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terça-feira, 30 de novembro de 2010

Scorpions - Tokyo Tapes [1978]


O Rock da década de 1970 é bem diferente daquele praticado em sua década seguinte. Muitos, por exemplo, só conhecem o Scorpions de "Rock You Like A Hurricane", "Wind Of Change" e "Still Loving You" e são esses que irão se impressionar ao ouvir um registro como "Tokyo Tapes".

Desde seu surgimento, o Scorpions demonstrava influências do psicodelismo sessentista, intensificado pela ativa presença do guitarrista (e gênio) Ulrich Roth - posteriormente conhecido como Uli Jon Roth. Mas a partir de "Virgin Killer", lançado em 1976, a sonoridade do conjunto se tornou mais acessível, logo, menos mística, descontentando Ulrich. O sucessor "Taken By Force", de 1978, seguiu a linha de mudanças e o guitarrista permaneceu insatisfeito. As modificações, por outro lado, foram necessárias, já que o mercado da música estava mudando. As bandas de Rock que se reinventavam, continuavam no jogo, porque o mainstream estava dominado pelo Punk, pelo New Wave e pelo NWOBHM.

Nada disso evitou que "Tokyo Tapes" fosse o último registro do Scorpions com Roth, que pulou fora para investir em sua carreira solo. O registro foi gravado nos dias 24 e 27 de abril de 1978, no Sun Plaza Hall de Tóquio, Japão. O quinteto apostou em uma turnê de uma semana para divulgar o recém-lançado "Taken By Force" nas terras nipônicas e se surpreendeu com a quantidade de fãs que tinham por lá. Afinal, diferente do Brasil, os japoneses sabem apreciar boa música em massa, independente de modas, e lotam estádios com shows de Rock que aqui não lotam um boteco.


"Brasileiridades" a parte, é fato que "Tokyo Tapes" é um registro fantástico. A sonoridade aqui obtida é incrível. Sem exageros, trata-se de um dos melhores discos ao vivo do Rock. O grande desafio de um produtor de um "live" é conseguir captar a energia da banda no palco, e não são muitos do gênero que conseguem esse resultado como Dieter Dierks conseguiu. Além de ser Rock de verdade e sem frescuras do início ao fim (a capa diz tudo), é possível se sentir na plateia com o uso de bons headphones - quem disse que máquina do tempo não existe? (risos)

O Scorpions ainda não se assemelhava com o que se tornou mundialmente famoso no futuro, mas quem gosta dos posteriores trabalhos, definitivamente não se decepcionará com "Tokyo Tapes". Klaus Meine, endiabrado, demonstra fôlego do início ao fim, com carisma, potência e o mais importante: identidade. Rudolf Schenker faz a diferença com bases bem trabalhadas e bem executadas nas seis cordas, enquanto que o baixista Francis Buchholz mostra-se coeso e entrosado e o novo baterista, Herman Rarebell, se destaca pela precisão e bom uso de suas baquetas.

Mas não tem jeito. É impossível negar que o destaque de todo o concerto é Ulrich Roth, e mesmo sendo substituído pelo grande Matthias Jabs, o esquisito guitarrista faz falta. Sua habilidade é soberba e sua criatividade é incomparável. Sabe escolher as notas certas, nas horas certas. Uma pena que seja meio pirado: relatou que o som de sua guitarra não estava alto o suficiente por aqui. Basta ouvir e compreender o porquê de "pirado".



Entre os destaques, tem-se a paulada de abertura (e inédita) "All Night Long", as potentes "Backstage Queen" e "Speedy's Coming", a divertida "He's A Man, She's A Woman", a meio-tensa "Steamrock Fever" e a épica "We'll Burn The Sky" - esta, capaz de arrancar lágrimas pela invejável performance de Klaus e Ulrich. Só uma palavra pode concluir esse texto: clássico!!!

01. All Night Long
02. Pictured Life
03. Backstage Queen
04. Polar Nights
05. In Trance
06. We’ll Burn The Sky
07. Suspender Love
08. In Search Of The Peace Of Mind
09. Fly To The Rainbow
10. He’s A Woman, She's A Man
11. Speedy’s Coming
12. Top Of The Bill
13. Hound Dog
14. Long Tall Sally
15. Steamrock Fever
16. Dark Lady
17. (Kojo No Tsuki)
18. Robot Man

Klaus Meine - vocal
Ulrich Roth - guitarra solo; backing vocals; vocal em 4, 9 e 16
Rudolf Schenker - guitarra base, backing vocals
Francis Buchholz - baixo, backing vocals
Herman Rarebell - bateria

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by Silver

Little Richard - Here's Little Richard [1957]

Eu até fico bolado por não ter praticamente nada de rockabilly aqui na Combe, mas esse é um erro que aos poucos eu vou corrigindo. Então, aí vai pra vocês mais um dos grandes gênios do maravilhoso estilo, Little Richard.

Fazendo um som agressivo (para época, isso era um chute no estômago), divertido, enérgico e intenso, Little Richard é considerado por muitos como um dos pais do rock 'n' roll. Quem foi o primeiro não interessa, o que interessa é que esse som é realmente do caralho, sendo ouvido até hoje por fãs de rock dos mais diversos estilos e nunca soando ultrapassado. Pra mim, quem não gosta de rockabilly é um tremendo de um BUNDÃO, e não conheço ninguém, NINGUÉM que não goste dos grandes ícones do estilo.

Enfim, "Here's Little Richard" é o primeiro disco do cara, e mostra um som incrivelmente foda, tipo, fodão mesmo. Um som extremamente divertido, dançante, enérgico, que te faz querer ouvir o disco umas 5 vezes seguidas pra mais! É música feita com o coração e com a alma, rock 'n' roll DE VERDADE, sem frescuras, modismos ou intenção de só vender milhares de discos e depois sumir do mapa, e se percebe a clara empolgação de Little Richard em cada faixa do disco.

E esse sentimento de empolgação com que Little Richard gravou o álbum é transmitido perfeitamente ao ouvinte, que tente a sair gritando as músicas por aí dançando e ficar com as mesmas na cabeça durante dias. E como já disse, é rock 'n' roll DE VERDADE, simples, divertido, com os gritos enlouquecidos de Little Richard, saxofones, piano, e é claro, os instrumentos básicos do rock: bateria, baixo e guitarra. Não é nada muito complexo, mas porra, rock 'n' roll é diversão, não precisa ser complexo! Não precisa ser cabeça! Precisa mesmo é ser BOM.



