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terça-feira, 31 de agosto de 2010

Queen - News of the World [1977]


O Queen já era uma banda reconhecida em 1976, tendo lançado clássicos que marcaram a história do rock e já os colocavam no panteão dos grandes nomes do rock mundial naquela altura. Após discos trabalhados e que apostavam alto na complexidade musical, eis que no ano seguinte, eles entram em estúdio para a produção de um disco que foi feito sob medida para alcançar ainda mais as massas. Em julho de 1977 a banda entra em estúdio sob a produção de Mike Stone e em 28 de outubro do mesmo ano lançam o ainda mais clássico "News of the World".

Inicialmente a crítica caiu matando em cima da banda, devido a grande mudança que ocorreu no som deles, deixando de ser progressiva como anteriormente e mostrando uma faceta muito mais pop, mas isso foi mudando drasticamente com os lançamentos dos singles e a ótima recepção do disco ao redor do mundo, chegando ao primeiro lugar em nove países (inclusive no Brasil). Em vez de ser um demérito, esta mudança mostrou uma nova faceta da banda e que era tão boa quanto em sua fase inicial, com música feitas sob medida para serem executadas perante uma multidão, com melodias marcantes e de excelente bom gosto.

E logo de cara somos bombardeados com dois dos maiores clássicos da história do rock. Só para começar temos uma das maiores (senão a maior) rock anthems da história, a simplória e contagiante "We Will Rock You" e que com certeza é conhecida até por aquele seu vizinho rabugento que gosta de Amado Batista. Só com seu início já é perceptível o poder que esta canção tem, se tornando pegajosa e marcante logo na primeira audição. Após esse estrondo, "We Are the Champions" só vem para atestar a excelente fase criativa da banda, e se trata de outro grande sucesso, e que Mercury escreveu pensando em futebol e que se tornou o hino dos vitoriosos.

"Sheer Heart Attack" é uma baita paulada, soando quase como um punk rock, agressiva, rápida e matadora, com uma atuação sublime de toda a banda. Após esse momento desenfreado, "All Dead, All Dead" serve para acalmar os ânimos com seus pianos e vocal quase que sussurando de Mercury, abrindo também caminho para uma das mais belas canções da carreira do Queen, a balada "Spread Your Wings", que consegue amolecer qualquer coração de pedra e com uma letra extremamente otimista, quase que uma auto ajuda e com um Mercury cantando como nunca, aliada a uma melodia marcante, assim como muitas outras desse disco.

"Fight From the Inside" cadencia tudo e dá mais atenção ao baixo e a bateria que a guitarra, algo incomum se tratando de Queen e que continua na sensual "Get Down, Make Love", com seus curiosos efeitos executados clássica Red Special de May. A bluesy "Sleeping on the Sidewalk" cantada por May é mais uma excelente canção, ideal para quem é chegado em um blues rock bem feito, sendo que o fato de a mesma ter sido gravada em um take e sem a consciência da banda que eles estavam apenas gravando e sim apenas praticando é ainda mais surpreendentemente, mesmo com algumas leves escorregadas de Deacon e deixando claro que eles eram músicos excepcionais.

"Who Needs You" é agradável e tranquila e uma letra muito legal de superação de um relacionamento mal sucedido em uma guitarra espanhola ainda mais agradável, ressaltando a versatilidade da banda. Temos mais uma linda balada, "It's Late" mostra a capacidade da banda de fazerem músicas marcantes, principalmente no belo refrão, em que temos três atos diferentes, retratando a complexidade das pessoas ao lidarem com seus próprios sentimentos durante um relacionamento, desde a incerteza de um amor não correspondido, passando pela tentativa de salvar um amor fracassado e finalizando com a libertação de algo que não vale a pena lutar, em uma letra genial. Finalizando este excelente disco, temos "My Melancholy Blues", com Mercury em uma bela interpretação vocal e fechando esse disco com chave de ouro.

Um grande disco que confirma que mudanças podem ser muitos boas para uma banda que realmente tenha qualidade, o que era algo que não faltava ao Queen. Essencial em sua coleção!

1.We Will Rock You
2.We Are the Champions
3.Sheer Heart Attack
4.All Dead, All Dead
5.Spread Your Wings
6.Fight from the Inside
7.Get Down, Make Love
8.Sleeping on the Sidewalk
9.Who Needs You
10.It's Late
11.My Melancholy Blues

Freddie Mercury: Vocais, Piano, Backing Vocals, Percussão
Brian May: Guitarras, Violões, Vocais, Backing Vocals, Percussão, Piano em "All Dead, All Dead"
Roger Taylor: Bateria, Guitarras, baixo, Vocais, Backing Vocals
John Deacon: Baixo, Violões

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By Weschap Coverdale

Quireboys - A Bit Of What You Fancy [1990]

Inicialmente eu planejava postar outra banda aqui hoje, mas como assim que liguei o computador e me deparei com a incrível notícia de que estes caras estarão no Brasil em novembro, me achei na necessidade de postar alguma coisa deles, visto que não se tem nada pelo blog.

Formado em 1986 a partir de Spike (vocal), Guy Bailey (guitarra, ex-Skid Mars) e Willie Downing (guitarra, ex-Skid Mars), sob o nome de Pretty Girls, conseguiram gravar algumas demos até conseguir estabilidade com Spike, Bailey, o tecladista Chris Johnstone, o baterista Coze, o segundo guitarrista Ginger (Ipanema Katz, Avenger, Zig Zag) e o baixista Nigel Mogg, já com o nome Quireboys. Depois de um tempo abrindo shows para o Guns N' Roses, Uriah Heep, Meat Loaf e Yngwie Malmsteen, conseguem um contrato com a grande EMI, conseguindo lançar o debut em 1990, já sem Coze na bateria, sendo substituído por Ian Wallace (Don Henley) e posteriormente por Rudy Richman (Lone Justice).

"A Bit Of What You Fancy" conseguiu logo de cara grande vendagens, incluíndo número 2 no chart japonês e britânico. Já nos Estados Unidos, o grupo conseguiu shows ao lado do L.A. Guns e no Reino Unido com Thunder, David Coverdale, Magnum e Ozzy Osbourne. Apesar do grande sucesso, a sonoridade não era o típico Hard Rock que assolava o mundo na época, e trazia grande influência setentista em seu som, recheado de pianos, voz rasgada de grande feeling Blues e guitarras sujas a la Aerosmith.

Logo de cara com '7 O'Clock' já é possível perceber influências latentes dos anos 70 nos caras, com introdução no piano, presença de gaita e ao mesmo melodia bem cativante e refrão contagiante, mostrando que apesar de tudo o Hard Rock oitentista tinha uma parcela na sonoridade. Outras faixas dignas de destaque são a bem oitentista 'Sex Party', a linda balada 'I Don't Love You Anymore' com grande levada no piano, 'Sweet Mary Ann', uma grande power-ballad com passagens acústicas, 'There She Goes Again' e 'Hey You'.

Depois deste grande debut ainda lançaram um álbum em 1993 ainda mais carregado de Blues e anos 70 e alguns discos nos anos 2000, sendo o último lançado em 2009, um apanhado da banda só que regravado de maneira acústica. O grupo ainda continua se apresentando, as vezes acústico e outras vezes elétrico, recebendo boas críticas no recém Sweden Rock Festival onde tocou em duas datas, com ingresso sendo disputado a tapa. E agora em novembro, como já disse, estarão pela primeira vez no Brasil mostrando todo o feeling que transborda de seus discos.

