
Precisava refazer o que já era perfeito?
Em 1988 o KISS se encontrava em um período, no mínimo, estranho. As glórias estavam no passado e a formação da banda, embora tecnicamente perfeita, não conseguia mais realizar os grandes feitos da fase mascarada (ou mesmo sem máscaras, se contarmos os excelentes trabalhos com Vinnie Vincent e Mark St. John).
Bruce Kulick, irmão mais novo do fiel escudeiro de estúdio Bob Kulick, estava havia quase quatro anos com o Kiss na estrada e, ao vivo, como disse o próprio Paul Stanley no vídeo do Alive III - Konfidential, parecia uma árvore tocando um ukelele (comparativo genial, diga-se). Embora seja um guitarrista genial, Kulick não tinha a presença de palco de seus predecessores, e KISS, caro passageiro, é banda de palco.

A última vez que o KISS havia lançado uma coletânea tinha sido o maravilhoso Double Platinum, no distante ano de 1978. Ressalte-se que, embora Killers tenha sido uma coletânea, seu lançamento foi restrito a determinados mercados fonográficos, como o brasileiro, a fim de divulgar a turnê que lotou o Maracanâ. Era hora de lançar mais uma, contendo os sucessos que vieram depois, e a nível mundial. Mas, existia material suficiente para encher um disco? A resposta era: não. Desde o ano de 1978 o KISS não fazia mais hits com tanta freqüência, ou mesmo hits que fossem capazes de alavancar as vendas de uma coletânea.
Surgiu, então, a ideia brilhante dos gerentes de marketing da banda (leia-se Stanley e Simmons): regravar alguns antigos sucessos com o primor técnico da nova formação. Também aproveitar o embalo e injetar duas canções inéditas para mostrar ao público que eles ainda conseguiam fazer alguma música capaz de virar hit. Pegar os maiores sucessos nos USA e na Inglaterra e lançar duas versões da coletânea, uma americana e outra inglesa (devotos de San Marketing, louvai). Em 15 de novembro de 1988 era lançado Smashes, Thrashes & Hits, postagem de hoje na versão norte americana.
O play abre com as duas músicas inéditas, para mostrar ao ouvinte que veio conferir os velhos hits que o KISS ainda existia e estava na ativa. Let’s Put The X In Sex traz aquele clima típico dos anos 80, lembrando um KISS bronzeado e com corpinhos sarados curtindo a vida nas baladas do oeste norte americano. Paul Stanley dá um show de voz nessa música, com agudos fantásticos. Bruce Kulick detona um solo com wah wah que, sinceramente, me faz pensar se ele não pode ser considerado o melhor guitarrista do KISS sem Frehley.
Em 1988 o KISS se encontrava em um período, no mínimo, estranho. As glórias estavam no passado e a formação da banda, embora tecnicamente perfeita, não conseguia mais realizar os grandes feitos da fase mascarada (ou mesmo sem máscaras, se contarmos os excelentes trabalhos com Vinnie Vincent e Mark St. John).
Bruce Kulick, irmão mais novo do fiel escudeiro de estúdio Bob Kulick, estava havia quase quatro anos com o Kiss na estrada e, ao vivo, como disse o próprio Paul Stanley no vídeo do Alive III - Konfidential, parecia uma árvore tocando um ukelele (comparativo genial, diga-se). Embora seja um guitarrista genial, Kulick não tinha a presença de palco de seus predecessores, e KISS, caro passageiro, é banda de palco.

A última vez que o KISS havia lançado uma coletânea tinha sido o maravilhoso Double Platinum, no distante ano de 1978. Ressalte-se que, embora Killers tenha sido uma coletânea, seu lançamento foi restrito a determinados mercados fonográficos, como o brasileiro, a fim de divulgar a turnê que lotou o Maracanâ. Era hora de lançar mais uma, contendo os sucessos que vieram depois, e a nível mundial. Mas, existia material suficiente para encher um disco? A resposta era: não. Desde o ano de 1978 o KISS não fazia mais hits com tanta freqüência, ou mesmo hits que fossem capazes de alavancar as vendas de uma coletânea.
