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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Alice In Chains - Jar Of Flies [1994]

NIRVANA? WHO IS THIS?

Ano de 1994. Após a explosiva e aclamada apresentação no festival Lolapalloza no ano anterior, a situação financeira do AIC não havia melhorado muito. Ao voltarem para casa, são despejados de seu lar, por falta de dinheiro para pagar o aluguel, o que os deixa completamente devastados e deprimidos. Como consolo, a banda entra em estúdio pela primeira vez com o seu novo baixista, Mike Inez, com violões na mão para ver o que saia, mas sem intenção nenhuma de lançar como um novo registro.

Eis que essas gravações caem na mão dos donos de sua gravadora, que se agradaram imediatamente com o material que tinham em mãos, e sem pestanejar lançam estas músicas em um Ep. E que idéia feliz foi essa, pois nos possibilitou ter em mãos um dos melhores momentos da carreira dessa genial banda, em um formato totalmente diferente de seus dois discos iniciais, com uma levada mais acústica, que casa perfeitamente com o clima mais triste desse belo disco.


E essa fórmula deu tão certo, que acabou por tornar este Ep o primeiro a parar no primeiro lugar da parada da Billboard, aclamado por público e crítica da época. E ao ouvir este, apesar de ser bem curto, você acabará por perceber como todas as canções tem um brilho único, com momentos cativantes e que mesmo tristes e carregados, são de uma beleza singular. Será impossível não identificar a tristeza na voz de Layne Staley, e o feeling que toda a banda exala na execução das canções aqui apresentadas.

E a abertura já entrega logo de cara qual será todo o clima do disco. A psicodélica e experimental "Rotten Apple", em que até é inserido um talk-box de Cantrell logo na introdução, com uma letra que sentencia o seguinte: " Innocence is over / Ignorance is spoken / Confidence is broken / Sustenance is stolen". Sem falar na arrastada e triste linha vocal de Layne, que dá ainda mais beleza a canção. Em seguida temos a singular "Nutshell", em que Layne expressa toda sua luta para sobreviver, em uma das melhores canções da carreira do grupo, que ganhou um tom ainda mais intimista por ter sido feita em formato acústico.



Dois clássicos são apresentados logo em seguida, que inclusive ganharam seus videoclipes e tiveram uma boa repercussão na MTV em seu lançamento. "I Stay Away" continua com a mesma qualidade das canções anteriores desse registro e lhe fará sentir até um certo gelo na espinha com sua carga emocional pesada, e é o melhor trabalho de Cantrell nas guitarras nesse EP. "No Excuses" foge do clima melancólico até aqui apresentado e soa mais alegre, porém com um grande pitada de sarcasmo e é outra grande canção.

A instrumental "Whale And Wasp" nos apresenta um belo e simples solo de Cantrell, com a bela adição de violinos ao fundo, que exala emoção e feeling. E tome mais uma belíssima música com "Don't Follow", uma balada incrível e com uma letra espetacular, daquelas em que paramos para refletir nos rumos que estamos levando na vida. Sem falar o toque especial que na bela adição da gaita em sua segunda metade. "Swing On This" fecha o registro evocando o blues e com as guitarras de Cantrell novamente presentes em alguns momentos.

Um discão, que deixa bem claro que o AIC ia bem além do que as bandas de grunge apresentavam naquele momento. E olha que o objetivo não era que essas músicas fossem lançadas. Se isso tivesse realmente ocorrido, teríamos perdido o privilégio de escutar um dos mais criativos discos dos anos 90. Mesmo que você torça o nariz para o Grunge, é obrigatório que você escute esse disco uma vez e se emocione com o trabalho memorável que Staley, Cantrell, Inez e Kinney conceberam. Imperdível!




1.Rotten Apple
2.Nutshell
3.I Stay Away
4.No Excuses
5.Whale & Wasp
6.Don't Follow
7.Swing on This

Layne Staley - Vocal, Guitarra Rítmica
Jerry Cantrell - Guitarra, Vocal
Mike Inez - Baixo, guitarra, Backing Vocals
Sean Kinney - bateria, percussão

Músicos Adicionais:
Rebecca Clemons-Smith, Matthew Weiss - Violinos
David Atkinson - harmonica
April Acevez - viola
Justine Foy - violoncelo
Randy Bird, Darrell Peters - Backing Vocals



By Weschap Coverdale

Ozzy Osbourne - Tribute [1987]


Meu último post em 2010 só podia ser de um disco formador de caráter! Esse é pra lá de especial, me lembra os tempos de segundo grau, quando jogávamos classes no pátio do colégio, nos pendurávamos nas cortinas da sala de aula imitando o Tarzan, tocávamos air-guitar com as lâmpadas fluorescentes... Enfim, tudo tendo esse play como trilha sonora. Até porque, se você gostava de Rock na minha geração, com certeza Ozzy é referência histórica. Era um artista que nos unia.


Lançado quando a morte de Randy Rhoads completava cinco anos, Tribute é um verdadeiro louvor à genialidade desse músico, que tão cedo partiu. Em uma época onde o mundo era dominado pelos alucinantes malabarismos de Eddie Van Halen, Randy despontava como alguém que poderia bater de frente com o rei. Sua técnica e musicalidade enlouquecia a todos, graças aos memoráveis Blizzard of Ozz e Diary of a Madman, que alcançaram grandes vendagens em todo o mundo. De repente, aquele garoto que tocava no Quiet Riot e dava aula para crianças na escola de música da sua mãe se tornava um ídolo e deixava seu nome para sempre na galeria dos maiores guitarristas.

A maior parte das músicas foi retirada de um show em Cleveland, Ohio, no dia 11 de maio de 1981. As exceções são o solo de Rhoads, registrado em Montreal no dia 28 de junho do mesmo ano, além de “Goodbye to Romance” e “No Bone Movies”, gravadas em 2 de setembro de 1980, em Southampton, Inglaterra, ainda com a formação original da banda, tendo Bob Daisley no baixo e Lee Kerslake na bateria. Se há algo negativo, o fato de conter apenas duas músicas do segundo álbum de estúdio, enquanto Blizzard é executado na íntegra. Completam o setlist três hinos do Black Sabbath.



Por mais que toda a banda esteja em momento iluminado – Tommy Aldridge é, sem dúvida, uma dos melhores bateristas de todos os tempos – o destaque inevitável vai para o homenageado. Executando riffs e solos com maestria, Randy mostra que a estúpida tragédia que interrompeu sua vida deixou uma lacuna irreparável. E quando ouvimos o outtake de “Dee” em estúdio, não tem como não sentir aquele nó na garganta. Até porque, se já tem que ser muito macho para fazer uma música acústica em um disco de Heavy Metal, mais ainda quando é um presente para a mãe. Coisa de gênio!

Ozzy Osbourne (vocals)
Randy Rhoads (guitars)
Rudy Sarzo (bass)
Tommy Aldridge (drums)
Don Airey (keyboards)

Bob Daisley (bass on 12 & 13)
Lee Kerslake (drums on 12 & 13)

01. I Don’t Know
02. Crazy Train
03. Believer
04. Mr. Crowley
05. Flying High Again
06. Revelation (Mother Earth)
07. Steal Away (The Night)/Drum Solo
08. Suicide Solution/Guitar Solo
09. Iron Man
10. Children of the Grave
11. Paranoid
12. Goodbye to Romance
13. No Bone Movies
14. Dee (Studio Outtakes)

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A todos os passageiros da Combe, um feliz 2011. Que seus desejos se realizem. Que as tristezas e dificuldades se transformem em combustível para superar todos os males. Sucesso, saúde e paz para suas vidas e de todos os seus familiares!!!

JAY

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Murder Rape - Celebration of Supreme Evil [1994]


Quando se fala em Murder Rape antes de vislumbrar qualquer coisa relacionada ao som geralmente surge gente pra espalhar fofocas, boatos, especulações, etc. Mesmo com a vida pessoal dos integrantes parecendo mais interessante para algumas pessoas, o Murder Rape consegue transpor tudo isso com o que realmente importa: sua música. Os curitibanos são um dos maiores expoentes do Black Metal Nacional, a primeira banda brasileira do estilo a excursionar pela Europa e, talvez, o mais notável representante pós-Sarcófago.

Por mais que o visual da banda sugira o famigerado Black Metal, durante a carreira do grupo o estilo que se transparece menos exaltado é o Black Metal como é conhecido superficialmente, e esse disco que estou trazendo exemplifica isso. O embaraço quanto ao rótulo pode ser explicado tomando como exemplo que o gênero é visto como algo voltado somente à sonoridade de grupos como Mayhem, Gorgoroth, Dark Funeral e afins, quando se pratica em países fora do eixo nórdico algo totalmente fora dos padrões dessas bandas. Logo, quem se fecha dessa forma acaba cometendo ignorâncias quando quer taxar algumas bandas, como o Murder Rape, no caso. Celebration of Supreme Evil é tido como um disco de Death Metal pelos leigos, simplesmente por não parecer com Gorgoroth, Mayhem & Cia.


Os traços do Death Metal sueco e de bandas como Venom, Celtic Frost e Hellhammer é notável nesse debut, mas a influência do Black Metal grego, principalmente do Varathron, é maior do que essas outras influências. O fato de Sabatan cantar o disco inteiro com vocais guturais não implica que se trata de Death Metal, pois o próprio Varathron, Mystifier e alguns outros conjuntos de Black Metal optam por esse tipo de vocal. Acima de tudo, o que desponta no Murder Rape é a inspiração dos caras, pois a simplicidade extremamente profunda que é apresentada nesse play se compara com o Venom nos anos 80, a meu ver.

Nesse primeiro full-lenght, o grupo além de compor um dos discos nacionais mais clássicos e o seu melhor trabalho, montaram um tracklist que mantém o ouvinte imerso. O disco abre com o simplismo eficaz de "Embassy of Satan", e na sequência, o guitarrista Ipsissimus se mostra um músico diferenciado e que, claramente, busca inspiração fora do Black Metal, basta notar que o Heavy Metal misturado ao Doom clássico é abrangido de maneira muito consonante em músicas como "The Beggining of Pain", "Goat Worshippers" e "Trace of Omnipotence". A cadência que percorre essas músicas beira o Doom Metal, e seria ampliada de forma excessiva no disco seguinte.

