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quarta-feira, 30 de junho de 2010

White Stripes - Icky Thump [2007]


Após despejar sua “normalidade” no Raconteurs, eis que Jack White usa excentricidade, abusando de trompetes, teclados desafinados e gaitas de fole para mais uma vez impressionar e mostrar que tem muita lenha para queimar e idéias a mostrar. Após apostar alto no insoso “Get Behind Me Satan”, ele volta com tudo junto com Meg e mostra mais uma vez seu valor. Talento que até Slash reconheceu, afirmando que ele é o único guitarrista fantástico dessa nova geração. E eis que usa esse talento para conceber o álbum mais esquisito de sua carreira, mas também o mais criativo e fenomenal à frente do White Stripes.

E ele começa tal demonstração em “Icky Thump”. Riffs rasgados e sujos, teclado desafinado, vocal gritado que canta uma letra politizada, que critica as leis de imigração adotadas por seu governo e se solidariza com os imigrantes. Até a bateria da limitada Meg White casa perfeitamente com esta canção raivosa. Quer algo mais raivoso que “Well, Americans: / What, nothin' better to do? / Why don't you kick yourself out? / You're an immigrant too”? Quem dera todos hoje tivessem a mesma coragem e atitude...


Em “You Don't Know What Love Is (You Just Do as You're Told)”, temos uma grande balada, que remete aos outros discos da banda e que é a maior candidata a agradar aos fãs, observamos novamente uma crítica, dessa vez sobre o amor, da maneira que as pessoas dizem "eu te amo", mas sem nem ao menos saber o significado e o poder de tal palavra.



Em “300 MPH Torrential Outpour Blues” fica uma pergunta. Será que é realmente o White Stripes que está tocando? Ou seria Led Zeppelin? Mais uma vez observamos o quanto Jack e Meg beberam na fonte do Zeppelin e o quanto são influenciados por eles.


“Conquest”... O que eu posso dizer? Simplesmente perco as palavras para descrever tal música. O solo de trompetes (???) e o ritmo latino que permeiam tal música mostram o quanto a esquisitice de Jack White é genial.


Mas não poderiam faltar as tradicionais porradas sujas e com vozes rasgadas que sempre encontramos nos albuns da banda. E aqui “Bone Broke”, “Little Cream Soda” e “Rag and Bone” cumprem bem esse papel, sendo sujas, chegando a lembrar sons do Stooges com Iggy Pop.


Mas a esquisitice de Jack não terminou por aí. Quer ouvir country? “Prickly Thorn, But Sweetly Worn” é daqueles countrys clássicos direto de Nashville, lugar onde coincidentemente foi gravado o disco. Talvez o clima da cidade tenha influenciado a banda. “St. Andrew (This Battle Is in the Air)” é guiada por uma gaita de fole fazendo a base principal e tornando a música deliciosamente experimental.


Resumindo, um grande disco que demonstra que no rock dos anos 2000 quem manda é Jack White, seja no Raconteurs ou no White Stripes. Esquisito sim, porém genial.


1.Icky Thump
2.You Don't Know What Love Is (You Just Do as You're Told)
3.300 MPH Torrential Outpour Blues
4.Conquest
5.Bone Broke
6.Prickly Thorn, But Sweetly Worn
7.St. Andrew (This Battle Is in the Air)
8.Little Cream Soda
9.Rag and Bone
10.I'm Slowly Turning Into You
11.A Martyr for My Love for You
12.Catch Hell Blues
13.Effect and Cause


Jack White – Guitarras, teclado e piano
Meg White - Bateria



By Weschap Coverdale

Helix - No Rest For The Wicked [1983]


Formados em 1974 apenas para um concurso de batalha de bandas, o Helix acabou se tornando famosíssimo no Canadá. O grupo originalmente formado por Bruce Arnold na bateria, Brian Vollmer no vocal, os guitarristas Ron Watson e Rick Trembley, Don Simmons no teclado e Keith Zurbrigg no baixo batalhou muito até conseguirem se manter, lançando o primeiro LP apenas em 1979, sob o nome de Breaking Loose e com sonoridade semelhante à de "banda de garagem". Colocaram no mercado ainda mais um disco em 1981 nesse estilo, até que em 1983 lançam "No Rest For The Wicked'', onde resolveram apostar no Hard N' Heavy que vinha crescendo na época, com o Twisted Sister, o Mötley Crüe e o Quiet Riot.

Com nova sonoridade, novo logo, nova imagem, um line-up totalmente renovado, sobrando apenas o vocalista de original, eis que conseguem um contrato com a Capitol Records, depois de esta rejeitar a banda 3 vezes. Como um verdadeiro divisor de águas na carreira da banda, logo conseguem emplacar um hit, 'Heavy Metal Love', que provavelmente deve ter sido escolhido a dedo como single, já que todas faixas aqui, pela qualidade tão alta, teriam sucesso.

Helix antes de mudarem a sonoridade, o emblema, o visual...

Apesar da modesta fama, alcançando o 186º lugar no Top 200 da Billboard, e com o single entrando em 23º nos charts de Rock, o Helix já começava a vivenciar o grande problema dos rockstars: as drogas, com troca de baixista 'apenas' 4 vezes durante a turnê.

'No Rest For The Wicked' em questão nos apresenta 10 faixas do mais puro Hard N' Heavy, começando pelo vocalista, esbanjando sua potência vocal diferenciada em todos os sons. A dupla de guitarristas também não faz feio, com ótimos riffs ao longo do play. A cozinha apesar de simples não deixa a desejar, com o baixo se destacando dos outros instrumentos em alguns lugares.

Os destaques mais uma vez ficam difícieis de se escolher, porém as que acabam se destacando mais são 'Let's All Do It Tonight', com grande melodia, grande refrão e um dos melhores riffs do play; a mais pesada 'Dirty Dog', bem cadenciada com uma melodia grudenta; os singles 'Heavy Metal Love' e 'Don't Get Mad Get Even' que se sobressaem pela primeira ser regravada em 2005 para um recente lançamento, e a segunda como um cover da cantora Lisa Dalbello, que acabou escrevendo também 'Does A Fool Ever Learn', esta especialmente para o Helix.

''No Rest For The Wicked'' trata-se de um clássico do cenário Hard N' Heavy do comeco dos anos 80, divisor de águas da banda, e, por muitos, considerado o melhor dos canadenses. Se você nunca ouviu esse álbum ou o grupo em si, garanto que irá se apaixonar e irá baixar os próximos que postarei por aqui. Hoje falo com firmeza que é uma das 5 melhores bandas que já ouvi em minha vida.

01. Does A Fool Ever Learn
02. Let's All Do It Tonite
03. Heavy Metal Love
04. Check Ou The Love
05. No Rest For The Wicked
06. Don't Get Mad, Get Even
07. Ain't No High Like Rock N' Roll
08. Dirty Dog
09. Never Want To Lose You
10. White Lace and Black Leather

Brian Vollmer - vocal
Greg "Fritz" Hinz - bateria
Mike Uzelac - baixo
Paul Hackman - guitarra
Brent "The Doctor" Doerner - guitarra

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Hairbanger

Para quem duvida que a mudança não foi boa...

