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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Pride Of Lions – Pride Of Lions [2003]


Apesar de seu auge nos anos 1980, o AOR/Melodic Rock não perdeu as forças. Aliás, esteve muito melhor do que a ala mais pesada do Hard Rock, pois sempre contou com representantes produtivos. Um deles é Jim Peterik, ex-guitarrista do Survivor, um dos grupos mais rentáveis do gênero na década de auge. O homem nunca perdeu o ritmo, com projetos e parcerias autorais que vão desde Cheap Trick até Brian Wilson, entre vários outros.

A sua principal empreitada na década de 2000, o Pride Of Lions, não fica devendo nada ao seu glorioso passado. A banda é liderada pelo próprio e pelo jovem vocalista Toby Hitchcock, que tinha 26 anos à época do lançamento deste disco e estava numa turma de quarentões e cinquentões experientes. O guitarrista Mike Aquino, o baixista Clem Hayes, o baterista Ed Breckenfield e o tecladista Christian Cullen completam a formação. O debut do conjunto, auto-intitulado, deu as caras em 2003 e trata-se, basicamente, de uma releitura contemporânea ao Melodic Hard Rock de tempos passados.



A abertura com It's Criminal, sobra do disco "Vital Signs" do Survivor, é uma verdadeira paulada melódica, com arranjos marcantes e peso elementar. O vocal de Hitchcock é um destaque: cresce não apenas com o desenrolar da música, como também ao longo do próprio disco. O homem, que tem forte influência da música gospel norte-americana e do gênio Frank Sinatra, tem um alcance incrível e uma capacidade de interpretação digna de um às do estilo. A semi-balada Gone dá sequência com melodias envolventes e uma grande performance vocal em dueto das vozes de Toby e Jim, respectivamente aguda e grave.

Os anos 1980 invadem a mente do ouvinte com Interrupted Melody, uma calma e apaixonante balada AOR. Sound Of Home me arrepia desde a primeira vez que a ouvi. Suas passagens marcantes, suas melodias bem construídas e, principalmente, a voz de Toby Hitchcock garantem paixão à primeira vista. A balada Prideland, apesar de seus longos seis minutos de duração, tem arranjos cativantes e é o tipo de música que faz com que o filme de sua vida passe pelos olhos do ouvinte. A pauleira Unbreakable segue ao estilo Survivor, com guitarras marcantes e refrão grandioso.



First Time Around The Sun é uma boa balada, perde para as anteriores mas não pode ser confundida com filler. Turn To Me é essencialmente grudenta e traz mais um dueto vocal incrível. O encerramento fica por conta de mais quatro baladas: a guitarresca Madness Of Love, as bonitas Love Is On The Rocks e Last Safe Place, e finalmente a poderosa Music And Me.

Não era o objetivo do Pride Of Lions ter grande repercussão com esse projeto, que ainda teve mais dois full-length e um live lançados em anos seguintes, mas o compromisso de fazer boa música não falhou em nenhum momento. Talvez este debut peque pelo excesso de baladas, mas onze entre dez admiradores aprovaram. Uma das apostas mais certeiras da Frontiers Records.



01. It's Criminal
02. Gone
03. Interrupted Melody
04. Sound Of Home
05. Prideland
06. Unbreakable
07. First Time Around The Sun
08. Turn To Me
09. Madness Of Love
10. Love Is On The Rocks
11. Last Safe Place
12. Music And Me

Toby Hitchcock – vocal
Jim Peterik – vocal, guitarra, teclados
Mike Aquino – guitarra
Christian Cullen – teclados
Clem Hayes – baixo
Ed Breckenfield – bateria

Músico adicional:
Hilary Jones – bateria

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by Silver

domingo, 30 de outubro de 2011

Bob Seger and The Silver Bullet Band - Stranger In Town [1978]


Bob Seger é um daqueles artistas que fez sucesso durante determinado tempo da carreira, mas que segue desconhecido às grandes massas, inexplicavelmente.

Sua carreira solo começou no final da década de 60, mas o reconhecimento veio mesmo em 1974, quando ele e seus camaradas formaram a The Silver Bullet Band. Com influências de gente como Chuck Berry, Elvis, James Brown e Little Richard, o cara mostrou toda a sua competência no aclamado "Night Moves" de 1976, o primeiro registro com sua nova banda. Foi o primeiro álbum de Seger a alcançar o Top 10 da Billboard (e, mais tarde, o mais vendido de sua carreira).

Almejando cada vez mais o sucesso foi que ele passou dois anos preparando sua obra seguinte, o espetacular "Stranger In Town", que tem todos os elementos necessários para se fazer um Classic Rock de primeira categoria: bons riffs, letras que brindem as mulheres e o rock'n'roll, vocais inspiradíssimos e cozinha coesa. Agora, me diga: um som com essas características pode ser ruim?

Bob e Bruce Springsteen

O tipo de música praticada pelo americano é perfeita para vários momentos, principalmente para viajar sem rumo em um daqueles Galaxy 500 ou outros automóveis do estilo. Mas, acima de tudo, a receita de Seger é, simplesmente, o talento. E de sobra.



Apesar da extrema qualidade desse registro, o sucesso não foi absoluto (apesar de satisfatório, e apenas em 1980 (onde é lançado o magnífico "Against The Wind") é que a primeira posição seria conquistada. O fato é que, até hoje, o vocalista e guitarrista tem uma base fiel de fãs. Quanto ao disco, só posso dizer que é um dos melhores que já ouvi e, como cheguei a conclusão de que o nível não decai nem um pouco nas nove faixas, decidi que comentar música a música é desnecessário. Apenas tenha em mente que a competência desse sujeito é inquestionável.

Old time rock & roll...



Bob Seger - vocais, guitarras
Robyn Robbins - teclados, piano
Drew Abbott - guitarras
Chris Campbell - baixo
David Teegarden - bateria, percussão
Alto Reed - saxofone

1. Hollywood Nights
2. Still The Same
3. Old Time Rock & Roll
4. Till It Shines
5. Feel Like A Number
6. Ain't Got No Money
7. We've Got Tonite
8. Brave Strangers
9. The Famous Final Scene

Por Gabriel

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Destruction - Alive Devastation [2003]


Poucas bandas do Thrash oitentista conseguiram envelhecer e retomar a mesma dignidade de outrora como os alemães do Destruction. Com a dupla Schmier e Mike sempre à frente, o grupo reergueu seu nome com um sequência de álbuns fulminantes, além da conhecida disposição de fazer um dos maiores arregaços já conhecidos em cima de um palco. E para provar isso, temos esse CD, que veio como bônus no DVD Live Discharge e registra a apresentação da banda no Wacken Open Air, de 2002. Alguns problemas aconteceram na filmagem do show, mas o áudio ficou intacto, possibilitando ser oferecido aos fãs.

Temos aqui não apenas os clássicos imortais de outrora, mas também músicas dos então recentes All Hell Breaks Loose e The Antichrist, discos que marcaram a volta do trio à ativa. Como resultado dessa mistura, podemos notar que o pique não foi perdido com o passar dos anos. Schmier segue vociferando como nos bons tempos e sefurando as bases para Mike, ainda um dos maiores riffeiros da história do Thrash. O baterista da época, Sven Voorman – já substituído há um bom tempo, completa a formação espancando seu kit sem dó nem piedade, como manda o figurino.