Mas o melhor momento fica guardado no final. Quando o Murder Rape lançou sua tape em 93 imediatamente a Cogumelo assinou com banda, e não era pra menos, entre as duas músicas da tape estava um clássico do Metal Nacional. "Morbid Desires" despe todo o talento da banda, uma composição extremamente bem arranjada, com uma sucessão de riffs e solos muito cativantes. O que me leva a considerar definitivamente Ipsissimus como o "Mantas brasileiro". Celebration of Supreme Evil marcou época e permanece até hoje como um dos trabalhos mais influentes da safra nacional, além da grande importância em mostrar outros horizontes dentro do Black Metal, que é o seu maior valor atualmente.



01-Intro
02-Embassy of Satan
03-The Beginning of Pain
04-Cries from the Abyss (Instrumental)
05-Goat Worshippers
06-Trace of Omnipotence
07-Morbid Desires
08-Goat Rules
09-Outro (In Liaison with Satan)

Sabatan - vocal
Ipsissimus - guitar
Agathodemon - bass
Ichthys Niger - drums

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Dragztripztar

Contraband - Contraband [1991]



Só pela capa, creio que nem preciso dizer que este post se trata de um supergrupo. Sim, o Contraband foi um projeto audacioso que uniu forças de cinco feras de grupos conhecidos da fase de ouro do hard rock. Na época ao ser anunciado os nomes dos membros, o frisson foi grande, onde todos esperavam um novo clássico do hard rock. Não à toa, pois o line-up apresentava apenas Michael Schenker e Tracii Guns (L.A. Guns) nas guitarras, Richard Black (Shark Island) nos vocais, Share Pedersen (Vixen) no baixo e o Bobby Blotzer (Ratt) nas baquetas.

Tudo começou quando o Michael Schenker substitui o guitarrista Robin Crosby em uma apresentação acústica do Ratt, onde através desta surge uma amizade com Blotzer, que acabou culminando que os dois formassem uma jam band juntos. Paralelo a este fato, a empresa que agenciava a carreira de ambos tinha acabado de montar um selo chamado Impact Records, e queria um grupo que chamasse a atenção e alavancasse as vendas, para que assim essa gravadora tivesse prestígio no mercado.



Com este objetivo, juntam os outros três nomes já acima citados e que também eram seus clientes e lançam na praça o disco de estréia do grupo, nomeado de Contraband. E logo de cara ao olhar os nomes envolvidos, a certeza é grande de que não havia como dar errado. Porém não foi bem assim, nem público e nem crítica aceitaram bem o trabalho na época. Fato que é difícil de entender, pois o que se confirma ao ouvir o referido disco é que este poderia ter merecido mais atenção, mesmo com músicas um tanto simplórias, mas longe de serem ruins.

Richard Black (que já apresentei a quem não conhecia nesse post) para variar canta muito, a dupla Schenker/Guns não decepciona e a cozinha faz um trabalho redondinho. E as canções são muito legais de escutar, sem muita frescura e diretas ao ponto. E para iniciar os trabalhos temos o cover do Mott The Hopple, "All the Way from Memphis", que inclusive foi a música de maior sucesso deste registro e já percebemos o poder de fogo que o grupo tinha, em que Schenker "passeia" pelo braço de sua tradicional Flying V e Black com seu vocal rouco coloca tudo abaixo.



No hall de músicas mais aceleradas podemos destacar ainda as ótimas "Intimate Outrage", "Loud Guitars, Fast Cars and Wild, Wild Livin’", e os covers "Good Rockin’ Tonight" do Montrose, e “Hang on to Yourself", gravada originalmente por David Bowie, onde nenhum membro do grupo deixa algo à desejar e todos se destacam em seus instrumentos. Ainda temos as baladas, todas de excelente qualidade e que farão a festa dos mais românticos.

E a primeira delas é um cover da banda de Black, a linda "Bad for Each Other" e que é uma das melhores músicas do Shark Island, que aqui ganhou a adição de uma segunda guitarra, que não existia na versão original. A power ballad "If This Love" poderia facilmente ter feito sucesso na época, com todo seu potencial radiofônico, grudenta até o osso e onde Black se sobressai e mostra mais uma vez que realmente é um vocalista injustiçado. E para fechar a trinca, temos a emocional "Tonight You’re Mine", que é bastante apropriada para aqueles momentos a dois, bastante intimista e com belos backing vocals em seu refrão.

Apesar de não ter feito sucesso, e cada músico ter voltado a sua banda de origem, com certeza deixaram um registro que merece ser ouvido pelos amantes de um bom hard rock. Falo sem dúvida alguma que a probabilidade de gostar do que é apresentado aqui é gigantesca.




1.All the Way from Memphis
2.Kiss by Kiss
3.Intimate Outrage
4.Bad for Each Other
5.Loud Guitars, Fast Cars and Wild, Wild Livin’
6.Good Rockin’ Tonight
7.If This Is Love
8.Stand
9.Tonight You’re Mine
10.Hang on to Yourself


Richard Black - Vocais
Michael Schenker - Guitarras
Tracii Guns - Guitarras
Share Pedersen - Baixo
Bobby Blotzer - Bateria



By Weschap Coverdale

Holy Dio: A Tribute to the Voice of Metal [1999]


Entre tantos tributos que pipocavam no mercado há alguns anos, aqui está um que merece toda atenção. Afinal de contas, não é todo dia que uma verdadeira constelação se junta para homenagear uma lenda. Para melhorar, o louvado em questão até então estava vivo, o que dignifica ainda mais a idéia, ao contrário de algumas coveiragens recentes. Outro ponto que colaborou com a consistência das versões foi o fato de bandas em sua integralidade se esmerarem nas gravações, ao contrário do catadão que ocorre normalmente nesse tipo de trabalho. Juntando todos esses predicados, podemos colocar Holy Dio entre os melhores exemplares do gênero.

Interessante notar que esse é um dos tributos onde os envolvidos menos fizeram alterações nos arranjos de um modo geral. Da mesma forma, o timbre inimitável da voz de Ronnie foi respeitado, embora nunca alcançado. Mas isso não impede que tenhamos ótimas reproduções entre as dezenove faixas reunidas. Lembrando que a clássica “Kill the King”, do Rainbow, música chave na criação do Metal Melódico como o conhecemos, aparece duas vezes. Com o Primal Fear da maneira como foi gravada em estúdio, no álbum Long Live Rock and Roll. Já o Stratovarius – com Timo Tolkki nos vocais – resgata a versão do ao vivo “On Stage”.



No primeiro CD, destaque inevitável para a musa Doro Pesch, que trata com respeito a clássica “Egypt (The Chains Are On)” – e as vozes sussurradas no refrão são algo digno de nota. Assim como o já citado Primal Fear, o Jag Panzer e o Fates Warning não inventam muito em “Children of the Sea” e “Sign of the Southern Cross”, respectivamente. O Gamma Ray injeta toda sua energia em “Long Live Rock and Roll”, enquanto Yngwie Malmsteen solta os bichos (e os bululus) na histórica “Gates of Babylon”, em uma versão que contém JSS! Não é à toa que, junto de Doro, temos aqui os melhores vocais do play.

A segunda bolachinha mantém o alto nível, com a correta versão para “Man On the Silver Mountain”, protagonizada pelo Hammerfall. Além disso, temos os dois maiores Xerox de Dio nessa parte da obra. Primeiro com Mike Tirelli, do Holy Mother, em “Holy Diver”. Depois, com Robert Lowe, do Solitude Aeturnus (também atualmente no Candlemass) em “Shame on the Night”. Dois momentos que fazem o ouvinte menos atento pensar que o próprio baixinho assumiu o microfone. Para encerrar, o Angel Dust faz uma lindíssima releitura para “Temple of the King”, em um dos momentos mais sublimes do álbum.



CD 1

01. Don’t Talk to Strangers (Blind Guardian)
02. Kill the King (Primal Fear)
03. Egypt (Doro)
04. Children of the Sea (Jag Panzer)
05. Sign of the Southern Cross (Fates Warning)
06. Rainbow Eyes (Catch the Rainbow)
07. Long Live Rock and Roll (Gamma Ray)
08. Country Girl (Swäno/Tägtgren)
09. Gates of Babylon (Yngwie Malmsteen feat. Jeff Scott Soto)

CD 2

01. We Rock (Grave Digger)
02. Man on the Silver Mountain (Hammerfall)
03. Holy Diver (Holy Mother)
04. Kill the King (Stratovarius)
05. Still I’m Sad (Axel Rudi Pell)
06. Heaven and Hell (Enola Gay)
07. Neon Knights (Steel Prophet)
08. Shame on the Night (Solitude Aeturnus)
09. The Last in Line (Destiny’s End)
10. Temple of the King (Angel Dust)

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JAY

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

The Verve - Urban Hymns [1997]



Sou um cara extremamente avesso a quase tudo que foi feito na segunda metade dos anos 90. O britpop e o rock alternativo em geral é algo que pouco me agrada, salvo raras exceções. E a mais exemplar dessas exceções é esta pérola musical e lírica que venho lhes entregar no post de hoje, o magnífico Urban Hymns do The Verve.

Formado em Wigan no ano de 1989 pelos integrantes Richard Ashcroft, Nick McCabe, Simon Jones, e Peter Salisbury, o The Verve sempre esteve longe de ser uma das grandes bandas do famigerado britpop, que sempre teve como seus principais representantes o Oasis e o Blur. Mas muito disso se deu devido ao seus trabalhos experimentais, em que investiam pesado na psicodelia, o que estava na contramão naquele momento. E sem falar nas constantes brigas entre o grupo, que o levaram a dissolução por várias vezes.

Mas isso tudo mudaria no ano de 1997. Com o lançamento do aclamado "Ok Computer" do Radiohead, o mundo parece ter aberto a porta para este tipo de som, mais trabalhado e rebuscado. E nesse momento o grupo se reúne novamente após sua primeira separação para lançar aquele que seria um dos trabalhos mais aclamados dos anos 90. Sim, e se prepare, pois o que virá daqui para frente será emocionante, e em alguns momentos até difícil de digerir.


