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quarta-feira, 9 de março de 2011

Titãs - Acústico MTV [1997]


Quem aqui foi adolescente nos anos 90 e já gostava de rock, com certeza ouviu e cantou junto milhões de vezes a música "Pra Dizer Adeus". Sim, foi praticamente impossível passar o ano de 1997 e não ser atingido pelo sucesso estrondoso que os Titãs fez com seu disco acústico.Todos sabemos muito bem a máquina de dinheiro que é hoje a marca "Acústico MTV", e se isso ocorreu em terras tupiniquins, se deu devido a este trabalho, que ainda nos dias de hoje não conseguiu ser superado por nenhum outro artista brasileiro, seja no número de vendas, ou na qualidade elevadíssima apresentada.

Lembro-me muito bem que na época do anúncio desse show, causou muita estranheza o fato de os Titãs fazerem um show assim. Desde o início do grupo, a ênfase foi muito maior na distorção e no barulho, sendo até imaginável eles gravando nesse formato, o que causou um certo frisson sobre o que viria por aí. O que poderia ser imenso fracasso (na época apenas poucas bandas tinham feito um Acústico MTV, e esse era o primeiro lançado por um grupo de rock como um disco) se mostrou um tiro certeiro, e o grupo atingiu a marca de 1,7 milhão de cópias, mas que porém mostrou ser o último disco realmente bom da discografia do grupo.


E o sucesso deste registro realmente foi mais que merecido. Primeiro, os belos arranjos de metais que permeiam todas as canções, a cargo do ex-mutante e amigo do grupo Liminha e Jacques Morelembaum, que criaram arranjos memoráveis às canções, e deram uma sofisticação indescritível para quase todas estas, com nenhum ponto fraco ou não recomendado. O repertório foi muito bem escolhido, inclusive com algumas músicas que eram lado B do grupo, as inéditas que eram acima da média e se mostraram perfeitas para o formato acústico e um timaço de convidados, como Jimmy Cliff, o próprio Liminha, Rita Lee, Marisa Monte e Fito Paez, que fizeram participações marcantes.

E como já dito, as releituras ficaram excepcionais. Músicas como "O Pulso", "Flores", "Marvin" e "32 Dentes" ganharam releituras impagáveis e mostram como o grupo estava bem ensaiado e concentrado nesse projeto. Mas nenhuma releitura ficou tão boa como "Pra Dizer Adeus". Originalmente lançada como um reggae na voz de Nando Reis no disco "Televisão" e um lado B do grupo até aquele momento, com Paulo Miklos nos vocais e um arranjo digno para a letra da música, acabou por se tornar o maior hit desse registro e tocou do Oiapoque até o Chuí naquele ano, uma aposta certeira do grupo.




As canções inéditas desse disco também são dignas de nota, e mostram que além de ensaiados para o show, eles estavam inspirados nas composições feitas. "Os Cegos do Castelo" se tornou um hit naquele ano, repetindo o feito de "Pra Dizer Adeus" e sendo uma das canções mais tocadas naquele ano. "Nem 5 minutos Guardados" é outro ponto alto desse disco, com um belíssimo arranjo de metais principalmente em sua parte final. Mas a que mais me agrada é a linda "Não Vou Lutar", com uma letra muito bem construída e que mostra que realmente Paulo Miklos possui o melhor vocal do grupo, com uma interpretação que causa arrepios nos desavisados.

O melhor projeto acústico lançado por aqui e que dificilmente será superado. Tanto que teve um volume 2 lançado no ano seguinte e que ainda tem alguns bons momentos, mas ainda é abaixo deste. Uma banda que mostra qualidade e que mesmo aos trancos e barrancos permanece de pé após 30 anos de carreira, o que não é pouco. E esse post foi uma deixa para que logo apareçam por aqui clássicos do calibre de "Cabeça Dinossauro" e "Õ Blesq Blom".




