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quinta-feira, 2 de junho de 2011

Black Label Society – The Song Remains Not The Same [2011]



Poucos guitarristas mantiveram por tanto tempo seu auge criativo como Zakk Wylde.

Da impressionante estreia com Ozzy Osbourne no disco No Rest For The Wicked, quando tinha apenas 21 anos, às performances cheias de energia protagonizadas no OzzFest, quando tocou com o Black Label Society e, em seguida, com a banda de Ozzy no encerramento, Jeffrey Phillip Wielandt (sim, esse é o nome dele) nunca deixou de dar o máximo de si.

Ele não se contenta com resultados medianos, não se acomoda jamais. É praticamente o Chuck Norris do rock. E o resultado desse empenho todo é a debilidade de sua saúde, pois o músico seguidamente passa por sérios problemas que o tiram de cena para tratamento.



Dono de uma técnica furiosa e de um senso melódico invejável, esse já senhor de New Jersey nunca escondeu ser fã incondicional de southern rock. Chegou a tocar guitarra com os Allman Brothers em uma apresentação em 1993. Gravou um disco de southern metal (ou chamem como quiserem o Pride & Glory) e, em todas as suas obras, acrescenta algum elemento do estilo. Isso começou a aparecer com aquele slide magnífico de No More Tears. Suas músicas intercalam lirismo com violência de maneira absolutamente genial, e isso é indiscutível.

No Black Label Society o músico assumiu sua posição de band leader (que não podia exercer na banda de Ozzy por motivos óbvios) e segurou, na maioria das vezes sozinho, os vocais e os instrumentos das gravações de estúdio. Ao vivo, porém, ele sempre pôde contar com o fiel Nick Catanese, que sabe como ninguém completar as pirotecnias de Wylde.

The Song Remains Not The Same é o ultimo lançamento da Black Label Society. Disco que Wylde alega não ser official. Nas palavras do próprio: "we just wanted to put something cool out there”. Mas o resultado é maior que isso. Gravado com a banda toda no estúdio, o play é mais um daqueles trabalhos em que o violão e o piano são enfatizados e os solos de guitarra pipocam por todo lado. Os vocais, que nunca me agradaram plenamente, estão cheios de gás.

A bolacha (sou do tempo da bolacha sim, e daí?) abre com Overlord. Um clima que o Alice in Chains explorou bastante em Jar of Flies mas que, aqui, apareceu com um groove maior, mais coeso. São quatro músicas do disco Order Of The Black rearranjadas para o formato.



A cover do Black Sabbath é Junior’s Eyes. Uma música pouco conhecida do disco Never Say Die que ficou fortíssima. Vocais dobrados em quintas e oitavas demonstram que Zakk deixou para trás os tempos em que, como vocalista, era um ótimo guitarrista. O pianão leva o fundo para o coro de vozes deitar e rolar em cima. Difícil descrever mais dessa maravilha. Ouça!

Crosby Stills Nash and Youg contribuem com Helpless. Clássico absoluto do álbum Deja vu, ficou excelente sem a voz de taquara rachada de Neil Young. Zakk deu vida nova a uma canção simples de três acordes. E poucos gênios conseguem fazer isso, como, por exemplo, Hendrix fizera com All Along The Watchtower, de Dylan.



Agora, quer ter um espasmo orgásmico? Ouça a versão para Bridge Over Troubled Water, de Simon e Garfunkel. Zakk faz os vocais de Simon e os de Garfunkel em overdub. O cara está passando por uma fase singular, definitivamente. Nem em Book of Shadows ele conseguira tamanha inspiração para compor arranjos.

John Rich, estrela da música country norte americana, participa de Darkest Days. A impressão que dá é que se está a escutar um disco dos Eagles. E isso é bom.

Wylde prestou sua homenagem às suas fontes de inspiração de forma magistral. Saiu do óbvio e escolheu a dedo o repertório. Quem não conhece as originais, que procure se interar para perceber que Midas, apesar de ter morrido de fome, tinha um toque especial.

E esse toque especial de Zakk Wylde pode ser sentido durante todo o play. Mais uma obra genial dessa figura incansável.