E logo de cara temos um clássico definitivo dos anos 90, a bela e exuberante "Bittersweet Symphony". Apesar de ter gerado um processo de plágio da música "The Last Time" dos Rolling Stones, esta é de uma beleza e presença singular, digna de arrancar lágrimas devido a todo clima sombrio que permeia a canção, com uma letra genial de Ashcroft, em que os valores e modo de viver de nossa sociedade são questionados. Sem falar de sua melodia, que ficará dias grudada e martelando em sua cabeça.

Mas este disco tem outros momentos carregados de emoção em seu conteúdo. "Sonnet" com sua letra quase espiritual, e os violinos mais uma vez presentes é também hipnotizante. "Lucky Man" foi outro grande sucesso que segue essa mesma linha, com uma orquestração perfeita e mais uma bela melodia. Ainda como destaques cito a roqueira "The Rolling People" que quebra bem a seqüência de baladas apresentada até aqui, e as emocionais "The Drugs Don't Work", "One Day" e "Velvet Morning".

Um disco cheio de emoção e que foi o marco definitivo do movimento britpop. Se você assim como eu é avesso a essa fase musical, mas gosta de música feita com paixão e que transpire feeling, escute sem moderação, pois a cada audição você terá emoções diferentes. Um registro com brilho único, algo que o The Verve não fez antes e creio que nem será capaz de fazer o mesmo posteriormente.





1.Bitter Sweet Symphony
2.Sonnet
3.The Rolling People
4.The Drugs Don't Work
5.Catching the Butterfly
6.Neon Wilderness
7.Space and Time
8.Weeping Willow
9.Lucky Man
10.One Day
11.This Time
12.Velvet Morning
13.Come On
* "Come On" (00:00–6:38)
* - (06:38–13:01)
* "Deep Freeze" (13:01–15:15)


Richard Ashcroft – Vocais, Guitarras
Nick McCabe – Guitarras
Simon Tong – Guitarras, Teclados
Simon Jones – Baixo
Peter Salisbury – Bateria


By Weschap Coverdale

Moonspell - Darkness and Hope [2001]


Depois de um início firmado no Black Metal, os portugueses do Moonspell redefiniram sua sonoridade para o Gothic Metal e ganharam o mundo desde então. O grupo já foi agraciado com o prêmio de "Melhor Banda Portuguesa" pela MTV, é o único conjunto português de Metal a ser certificado com disco de ouro, além de ter ganhado um selo nos correios de seu país com a capa do debut, e também é a única banda portuguesa a ter uma memorabília no Hard Rock Café, ao lado de dinossauros do Rock.

A transição do Black Metal para o Gothic Metal foi algo gradual, cheio de insegurança quanto ao direcionamento musical, e que até hoje não foi definida com firmeza. Os dois full-lenghts que antecedem Darkness and Hope foram ambiciosos demais, com experimentações incertas e se aproximando do Industrial. Sin/Pecado e The Butterfly Effect possuem sonoridades tão herméticas que o próprio vocalista Fernando Ribeiro se perdia em entrevistas na época, tentando argumentar o que a banda almejava com esses discos. Todo o prestígio da época do clássico Wolfheart, só foi retomado em 2001, com o lançamento de Darkness and Hope.


Mesmo após a mudança de sonoridade, os portugas nunca gravaram um disco plenamente de Gothic Metal, e Darkness and Hope pode ser apontado como o álbum mais Gothic Metal da banda, onde esse gênero foi quase abraçado por completo. Diferente dos dois registros anteriores, onde o tecladista Paulo Paixão fez toda a parte primária das composições, desta feita o guitarrista Ricardo Amorim mostrou muita confiança ao colocar suas partes à frente da música do Moonspell, inserindo fills nos momentos certos, dando um belo adorno aos sons. Os vocais de Fernando Ribeiro como sempre, são compensatórios, sua voz agressiva é perfeita e muito bem postada, mas seus barítonos deixam a desejar, o que não chega a atrapalhar, pois, felizmente, soube criar vocalizações envolventes.

O clima pesado e com os teclados altos ditando a atmosfera fúnebre é apresentado logo no início com a faixa-título, muito puxada pro Doom Metal inglês ao estilo de Anathema e My Dying Bride. O ritmo e o peso crescem em "Firewalking", com Ribeiro encaixando sabidamente os guturais no poderoso refrão. O single "Nocturna" mantém a tradição da banda em sempre escolher o som mais fraco do cd pra ser a música de trabalho. Todos os singles do Moonspell são as mais fracas composições de seus respectivos discos, sem exceção. Isso deveria ser mais bem visto pela gravadora, pois essa é a forma de divulgação em massa da obra, e eu jamais procuraria conhecer os discos desse grupo depois de assistir algum de seus clipes ou escutá-lo numa rádio especializada.



"Heartshaped Abyss" consiste em um Gothic Rock com cara oitentista e Ribeiro conduz a música com a voz baixa favorecida por linhas vocais inspiradíssimas lembrando os melhores momentos do The Mission. Ricardo Amorim esbanja bom gosto nos riffs de "Devilred" acompanhado por teclados permeando a canção com climas tenebrosos. E a ponte lembra demais o The Sisters of Mercy da época do Floodland. "Ghostsong" tem vocais que soam como uma declamação romântica e depois é o momento de tristeza e agressividade se convergir perfeitamente em "Rapaces". Amorim novamente dissipa feeling e criatividade em "How We Became Fire", entupindo o som com fills magníficos, emendando dedilhados com partes comoventes em um de seus momentos mais inspirados.

As estruturas musicais mais bem definidas e as boas variações vocais possibilitam uma sensação muito interessante ao escutar Darkness and Hope. Sem dúvida, pra quem quer conhecer o Moonspell e desvendar o porquê de tanto agito em torno da banda, esse disco é a melhor recomendação. Também serve pra qualquer pessoa que aprecie música boa e não discrimine bandas por causa de rótulos, como se criatividade e bom gosto fosse algo restrito a dois ou três estilos. Coloque esse play pra rodar, apague as luzes, acenda a vela e busque o vinho!

01. Darkness and Hope
02. Firewalking
03. Nocturna
04. Heartshaped Abyss
05. DevilRed
06. Ghostsong
07. Rapaces
08. Made of Storm
09. How We Became Fire
10. Than the Serpents in My Hands
11. Os Senhores da Guerra (Madredeus cover) [Europe bonus]
12. Mr. Crowley (Ozzy Osbourne cover) [North America bonus]

Fernando Ribeiro - Vocals
Ricardo Amorim - Guitar
Sérgio Crestana - Bass
Mike Gaspar - Drums
Pedro Paixão - Keyboards

Female vocals on ‘Devilred’ by Asta
Spoken word on ‘Than the Serpents in My Hands’ by Adolfo Luxuria Canibal

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Dragztripztar

Jorn - Live in America [2007]


Aproveitando seu primeiro show nos Estados Unidos, realizado no festival ProgPower, o coveiro Jorn Lande gravou um CD e DVD resumindo sua carreira. Temos músicas de seus álbuns solo, projetos paralelos e bandas que o vocalista norueguês integrou, além de várias versões para alguns de seus heróis. O resultado é uma apresentação consistente, com cara de bailão em determinados momentos, vide a diversidade do repertório. Apenas acho que o cidadão já tinha um material suficiente para, ao menos, diversificar mais dentro de seu plano autoral. Afinal de contas, sempre é bom ouvir alguns sons do Millenium ou o debut do Masterplan.

Enfim, detalhismos à parte, o play se deixa ouvir sem maiores obstáculos. Destaques para a abertura com “We Brought the Angels Down”, a excelente (tanto em ritmo quanto em letra) “Out to Every Nation”, a climática “Soulburn” do já citado Masterplan e a lembrança dos tempos do The Snakes em “Gonna Find the Sun”. Já entre os covers, vale citar a excelente interpretação em “Perfect Strangers”, que é a que mais foge do timbre de Jorn, mas foi cantada magistralmente. Também temos a homenagem ainda não póstuma a Dio em “Straight Through the Heart”. De dispensáveis, os solos de bateria e guitarra – como isso é chato, ainda mais só em áudio.



Mas o momento mais curioso fica mesmo para o encerramento com o “Whitesnake Medley”. Todo mundo sabe que, especialmente quando despontou na cena, Lande era praticamente um clone de David Coverdale. Com o passar dos anos as semelhanças foram se abrandando, apesar de a influência continuar enorme. Sendo assim, não sei se a idéia foi fazer uma brincadeira, mas o fato é que o resultado ficou deveras interessante. Até mesmo porque algumas canções executadas nessa faixa não são mais executadas por seu criador, como “Come On” e “Sweet Talker”. Completam a sequência “Crying in the Rain”, “Here I Go Again” e “Give Me All Your Love Tonight”.

Como bônus, três faixas de estúdio, uma delas mesclando dois ‘clássicos alternativos’ do Black Sabbath na fase Dio, as ótimas “Lonely is the Word” e “Letters From Earth”. Boa oportunidade para conhecer uma das principais vozes de sua geração.

Jorn Lande (vocals)
Tore Moren (guitars)
Jörn Viggo Lofstad (guitars)
Steinar Krokmo (bass)
Willy Bendiksen (drums)

CD 1

01. We Brought the Angels Down
02. Blacksong
03. Duke of Love
04. Are You Ready?
05. Cold Sweat
06. Drum Solo
07. Out to Every Nation
08. Guitar Solo
09. Straight Through the Heart

CD 2

01. Godless and Wicked
02. Soulburn
03. Devilbird
04. Perfect Strangers
05. Gonna Find the Sun
06. Whitesnake Medley
07. Out to Every Nation (2007 Version)
08. Lonely is the Word/Letters From Earth
09. Sacrificial Feelings

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JAY

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Danger Danger - Live And Nude [2005]


No começo do novo século, o Danger Danger se tornava uma banda "cult" entre os fãs do Hard Rock, ao passo que os problemas da década anterior se resolviam: o "Cockroach" foi lançado, uma coletânea de faixas antigas e inéditas ( também, e o grupo havia gravado "Naughty Naughty Christmas" para o filme "Meu Papai É Noel 2".