Junto a hinos de várias gerações, como “Curse The Gods”, que abre o show, temos uma série de novos clássicos. O maior destaque sempre será “Nailed To The Cross”, simplesmente uma das melhores músicas dos últimos anos. Mas podemos citar as empolgantes “Bullets From Hell”, “Thrash Till Death” (quer nome mais apropriado?) e o retorno do açougueiro em “The Butcher Strikes Back”, sabiamente emendada a “Mad Butcher”, recentemente tocada por Schmier com o Korzus no Punk Metal All-Stars, que abalou as estruturas do Rock In Rio.

Nem mesmo a tentativa desastrosa de começar “Bestial Invasion” por duas vezes tira o brilho do play. Ao contrário, chega a ser tragicômico ouvir o grupo tendo que lidar com os problemas de som abertamente. Atitude bacana deixar isso registrado, mostrando que os percalços enfrentados aquele dia foram enormes. Mesmo assim, na raça, com cara e coragem, o Destruction mostrou mais uma vez porque é uma das atrações indispensáveis do gênero. Para ouvir no último volume e bangear sem parar!

Schmier (vocals, bass)
Mike Sifringer (guitars)
Sven Voorman (drums)

01. Intro/Curse The Gods
02. Nailed To The Cross
03. Eternal Ban
04. Machinery Of Lies
05. Bullets From Hell
06. Tears Of Blood
07. Life Without Sense
08. Thrash Till Death
09. Mad Butcher
10. The Butcher Strikes Back
11. Intro/Total Desaster
12. Invincible Force
13. Bestial Invasion

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JAY

sábado, 29 de outubro de 2011

Queen - Sheer Heart Attack [1974]


O Queen já é uma das figurinhas mais carimbadas nesse veículo do Iommi. Mas, ainda assim, por aqui não há um representante da primeira fase da trupe outrora liderada por Freddie Mercury. Por esse motivo foi que escolhi "Sheer Heart Attack", seu terceiro LP e, podemos dizer, o fim da sua fase mais orientada pelo Glam do que pelo Hard/Classic (mas temos também elementos do gênero em todos os três primeiros).

Essa característica é mantida em "Sheer Heart Attack", mas os experimentalismos que seriam maximizados no sucessor "A Night At The Opera" já são notáveis, com a inclusão de pianos em várias faixas e uma estrutura musical cada vez mais complexa. Um exemplo disso está na pesada "Brighton Rock", a faixa de abertura, com um Brian May endiabrado e um Freddie Mercury inspirado como sempre foi. A levada é fantasticamente frenética.

"Killer Queen" foi um dos grandes hits do disco e é uma das minhas preferidas, junto a "Tenement Funster", com introdução de balada que se torna um Rock característico do Queen. Os vocais são de Roger Taylor, e a guitarra de May é coisa de outro mundo.



A escolha é difícil, mas "Flick of the Wrist" é a que tem a melhor atuação de Freddie no disco inteiro. Backing vocals muito bem colocados, mudanças de ritmo magníficas, e melodia excelentemente bem composta e produzida. "Lily of the Valley", apesar de curta, merece ser mencionada por ser uma balada acompanhada principalmente pelo piano onde Me
rcury mais uma vez assina o atestado de um dos melhores vocalistas de todos os tempos. "Now I'm Here" é um Rock direto e uma das excepcionais do álbum.

"Stone Cold Crazy" é uma das mais frenéticas composições da carreira da Rainha, que chegou até mesmo a ser coverizada pelo
Metallica em seu "Garage, Inc.". Com toda a certeza a minha preferida deles. E ainda temos mais cinco faixas perfeitas, que mostram todo o poder e competência de uma das melhores bandas da década de 70 e 80.


O álbum foi o primeiro da banda a ficar entre os 10 mais vendidos da Inglaterra. Sua turnê foi muitíssimo bem-recebida, abrindo caminho para que eles atingissem o auge no ano seguinte, data onde foi lançado o clássico "A Night At The Opera". A partir daí, o nome "Queen" estaria marcado na história da música.

Só lhe resta conferir já essa obra-prima, meu caro.


Brian May - guitarras, violões, vocal principal em 12, backing vocals, piano em 6
John Deacon - baixo, backing vocals
Freddie Mercury - vocal, piano
Roger Taylor - bateria, percussão, backing vocals, vocal principal em 3

01. Brighton Rock
02. Killer Queen
03. Tenement Funster
04. Flick of the Wrist
05. Lily of the Valley
06. Now I'm Here
07. In the Lap of the Gods
08. Stone Cold Crazy
09. Dear Friends
10. Misfire
11. Bring Back That Leroy Brown
12. She Makes Me
13. In the Lap of the Gods... Revisited

Por Gabriel

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Voodoo Circle – Voodoo Circle [2008]


Este ano de 2011 fomos brindados com o fantástico Broken Heart Syndrome, do Voodoo Circle. Bem, nos reportemos, então, às origens.

Sabemos que o guitarrista Alex Beyrodt usou esse projeto para fazer aflorar sua veia Ritchie Blackmore e aproveitar o embalo e já prestar homenagem a Yngwie Malmsteen e Michael Schenker. Exatamente por isso, talvez, o primeiro disco se chame Alex Beyrodt’s Voodoo Circle como Blakmore e Malmsteen fizeram com as estreias do Rainbow e do Rising Force.

Alex é guitarrista do Silent Force e um dos maiores expoentes do power metal alemão desse início de século. Em 2008 ele resolveu montar um grupo pra chamar de seu, e escalou para os vocais o inglês David Ridman, que tem o Pink Cream 69 no currículo, para o baixo ninguém menos que Matt Sinner (Primal Fear e Sinner), para a bateria Mel Gaynor (Simple Minds, Gary Moore) e, para os teclados, Jimmy Kresic, que tem sua carreira marcada com grandes trabalhos como session man.



Se em Broken Heart Syndrome e coisa parece, por vezes, ser copiada descaradamente dos trabalhos de Blackmore e (principalmente) David Coverdale, aqui temos Malmsteen com Jeff Scott Soto fazendo as referências. Os teclados são mais proeminentes que no disco subsequente mas com timbres mais anos 80. Os Hammonds pouco aparecem, dando lugar àquele timbre strings de churrascaria.

Como participações especiais temos o topa todas Rudy Sarzo, Doogie White, Morifumi Shima (Concerto Moon) e Richard Anderson (Majestic, Space Odissey), que dão aquele toque ao disco que ninguém consegue perceber simplesmente ouvindo. Não que seja ruim, mas Broken Heart Syndrome é bem melhor. Valem, porém, alguns bons destaques.



Kingdom of The Blind é pegada, tem feeling e a palavra paradise na letra (o que ganha pontos para o estilo). Man and Machine é a prévia do que viria no disco seguinte, com velocidade, vocais poderosos e guitarras fantásticas, sem o excesso de bululus que permeia a maioria das composições, prende o ouvinte até o seu final.

