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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Dire Straits - Communiqué [1979]


O talento de Mark Knopfler é incontestável e inegável.

Todos diziam isso, até que, enfim, pude checar por mim mesmo essa suposta genialidade do principal líder criativo de uma das melhores bandas da década de 70 e 80, o Dire Straits. Comecei com o inevitável "Brothers In Arms", e gostei do que ouvi. A partir daí foi vício instantâneo, e o responsável por isso foi "Communiqué", sucessor do auto-intitulado de 1978.

Apesar de ser da mesma época de seu antecessor, "Communiqué" tem mais flertes com o Pop Rock do que qualquer coisa. A pegada mais rock'n'roll do debut fica restrita à primeira metade do full, praticamente. Mas o negócio é que o som é finíssimo e há de agradar a gregos e troianos. Até sua tia vai aprovar o trabalho feito por aqui. Faça um teste.

Há quem cite essa como a melhor fase de toda a história do Dire Straits. Não vou entrar nesse assunto (até porquê não sou nenhum fanático), mas uma coisa tem que ser destacada: o entrosamento é impressionante. Cada membro contribui com o seu melhor, sem deixar espaços para destaques individuais; e é assim que tem que ser.



"Once Upon A Time In The West" é a primeira e tem uma melodia notável. De cara Mark já demonstra que ele foi feito para a guitarra; não há outra explicação. Mas, como eu disse logo acima, destaques individuais são impossíveis. Comprovando essa afirmação há "News", no mesmos moldes da abertura e com um refrão assobiável.

A seguinte é "Where Do You Think You're Going?". Os violões são simplesmente perfeitos. A faixa-título é uma balada com as características de uma boa composição do Straits. "Lady Writer", a mais roqueira, foi o principal hit do álbum. Uma curiosidade sobre ela é que sua letra fala sobre uma escritora chamada Marina Warner, a qual Mark viu num programa de TV.

Mais destaques ficam para todas as canções restantes, com detalhe para a belíssima "Portobello Belle" e a bem trabalhada "Follow Me Home". Enfim, obrigatório!



Mark Knopfler - vocais, guitarra, violões
David Knopfler - guitarra, backing vocals
John Illsley - baixo, backing vocals
Pick Withers - bateria, percussão em "Follow Me Home"

1. Once Upon A Time In The West
2. News
3. Where Do You Think You're Going?
4. Communiqué
5. Lady Writer
6. Angel Of Mercy
7. Portobello Belle
8. Single-Handed Sailor
9. Follow Me Home

Por Gabriel

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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Rush - Fly By Night [1975]


Antes de ser a banda que investia pesado em sintetizadores e teclados, o Rush era apenas uma banda canadense que investia pesado no Classic/Hard, um gênero muito comum (principalmente na época em que se deu a formação do grupo, ainda no final dos anos 60).

Essa primeira formação contava com Jeff Jones (baixo e vocal), o baterista John Rutsey e Alex
Lifeson ocupando o posto de guitarrista. Rapidamente Jones foi substituído por Gary Lee Weinrib, ou Geddy Lee. Veio então o primeiro álbum, batizado simplesmente Rush. O lançamento foi independente, e o resultado pode ser rotulado como "promissor". Isso porque, apesar de ser bom, não há uma identidade definida: ora temos flertes com o Blues, ora com o Classic, ora com o Hard.

Alex Lifeson, John Rutsey e Geddy Lee

Logo no início da tour de promoção, Rutsey pula do barco e entra aquele que atualmente é considerado como um dos melhores baterista de todo o mundo. Estava consolidada a terceira formação, mantida até o presente momento.

Fly By Night foi o início da transição do Classic/Hard ao Rock Progressivo propriamente dito. Inclusive as letras passaram por esse processo, se tornando mais complexas e abordando temas mais profundos e por vezes épicos. O amadurecimento do trio como instrumentistas também é algo notável; cada um contribui com uma competência enorme (afinal, Lifeson pode não ser um dos grandes nomes da guitarra, mas realiza sua função como poucos), e isso resulta em um trabalho igualmente notável.



"Anthem" é uma abertura porrada, onde, logo de cara, Peart se destaca. Alterações de ritmo bem colocadas, cozinha mais que eficiente e guitarra furiosa são os ingredientes desta que é uma das músicas que mais gosto do Rush (e Fly By Night, um de meus discos preferidos deles). "Best I Can" é uma ode ao rock'n'roll, enérgica e curta como deve ser.

Temos, agora, o primeiro flerte com o Progressivo. O épico "By-Tor And The Snow Dog" é dividido em partes (como outras composições do trio) que contam uma história e/ou a representam. Sem entrarmos no aspecto lírico; só o que digo é que essa faixa é perfeita.