O vocalista Paul Laine, que havia substituído Ted Poley em 1993, saiu do grupo em 2003. No ano seguinte, Poley retornaria ao posto. Mas, antes mesmo do retorno de Ted, um lançamento ao vivo era planejado. Não é a toa que "Live And Nude" foi lançado só dois anos depois de sua gravação, chegando às prateleiras em 2005.

Apesar do período em que Laine assumiu os microfones do conjunto não ser um dos mais aclamados no geral, "Live And Nude" demonstra que a voz do homem é pra lá de cativante e sua performance nas canções antigas é muito boa, com um alcance bem superior ao do velho Ted. A cozinha de Bruno Ravel e Steve West continua eficiente e afiada como sempre. A dupla, que não fica apenas na cozinha como também providencia 99,9% das composições do Danger Danger, é uma das mais adoradas pelos apreciadores de um bom Hard Rock melódico.

Rob Marcello, que entrou para a turnê e só foi gravar algo em estúdio com o grupo recentemente em "Revolve", impressiona logo de cara. A influência neo-clássica do guitarrista entra em coesão com os clichês do Hard Rock e, no fim, a execução não permite que fã nenhum sinta falta do ainda genial Andy Timmons, pois Marcello também debulha as seis cordas com gosto.

Mais um ponto positivo para o play, por não trazer apenas as antigas de sempre: as mais recentes "Grind", "Dead Drunk And Wasted" e três do "Cockroach" - "Good Time", "Don't Break My Heart Again" e "Goin' Goin' Gone" - marcam presença e dividem espaço com as mais conhecidas "Under The Gun", "Naughty Naughty" e "I Still Think About You", e por aí vai.

Sem destaques, pois trata-se de um excelente show. Vale a pena conferir!



01. Beat The Bullet
02. Grind
03. Under The Gun
04. Don't Walk Away
05. Dead Drunk And Wasted
06. Goin' Goin' Gone
07. Bang Bang
08. Don't Break My Heart Again
09. Good Time
10. Monkey Business
11. Rock America
12. I Still Think About You
13. Naughty Naughty

Paul Laine - vocal
Rob Marcello - guitarra, backing vocals
Bruno Ravel - baixo, backing vocals
Steve West - bateria

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by Silver

The Police - Synchronicity [1983]


Uma das bandas mais criativas do final dos anos 70 e começo dos anos 80. Sim, o The Police pode facilmente carregar esse rótulo, ao fazer seu pop rock de excelente bom gosto, seja nas letras pessoais de Sting e até certo ponto sufocantes, na bateria muitas vezes furiosas de Coperland, ou nas grandes melodias que Summers criava em sua Stratocaster.

Não vou entrar na história do grupo, pois a Lyn já fez o mesmo de maneira completa nesse post. Mas vamos falar do disco de maior sucesso desse trio, que teve a façanha de tirar apenas "Thriller" do saudoso Michael Jackson do primeiro lugar das paradas de maneira simultânea tanto nos Estados Unidos como na Grã-Bretanha, abocanhou três Grammy's, incluindo a de melhor canção do ano de 1983 e vendeu mais de oito milhões de cópias, o audacioso e genial "Synchronicity", cuja temática é baseada na teoria de sincronicidade criada por Carl Jung, de que dois ou mais eventos possam coincidir de maneira significativa para a(s) pessoa(s) que vivenciaram essa coincidência, mas deixo isso para os intelectuais (kkkk).


Apesar do sucesso desse registro, as coisas não andavam muito boas nas relações dos integrantes do grupo. Sting começou a ter mais brilho que seus companheiros, onde começou uma carreira cinematográfica, seja na adaptação de "Quadrophenia" para o cinema, "Radio on" e no clássico "Duna", o que acabou por gerar alguns atritos com o baterista e fundador Stewart Coperland. Tanto que ao entrarem no estúdio para gravação, a banda sabia que esse seria seu derradeiro disco, o que acabou por ser até os dias de hoje.

Mas podemos dizer que com esse trabalho experimental e ambicioso, o grupo acabou de vez por todas sacramentando seu nome na música pop mundial. E vemos a experimentação logo com a faixa de abertura "Synchronicity I", onde essa teoria é explorada na letra de Sting, com destaque para Coperland, que desce o braço com gosto. A criativa "Walking In Your Footsteps" é uma metáfora bem interessante, em que os passos que a humanidade vem tomando são comparados aos dos dinossauros, e que mostra senão poderíamos tirar lições disso, antes que sejamos extintos.

E as letras questionadoras de Sting não param por aí, como em "Oh My God", em que temos até uma oportuna citação de um trecho da clássica "Every Little Thing She Does Is Magic" e na engraçada "Mother", em que as namoradas são comparadas a mães que não saem do nosso pé, o que muitas vezes é verdade. E daí para frente amigo, o que temos é uma sucessão de clássicos enfileirados uma após o outro. Para abrir alas, vem a roqueira "Synchronicity II", com algumas exemplificações do conceito de sincronicidade.



"Every Breath You Take" é tão conhecida, mas tão conhecida, que nem vou falar muito sobre ela, deixo que cada um tenha sua opinião formada sobre esta. Mas foi a principal responsável pelo sucesso do disco, e se tornou o maior sucesso de toda a carreira do The Police. "King Of Pain" é uma das minhas músicas prediletas, com sua letra agonizante, mas com uma melodia que a torna acessível, algo controverso e belo, que somente Sting e seus comparsas poderiam compor. E para finalizar a sessão de sucessos, temos a enigmática "Wrapped Around Your Finger", onde o famoso flerte com o reggae aparece pela primeira vez. "Tea In The Sahara" fecha este discão de maneira hipnotizante, para atestar de vez a qualidade aqui apresentada.

Ainda como presente, a versão aqui disponível tem o bonus track "Murder By Numbers". Um grande disco, que exalada criatividade por todos os poros, e fecha até aqui a carreira do The Police com chave de ouro. Mais um registro que merece a sua atenção, mesmo que não goste de Sting e seus comparsas, pois aqui tem música de qualidade inquestionável.




1.Synchronicity I
2.Walking in Your Footsteps
3.O My God
4.Mother
5.Miss Gradenko
6.Synchronicity II
7.Every Breath You Take
8.King of Pain
9.Wrapped Around Your Finger
10.Tea in the Sahara
11.Murder by Numbers


Sting – Vocais, Baixo, Teclados
Andy Summers – Guitarras, Backing Vocals, Teclados, Vocais em "Mother"
Stewart Copeland – Bateria, Backing Vocals


By Weschap Coverdale

John Sykes - Bad Boy, Live! [2005]


O que acontece quando um dos melhores guitarristas de todos os tempos monta uma banda de apoio só com feras? John Sykes traz a resposta para nós nesse play ao vivo, gravado em uma pequena turnê pelo Japão. A escalação impressiona. Curiosamente, a cozinha seria a mesma que se ex-companheiro (e desafeto por muitos anos) David Coverdale recrutaria para a volta do Whitesnake. No baixo, o grande Marco Mendoza com todo seu estilo. Na bateria, o descomunal Tommy Aldridge, lenda viva que nunca teve o reconhecimento que realmente merecia. Fechando o time, o tecladista Derek Sherinian, cuja folha corrida fala por si só.

No repertório, um belo resumo da carreira do guitarrista, lembrando momentos com Thin Lizzy, Whitesnake, Blue Murder e carreira-solo. O show é eletrizante. Dá para sentir a energia que os músicos colocaram em cada versão, adrenalina pura! Sykes consegue substituir à altura grandes vozes do Rock, como o já citado Coverdale e o imortal Phil Lynott, seu grande amigo e ídolo. Todas as faixas merecem destaque, mas as porradas certeiras de “We All Fall Down”, “I Don’t Wanna Live My Life Like You” e o encerramento com o hino “Thunder and Lightning” são um convite para o ouvinte bater cabeça desenfreadamente.

Os fade-outs entre as faixas fazem com que o clima de show seja perdido em partes. Mas nada que realmente comprometa a audição, até porque todo o resto compensa. Bela oportunidade de conferir um dos maiores talentos da última geração de guitar-heroes do Rock cercado por uma verdadeira seleção de craques. Verdadeira aula de como cantar e tocar guitarra se valendo de sincronia primorosa. Ah sim, e como ele grita em “Look In His Eyes”: It’s Christmas!!! Casa com a época desse post. Som na caixa, maestro!

John Sykes (vocals, guitars)
Marco Mendoza (bass)
Derek Sherinian (keyboards)
Tommy Aldridge (drums)

Special Guest
Rich Mazzetta (guitar on 5)

01. Bad Boys
02. We All Fall Down
03. Cold Sweat
04. Crying in the Rain
05. Jelly Roll
06. Is This Love?
07. Look in His Eyes
08. I Don't Wanna Live My Life Like You
09. Please Don't Leave Me
10. Still of the Night
11. Thunder and Lightning

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JAY

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Scorpions - Sting In The Tail [2010]


O canto do cisne de uma das bandas mais amadas pelos roqueiros em todo o mundo. É até com certa dor que escrevo a resenha desse disco, pois desde meu início no rock, o Scorpions sempre teve uma forte presença, sendo um dos grupos que está no nível do indiscutível para mim, e que mesmo com alguns pequenos escorregões, tem uma carreira que honra o rock n' roll, sem falar que foi um dos primeiro grupos fora do eixo anglo-americano a explodir em nível mundial.

E essa lamentação só aumenta ao ouvir o último registro do grupo, o ótimo "Sting In The Tail". Se no seu antecessor a banda decidiu inovar, em sua derradeira gravação, foi evocado aquilo que se fez de melhor nos anos 80. Alguns chiaram que eles não se aventuraram e apenas fizeram o mais do mesmo. Mas manja aquele feijão com arroz bem temperado, fresquinho e que satisfaz? É assim que podemos qualificar este. Os solos de guitarras estão para todos os lados, os presentes vocais de Meine e as clássicas baladas, como se pode esperar dessas feras.