Master of Illusion é uma grata surpresa, com uma levada mais lenta mas com aquele punch típico. Uma pérola que mostra o quanto todos são bons quando jogam para o time, sem individualismos . We’ll Never Learn tem uma ponte que impressiona, mas é só, pois tudo o mais nessa música e no disco são previsíveis ao extremo.



Confesso que resolvi resenhar o disco porque adoro o Broken Heart Syndrome, mas aqui está o que de mais estéril e previsível alguém pode fazer. Passou batido na época, e justifica-se. Deixo o texto do site oficial dos caras:

“In Japan (where quality is still the most important aspect) he [Alex] is hailed as a ‘guitar hero’ and the influence of legendary bands like Rainbow and Deep Purple can be recognised in his charismatic way of playing. As a master following the tradition of all-time-greats like Ritchie Blackmore and Yngwie J. Malmsteen, also Alex is able to make a song something special. He simply has ‘it’.”

Sei...

Os fãs que me desculpem, mas que bela porcaria isso aqui.

Track List

1. Spewing lies
2. Desperate heart
3. Kingdom of the blind
4. Man and machine
5. Master of illusion
6. We'll never learn
7. Dream of eden (Doogie/David Version)
8. Heaven can wait
9. Angels will cry
10. Enter my world of darkness
11. Wings of sorrow (exclusive Track)
12. White lady requiem
Bonus: 13.Dream of eden (David Version)

Alex Beyrodt (guitarras e mais guitarras)
Matt Sinner (baixo)
David Ridman (vocais)
Matt Gaynor (bateria)
Jimmy Kresik (teclados)

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Por ZOrreiro

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Montrose – Montrose [1973]


Esse foi o primeiro disco de hard farofa da história!

Essa afirmativa se sustenta porque:

a) Para começo de conversa, a banda foi formada na Califórnia;
b) o vocalista era Sammy Hagar;
c) os riffs de guitarra são típicos do estilo, trazendo sempre um Lá Maior ou um Mi maior carregado e intercalando com a batida da bateria, a cargo de ninguém menos que Ronnie Montrose;
d) o baterista era Denny Carmassi, que nos anos 80 e 90 gravou com Heart, Whitesnake, Cinderella, .38 Special e uma porrada de outros ícones do estilo;
e) o produtor do disco foi Ted Templeman, que produziu todos os discos do Van Halen da fase Roth, bem como os primeiros discos solo do vocalista;
f) Absolutamente todas as alternativas anteriores.

Se você respondeu “f”, parabéns. Você acaba de gabaritar o ENEM do hard rock, e terá direito a ouvir esse que, na minha opinião, é a gênese de tudo o que foi feito no estilo nos anos 80.

Ainda desconhecido do grande público, Sammy Hagar aparece nesse debut como Sam Hagar, e foi recrutado por Ronnie Montrose, então um já tarimbado session man, para fazer aquela que seria a sua maior aposta comercial: o Montrose. O resultado ficou tão bom que alguns dizem que o primeiro do Van Halen não existiria sem este disco, tamanha influência que teve na turma de Dave Lee Roth.

O Van Halen tocava Make It Last e Rock Candy nos seus tempos de Gazzari’s Club. E Eddie aprendeu direitinho com o professor Ronnie.

O play abre com Rock The Nation e um cowbell sem vergonha que dá orgulho de ouvir a todo volume. O timbre da guitarra de Ronnie é no melhor estilo brown sound (imortalizado por Eddie Van Halen), cortesia de um pedal fuzz espetado em um valvulado a todo vapor.

A sequência perfeita traz Bad Motor Scooter e uma abertura que parece demais com o que Mick Mars fez em Kickstart My Heart. Sinto-me estranho quando penso que esse disco é de 73, porque o estilo das composições e os timbres são muito a frente do seu tempo. Para comparar, na época tínhamos Houses of the Holy, Machine Head e Sabbath Bloody Sabbath, que, mesmo tendo timbres excelentes, ainda carregavam aquela sonoridade densa dos timbres crus de amplificadores de alto ganho. Aqui o lance é festa.



Space Station #5 foi coverizada por Iron Maiden, o que já mostra o poder da sua influência. I Don’t Want It traz o riff que foi copiado por dezenas de hardeiros da década seguinte. Good Rockin’ Tonight nasceu para ser hit, com um solo rápido e inspirado de Montrose, com frases que podem ser ouvidas, inclusive, em passagens do mestre Randy Rhoads.

Rock Candy é o grande sucesso do disco, a música feita para durar para sempre. E dura. One Thing On My Mind prepara para o grand finale que vem com a fantástica Make It Last. Deus me livre, mas o Van Halen copiou o riff descaradamente em 5150, disco que traz… Hagar nos vocais!



Comparações à parte, quem não conhece deve ouvir imediatamente para destampar os ouvidos.

Formador de caráter.

Track List

1. Rock The Nation
2. Bad Motor Scooter
3. Space Station #5
4. I Don’t Want It
5. Good Rockin’ Tonight
6. Rock Candy
7. One Thing On My Mind
8. Make It Last


NÃO! Não é o The Who. É o Montrose com Hagar.

Ronnie Montrose (guitarras)
Sam Hagar (vocais)
Bill Church (baixo)
Denny Carmassi (bateria)

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Por ZOrreiro

Kiss – Dressed To Kill [1975]


O mais recente empreendimento do Kiss, o cruzeiro Kiss Kruise, me fez pensar em como “Dressed To Kill” é um disco injustiçado na carreira da banda. Grande parte de seu conteúdo é ignorado nos concertos desde sempre. Só agora, com os shows nos navios, algumas pérolas desse registro foram desenterradas. O leitor menos informado deve discordar de cara com a sentença anterior, visto que é o álbum que carrega o clássico Rock And Roll All Nite, responsável por levar o quarteto ao estrelato. Mas não foi bem assim.

O Kiss havia lançado dois álbuns em 1974: o auto-intitulado de estreia e o subsequente “Hotter Than Hell”. Ambos haviam fracassado em vendas, mas, ironicamente, a banda conquistava cada vez mais fãs com suas apresentações ao vivo. Apesar de ainda não tomarem conta de grandes estádios, conseguiram rodar por grande parte da América do Norte em turnês.

Produzido pelo presidente da gravadora Neil Bogart graças às dificuldades financeiras, “Dressed To Kill” chegou às prateleiras no ano seguinte com a promessa de salvar a gravadora Casablanca Records da falência e de elevar o Kiss ao status de superbanda. Apesar de nenhum dos objetivos terem sido conquistados, o álbum se saiu muito melhor que os outros em diferentes aspectos.



O padrão de composições se manteve estável e fiel à proposta apresentada nos álbuns anteriores. Os mascarados continuaram apostando num Rock n' Roll simples, visceral, conciso e direto. Por incrível que pareça, a produção de Bogart superou com sobras a de Kenny Kerner e Richie Wise para os antecessores. Tudo soa bem melhor. Além disso, “Dressed To Kill” lançou dois singles para as faixas C'mon And Love Me e Rock And Roll All Nite, decisivos para as vendas mais satisfatórias – apesar de não ideais – do full-length, que atingiu a 32ª posição das paradas norte-americanas.