A faixa-título é simples, porém muito boa. A otimista Making Memories tem violões ótimos e slides que beiram a perfeição. "Rivendell" é climática e apresenta um Lifeson inspiradíssimo nas doze cordas. "In The End" encerra o disco com a mesma energia com que o mesmo começou.



Naquele mesmo ano viria o subestimado (e, porque não, obscuro) "Caress of Steel", e, em 1976, a obra "2112", que definiria de vez o som do power trio natural do Canadá. No entanto, sem comparações entre uma fase e outra: as duas têm uma qualidade inquestionável e incontestável. Confira sem medo.

Geddy Lee - baixo, vocais
Alex Lifeson - guitarras, violões, violões de 12 cordas
Neil Peart - bateria, percussão

1. Anthem
2. Best I Can
3. Beneath, Between & Behind
4. By-Tor And The Snow Dog
5. Fly By Night
6. Making Memories
7. Rivendell
8. In The End

Por Gabriel

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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Aerosmith – Get Your Wings [1974]


As vendas abaixo esperado do debut exigiam uma postura diferente do Aerosmith para o seu próximo disco. Não são todas as bandas que se tornam sucesso instantâneo e, no caso da trupe de Boston, o êxito comercial funcionou como uma verdadeira “escalada” para a fama.

Gravado de 1973 para 1974, “Get Your Wings” traz a mesma essência do antecessor, no entanto apresenta diferenças primordiais para que a própria banda conseguisse maior repercussão. Logo de cara, nota-se a melhor produção do registro, assinada por Jack Douglas, também responsável por produzir os próximos quatro discos. As composições têm maior identidade e Steven Tyler, finalmente, adotou o estilo de voz que o consagrou como um dos maiores vocalistas do Rock – apesar da nítida ausência de drives.



Musicalmente, a identidade foi encontrada quando se considera a linearidade do registro. Diferente de seu antecessor, “Get Your Wings” não é do tipo de disco que dá tiros para vários lados: o foco é o Hard Rock com pitadas de Blues e de Rock clássico, desde as timbragens dos instrumentos até as progressõs musicais empregadas. Talvez a única exceção à regra seja S.O.S. (Too Bad), por sua batida rápida, mas o estilo não foge das demais apenas pela aceleração.

A repercussão, novamente, não foi grande como se esperava. O disco atingiu uma modesta 70ª colocação nas paradas norte-americanas, entretanto Same Old Song And Dance chegou ao posto de número 54 nos charts gerais de singles. Apesar de sua qualidade diferenciada, “Get Your Wings” é mais reconhecido por ser um “laboratório” para o arrasa-quarteirões “Toys In The Attic”, lançado um ano depois. Os destaques do play vão para a clássica Same Old Song And Dance, o cover Train Kept-A-Rollin', a bela Seasons Of Wither e a divertida Woman Of The World.



01. Same Old Song and Dance
02. Lord of the Thighs
03. Spaced
04. Woman of the World
05. S.O.S. (Too Bad)
06. Train Kept A-Rollin'
07. Seasons of Wither
08. Pandora's Box

Steven Tyler – vocal
Joe Perry – guitarra, backing vocals
Brad Whitford – guitarra
Tom Hamilton – baixo
Joey Kramer – bateria, percussão

Músicos adicionais:
Michael Brecker – saxofone tenor em 1 e 8
Randy Brecker – trompete em 1
Stan Bronstein – saxofone barítono em 1 e 8
Jon Pearson – trombone em 1
Ray Colcord – teclados em 3

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by Silver

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Led Zeppelin - The Song Remains the Same [1976]

Led Zeppelin. Uma das mais renomadas banda que já passaram pelo mundo musical e talvez um nome que até os funkeiros de ônibus devem ter ouvido falar. Por serem uma banda dos anos 70, óbviamente os mais velhos daqui já ouviram tocar em rádios ou qualquer meio de comunicação da época.

Outra coisa que aumenta muito a qualidade da banda é a qualidade de seus músicos, todos incríveis. Na minha opinião, Jimmy Page é o melhor guitarrista ativo. John Bonham é o baterista no qual mais me inspiro e que supera até o aclamado Neil Peart. Robert Plant é dono das maiores vozes já vistar e John Paul Jones domina o espaço quando assume o teclado e o baixo. Com essa formação eles levaram romantismo, música barulhenta, música calma, poesia e alcançaram lugar entre as maiores bandas da época, como Rolling Stones, Aerosmith, entre outros.

O disco que possibilitou fama total ao grupo é o LP duplo denominado Physical Graffiti e após isso vieram os títulos de melhor banda de rock, os reis do Classic Rock com Heavy Metal (não lembro onde ouvi isso, mas já ouvi) entre outros. E assim, lançaram no ano de 1976 o Live duplo chamado The Song Remains The Same que virou trilha sonora do filme que tem esse exato nome, o qual é praticamente o DVD do show dos caras na Madison Square gravado em 1973.