É impossível dar destaques pra um disco perfeito como esse, então nesse caso, prefiro comentar todas as faixas, que nem já fiz aqui antes em discos que também acho do caralho do início ao fim. O disco já abre bem. Bem não, já abre ótimo, com a mais que clássica "Tutti Frutti", que se tu se diz roqueiro e nunca ouviu, tomara que desenvolva um câncer na próstata. Depois vem a "True Fine Mama", uma das melhores músicas que já escutei, sem exageros. Em seguida vem a mais calma "Can't Believe You Wanna Leave", mas que mesmo assim, tem o seu ar animado. E o ritmo sobe com o rock 'n' roll insano de "Ready Teddy", outro clássico. Em seguida temos outra mais calma, "Baby", mas que também mantém seu ar animado e é realmente muito bonita. "Slipin' and Slidin'" é uma música ideal para festas. E logo em seguida vem outro clássico, "Long Tall Sally", que automaticamente, já faz você começar a dançar e a gritar a letra. Energia pura! "Miss Ann" segue naquela linha das músicas "Baby" e "Can't Believe You Wanna Leave", um som mais calmo, mas ainda sim, animado. "Oh Why?" segue nessa linha também, e dá caminho para a trinca matadora que fecha o disco, "Rip It Up", "Jenny Jenny" e "She's Got It". Três faixas perfeitas, como o disco inteiro.

Então, seja lá o que você curta, seja punk, hard, progressivo, heavy metal e derivados, essas coisas de hippie e tal, é OBRIGATÓRIO que você baixe esse disco, pois é um clássico e todos que se dizem fãs de rock devem ouvir esse disco pelo menos uma vez na vida.

Chega de enrolação. Baixe agora e não se arrependerá!

1. Tutti Frutti
2. True Fine Mama
3. Can’t Believe You Wanna Leave
4. Ready Teddy
5. Baby
6. Slippin’ and Slidin’
7. Long Tall Sally
8. Miss Ann
9. Oh Why?
10. Rip It Up
11. Jenny, Jenny
12. She’s Got It

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Maurício Knevitz

Axel Rudi Pell - Between The Walls [1994]


AVISO: ESSE POST CONTÉM JSS!

A tarefa de acompanhar guitar heroes parecia direcionar a carreira de Jeff Scott Soto como se fosse uma sina. Após ter surgido com o sueco Yngwie Malmsteen, juntou-se ao japonês Kuni, que era empresariado por Wendy Dio. Mesmo quando se estabelecia com outras bandas – especialmente o Talisman – surgiu o convite para juntar-se ao alemão Axel Rudi Pell, em substituição a Rob Rock. Between the Walls é o segundo fruto dessa parceria e o que obteve maior repercussão. Contando, além de Jeff, com toda uma banda de primeira, tendo como outro grande nome Jörg Michael na bateria, Axel mandou ver aquele Hard/Heavy característico, com suas tradicionais influências Blackmoreanas.

O grande ponto positivo é o fato da música ser prioridade, ao contrário de outros virtuoses, que colocam o malabarismo na linha de frente. Aqui a habilidade – que é grande, diga-se de passagem – trabalha em favor da melodia e não o contrário, como fica claro desde a intro “The Curse”, com sua guitarra limpa aliada a uma orquestração ao fundo. A calmaria dura pouco, pois “Talk of the Guns” surge como um furacão, com todo seu peso e velocidade beirando o Power Metal. Na seqüência, as duas faixas mais conhecidas. “Warrior” está presente no setlist dos shows do guitarrista até hoje, assim como também já foi muita executada ao vivo por Soto em sua carreira solo. Já “Cry of the Gypsy” foi uma acertada escolha para o videoclipe promovendo o álbum, pois tem uma levada bem acessível, sem perder sua força.



A próxima é uma das preferidas dos fãs mais fervorosos até hoje. Apesar de longa, “Casbah” consegue envolver o ouvinte, fazendo com que seus dez minutos não pareçam de difícil apreciação, mesmo para quem não curte músicas tão extensas. A melódica “Outlaw” traz a típica veia européia do estilo, abrindo espaço para o cover de “Wishing Well”, do Free. Meio manjado, mas vale pela homenagem. A lenta “Innocent Child” não se configura como balada, apesar de seu andamento moderado, contando com um belo arranjo. A faixa-título vem naquela linha Rainbow/Malmsteen das antigas, com fraseados de guitarra marcantes e pegada Heavy certeira, com Jörg espancando o instrumento com classe.

Para encerrar, a empolgante instrumental “Desert Fire”. É o momento para a banda (e não apenas o guitarrista, mostrando que seu ego não está acima do bom senso) mostrar um pouco do que sabe. Uma maneira digna de fechar um belo disco, dos melhores de toda a carreira do mago germânico das seis cordas. Fãs de músicos técnicos não-exibidos devem conferir sem medo de errar. Para quem não conhece a carreira de Axel Rudi Pell, aqui está um bom começo.

Axel Rudi Pell (guitars)
Jeff Scott Soto (vocals)
Volker Krawczak (bass)
Jörg Michael (drums)
Julie Greaux (keyboards)

01. The Curse
02. Talk of the Guns
03. Warrior
04. Cry of the Gypsy
05. Casbah
06. Outlaw
07. Wishing Well
08. Innocent Child
09. Between the Walls
10. Desert Fire

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JAY

V.A. - Concert for George [2002]


Ontem o mundo da música completou nove anos sem George Harrison. Sua morte foi uma das maiores perdas da cultura contemporânea. A influência de Harrison é incalculável, principalmente como guitarrista da maior banda da história: os Beatles. E, seja como mauricinho engravatado tocando "I Wanna Hold Your Hand" ou como entusiasta do movimento Hare Krishna organizando um espetáculo por Bangladesh, George sempre será lembrado.

O mais discreto dos fab four foi apresentado por Paul McCartney a John Lennon com apenas 14 anos, como "o cara que sabe tocar Raunchy do Bill Justis". O ano era 1958, e a dupla Lennon/McCartney dava seus primeiros passos na banda The Quarrymen. John achou George muito novo e de início resistiu à entrada do garoto no grupo. Entretanto, logo Harrison foi aceito, e o resto é história.

Durante seus anos como Beatle, o guitarrista entrou em contato com a cultura indiana e se apaixonou por ela, sendo fundamental para a visível encorporação da mesma por parte do movimento hippie. Acabou sendo vítima de um complô de Lennon e McCartney, que, buscando conter seu crescimento dentro do processo de composição da banda, chegaram ao ponto de obrigá-lo a chamar seu amigo Eric Clapton para gravar o solo de seu maior trabalho, "While My Guitar Gently Weeps", para que não pudessem impedir sua entrada no set do Álbum Branco. Mas isso quando as coisas já não eram muito pacíficas entre os quatro, porque, no geral, George era visto como o "irmão mais novo" dos outros três. Entre seus maiores sucessos como Beatle estão "Here Comes the Sun" e "Something".

Em 70, lançou seu grande álbum como artista solo: All Things Must Pass. Nele, faixas como "My Sweet Lord", "Isn't It a Pity" e "What Is Life". Em 71, organizou, ao lado de Ravi Shankar, o antológico Concert for Bangladesh, evento beneficiente em prol dos refugiados do Paquistão Oriental (hoje Bangladesh independente), que reuniu nada menos que gente como Bob Dylan, Eric Clapton, Leon Russel, entre outros. Depois disso, já consolidado como um dos músicos mais importantes da história, fez parte do supergrupo The Travelling Wilburys e lançou vários discos solo, até descobrir, em 97, um câncer no pulmão que o levaría à morte em 2001.