Room Service abre o play com muita energia. Morrerei sem entender o motivo de não apostarem em sua presença nos repertórios desde a época. Composição típica de Paul Stanley, com uma grande performance instrumental principalmente de Ace Frehley. Two Timer e Ladies In Waiting, menos aceleradas, parecem ser músicas irmãs. Ambas cantadas e compostas por Gene Simmons, trazem uma batida incrível e riffs fortes. Getaway mantém o pique: feita por Frehley e cantada por Peter Criss, o melhor vocalista da banda naqueles tempos.



Rock Bottom engana com a bela introdução acústica. É uma paulada certeira e cheia de classe. C'mon And Love Me é uma canção primorosa, com todos os elementos de uma boa música de Hard Rock: bons solos de guitarra, cozinha envolventes e refrão grudento. Anything For My Baby não tem a mesma inspiração das outras, todavia não chega a ser um filler. She, a única além de Rock And Roll All Nite que recebeu atenção nos repertórios de turnês posteriores, é uma composição de Gene Simmons e seu ex-parceiro de banda Stephen Coronel, feita nos tempos de Bullfrog Bheer, ao fim da década de 1960. Tem um andamento forte e é poderosa principalmente ao vivo.

Love Her All I Can é divertida e tem bons riffs de guitarra, além de uma grandiosa linha de bateria. O fechamento fica por conta de Rock And Roll All Nite, que, apesar de saturada nos dias de hoje, é um verdadeiro ode ao Rock n' Roll – preferencialmente em sua versão ao vivo, pois a gravada em estúdio não tem solo de guitarra (!).

Mesmo com as vendas acima da média e a boa qualidade do registro, o estrelato não veio e a Casablanca continuou com problemas financeiros. Daí apelaram para um disco duplo ao vivo, o lendário “Alive!”, e o resto é história. Tanto Rock And Roll All Nite quanto o próprio grupo estouraram com este live. Mas “Dressed To Kill” é parte importante na discografia do Kiss, além de ser um baita de um discão e uma verdadeira aula de como se fazer Rock n' Roll poderoso e despretensioso.



01. Room Service
02. Two Timer
03. Ladies In Waiting
04. Getaway
05. Rock Bottom
06. C'mon And Love Me
07. Anything for My Baby
08. She
09. Love Her All I Can
10. Rock and Roll All Nite

Paul Stanley – vocal (1, 5, 6, 7, 8, 9), guitarra rítmica (solo inicial em 6)
Gene Simmons – vocal (2, 3, 8, 10), baixo
Ace Frehley – guitarra solo
Peter Criss – vocal em 5, bateria, percussão

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by Silver

Firenote - Firenote [2009]


Antes de qualquer coisa, espero que o pessoal tenha conseguido parar de admirar a capa para ler o texto. E os escandinavos continuam nos proporcionado Melodic Rock/AOR da mais alta qualidade. Os finlandeses do Firenote não fogem à regra da safra atual, fazendo um som que tem tudo para agradar os apreciadores de bandas mais recentes, tendo na linha de frente nomes como Brother Firetribe, H.E.A.T e The Poodles. As músicas são simples, diretas (nenhuma chega a cinco minutos), com melodias certeiras e bom desempenho instrumental de todo o grupo, além do vocalista Ricky, que lembra muito Tony Harnell, ex-TNT, em várias passagens.

Destaques para a ótima levada de “Sara La Fountain”, a acelerada “Speed Freak” (com um nome desses também...), a balada “My Love Will Never Die” – que inicia uma sequência de três faixas com amor no título, praticamente matando David Coverdale de inveja (risos) – e a ótima “Heartbreaker”, a melhor de todas em minha opinião. O encerramento com “She Stole My Speedos” traz um refrão que vai grudar instantaneamente na sua cabeça para nunca mais sair. Mas, de um modo geral, todas as faixas vão satisfazer os fãs do bom e velho Hard Rock que prioriza as melodias matadoras.



Adeptos do Scandi-AOR irão se deliciar. O Firenote não lançou mais nada desde então, apesar de ter continuado fazendo shows, com direito a apresentações em alguns dos grandes festivais de verão da Europa. Mas novidades são aguardadas e que sigam esse caminho em possíveis futuros lançamentos, pois qualidades já mostraram possuir nesse disco. Vale a pena conferir, diversão garantida! E a cena dos Vikings Hard Rockers segue firme e forte.

Ricky (vocals)
Isko (guitar)
Gene (bass)
Hammond (keyboards)
Mike (drums)

01. Firenote
02. Danger
03. Sara La Fountain
04. Speed Freak
05. My Love Will Never Die
06. Don't Ever Fall In Love
07. Love Me Or Let Me Live
08. Mayday
09. Suddenly
10. Heartbreaker
11. She Stole My Speedos

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JAY

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Opeth – Heritage [2011]


Opeth é da Suécia, e isso já é um indicativo de qualidade no mundo do rock.

Michael Åkerfeld formou o Opeth em 1990, e é o principal músico e compositor, assumindo para si, por vezes, a produção dos discos da banda. Único membro remanescente da formação original, é guitarrista, violonista e vocalista de mão cheia, demonstrando um lirismo ímpar nos trabalhos.

Inicialmente, porém, Michael foi recrutado para ser o baixista da banda, que contava com David Isberg nos vocais. O Opeth praticamente não excursionou para promover seus primeiros quatro discos, o que gerou desconfiança por parte do público: será que eles realmente sabem tocar o que gravam?

Mas, atualmente, com uma vasta discografia e três DVDs ao vivo, essa desconfiança caiu por terra e o Opeth se tornou uma das únicas bandas de metal com vocais que não caem na armadilha de alternar entre o lírico e o gutural, e talvez por isso consigo gostar tanto do resultado dos discos.



Como está escrito no site oficial da banda:

“Opeth has spent over two decades steadily amassing a body of work that is at once possessed of a fervent and unrelenting devotion to aesthetic progression (and perfection) while simultaneously scaling the summits of power, mysticism and might aspired to by the group's hard rock forefathers in Sabbath, Purple and Zeppelin.”

Lançado em 13 de setembro de 2011, Heritage é o décimo disco de estúdio dos caras, e o último com o tecladista Per Woberg, que saiu após as gravações. O lirismo e as influências do hard rock inglês setentista estão lá presentes nas composições, mas existe uma criatividade própria, um estilo todo da banda que traz uma lufada de originalidade sobre a colcha da mesmice que cobre os demais representantes do estilo.

A abertura, com Heritage, tem um piano no melhor estilo sonata de Beethoven, irritando aqueles que buscam o imediatismo, que não têm paciência para analisar sistematicamente a obra em seu contexto. Justamente por isso, creio que este é um daqueles discos que devem ser apreciados do começo ao fim como um trabalho único, e não através da ouvida de músicas individuais. Normal, já que o Opeth nunca foi de criar grandes hits.