Aproveitem!

01. 7 O'Clock
02. Man On The Loose
03. Whippin' Boy
04. Sex Party
05. Sweet Mary Ann
06. I Don't Love You Anymore
07. Hey You
08. Misled
09. Long Time Comin'
10. Roses & Rings
11. There She Goes Again
12. Take Me Home

Spike - vocal
Guy Bailey - guitarra
Guy Griffin - guitarra
Chris Johnstone - teclado
Nigel Mogg - baixo
Ian Wallace - bateria

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Hairbanger

Gorefest - Erase [1994]

Ok, agora um pouco de música extrema pra vocês, pois isso não faz mal a ninguém - muito pelo contrário.

Formado na Holanda, em 1989, o Gorefest foi uma das bandas que carregou o Death Metal nos anos 90, ao lado de bandas como Carcass e Morbid Angel, e que é considerada uma das precursoras do que conhecemos hoje em dia como Death N' Roll, que é todo o poder e fúria do Death Metal que já conhecemos, misturado ao bom Rock N' Roll que bandas como Motörhead fazem tão bem. A banda era liderada pelo magricela Jan Chris de Koeijer, que, tudo o que ele não tem em físico, tem em voz, tendo um dos melhores guturais que eu já ouvi, daqueles que parecem vir lá de dentro das cordas vocais mesmo, totalmente diferente de qualquer outro que eu já ouvi.

Como já falei, o GF foi uma das bandas precursoras do Death N' Roll, e o disco de hoje, "Erase", é meio que uma transição para este estilo, pois aqui temos passagens muito melódicas, que não tínhamos nos outros discos, mas, ainda assim, temos altas doses de brutalidade e, a garantia de surdez e loucura é totalmente garantida.

Mas, é claro que também temos extremo bom gosto por aqui, já que as músicas são extremamente técnicas, tendo ótimos solos de guitarra, linhas de baixo com distorções pesadas e boas técnicas de bateria, com ótimas viradas, pedal duplo e tudo o mais o que nos faça mandar ver no air-drum, deixando até os braços doendo. (risos)

O disco foi muitíssimo bem recebido pela mídia, já que estava muito mais acessível que os dois primeiros, "Mindloss" e "False", porém, entre os fãs, a coisa não foi tão boa assim, já que eles ficaram extremamente divididos, mas, mesmo assim, vendeu bastante ao redor do mundo, mostrando que o Death Metal não é apenas barulheira e podridão, como a maioria das pessoas leigas no assunto pensa.

Chegando aos destaques, posso destacar facilmente faixas demolidoras como "Low", "Fear", "To Hell And Back", "I Walk My Way" e a faixa título, que com certeza arrebentarão seus ouvidos e colocarão aquelas pessoas mais indesejadas para correr - a não ser que elas também sejam fãs de uma boa música pesada. (risos)

Jan Chris de Koeijer - Vocals, bass
Frank Harthoorn - Guitar
Boudewijn Bonebakker - Guitar
Ed Warby - Drums

1. Low
2. Erase
3. I Walk My Way
4. Fear
5. Seeds Of Hate
6. Peace Of Paper
7. Goddess In Black
8. To Hell And Back

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Bruno Gonzalez

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Grand Funk Railroad - On Time [1969]


Uma banda comumente massacrada pela crítica americana, mas adorada pela classe trabalhadora e pelos adolescentes no final dos anos 60. É assim que podemos definir a conturbada carreira do Grand Funk Railroad. Enquanto a crítica descia a lenha, o público aclamava e idolatrava a banda, fazendo seus discos venderem que nem água. E tudo começou no Atlanta Pop Festival de 1969, quando sem nenhum disco lançado e ao lado de feras como Led Zeppelin, Janis Joplin e Johnny Winter, a banda rouba a cena e passa de desconhecida a headliner no último dia do mesmo.

Tanto que uma lenda surgiu em uma turnê com o Led Zeppelin no Detroit's Olympia Stadium, em que eles tiveram a energia cortada no meio do show, a mando do empresário do Zeppelin, Peter Grant, devido a intensidade da recepção do público, ainda ordenando que a Terry Knight, empresário deles, que retirasse a banda do palco. Na malandragem, Terry chega ao microfone e diz: "O Led Zeppelin está com medo do Grand Funk Railroad!", causando fúria no público presente, tanto que uma boa parte do mesmo se retirou antes do show do Led Zeppelin, o que ocorreu posteriormente durante a turnê, e o que fez que eles fossem retirados da mesma. Resumindo, algo para poucos e que confirma a febre que eles se tornaram para os americanos.

E isso é fácil de se comprovar ao escutar o disco de estréia da banda, "On Time". O que se ouve durante todo o disco é hard pesado e da melhor qualidade, com generosas doses de blues e virilidade. Não esperem nada muito bonito aqui, o que lhe espera é um som visceral e cheio de testosterona, solos furiosos de bateria, guitarras gritantes e um baixo pesado, fazendo daqueles sons excelentes para acompanhar um gole de cerveja bem gelado, ou até mesmo para extravasar depois de um dia tenso. E abrindo os trabalhos temos a paulada "Are You Ready?", como se já estivesse nos intimidando se estivessemos realmente prontos para o que viria daqui para frente.



E a porrada come literalmente solta durante todo o play, em que a banda coloca peso a quase todas as canções, fazendo variações rítmicas de assombrar, honrando a alcunha de power trio. "Anybody's Answer" tem em suas variações o maior chamariz, enquanto "Time Machine" e "High on a Horse" abusam da dose de blues injetadas e cativam o ouvinte. "T.N.U.C." é uma gigantesca jam de dez minutos, em que Don Bewer rouba a cena, espancando a bateria com solos ferozes, sendo que fica díficil de acreditar que a crítica da época o rotulou como medíocre e com técnicas tenebrosas.

"Heartbreaker" é uma baita power ballad, uma música de emocionar ao longo de seus oito minutos, com execução perfeita de toda banda, mais uma vez abusando do blues e mostrando o poder de fogo que eles tinham, mesmo em uma música mais lenta que as anteriores. E até o final o nível continua lá em cima, sendo que já em seu disco inicial eles alcançaram o disco de ouro e uma turnê com a mesma recepção que tiveram em seus shows iniciais, o que se repetiu em seus discos posteriores.

Um disco recomendado para aqueles que gostam das raízes do hard rock, com muito peso e a influência latente do blues.

1.Are You Ready?
2.Anybody's Answer
3.Time Machine
4.High on a Horse
5.T.N.U.C.
6.Into the Sun
7.Heartbreaker
8.Call Yourself a Man
9.Can't Be Too Long
10.Ups and Downs

Mark Farner - Vocais, Guitarras, Pianos
Don Bewer - Vocais, Bateria
Mel Schacher - Baixo


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By Weschap Coverdale

Metallica - Live In Davenport, Iowa [1986]


Não é a toa que a fase inicial do Metallica - principalmente a que conta com Cliff Burton - até hoje desperta o interesse dos apreciadores de música pesada e permanece como o período predileto dos fãs mais assíduos do grupo. A energia do quarteto era impecável. Infalível. Soberba. Me faltam adjetivos e para muitos também deve-se perceber a ausência dos mesmos.

Cada vez mais em voga, o Metallica acabava de lançar um álbum que hoje é considerado a Bíblia (ou uma das Bíblias) do Thrash, "Master Of Puppets", e já tinha outros dois potentes discos no currículo. No momento do registro que trago-vos nessa postagem, o conjunto viajava o mundo pela turnê do mais recente lançamento, citado no início do parágrafo.