Um ano depois do falecimento de George, sua viúva Olivia e seu filho Dhani organizaram, sob a direção musical de Eric Clapton e Jeff Lynne, o Concert for George. O espetáculo teve sua renda doada à Material World Charitable Foundation, fundação criada pelo guitarrista de Liverpool.

Ambientado no monumental Royall Albert Hall, o concerto foi dividido em duas partes distintas.

Na primeira parte (lançada como o disco 1), há a apresentação de um enorme grupo de músicos indianos, tocando ao lado da Orquestra Metropolitana de Londres, conduzida pelo arroz de festa Michael Kamen (S&M do Metallica, The Wall do Pink Floyd, além de colaborações para Aerosmith, Queen, David Bowie, Def Leppard, entre uma infinidade de outros). A música é a tradicional do país oriental, com instrumentos e cantos característicos. Destaque para a fenomenal sitarista Anoushka Shankar (filha de Ravi), que se sobressai mesmo em meio a um verdadeiro mar de inspiração e musicalidade dos outros vários instrumentistas. As faixas são canções tradicionais indianas, composições de Ravi Shankar e até a primeira música escrita por Harrison a aparecer em um single dos Beatles, "The Inner Light"

Na parte inferior, da esquerda para a direita: Anoushka Shankar, Eric Clapton e Ravi Shankar

Terminada a suíte Arpan e depois de um interlúdio protagonizado pelos humoristas britânicos de Monty Phyton, tem início a segunda parte do espetáculo. Em um ambiente mais ocidental, músicos fantásticos executam as eternas canções de Harrison. As performances ficam por conta de nada menos que Jeff Lynne, Eric Clapton, Tom Petty & The Heartbreakers, Gary Brooker, Joe Brown, Ringo Starr, Billy Preston, Paul McCartney e o próprio Dhani Harrison, que, no palco, emociona qualquer um, por lembrar de maneira assustadora o pai em sua fisionomia. As músicas são executadas por vários deles ao mesmo tempo, então aqui vamos atribuir cada uma a quem canta a sua maior parte.

Em certo ponto do show, Paul solta: "Olivia disse que, vendo Dhani no palco, parece que todos nós ficamos velhos, mas o George continuou jovem."

Falando um pouco das performances, destaque para a lindíssima de "Beware of Darkness" por Eric Clapton. O slow hand também aparece de forma latente ao lado de Paul McCartney, em "While My Guitar Gently Weeps" e "Something" (em uma versão que vai trazer boas lembranças recentes a algumas dezenas de milhares de brasileiros bem afortunados). É claro que Paul está ali em outros momentos inesquecíveis, como "For You Blue" e principalmente "All Things Must Pass". Outros pontos altos são de Jeff Lynne em "Give Me Love (Gime Me Peace On Earth)" e de Joe Brown em "Here Comes the Sun".

Mas quem realmente se sobressai é o tecladista Billy Preston, que, além de cantar "My Sweet Lord" ao lado dos clássicos corais da música, faz uso de seus vocais emocionados para criar a melhor performance do play em "Isn't It A Pity". A faixa é de uma beleza indescritível, com a melancólica composição de George crescendo em um ápice de instrumentos e vozes durante o poderoso solo de Eric Clapton, enquanto alguns ecos de "Hey Jude" vão aos poucos tomando conta do Royal Albert Hall.

Os últimos momentos são outros que merecem ser comentados. "Wah Wah" e seus incríveis riff e refrão fazem todos os presentes cantarem. E, para não fugir do habitual, tem um grande solo de Eric Clapton. Por fim, a singela "I'll See You in My Dreams" encerra a grandiosa homenagem. É óbvio que as faixas citadas não são as únicas de grande inspiração, e o disco é fantástico do início ao fim.


Enfim, somente um acontecimento como esse poderia fazer jus a George Harrison, o eterno caçula quieto dos Beatles, o hippie empático fascinado pelo oriente, um dos maiores guitarristas da história e uma das maiores figuras da música.

Disco 1
01. Sarve Shaam
02. Your Eyes
Anoushka Shankar
03. The Inner Light
Anoushka Shankar e Jeff Lynne
04. Arpan
Conduzido por Anoushka Shankar

Anoushka Shankar - sitar, condução
Michael Kamen - arranjo de cordas e condução
Eric Clapton - violão
Jeff Lynne - violão, vocais
Dhani Harrison - piano, vocais de apoio
Corais de English Chamber e Bharatiya Vidya Bhavan - vocais de apoio
Orquestra Metropolitana de Londres - cordas, metais e madeiras ocidentais
Vários músicos - cordas indianas

Disco 2
01. I Want to Tell You
Jeff Lynne
02. If I Needed Someone
Eric Clapton
03. Old Brown Shoe
Gary Brooker
04. Give Me Love (Give Me Peace On Earth)
Jeff Lynne
05. Beware of Darkness
Eric Clapton
06. Here Comes the Sun
Joe Brown
07. That's The Way It Goes
Joe Brown
08. Taxman
Tom Petty & The Heartbreakers
09. I Need You
Tom Petty & The Heartbreakers
10. Handle With Care
Tom Petty & The Heartbreakers, Jeff Lynne e Dhani Harrison
11. Isn't It a Pity
Billy Preston
12. Photograph
Ringo Starr
13. Honey Don't
Ringo Star
14. For You Blue
Paul McCartney
15. Something
Eric Clapton e Paul McCartney
16. All Things Must Pass
Paul McCartney
17. While My Guitar Gently Weeps
Eric Clapton e Paul McCartney
18. My Sweet Lord
Billy Preston
19. Wah Wah
Eric Clapton e banda
20. I'll See You In My Dreams
Joe Brown

*Marcações segundo a capa

Eric Clapton, Jeff Lynne, Tom Petty, Joe Brown - guitarra, violão, vocais
Gary Brooker, Billy Preston- teclados, vocais
Paul McCartney - violão, teclados, ukelele, vocais
Ringo Starr - bateria, vocais
Ravi Shankar - sitar
Dave Bronze, Klaus Voormann - baixo
Jim Capaldi, Jim Keltner, Hendry Spinetti - bateria
Albert Lee, Marc Mann, Andy Fairweather-Low, Dhani Harrison - guitarras e violões
Jools Holland, Chris Stainton - teclados
Ray Cooper - percussão
Jim Horn - saxofone
Tom Scott - sax tenor
Katie Kissoon, Tessa Niles, Sam Brown - vocais de apoio

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Jp


segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Krisiun - Black Force Domain [1997]

Em 1990, os irmãos Alex Camargo, Max Kolesne e Moyses Kolesne (curiosidade: Alex preferiu usar o sobrenome da mãe e Max e Moyses o do pai) formaram um dos grupos que levaria a música extrema do Brasil para o mundo: o Krisiun. A história do Krisiun se confunde com a do Sepultura, não pela localidade, mas pela forma que tanto os irmãos Cavalera quanto os irmãos Kolesne batalharam aqui e logo no exterior.