The Devil’s Orchard é a sequência perfeita. Um riff que utiliza o silêncio como parte do clima abre com chave de ouro a composição. Os timbres dos instrumentos são bem trabalhados, o que dá grande mérito à produção. Os vocais e o Hammond nos remetem sem dó ao Deep Purple dos anos 70.



I Feel The Dark tem violão erudito fazendo a cama para uma vocalização hipnótica, como se estivéssemos diante de um bardo da era pré-renascentista. O desenvolvimento da canção termina em um clima quase prog, meio psicodélico. Me lembrou, em trechos, Capitain Beyond, mas depois essa imagem foi apagada pela grandiosidade da composição.

Slither traz a veia hard da banda, com um super riff blackmoreano de guitarra. Nepenthe traz na sequência a veia shred de Michael e seu parceiro das seis cordas, Fredrik Åkesson. Häxprocess tem ritmos desconexos de bateria, numa levada quase fusion, o que torna difícil qualificar o estilo do disco. Eu qualifico simplesmente como genial.

Aliás, aqui eu flexibilizo o meu ranço com a safra atual do metal (apesar de a banda já ter mais de vinte anos), e aclamo o Opeth como uma das bandas mais criativas do cenário.

Como diz o bom traficante: experimente, você vai gostar...

Track List

1. "Heritage"
2. "The Devil's Orchard"
3. "I Feel the Dark"
4. "Slither"
5. "Nepenthe"
6. "Häxprocess"
7. "Famine"
8. "The Lines in My Hand"
9. "Folklore"
10. "Marrow of the Earth"



Mikael Åkerfeldt (vocais, guitarras, Mellotron, piano)
Fredrik Åkesson (guitarra)
Per Wiberg (teclados, grand piano, Mellotron)
Martin Mendez (baixo)
Martin Axenrot (bateria)


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Por ZOrreiro

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Richie Kotzen - 24 Hours [2011]


E lá vem o brilhante Richie Kotzen com mais um exemplar de sua musicalidade diferenciada. Aliás, está cada vez mais difícil encaixá-lo em um segmento específico. O que é algo muito positivo, já que sua genialidade não poderia mesmo ficar presa a um gênero. 24 Hours não se diferencia muito de seu trabalho anterior, Peace Sign. Talvez esteja um pouco mais focado na parte suingada de sua formação. Mas quem gostou de um, automaticamente gosta do outro sem a menor dificuldade. Todos aqueles elementos que caracterizam a carreira solo de Kotzen estão presentes, com sua capacidade ímpar de compor temas que, ao mesmo tempo, são acessíveis e evidenciam uma técnica muito acima da média comum.

Desde o início, com a empolgante faixa-título, fica clara a proposta de fazer um Hard Rock com forte influência da música negra norte-americana e uma pegada fulminante. Importante lembrar que, mais uma vez, Richie tocou todos os instrumentos e produziu o álbum em seu próprio estúdio, o Headroom Inc. Participações especiais, como de sua filha August e Jerry Cantrell apenas abrilhantam ainda mais o play. Outros destaques vão para a empolgante “OMG (What’s Your Name?)” e a magnífica “Love Is Blind”, um dos melhores momentos de toda sua carreira. E o que dizer de “Stop Me”, Rockão clássico com um tempero Pop delicioso? Sonzeira, com cara de hit.



Agora, se tem um ponto em que Kotzen jamais decepciona, é nas músicas mais intimistas. Poucos sabem fazer baladas com a mesma competência e emoção. Sabendo disso, ele guardou uma trinca para a saideira. “I Don’t Know Why” é daquelas que enchem os olhos de lágrimas, trazendo uma aula de feeling e bom gosto. E quando junta piano e guitarra de forma magistral em “Tell Me That It’s Easy”, é nocaute certo nos corações apaixonados. Para encerrar, “Twist Of Fate”, com seu arranjo acústico e uma performance vocal de fazer o ouvinte respirar fundo.

24 Hours é mais um disco de Richie Kotzen que, nem de perto, alcançará as vendas que mereceria. Mas confirma, mais uma vez, o talento diferenciado de um artista em sua mais pura definição. Obrigatório na coleção de qualquer amante da boa música.

01. 24 Hours
02. Help Me
03. OMG (What’s Your Name?)
04. Get It On
05. Love Is Blind
06. Stop Me
07. Bad Situation
08. I Don’t Know Why
09. Tell Me That It’s Easy
10. Twist Of Fate

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JAY

terça-feira, 25 de outubro de 2011

The Darkness – Permission To Land [2003]


O motivo dessa repostagem é a qualidade de áudio do arquivo anteriormente postado, com mp3s na sofrível bitrate de 96kbps.

Os anos 2000 não foram marcados por muitas grandes bandas de Rock, apenas pela confirmação de vários dinossauros – e espero que isso mude na década de 2010. Por sorte, sempre há exceções à regra, que é onde o The Darkness se enquadra.

Inicialmente, o quarteto britânico conseguiu destaque por suas apresentações que conquistavam públicos de diferentes procedências, mas nenhuma gravadora queria contratar os caras. Pensavam que, apesar de muito bons, eles eram uma brincadeira. Uma das poucas gravadoras que demonstraram interesse, a Atlantic Records, não deve se arrepender de ter apostado neles.



O primeiro álbum do grupo, “Permission To Land”, foi lançado em julho de 2003 no Reino Unido e no mês seguinte nos Estados Unidos. Apesar de todo o clima “Hard Rock revival” aparentemente apresentado, há uma originalidade elementar no play, decisiva para o grande sucesso atingido logo com seu lançamento – topo das paradas britânicas e top 40 das norte-americanas, prêmios da BRIT Awards e MTV, discos de ouro e platina em quatro países, singles emplacados pelo mundo e por aí vai.

A perspectiva “revival” citada no parágrafo anterior não se dá por saudosismo exagerado, mas pelo fato do Darkness retomar algo que estava perdido no Rock n' Roll e que, particularmente, considero o combustível do estilo: entretenimento. Em tempos que bandas alternativas chegavam ao mainstream com propostas sérias e politizadas, os ingleses fizeram um álbum de Rock descompromissado, com influências ao invés de cópias.



Vocalista performático, multi-instrumentista habilidoso e showman de primeira categoria, Justin Hawkins traz a aura de grandes líderes de bandas clássicas com competência. Chama a responsabilidade para si, como um frontman deve fazer. Seu irmão, o guitarrista Dan Hawkins, trabalha muito bem – os dois apresentam linhas de guitarra entrosadas, riffs grandiosos e solos inspirados. A cozinha do baixista Frankie Poullain e do baterista Ed Graham é competente, bem ao estilo AC/DC: não se exibe demais, mas cumpre a função e garante solidez.

Acredite se quiser, mas não há destaques em particular para este disco. “Permission To Land” não tem um filler que seja. É grandioso e divertido do começo ao fim. Vale cada segundo de audição.