O show aqui disponibilizado se deu no Coliseum Ballroom da cidade estaduniense de Davenport, no estado de Iowa, em 30 de maio de 1986. O áudio, extraído diretamente da mesa de som, retrata perfeitamente a química aqui presente. Músicos entrosados e um poder de fogo capaz de tremer o chão.

James Hetfield e Kirk Hammett

James Hetfield, ainda garoto, começa a apresentar um pouco de virilidade na voz e apresenta bases consistentes na guitarra. Kirk Hammett, guitarrista competente, dá um show à parte. Cliff Burton (R.I.P.) dispensa comentários: é um dos baixistas mais influentes da história do Rock. Lars Ulrich, nanico frenético, não falha a nenhum momento.

Tem-se um repertório recheado de clássicos como "For Whom The Bell Tolls", "Seek And Destroy" e "Welcome Home (Sanitarium)", bem como dá espaço para algumas canções que mereciam mais destaque na trajetória do grupo, como "The Thing That Should Not Be" e "Damage Inc." E, como de praxe, a execução de "Am I Evil?", cover do Diamond Head.

Infelizmente, algumas semanas depois, o falecimento de Cliff veio à tona. Mas vale conferir essa pedrada e sentir o drama causado por um dos quartetos mais poderosos da história do metal.

01. Master Of Puppets
02. For Whom The Bell Tolls
03. Welcome Home (Sanitarium)
04. The Thing That Should Not Be
05. Cliff Burton Bass Solo
06. Damage Inc.
07. Seek And Destroy
08. Creeping Death
09. Am I Evil? (Diamond Head cover)
10. Whiplash
11. The Four Horseman
12. Motorbreath

James Hetfield - vocal, guitarra base
Kirk Hammett - guitarra solo
Cliff Burton - baixo, backing vocals
Lars Ulrich - bateria

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by Silver

A banda com Ozzy Osbourne (ao centro)

Kiss - Creatures Of The Night [1982]

Bem, falar do Kiss pra qualquer integrante da Combe é moleza, pois é a banda que nos fez amigos e, consequentemente, fez com que abríssemos o blog, pois somos quase todos muito fãs desses caras por aqui.

Como todos já devem saber, o Kiss é uma das maiores bandas da história do Rock, sendo reconhecida e estando no topo há mais de 35 anos, levando muito Rock N' Roll pro mundo inteiro em plena forma, coisa que poucas bandas conseguem fazer, depois de tanto tempo.

Formado no início dos anos 70, por Gene Simmons (Chaim Witz) e Paul Stanley (Stanley Eisen), após o fim de sua banda chamada Wicked Lester. Juntaram-se a eles Peter Criss (Peter Criscuola) e Ace Frehley (Paul Frehley) e fizeram grandes clássicos do Rock nos anos 70, como "Destroyer", "Alive!", "Rock And Roll Over" e "Love Gun", elevando seu nome ao status que tem hoje em dia.

No início dos anos 80, a banda perde um pouco de força na mídia, com a saída de Peter Criss e as constantes brigas na banda de Ace Frehley contra Paul e Gene, mas, mesmo assim, lançaram "Unmasked" (1980) e "Music From 'The Elder'" (1981), com o primeiro fazendo grande sucesso na Austrália e o segundo sendo criticadíssimo por causa da direção musical totalmente diferente.

Até que chegamos ao post de hoje, que deu gás novo aos pulmões dos caras, e que também marca o último disco com as maquiagens até 1998, além de ter se tornado um grande clássico, assim como a maioria dos discos deles.

"Creatures Of The Night" foi lançado em meio às críticas pelo disco anterior, e aqui eles deixam de lado a música mais Pop lançada nos discos "Dynasty" e "Unmasked", e soando mais pesado do que o Hard Rock que eles faziam antes disso, sendo considerado um disco de Heavy Metal.

Aqui tivemos a presença do grande Vincent Cusano (que se tornaria Vinnie Vincent, algum tempo depois), inicialmente como compositor, mas acabou tocando guitarra em algumas faixas do álbum, assim como vários outros músicos, como Robben Ford e Bob Kulick, pois Ace Frehley simplesmente não apareceu em nenhuma sessão de gravação, comparecendo apenas à divulgação do primeiro single "I Love It Loud", numa pequena turnê pela Europa e na capa do álbum, aqui por questões contratuais.

Bem, falando da música, que é o que realmente interessa, o que temos aqui é Rockão do bom, totalmente pauleira e próprio pra quebrar um pescoço, de tanta oportunidade de banguear que nós temos aqui. O disco tem um clima meio sombrio e obscuro, obedecendo muito talvez ao título do álbum. Aqui também temos um SHOW de bateria do mestre Eric Carr, que mostra sua habilidade ao máximo, sendo as que estão aqui, as melhores linhas de bateria dele, na minha opinião. Paul Stanley continua dando um show vocal, como sempre, alcançando notas que poucos vocalistas no mundo do Rock/Metal conseguem e Gene Simmons fazendo suas linhas de baixo monstruosas e até tocando guitarra na "War Machine", e também cantando demais, dando uma monstruosidade a mais ao clima obscuro do disco.

Entretanto, as vendas nos E.U.A. não foram tão maravilhosas assim, para uma banda do porte do Kiss, superando o álbum anterior "The Elder", chegando ao 45º lugar nos rankings musicais, mas não sendo certificado disco de ouro até 1994. Entretanto, o álbum fez um sucesso monstruoso na América do Sul, "I Love It Loud" virou um grande hit por aqui, tocando em todas as rádios frequentemente, o que fez com que os caras fizessem sua primeira passagem no Brasil, em 1983, no Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, batendo recorde de público no Maracanã, tocando para "só" 250 mil pessoas, sendo o maior público da história da banda, e da história de shows no Maracanã.

O álbum ainda foi relançado em 1985, com uma capa alternativa, com a banda já sem maquiagem e com a presença do guitarrista Bruce Kulick, que atuava naquela época.

Chegando aos destaques, é claro que tenho que destacar o hit "I Love It Loud", além das porradonas "Rock And Roll Hell", "Danger", "Killer", "War Machine", a faixa título e a baladona cheia de feeling "I Still Love You", que, ironicamente, eu demorei a aprender a gostar, haha...

Enfim pessoal, se vocês querem um Rockão do bom nessa segunda-feira, Kiss é sempre um prato cheio!

Paul Stanley - Vocals on 1, 3, 5 and 7, rhythm guitar
Gene Simmons - Vocals on 2, 4, 6, 8 and 9, rhythm guitar on 9, bass
Ace Frehley - Lead guitar (credited, but only appears in "I Love It Loud" music video)
Eric Carr - Drums, backin' vocals, rhythm guitar on 7

Vinnie Vincent - Lead guitar on 2, 3, 6, 8 and 9
Bob Kulick - Lead guitar on 5
Robben Ford - Lead guitar on 4 and 6
Steve Farris - Lead guitar on 1
Jimmy Haslip - Bass on 5

1. Creatures Of The Night
2. Saind And Sinner
3. Keep Me Comin'
4. Rock And Roll Hell
5. Danger
6. I Love It Loud
7. I Still Love You
8. Killer
9. War Machine

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Bruno Gonzalez

Mr. Nasty - .38 Caliber Kisses [1990]

Formados por volta de 1988 por Scott Bittner (ex-Grimm Jack) e Doug Banx (ex-Rock City Angels) nas guitarras, Dee Dee Sweet nos vocais, Monti Monroe na bateria e Tom Coleman no baixo, conseguiram gravar o debut apenas em 1990, sob o nome de Mr. Nasty. Inspirados por bandas com aspecto mais Punk da safra oitentista do Hard Rock, o grupo apresenta um Sleaze Rock visceral que junta a energia contagiante de bandas como Poison, Motley Crue e XYZ com uma pegada mais Punk de bandas como Toxic Dollz e L.A. Guns do primeiro LP.