E logo que "Raised On Rock" começa, você com certeza sentirá um deja-vú, com aquela velha sensação de que já escutou isso antes, ainda mais ao ouvir logo a primeira estrofe, "I was born in a hurricane". Sim, aqueles riffs pegajosos e até um delicioso talk-box a cargo de Jabs fará com que qualquer defesa sua seja desarmada. "Sting In The Tail" continua com o hard rock como prioridade e que quando você menos esperar já estará cantando junto com o carismático Meine.

O hard rock ainda como solto, na pesada "Slave Me" que remete aos discos mais recentes da trupe. Para acalmar os ânimos vem "The Good Die Young" com a participação de Tarja Turunen, mas que canta de maneira bem contida e sem vocalizações líricas, onde se apresenta de maneira mais presente no refrão carregado de emoção. "Rock Zone" vem com uma pegada mais acelerada, um hardão dos bons e feito para agitar. E essa energia continua em canções como na grudenta e animada "Spirit Of Rock", com seu refrão "totalmente excelente" e em "No Limit".



Mas como não poderia deixar de ser, entramos em uma das especialidades da casa, as baladas. E nesse campo, mostram que ainda continuam impecáveis e com muito feeling. "Lorelei" vai lhe trazer a recordação quase que imediatamente para "Send Me An Angel", devido a uma certa semelhança com essa, com uma grande interpretação vocal de Meine. Já a música que encerra a carreira desses dinossauros, é uma aula de emoção. É impossível não se emocionar durante a execução e letra de "The Best Is Yet To Come", dizendo que mesmo com o fim, o melhor ainda está por vir. Será que eles querem sugerir algo com isso? Não sabemos, só o tempo pode responder. Mas essa poderia entrar facilmente para o hall de melhores baladas da história do grupo, e ficará durante dias em sua cabeça.

Sim, ao ouvir esse disco vemos que o fim chega a ser algo injusto para os fãs desse memorável grupo, que junto com a cerveja, foi uma das melhores coisas que a Alemanha criou. Mas assim como diz a derradeira música do grupo, "Don’t look now, the best is yet to come"!





1.Raised On Rock
2.Sting In The Tail
3.Slave Me
4.The Good Die Young
5.No Limit
6.Rock Zone
7.Lorelei
8.Turn You On
9.Let's Rock
10.Sly
11.Spirit Of Rock
12.The Best Is Yet To Come
13.Thunder And Lightning

Klaus Meine: Vocais
Matthias Jabs: Guitarra Solo, Backing Vocals
Rudolf Schenker: Guitarra Base, Backing Vocals
Paweł Mąciwoda: Baixo, Backing Vocals
James Kottak: Bateria, Percussão, Backing Vocals

Músicos Convidados:
Tarja Turunen: Backing vocals em "The Good Die Young"


By Weschap Coverdale

Joss Stone - Mind, body and soul [2004]


Fim de ano é aquela coisa: E agora? O que vai ser colocado no som? "Show da Virada", da Rede Globo, não tem condições. Lhes mostro algo que pode ser opção e todos da família, por conseguinte, gostar. A Jossie, como é chamada pelos íntimos - inclusive eu -, aos 23 anos, vai lançar sua primeira coletânea de sucessos, agora em fevereiro próximo. O nome do CD será "Super Duper Hits: The Best of Joss Stone".

Isto porque o segundo single emplacado pela loira foi "Super Duper Love" - daí o nome do play. A música está no primeiro trabalho da inglesa chamado "The Soul Sessions", o qual fomenta as canções esquecidas de artistas-referência do soul e R&B (de qualidade), tais como Aretha Franklin, Laura Lee e Bettye Shawn - além deles, Jossie, em sua infância, escutava Dusty Springfield. Ainda consta no compacto a música ("Fell in love with a boy") que a lançou: uma paródia da música "Fell in love with a girl", do White Stripes.

À época, ela só tinha 16 anos (!) e já obtinha um vozeirão de dar inveja a qualquer dona-de-casa-cantora-de-banheiro. Um ano depois, decidiu fazer um play de músicas próprias. Sucesso. Revelação. Futuro. Lembro, inclusive, do meu pai - sempre ele - comparando-a com a indizível Janis Joplin. Mandei ele pegar leve... Mas quando ouvi a Jossie, vi que havia algo ali. Havia alma na voz dela.

Jossie chegou no 11º lugar da Billboard 200. Seu primeiro single, "You had me", chegou no top 10 do Reino Unido. Outros destaques do CD são a direta "Right to be wrong", os coros bem encaixados de "Jet Lag", a sentimental "Spoiled", a swingada "Don't cha wanna ride", a reggaeira "Less is more", a música-de-motel "Security" e a funkeada "Torn and Tattered".

O pontecial vocal dela chega a incomodar certos ouvidos desacostumados, mas chegou aos do mestre James Brown. Os dois se apresentaram junto no Live 8, em 2005, no Hyde Park. Desde então, a loira Stone vem ganhando espaço - vendeu mais de 11 milhões de cópias em meio ao império da pirataria. Recentemente, apresentou seu soul no SWU (Start With You), que aconteceu no Brasil, com artistas de calibre como Rage Against The Machine. Mais recentemente ainda, ganhou espaço na Combe. (E espero que na sua casa!)

PS - Feliz ano novo, passageiro, e atente para a música escondida, "Daniel"...

1. Right to be Wrong
2. Jet lag
3. You had me
4. Spoiled
5. Don't cha wanna ride
6. Less is more
7. Security
8. Young at heart
9. Snakes and ladders
10. Understand
11. Don't know how
12. Torn and tattered
13. Killing time
14. Sleep like a child

Joss Stone - vocais
(Nas guitarras, baixos, baterias, percussões, backing vocals e composições estão milhares de pessoas. Inclusive, o imortal Desmond Child.)



Por Breno Airan Meiden

Takara - Eternal Faith [1994]


AVISO: ESTE POST CONTÉM JSS!

Entre todos os projetos que Jeff Scott Soto participou, o Takara é um dos mais lembrados junto aos fãs. A qualidade do trabalho junto a seu grande amigo, o guitarrista Neal Grusky, é facilmente perceptível, apresentando um Melodic Rock de primeira, com melodias cativantes. Curiosamente, o vocalista nunca se considerou um membro da banda, aparecendo como convidado especial, já que sua prioridade naquele ponto da carreira era o Talisman. Mesmo assim, Soto não apenas cantou no debut do grupo, como também foi o produtor. Outro detalhe que torna essa passagem tão importante é que foi aqui que o cantor começou sua longa parceria com Gary Schutt, que segue até hoje.

Eternal Faith é uma pérola do cancioneiro rocker, trazendo dez faixas marcantes e que possuem o mérito de serem acessíveis ao ouvinte comum, sem descuidar da pegada Hard. Portanto, é um disco que você pode colocar em casa e deixar rolar que a família não vai reclamar. Não se podia esperar menos que uma performance vocal soberba em se tratando de Jeff, um talento ímpar. Mas os backing vocals feitos pelos companheiros de empreitada dão um toque extra, causando perfeita sincronia. Quanto ao instrumental, sem dúvida tudo acima da média. Timbres de acordo com o gênero, executados por músicos que mostram sua técnica sem partir para exibições gratuitas.



Desde a abertura com “Spotlight” fica claro que estamos diante de um grande álbum. Mas a seqüência com as perfeitas “Two Hearts Together” e “Don’t Walk Away” são um verdadeiro nocaute. A baladaça “Restless Heart” tornou-se a mais conhecida, tendo feito parte até mesmo de setlists de algumas apresentações solo de Soto. Outro destaque vai para “Fallen Angel”, com um refrão daqueles que ficam na cabeça já na primeira escutada. O Takara ainda lançaria outro trabalho com JSS no microfone, além de outros dois posteriores – o mais recente com o brasileiro Gus Monsanto cantando. Apenas esse ano fizeram o primeiro show, apenas com Neal da formação original.

Jeff Scott Soto (vocals, keyboards)
Neal M. Grusky (guitars)
Gary Schutt (bass)
Robert A. Duda (drums)

01. Spotlight
02. Two Hearts Together
03. Don't Walk Away
04. Just Like Yesterday
05. Restless Heart
06. First Attraction
07. I Don't Believe
08. Fallen Angel
09. Colors Fade
10. Passions of the Heart

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Capa alternativa da versão japonesa

JAY

domingo, 26 de dezembro de 2010

Martini Music - Модные направления [2006]

A marca Martini é conhecida no mundo inteiro por representar excelência, requinte e qualidade no sentido puro de ser! E a pepita que eu trago para vocês hoje, corresponde exatamente com o esperado vindo de uma marca tão renomada: uma coletânea com algumas pérolas do lounge music mundial.

Aparentemente, a coletânea em questão vem de algum lugar... longe, pois seu nome original ''Модные направления'' é a tradução de russo para ''As Tendências da Moda'', algo bem sugestivo por sinal. Na primeira vez que eu me deparei com essa pepita, fiquei meio pé atrás, mas ao mesmo tempo curioso para saber o que tinha no arquivo, e após a primeira audição a gratidão pela curiosidade foi imensa! Músicas agradáveis, exatamente como o ambiente deve ser enquanto os drinks são apreciados, e é estranho, pois durante a audição, a nossa cabeça imagina como a marca sempre aparece nos filmes: um bar na beira da praia, um pôr do sol, os amigos, aquela pessoa especial, uma noite quente, um jantar romântico e pra finalizar, um hotel com vista pra cidade!

Acredito que nada desse tipo foi postado até hoje aqui no blog, nem o meu último post relacionado a lounge music chega perto do disco aqui presentes. Músicas ao mesmo tempo com um forte apelo para fazerem o ambiente, também são capazes de envolver com grooves grudentos e batidas ''calientes'', inexplicavelmente viciante. Embora todas as faixas possuam uma certa ligação, algo parecido com um disco conceitual, eu tenho lá as minhas preferidas: ''Sympath'', um projeto do grupo Jeff Bennett's Lounge Experience, com a cantora sueca Alexandra Hamnede; a faixa de abertura, ''Flying Away''; e a que produz um clima mais pesado, ''You'll Be Mine'', do artista Barriere.