Zenith - Zenith [1988]


O Zenith é mais uma daquelas bandas de Hard Rock/Aor que lançaram um único disco no final dos anos 80 com muita garra e qualidade de sobra. A única coisa que diferencia essa banda é que ela foi formada no Brasil, mais precisamente em Mogi Guaçu, em São Paulo. Chegaram a fazer um certo sucesso no final dos anos 80 na região de Campinas, mas nunca conseguiram muito mais que isso.

O que você vai encontrar por aqui são 8 músicas muito sólidas, com boa produção, boa base de teclados marcando sempre presença, baixo bem presente, bateria bem ousada com ótimas viradas, show a parte por conta do guitarrista e vocal se mostrando perfeito para a proposta da banda - aquele típico Hard/Aor que as bandas escandinavas sabem fazer bem -, sem esquecer os refrães grudentos e letras todas em português.

Não há muito o que se falar dos sons aqui presentes, confesso a vocês que me falta até palavras para descrever, sem exageros, um dos melhores discos brasileiros que já escutei. Todo o disco por si só é perfeito. Apenas posso dizer que o play passeia por canções mais calmas e mais pesadas, porém nada de baladinhas melosas, até as mais calmas mostram todo o peso da banda.

Dou destaques à faixa de abertura, 'Dama da Escuridão', que abre o play mostrando que a banda não está para brincadeira, com pegada forte por parte do batera, teclados por toda parte e grande refrão que já vai te fazer sair cantando por aí; 'Muros', que de começo nos faz lembrar da fase 'Out Of This World' do grande Europe, principalmente pelo destaque dos teclados; 'Estrelas Foscas' que é mais uma de peso, com melodia incrível, vocal perfeito e refrão, como uma boa banda de Aor, bem presente; e 'Asas', faixa que obteve alguma repercurssão pelas rádios na época.

Sem mais o que falar, os apresento um raríssimo disco brasileiro, cantado em português, de Hard/Aor de extrema qualidade, que com certeza não pode faltar na sua coleção.

01. Dama da Escuridão
02. Doce Mãe
03. Estrelas Foscas
04. Asas
05. Spotlight
06. Dia a Dia
07. Muros
08. Curvas de Um Rio

Rogério - vocal
Dé - guitarra
Taná - baixo
Miltão - bateria
Zuza - teclados

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Hairbanger

Aerosmith - Stroll On (Live At Marquee Club, London) [1990]


É impossível negar que o Led Zeppelin seja a maior influência do Aerosmith. Mais notório ainda: Joe Perry é muito influenciado pelo estilo "guitarrístico" de Jimmy Page. Aliás, o revolucionário quarteto inglês influenciou a grande maioria das bandas de Hard Rock, pra não dizer todas. E quando "pai" e "filho" se encontram no palco, o que isso poderia resultar? Pepita!

A ocasião se deu no Marquee Club, casa de shows clássica da cidade de Londres (foi palco do primeiro show do The Rolling Stones e é refúgio de muitas bandas para "shows secretos", como este), no dia 20 de agosto de 1990. Como sempre, o registro está com ótima qualidade sonora, pois foi gravado diretamente da mesa de som.

O que era pra ser apenas um show "secreto" do Aerosmith se tornou em uma das mais lendárias e inusitadas apresentações do grupo: após a banda apresentar um repertório de 10 músicas, Jimmy Page sobe ao palco para executar alguns clássicos com os bad boys de Boston.

O pequeno repertório de 5 faixas executado com Page contou com covers de canções clássicas de Rock/Blues, como "Train Kept-A-Rollin'", "Immigrant Song" (essa eu queria ver como Steven Tyler se sairia e o mesmo arrebentou) e "Red House", esta cantada por Joe Perry.

A lenda em questão: Jimmy Page

A performance dispensa quaisquer comentários: os caras do Aerosmith são competentíssimos e ainda estavam numa ótima fase, então não era de se esperar que se mostrassem incríveis durante o concerto. Já Jimmy Page, mesmo sumidão, ainda estava mandando muito, como é perceptível por aqui. Até porque, rei que é rei nunca perde a majestade.

O arquivo da postagem ainda traz "Milk Cow Blues", tocada antes de Jimmy ser chamado ao palco, mas não conta com o show na íntegra porque apenas as seis faixas em questão foram gravadas diretamente da mesa de som, ou seja, as outras faixas não estão com boa qualidade sonora.

Raridade daquelas! Merece a atenção (e o comentário) de todos os visitantes da Combe, até mesmo daqueles que não gostam do Aerosmith, pois aqui tem-se Rock n' Roll blueseiro de primeiríssima qualidade.

01. Milk Cow Blues
- Jimmy Page on stage -
02. I Ain't Got You
03. Think About It
04. Red House
05. Immigrant Song
06. Train Kept a Rollin'

Steven Tyler - vocal
Jimmy Page - guitarra (de 2 a 6)
Joe Perry - guitarra, vocal em 4
Brad Whitford - guitarra
Tom Hamilton - baixo
Joey Kramer - bateria

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by Silver


terça-feira, 29 de junho de 2010

Igor Kupriyanov - Popitka k Begstvu [1991]


Bom, acredito que ninguém aqui tenha sequer ouvido falar nesse russo que lançou um ótimo disco de Hard/Aor em 1991. Apesar do cara cantar em russo em todos os sons e eu não conseguir pronunciar o nome de nenhuma música dele, acredito que muitos vão se espantar pela qualidade do play, tanto pelo instrumental, sem apresentar nada que te deixe de queixo caído pela técnica, mas que apresenta perfeição na ideia que o disco quer passar, quanto no vocal, sempre limpo, e com muita emoção.

O disco já nos abre com "Feq Letnih Snow", com ótimos teclados de introdução aliados com voz limpa e instrumental perfeito, e que, apesar de não entender uma palavra do que é cantado, o refrão acaba grudando na sua mente. Perto de ser o melhor som do disco, com certeza foi uma ótima escolha para abrir o play.

Em seguida somos abençoados com "M Ne Wstretimsq" onde o lado mais Aor do cantor aparece, com uma música mais calma, refrão grudento apesar de continuar sem entender nada do que se canta, e uma voz limpa e calma. "Semx Diej" vem em seguida já contagiando o ouvinte com o riff inicial, já mostrando que um som mais acelerado está por vir, o que não significa que a qualidade da audição caia, muito pelo contrário, acaba contagiando pelo fato de uma veia Hard Rock dos anos 80 aparecer com mais força.