Com 11 faixas que variam em momentos mais Hard Rock e mais Sleaze, fica difícil de enjoar ao se ouvir o play de ponta a ponta, pelo contrário, tornando-o extremamente viciante. Com as faixas 'E-Z Action', a Sleaze 'Gunz N' Money', a divertida e grudenta 'Love Rocket', a viciante 'Shakin' The Walls', 'Telephone Line' e o single dos caras 'Kandyluv', pode-se perfeitamente comprovar a tamanha qualidade do quinteto.

Infelizmente, logo após a gravação do vídeo da faixa 'Kandyluv', a banda se separou, voltando logo depois em 1992 e gravando um EP de três faixas, mas acabaram se separando novamente pouco tempo depois. Com poucas apresentações no decorrer da década de 1990, os caras se reuniram em 2005 para a gravação de um novo disco, e continuam até hoje com apresentações esporádicas.

01. Gunz N' Money
02. E-Z Action
03. Love Rocket
04. Shakin' The Walls
05. Rag Doll
06. Die My Hare
07. Telephone Line
08. Kandyluv
09. Tame The Tiger
10. Just Too Young To Know
11. Pretty Vacant

Dee Dee Sweet - vocal
Doug Banx - guitarra
Monti Monroe - bateria
Scott Bittner - guitarra
Tom Coleman - baixo

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Hairbanger

domingo, 29 de agosto de 2010

Tequila Baby - Fiesta, Sombrero y Rock 'n' Roll DEMO [1995]

O post de hoje é de uma banda que curti muito quando mais novo e agora andei deixando meio de lado, porém ainda acho boa. É o Tequila Baby, uma banda daqui de Porto Alegre que atualmente é bem conhecida no cenário nacional.

O som deles era do caralho, bem ramoneiro, mas isso até o disco "Sangue, Ouro e Pólvora". Depois disso a banda virou uma palhaçada, lançando álbuns horríveis, de extremo mau gosto e MUITO forçados, como o terrível "A Ameaça Continua" e o mais podre ainda "Lobos Não Usam Coleira", o pior e mais recente registro da banda. Isso tudo sem falar da piada que é o CD/DVD ao vivo com o Marky Ramone...

Mas bem, mesmo atualmente a banda sendo horrível, não posso negar que eles já tiveram seu tempo bom, no início da carreira. Tempo que durou até 1998, quando foi lançado o "Sangue, Ouro e Pólvora", que mesmo sendo legal, já apresenta algumas músicas meio chatinhas.

Essa demo é o primeiro registro sonoro do Tequila Baby e foi gravado em 1995, logo no início da carreira. O som aqui é bem ramoneiro, as músicas são curtas, simples e divertidas, além do vocal do Duda Calvin não parecer tão forçado aqui e parecer mais natural. São 13 músicas sendo que 4 não saíram em nenhum disco da banda. As outras estão presentes no primeiro álbum deles, "Tequila Baby" de 1996, porém aqui apresenta versões diferentes.

A qualidade do som é boa levando em conta que o registro é uma demo. Os destaques vão para as faixas "Ela Precisa De 24 Horas" e "Escrito Nas Estrelas", que não saíram em nenhum disco oficial do Tequila Baby e as versões de "Brigadiana" e "Propaganda do O.B." aqui apresentadas.

Sem mais, é um bom registro pra quem é fã da banda, ou pra quem não sabe que um dia eles foram bons ficarem sabendo.

1. Propaganda do O.B.
2. Ela Precisa de 24 Horas
3. Brigadiana
4. Tira o Sutiã, Tira a Calcinha
5. Modess Punk Rock
6. Escrito Nas Estrelas
7. Modelo e Manequim
8. Vestidinho Lindo Que Vai Embora
9. 2x2
10. Prefiro A Sua Mãe
11. Mais Uma de Amor
12. Grana Gorda
13. Sexo, Algemas e Cinta-Liga

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Motörhead - Inferno [2004]

Há quem diga que Deus não existe, que é uma invenção dos humanos e blá, blá, blá... Quem diz isso, obviamente não sabe que Deus existe sim, nasceu na Inglaterra há exatos 64 anos e tem uma banda de Rock chamada Motörhead, que, com mais de 35 de história, continua tão kick-ass quanto no início de carreira e é conhecido por nós pela alcunha de Ian Fraser Kilmister, ou Lemmy, para os fãs.

O Motörhead, por sua vez, como toda boa criação divina, tornou-se uma das maiores bandas da história, graças ao seu som revolucionário, extremamente rápido e pesado, com os vocais roucos cheios de drive do Lemmy, e suas linhas de baixo distorcidas (que mais parecem uma guitarra base), com as batidas rápidas dos bateristas que já passaram e guitarras brutais que podemos ouvir ao longo da sua carreira.

Quase 30 anos após a sua formação, o Motörhead vem aqui lançar um dos melhores discos de sua carreira, que pode ser considerado um dos mais pesados e viscerais de todos esses anos, e que mostra que mesmo velho, Lemmy e sua trupe ainda têm muita lenha pra queimar e, que eles vão continuar chutando as pequenas bundinhas branquinhas e coloridinhas dessas bandinhas de merda que temos por aí hoje em dia por um bom tempo.

"Inferno" foi lançado em 2004, com tudo aquilo que um Motörheadbanger pode esperar: música PESADA, mas PESADA MESMO, totalmente inconsequente e com uma energia mais que incrível, numa época em que o Metal e o Rock N' Roll estavam em crise, pois, suas principais bandas não lançavam tantos discos e a onda do Pop estava em alta, com várias porcarias sendo lançadas ao mesmo tempo. Nesse meio aí, este DISCASSO consegue salvar o Rock, mostrando mais uma vez, que, ao contrário do que muitos pensam, Deus salva.

E os caras não decepcionaram, pois mostravam-se estar TOTALMENTE em forma, já com a formação que conhecemos hoje em dia consolidada, com Lemmy vociferando as músicas com muita selvageria, fazendo linhas de baixo absolutamente incríveis, que, como já falei, mais lembram uma guitarra base, Phil Campbell mostrando que é um dos melhores guitarristas de sua geração, com uma técnica indiscutível, tanto nas bases quanto nos solos, e o espancador de baterias Mikkey Dee, que é um dos bateristas com mais pegada no mundo do Rock atual, mostrando que um bom baterista de Rock e Metal precisa de uma coisa fundamental: COLHÕES.

O disco ainda conta com a participação mais que especial do grande Steve Vai, nas músicas "Terminal Show" e "Down On Me".

Embora tenhamos músicas totalmente podreiras como "Terminal Show", "Killers", "In The Name Of Tragedy", "Life's A Bitch", "Fight" e "In The Year Of The Wolf", a principal surpresa vem na última faixa, "Whorehouse Blues", uma faixa totalmente acústica, diferente de tudo o que eles já fizeram nos outros discos (já tinham feito músicas acústicas, mas nenhuma com essa pegada mais Blues/Country), com direito ao Lemmy fazendo um solo de gaita no meio da música e cantando sem toda a selvageria das outras músicas, e vai te garantir uma boa viagem e um gostinho de "quero mais".