Prepare o jantar, compre as bebidas, ligue o som e se delicie com o melhor!

Physics - Flying Away
Jeff Bennett's Lounge Experience feat. Alexandra - Sympathy
Jose Delgado - Sal Rossa
Mark Farina - Cali Spaces (Papp's Lazy Daze Mix)
Dalminijo - And She Said (Physics Deep Bossa Mix)
Moca - Clarke Boland
Barriere - You'll Be Mine (From Chakra Lounge vol.2)
Moca - Flotter Tag
Physics - Don't Deny Me Love (Jay-J Moultion Studio Dub)



sueco

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Anthrax - Sound Of White Noise [1993]


Em 1992, o Anthrax finalmente conseguia o reconhecimento merecido. O álbum "Persistence Of Time" vendia bem e acabou sendo impulsionado pela música que fizeram com o Public Enemy, "Bring The Noise", que virou hit. Mas o vocalista Joey Belladdona acabou sendo despedido e substituído pelo ex-integrante do Armored Saint, John Bush.

O lançamento com o novo vocalista acabou dividindo opiniões. "Sound Of White Noise" foi lançado em maio de 1993 e marcou não apenas por ser o primeiro álbum com Bush nos vocais, mas também por ser o primeiro pela nova gravadora, Elektra Records, e o último com o guitarrista Dan Spitz.

Caracterizado por ser uma continuação (não apenas cronológica) de "Persistence Of Time", esse trabalho apresenta mais peso e menos velocidade em suas composições. Muitos críticos afirmam que há influência do ascendente Grunge por aqui, mas é pura balela. É Heavy Metal do começo ao fim, sem perder a coerência e sem flertar com o que já havia sido flertado anteriormente.


John Bush é um substituto de luxo. O homem tem uma ótima performance em todas as músicas e demonstra originalidade, sem se espelhar no seu carismático antecessor. O segredo para apreciar sua obra no Anthrax é deixar as comparações de lado. Já o baterista Charlie Benante se destacou mais do que nos outros plays, exalando técnica e criatividade em suas linhas. Os outros três - a dupla de guitarristas Dan Spitz e Scott Ian e o baixista Frank Bello - continuam sensacionais como sempre.

Por incrível que pareça, "Sound Of White Noise" teve boa repercussão no geral. Conquistou disco de ouro nos Estados Unidos e no Canadá, atingiu a sétima posição nas paradas norte-americanas (a mais alta que o grupo atingiu até hoje), décima-terceira nas canadenses e décima-quarta nas britânicas. Quatro singles foram lançados, sendo os de "Only" e "Room For One More" os de maior repercussão.

Dos destaques, há de se citar os dois singles - principalmente "Only", que foi dita como "a música perfeita" por James Hetfield, líder do Metallica -, a ótima "Packaged Rebellion", a thrasher "C11H17N2O2S Na" e a diferente "Black Lodge", que chegou a ficar de fora da edição final do vinil.



01. Potter's Field
02. Only
03. Room for One More
04. Packaged Rebellion
05. Hy Pro Glo
06. Invisible
07. 1000 Points Of Hate
08. Black Lodge
09. C11H17N2O2S Na
10. Burst
11. This Is Not An Exit

John Bush - vocal
Dan Spitz - guitarra solo
Scott Ian - guitarra base (solo em 4, 8 e 10), baixo de 6 cordas, backing vocals
Frank Bello - baixo de 4 e 6 cordas, backing vocals
Charlie Benante - bateria, guitarra em 8

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by Silver

Dream Evil - Dragon Slayer [2002]


Você com certeza deve ter ao menos um CD em sua coleção com o nome de Fredrik Nordström na parte técnica. Esse produtor e engenheiro de som sueco já assinou trabalhos de gente como Dimmu Borgir, In Flames, Hammerfall, Arch Enemy, Firewind, Soilwork e tantos outros – e produzirá o próximo álbum do Shadowside, como antecipamos na Van do Halen. Mas ele não se limitou a cooperar com o sucesso alheio, lançando também o seu próprio grupo. Para batizá-lo, escolheu o nome de um dos clássicos discos de Ronnie James Dio. Mas a influência não fica por aí, já que o Dream Evil é uma das melhores bandas adeptas do Heavy Metal tradicional que surgiram nos últimos anos.

Para completar o line-up, só talentos mais que dignos. Na outra guitarra, o grego Gus G, que despontava como grande revelação na cena. Mal imaginava ele que hoje estaria com tocando mundo afora com Ozzy Osbourne. Na bateria, Snowy Shaw, então conhecido por sua passagem pelo Mercyful Fate e a banda solo de King Diamond. Atualmente, em uma guinada na carreira, é vocalista do Therion. A porção anônima atendia pelo baixista Peter Stalfors e o vocalista Niklas Isfeldt, que foi descoberto por Fredrik fazendo backing vocals nos discos do Hammerfall. Ambos ainda pouco conhecidos, mas com enorme talento, como comprovaram desde o começo.



Dragon Slayer é o primeiro fruto desse trabalho e pode ser considerado um dos grandes álbuns do estilo lançado nos últimos tempos. É Heavy Metal cru, direto, sem enrolação, guiado pelas guitarras com melodias facilmente decoráveis. Essas características já são facilmente identificáveis desde a faixa de abertura, a fantástica “Chasing the Dragon”, um convite para o ouvinte erguer os punhos e cantar junto. Para não deixar o nível cair, a estupenda “In Flames You Burn”, que começa lenta, mas logo explode em um ritmo alucinante. A cadenciada “Save Us” traz aqueles coros típicos do Rock de arena, lembrando os áureos tempos do Accept, enquanto “Kingdom of the Damned” abre caminho na base dos riffs.

O lado Power Metal se manifesta na empolgante “The Prophecy”, daquelas que se ouve uma vez e nunca mais esquece. Dá até para imaginar ela abrindo um show com direito a explosões e afins. “The Chosen Ones” é outra pérola, com um refrão para ser cantado a plenos pulmões junto com o disco mesmo. A linda balada “Losing You” acalma os ânimos, com orquestrações inexplicáveis e uma levada que conquista até o mais brucutu dos headbangers. Detalhe que essa faixa virou um verdadeiro hit no Japão, com alta execução nas rádios. Isso fez com que o Dream Evil tivesse sua primeira experiência como headliner por lá, já que na Europa foram atração de abertura da turnê do Blind Guardian.



Continuando a saga metálica, “The 7th Day” traz um fenomenal desempenho de Snowy, que esmurra seu kit sem dó nem piedade. A grandiosa “Heavy Metal In the Night” é um daqueles hinos épicos que os fãs tanto gostam, chamando atenção de cara. “H.M.J.” é a simplicidade metálica em forma de música. Pouco mais de dois minutos e meio, andamento acelerado e guitarras em profusão, além de mais um refrão de fácil assimilação. Para encerrar, a melódica “Hail To the King”, que nos faz ter a certeza que havia uma nova estrela de alto quilate surgindo na cena – o que se confirmou com o passar do tempo. Nota dez é pouco! Quem não conhece, não sabe o que está perdendo.

Niklas Isfeldt (vocals)
Fredrik Nordström (guitars, keyboards)
Gus G (guitars)
Peter Stalfors (bass)
Snowy Shaw (drums)

01. Chasing the Dragon
02. In Flames You Burn
03. Save Us
04. Kingdom of the Damned
05. The Prophecy
06. The Chosen Ones
07. Losing You
08. The 7th Day
09. Heavy Metal In the Night
10. H.M.J.
11. Hail To the King
12. Outro

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JAY

sábado, 25 de dezembro de 2010

AC/DC - Discografia [1976-2008]


Postagem mais do que especial para todos os visitantes. Com vocês, a discografia do AC/DC!
E tenham todos um FELIZ NATAL!

(Todos os links nos comentários - all links on the comments)

PS: os links repetidos já foram consertados e todos estão disponíveis a partir do 10° comentário.


O AC/DC é uma banda que pode ser resumida por números. Não descrita, mas resumida: 37 anos em atividade, mais de 200 milhões de álbuns vendidos, sendo quase 50 milhões delas correspondente ao álbum "Back In Black", de 1980. Aliás, "Back In Black" é o segundo disco mais vendido da história da música, ficando para trás apenas de "Thriller", de Michael Jackson. 91 discos de platina vindos apenas dos Estados Unidos e oriundos de registros de estúdio, álbuns ao vivo ou lançamentos em vídeo, entre outros, e mais uma porção de discos de ouro e platina por todo o mundo. Mais de 440 milhões de dólares arrecadados só com a última turnê, para divulgação do álbum "Black Ice". E por aí vai...

Sem dúvidas, o AC/DC é a banda mais importante da Austrália e uma das mais importantes do mundo. O quinteto exerceu forte influência em inúmeros gêneros do Rock e sua longa carreira impressiona pela consistência de seus trabalhos, que nunca foram movimentados pela "onda do momento" ou por modismos. Aproveitem essa postagem especialíssima da Combe do Iommi!

High Voltage [1976]

A discografia do AC/DC abre com "High Voltage" em dois sentidos. A verdadeira estreia dos caras foi apenas em âmbito australiano, em 1975 e com uma lista de faixas bem diferente. A versão aqui postada é de um ano seguinte, compilando canções dos dois lançamentos australianos. Tem-se aqui um Rock n' Roll simplório e básico, bem influenciado pelo Blues e com duração mais longa. Alguns elementos se modificaram ao longo do tempo (música do AC/DC com mais de 5 minutos se tornou uma injúria no futuro), mas a simplicidade e a influência blueseira persistiu. Não é nem de longe o melhor, mas marca o começo de tudo - com direito à algumas canções hoje clássicas como "T.N.T." e "It's A Long Way To The Top".