Desde o início em Ijaí, no Rio Grande do Sul, até a mudança para São Paulo, em 1995, o Krisiun lançou duas demos (Evil Age [1991] e Curse Of The Evil One [1992]) e uma EP (Unmerciful Order [1994]). Durante esse período, passaram dois guitarristas pela banda, hábito que foi abandonado desde o lançamento do debut e desde então, Moyses segura todas as guitarras.


O lançamento de Unmerciful Order, que possui clássicos como Meaning Of Terror, Infected Core e Rises From Black, fez com que o Krisiun ganhasse certa notoriedade no exterior. No meio desse burburinho, eles entraram em estúdio novamente e lançaram o incomparável Black Force Domain, debut do Krisiun e um dos maiores clássicos da pancadaria.

A putaria começa com a faixa-título, canção que faz até os pedreiros mais calejados se assustarem. A bateria ''bate-estaca'' do monstro Max Kolesne é o destaque total da canção, enquanto os riffs do irmão Moyses, do solo até o final da canção, deveriam ser incluídos em uma aula de como se fazer death metal.


A próxima faixa, Messiah Of The Double Cross, deve ter soado como um tapa na cara do pessoal do Morbid Angel na época do razoável Domination. Os três irmãos mostram como é que se faz um death metal no estilo que o Morbid Angel fazia no seu clássico debut, principalmente o baixista/vocalista Alex Camargo, que urra e debulha o baixo como ninguém.

O disco segue tranquilamente, com aquela mistura de death com thrash que fez a alegria de metalheads mundo afora. Demais destaques vão para as letras repulsivas de Hunter Of Souls (e que riffs fantásticos!), a lição de violência cuspida pela bateria de Max em Evil Mastermind, a instrumental Infamous Glory, a pavorosa Reject To Perish Below (Moyses detona nessa canção como poucos) e o grand finale com Sacrifice Of The Unborn.


Black Force Domain ganhou uma assustadora notoriedade na Europa e entre o publico fã de death/thrash metal no EUA e no resto do mundo. Hoje, os três irmãos tem uma carreira ascendente e cheia de pontos altos, como o lançamento do aclamado Southern Storm [2008] e a alta vendagem na Europa e turnês insanas junto de nomes como o Nile e Immolation. MPB? O que realmente vai do Brasil pra fora é a brutalidade e o suor de bandas como essas.
Um clássico, sem mais.
Um ótimo download!

Tracklist:
01 - Black Force Domain
02 - Messiah Of The Double Cross
03 - Hunter Of Souls
04 - Blind Possession
05 - Evil Mastermind
06 - Infamous Glory
07 - Rejected To Perish Below
08 - Meanest Evil
09 - Obssession By Evil Force
10 - Sacrifice Of The Unborn

Line-up:
Alex Camargo - Vocais e baixo
Moyses Kolesne - Guitarras e teclado
Max Kolesne - Bateria

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By Alvaro Corpse

Ozzy Osbourne - Beast In The Darkness (Live) [1984]


Ozzy Osbourne, que em breve estará em terras tupiniquins, sempre foi uma figura muito controversa. Isso passou a se explicitar em sua carreira solo, mais especificamente quando passou a trabalhar com Jake E. Lee, guitarrista genioso e, até certo ponto, bem chato. Chato de personalidade, obviamente, porque musicalmente era "o bicho pegando".

A mesma formação que gravou o álbum "Bark At The Moon", clássico da carreira de Ozzy, é a que se apresenta nesse registro, gravado em um concerto em Tóquio, capital japonesa, no dia 29 de junho de 1984. O êxito comercial que a trupe estava a obter com o disco permitiu uma turnê que girou o globo, contando passagens pela terra do Sol nascente.

Nunca um músico ruim tocou com Osbourne, mas o time que o acompanha dessa vez é especial. O já citado Jake E. Lee participou das primeiras encarnações do Dio, Ratt e Rough Cutt. Talentosíssimo, conseguiu preencher o grande vão deixado pelo seu falecido antecessor, Randy Rhoads, com seu estilo ágil porém eficiente de se tocar guitarra. Os restantes dispensam comentários: o experiente Bob Daisley no baixo, o pauleira Tommy Aldridge na bateria e o competente Don Airey nos teclados.

Ozzy Osbourne mordendo Jake E. Lee. Oh, década de 1980!

Infelizmente, Osbourne deixa a desejar em sua performance. Visivelmente bêbado, perde o fôlego e a afinação em diversos momentos. Porém não compromete o todo, já que o destaque é sua banda de apoio.

O repertório, muito bem escolhido, reúne clássicos de sua até então nova empreitada, apresentando desde as incontestáveis "Mr. Crowley", "Bark At The Moon" e "Crazy Train" até as favoritas dos fãs diehards "Revelation (Mother Earth)", "Rock N' Roll Rebel" e "Suicide Solution", por exemplo. De quebra, dois covers de sua antiga banda, o Black Sabbath: "Iron Man" e "Paranoid".

A qualidade de som é digna de lançamento oficial: som retirado diretamente da mesa de som, com volumes bem distribuídos. Ótima pedida para o bate-cabeça.

01. I Don't Know
02. Mr. Crowley
03. Rock N' Roll Rebel
04. Bark At The Moon
05. Revelation (Mother Earth)
06. Steal Away (The Night)
07. Suicide solution + Jake E. Lee Guitar Solo
08. Don Airey Keyboard Solo
09. Centre Of Eternity
10. Flying High Again
11. Iron Man
12. Crazy Train
13. Paranoid

Ozzy Osbourne - vocal
Jake E. Lee - guitarra
Bob Daisley - baixo
Tommy Aldridge - bateria
Don Airey - teclados

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by Silver

Zeke/Peter Pan Speedrock - Split [2005]

Quando se juntam duas bandas matadoras para gravar um disco, que resultado será que pode dar? Obviamente, um disco matador.

Esse split dos malditos do Zeke com os dementes do Peter Pan Speedrock é um daaqueles discos pra ouvir batendo a cabeça na parede, se masturbar vendo vídeos de anal gangbang em loirinhas "teens" ou ver vídeos de fazendeiros botando fogo nos porcos enquanto come doritos. Ou seja, é loucura pura! Além disso, foi um dos últimos registros que o Zeke deixou pra nós curtir, junto com um EP de três faixas. Eles seguem com a promessa de um disco novo, mas tão enrolando demais, hahaha.

Lançado em 2005, o disco é pura crackeragem muito louca. Também, trazendo duas das bandas mais fudidas dos anos 90, queriam o que? Não era de se esperar nada que fosse melhor que isso. Particularmente, é um dos melhores splits que eu já ouvi, perde só pr'aquele clássico do Cólera com o R.D.P. mesmo, fora que considero esse disco um dos melhores da década.