01. Blach Shuck
02. Get Your Hands Off My Woman
03. Growing On Me
04. I Believe In A Thing Called Love
05. Love Is Only A Feeling
06. Givin' Up
07. Stuck In A Rut
08. Friday Night
09. Love On The Rocks
10. Holding My Own

Justin Hawkins – vocal, guitarra, piano, sintetizador
Dan Hawkins – guitarra, backing vocals
Frankie Poullain – baixo, backing vocals
Ed Graham – bateria

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by Silver

Cinderella – Live At The Key Club [1999]


Em tempos bicudos do Hard Rock, a solução das bandas do estilo era recorrer a lugares menores, onde seu público fiel ainda os aguardava – além do interior norte-americano, que garante um bom sustento com seus rodeios e festivais. E foi assim que o Cinderella decidiu registrar sua passagem pelo lendário The Key Club, em Los Angeles. Aliás, essa é uma legítima volta aos velhos tempos, já que o espaço foi onde a maioria dos grupos da geração oitentista começaram. Com o público bem perto e um clima intimista, temos um típico show de Rock and Roll, transbordando energia, sem muita produção, apenas som direto e na cara.

Não é segredo que nesta época Tom Keifer ainda enfrentava problemas com sua voz. Mas ele faz seu papel de maneira louvável, sabendo contornar os percalços com a categoria que só um dos grandes de sua era possui. Isso fica ainda mais claro na trinca acústica do meio da apresentação, com destaque para a versão lenta de “The Last Mile”, tão boa quanto a original – apenas diferente. No mais, é aquele desfile de Rockões com pegada emblemática e execução primorosa. Claro que não poderiam ficar de fora as inevitáveis baladas “Don't Know What You Got (Till It's Gone)” e “Nobody's Fool”, capazes de fazer o mais radical dos radicais perder a vergonha e cantar com o coração saltando pela boca.

Então, baixe e sinta-se em um clube com meia-dúzia de gatos pingados e uma das melhores bandas dos anos 1980 detonado grandes clássicos de sua carreira diante de seus olhos. O CD teve várias reedições posteriores com nomes e capas diferentes, apesar de conteúdo igual. Mas esse aqui é o original, lá de 1999. Sim, do século passado! Não é incrível isso?

Tom Keifer (vocals, guitars, piano)
Jeff LaBar (guitars)
Eric Brittingham (bass)
Fred Coury (drums)

Special Guest
Gary Corbett (keyboards)

01. The More Things Change
02. Push, Push
03. Hot and Bothered
04. Shelter Me
05. Night Songs
06. Somebody Save Me
07. Heartbreak Station
08. The Last Mile
09. Coming Home
10. Fallin' Apart at the Seams
11. Drum Solo
12. Jam
13. Don't Know What You Got (Till It's Gone)
14. Nobody's Fool
15. Gypsy Road
16. Shake Me

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JAY

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Hellyeah - Hellyeah [2007]


Um dos melhores supergrupos dessa década, o Hellyeah pode ter o monstro e gênio Vinnie Paul comandando as baquetas, mas nada em seu mais recente projeto soa como uma cópia do glorioso Pantera, apesar de apostar também no peso e na porrada, o que já é tradicional em se tratando do baterista. A formação é constituída por grandes nomes do Metal Moderno: o vocalista Chad Gray, conhecido por seu trabalho no Mudvayne, o baixista Jerry Montano, Tom Maxwell (Nothingface) e Greg Tribett (ambos guitarristas), este último também do Mudvayne.

Como meu amigo Zorreiro já ficou no encargo de trazer aos passageiros o magnífico Stampede, resta a mim disponibilizar a vocês o debut auto-intitulado do grupo, tão magnífico quanto seu sucessor. Esse aqui tem uma diferença notável se o compararmos com o lançamento de 2010: a influência do Southern é menor, havendo mais momentos pauladas do que qualquer outra coisa no álbum. Tudo isso com uma pegada moderna, mas sem soar pop; ao contrário.


A abertura explodirá seus ouvidos. O single "You Wouldn't Know" traz uma essência cadenciada, com bons riffs e vocais versáteis. Um Heavy pesado com doses cavalares de Groove. "Matter of Time" e "Waging War" são as mais porradeiras, com a última sendo a minha preferida. "Alcohaulin' Ass" é a primeira onde aparece a influência do Southern, com slides muito bem colocados. Novamente, Chad Gray mostra sua versatilidade de maneira perfeita.



Eu também não poderia deixar de mencionar "Rotten to the Core", que tem uma receita que promete agradar quem gosta de um Groove. Já "Thank You" traz uma atmosfera mais pessoal para cada membro do grupo (especialmente para Vinnie Paul), já que a balada é uma homenagem aos familiares e amigos que se foram. Nunca vou me conformar com a morte do Dimebag, só pra constar.

Um grande disco que não pode passar em branco, principalmente por aqueles que acham que boa música não é mais feita nos dias de hoje. Recomendado ao máximo!


Chad Gray - vocais
Greg Tribett - guitarra
Tom Maxwell - guitarra
Vinnie Paul - bateria
Jerry Montano - baixo

01. Hellyeah
02. You Wouldn't Know
03. Matter of Time
04. Waging War
05. Alcohaulin' Ass
06. Goddamn
07. In the Mood
08. Star
09. Rotten to the Core
10. Thank You
11. Nausea
12. One Thing

Por Gabriel

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domingo, 23 de outubro de 2011

The Rolling Stones – Beggars Banquet + single [1968]


Já no topo do mundo em 1968, os Rolling Stones praticamente não tinham concorrentes naquele final de década. Os Beatles não faziam mais shows, o Cream amargava o fim, Hendrix não os batia em popularidade, e a turma do metal inglês ainda estava na fase embrionária.

Depois do não tão bem sucedido Their Satanic Majesties Request, que foi uma tentativa frustrada de embarcar na psicodelia da época, a turma de Jaggers e Richards, então com sua formação original, resolveu voltar às raízes. Este pode ser considerado o último disco de estúdio com a participação de Brian Jones.

Como está escrito no site oficial da banda:

“1968 was the year that flower power turned nasty. The previously peaceful 'counter culture' ran out of control. Students started rioting in the streets of Paris and the joy of youthful self-realisation turned to anger and aggression. Everywhere, the ceremony of innocence was drowned.”

Francamente, este é o meu preferido da fase Brian Jones. O single promocional trouxe nada mais, nada menos, que a fantástica Jumping Jack Flash, que, segundo a biografia de Richards, foi inspirada no jardineiro da sua casa que aparecia e sumia da janela enquanto ele e Jagger riam totalmente chapados.



O disco, sétimo de estúdio da banda, foi lançado em 6 de dezembro de 1968. A capa original do play, fotografada na mansão Sarum Chase, foi considerada forte demais pela gravadora, e substituída pela famosa foto do banheiro grafitado.

Após o lançamento do disco, para divulgar as músicas, os Stones gravaram o famoso especial Rock ‘n’ Roll Circus, com a presença de John Lennon, Eric Clapton, Mitch Mitchel, Taj Mahal e um Jethro Tull com Tony Iommi nas guitarras. A performance de Simpathy for the Devil, abertura do play, é arrasadora e chocou muito na época.