1.Comida
2.Go Back (em espanhol)
3.Pra Dizer Adeus
4.Família
5.Os Cegos do Castelo
6.O Pulso
7.Marvin
8.Nem Cinco Minutos Guardados
9.Flores
10.Palavras
11.Hereditário
12.A Melhor Forma
13.Cabeça Dinossauro
14.32 Dentes
15.Bichos Escrotos (vinheta)
16.Não Vou Lutar
17.Homem Primata (vinheta)
18.Homem Primata
19.Polícia
20.Querem Meu Sangue
21.Diversão
22.Televisão


Paulo Miklos - Vocais, Bandolim
Nando Reis - Vocais, Baixo, Violões em "Os Cegos do Castelo"
Branco Mello - Vocais
Sérgio Britto - Vocais, Piano, Órgão
Tony Bellotto - Violões
Marcelo Fromer - Violões
Charles Gavin - Bateria

Músicos Convidados:
Arnaldo Antunes - Vocais em "O Pulso"
Marisa Monte - Vocais em "Flores"
Jimmy Cliff - Vocais em "Querem Meu Sangue"
Fito Paez - Vocais em "Go Back"
Marina Lima - Vocais em "Cabeça Dinossauro"
Rita Lee - Vocais em "Televisão"
Roberto de Carvalho - Piano em "Televisão"
Liminha - Violão todas as faixas e Baixo em "Os Cegos do Castelo"
Marcos Suzano - Percussão
Antonella "Fievel" Pareschi - Violino
Mariana "Rapunzel" Salles - Violino
Cassia Passarotto - Cello
Maria Flávia Martins - Cello
Cristina Braga - Harpa
Flavio de Mello - trumpete
Vitor Santos - Trombone
Phillip Doyle - Trompa
José Canuto - Sax-alto
Marcelo Martins - Sax-tenor
Eduardo Morelenbaum - Clarone




By Weschap Coverdale

10 comentários:

Anônimo disse...

http://www.mediafire.com/?jao63dmpq4z9oqi

ZORREIRO disse...

Arnaldo Antunes na condição de músico convidado chega a ser engraçado.
O disco é bom, mas Titãs foi foda com Cabeça Dinossauro e Jesus não tem dentes....
Ótimo post.

Silver disse...

Titãs decaiu depois desse acústico, infelizmente.
Mas é uma boa fase dos caras.

JoaoFPR disse...

Acho excelente esse cd, escutei até cansar.

caue disse...

O formato marcou tanto que dali pra frente todos os outros acusticos meio que seguiram a linha do que o Titãs fez nessa apresentação.
Digo isso, pois um conhecido meu me atentou para isso e é possível observar.

M disse...

Eu assisti uma apresentação e achei um porre...

Anônimo disse...

Esse Acústico é realmente o último álbum realmente bom dos Titãs.

"Família", "Marvin" e "Pra Dizer Adeus" ficaram melhores que as originais, e as inéditas são um show a parte. O único ponto fraco é "Palavras", aqui totalmente desfigurada.

Espero que logo apareça por aqui não só os clássicos oitentistas dos Titãs, mas também Ira!, Plebe Rude, Barã Vermelho, 365 e outas grandes bandas da época (Coisa que não se vê muito por aqui).

jantchc disse...

sou mais um q concorda q este foi o ultimo disco bom e relevante dos titãs..

mas não acho q todos estavam acostumados com o titãs pesado dos discos anteriores a este, na epoca do lançamento do acustico..

os primeiros 2 discos dos titãs são bem pop, só depois é q eles ficaram pesados mesmos..

e o pesadão, fudidão, é o titanomaquia, q é muito bom..

jesusbiblio disse...

Realmente esse pra mim é o melhor acustico nacional que ja assisti! Os caras realmente foram visionarios e empreendedores com esse acustico, que deixou abanda mais pop do que nunca !todas as musicas sao boas e versoes como marvin, cegos do castelo, pra dizer adeus ... entre outras são emocionanates!! Grande banda bons tempos !!!

Anônimo disse...

OS TITÃS,SÃO UMA BANDA QUE JÁ DEVERIA TER ACBADO,DEPOIS DO MARAVILHOSO,E PODRÃO,TITANOMAQUIA!FOI MUITO TRISTE,VER UMA BANDA,QUE CHEGOU AONDE CHEGOU,NO JÁ CITADO TITANOMAQUIA,E DEPOIS,TEREM POSTO TUDO A PERDER,COM O ACÚSTICO,POIS FOI AÍ QUE ELES ENCONTRARAM,UMA MINA DE DINHEIRO(E BOTA DINHEIRO NISSO),E NÃO CONSEGUIRAM MAIS SAIR DELA.SE DEPOIS DO ACÚSTICO,ELES TIVESSEM RETOMADO A SONORIDADE,CLÁSSICA DELES,ACHO QUE CONSEGUIRIAM,HOJE EM DIA???OS CARAS ENVELHECERAM,PERDERAM,A ESSÊNCIA DE SEU SOM.O TITANOMAQUIA,É UMA OBRA PRIMA,NÃO SÓ DOS TITÃS,MAS DO ROCK NACIONAL.