Track List

01. Overlord (Unplugged version)
02. Parade Of The Dead (Unplugged version)
03. Riders Of The Damned (Unplugged version)
04. Darkest Days (Unplugged version)
05. Juniors Eyes
06. Helpless
07. Bridge Over Troubled Water
08. Can't Find My Way Home
09. Darkest Days (featuring John Rich)
10. The First Noel

Zakk Wylde (guitarras, piano e vocais)
Nick Catanese (guitarras)
John “JD” DeServio (baixo)
Johnny Kelly (bateria)

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Por Zorreiro

20 comentários:

Anônimo disse...

http://www.mediafire.com/?91449ztdrnu5npz

Ricardo Brovin disse...

Zakk pra mim Gênio!!! parabéns pelo post!!!!

Mariane disse...

Eu curto muito o BLS! Zakk Wylde é incrível! Tbm postei sobre ele no meu blog.
http://oblogimaginario.blogspot.com

Ainda nao ouvi as músicas do novo album.

Eu já acompanho o blog algum tempo, nao tinha comentado aaqui ainda, apesar do pedido de comentários, mas quando vi a postagem sobre o Black Label pensei "agora eu vou ter que comentar"! ;) parabéns pelo blog!

luxorissa disse...

falar de zakk é chover no molhado.
que ele viva muitos e muitos anos para nos brindar com tanto talento e competencia...

Weschap Coverdale disse...

Sério, só ouvi essa Helpless e as lágrimas vieram aos olhos. QUE VERSÃO MONSTRUOSA E MARAVILHOSA DO MONSTRO WYLDE! Apesar de estar meio grogue ainda devido a endoscopia, realmente fiquei impressionado!

TIO Zorreiro, postagem espetacular, parabéns man! Só por essa música, mas já estou esperando mais, com certeza vou voltar aqui para comentar mais. Talvez o post mais inesperado e o mais incrível desse ano!

Anônimo disse...

Zakk é bom, mas há muito exagero.
Quem conhece rock nunca o colocaria na lista dos melhores!!

Jay disse...

Opa, temos um conhecedor do Rock na área. Aproveitemos para sanar nossas dúvidas de reles mortais!

P.S.: não coloco o Zakk entre os melhores e acho que ele perdeu sua criatividade lá pelo segundo disco do BLS. Mas não me considero alguém que sabe mais que os que o idolatram por isso.

Anônimo disse...

Eu sempre fui mais fã do Jake E. Lee no Ozzy, do que do Randy Rhoads e do Zakk Wylde. Porém, reconheço os méritos da cada um, e imagino que poderiam fazer muito mais se no caso de Rhoads ele não tivesse partido para o além, e no caso de Zakk, se ele parasse com os excessos e tantos trabalhos seguidamente, sem aquela pausa necessária que faria muito bem para transformar seus álbuns em clássicos.
Costumo levar em conta que para um álbum ficar realmente bom, acima da média, ele teria que ter uns 42 minutos de duração, como eram os LPs, e que o intervalo entre os álbuns fosse de dois a três anos, no mínimo.
Se assim fosse, não haveria a menor necessidade de vários CDs ficarem cansativos com seus 70 minutos, ou 20 músicas, ou os tais 'fillers' que mais cansam do que compensam.
Um bom CD teria que ter no máximo uns 50 minutos, e no máximo umas 12 músicas. Há álbuns como o "1919 Eternal" com umas cinco músicas muito boas, um outro como "Maffia" com mais umas quatro músicas e assim por diante.
Como a voz do Zakk em vários álbuns não é realmente uma coisa que possamos classificar de genial ou virtuose, sempre me lembro do bom álbum "Book Of Shadows", que também peca pelo desequilíbrio entre o que poderia ser soft e o hard. Faltou um jogo de cintura para colocar mais elementos puros como o blues de raiz (e a voz do Zakk tem potencial para esse estilo) e também para o country genuíno misturado com o rock, que ficaria excelente. A opção estilística pelo southern é inteligente, porque há poucas expressões em vigor, salvo o HellYeah que vai acelerado e pesado com seu punch para o sludge.
Em "No More Tears", álbum que considero a melhor da formação com o Ozzy, as músicas que flertavam com o estilo praticado pelo Zakk são as mais impactantes, como a faixa-título e a bela "Mama I'm Coming Home", e isso porque há ótimas músicas como "Mr. Tinkertrain" e "Desire" por exemplo.
O que atualmente o Zakk precisava fazer em sua carreira é criar um novo padrão para seu estilo, e dissociar de vez da sua história com o Ozzy, como fez o Jake E. Lee no Badlands. No Badlands, o guitarrista buscou um novo padrão sonoro para sua música e técnica, e abraçou influências zeppelinianas e também uma ótima vibe southern/country que funcionou de forma eficaz com os outros músicos.