Também foi por meio desse disco que conheci o excelente Peter Pan Speedrock, que é tão bom quanto o Zeke, embora a proposta das duas bandas sejam diferentes. Mas fazem uma barulheira infernal de qualquer jeito! É de bandas assim que precisamos!

O disco é relativamente curto, tem só 11 faixas e não chega a ter 30 minutos (tem 26 minutos e 9 segundos de duração), mas mesmo assim, vale MUITO a pena. São 6 sons do Zeke (sendo 2, "Fuck All Night" e "Rid" regravações de sons antigos) e 5 do Peter Pan Speedrock.

Destaques para as faixas "Two Lane Black Top", "10 to the Riverside Blues" e "Wang Dang" do Zeke, e "Better Off Dead", "Who Was in My Room Last Night?" e "Outta Control" do Peter Pan Speedrock.

Enfim, chega de enrolar, baixe esse disco logo!

Zeke:
1. Two Lane Black Top
2. Death Train
3. 10 to the Riverside Blues
4. Wang Dang
5. Fuck All Night
6. Rid
Peter Pan Speedrock:
7. Better Off Dead
8. Who Was in My Room Last Night
9. Outta Control
10. Dead End
11. Twist of Fate

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Maurício Knevitz

In The Eyes of Death III [2002]


Você é aquele tipo de apreciador “não praticante” do Metal Extremo? Não tem muito material, mas gostaria de ter uma coletânea que, ao menos não o deixasse perdido em relação ao que ocorre no gênero? Pois aqui tem uma boa opção para sua prateleira. Por um bom tempo, a Century Media Records socorreu os headbangers com a coletânea In the Eyes of Death, reunindo alguns dos melhores nomes de seu cast em um artefato promocional bem interessante. O terceiro volume, lançado em 2002 foi um dos mais marcantes, oferecendo um bom parâmetro do cenário da época, passeando pelas várias vertentes do lado mais agressivo do Heavy Metal.

Abrindo o disco, a banda que era a grande força da companhia no momento, o Arch Enemy com a hoje clássica “Ravenous”, apresentando ao mundo toda a potência vocal de Angela Gossow. Também da Suécia, o Dark Tranquility é outro destaque, com a ótima “Final Resistance”, mostrando a força do Gothemburg Sound. Aí é a vez da força brasileira aparecer com o Krisiun, que manda ver um cover para “Silent Scream”, do Slayer, injetando ainda mais brutalidade. Os apreciadores de um Black Metal com elementos nórdicos encontram o Borknagar em uma de suas músicas mais inspiradas, a fantástica “The Genuine Pulse”, com Vintersörg fazendo toda a diferença.



Os gregos do Rotting Christ com seu estilo totalmente característico mostram porque são uma das melhores bandas de todos os tempos na cena Black em “The Call of the Aethys”. O Unleashed surge com seu Death Metal de raiz, lembrando os precursores do estilo em “Hell’s Unleashed”. Antes de se tornar uma das forças da emergente cena Metalcore, o Shadows Fall já mostrava seu poder de fogo, como em “Stepping Outside the Circle”. Da Alemanha, o Holy Moses retornava com potência total. Sabina Classen mostrava que mulheres vocalistas no lado extremo da força não era algo tão novo assim e botava todos para correr com “We Are at War”. Assim como o Krisiun, o Scar Culture também aparecia com uma regravação, dessa vez para “Wolverine Blues”, do Entombed.

Um bom exemplar para aqueles que não são tão fanáticos a ponto de precisar ter tudo que é lançado no estilo. Além de servir como fonte de descobertas aos adeptos mais ferrenhos. Boas trilhas para tratar a vida na base da porrada nos momentos em que ela se fizer merecedora.

01. Ravenous (Arch Enemy)
02. Hands of Doom (Carnal Forge)
03. Final Resistance (Dark Tranquility)
04. Silent Scream (Krisiun)
05. Project: The New Breed 666 (The Forsaken)
06. The Legacy (Twin Obscenity)
07. The Genuine Pulse (Borknagar)
08. The Call of the Aethys (Rotting Christ)
09. Hell’s Unleashed (Unleashed)
10. Morbid Way to Die (Grave)
11. Mind Eraser (God Forbid)
12. Stepping Outside the Circle (Shadows Fall)
13. We Are At War (Holy Moses)
14. Wolverine Blues (Scar Culture)
15. Pendragon’s Fall (Suidakra)
16. Hyperhuman (Solefald)
17. Angelina: Chthonian Earth; Her Face Forms Worms (...And Oceans)
18. Corpsecry Angelfall (Sigh)

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JAY

V.A. - Harley Davidson Road Songs (Vol. I & II)


Coração partido, dor de cotovelo, amor, morte, saudade... Tudo isso sempre foi propício à inspirar canções. Porém, uma máquina causa tanta paixão e inspiração que se equipara a esses sentimentos para com o humano. Nem mesmo os senhores - já falecidos - William S. Harley, Arthur Davidson, Walter Davidson e William A. Davidson poderiam imaginar que dariam origem a um veículo que causaria tanta veneração e cobiça.

Tendo em vista que a Harley Davidson foi fundada em 1903, o Rock desde os primórdios foi alvo de inspiração proporcionada pelas aventuras, viagens e, sobretudo, pela velocidade de uma Harley Davidson. Isso foi ficando cada vez mais evidente devido à ostentação da Harley por vários músicos através de fotos que se tornaram emblemáticas do Rock. Lógico que, à princípio, isso era um simbolismo apenas da cultura norte-americana.


Porém, eu não sou motociclista e nem um grande entusiasta da Harley Davidson, portanto seria hipocrisia me estender nesse assunto. A intenção é apenas contextualizar para introduzir o que semeou a elaboração das coletâneas colossais que estou apresentado hoje. Além dessa inspiração retratada, tal iniciativa se deve ao sub-selo The Right Stuff, pertencente à EMI. Fundado em 1993, esse selo depois de lançar dezenas de discos, logo em 1994 deu início à criação dessas coletâneas temáticas em torno da Harley Davidson. Ao todo foram seis!

V.A. - Harley Davidson Road Songs [1994]


Sem se limitar aos estilos mais previsíveis de se escutar em uma estrada, o primeiro volume dessa coletânea traz grandes nomes do Rock 'n Roll (Ted Nugent, UFO), AOR (REO Speedwagon, Foreigner), Blues Rock (Free, Bad Company), Hard/Blues Rock (Great White, Foghat, Humble Pie), Southern Rock (Lynyrd Skynyrd, Allman Brothers, Marshall Tucker Band), Country (The Byrds, Charlie Daniels Band) e até mesmo Heavy Metal (W.A.S.P.), além de vários outros grupos representando esses estilos.

O que liga todas as composições encontradas aqui é a temática. São 30 odes à vida na estrada, sempre dentro da mesma perspectiva de liberdade, aventura e emoção de guiar uma rota de viagem sob uma Harley - de preferência, mas não necessariamente. Apesar de contar com uma boa variação de estilos, sempre que é adotada tal temática, seja por qual for a banda, é transmitida uma sensação parecida, com proximidades ao Blues, Country ou Southern, portanto nada aqui soa fora do contexto musical.