01. It's A Long Way To The Top (If You Wanna Rock N' Roll)
02. Rock N' Roll Singer
03. The Jack
04. Live Wire
05. T.N.T.
06. Can I Sit Next To You Girl?
07. Little Lover
08. She's Got Balls
09. High Voltage

Bon Scott - vocal, gaita de foles em 1
Angus Young - guitarra solo, guitarra base em 6
Malcolm Young - guitarra base, guitarra solo em 6, backing vocals
Mark Evans - baixo, backing vocals
Phil Rudd - bateria

Músicos adicionais:
Tony Currenti - bateria em 7 e 8
George Young - baixo e backing vocals em 7 e 8


Dirty Deeds Done Dirt Cheap [1976]

Mais uma vez o AC/DC passou por lançamentos australianos e não-australianos. Dessa vez, poucas divergências na sequência de músicas. No entanto, com "Dirty Deeds Done Dirt Cheap", nota-se um amadurecimento na forma de composição. Uma visão mais comercial era abordada, tendo-se principalmente em vista o fato de que a duração da maioria das músicas passou a ser menor. O estilo começava a se consolidar e a trupe dos Young começava a ter identidade e uniformidade. As composições, sólidas, garantiram mais clássicos para a carreira do AC/DC, como "Rocker", "Problem Child" e a faixa-título. Curiosamente "Dirty Deeds" é o terceiro álbum mais vendido da discografia do grupo nos Estados Unidos, mas a bolacha só vendeu mesmo após o sucesso de "Back In Black" - atingiu a 3ª posição das paradas norte-americanas, mas em 1981! (risos)

01. Dirty Deeds Done Dirt Cheap
02. Love At First Feel
03. Big Balls
04. Rocker
05. Problem Child
06. There's Gonna Be Some Rockin'
07. Ain't No Fun (Waiting Round To Be A Millionaire)
08. Ride On
09. Squealer

Bon Scott - vocal
Angus Young - guitarra solo
Malcolm Young - guitarra base, backing vocals
Mark Evans - baixo, backing vocals
Phil Rudd - bateria


Let There Be Rock [1977]

"Let There Be Rock" chegou às prateleiras australianas com alguns meses de antecedência, com apenas uma diferença: a versão da terra do canguru contém "Crabsody In Blue" ao invés de "Problem Child" - esta marcou presença no álbum anterior, além de uma pequena inversão de faixas. É o último lançamento com Mark Evans e um dos principais expoentes da sonoridade do AC/DC. O quinteto já começava a ter seu espaço nos Estados Unidos, mesmo que no underground, e em algumas regiões da Europa. Contém petardos do nível de "Whole Lotta Rosie", "Hell Ain't A Bad Place To Be" e a canção homônima ao play.

01. Go Down
02. Dog Eat Dog
03. Let There Be Rock
04. Bad Boy Boogie
05. Problem Child
06. Overdose
07. Hell Ain't A Bad Place To Be
08. Whole Lotta Rosie

Bon Scott - vocal
Angus Young - guitarra solo
Malcolm Young - guitarra base, backing vocals
Mark Evans - baixo, backing vocals
Phil Rudd - bateria


Powerage [1978]

Lançado em maio de 1978, "Powerage" é o primeiro álbum a não ter divergências entre datas de lançamento em regiões diferentes - apesar da versão europeia ter "Cold Hearted Man" como adicional. Marcou a estreia de Cliff Williams, baixista que não abandonou o grupo desde então. Tem-se forte influência do Blues neste play e, com exceção de "Sin City", a maioria das faixas permaneceu ignorada em repertórios posteriores. Mas pepitas como "Riff Raff", "Rock 'N' Roll Damnation", "Gone Shootin'" e a própria "Sin City", merecem atenção dobrada.

01. Rock 'N' Roll Damnation
02. Down Payment Blues
03. Gimme A Bullet
04. Riff Raff
05. Sin City
06. What's Next To The Moon
07. Gone Shootin'
08. Up To My Neck In You
09. Kicked In The Teeth

Bon Scott - vocal
Angus Young - guitarra solo
Malcolm Young - guitarra base, backing vocals
Cliff Williams - baixo, backing vocals
Phil Rudd - bateria


If You Want Blood, You've Got It [1978]

A intenção com o lançamento de "If You Want Blood, You've Got It" era retratar a energia que o AC/DC tanto transbordava nos palcos. A performance insana, os improvisos e o sentimento nunca poderiam ter espaço em gravações enfurnadas em estúdios. O concerto gravado foi o ocorrido no teatro Apollo de Glasgow, na Escócia, em 30 de abril de 1978. Em outubro foi lançado no Reino Unido e em dezembro, nos Estados Unidos. Infelizmente, é notável que "If You Want Blood" não conseguiu absorver essa energia - provavelmente um pecado da produção, assinada por Harry Vanda e o irmão dos guitarristas Young, George Young. Mas vale a conferida.

01. Riff Raff
02. Hell Ain't A Bad Place to Be
03. Bad Boy Boogie
04. The Jack
05. Problem Child
06. Whole Lotta Rosie
07. Rock N' Roll Damnation
08. High Voltage
09. Let There Be Rock
10. Rocker

Bon Scott - vocal
Angus Young - guitarra solo
Malcolm Young - guitarra base, backing vocals
Cliff Williams - baixo, backing vocals
Phil Rudd - bateria


Highway To Hell [1979]

"Highway To Hell" carrega uma atmosfera diferenciada. Além de ser, disparadamente, o melhor da primeira fase da banda, é o último desta, já que, no ano seguinte, o vocalista Bon Scott viria a falecer. Tornou-se um clássico instantâneo e sucesso de vendas logo ao seu lançamento, atingindo altas posições nas paradas de vários países - incluindo os Estados Unidos. A inspiração é grande e não há um filler sequer: todas as faixas são aproveitáveis. A clássica faixa-título é conhecida por todos, mas vale destacar a sensual "Touch Too Much" e a frenética "Shot Down In Flames".

01. Highway To Hell
02. Girls Got Rhythm
03. Walk All Over You
04. Touch Too Much
05. Beating Around The Bush
06. Shot Down In Flames
07. Get It Hot
08. If You Want Blood (You've Got It)
09. Love Hungry Man
10. Night Prowler

Bon Scott - vocal
Angus Young - guitarra solo
Malcolm Young - guitarra base, backing vocals
Cliff Williams - baixo, backing vocals
Phil Rudd - bateria


Back In Black [1980]

O divisor de águas da carreira do AC/DC. Após a morte de Bon Scott, no começo do mesmo ano, os próprios integrantes remanescentes queriam acabar com a banda. Mas conseguiram achar o substituto perfeito: Brian Johnson, ex-vocalista do Geordie. "Back In Black", a estreia de Brian, conseguiu ter o que um disco com substituições deve ter: a essência do grupo sem copiar o passado. Era outra banda, com outro vocalista e compositor. Mas era a mesma, com o mesmo Rockão de sempre. Além disso, o êxito comercial ultrapassou tudo o que já havia sido conquistado. Hoje, o álbum é o segundo mais vendido de toda a história da música - ficando atrás apenas de "Thriller", do Michael Jackson.

01. Hells Bells
02. Shoot To Thrill
03. What Do You Do For Money Honey
04. Givin' The Dog A Bone
05. Let Me Put My Love Into You
06. Back In Black
07. You Shook Me All Night Long
08. Have A Drink On Me
09. Shake A Leg
10. Rock And Roll Ain't Noise Pollution

Brian Johnson - vocal
Angus Young - guitarra solo
Malcolm Young - guitarra base, backing vocals
Cliff Williams - baixo, backing vocals
Phil Rudd - bateria


For Those About To Rock [1982]

Apesar de "Back In Black" ser o mais vendido, apenas seu sucessor (além do mais recente, "Black Ice") conquistou a primeira posição das paradas norte-americanas. "For Those About To Rock" é, de fato, uma continuação do clássico antecessor. Segue a mesma linha de composição, apesar de não ter tantas canções marcantes como outrora. Além do clássico "For Those About To Rock (We Salute You)", que desde então fecha os shows do AC/DC, devem-se destaques à "Let's Get It Up" e "Inject The Venom".

01. For Those About To Rock (We Salute You)
02. Put The Finger On You
03. Let's Get It Up
04. Inject The Venom
05. Snowballed
06. Evil Walks
07. C.O.D.
08. Breaking The Rules
09. Night Of The Long Knives
10. Spellbound

Brian Johnson - vocal
Angus Young - guitarra solo
Malcolm Young - guitarra base, backing vocals
Cliff Williams - baixo, backing vocals
Phil Rudd - bateria

Flick Of The Switch [1983]

"Flick Of The Switch" é o álbum mais subestimado da carreira do AC/DC. Tem tanta qualidade quanto os clássicos anteriormente lançados, mas a sua produção simples não agrada os que esperavam por mais um disco refinado e sofisticado. Além disso, não tem um single em potencial, apesar de todas as músicas serem boas. O play tenta voltar às raízes no que tange a sonoridade dos tempos iniciais da banda, adotando mais simplicidade do que já era implicada nas composições. O resultado foi satisfatório, mas os empecilhos acima citados contribuíram para que "Flick Of The Switch" não obtivesse o sucesso almejado. Também é o último disco a ser gravado com Phil Rudd por mais de 10 anos. Destaques para "Rising Power", "Guns For Hire" e a faixa-título.

01. Rising Power
02. This House Is On Fire
03. Flick Of The Switch
04. Nervous Shakedown
05. Landslide
06. Guns For Hire
07. Deep In The Hole
08. Bedlam In Belgium
09. Badlands
10. Brain Shake

Brian Johnson - vocal
Angus Young - guitarra solo, slide guitar em 9
Malcolm Young - guitarra base, backing vocals
Cliff Williams - baixo, backing vocals
Phil Rudd - bateria


'74 Jailbreak [1984]

"'74 Jailbreak" foi lançado em outubro de 1984 para comemorar o aniversário de 10 anos do AC/DC. Traz cinco faixas que só foram lançadas nas versões australianas dos discos "High Voltage" e "Dirty Deeds Done Dirt Cheap". O EP teve boas vendas, inclusive em território brasileiro, pois no ano seguinte o grupo faria sua lendária performance no Rock In Rio. Percebe-se maior orientação ao Blues Rock, mas com toda aquela diversão que o AC/DC até hoje proporciona aos fãs. Destaques para a poderosa "Soul Stripper" e o hino "Jailbreak".