Eis que "Pos Lednij Wzglqd" começa, sem introdução, com o sr. Kupriyanov já mandando ver só na voz e violão, no que vem a se tornar uma grande balada, que se fosse cantada em inglês e made in USA, com certeza abalaria os charts da época. "Nounaq Gostxq", mais um Hard energético vindo diretamente da União Soviética, mostra que os "comunistas sem coração" que todos eram contra em época de Guerra Fria também tem muito o que oferecer para a comunidade "farofa" que abalava o mundo na época.

E como parece que sempre depois de um Hard festeiro, uma balada aparece no disco, "Moj Putx" chega para confirmar essa tese, com mais uma música com a veia Aor mais alavancada. Em seguida, eis que "Lfbowx Kak Qd" surge com um refrão contagiante, para confirmar de fato que o disco é alternado em faixas mais contagiantes e faixas mais Aor. "Proaj", uma das faixas mais calmas de todo o disco aparece, que se não fosse o refrão, mais uma vez, apesar de ser em russo, grudento, facilmente você que não aprecia faixas bem calmas, passaria batido.

Chegando no final, o disco nos contempla com "Korolewa Noun v Allej", mais um Hard contagiante, farofento e grudento, que se fosse feito na Sunset Strip nos tempos áureos do Hair Metal, facilmente abocanharia grande número de fãs ao redor do mundo. Apesar do disco todo ser extremamente bem feito, esse som número 09 é fora-de-série. O melhor momento do play. E para fechar, a faixa título, uma balada bem arrastada, que em minha opnião acaba sendo o pior momento do disco.

Bom, como o disco não deve ter sido muito feliz nas vendagens na época, já que nada você irá encontrar se resolver quiser saber mais do cara, aqui faço minha parte, divulgar um dos melhores discos de Hard/Aor que já ouvi, mesmo que cantado em russo. Com certeza merece um lugar em sua discografia.

Tracklist:

1. Feq Letnih Snow
2. M Ne Wstretimsq
3. Semx Diej
4. Pos Lednij Wzglqd
5. Nounaq Gostxq
6. Moj Putx
7. Lfbowx Kak Qd
8. Proaj
9. Korolewa Noun v Allej
10. Popitka k Begstvu

Ps: O nome dos sons eu transformei das letras russas para as letras romanas, sem alguém quiser o tracklist original em russo é só avisar.

Igor Kupriyanov - vocal, backing vocals
Oleg Avakov - guitarra
Igor Kozhin - guitarra
Andrei Rodin - bateria
Alessandro Kuzmichev - baixo
Leonid Rossohovatsky - teclado
Yu Frolova - backing vocals

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Hairbanger

Omen – Teeth of the Hydra [1989]

Aqui está uma coletânea que reúne algumas das melhores músicas lançadas pelo Omen nos anos 80. Quando a Metal Blade lançou este Teeth of the Hydra, a banda já havia se separado devido, entre outros fatores, ao fracasso comercial do álbum Escape To Nowhere. Nada como saber ganhar dinheiro, afinal, fã que é fã compra o disco mesmo que este não contenha nada de inédito.

Das 11 faixas de Teeth of the Hydra, 10 contam com o saudoso J.D. Kimball nos vocais – o que é ótimo, pois a voz do cara era algo sem comparação. A exceção fica por conta de uma das músicas mais fracas de Escape To Nowhere, a dispensável “Thorn in Your Flesh”. Outro “problema” da coletânea diz respeito à numeração das faixas. A boa e velha ordem cronológica foi posta de lado, o que pode dificultar o entendimento dos novos fãs. A velha guarda, a meu exemplo, consegue se “achar” sem maiores complicações.

Agora vamos aos destaques. Mesmo sentindo a falta de algumas pedradas como “In The Arena”, “Red Horizon” e “Ruby Eye (of the Serpent)”, Teeth of the Hydra é recheado de clássicos como “Termination”, “Battle Cry” e “Nightmares”, ou seja, malefícios garantidos para o seu pescoço e para os ouvidos da vizinhança, que, inevitavelmente, terá que agüentar um Heavy Metal no talo!

01. Holy Martyr
02. Termination
03. Dragon's Breath
04. Teeth of the Hydra
05. Battle Cry
06. The Curse
07. Nightmares
08. Bounty Hunter
09. Thorn in Your Flesh
10. Die by the Blade
11. Hell's Gates

Kenny Powell – Guitarra
J.D. Kimball – Vocais
Jody Henry – Baixo
Steve Wittig – Bateria

Músico adicional:
Coburn Pharr – Vocais em “Thorn in Your Flesh”

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мєαиѕтяєєт

Týr - Land [2008]



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Land
é o quarto disco da banda feroense Týr.
O quarteto de viking metal sabe muito bem o que faz, sem as tradicionais palhetadas e pedaladas excessivas que se encontra na esmagadora maioria das bandas do gênero. Após uma troca brusca de músicos, a lineup está em seu auge, tendo participado do já tradicional Paganfest na Europa e nos Estados Unidos, ao lado de grandes bandas de folk metal como Moonsorrow e Korpiklaani.
O disco conta com 10 músicas, passando por vários gêneros do metal: gothic, power, progressive, folk, dentre outros. Nada de milhões batidas por segundo: o som é bem cru, ressaltando muito mais o peso do que a velocidade. As letras são cantadas ora em norueguês, ora em feroense. Nenhuma balada no repertório. Valkyrjan é, definitivamente uma das mais marcantes do álbum, que parece uma prece aos deuses pagãos. Com bons solos, fortes vocais e uma percussão que dá arrepios, seu ritmo progride, com a guitarra de Terji Skibenæs entrando no momento certo, em sintonia com a outra guitarra e a voz de Heri Joensen, a grande revelação da atual formação. Também há mais dois épicos nesse disco: Fipan Fagra e Lokka Tattur. As melodias são quase divinas, levando a música a uma verdadeira atmosfera pagã.
A setlist ainda conta com o clássico da banda Hail To The Hammer, a única cantada em inglês, gravada no debut How Far To Asgaard, em 2002. Essa é outra música em que a atual formação mostra o tanto que é mais madura e profissional, com timbres mais minunciosos e mais bem escolhidos e, novamente, com a nova voz da banda, Heri Joensen, que se encaixou perfeitamente nessa e em todas as outras faixas.

Definitivamente um bom disco, da minha banda de folk/viking favorita.

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1. Gandkvæði Tróndar
2. Sinklars Vísa
3. Ocean
4. Gátu Ríma
5. Brennivín
6. Fípan Fagra
7. Valkyrjan
8. Lokka Táttur
9. Land
10. Hail to the Hammer

Heri Joensen — vocal, guitarra
Terji Skibenæs — guitarra
Gunnar H. Thomsen — baixo
Kári Streymoy — bateria


Iron Maiden - Powerslave [1984]


Há quem diga que, juntamente de "The Number Of The Beast" e "Piece Of Me", "Powerslave" constitui a trinca dos álbuns de ouro do Iron Maiden. Por um lado é verdade, pois o trio é clássico. Por outro, não se deve ignorar outras pedradas que o grupo lançou nos anos 1980. Mas vamos ao que interessa.