Destaques do primeiro disco são facilmente imputados para o The Outlaws - que apresenta um som de quase dez minutos com solos muito viajantes; as agradáveis presenças AOR do Foreigner e REO Speedwagon; o clássico auto-intitulado do Bad Company; e a selvageria do W.A.S.P. Além das antológicas "Born To Be Wild" (Steppenwolf) e "The Devil Went Down To Georgia" (Charlie Daniels Band). O segundo disco é bem mais animado, e apresenta clássicos absolutos do Ted Nugent, Foghat, UFO, Nazareth, Great White e Free.

Disco 1:
01. Bob Seger - Against The Wind
02. Marshall Tucker Band - Fire On The Mountain
03. Little Feat - Let It Roll
04. Lynyrd Skynyrd - Call Me The Breeze
05. Allman Brothers - Statesboro Blues
06. The Outlaws - Green Grass And High Tides
07. REO Speedwagon - Ridin' The Storm Out
08. Bad Company - Bad Company
09. W.A.S.P. - Wild Child
10. Foreigner - Hot Blooded
11. Humble Pie - Thirty Days In The Hole
12. Lynyrd Skynyrd - That Smell
13. Charlie Daniels Band - The Devil Went Down To Georgia
14. Steppenwolf - Born To Be Wild
15. The Byrds - Ballad Of Easy Rider

Disco 2:
01. Golden Earring - Radar Love
02. Free - All Right Now
03. George Thorogood - Highway 49
04. Sammy Hagar - I Can't Drive 55.1
05. Ted Nugent - Cat Scratch Fever
06. Nazareth - Hair Of The Dog
07. Great White - Once Bitten Twice Shy
08. April Wine - Sign Of The Gypsy Queen
09. Craig Chaquico - Sacred Ground
10. Jefferson Starship - Ride The Tiger
11. Canned Heat - On The Road Again
12. The Band - The Weight
13. Doobie Brothers - Rockin' Down The Highway
14. Foghat - Ride Ride Ride
15. UFO - Highway Lady

Individuality. Born here. Bred here. Harley Davidson has always beckoned those seeking their own path. Like you, we are different. Like you, we share a passion that transcends age, gender and race - a passion that brings together riders from all walks of life.

V.A. - Harley Davidson Road Songs Vol.02 [1998]


Dois anos após o lançamento do primeiro volume da série "Harley Davidson Road Songs" saiu a segunda coletânea que foi completamente voltada para música Country, mas este lançamento foi delido e não conta na sequência, já que o objetivo é divulgar bandas de diversos estilos com músicas dentro da mesma proposta. Nesse segundo volume, novamente a série trouxe representantes dos mesmos estilos, embora o Country tenha sido deixado um pouco mais de lado, dando mais espaço para o Hard 70's e o Blues Rock.

A questão da temática também não foi tão limitada, prezando mais por sons que passam a sensação de pisar no acelerador sem ser necessário uma letra acompanhando tal espírito aventureiro. Exemplos disso podem ser constatados com as presenças de "Keep Youself Alive" (Queen), "Rebel Yell" (Billy Idol), "I'm a Man" (The Spencer Davis Group) e "Face the Day" (Great White) - essa última podia ser substituída por "Highway Nights" que é mais imbuída na proposta da coletânea, além de ser um dos sons mais interessantes do Great White.

Eu convido vocês a olharem o tracklist inteiro caso queiram saber os destaques. Esse volume superou, e muito, o primeiro, apresentando uma quantidade maior de clássicos pesados do Rock. Pro final de ano que muita gente viaja essa coletânea é uma boa pedida. Mesmo pra quem não vai viajar é recomendado, porque clássico que é clássico se ouve em qualquer lugar, em qualquer ocasião, e no final das contas sempre leva à uma viagem.

Disco 1:
01. Keep Yourself Alive - Queen
02. Bad To The Bone - George Thorogood & The Destroyers
03. Bad Motor Scooter - Montrose
04. Midnight Rider - Gregg Allman
05. Look Over Yonder - Jimi Hendrix
06. Easy Livin' - Uriah Heep
07. Motor City Madhouse - Ted Nugent
08. Renegade - Styx
09. Rebel Yell - Billy Idol
10. Street Of Dreams - Rainbow
11. Highway Star - Deep Purple
12. Two Tickets To Paradise - Eddie Money
13. We're An American Band - Grand Funk Railroad
14. Shadows Of The Night - Pat Benetar
15. Highway Song - Blackfoot
16. (untitled) - (motorcycle effects)

Disco 2:
01. Day Of The Eagle - Robin Trower
02. Here I Go Again - Whitesnake
03. Flirtin' With Disaster - Molly Hatchet
04. Magic Carpet Ride - Steppenwolf
05. Livin' In The U.S.A. - Steve Miller Band
06. Hold On Loosely - 38 Special
07. Drivin' Wheel - Foghat
08. Under My Wheels - Alice Cooper
09. Gone, Gone, Gone - Bad Company
10. I'm A Man - Spencer Davis Group
11. Face The Day - Great White
12. Locomotive Breath - Jethro Tull
13. Heading Out To The Highway - Judas Priest
14. Walk Away - The James Gang
15. Free Bird - Lynyrd Skynyrd
16. (untitled) - (motorcycle effects)

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Dragztripztar

domingo, 28 de novembro de 2010

The Rolling Stones – Some Girls [1978]

Na opinião deste que vos escreve, foi durante os anos 70 que os Rolling Stones editaram seus melhores trabalhos: Sticky Fingers (1971), Exile on Main St. (1972), Goats Head Soup (1973), It’s Only Rock ‘n’ Roll (1974), Black and Blue (1976) e finalmente, o disco desta postagem. Some Girls saiu em 1978, ano em que tanto a disco music quanto o punk rock tomavam conta do cenário musical mundial. Na lista dos 500 maiores álbuns de todos os tempos feita pela revista Rolling Stone, ocupa a 269º posição.

Foi em Some Girls que o grupo de Mick Jagger galgou os primeiros passos rumo ao som mais “dançante” que perduraria por seus lançamentos na década seguinte – o melhor exemplo é a discotéque Miss You – bem como deu uma resposta imediata aos punks nas cruas When the Whip Comes Down e Lies, provando que dinossauro era a p*ta que os pariu. Há outras canções antológicas, dentre as quais eu destaco a balada country Far Away Eyes e os singles Beast of Burden, Respectable (“grande som”, by JAY) e Shattered.



Voltando ao quesito letra, a da faixa-título é ótima – exceto para as feministas que não sabem que rock’n’roll é pura diversão. Entretanto, essa não se compara à de Before They Make Me Run. A canção, escrita por Keith Richards após sua prisão em 1977 por porte de heroína, é cantada pelo próprio guitarrista e fala sobre os perigos e conseqüências de uma vida de excessos. E para não deixar nada de fora, o cover de Just My Imagination, do grupo de soul norte-americano The Temptations, ficou muitíssimo melhor que a original.