01. Jailbreak
02. You Ain't Got A Hold On Me
03. Show Business
04. Soul Stripper
05. Baby, Please Don't Go (Big Joe Williams cover)

Bon Scott - vocal
Angus Young - guitarra solo
Malcolm Young - guitarra base, guitarra solo em 4, backing vocals
George Young - baixo e backing vocals em 2, 3, 4 e 5
Mark Evans - baixo e backing vocals em 1
Peter Clack - bateria
Tony Currenti - bateria
Phil Rudd - bateria em 1


Fly On The Wall [1985]

"Fly On The Wall" é um "Flick Of The Switch" piorado. Apesar de Simon Wright, o novo baterista, ter feito a diferença - o cara não fica no tum-pá o tempo todo -, a produção assinada pelos dois Young ferrou com o trabalho. Para atrapalhar, a boa era ouvir as bandas de Hair Metal, tais como Def Leppard e Mötley Crüe, e o AC/DC não tinha nada de semelhante com esses grupos, só resgatavam mais ainda a simplicidade de outrora. Os mesmos problemas de seu antecessor marcam presença aqui, principalmente a presença de um single de impacto: os dois que foram lançados, "Sink The Pink" e "Shake Your Foundations", com certeza não eram as melhores opções.

01. Fly On The Wall
02. Shake Your Foundations
03. First Blood
04. Danger
05. Sink The Pink
06. Playing With Girls
07. Stand Up
08. Hell Or High Water
09. Back In Business
10. Send For The Man

Brian Johnson - vocal
Angus Young - guitarra solo
Malcolm Young - guitarra base, backing vocals
Cliff Williams - baixo, backing vocals
Simon Wright - bateria


Who Made Who [1986]

"Who Made Who" ajudou a levantar o AC/DC das "crises" sofridas com seus últimos discos. A intenção não era lançar uma coletânea, mas acabou sendo feita para ser utilizada como trilha sonora do filme "Comboio do Terror", de Stephen King. O filme foi um fiasco, mas o álbum merece atenção principalmente pelas três inéditas: a faixa-título, responsável pelo sucesso do play, e as instrumentais "D.T." e "Chase The Ace".

01. Who Made Who
02. You Shook Me All Night Long
03. D.T.
04. Sink The Pink
05. Ride On
06. Hells Bells
07. Shake Your Foundations
08. Chase The Ace
09. For Those About To Rock (We Salute You)

Brian Johnson - vocal
Angus Young - guitarra solo
Malcolm Young - guitarra base, backing vocals
Cliff Williams - baixo, backing vocals
Simon Wright - bateria

Músicos adicionais:
Phil Rudd - bateria em 2, 5, 6 e 8
Bon Scott - vocal em 5
Mark Evans - baixo em 5

Blow Up Your Video [1988]

"Blow Up Your Video" é o último a ter Simon Wright como baterista e a ter composições do vocalista Brian Johnson (que por aqui preparou todas as letras). Este álbum, especial nessa discografia, representa a verdadeira volta dos caras à mídia, já que estavam apagados nos últimos anos. Como o quinteto nunca teve mudanças bruscas em sua sonoridade, a alta dos caras pode ser justificada pela boa produção assinada por Harry Vanda e George Young, maior inspiração nas composições e a presença de um bom single: "Heatseeker". Outros destaques ficam para "Kissin' Dynamite" e "That's The Way I Wanna Rock N' Roll", esta também lançada como single.

01. Heatseeker
02. That's The Way I Wanna Rock N' Roll
03. Meanstreak
04. Go Zone
05. Kissin' Dynamite
06. Nick Of Time
07. Some Sin For Nuthin'
08. Ruff Stuff
09. Two's Up
10. This Means War

Brian Johnson - vocal
Angus Young - guitarra solo
Malcolm Young - guitarra base, backing vocals
Cliff Williams - baixo, backing vocals
Simon Wright - bateria, percussão


The Razors Edge [1990]

Se "Blow Up Your Video" marcou a volta do AC/DC para o patamar que estava, "The Razors Edge" consolidou e eternizou os australianos mais ainda como verdadeiros monstros do Rock. A inspiração aqui aumentou consideravelmente e a produção, assumida por Bruce Fairbairn, foi decisiva. A bateria, aqui assumida pelo ótimo Chris Slade, também colaborou e deu vida nova às composições - estas, assumidas pelos irmãos Young, assim como em todos os álbuns pela frente. O resto está como um bom disco do AC/DC deve estar, com a agressividade que não pode faltar. A repercussão foi boa e já vendeu 10 milhões de cópias por todo o mundo até hoje. Destaques para "Thunderstruck", "Moneytalks", "Got You By The Balls" e "Fire Your Guns".

01. Thunderstruck
02. Fire Your Guns
03. Moneytalks
04. The Razors Edge
05. Mistress For Christmas
06. Rock Your Heart Out
07. Are You Ready
08. Got You By The Balls
09. Shot Of Love
10. Let's Make It
11. Goodbye & Good Riddance to Bad Luck
12. If You Dare

Brian Johnson - vocal
Angus Young - guitarra solo
Malcolm Young - guitarra base, backing vocals
Cliff Williams - baixo, backing vocals
Chris Slade - bateria, percussão


Live: 2 CD Collector's Edition [1992]

Aproveitando o bom momento que passavam com o lançamento do incrível "The Razors Edge", o quinteto decidiu gravar algumas performances da turnê de divulgação do disco para o lançamento de um ao vivo. Apesar de "If You Want Blood" ser um bom live, há de se convir que "Live" é o registro definitivo do AC/DC em palco, compilando muito bem a energia de um show digno da trupe - mesmo com Chris Slade, o homem que utiliza quatro bumbos em suas performances. A versão aqui trazida é o lançamento duplo que surgiu nas prateleiras ao mesmo tempo do cd único. Logicamente, a versão dupla é a melhor, pois contém mais músicas e, obviamente, mais clássicos. Para muitos fãs do AC/DC, não há necessidade de um "greatest hits" com um ao vivo desses. Diversão pra lá de garantida!

CD 1:
01. Thunderstruck
02. Shoot To Thrill
03. Back In Black
04. Sin City
05. Who Made Who
06. Heatseeker
07. Fire Your Guns
08. Jailbreak
09. The Jack
10. The Razors Edge
11. Dirty Deeds Done Dirt Cheap
12. Moneytalks

CD 2:
01. Hells Bells
02. Are You Ready
03. That's The Way I Wanna Rock N' Roll
04. High Voltage
05. You Shook Me All Night Long
06. Whole Lotta Rosie
07. Let There Be Rock
08. Bonny
09. Highway To Hell
10. T.N.T.
11. For Those About to Rock (We Salute You)

Brian Johnson - vocal
Angus Young - guitarra solo
Malcolm Young - guitarra base, backing vocals
Cliff Williams - baixo, backing vocals
Chris Slade - bateria


Ballbreaker [1995]

Após uma grande turnê para divulgação de "The Razors Edge", a volta de Phil Rudd é negociada e "Ballbreaker", que conta com a produção do genial Rick Rubin, é finalmente lançado. O álbum remete à sonoridade grandiosa e até mesmo teatral dos clássicos "Back In Black" e "For Those About To Rock", com músicas de forte presença e pegada do início ao fim. Tudo às ordens! Destaques para "Hard As A Rock", "Burnin' Alive" e "Hail Caesar".

01. Hard As A Rock
02. Cover You In Oil
03. The Furor
04. Boogie Man
05. The Honey Roll
06. Burnin' Alive
07. Hail Caesar
08. Love Bomb
09. Caught With Your Pants Down
10. Whisky On The Rocks
11. Ballbreaker

Brian Johnson - vocal
Angus Young - guitarra solo
Malcolm Young - guitarra base, backing vocals
Cliff Williams - baixo, backing vocals
Phil Rudd - bateria


Stiff Upper Lip [2000]

Após um hiato de cinco anos, o AC/DC, já com status de "dinossauros do Rock", lançam o ótimo "Stiff Upper Lip", novamente com a produção de George Young. Tudo o que se pode esperar do AC/DC está aqui, e não há nenhuma decepção com qualquer aspecto do álbum. A repercussão na mídia foi satisfatória, com direito à disco de platina nos Estados Unidos, no Canadá e no Reino Unido. Destaques para "Meltdown", "Safe In New York City", "House Of Jazz" e a faixa-título.

01. Stiff Upper Lip
02. Meltdown
03. House Of Jazz
04. Hold Me Back
05. Safe In New York City
06. Can't Stand Still
07. Can't Stop Rock N' Roll
08. Satellite Blues
09. Damned
10. Come And Get It
11. All Screwed Up
12. Give It Up

Brian Johnson - vocal
Angus Young - guitarra solo
Malcolm Young - guitarra base, backing vocals
Cliff Williams - baixo, backing vocals
Phil Rudd - bateria


Black Ice [2008]

O hiato dessa vez foi maior, logo, a expectativa cresceu mais ainda. "Black Ice" começou a ser trabalhado em meados de 2006 e o álbum estava previsto para sair ao fim do mesmo ano, mas Cliff Williams sofreu uma lesão e o grupo trocou de gravadora - da Epic para a Columbia Records. A produção foi assumida por Brendan O'Brien, pela primeira vez, e o resultado foi satisfatório. De tão satisfatório, atingiu a primeira posição das paradas norte-americanas (feito conquistado apenas por "For Those About To Rock") e sua turnê teve a segunda maior arrecadação da história, ultrapassando os 440 milhões de dólares. e só perdendo para "A Bigger Bang Tour", do The Rolling Stones. Destaques para "Rock N' Roll Train", "Big Jack" e "War Machine".

01. Rock N' Roll Train
02. Skies On Fire
03. Big Jack
04. Anything Goes
05. War Machine
06. Smash N' Grab
07. Spoilin’ For A Fight
08. Wheels
09. Decibel
10. Stormy May Day
11. She Likes Rock N' Roll
12. Money Made
13. Rock N' Roll Dream
14. Rocking All The Way
15. Black Ice

Brian Johnson - vocal
Angus Young - guitarra solo, slide guitar em 10
Malcolm Young - guitarra base, backing vocals
Cliff Williams - baixo, backing vocals
Phil Rudd - bateria

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by Silver