Em 1984, muitos grupos estavam se consolidando cada vez mais no mundo do som pesado e o movimento da MPB (Música Pesada Britânica) estava em alta principalmente nos Estados Unidos. E a trupe de Steve Harris liderava os "emergentes". A expectativa aumentava a cada lançamento e os fãs não se decepcionavam.

Lançado em 3 de setembro de 1984, "Powerslave" definitivamente é um hors concours na escola do Heavy Metal. O quinteto conseguiu superar tudo o que já havia feito por aqui e impressionam desde o primeiro ao último minuto de duração do play. A inspiração transborda em todos os quesitos: riffs, solos, melodias, linhas de baixo, bateria, vocalizações e principalmente as letras, que contam com uma temática mais épica, que abordam guerras, batalhas, histórias de faraós e tudo o mais.

A abertura já se dá com a pedrada "Aces High", clássico indiscutível da carreira do Maiden, com guitarras poderosas, cozinha rápida e um show à parte do vocalista Bruce Dickinson. "Two Minutes To Midnight", repleta de ótimos riffs e com um refrão que levanta até defunto, mantém o nível com classe e constitui um dos maiores sucessos particulares da donzela, chegando ao 11° lugar das paradas inglesas.


Em seguida tem-se a instrumental "Losfer Words (Big ’Orra)", com um clima caracteristicamente egípcio e instrumentos acasalados perfeitamente e três injustiçadas que mereciam ser tocadas ao vivo: a ótima "Flash Of The Blade", onde Adrian Smith e Dave Murray mostram bastante eficiência nas seis cordas e Dickinson bota o pulmão pra funcionar nos refrães, a pesada "The Duellists", que apresenta um Nicko McBrain bastante habilidoso e criativo e "Back In The Village", pedrada que contém ligação direta com "The Prisoner" (do álbum "The Number Of The Beast").

O play vai chegando ao fim e, apesar de ter apenas oito faixas, a duração das canções aumenta no fim. A faixa-título, clássico incontestável de 7 minutos composto por Bruce, inicia-se com uma incrível introdução de baixo de Steve Harris, que logo é tomada pelo peso das guitarras gêmeas de Murray e Smith e da bateria categória de McBrain. Os vocais levemente sombrios de Dickinson dão o ar que pedia a letra, que fala sobre um faraó que passa a se sentir um deus após a morte de seu pai mas ao mesmo tempo é refém do próprio poder.

A épica "The Rime Of The Ancient Marineer", incontestavelmente uma das prediletas dos fãs, mesmo com seus mais de 13 minutos de duração, cativa qualquer fã de Heavy Metal. A canção conta com inúmeras variações rítmicas, instrumental rebuscado, composição lírica invejável e mais um show à parte de Bruce. Um petardo, garantidamente será apreciado até mesmo por quem não gosta de música progressiva.

Era inevitável ter-se uma boa repercussão: se os caras já estavam em alta antes, com um disco como esses seria impossível não fazer sucesso. Nas paradas gerais, "Powerslave" chegou ao 2° lugar no Reino Unido, à 21ª posição na terra do Tio Sam e atingiu o top 20 em outros quatro países. Os singles de "Aces High" e "Two Minutes To Midnight" colaboraram para que as vendas alavancassem e hoje o álbum já conquistou disco de ouro na Alemanha e no Reino Unido, disco de platina nos Estados Unidos e platina dupla no Canadá.

Além disso, o Maiden embarcou para a World Slavery Tour, ficando na estrada por mais de um ano e registrando alguns concertos no "Live After Death", um dos lives mais bem-sucedidos da história do metal.

No mais, o termo "clássico" é pouco para esse discão. Vale conferir e ouvir no último volume.

01. Aces High
02. 2 Minutes To Midnight
03. Losfer Words (Big ’Orra)
04. Flash Of The Blade
05. The Duellists
06. Back In The Village
07. Powerslave
08. Rime Of The Ancient Mariner

Bruce Dickinson - vocal
Dave Murray - guitarra
Adrian Smith - guitarra, backing vocals
Steve Harris - baixo, backing vocals
Nicko McBrain - bateria

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by Silver

Gary Hoey – The Endless Summer II [1994]

Produzido em 1994, The Endless Summer II (lançado no Brasil como Alegrias de Verão 2) é meio que uma continuação do clássico The Endless Summer, de 1966. Dirigido por Bruce Brown (uma espécie de Steven Spielberg dos documentários de surf) o filme conta a história de Robert “Wingnut” Weaver e Patrick O’Connell, dois surfistas campeões rodando o mundo em busca da onda perfeita.

Apesar das imagens alucinantes e das paisagens de tirar o fôlego, confesso que o grande “barato” de Alegrias de Verão 2 é sua trilha sonora. O responsável por ela: ninguém menos que Gary Hoey. Gravada em apenas 12 dias, a soundtrack foi a primeira incursão do guitarrista no cinema. O próprio, em seu website, definiu a experiência como “desmedida e emocionante”.

No repertório, 14 faixas, todas instrumentais, que fazem ver toda versatilidade de Hoey. É possível perceber influências desde Joe Satriani na explosiva “Blast” até Carlos Santana e seus batuques tipicamente latinos em “La Rosa Negra”. Outro destaque, “Drive” lembra bastante aquelas músicas que tocam em filmes pornôs. Já a progressiva “Pipe” conta com um belíssimo arranjo envolvendo guitarra e sax – este tocado por Bud Shank.

Conferindo ainda mais brilho ao CD, temos a participação de Tony Franklin (Blue Murder, The Firm, Whitesnake etc) no baixo e Gregg Bissonette (conhecido principalmente por seu trabalho junto ao frontman do Van Halen, David Lee Roth) na bateria. Até mesmo o veterano Dick Dale, “The King of Surf Guitar”, dá o ar de sua graça em “Shake & Stomp (Part II)”. Quer mais o quê?

01. Riptide
02. Blast
03. Sweet Water
04. Low Rider
05. Walkin’ The Nose
06. Drive
07. La Rosa Negra
08. Linus And Lucy
09. Surfdoggin’
10. Pipe
11. Shake & Stomp (Part II)
12. Theme From Endless Summer
13. Escape
14. The Deep

Gary Hoey – Guitarra
Tony Franklin – Baixo
Gregg Bissonette – Bateria
Dick Darl – Guitarra em “Shake & Stomp (Part II)”
Bud Shank – Saxofone
Pancho Sanchez – Percussão
Romon Banda – Percussão
Mark Levand – Teclados

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мєαиѕтяєєт

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Journey - Escape [1981]


O pilar do AOR e a consagração definitiva de uma das bandas mais queridas pelos americanos. É assim que podemos definir o sétimo álbum de estúdio do Journey, o maravilhoso “Escape”. Mas nem tudo foram flores no período que antecedeu a gravação deste, que é um dos maiores clássicos da história do rock.