A turnê de Some Girls inaugurou o padrão atual de shows dos Stones, com palcos enormes e mega infra-estruturas de som, luzes e efeitos especiais. Vale mencionar também que segundo as estimativas da Recording Industry Association of America (a mesma RIAA que volta e meia f*de com a vida de nós uploaders e downloaders), Some Girls é o segundo álbum mais vendido do grupo nos Estados Unidos. Com 6 milhões de cópias, perde apenas para a coletânea Hot Rocks, de 1972, que vendeu o dobro.

01. Miss You
02. When the Whip Comes Down
03. Just My Imagination
04. Some Girls
05. Lies
06. Far Away Eyes
07. Respectable
08. Before They Make Me Run
09. Beast of Burden
10. Shattered

Mick Jagger – vocais, backing vocals, guitarra e piano
Keith Richards – guitarra, violão, backing vocals, baixo e piano
Ronnie Wood – guitarra, violão, pedal steel, slide guitar, backing vocals, baixo e bumbo
Bill Wyman – baixo e sintetizador
Charlie Watts – bateria

Músicos adicionais:
Sugar Blue – gaita
Mel Collins – saxofone
Simon Kirke – congas
Ian McLagan – órgão e piano
Ian Stewart – piano

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@mvmeanstreet

Psychic Possessor - Nós Somos A América do Sul [1989]

Hoje tava pensando no que postar aqui na Combe, mas tava com uma puta preguiça de upar alguma coisa daí decidi dar uma olhada nas minhas outras contas no Mediafire pra ver o que tinha upado lá. Então achei essa pepita e na mesma hora pensei, "vai ser esse!". Então, aí está pra vocês "Nós Somos A América do Sul", do Psychic Possessor.

Inicialmente uma banda de death/thrash metal, o Psychic Possessor foi formado em 1986 em Santos, SP. Seu primeiro disco, "Toxin' Difusion", lançado pela Cogumelo Discos, em 1988, apresenta um som completamente death/thrash, com letras em inglês e tudo mais. É considerados por muitos um dos melhores discos de metal pesado já feitos no Brasil. Não é pra menos, pois é muito bom mesmo.

Após o lançamento do disco e algumas brigas internas, eles decidiram formar um "novo" Psychic Possessor, com uma sonoridade mais hardcore, porém não deixando de lado a influência thrash. Para aproveitar o contrato com a Cogumelo, deixaram o nome como Psychic Possessor mesmo, já que a gravadora previa o lançamento de mais discos.

Então foi lançado, em 1989, "Nós Somos A América Do Sul", o melhor álbum da banda. Apresenta um som bem mais tosco e completamente influenciado pelo hardcore americano, lembrando MUITO bandas como o Agnostic Front e Attitude Adjustment, por exemplo. Porém, não deixaram de lado as influências thrash, fazendo então um belíssimo trabalho crossover. Definitivamente, foi um disco que fechou com chave de ouro os anos 80 no Brasil.



O disco ainda conta com o baterista Maurício "Boka", atual batera do R.D.P. e que já tocou numa caralhada de banda, como Ovec, I Shot Cyrus, DFC, Possuído Pelo Cão, Bandanos e outras.

O disco vendeu mais que o "Toxin' Difusion" e foi muito bem aceito pelo público, tanto pelos punks quanto pelos headbangers. Foi também o último lançamento da banda, já que depois o vocalista Nhonho tinha saído, e embora tivesse sido substituído por Alexandre Farofa (ex-Ovec) e chegassem a ter escrito material suficiente para lançar um outro disco, acabaram em 1991. Uma pena, pois acho que eles tinham que ter deixado mais material pra gurizada curtir.

Enfim, destaques para "Ação Terrorista", "Capitalismo" (regravada pelo R.D.P. no "Feijoada Acidente? Nacional"), "Heróis", "Vítimas da Miséria", "Vote Nulo", "Disciplina Militar", "Desarmem" e "América do Sul".

Disco que com certeza irá agradar tanto fãs de hardcore/punk quanto fãs de thrash metal. Então, se for fã de qualquer um dos estilos, baixe agora!

"Nós somos o terceiro mundo! Nós somos a América do Sul!"

1. Ação Terrorista
2. Porque Razão?
3. Capitalismo
4. Aposentados
5. Heróis
6. Vítimas de Miséria
7. Vote Nulo
8. Disciplina Militar
9. S.O.S. Amazônia
10. Cubatão
11. Desarme
12. Aicreuqonrevog
13. Consciência Nacionalista
14. Desespero
15. O Mundo Nos Sufoca
16. América do Sul

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Maurício Knevitz

Slaughter - The Wild Life [1992]


Após a exclente repercussão obtida com "Stick It To Ya" (confiram a postagem sobre o mesmo clicando AQUI), tanto em vendas quanto em turnê, o Slaughter decidiu lançar o segundo álbum de sua carreira. Em abril de 1992, o quarteto jogou "The Wild Life" nas prateleiras. As diferenças com seu antecessor são notáveis - se a diferença entre o debut e o trabalho com o Vinnie Vincent Invasion são gritantes, aqui a coisa diverge mais ainda. E pra melhor.

"The Wild Life", num âmbito geral, apresenta mais maturidade e consistência. Seu antecessor, apesar de muito bom, tem a presença de alguns fillers, agora um fator ausente. Com uma leve porém decisiva dose de peso nos riffs e nas harmonias, o álbum se distanciou um pouco do Hard Rock oitentista e imprimiu maior personalidade nas composições, novamente chefiadas pela dupla Mark Slaughter e Dana Strum.

Vale destacar como o guitarrista Tim Kelly e o baterista Blas Elias fizeram a diferença na bolacha. A execução nas seis cordas e as linhas de bateria demonstram mais brilho, precisão e criatividade. Ambos não assinaram nas composições mas não fizeram feio onde se responsabilizaram a aparecer. Dana Strum ainda mantém suas linhas de baixo muito bem feitas e destacadas, e Mark Slaughter, como sempre, se destaca dos demais pela sua incrível potência vocal - mais moderada em "The Wild Life" e mais um ponto positivo, consequentemente.

Slaughter em 1992. Da esquerda pra direita:
Dana Strum, Mark Slaughter, Blas Elias, Tim Kelly


A repercussão não foi a mesma da estreia, mas foi boa. Apesar de atingir a 8ª posição nas paradas norte-americanas (seu antecessor obteve a 18ª), as vendas de "The Wild Life" foram mais mornas, conquistando discos de ouro nos Estados Unidos e Reino Unido, além de repetir o feito de ganhar disco de platina no Canadá. "Days Gone By" chegou ao Top 10 dos charts roqueiros e obteve single de ouro, enquanto "Real Love" chegou à 69ª posição das paradas gerais.

