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terça-feira, 8 de março de 2011

The Cranberries - No Need To Argue [1994]


Sou um cara que não é muito fã de datas comemorativas, por achar que o objetivo destas é apenas o comércio e nada mais do que isso. Para mim, todo dia é dia de respeitar pai e mãe, cuidar de nossas crianças e para dar carinho a todas as mulheres que estão ao nosso redor, seja mãe, irmã, namorada, esposa ou amiga. Mas como muito se fala nessa data e seguindo o exemplo do Jay, irei postar um grupo liderado por uma mulher e que na minha opinião tem uma das mais belas vozes dentro do rock.

E além de ter um belo registro vocal, com certeza Dolores O’ Riordan liderou uma das bandas mais influentes do início dos anos 90, os irlandeses do The Cranberries. A banda teve início quando os irmãos Mike e Noel Hogan junto com o baterista Fergal Lawer montaram a banda The Cranberry Saw Us, junto com o vocalista Niall Quinn, que não muito depois saiu do grupo. Determinados a encontrar um vocal mais suave, até mesmo de uma garota, colocaram um anúncio em um jornal local. Após este, aparece uma menina de 17 anos de idade, em um terno cor de rosa e um teclado, com formação em música clássica e uma voz encantadora, que foi prontamente aceita pelos outros integrantes.




E já com a entrada da cantora, gravaram a música “Linger” e distribuíram para as gravadoras, que passaram a procurar o grupo para assinatura de um contrato, o que acabou ocorrendo com a Island Records. Após um primeiro disco que fez um relativo sucesso em solo Americano e que apenas seis meses depois explodiu em sua terra natal, foi com o segundo disco lançado em 1994, “No Need To Argue” que eles realmente explodiram, e alcançaram o desejado sucesso. 7 milhões de cópias vendidas apenas em solo americano, primeiro lugar na França, Alemanha, Austrália e Austria, e críticas empolgadas na época, que diziam que o disco era mais poderoso que “Nevermind” do Nirvana e “Ten” do Pearl Jam, o que não é pouca coisa.


E mesmo sendo um grupo que não prime pela técnica musical de seus integrantes, tem em O’ Riordan o seu grande diferencial. As interpretações que essa mulher dá as música e suas composições são algo realmente acima da média. Dona de uma voz angelical e ainda assim poderosa, podemos dizer facilmente que ela é alma do grupo. E um belo exemplo disso é visto no principal single desse disco, a clássica “Zombie”, um crítica a violência na Irlanda e faz referência ao levante da Páscoa ocorrido em abril de 1916 e que foi ponto crucial para a independência do país. Uma canção poderosa e que realmente fica grudada durante dias na cabeça do ouvinte.



Mas nem só de “Zombie” vive o disco, temos outras canções legais e que fizeram sucesso na época. A triste balada “Ode To My Family” também fez muito sucesso, com uma letra que questiona os relacionamentos familiares, nem sempre felizes e harmoniosos. Como destaques também coloco “I Can’t Be With You”, “Ridiculous Thoughts”, “Daffodil Lamment” e todas as letras desse disco, bem compostas e que mostram o talento e a inteligência de O’ Riordan, apostando em temas mais profundos e tristes de maneira sincera e bela.

Para aqueles que acham que mulheres não sabem fazer rock (e olha que conheço alguns idiotas que pensam dessa maneira) aqui está uma prova absoluta de que estão errados. 42 milhões de discos vendidos não me deixam mentir. E olha que eles ainda se superaram no sucessor “To the Faithful Departed”, com uma temática ainda mais sombria, ainda que traga esperança. Esse com certeza é um dos grandes discos dos anos 90.




1.Ode to My Family
2.I Can't Be With You
3.Twenty One
4.Zombie
5.Empty
6.Everything I Said
7.The Icicle Melts
8.Disappointment
9.Ridiculous Thoughts
10.Dreaming My Dreams
11.Yeat's Grave
12.Daffodil Laments
13.No Need to Argue

Dolores O'Riordan - Vocais, Guitarras
Noel Hogan - Guitarras
Mike Hogan - Baixo
Fergal Lawler - Bateria



By Weschap Coverdale

8 comentários:

Anônimo disse...

http://www.mediafire.com/?i1f1ri4sd7n8s37

Anônimo disse...

discão !

jesusbiblio disse...

Muito legal cranberries!! eles realmente marcaram os anos 90, é uma banda com muito feeleling e originalidade !

JORJAOFONSECA disse...

belo post, Cranberries é uma banda boa, concordo com a sua resenha,mas acredito que as datas comemorativas devam existir, e com esse cunho comercial, pq é preciso manter a roda girando, claro que de forma saudável,compartilhada, afinal se vivéssemos no sonho socialista, não teríamos como comsumir cultura. comprar discos, ir a shows, mas isso é minha humilde opinião, não é pra despertar acaloradas discussões sobre o sexo dos anjos,rsrsrs,

Anônimo disse...

Women rules!!!
valeu pelop post!

Anônimo disse...

"Sonho socialista"?PFFFFFFFF.

Gabriel Leite disse...

Cara, quando meu primo (fanático, digasse de passagem) me apresentou o Cranberries, eu sinceramente não botei fé. Hoje eu ouço sempre, um som realmente muito bom. E a resenha tá ótima!

Anônimo disse...

é sempre bom the cranberries pra relaxar