No Expectations é fantástica, trazendo um lirismo típico da dupla Jagger/Richards. Esse disco, saliente-se, é um dos que contém mais números acústicos da carreira da banda. Parachute Woman é blues, assim como Stray Cat Blues, relembrando que foi esse o nicho no qual os Stones começaram.

Street Fighting Man fez grande sucesso, alcançando o Top 100 da Billboard. Na época isso significava alguma coisa.

Mas o final é simplesmente de chorar: The Salt Of The Earth. Letra inspirada e levada de violão com melodia fantástica, foi a escolhida pela banda para cantar com Axl Rose e Izzy Stradlin quando estes se juntaram aos Stones no palco, na turnê em que o Guns fez a abertura em 89.



Tem que conhecer, tem que ter.

Porque clássico é assim.

Track List

1. Simpathy For The Devil
2. No Expectations
3. Dear Doctor
4. Parachute Woman
5. Jigsaw Puzzle
6. Street Fighting Man
7. Prodigal Son
8. Stray Cat Blues
9. Factory Girl
10. Salt Of The Earth



Single

1. Jumping Jack Flash
2. Child Of The Moon

Keith Richards (vocais, guitarra, violão)
Mick Jagger (vocais)
Brian Jones (guitarras, cítara, mellotron, harmonica)
Bill Wyman (baixo)
Charlie Watts (bateria)

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Por ZOrreiro

Megadeth – TH1RT3EN [2011]


O primeiro álbum com o baixista David Ellefson desde “The World Needs A Hero”, lançado há 10 anos. A line-up responsável por “TH1RT3EN” tem demonstrado grande eficácia no palco e no estúdio – o guitarrista Chris Broderick e o baterista Shawn Drover registraram o antecessor “Endgame”, tendo Drover marcado presença também em “United Abominations”. Mas principalmente as filmagens de concertos mostravam que esse quarteto unido faria bonito. E fez.

Como dito em entrevistas, “TH1RT3EN” apresenta uma verdadeira retrospectiva de todo o material da banda – a velocidade dos primeiros álbuns, a complexidade melódica dos discos noventistas, o peso elementar dos mais recentes. Não é à toa que muitas composições antigas e engavetadas finalmente viram a luz do dia. A banda apresenta um Thrash de extrema qualidade, com a assinatura do Megadeth e principalmente do estilo de composição de Dave Mustaine, tanto lírico quanto melódico. Vale ressaltar que, especialmente aqui, as letras estão melhores do que nunca.

A abertura Sudden Death traz aquele tipo clássico de introdução instrumental que costuma abrir os álbuns do Megadeth. Excelentes riffs de guitarra, vocal esganiçado, baixo presencial, bateria habilidosa, solos alternados entre o truncudo Mustaine e o técnico Broderick. A canção traz todos os elementos que irão se repetir ao decorrer do disco, mas esta é essencialmente Thrash. As seguintes Public Enemy No. 1 e Whose Life (Is It Anyways) são menos uptempo, mas ainda pesadas, pois contam com um grude de grupos do típico Heavy clássico.


We The People, mais arrastada, dá sequência com uma levada ideal para o headbanging. Destaca-se o entrosamento entre Dave e Chris. Guns, Drugs & Money soa como uma demo perdida do clássico “Countdown To Extinction”. A música é conduzida por um riff de guitarra hipnotizante e tem um bom refrão. Never Dead, lançada anteriormente ao disco para integrar o jogo NeverDead, é uma das melhores da tracklist. Pesada, visceral, matadora e mais Megadeth do que qualquer outra.

Para os saudosistas, temos New World Order, composta em 1991 por Mustaine, Ellefson e os ex-integrantes Marty Friedman e Nick Menza para “Countdown To Extinction”. A canção acabou não entrando para o play mas integrou a trilha sonora do jogo Duke Nukem. Segue, assim como Guns, Drugs & Money, o padrão do disco anteriormente citado, com um andamento tipicamente Heavy mas um trecho instrumental Thrash. Fast Lane, pesadíssima, traz um desfile de riffs e solos poderosos bem como uma cozinha incrível, com destaque ao grande Shawn Drover.



Black Swan, essencialmente conduzida por apenas um riff e uma variação deste, tem uma boa letra, um refrão grudento e bons solos de guitarra. A faixa já foi lançada como bônus de pré-venda do disco “United Abominations”. Wrecker segue com sede de pauleira e boa performance vocal de Mustaine – é impossível imaginar o Megadeth sem sua voz de pato rouco. A balada Millennium Of The Blind, co-escrita com Marty Friedman, alterna entre momentos limpos e pesados com a maestria de uma digna metallic ballad. O fechamento fica por conta da pesada Deadly Nightshade e da quase épica 13, que tem tudo para ser a favorita de grande parte dos fãs.

Mais uma vez, o Megadeth não decepcionou. Pelo contrário: juntamente de “Endgame”, “TH1RT3EN” é um dos melhores discos da banda desde os clássicos que ficaram pra lá da primeira metade dos anos 1990. Confira sem medo de bater cabeça. Afinal, sempre vale a pena conferir quando há consenso entre minha opinião e a do Jay.

01. Sudden Death
02. Public Enemy No. 1
03. Whose Life (Is It Anyways)
04. We The People
05. Guns, Drugs, & Money
06. Never Dead
07. New World Order
08. Fast Lane
09. Black Swan
10. Wrecker
11. Millennium Of The Blind
12. Deadly Nightshade
13. 13

Dave Mustaine – vocal, guitarra
Chris Broderick – guitarra, backing vocals
David Ellefson – baixo, backing vocals
Shawn Drover – bateria

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by Silver


sábado, 22 de outubro de 2011

Scorpions - Fly to the Rainbow [1974]

Hard Rock é um dos estilos que mais curto e Scorpions é uma das melhores bandas que já vi, ainda mais nos anos 70 quando Uli Jon Roth assumia a guitarra. Sendo assim, aqui está um dos discos mais espetaculares dos anos 70.

O surgimento da banda já deve estar dentro do conhecimento de muitos que apreciam o blog, desde o lançamento do LP Lonesome Crow de 1972 até mais para frente, mas de qualquer jeito vou contar um pouco da história deles partindo de 1972.

Dado o lançamento do primeiro disco, um dos fundadores dos Scorpions, o guitarrista Michael Schenker abandona a banda obrigando-os a procurar um outro guitarrista. Alguns anos depois, os Scorpions se desfizeram e então, Rudolf se juntou a banda de Uli Jon Roth e assim arrumou um jeito de levar Klaus Meine para essa nova banda.

Feita a nova junção, o grupo lança um disco: Fly to the Rainbow. O LP foi lançado em nome dos Scorpions pois o nome já era conhecido por muitos. Já que Meine e Rudolf eram os "líderes" dos Scorpions, o nome da banda poderia ser usado sem nenhum receio e assim, o disco de 1974 é parte da discografia do grupo.