Enfim galera, se vocês gostam da banda mais kick-ass da história e ainda não ouviram este disco, baixem já! E se você não conhece Motörhead, tá mais do que na hora de deixar de ser um alienígena, não concorda? :P

Lemmy - Vocals, bass, harmonica
Phil Campbell - Guitar, acoustic lead guitar
Mikkey Dee - Drums, acoustic rhythm guitar

1. Terminal Show
2. Killers
3. In The Name Of Tragedy
4. Suicide
5. Life's a Bitch
6. Down On Me
7. In The Black
8. Fight
9. In The Year Of The Wolf
10. Keys To The Kingdom
11. Smiling Like A Killer
12. Whorehouse Blues

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Bruno Gonzalez

Skid Row - The Matt Fallon Demos [1987]


A trajetória de Matt Fallon poderia ter sido brilhante. Nascido no Brooklyn, Nova Iorque, o vocalista se mudou para Nova Jérsei quando criança e no começo dos anos 1980 entrou para o mundo do Rock n' Roll. Sua primeira banda de verdade foi o Steel Fortune, com Dave "The Snake" Sabo (futuro guitarrista do conjunto que se trata a postagem), mas logo saiu para assumir a frente do Anthrax, hoje consagrados monstros do Thrash Metal. Quando finalizavam "Spreading The Diasese", Matt deu no pé sabe-se lá o porque, e foi aí que Joey Belladonna entrou e se consagrou.

Ainda nos anos 1980, Fallon voltou a tocar com o amigo Sabo, que montava um novo projeto apoaido por ninguém menos que Jon Bon Jovi. Isso mesmo: Matt Fallon participou da primeira formação do Skid Row! O único registro do homem nos microfones é esse que trago-vos hoje: uma demo gravada no estúdio de Jon, custeada pelo próprio. Com sete canções gravadas pela atual sensação da música no momento, as portas se abriram para os rapazes, que ainda abriram alguns shows da turnê de "Slippery When Wet" do Bon Jovi com Matt.

Na demo, de ótima qualidade sonora para um registro que recebe tal alcunha, percebe-se um grupo com a essência que os tornaram famosos, mas incompleta. Um sentimento de que "falta-se alguma coisa". Essa "coisa" se chama "agressividade", que serviu, por exemplo, para tornar o Guns N' Roses a lenda que é.

Matt Fallon em performance

Não se deve entender errado, todavia: o resultado final não é ruim. Pelo contrário, tem-se Hard Rock dignamente oitentista e de qualidade nos quase 30 minutos de som. Ótimas composições, bom instrumental e belos vocais. Há de se concordar que Sebastian Bach é o cara do Skid Row, mas Matt merecia mais notoriedade em outro projeto, pois foi dono de carismáticos vocais. Uma conferida nessa pepita é essencial, ainda mais por conta de duas músicas que nunca viram a luz do dia: "Rescue Me" e "Walk With A Stranger".

Vale ressaltar que, em 1987, os integrantes decidiram que Fallon não era adequado para a proposta, mais "pedrada" do que a contida aqui. Pra isso, souberam de um vocalista vindo das Bahamas e criado no Canadá que cantava em casamentos. O resto é história - que todo mundo sabe, por sinal. Confiram!

01. Midnight/Tornado
02. Forever
03. 18 & Life
04. Youth Gone Wild
05. Rattlesnake Shake
06. Rescue You
07. Walk With A Stranger

Matt Fallon - vocal
Dave "The Snake" Sabo - guitarra, backing vocals
Scotti Hill - guitarra, backing vocals
Rachel Bolan - baixo, backing vocals
Rob Affuso - bateria

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by Silver

Skid Row, já com Sebastian Bach

PanterA - The Great Southern Trendkill [1996]

"THE GREEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEAT SOUTHEEEEEEEEEEEEEEEEEERN TRENDKILL! FUCK YEAH!" (estoura a caixa de som)

Apenas com essa frase, eu já poderia resumir tudo o que tem aqui, mas, como aqui no blog o hábito é de se escrever resenhas, falarei sobre um dos meus discos favoritos entre todos, de uma das minhas bandas do coração, que me conquista mais a cada dia, desde que eu era bem pirralho, o Pantera!

Acho que todos já estão carecas de saber da importância deles para o Heavy Metal nos anos 90, que era considerado um estilo "morto" pela mídia, e, em meio à onda do Rock alternativo, esses caras foram uns dos únicos que deram a cara à tapa e tocaram música de verdade, em meio à toda aquela boiolagem.

"The Great Southern Trendkill" é tido pela maioria dos fãs como o disco mais pesado e furioso do Pantera, e não é à toa, já que aqui temos boas influências de bandas de Metal extremo, que vieram, em grande parte, pelo vício de Phil Anselmo pelo estilo, já que ele é fã de coisas como Black e Death Metal.

Riffs mais rasgados e solos mais pesados do que nunca, por parte do grande Dimebag, Anselmo berrando no microfone letras de repulsa à mídia, guerra, suicídio, abuso de drogas, dentre outras coisas, mostrando uma grande versatilidade entre vocais sujos e limpos, que é uma de suas marcas registradas. Rex Brown, pra variar, se mostra competentíssimo e Vinnie Paul botando PRA FODER aqui, praticamente espancando a pobre bateria, com batidas que mais parecem metralhadoras descontroladas.

Músicas como "War Nerve", "Drag The Waters", "13 Steps To Nowhere", "Sandblasted Skin", "Suicide Note Pt.II" e a faixa-título merecem todo o destaque no quesito "poder de destruição", enquanto temos pérolas como a lenta "Suicide Note Pt.I", "10's" e a belíssima "Floods", que tem um solo incrível do grande Dimebag Darrell, e é considerado como o 15º melhor solo da história do Rock.

Enfim, galera, se é tapa na orelha, dedada no olho, porrada na fuça, podreira e destruição que vocês querem, aqui está um disco altamente recomendado!

Philip H. Anselmo - Vocals
Dimebag Darrell Abbott - Guitar, backin' vocals
Rex Robert Brown - Bass
Vinnie Paul Abbott - Drums

1. The Great Southern Trendkill
2. War Nerve
3. Drag The Waters
4. 10's
5. 13 Steps To Nowhere
6. Suicide Note Pt.I
7. Suicide Note Pt.II
8. Living Through Me (Hell's Wrath)
9. Floods
10. The Underground In America
11. (Reprise) Sandblasted Skin

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Bruno Gonzalez


sábado, 28 de agosto de 2010

The Woodstock Experience: Johnny Winter [2009]

É óbvio que todo visitante da Combe sabe o que foi o Woodstock. Mas não custa lembrar o que o evento representa. Realizado em uma fazenda no município de Bethel, Nova York, em agosto de 1969, o festival foi um marco cultural sem precedentes. Ali, na paisagem bucólica próxima da comunidade de White Lake, reuniram-se artistas, ativistas políticos e uma quantidade impressionante de doidões, no que foi o ápice da cultura hippie, ou contracultura. E, em um regime de drogas e sexo, essas pessoas assistiram a um surreal line-up de músicos fazendo história em apresentações antológicas ao longo de 4 dias. Mais que a síntese do "sexo, drogas e rock 'n' roll", o Woodstock foi sem dúvida o mais importante acontecimento da música do século XX, e talvez de todos os tempos.

