
O Rock da década de 1970 é bem diferente daquele praticado em sua década seguinte. Muitos, por exemplo, só conhecem o Scorpions de "Rock You Like A Hurricane", "Wind Of Change" e "Still Loving You" e são esses que irão se impressionar ao ouvir um registro como "Tokyo Tapes".
Desde seu surgimento, o Scorpions demonstrava influências do psicodelismo sessentista, intensificado pela ativa presença do guitarrista (e gênio) Ulrich Roth - posteriormente conhecido como Uli Jon Roth. Mas a partir de "Virgin Killer", lançado em 1976, a sonoridade do conjunto se tornou mais acessível, logo, menos mística, descontentando Ulrich. O sucessor "Taken By Force", de 1978, seguiu a linha de mudanças e o guitarrista permaneceu insatisfeito. As modificações, por outro lado, foram necessárias, já que o mercado da música estava mudando. As bandas de Rock que se reinventavam, continuavam no jogo, porque o mainstream estava dominado pelo Punk, pelo New Wave e pelo NWOBHM.
Nada disso evitou que "Tokyo Tapes" fosse o último registro do Scorpions com Roth, que pulou fora para investir em sua carreira solo. O registro foi gravado nos dias 24 e 27 de abril de 1978, no Sun Plaza Hall de Tóquio, Japão. O quinteto apostou em uma turnê de uma semana para divulgar o recém-lançado "Taken By Force" nas terras nipônicas e se surpreendeu com a quantidade de fãs que tinham por lá. Afinal, diferente do Brasil, os japoneses sabem apreciar boa música em massa, independente de modas, e lotam estádios com shows de Rock que aqui não lotam um boteco.
Desde seu surgimento, o Scorpions demonstrava influências do psicodelismo sessentista, intensificado pela ativa presença do guitarrista (e gênio) Ulrich Roth - posteriormente conhecido como Uli Jon Roth. Mas a partir de "Virgin Killer", lançado em 1976, a sonoridade do conjunto se tornou mais acessível, logo, menos mística, descontentando Ulrich. O sucessor "Taken By Force", de 1978, seguiu a linha de mudanças e o guitarrista permaneceu insatisfeito. As modificações, por outro lado, foram necessárias, já que o mercado da música estava mudando. As bandas de Rock que se reinventavam, continuavam no jogo, porque o mainstream estava dominado pelo Punk, pelo New Wave e pelo NWOBHM.
Nada disso evitou que "Tokyo Tapes" fosse o último registro do Scorpions com Roth, que pulou fora para investir em sua carreira solo. O registro foi gravado nos dias 24 e 27 de abril de 1978, no Sun Plaza Hall de Tóquio, Japão. O quinteto apostou em uma turnê de uma semana para divulgar o recém-lançado "Taken By Force" nas terras nipônicas e se surpreendeu com a quantidade de fãs que tinham por lá. Afinal, diferente do Brasil, os japoneses sabem apreciar boa música em massa, independente de modas, e lotam estádios com shows de Rock que aqui não lotam um boteco.

"Brasileiridades" a parte, é fato que "Tokyo Tapes" é um registro fantástico. A sonoridade aqui obtida é incrível. Sem exageros, trata-se de um dos melhores discos ao vivo do Rock. O grande desafio de um produtor de um "live" é conseguir captar a energia da banda no palco, e não são muitos do gênero que conseguem esse resultado como Dieter Dierks conseguiu. Além de ser Rock de verdade e sem frescuras do início ao fim (a capa diz tudo), é possível se sentir na plateia com o uso de bons headphones - quem disse que máquina do tempo não existe? (risos)
O Scorpions ainda não se assemelhava com o que se tornou mundialmente famoso no futuro, mas quem gosta dos posteriores trabalhos, definitivamente não se decepcionará com "Tokyo Tapes". Klaus Meine, endiabrado, demonstra fôlego do início ao fim, com carisma, potência e o mais importante: identidade. Rudolf Schenker faz a diferença com bases bem trabalhadas e bem executadas nas seis cordas, enquanto que o baixista Francis Buchholz mostra-se coeso e entrosado e o novo baterista, Herman Rarebell, se destaca pela precisão e bom uso de suas baquetas.
Mas não tem jeito. É impossível negar que o destaque de todo o concerto é Ulrich Roth, e mesmo sendo substituído pelo grande Matthias Jabs, o esquisito guitarrista faz falta. Sua habilidade é soberba e sua criatividade é incomparável. Sabe escolher as notas certas, nas horas certas. Uma pena que seja meio pirado: relatou que o som de sua guitarra não estava alto o suficiente por aqui. Basta ouvir e compreender o porquê de "pirado".
O Scorpions ainda não se assemelhava com o que se tornou mundialmente famoso no futuro, mas quem gosta dos posteriores trabalhos, definitivamente não se decepcionará com "Tokyo Tapes". Klaus Meine, endiabrado, demonstra fôlego do início ao fim, com carisma, potência e o mais importante: identidade. Rudolf Schenker faz a diferença com bases bem trabalhadas e bem executadas nas seis cordas, enquanto que o baixista Francis Buchholz mostra-se coeso e entrosado e o novo baterista, Herman Rarebell, se destaca pela precisão e bom uso de suas baquetas.
Mas não tem jeito. É impossível negar que o destaque de todo o concerto é Ulrich Roth, e mesmo sendo substituído pelo grande Matthias Jabs, o esquisito guitarrista faz falta. Sua habilidade é soberba e sua criatividade é incomparável. Sabe escolher as notas certas, nas horas certas. Uma pena que seja meio pirado: relatou que o som de sua guitarra não estava alto o suficiente por aqui. Basta ouvir e compreender o porquê de "pirado".
Entre os destaques, tem-se a paulada de abertura (e inédita) "All Night Long", as potentes "Backstage Queen" e "Speedy's Coming", a divertida "He's A Man, She's A Woman", a meio-tensa "Steamrock Fever" e a épica "We'll Burn The Sky" - esta, capaz de arrancar lágrimas pela invejável performance de Klaus e Ulrich. Só uma palavra pode concluir esse texto: clássico!!!
01. All Night Long
02. Pictured Life
03. Backstage Queen
04. Polar Nights
05. In Trance
06. We’ll Burn The Sky
07. Suspender Love
08. In Search Of The Peace Of Mind
09. Fly To The Rainbow
10. He’s A Woman, She's A Man
11. Speedy’s Coming
12. Top Of The Bill
13. Hound Dog
14. Long Tall Sally
15. Steamrock Fever
16. Dark Lady
17. (Kojo No Tsuki)
18. Robot Man
Klaus Meine - vocal
Ulrich Roth - guitarra solo; backing vocals; vocal em 4, 9 e 16
Rudolf Schenker - guitarra base, backing vocals
Francis Buchholz - baixo, backing vocals
Herman Rarebell - bateria
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by Silver





