Simplesmente não tenho palavras óbvias pra descrever o som que aparece aqui. Um guitarrista ilustre mandando riffs, solos e jams com muita qualidade, bateria violenta, teclado e baixo dando aquele complemento e o vocal super afinado, agudo e que poucos conseguem fazer igual. No primeiro CD as músicas são mais curtas, já no segundo temos as canções com mais de 10 minutos. Embora tenha ausência de muitos sucessos da época, a banda preparou um setlist impecável o que faz até esquecer dos outros grandes sucessos.

Enfim, não tenho mais o que dizer, aliás, não preciso, só que quem não ouviu, está perdendo o melhor da banda ao vivo.

Robert Plant - vocais
John Paul Jones - teclado e baixo
Jimmy Page - guitarra
John Bonham - bateria

CD1:
01. Rock And Roll
02. Celebration Day
03. The Song Remains the Same
04. Rain Song

CD2:
01. No Quarter
02. Stairway to Heaven
03. Moby Dick
04. Whole Lotta Love

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Lucas

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

The Rolling Stones - Tattoo You [1981]

Houve um momento em que a rixa entre os fãs dos Beatles e dos Rolling Stones não acabava. Mas quando o sonho da volta dos Fab Four se foi, com a morte de John Lennon, em 8 de dezembro de 1980, a coisa mudou.

Os Stones eram a melhor banda de rock do mundo. Não havia como negar. Com quase 20 anos de banda, o grupo lançou “Tattoo You”, em ’81, tendo uma das turnês mais bem sucedidas da história.

Para se ter uma ideia, à época, para concertos em Nova Iorque e Nova Jersey, os integrantes do grupo e os empresários decidiram fazer uma “loteria”. Os ingressos seriam vendidos a quinze dólares e as pessoas teriam de enviar a quantia em dinheiro pelos correios, para assim serem ou não sorteadas para assistir ao megashow.


Só os correios de NY receberam mais de um milhão de correspondências; em Nova Jersey, por hora, chegavam mais de 800 cartas. Ademais, os ‘passaportes’ para os espetáculos deles sempre valiam mais que barras de ouro – o valor sentimental estava embutido, algo que só os Stones conseguem, por vezes.

Pois bem. Dessas vendas de ingressos, no todo, o grupo – quase que uma empresa – faturou cerca de 40 milhões de dólares. A renda bruta foi reforçada com outros 20 milhões de dólares, pelo lucro obtido com broches, bonés, camisas, faixas e, claro, o disco “Tattoo You”.

O Long Play (LP) conquistou Disco de Platina quádruplo nos EUA e o sucesso da tour ganhou registro em película, o “Let’s Spend The Night Together”, dirigido por Hal Ashby.

O álbum foi classificado pela revista estadunidense Rolling Stone como o 34º melhor da década de 1980. No entanto, o disco foi feito de um apanhado que já havia na gaveta dos compositores Mick Jagger, à frente dos vocais, e Keith Richards, nas bases rítmicas das guitarras.

Com um set list variado e bem equilibrado, o CD abre com o riff simples de “Start Me Up”, daqueles que levantam multidões. A música iria entrar no “Black And Blue”, de 1975, e seria um reggae chamado “Never Stop”. Mas a banda optou por dar a pitada Rock n’ Roll que a canção precisava. Virou hino.

Em sequência, temos vários destaques como “Slave”, com uma nuance envolvente – contando ainda com o backing vocal de Pete Townshend, do The Who –, “Little T&A”, com as frustrações amorosas de Richards por só passar uma noite com certas mulheres, e a balada que fecha o álbum muito bem, a “Waiting On a Friend”.

Uma pepita, cozinhada também por Charlie Watts, nas baquetas, Bill Wyman, no baixo, e Ron Wood, nas seis cordas. O reforço foi do já falecido trio de tecladistas Ian Stewart, Nicky Hopkins e Billy Preston, além do saxofonista Sonny Rollins. Stones é isso – e eu prometo pôr uma tatuagem em breve.

1. Start me up
2. Hang fire
3. Slave
4. Little T&A
5. Black limousine
6. Neighbours
7. Worried about you
8. Tops
9. Heaven
10. No use in crying
11. Waiting on a friend

Mick Jagger - vocais
Ketith Richards - guitarras e backing vocals
Ron Wood - guitarras
Bill Wyman - baixo
Charlie Watts - bateria
Pete Townshend - backing vocal em "Slave"
Ian Stewart, Nicky Hopkins, Billy Preston - teclados

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Por Breno Airan Meiden