Mesmo com o terreno menos fértil para os grupos de Hard Rock, a trupe não deixou a desejar em termos de venda, e o mais importante: a qualidade não diminuiu em nenhum momento. Os destaques vão para as já citadas baladas "Days Gone By" e "Real Love", para a excelente faixa-título, para a imponente "Reach For The Sky" (melhor do disco) e para a divertida "Dance For Me Baby". Mas há de se reiterar que não há um filler sequer por aqui. No mais, "The Wild Life" é um álbum de Hard Rock de qualidade e coerência ímpares. Garante a diversão.



01. Reach For The Sky
02. Out For Love
03. The Wild Life
04. Days Gone By
05. Dance For Me Baby
06. Times They Change
07. Move To The Music
08. Real Love
09. Shake This Place
10. Streets Of Broken Hearts
11. Hold On
12. Do Ya Know
13. Old Man
14. Days Gone By (Acoustic Instrumental Version)

Mark Slaughter - vocal, guitarra, violão, teclados, piano, sintetizadores
Tim Kelly - guitarra, violão, backing vocals
Dana Strum - baixo, backing vocals
Blas Elias - bateria, backing vocals

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by Silver

Last Autumn’s Dream – Live in Germany + 2 [2008]


Sem dúvida, uma das grandes bandas de Hard/Melodic Rock surgidas na última década foi o Last Autumn’s Dream. Liderada pelo talentoso multiinstrumentista e vocalista Mikael Erlandsson, o grupo contou em sua primeira formação simplesmente com três quintos do Europe. Mais precisamente o tecladista Mic Michaeli, o baixista John Levén e o baterista Ian Haugland participaram dos primeiros passos do projeto. Mas após juntarem-se novamente a Joey Tempest e John Norum, tiveram que sair, pois suas agendas não comportariam os dois trabalhos. Mas em um golpe de esperteza – e sorte também – Mikael substiuiu ouro com ouro ao chamar ninguém menos que Marcel Jacob e Jamie Borger do Talisman. O próprio cuidaria dos teclados em estúdio.

Esse ao vivo, gravado na Alemanha, traz uma pequena amostra de todo o poder de fogo do material da banda. Erlandsson dá uma amostra de sua voz peculiar, enquanto a cozinha traz aquela classe que já conhecemos de sua história. Completa o time o guitarrista Andy Malecek (Fair Warning) mandando riffs e solos espertos. A abertura com a dobradinha “For the Young and the Wild” – com direito a coro da platéia na paradinha do meio – e “After Tomorrow’s Gone” já contagia logo de cara. A versão para “Heat of Emotion” da antiga banda de Andy paga um digno tributo a outra instituição do Hard europeu.

“It’s Alright” conta com uma melodia inesquecível, enquanto a letra conta uma história que já pode ter acontecido com você. Sem contar que o saudoso mestre Marcel Jacob dá mais uma daquelas aulas de baixo como só ele sabia oferecer. De fazer novato ter vontade de desistir. Na seqüência, “Rock n’ Roll is Saving My Soul”. Sobre essa, só posso dizer que se músicas fizessem filhos, essa teria sido gerada biologicamente por “God Gave Rock n’ Roll to You”. A semelhança entre ambas é inegável em todas as formas possíveis. É ouvir uma e lembrar a outra instantaneamente. Para encerrar o show, a fantástica “Again and Again”, verdadeiro hino, com sua levada empolgante.


De bônus, duas inéditas. “When You Love Someone” é uma bonita balada apenas em voz e piano. Já “You Won’t See Me Cry” é um belo AOR, chegando a lembrar bons momentos do Def Leppard. Há também uma versão dupla, que vem com uma coletânea de sucessos. Mas recomendo que corram atrás dos álbuns normais mesmo para ter uma idéia melhor sobre o grupo. Por hora, esse ao vivo serve como uma bela apresentação. O Last Autumn’s Dream segue na ativa e lançando bons discos

Mikael Erlandsson (vocals, keyboards)
Andy Malecek (guitars)
Marcel Jacob (bass)
Jamie Borger (drums)

01. For the Young and the Wild
02. After Tomorrow’s Gone
03. Pages
04. Heat of Emotion
05. Love to Go
06. It’s Alright
07. Rock n’ Roll is Saving My Soul
08. Again and Again
09. When You Love Someone
10. You Won’t See Me Cry

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JAY

sábado, 27 de novembro de 2010

The Scream – Takin’ It to the Next Level [1993]

Chegou a hora de completar a discografia do The Scream, mas antes, entendam o contexto. Depois de uma turnê que se estendeu por aproximadamente um ano, John Corabi aceitou o convite para substituir Vince Neil no Mötley Crüe marcando o fim da primeira fase da banda. A saída do vocalista, que bem ou mal era dava as cartas lá dentro, ocasionou/permitiu um redirecionamento musical que teve como resultado a gravação de um álbum que permanece inédito até os dias de hoje.

Takin’ It to the Next Level foi gravado em 1993 trazendo Billy Fogarty nos vocais e um estilo completamente diferente daquele que consagrou o The Scream em seu début, Let it Scream, de 1991. A proposta pesada com pés fincados no classic rock deu lugar a experimentações por parte de cada um dos componentes da banda, aqui, com total liberdade para externar suas influências mais off-rock. Portanto, prepare-se para um trabalho sem um foco determinado, daqueles que dispara para todos os lados de forma a obter reconhecimento das mais variadas audiências.

A abertura com alternativa Kool World já indica mais ou menos o fio condutor de Takin’ It to the Next Level, com guitarras bem distorcidas, baixão preponderante e meia dúzia de latas de Suvinil no lugar do kit de bateria. What U See segue exatamente a mesma linha, exceto pela ausência dos scratches que aparecem em sua antecessora. Outros sons que guardam semelhanças com essas duas são Kick Back – riff que lembra o Red Hot Chili Peppers das antigas – e Ain’t Got Nuthin’ – mais cadenciada, porém igualmente pesada no aspecto guitarrístico.

Há também sons mais calmos nos quais se destacam principalmente as quatro cordas de John Alderete, que atualmente faz bonito no psicodélico The Mars Volta, como Love C.C.A. (abreviação de Can Conquer Anything), que só pelo título, o qual eu considero uma máxima da vida, já vale o registro. Destaque também para a setentista Miss Thang e para o techno-country de One Foot in the Grave.

Por conta do engavetamento do álbum, o quarteto encerrou suas atividades reaparecendo algum tempo depois como DC-10, lançando por conta própria seu Co-Burn, cujo repertório inclui alguns dos sons aqui presentes. Encerro com eternos agradecimentos ao pessoal do site do Racer X, que abriu a gaveta e disponibilizou de grátis todo este material na íntegra. Tá esperando o quê?

01. Kool World
02. What U See
03. Miss Thang
04. Kick Back
05. Another Rock
06. Get It Together
07. One Foot in the Grave
08. Ain’t Got Nuthin’
09. Comin’ Down
10. Good Lookin’ Out
11. Love C.C.A.
12. It’s a Long Way

Billy Fogarty – vocais
Bruce Bouillet – guitarra
John Alderete – baixo
Walt Woodward – bateria

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@mvmeanstreet