O álbum Fly to the Rainbow é fantástico, ainda mais na parte instrumental, onde temos Jon Roth assumindo a guitarra solo. Aqui temos verdadeiros clássicos que infelizmente não vemos mais nos setlist da banda, mas que foram muito bem tocados no álbum Tokyo Tapes, caso queiram conferir os sucessos dos anos 70 ao vivo. Temos em Fly to the Rainbow a clássica "Speedy's Coming" que é uma pancada na cabeça tanto ao vivo como em estúdio. A faixa-título é outra que impressiona com linhas de guitarra mais do que espetaculares, mostrando o porque de Jon Roth ser considerado o melhor guitarrista da história dos Scorpions (bom, pelo menos eu considero ele o melhor). Outra canção que gosto muito do álbum é "Drifting Sun" que apresenta um hard rock misturado com um som bem clássico.

Fly to the Rainbow é simplesmente um disco indispensável, tanto para quem gosta de Scorpions, de Hard Rock ou de música boa.

Klaus Meine - Vocals
Rudolf Schenker - Guitar
Uli Jon Roth - Guitar, Vocals
Francis Buchholz - Bass
Jurgen Rosenthal - Drums

1. Speedy's Coming
2. They Need A Million
3. Drifting Sun
4. Fly People Fly
5. This Is My Song
6. Far Away
7. Fly to the Rainbow

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Lucas

Van Halen - Fair Warning [1981]


Podem me chamar de herege ou o que for, mas descobri o Van Halen só agora. Obviamente eu ouvia falar (muito bem) da banda, mas acabava que o som não me pegava, digamos assim. O tempo passou, descobri várias coisas novas e diferentes de tudo o que eu estava acostumado a ouvir, e eis que resolvo dar uma nova chance a trupe do fritador Eddie Van Halen.

Me decidi por dar uma conferida em Fair Warning, um disco um pouco ofuscado da discografia deles. Lançado em 1981, foi o que teve menos vendagens de toda a fase Roth. Mas é o Van Halen em seu auge. Qualidada é o que não falta. Por isso, minha reação foi a melhor possível (cheguei a ouvir a pepita por quatro vezes seguidas).

Durante as sessões de gravação do álbum, as tensões entre os membros começaram a aparecer, principalmente entre Diamond Dave e Eddie. O desejo do frontman (e que frontman) era dar ênfase à influência pop, enquanto o guitarrista optava por uma sonoridade mais sombria, fazendo uso de sintetizadores e teclados. Como podemos ver, a vontade do último prevaleceu.


Outro problema eram as altas bebedeiras e o consumo por vezes abusivo de cocaína por parte de Eddie. Mesmo assim, ele se mostra tão bom como sempre foi nas cordas; o punch e o feeling estão intactos. Michael Anthony se supera a cada faixa, mandando linhas de baixo matadoras e incrementando peso à cozinha formada junto com o excepcional Alex Van Halen. Quanto a David, sua performance é perfeita.

A capa é uma obra de William Korelek chamada "O Labirinto" que foi pintada enquanto ele estava sendo tratado de esquizofrenia. Representa sua brutal infância vivida no Canadá durante A Grande Depressão. Curiosamente, o clima do disco é totalmente diferente, com andamentos acelerados: totalmente alto astral, mesmo com o uso por vezes sombrios dos teclados e sintetizadores (coisa que é maximizada na instrumental Sunday Afternoon in the Park).



O sucesso não foi possível por causa da ausência de um hit. O que mais chegou perto disso foi o single "So This Is Love?". No entanto, aqui está mais uma obra-prima do Van Halen que faltava na Combe. Destaques são impossíveis, já que o álbum possui nove faixas totalmente avassaladoras e de uma qualidade inegável. O único defeito é a duração, que não chega aos trinta e dois minutos. Uma pena, realmente, mas nada te impede de apertar play por uma segunda (ou terceira e quarta, como eu fiz) vez, não é?

Ouça no máximo, de preferência direto do vinil (para os privilegiados que têm essa maravilha) ou, então, com os headphones no talo. Foda! Ponto.


David Lee Roth - vocais
Eddie Van Halen - guitarras, sintetizadores, teclados, backing vocals
Alex Van Halen - bateria
Michael Anthony - baixo, backing vocals

01. Mean Street
02. Dirty Movies
03. Sinner's Swing!
04. Hear About It Later
05. Unchained
06. Push Comes to Shove
07. So This Is Love?
08. Sunday Afternoon in the Park
09. One Foot Out of the Door

Por Gabriel

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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Deep Purple – In Rock [1970]


Há males que vem para o bem. Essa interpretação é perfeitamente compreensível no que diz respeito à saída do vocalista Rod Evans e do baixista Nick Samper, que na verdade foram despedidos pelos integrantes remanescentes do Deep Purple após registrarem três discos: “Shades Of Deep Purple”, “The Book Of Taliesyn” e o auto-intitulado. As coisas não iam muito bem para a banda, que estava sem gravadora e sem grana. A mudança na formação afundaria o conjunto ou o levaria ao estrelato. No fim das contas, a segunda opção era inevitável. Mas é uma proeza de poucos arriscar o que tem para ter a visão para essa “jogada”.

Os novos vocalista e baixista eram, respectivamente, Ian Gillan e Roger Glover. A aposta do guitarrista Ritchie Blackmore, do baterista Ian Paice e do tecladista Jon Lord nesses dois novos membros fora realizada justamente para dar mais peso ao som. E isso se reflete perfeitamente no primeiro disco gravado pela formação, “In Rock”.



As diferenças entre o novo álbum e seus antecessores se tornam ainda mais claras quando se compreende que não houve mais liderança na banda, como anteriormente era de Jon Lord. As inserções de Lord chegavam a sobrepor as guitarras do genioso Blackmore, algo inexplicável para aqueles que conhecem a excentricidade e o egocentrismo do guitarrista. De uma banda com um som classicamente sessentista, datado e com doses de psicodelia, o Deep Purple investiu em uma proposta pesada, bem arranjada, técnica e principalmente: alta.

É incrível pensar que o Purple soava tão afiado com menos de um ano de trabalho. A sensação passada durante a audição de “In Rock” é que o quinteto já trabalhava junto há anos, tamanho o entrosamento dos envolvidos. Não apenas pelas composições, que alternavam entre momentos calmos (Living Wreck), épicos (Child In Time), pesados (Bloodsucker) e rápidos (Speed King), como também pela performance: os riffs técnicos e os solos grandiosos de Ritchie Blackmore, o baixo visceral de Roger Glover, as linhas de bateria pra lá de habilidosas de Ian Paice, as camas de órgão Hammond originais de Jon Lord e os vocais invocados de Ian Gillan. Tudo soa perfeito.



O campo era propício para que o Deep Purple despontasse pelo velho continente – e despontou, mas de forma gradativa e relativamente tímida. Apesar do grande sucesso chegar apenas com o clássico “Machine Head”, lançado dois anos após, “In Rock” é responsável por ser um dos embriões do Heavy Metal. Excelente do começo ao fim.

01. Speed King
02. Bloodsucker
03. Child In Time
04. Flight Of The Rat
05. Into The Fire
06. Living Wreck
07. Hard Lovin' Man

Ian Gillan – vocal
Ritchie Blackmore – guitarra
Roger Glover – baixo
Ian Paice – bateria
Jon Lord – órgão

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by Silver