The Woodstock Experience é um box lançado em 2009, com os registros de Carlos Santana, Janis Joplin, Jefferson Airplane, Sly & The Family Stone e Johnny Winter no lendário evento de 1969. Separadamente, a coletânea contém, além da apresentação remasterizada no Woodstock, o álbum que cada artista ou banda lançou no mesmo ano.

O post que trago hoje é a parte de uma das figuras mais interessantes da música: Johnny Winter. Dono de um furioso estilo sulista e de uma rara habilidade no slide, o guitarrista texano foi, e ainda é, um dos grandes influentes do blues. Além do poder nas seis cordas, Johnny, assim como seu irmão Edgar, tem como característica de destaque o fato de ter nascido albino. Curiosidades à parte, estamos falando de uma lenda do gênero.

Em 1969, Johnny Winter havia lançado dois álbuns e começava a despontar no cenário do blues dos EUA. Iniciou no meio desse ano uma grande excursão pelo país, e um dos espetáculos dessa turnê foi no Woodstock Festival. O branquelo tocou na madrugada de domingo para segunda (17-18/08), e fez uma das melhores apresentações de todo o festival.

Johnny Winter [1969]

Segundo álbum de Johnny Winter, que já começava a aparecer para o mundo depois do ótimo The Progressive Blues Experiment, lançado um ano antes. O play é um excelente trabalho de blues elétrico.

Para a gravação do disco, o guitarrista chamou ninguém menos que Willie Dixon para tocar contrabaixo. E aqui ele faz parte da cozinha forte e presente sobre a qual o som de Johnny Winter anda livremente em solos impressionantes feitos à moda do blues sulista do começo do século XX. No estilo do texano fica clara a influência de nomes como Robert Johnson, Muddy Waters e B.B. King.

Destaque para a divertida "I'm Yours & I'm Hers", para as leituras de "When You Got A Good Friend", "Be Careful With A Fool" e do clássico "Good Morning Little School Girl", as três de Robert Johnson, B.B. King e Sonny Boy Williamson, respectivamente. Mas a melhor do disco é, de longe "Leland Mississipi Blues", do próprio Winter.

01. I'm Yours & I'm Hers
02. Be Careful With A Fool
03. Dallas
04. Mean Mistreater
05. Leland Mississippi Blues
06. Good Morning Little School Girl
07. When You Got A Good Friend
08. I'll Drown In My Tears
09. Back Door Friend

Johnny Winter - guitarra, vocais
Edgar Winter - teclados
"Uncle" John Turner - percussão
Tommy Shannon - baixo
Big Walter Horton - gaita
Karl Garin - trumpete
Willie Dixon - contrabaixo
A. Wynn Butler - sax tenor
Stephen Ralph Sefsik - sax alto
Norman Ray - saxofone
Elsie Senter, Peggy Bowers e Carrie Hossel- vocais de apoio

Live At Woodstock [1969]

Era meia noite quando Johnny Winter começava sua apresentação no festival. Depois de anunciado discretamente, iniciou o que seria um dos pontos altos do evento. O texano subiu ao palco para detonar tudo, em 65 minutos de seu característico blues elétrico regado a tradicionalismo e energia, em uma exibição memorável de criatividade e habilidade no slide.

Depois da enérgica entrada com "Mama, Talk To Your Daughter", Winter traz sua ótima composição "Leland Mississippi Blues", seguida do ponto alto do show: o fast-blues "Mean Town Blues". Logo vem o incrível cover do slow-blues de B.B. King, "You Done Your Last Good Thing now". A partir da faixa 5, Johnny passa a contar com a participação de seu irmão Edgar, que faz bonito nos vocais e com solos de teclados e sax alto. Dessa parceria de irmãos vem os fantásticos minutos de "I Can't Stand It", "Tell The Truth" e do clássico "Tobbaco Road". Com Edgar, você deve sentir no som algumas pitadas de jazz. E, para finalizar da melhor maneira possível, o hino rocker de Chuck Berry, "Johnny B. Goode", em uma de suas melhores e mais empolgantes leituras.

01. Mama, Talk To Your Daughter
02. Leland Mississippi Blues
03. Mean Town Blues
04. You Done Lost Your Good Thing Now
05. I Can't Stand It
06. Tobacco Road
07. Tell The Truth
08. Johnny B. Goode

Johnny Winter - guitarra, vocais
Tommy Shannon - baixo
"Uncle" John Turner - bateria
Edgar Winter - teclado, sax alto e vocais em 05, 06 e 07

Após a apresentação no Woodstock, Johnny Winter teve sua carreira alavancada. Consolidou-se como uma lenda do blues, fez alguns trabalhos como produtor e hoje, em idade muito avançada, continua fazendo alguns shows. Esse ano, veio ao Brasil pela primeira vez e levou plateias à loucura sem ao menos se levantar. E esses dois plays são material suficiente para se conhecer o potencial da bruxa velha, além de um 'must have' para fãs. No mais, dobradinha imperdível.

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Jp

A bruxa em SP

Guns n' Roses - Use Your Illusion I e II [1991]



Existem discos que já nascem clássicos e que rotulam definitivamente uma banda como lendária. E a última das bandas que adquiriu este status, pelo menos para mim, foi o Guns n' Roses com os estupendos "Use Your Illusion". Se anteriormente eles já haviam abalado o mundo com seu excelente disco de estréia, em que a mistura de atitude punk com hard rock casou de maneira perfeita, soando de maneira selvagem, podemos dizer que com estes dois registros (que alguns consideram um disco duplo) eles definitivamente se consagraram e se tornaram as lendas que hoje são, e até não fãs, assim como eu, somos obrigados a reconhecer que o trabalho feito aqui beira a perfeição.

Em "Use your Illusion" a banda passa a incrementar o som, colocando teclados com a entrada de Dizzy Reed no grupo assumindo os teclados, e abusa de metais, adicionam música clássica, country e blues ao hard rock praticado anteriormente, mostrando uma evolução notável no som sujo praticado por eles anteriormente. Enquanto no primeiro disco ainda temos alguns traços de sua fase anterior, o segundo é um disco é extremamente épico, sendo que outra coisa legal é ver a participação de Izzy e Duff fazendo vocais de canções, que em discos anteriores se limitavam apenas aos backing vocals.

Sanfona hero? (rs, cortesia do nosso amigo Silver!)

Uma amostra da sofisticação aqui já pode ser vista por sua capa, sendo uma parte da pintura "scuola di atene" do pintor renascentista italiano Rafael, e nas capas dos dois discos o que muda são as cores utilizadas, enquanto no primeiro são utilizados tons vermelhos e amarelos (que ressalta agressividade, por serem cores fortes), no segundo são utilizados tons azuis e roxos (cores suaves que transmitem suavidade) e que se refletem no som, uma curiosidade interessante e que mostra o quanto esses discos foram pensados em todos os seus conceitos.

E podemos dizer que realmente isso deu certo, pois em apenas uma semana após o seu lançamento, que ocorreu a meia-noite do dia 17 de setembro de 1991, foram vendidas mais de 1,5 milhões de cópias em sua primeira semana apenas nos Estados Unidos, com o primeiro atingindo o número #2 e o segundo o número #1 na parada da Billboard, sendo que alem de sucesso de público, também ganhou a crítica mundial, além de seus excelentes clipes, produções muito bem trabalhadas

Duas obras primas que são extremamente essenciais na discografia de qualquer roqueiro que se preze, se ainda não os possui, corrija esse sacrilégio nesse momento.