Aprecio demais os timbres de guitarra do Zakk, e acho que está na hora de tocar mais, e cantar menos, ou seja, fazer um álbum puro de guitarras e violões.

Long Live Rock'n'Roll!

Junior disse...

Boa Jay! rsrsrs

caique disse...

Zakk Wylde, além de ser um puta de um guitarrista, deixa vários vocalistas no chinelinho

Edu Bittencourt disse...

Realmente ,
isto eh zakk fucking wylde ...

disco genial !!!

ZORREIRO disse...

Meu caro sobrinho Weschap.
Tio ZoSo te leva pra assistir o Big4 no cinema qualquer dia desses embalado por muito baconzitos com fanta uva.
Pode ficar tranquilo. hashhashuahsuhau
Divergências e gostos a parte, os vocais desse disco marcam, na minha opinião, um novo padrão de som para Zakk Wylde.

Músico Amador disse...

Amigos, os títulos de melhor isso ou melhor aquilo, nunca refletiram a qualidade de ninguém. É só lembrar que The Edge e Edgar Scandura já foram eleitos melhores do ano em seus instrumentos.
Não é somente o momento de um músico que o qualifica ou, principalmente, o desqualifica. Cada um, tem sua história, seu legado, e a história de Zakk Wylde é indiscutível. Seus solos, suas composições, seus arranjos, tudo isso constrói sua vida no metal.
Já ouvi de um grande amigo, que teve a oportunidade de estar no show do BLS, que Zakk é poser. Putz, não consigo acreditar que o fato de um ventilador no palco venha denegrir a imagem de um monstro como Zakk Wylde.
Para os que puderam ver e se lembram, em 1985, o Scorpions fez um dos melhores shows do Rock In Rio 1, com vários ventiladores....rsrsrsr....meramente ilustrativo.
Ouçamos as músicas, entendamos as atitudes, e vamos acreditar que a vida é cíclica e tudo volta.
Abraços,
P.S.: Nunca rive coragem, mas como o amigo acima citou...rsrsrs...quem curtir cinema...dê uma olhada em:
www.filmecomfandangos.com.br

Mamede disse...

best Guitar and Vocals EVER!

Weschap Coverdale disse...

Tio Zorreiro, não vou poder comer baconzitos e nem fanta uva devido a cirurgia bariátrica que vou fazer, por isso que sumi essa semana, devido aos exames. Mas quanto a assitir o Big 4 no cine é nóis (nem precisa ver o Metallica, só o Megadeth, Slayer e Anthrax me deixariam satisfeito!)

Anônimo disse...

Totalmente inesperado! E totalmente chapante, valeu!

Gus disse...

pra mim, um dos melhores trabalhos do BLS, juntamente com o fantástico Hangover Music Vol. VI.... gosto mais das músicas calmas dele do q das porradeiras!

\/m

ZORREIRO disse...

Iiiiiiiiiiiihhhhhhhhh.
Então uma sopa de legumes (só o caldo) num copo plástico de cafezinho.
Mas tá valendo. Boa sorte irmão.

Marcelo disse...

Zakk é fenomenal... Seu disco Book of Shaddows é sensacional

Mary disse...

Seu blog é muito bom.
Adorei esse post. Apesar de me achar muito leiga em tudo que diz respeito a Rock pra avaliar um texto, já ouvi muita coisa diferente e concordo com tudo que vc comentou sobre Wylde... ele é inacreditável mesmo. Obrigada