Tudo começou com uma baixa na banda, a saída do tecladista Gregg Rolie, alegando cansaço devido as turnês e querendo dar um novo direcionamento a sua carreira, onde a banda recruta o tecladista e guitarrista Jonathan Cain, de uma banda chamada The Babys, que abriam os show do Journey em algumas ocasiões. A entrada dele se mostrou providencial, onde a banda reformula pela segunda vez seu som, pois alem de tocar muito, Cain se mostra um compositor de mão cheia, ajudando na composição de todas as canções deste álbum.

E essa mudança de som resultou no auge da popularidade da banda, sendo que cinco canções desse disco figuraram no top 40 americando entre 1981 e 1982. E isso é perfeitamente entendido assim que executamos o mesmo, onde logo de cara já temos o arrasa-quarteirão “Don’t Stop Believin’”, um dos hinos dos anos 80 e da banda, devido a seu ritmo contagiante, refrão marcante e execução magistral de toda a banda, com o baixinho Steve Perry cantando como nunca, com sua voz afinadíssima e potente.



Em “Stone in Love”, somos presenteados com um hard de primeira, onde desta vez é Schon que rouba a cena com riffs e solos empolgantes, talvez uma de suas mais destacadas atuações em sua carreira no Journey e um com Cain mostrando que não é só no teclado que ele é bom, mandando muito bem na guitarra base. E sem falar no final sensacional que a música tem, sendo que consegue chamar muito a atenção em um disco que só tem músicas fora do comum.

E o hard continua comendo solto, mostrando o ápice musical que a banda estava naquele momento. Em “Keep On Runnin’” a banda desse o braço, mandando riff atrás de riff e atuação sublime de todos, fica difícil falar que se existe apenas um destaque, devido a competência de todos, assim como em “Escape”, com um Steve Perry inspiradíssimo e uma letra muito legal.

E as baladas desse disco também são sublimes. “Who’s Crying Now” foi um dos grandes singles de destaque na época do lançamento do disco e demonstra o extremo bom gosto da banda nas composições. Mas a que se destaca é a belíssima “Open Arms”, onde Perry canta com verdadeira emoção e mostra o seu grande alcance vocal e nos entrega uma interpretação digna de aplausos, mostrando que não a toa é considerado um dos grandes vocalistas da história do rock.

Disco que merece um lugar de destaque em sua coleção e que mostra como uma banda pode chegar a perfeição em seus mínimos detalhes. Ah quem dera se ainda fossem lançados discos assim...

1.Don't Stop Believin'
2.Stone in Love
3.Who's Crying Now
4.Keep on Runnin'
5.Still They Ride
6.Escape
7.Lay It Down
8.Dead or Alive
9.Mother, Father
10.Open Arms

Steve Perry - Lead Vocals
Neal Schon - Guitar, Vocals
Ross Valory - Bass, Vocals
Steve Smith - Drums, Percussion
Jonathan Cain - Keyboards, Piano, Guitar, Vocals

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By Weschap Coverdale

Ice Tiger – Love ‘n’ Crime [1991]

Idealizado pelo guitarrista Graham Greene, o Ice Tiger surgiu em 1987 como uma das maiores promessas do hard rock australiano. O grupo, que além de Greene contava com Dave Crosby (vocais), John Calabrese (teclados), Don Benson (baixo) e James Pool (bateria), fez sua estréia nos palcos no Ano-Novo de 1988 e rapidamente tornou-se popular em sua cidade natal, Perth.

Com o universo conspirando a seu favor, o quinteto entrou em estúdio para registrar seu debut. Co-produzido pelo próprio Greene, Love ‘n’ Crime foi lançado em 1991 via Long Island Records e recebeu as melhores críticas possíveis, o que posteriormente rendeu ao grupo abrir shows de gente já consagrada, como Bon Jovi, por exemplo.

No decorrer de seus quase 40 minutos de duração, Love ‘n’ Crime incorpora todos os ingredientes indispensáveis para um disco de hard rock melódico: melodias delineadas pelo casamento de guitarras e teclados, vocais e backing vocals harmonizados, refrães marcantes e certa dose de glamour e paixão. Do repertório de 10 faixas eu destaco “Lonely Heart” e “Running for Cover” sem pestanejar.

Para a tristeza dos fãs e daqueles que apostavam no sucesso internacional, o tigre de gelo derreteu em 1992. Com a separação, Greene deu início a uma bem sucedida carreira solo (essa com repercussão fora da Austrália) e seus ex-colegas de banda só Deus sabe onde foram parar.

Em 2004, Love ‘n’ Crime foi relançado pelo selo Private com nova arte. Aqui você encontra disponível a versão original. Mas no fim das contas, a capa é a única diferença entre as duas.

01. Don't Say
02. Turn to Fantasy
03. All I Need Is a Friend
04. Lonely Heart
05. Castaway
06. Lovin’ Crime
07. Paradise
08. Running for Cover
09. Little Runaway
10. Never Let Me Go

Dave Crosby – Vocais
Graham Greene – Guitarra; Vocais
John Calabrese – Teclados; Vocais
Don Benson – Baixo; Vocais
James Pool – Bateria

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Greene tocando ao vivo em 1991

мєαиѕтяєєт

W.A.S.P. - Live In Charleroi, Belgium (The Crimson Idol Tour) [2007]


Pouco após a saída de Chris Holmes, em 1989, o W.A.S.P. teria seu breve fim. O líder Blackie Lawless, já sem nenhum integrante da formação "clássica", decidiu acabar com o grupo e investir em uma carreira solo. O conceitual "The Crimson Idol" seria sua estreia como solista, mas acabou sendo lançado sob o nome do grupo, marcando sua volta.

O play, considerado por muitos fãs o melhor da carreira dos pervertidos sexuais, teve sua merecida turnê mundial apenas 15 anos depois de seu lançamento, onde todas as faixas foram tocadas em sequência.

A pepita que trago-vos nessa postagem é pertencente a essa turnê. Após vasculhar vários arquivos da mesma, esse áudio foi o melhor que achei. Apesar de não ser uma gravação soundboard, se assemelha bastante a uma, com todos os instrumentos perfeitamente audíveis, sem chiados ou cliques, e um bom volume.

O concerto em questão aconteceu no Le Coliseum da cidade de Charleroi, Bélgica, no dia 14 de dezembro de 2007 - uma das últimas datas da turnê, que encerraria 8 dias depois. Da line-up que gravou o álbum 15 anos atrás, apenas Blackie Lawless está lá, enquanto tem-se o guitarrista Doug Blair, o baixista Mike Duda e o baterista Mike Dupke para completar o W.A.S.P.


Não existem dúvidas que essa formação é a mais competente no quesito musical que já tocou com Lawless ao vivo - e este todos sabem que dispensa quaisquer elogios. Só de tocarem o "The Crimson Idol" na íntegra, um álbum com instrumental rebuscado e repleto de nuances trabalhadíssimas, já merecem todo o respeito. A performance, impecável e muito semelhante ao que é apresentado no full-length, tirou inspiração do fundo da alma dos caras, principalmente de Dupke, que estraçalhou com viradas incríveis. E a dupla Blair/Duda definitivamente não fica atrás.