Use Your Illusion I

Neste primeiro disco, o que temos é o Guns n' Roses mais próximo do início de sua carreira, sendo que muitas dessas músicas foram compostas antes da gravação de Apettite, como "Don't Cry" (que Axl inclusive citava na turnê como sendo a primeira canção que eles compuseram juntos), "Bad Obesession" e "The Garden", só para citar algumas destas. Mas temos algumas nuances de mudança, com músicas mais longas e progressivas já começando a dar sinais por aqui.

Abrindo os trabalhos temos a violenta e agressiva "Right Next Door to Hell", que poderia estar facilmente no disco de estréia da banda, devido ao clima da mesma, uma paulada respeitável . O cover “Live and Let Die" não pode ser considerado menos que excelente, inclusive superando na minha opinião superando a versão original , que ficou com a cara do grupo. A clássica balada "Don't Cry" foi um dos grandes sucessos desse disco.

"Bad Obsession" com sua pegada southern é contagiante e faz ter a certeza de que se eles investissem nesse estilo, não decepcionariam. “November Rain" é o primeiro grande épico, grandiosa no sentido absoluto da palavra em que vemos o feeling de todos os integrantes serem expostos de maneira absurda, se tornando um dos grandes clássicos da banda e da história do rock. "The Garden" tem a participação do rei do shock rock, Alice Cooper, com um andamento feito sob medida para ele, em uma canção lenta e até um certo ponto sombria, perfeita para interpretação dele.

"Garden Of Eden" é a canção mais punk desse disco, com pouco mais de dois minutos de duração, energética e empolgante, soando como uma boa banda de garagem. "Bad Apples" mistura pitadas do soul e black music dos anos 70 e é uma canção no mínimo agradável de se ouvir e interessante a mistura feita aqui. "Dead Horse" começa calma, com apenas um violão para se tornar uma música com solos cativantes e que ganham o ouvinte em sua audição. Um disco que definitivamente tem a cara do Guns n' Roses.

1.Right Next Door to Hell
2.Dust N' Bones
3.Live and Let Die
4.Don't Cry
5.Perfect Crime
6.You Ain't the First
7.Bad Obsession
8.Back Off Bitch
9.Double Talkin' Jive
10.November Rain
11.The Garden
12.Garden of Eden
13.Don't Damn Me
14.Bad Apples
15.Dead Horse
16.Coma


Use Your Illusion II

Se o primeiro disco era mais parecido com tudo o que já havia sido feito pelo Guns, a história muda completamente de figura com o segundo. O que temos aqui são grandes épicos e as músicas mais inspiradas desse lançamento. Uma prova disso já é dada na excelente faixa de abertura "Civil War", com sua letra inteligente questionando a guerra e linda melodia, o que é outra característica aqui encontrada, um a banda proporcionando belas passagens instrumentais a todo momento e letras cativantes.

"Yesterdays" é uma bela balada, em que acertam em cheio mais uma vez na execução e mostra o quanto Axl evoluiu como compositor, com letras intimistas e sentimentais e que podem fazer qualquer um se identificar prontamente com algumas canções. O cover desse disco, "Knockin' on Heaven's Door" ficou grandioso e se tornou um grande sucesso, soando quase como uma grande homenagem ao mestre Bob Dylan. "Get in the Ring" com seu começo meio bluseiro, se transforma em um hard que gruda em sua primeira audição, dando aquela vontade de repetir novamente após a sua primeira execução.

"Breakdown" também é outro destaque, mesmo tendo sete minutos, acaba prendendo o ouvinte para toda sua execução, com várias mudanças de andamento e o piano de Axl ao fundo presente em vários momentos durante sua execução. "Pretty Tied Up" é uma boa composição de Izzy, e que também segura o ouvinte para toda a sua execução. "So Fine" é o momento mais calmo desse disco e que a participação de Duff com mais destaque dividindo os vocais com Axl é bem interessante, cantando de maneira tão displicente que acaba se tornando envolvente.

"Estranged" é o ponto máximo desse disco na minha opinião, uma balada com letra envolvente e muito intimista, talvez uma das melhores composições de Axl Rose, é difícil não se identificar com esta canção, sendo para mim uma das mais belas letras que já ouvi, sem falar em seu clipe, que é uma grande produção. "You Could Be Mine" fez muito sucesso também por ter feito parte da trilha sonora do filme Exterminador do futuro é a canção mais pesada deste e ainda temos uma versão de "Don't Cry" com uma letra diferente da versão original. Um disco épico e que com certeza deve ser apreciado sem moderação.


1. Civil War
2.14 Years
3.Yesterdays
4.Knockin' on Heaven's Door
5.Get in the Ring
6.Shotgun Blues
7.Breakdown
8.Pretty Tied Up
9.Locomotive
10.So Fine
11.Estranged
12.You Could Be Mine
13.Don't Cry [Alternate lyrics]
14.My World


Axl Rose - Vocais, Backing Vocals, Piano, Sintetizadores, Percussion, Violões
Slash - Guitarra Solo, Guitarra Base, Violões, Six String Bass, Backing Vocals
Izzy Stradlin - Guitarra Base, Guitarra solo, Violões, Backing Vocals, Vocais em "14 Years", "Dust N' Bones", "You Ain't The First" e "Double Talkin' Jive"
Duff McKagan - Baixo, Backing Vocals, Vocais em "So Fine"
Matt Sorum - Bateria, Percussão, Backing Vocals
Dizzy Reed - Piano, Teclados, Sintetizadores, Backing Vocals

Músicos convidados:
Alice Cooper - Vocais em "The Garden"
Shannon Hoon - Backing Vocals em "Don't Cry"



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By Weschap Coverdale

Alabama Thunderpussy - Open Fire [2007]

É incrível como tudo o que é bom dura pouco no cenário atual. Comecei a pensar nisso quando o Alabama Thunderpussy anunciou o fim de suas atividades, em 2008. Mas, vamos falar de coisas boas, ou seja, o tempo em que os caras ainda estavam na ativa!

O ATP surgiu em 1996, no estado da Virgínia, tocando um estilo que cresceu muito naquela época: o Stoner Rock. Mas, junto com o Stoner, vinham várias outras influências, como o Heavy tradicional, o Thrash e o Southern Rock, fazendo, no início da banda, que essa mistura soasse brutal aos ouvidos despreparados.

Com o passar do tempo, o som dos caras foi evoluindo, passando pelo Doom (no disco "Fulton Hill") até chegar ao discão que lhes trago hoje, "Open Fire", que poderia ser o começo de uma transição para o Heavy tradicional, claro, sempre com aquelas características do Southern Rock, que eles não abandonaram em nenhum disco.

Para quem conhece o ATP, sabe que seu som teve uma mudança quase que total neste disco, já que o tom dos instrumentos foi aumentado, a gritaria dos álbuns anteriores (principalmente no álbum "Staring At The Divine") não existe mais, os solos de guitarra estão mais presentes, assim como as partes mais melódicas que eram praticamente inexistentes nos álbuns anteriores.

O disco, além de marcar todas essas mudanças e também o fato de ser o último, também mostra um line-up novo, com a entrada do excelente vocalista Kyle Thomas, que já era conhecido no underground americano, por ter tocado nas bandas Floodgate e Exhorder, ambas de New Orleans.

