Coloco o AIC como a melhor banda surgida nos anos 90. E apesar de considerarem como grunge por ter surgido em Seattle, para mim está mais para o Heavy. Grande postagem.

Henrique disse...

Grande disco

Apesar de preferir o Mike Inez, o Starr tem a grande parcela de contribuição para a banda, descanse em paz

Como o texto mesmo disse, o rótulo gera controvérsias, vejo o grunge como um nome para denominar bandas de seattle daquele periodo, não considero como um estilo de som

Se pegarmos os 3 expoêntes do "movimento", Nirvana, AIC e Pearl jam, claramente vemos que o som de uma não tem nada a ver com a outra, e se ambas tivessem surgido em outro contexto, épocas diferentes, lugares diferentes, etc, tenho quase total certeza de que Nirvana seria rotulado como Punk Rock e AIC como Hard/Heavy.. o Pearl Jam é o único que me gera dúvidas de como seria rotulado.

O que aconteceu, foi que surgiram na mesma época e no mesmo lugar, então pra vender mais, a mídia e a indústria criaram a denominação grunge e passou a chamar assim tudo o que surgia por lá na época

Penso assim, se grunge é um movimento, qual a sua ideologia? se for um estilo de som, qual o seu padrão do som?

Bom, o que importa, é que independente de rótulos, isso não tira o brilho e a qualidade dessas bandas pra mim, e que apesar de existirem algumas bandas novas muito boas, e muitos odiarem as bandas grunge, é inegável que isso foi o último suspiro do Rock de verdade

R.I.P. Cobain, Layne e agora Starr

Abraços, belo post

ZORREIRO disse...

Esse foi o disco que muita gente descobriu depois de Dirt.
Alice in Chains não é grunge.
Está acima de qualquer rótulo.
Grande post. Grande perda para o rock'n'roll, Mr. Starr.

Anônimo disse...

GRANDE disco.

RIP Mike.

Anônimo disse...

O Alice In Chains, assim como o Soundgarden e o Pearl Jam, formavam a trinca de bandas de Hard Rock que foram submetidas a essa classificação mercadológica/comercial para vender uma "tendência" que não se consolidou nos anos posteriores ao surgimento do selo SubPop, que também trouxe ao mundo o Nirvana.
O que não se explica é que o Nirvana é altamente influenciado pelo Pixies, combinado com elementos de Punk Rock, College Rock e outros "rótulos".
O Soundgarden e o Alice In Chains trilhavam o caminho mais Heavy, mas tinha lá seus elementos Hard Rock setentista (SG) e oitentista (AIC).
O Pearl Jam tinha um componente Folk, aliado ao Hard Rock, Pop Rock e o Classic Rock (anos 60 e 70), que confundiam realmente os roqueiros. É uma espécie de Bruce Springsteen mais pesado, a grosso modo.
O Alice In Chains é um dos melhores conjuntos dos anos 90, sem sombra de dúvida. Penso que se não fosse uma moda passageira, o tal grunge teria sido até hoje um movimento "Do It Yourself", com uma certa filosofia Punk e a atitude de Rockstars, que fariam Charlie Sheen ser convertido a seminarista amador.
Boa postagem, tenho esse CD e está na prateleira dos álbuns de que gosto muito.

Abraços Rocker!

Gabriel Leite disse...

Concordo com o Weschap, AIC não tem absolutamente nada de Grunge na veia.

jantchc disse...

vi hoje um especial da vh1 com o AiC e me deu vontade de baixar pra escutar a banda..

bom q vcs resolveram postar..

valeu..

Anônimo disse...

Disco foda demais, aliás Alice é isso.

Luiz Gustavo disse...

grande disco e uma puta resenha...
AIC forever

G3rm4no disse...

O link está quebrado.