O repertório, além de contar com o disco na íntegra, contou com diversos encores ao longo da tour. Aqui o encore ficou por conta das clássicas "L.O.V.E. Machine", "Wild Child" e "Blind In Texas", e da recém-lançada porém excelentíssima "Take Me Up".

Quem já ouviu o play que foi tocado aqui na íntegra, entende quando diz-se que não existem destaques em um concerto como esse. Vale muito a pena conferir essa raridade!

01. The Titanic Overture
02. The Invisible Boy
03. Arena Of Pleasure
04. Chainsaw Charlie (Murders In The New Morgue)
05. The Gypsy Meets The Boy
06. Docter Rockter
07. I Am One
08. The Idol
09. Hold On To My Heart
10. The Great Misconceptions Of Me

Encore:
11. L.O.V.E. Machine
12. Wild Child
13. Take Me Up
14. Blind In Texas

Blackie Lawless - vocal, guitarra, violão
Doug Blair - guitarra, backing vocals
Mike Duda - baixo, backing vocals
Mike Dupke - bateria

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by Silver

domingo, 27 de junho de 2010

V.A. - Live At KNAC [1988-1989] Parte 1


Bem, como fiquei sabendo nos comentários do post do Guns N' Roses que estão ansiosos com mais shows da KNAC, postarei mais 4 bandas que tocaram na tal rádio no final dos anos 80. Estou falando do Ferrari, Jailhouse, Network e Salty Dog. Como é uma música por grupo, agruparei alguns pra não ter que ficar postando arquivos de uma música só.

Ferrari (gravado em 1989)

Começando pelo Ferrari, capiteneado pelo ex-guitarrista do Keel Marc Ferrari, e que posteriormente lançou um disco em 1990 já como Cold Sweat, nos apresenta aqui 3 faixas, 'Cryn' Shame', 'Let's Make Love' e 'Stay'. Das 3 músicas, apenas a última não marcou presença no disco. Para quem não conhece, saiba que os caras fazem um Hard Rock bem feito, que merecia o devido reconhecimento. A primeira nos brinda com uma cozinha envolvente, belo vocal de Rory Cathey e um grande refrão. Sobre 'Let's Make Love' apenas falo que foi a escolhida como single do disco 'Break Out', que lançaram em 1990. Já 'Stay', é uma grande balada que poderia entrar facilmente nas FM's da época.

01. Cryn' Shame / Let's Make Love / Stay

Rory Cathey - vocal
Marc Ferrari - guitarra
Erik Gamans - guitarra
Chris McLernon - baixo
Anthony White - bateria

Aqui quando já levavam o nome de Cold Sweat.

Jailhouse (gravado em 1988)

O jailhouse foi formado por 3 integrantes do Rough Cutt, quando se separaram com a saída do então vocalista, para ocupar o posto deixado por Kevin DuBrow no Quiet Riot. Aqui Amir Derakh, Matt Thorr e Dave Alford apresentam um som mais comercial do que o próprio Rough Cutt. Nessa gravação a banda apresenta 2 faixas, 'Love Me' e 'No One To Hold Tonight'. Dois sons do típico Hard Rock americano dos anos 80. Sons com boa energia, transmitindo alegria, sempre com bons refrões e musicalidade de primeira, feita por quem conhece bem seus respectivos instrumentos. Das 2, apenas a última nunca viu a luz do dia, enquanto a primeira, 'Love Me' você encontra no segundo disco dos caras, de 1998. Ótimo grupo, obrigatório para quem aprecia o bom e velho Hair Metal.

02. Love Me / No One To Hold Tonight

Danny Simon - vocal
Michael Raphael - guitarra
Amir Derakh - guitarra
Matt Thorr - baixo
Dave Alford - bateria


Salty Dog (gravado em 1989)

Aqui, o quarteto nos apresenta apenas duas faixas, ambas apresentadas em seu debut de 1990, o single 'Come Along' e a zeppeliniana 'You Keep Me Down'. Infelizmente a banda acabou gravando apenas o disco 'Every Dog Has It's Day' em 1990, afinal a tinham tudo para se dar bem, não se tratava de uma típica banda de Hard Rock americana, como a grande maioria na época, mas tinham bastante influência dos anos 70 em seu som, como Aerosmith e Led Zeppelin, já citado anteriormente, mesclado com o potente vocal de Jimmi Bleacher, que canta como poucos.

03. You Keep Me Down / Come Along

Jimmi Bleacher - vocal
Pete Reveen - guitarra
Michael Hannon - baixo
Khurt Maier - bateria


Network

E por último mas não menos importante, vos apresento o Network. Pouco se sabe da história da banda, e nem se chegaram a conseguir contrato, lançando algum disco, afinal era esse o objetivo da KNAC ao realizar esses shows. Há a existência de duas bandas de mesmo nome, uma com disco lançado em 1987, e outra com disco gravado em 1989, porém não tem como saber se a banda aqui mostrada é uma dessas duas. Aqui o grupo apresenta 2 sons do mais puro Hard Rock, grandes solos e riffs, com guitarrista dando show a parte, cozinha impecável e um vocalista que me faz lembrar de Stephen Pearcy do Ratt em alguns momentos. Os caras podem soar meio clichê, mas para quem gosta tenho certeza que isso não é problema. É realmente uma pena não terem o sucesso, já que competência eles mostram de sobra.

04. Out of Control / When It All Comes Down

Já o line-up vo ficar devendo pra vocês dessa vez...

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Hairbanger

The Scream - Let It Scream [1991]


O Racer X entrava em um longo hiato no ano de 1989, após a saída simultânea de Paul Gilbert e Jeff Martin, respectivamente guitarrista e vocalista. Os integrantes remanescentes - o guitarrista Bruce Bouilett, o baixista Juan Alderete e o baterista Scott Travis - formaram o Saints Or Sinners juntamente do ex-vocalista do Angora, John Corabi.

Bastaram alguns shows para que tivessem uma baixa: Scott Travis deixou o posto para entrar no Judas Priest (onde está até hoje, por sinal). O ex-baterista do Shark Island, Walt Woodward III, assumiu as baquetas e pouco tempo depois o grupo mudou o nome para The Scream.

O futuro promissor que apresentavam ter logo garantiu um contrato com a Hollywood Records e não tiveram dificuldade para finalizar as gravações de seu primeiro play, tendo em vista que a maioria das composições estavam prontíssimas.

Com tudo pronto e a produção à cargo do lendário Eddie Kramer, "Let It Scream" foi lançado em 1991. O álbum foi bem aceito por fãs do gênero e crítica, apesar do alternativo já estar dominando as paradas estadunienses no momento. E acredito que a boa aceitação se dwu não apenas pela alta competência dos músicos envolvidos, mas também pela sonoridade apresentada não ser a mesma das milhares de bandas da Sunset Strip no momento.