Surgiu, então, a ideia brilhante dos gerentes de marketing da banda (leia-se Stanley e Simmons): regravar alguns antigos sucessos com o primor técnico da nova formação. Também aproveitar o embalo e injetar duas canções inéditas para mostrar ao público que eles ainda conseguiam fazer alguma música capaz de virar hit. Pegar os maiores sucessos nos USA e na Inglaterra e lançar duas versões da coletânea, uma americana e outra inglesa (devotos de San Marketing, louvai). Em 15 de novembro de 1988 era lançado Smashes, Thrashes & Hits, postagem de hoje na versão norte americana.
O play abre com as duas músicas inéditas, para mostrar ao ouvinte que veio conferir os velhos hits que o KISS ainda existia e estava na ativa. Let’s Put The X In Sex traz aquele clima típico dos anos 80, lembrando um KISS bronzeado e com corpinhos sarados curtindo a vida nas baladas do oeste norte americano. Paul Stanley dá um show de voz nessa música, com agudos fantásticos. Bruce Kulick detona um solo com wah wah que, sinceramente, me faz pensar se ele não pode ser considerado o melhor guitarrista do KISS sem Frehley.
Na esteira a segunda inédita, (You Make Me) Rock Hard traz aquele que é um dos riffs preferidos de Bruce Kulick. O velho peso da bateria zeppeliniana de Eric Carr está mais vivo do que nunca, com um cowbell sem-vergonha puxando o coro do refrão.
Definitivamente, eles queria conquistar o mundo novamente. Não era um KISS muito diferente daquele que gravou Crazy Nights, mas parecia ter mais gana, mais feeling, menos acomodação. Kulick, de novo, é o destaque. Os solos dele são músicas dentro das músicas; são melodias especiais que se encaixam num contexto geral mas, ao mesmo tempo, são completamente diferentes das linhas vocais. Bruce pra presidente – e já.
Das antigas, nenhuma novidade, exceto que temos uma gravação de Beth com Eric Carr nos vocais e que os timbres estão melhores, sendo que os músicos resolveram manter as performances originais. Nem todas as versões são regravações, deve-se destacar. As informações não são muito claras no vinilão que tenho. Na internet esses detalhes também são omitidos. Creio que, das que compõem o track list abaixo, as remixadas passaram por um algo mais durante esse trabalho.
Quer ver como o KISS entrou em baixa na popularidade durante os anos 80? Basta analisar o track list e verificar que, das 13 músicas que compõem a coletânea, somente 4 (I Love It Loud, Lick It Up, Heaven’s on Fire e Tears Are Falling) são da década; e, dessas, somente uma é da discografia que conta com Bruce Kulick.
Mas é um disco excelente, que faz por merecer a ouvida e, sinceramente, é uma coletânea que foi feita para ouvir andando de carro (à exceção da horrorosa Beth que nunca curti).
Track List
1. "Let's Put the X in Sex" Inédita
2. "(You Make Me) Rock Hard" Inédita
3. "Love Gun" (remix) - Love Gun (1977)
4. "Detroit Rock City" (remix) - Destroyer (1976)
5. "I Love It Loud" (remix) - Creatures of the Night (1982)
6. "Deuce" (remix) - Kiss (1974)
7. "Lick It Up" - Lick It Up (1983)
8. "Heaven's on Fire" - Animalize (1984)
9. "Calling Dr. Love" (remix) - Rock and Roll Over (1976)
10. "Strutter" (remix) - Kiss (1974)
11. "Beth" (Eric Carr vocal) - Destroyer (1976)
12. "Tears Are Falling" - Asylum (1985)
13. "I Was Made for Lovin' You" - Dynasty (1979)
14. "Rock and Roll All Nite" (remix) - Dressed to Kill (1975)
15. "Shout It Out Loud" (remix) - Destroyer (1976)
Mark St. John, Ace Frehley, Paul Stanley, Vinnie Vincent, Bruce Kulick (guitarras)
Peter Criss, Eric Carr (bacteria e vocais)
Gene Simmons (baixo e voz)
Paul Stanley (guitarras e voz)
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Por Zorreiro


