Chegando aos destaques, posso citar facilmente as 3 de abertura, que são viscerais "The Cleansing", "Void Of Harmony" e a ótima "Words Of The Dying Mang", além das pesadíssimas "Whiskey War", "Valor", "Brave The Rain", "Greed" e o cover para "Still Of The Night", do Whitesnake.

Enfim galerinha, tudo o que é bom dura pouco, mas vale ser lembrado demais por aqui, para quem conhece. Para quem não conhece, nunca é tarde para se baixar um discão!

Kyle Thomas - Vocals
Ryan Lake - Rhythm guitar
Erik Larson - Lead guitar
Mikey Bryant - Bass
Bryan Cox - Drums

1. The Cleansing
2. Void Of Harmony
3. Words Of The Dying Man
4. The Beggar
5. None Shall Return
6. Whiskey War
7. A Dreamer's Fortune
8. Valor
9. Open Fire
10. Brave The Rain
11. Greed
12. Still Of The Night (Whitesnake Cover)

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Bruno Gonzalez

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Rosa Tattooada - Rosa Tattooada [1992]


Ouvindo o disco que será o meu próximo post, me lembrei de uma banda de hard nacional, que inclusive fazia algum tempo que não a escutava, os gaúchos do Rosa Tattooada. Formada em 1988 por dois ex-roadies da banda Os Cascavelletes, o vocalista e guitarrista Jacques Maciel e o baterista Beat Barea, completando a formação da banda o baixista Eduardo Rod e Paulo Cássio. Com esta formação gravaram seu primeiro disco em 1990 sob a produção do vocalista do Nenhum de Nós, Thedy Correa e que ganhou uma notável repercussão no sul do país, tocando nas rádios locais e lotando shows, principalmente de adolescentes que estavam sendo atraídos pelo hard rock em voga naquela época.

Mas a sua oportunidade de serem conhecidos pelo resto do país se deu em 1992, quando foram convidados por Axl Rose para fazerem o show de abertura da turnê brasileira do Guns n' Roses, após a banda ouvirem vários discos de bandas do Brasil e selecionarem os mesmos para a abertura. De cara a banda rechaçou o convite, mas a produção da banda disse que poderiam pedir o que quisessem para fazer o mesmo, sendo que foi solicitada a melhor produção possível para que o show ocorresse. Após esses shows, a aceitação foi tão boa, que o álbum sumiu das prateleiras e despertou a atenção de uma gravadora major, que assinou com a banda, e foi relançado o primeiro disco pela mesma.

E o que temos aqui é hard da melhor qualidade, tendo muita influência de bandas como o Mötley Crüe e o Kiss dos anos 80, resumindo aqui temos hard de primeira categoria, com uma banda entrosadíssima. Começando o play já temos a canção mais pesada do disco, a excelente "Perdedor", mostrando que um dos pontos fortes são suas composições, o que não é fácil para uma banda de hard em português. E atestando isso de vez, temos a linda balada "Virando noites e dias", comprovando de vez a qualidade das composições da banda, e que é possível fazer hard em português com qualidade.

"Na estrada" vem com seu lado mais bluseiro e a acelerada "Cabelos negros" agita tudo novamente. "Brilho da noite" com sua letra remete a "Do You Love Me" do Kiss, com a mesma temática, sendo que na hora que ouvi a letra me lembrei desse clássico, com sua letra questionando uma mulher interesseira. "Voando baixo" tem a pegada mais cadenciada novamente, mas é um hard vigoroso e cheios de riffs e solos, em uma excelente participação de Paulo Cássio aqui.

Após temos duas grandes baladas, em que o senso melódico é exposto e que foram as músicas de mais sucesso da banda. A primeira é "O inferno vai ter que esperar", com sua excelente letra e que é uma baita composição, sem a letra melosa como a grande maioria e sim contando uma história de uma traição e de como o personagem reagiu ao ver ambos possuindo uma arma em suas mãos, que acabou se tornando a música de mais sucesso da banda. "Tardes de outono" também é outra boa balada e que também acabou fazendo um relativo sucesso na época do lançamento do disco. "Friday Night" exalta o estilo de vida de um rocker e "Diversões pesadas" finaliza o disco com um hard mais calmo.

Um grande disco e talvez um dos melhores do hard nacional. Essencial para aqueles que gostam de um bom hard nos moldes americanos dos anos 80.

1.Perdedor
2.Virando Noites e Dias
3.Voltando Pra Casa
4.Na Estrada
5.Cabelos Negros
6.Brilho Da Noite
7.Voando Baixo
8.Onde Morrem Os Anjos
9.O inferno Vai Ter Que Esperar
10.Tardes De Outono
11.Friday Night
12.Diversões Pesadas


Jacques Maciel - Vocal e guitarra
Paulo Cássio - Guitarra
Eduardo Rod - Baixo
Beat Barea - Bateria

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By Weschap Coverdale

Ratos de Porão - Crucificados Pelo Sistema [1984]

O post de hoje é podreira pura, então se você curte algo mais trabalhado e bonitinho e tem aversão a coisas mais cruas e podres no geral, simplesmente ignore esse post, caso contrário, faça a festa! (ou não)

Todos os fãs de hardcore, punk rock, crossover ou rock no geral já devem ter escutado ou ao menos ouvido falar em Ratos de Porão, banda conhecidíssima não só no cenário nacional como também lá fora, tendo álbuns em versões em inglês e português. A banda também é bem conhecida pelo fato do vocalista dela ser o João Gordo, talvez muito mais conhecido por ter trabalhado na MTV e agora na Record, ou por ser o "traidor do movimento", do que pelo R.D.P. mesmo...

O R.D.P. foi uma das primeiras bandas de hardcore do Brasil, e inicialmente contava com o guitarrista Jão nos vocais, inclusive, chegaram a gravar registros nessa época, o mais notório deles, na lendária coletânea "SUB" de 82, um dos primeiros registros punks do Brasil. Mais tarde, João Gordo, que já havia sido vocal de uma banda chamada Ruídos Absurdos (que até onde sei, nunca gravou nada), entrou no R.D.P. "Crucificados Pelo Sistema" foi o primeiro LP da banda e também o primeiro registro da mesma com o Gordo nos vocais.

"Crucificados Pelo Sistema", certamente é, o álbum mais agressivo, podre, sujo e tosco da banda, tendo uma produção horrível, muitas vezes não dando pra ouvir os tons da bateria (coisa que fica bem notória na música "Só Pensa em Matar"), porém não deixa de ser um álbum marcante e na minha opinião, bom pra caralho! É um dos meus preferidos do Ratos junto com o "Anarkophobia", que outra hora posto por aqui.

Os destaques ficam com "Morrer", "Crucificados Pelo Sistema", "Guerra Desumana", "Asas da Vingança", "Que Vergonha" (cover do Olho Seco), "Agressão/Repressão" (que minha antiga banda Soco & Catarro tocava...que saudades desse tempo!), "Poluição Atômica" e "Sistema de Protesto".

Enfim, para fãs de hardcore, aqui está um prato cheio! Se você ainda não conhece esse som, trate de ouvir agora!

1. Morrer
2. Caos
3. Guerra desumana
4. Agressão/Repressão
5. Obrigado a obedecer
6. Asas da vingança
7. Que vergonha
8. Poluição atômica
9. Pobreza
10. F.M.I.
11. Só pensa em matar
12. Sistema de protesto
13. Não me importo
14. Periferia
15. Crucificados pelo sistema
16. Corrupção

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