O Hard Rock dos caras era aliado à influências variadas que incluíam Kiss, Aerosmith, The Rolling Stones e inúmeras inserções de Blues e Country, mas sem perder o peso e o foco inicial. Melodias incríveis, ótimos refrães, instrumental repleto de energia, belas letras e um show à parte de John Corabi são algumas das atrações de "Let It Scream".

Infelizmente o The Scream teve outra baixa: Nikki Sixx, que precisava de um vocalista para o Mötley Crüe, ouviu o disco em questão e John chamou sua atenção e este, que não podia deixar a oportunidade passar, entrou para o grupo em 1992. Billy Fogarty foi chamado para ocupar seu posto na banda e gravaram um álbum chamado "Takin' It To The Next Level", que nunca seria lançado.

Mas "Let It Scream" já vale por toda essa infelicidade que fez com que o The Scream tivesse um fim prematuro. Não é exagero quando se diz que esse play é clássico e definitivamente não existem destaques particulares, pois os 50 minutos de audição valem a pena do início ao fim!

PS: os fãs do The Scream podem esperar por surpresas bem agradáveis ao longo das postagens. :)

01. Outlaw
02. I Believe In Me
03. Man In The Moon
04. Father, Mother, Son
05. Give It Up
06. Never Loved Her Anyway
07. Tell Me Why
08. Love's Got A Hold On Me
09. I Don't Care
10. Every Inch A Woman
11. You Are All I Need
12. Catch Me If You Can

John Corabi - vocal, violão, guitarra
Bruce Bouillet - guitarra, violão, lapsteel
John Alderete - baixo, baixolão, backing vocals
Walt Woodward III - bateria, percussão, backing vocals

Músicos adicionais:
Jimmy Waldo - órgão Hammond
Bill Bergman - saxofone
Phill Chennell - clavinet
Ray Gillen - backing vocals
Jeff Martin - backing vocals
Claire Allen - backing vocals
Meg Bellissimo - backing vocals
LaLa Hamparsomian - backing vocals
Sharon Wilgus - backing vocals
Woodland Hills Toll Choir - backing vocals

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by Silver

Metallica - Master of Puppets [1986]


"Resenhar clássicos não é uma tarefa fácil". O que falar então de "Master Of Puppets", terceiro trabalho do Metallica?

Gravado na Dinamarca, no final de 1985, e lançado em fevereiro de 1986, "Master Of Puppets" é o Metallica no ápice, e sem engano, o melhor trabalho do quarteto. O play teve uma ótima recepção da crítica e dos fãs desde o lançamento, sendo este, certamente, o motivo da bolacha ter vendido mais de seis milhões de copias até os dias atuais.

O Metallica estava bem. Vendiam, tinham shows lotados [nessa época a banda passou a abrir para ninguém mais ninguém menos que Ozzy Osbourne] e, como já mencionado, tinha sucesso de crítica. Em julho de 1986, enquanto andava de skate, James Hetfield quebrou o pulso e foi logo substituído pelo técnico de guitarra John Marshall. John assumiu o posto até o dia 25 de setembro de 1986. Trágico? Sim, mas é tudo questão de referencial, folks... Mal a banda sabia que dois dias depois uma tragédia aconteceria. No dia 27 de setembro, enquanto viajavam em turnê pela Europa, o ônibus em que a banda estava capotou (devido à fina camada de neve que estava na pista). O baixista Cliff Buton foi arremessado para fora e foi atropelado pelo próprio veículo. Jason Newsted assumiu as quatro cordas, mas a marca que Cliff deixou no Metallica é ETERNA.

Vamos aos destaques! "Battery": violões dedilhados, calmos e... Uma pauleira, digna de explodir amplificadores. "Master Of Puppets": esta não necessita de descrição, apenas ouça. "The Thing Tha... Pessoal, não tem como dar destaques a um clássico como este. Ouça o disco na integra!

Track List:

01. Battery
02. Master Of Puppets
03. The Thing That Should Not Be
04. Welcome Home (Sanitarium)
05. Disposable Heroes
06. Leper Messiah
07. Orion
08. Damage Inc.

Line-Up:

James Hetfield - Vocais, guitarra rítmica
Kirk Hammett - Guitarra Solo
Cliff Burton - Baixo
Lars Ulrich – Bateria

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Pedro Frasson

Serguei – S/T [2002]

Ninguém pode negar que, a despeito de seu pansexualismo, o roqueiro Serguei é um dos maiores ícones da história da música brasileira. Nascido em 8 de novembro de 1933 (!!!), Sérgio Augusto Bustamante viveu o auge de sua popularidade nos anos 60 por conta de seu suposto romance com a cantora estadunidense Janis Joplin. Desde 1982 vive em Saquarema, município do estado do Rio de Janeiro, onde mantém um museu chamado Templo do Rock.

Em 2002, como prova de respeito e veneração ao Divino do Rock e sua obra, a gravadora Baratos Afins lançou esta coletânea, que reúne 13 canções registradas em diferentes momentos de sua carreira. Apenas o material lançado no LP de 1991, até hoje inédito em CD, ficou de fora da seleção.

O som é um bom e velho rock’n’roll calcado em influências como Elvis Presley, Chuck Berry, Little Richard e cia flertando com toda psicodelia dos Beatles de Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band. Há quem compare também com Mutantes e Jovem Guarda; eu diria que o que seu ouve é meio que um cruzamento entre ambos.

Já as letras parecem ter sido feitas durante algum delírio lisérgico. Criatividade sem limites despertada e movida pelo consumo de certas substâncias ilícitas; ora dignas de reflexão, ora dignas de boas gargalhadas. Isso sem contar as interpretações – só em ouvir dá pra sentir o rock’n’roll correndo desenfreado nas veias desse sujeito.

Por mais excêntrico que seja Serguei é um exemplo vivo de autenticidade. Há quase 80 anos à serviço do rock e da liberdade de expressão – ainda que o que se tenha a dizer não seja lá tão politicamente correto. Download obrigatório!

01. Eu Não Volto Mais
02. As Alucinações de Serguei
03. Alfa Centauro
04. O Burro Cor-de-Rosa
05. Ouriço
06. De Sol a Sol
07. Maria Antonieta Sem Bolinhos
08. Eu Sou Psicodélico
09. Hell's Angels do Rio
10. Ventos do Norte
11. Mamãe Não Diga Nada ao Papai
12. Alergia / Aventura

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мєαиѕтяєєт

sábado, 26 de junho de 2010

Bay City Rollers – Rollin’ [1974]

Uma das primeiras, se não a primeira boy band da historia da música pop britânica foi o Bay City Rollers. O grupo surgiu em Edimburgo, Escócia, no ano de 1966 como The Saxons e, após diversas mudanças, estabeleceu sua formação “clássica” com os irmãos Alan (baixo, vocais) e Derek Longmuir (bateria), Eric Faulkner (guitarra, vocais), Stuart "Woody" Wood (guitarra, baixo, vocais) e Les McKeown (vocais).

O primeiro álbum foi Rollin’. Lançado somente em 1974 (a essa altura eles já nem eram tão boys assim), este foi o responsável pelo estouro imediato do quinteto no Reino Unido. Foram três singles no Top Ten (“Remember (Sha la la la)”, “Shang-a-Lang” e “Summerlove Sensation”) além de “Saturday Night”, primeiro lugar absoluto nos Estados Unidos – coisa que nenhum artista britânico havia conseguido até então, nem mesmo os Beatles!

E já que falei em Beatles, John, Paul, Ringo e George foram uma das principais influências, tanto musicais quanto de comportamento, dos Bay City Rollers. Houve, inclusive, durante a chamada “rollermania” (74 a 76), quem comparasse os dois grupos. Exagero, afinal a “beatlemania” nunca teve – e creio eu que jamais terá – fim. De qualquer forma, confira sem compromisso. Só não me culpe se você se viciar logo após a primeira ouvida.

01. Shang-a-Lang
02. Give It To Me Now
03. Angel Angel
04. Be My Baby
05. Just A Little Love
06. Remember (Sha la la la)
07. Saturday Night
08. Ain’t It Strange
09. Please Stay
10. Jenny Gotta Dance
11. There Goes My Baby
12. Summerlove Sensation

Eric Faulkner – Guitarra; Vocais
Alan Longmuir – Baixo; Vocais
Derek Longmuir – Bateria
Les McKeown – Vocais
Stuart "Woody" Wood – Guitarra; Baixo; Vocais

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мєαиѕтяєєт

Poison - Open Up And Say... Ahh! [1988]


Após aproveitarem o sucesso desfrutado com a estreia "Look What The Cat Dragged In", anteriormente postado aqui na Combe, o Poison entrou em estúdio com uma grande responsabilidade: repetir o sucesso com o debut.

Com mais bagagem ainda nas costas e experiência que conta e muito na hora de lançar um álbum, o quarteto apresentou "Open Up And Say... Ahh!" para o mundo no dia 3 de maio de 1988.

O segundo disco do grupo traz algumas mudanças significativas. A começar pela capa, mais agressiva, que não chama a atenção mais pelos integrantes totalmente adeptos ao visual Glam, mas pela capa considerável ofensiva e controversa por várias instituições e igrejas. De fato, a capa original foi censurada e passou apenas a exibir o olhar da coisa ruim que integrava o desenho.

A capa censurada

No bruto, "Open Up And Say... Ahh!" é menos relacionado com o Hair Metal que tanto estava em mídia no momento. Contém menos influências da Sunset Strip que já haviam abandonado para se tornarem grandes. traz mais elementos do Hard Rock tradicional de bandas como Aerosmith, Kiss e Van Halen.

Mas não espere que o amadurecimento do Poison tenha influenciado negativamente ou drasticamente: todos os elementos da boa música que os caras já apresentavam anteriormente ainda estão por aqui. Os riffs mágicos e os solos matadores de C.C. DeVille, a bateria habilidosa e criativa de Rikki Rockett, o baixo básico porém muito coeso de Bobby Dall, a voz carismática de Bret Michaels, os backing vocals que fazem toda a diferença, as composições e harmonias completamente festeiras... tudo está aqui, mas feito com mais coerência e identidade.

"Identidade" foi algo que "Open Up And Say... Ahh!" estabeleceu para o quarteto. Logo de cara já se percebe isso com uma música genuinamente Poison: "Love On The Rocks" abre a bolacha com um riff intrigante e um andameneto básico porém capaz de arrastar multidões. E se o assunto é arrastar multidões, "Nothin' But A Good Time" logo chega para se estabelecer como a melhor da carreira deles para isso. Tem todos os ingredientes de um Hard Rock anthem: refrão grudento, riff espetacular, andamento apaixonante e ótimos vocais. Seu single foi responsável pela popularização do lançamento, ficando em 6° lugar nas paradas norte-americanas.

"Back To The Rocking Horse" não chama a atenção mas também não desagrada, mantendo C.C. como o destaque. "Good Love" e sua levada inspirada no Blues/Country, principalmente pela gaita pra lá de "beira de estrada", se destaca bastante das demais e mantém o nível do play bem alto. "Tearin' Down The Walls", apesar das frases de guitarra interessantes, das boas linhas de bateria e da lírica interessante, tá na mesma de "Back...": não cativa nem perturba.


"Look But You Can't Touch" entra com um riff pesado e ótimos refrães, fazendo o ouvinte esquecer das duas anteriores que não prendem o ouvinte. Logo em seguida entra em cena a semi-balada "Fallen Angel", com harmonia invejável e belíssima, onde o destaque é novamente o inspiradíssimo DeVille. O single figurou na 12ª posição dos charts da Billboard e seu clipe recebeu bastante atenção.

"Every Rose Has Its Thorn", conhecidíssima por muitos, é uma das baladas mais belas e melancólicas do gênero. Além disso, é o maior sucesso do Poison, se mantendo no topo das paradas de singles consecutivamente por três semanas, e garantindo um vídeo-clipe que rodou até mandar parar na saudosa MTV.

Mais um hit-single em seguida (10° lugar nos EUA), mas dessa vez um cover: em "Your Mamma Don't Dance", clássico de Loggins And Messina, o quarteto pegou o espírito da canção e fez uma versão honrável, com uma levada gostosa e ótimo trabalho instrumental do grupo. "Bad To Be Good" mantém o nível excelentemente e é a canção que fecha o play originalmente, lembrando bastante o antecessor "Look What The Cat Dragged In", mas com um 'quê' de Aerosmith em sua melodia.

A ótima bônus "Livin' For The Minute", rockão simples porém certeiro, fecha o álbum com chave de ouro. Aliás, com cinco chaves de platina, já que "Open Up And Say... Ahh!" recebeu disco quíntuplo de platina por ultrapassar, em três anos, a marca de 5 milhões de cópias vendidas apenas na terra do Tio Sam. Além disso, entraram em turnê com o grande David Lee Roth mas perceberam que já poderiam se tornar a atração principal, então viajaram pelo mundo como headliners até o fim de 1989.

No mais, esse play se trata de um clássico incontestável. Merece a baixada e a (viciante) audição!

01. Love On The Rocks
02. Nothin' But A Good Time
03. Back To The Rocking Horse
04. Good Love
05. Tearin' Down The Walls
06. Look But You Can't Touch
07. Fallen Angel
08. Every Rose Has Its Thorn
09. Your Mama Don't Dance (Loggins And Messina cover)
10. Bad To Be Good
11. Livin' For The Minute

Bret Michaels - vocal, violão, gaita
C.C. DeVille - guitarra, violão, teclados, backing vocals
Bobby Dall - baixo, backing vocals
Rikki Rockett - bateria, percussão, backing vocals

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by Silver