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sábado, 28 de maio de 2011

Slash's Snakepit - Ain't Life Grand [2000]


Essa semana muitas pessoas no mundo foram surpreendidas com a verdade que veio à tona. Mas enfim, para quem ainda não sabia, o fato é que Slash não existe. Eu, assim como Stan, já tinha essa informação desde os cinco anos, quando minha mãe contou. Mas assim como na lenda de Papai Noel, o que importa é o sentimento, a motivação em preservar a figura histórica do holandês Vünter Slauche e todo seu legado para a humanidade. Portanto, continuem acreditando em Slash, mesmo ele não passando de mera ficção em nossas mentes e corações. Transmitido o recado, vamos ao que realmente interessa que é o som.

Com a dissolução da primeira formação, o Slash’s Snakepit entrou em recesso. Já que dos lados de Axl a coisa não fluiria de qualquer modo, Saul Hudson resolveu formar outro projeto. Assim nasceu o Slash’s Blues Ball. A banda esteve na ativa entre 1996 e 1998, excursionando e tocando sons de gente como B.B. King, Otis Redding e Steppenwolf, além de relembrar os tempos do Guns n’ Roses e algo do debut do Snakepit. Após o fim das atividades do grupo, Slash decidiu continuar trabalhando com o baixista Johnny Griparic. E não havia forma melhor de isso acontecer, senão retomando a carreira anterior.



Mas seria preciso remontar totalmente a banda. A coisa começou a ganhar forma com a chegada do excelente vocalista Rod Jackson. Para completar, a adição de duas figuras conhecidas da cena de Los Angeles, o guitarrista Ryan Roxie e o baterista Matt Laug. Juntos – e com a adição especial de colaboradores do calibre de Jeff Paris – lançaram Ain’t Life Grand, disco que se não circula entre os mais memoráveis da carreira do guitarrista, possui qualidade de sobra para merecer destaque. Mostrando competência absoluta para fazer seu Hard Rock com pegada blueseira, Slash mostra que não está para brinquedo, fazendo sua Les Paul soar como nos bons tempos.

O single “Mean Bone” conseguiu boa execução nas rádios Rock norte-americanas e está presente nos setlists das apresentações solos do guitarrista até hoje. A dobradinha de abertura também costuma aparecer com freqüência. E ainda há outros grandes momentos, como a baladaça “Back To The Moment”, simplesmente uma das melhores dos últimos anos – e não estou exagerando. No lado mais porrada, não tem como deixar de citar “Life’s Sweet Drug” e a acelerada “The Alien”, que encerra o play com adrenalina em alta e um refrão extremamente grudento. “Shine” também foi utilizada promocionalmente e conta com uma base carregada no groove.



A boa repercussão fez com que o Snakepit fosse atração de abertura do AC/DC, que promovia o álbum Stiff Upper Lip na mesma época. Na seqüência, o grupo partiu em uma excursão própria. Ao retornar para o convívio dos irmãos Young, acabaram fazendo apenas mais dois shows antes que Slash sofresse um grave problema cardíaco. O tratamento médico o colocou rapidamente nos eixos novamente e as datas não cumpridas anteriormente foram honradas. Com o Velvet Revolver dando os primeiros passos, o projeto foi encerrado. Até quando? Não sabemos, mas parece que a coisa anda cada vez mais em direção ao para sempre. E viva Vünter Slauche!

Rod Jackson (vocals)
Slash (guitars)
Ryan Roxie (guitars)
Johnny Griparic (bass)
Matt Laug (drums)

01. Been There Lately
02. Just Like Anything
03. Shine
04. Mean Bone
05. Back to the Moment
06. Life's Sweet Drug
07. Serial Killer
08. The Truth
09. Landslide
10. Ain't Life Grand
11. Speed Parade
12. The Alien

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JAY

domingo, 6 de março de 2011

Slash’s Snakepit – It’s Five O’clock Somewhere [1995]


Contar a história da vida de Slash parece um pouco repetitivo em face das diversas resenhas sobre ele disponíveis na Combe. Temos inclusive um Combest do cara postado pelo incansável Silver.

Mas a trajetória do músico, bem exposta em sua autobiografia, tem uma característica especial: são vários altos e baixos e, mesmo nos baixos, a sua marca pessoal sempre faz do trabalho, no mínimo, muito bom.

Quando o Guns explodiu na cena mundial com o primeiro disco, a gravadora passou a pressionar por um segundo Appetite. Dois anos depois, sem material suficiente para um full lenght, eles lançaram Lies, que trazia no Lado A um EP ao vivo gravado antes mesmo de Appetite com um cover do Rose Tattoo e um do Aerosmith (Live?!*@ Like a Suicide) e, no Lado B, composições velhas (You’re Crazy) e novas gravadas “a jato” em formato acústico. O disco é bom, mas não é um full lenght do naipe de Appetite. Parecia que o Guns era mais uma banda de um disco só (alguns acreditam nessa premissa até hoje).


Vários anos depois, em 1991, saem os 4 discos que compõem a saga Use Your Illusion, com composições inéditas, velhas (Civil War já havia sido lançada em trilha de filme) e covers. Sai Izzy, entra Gilby, e a química nunca mais foi a mesma. Quando The Spaghetti Incident viu a luz, parecia que o fundo do poço tinha ultrapassado a altura dos joelhos. Slash, então, sai do Guns.

Duas eram as expectativas: o que será do Guns e o que será de Slash? O Guns, sabemos, caiu no ostracismo com intermináveis promessas de lançamento do tão aguardado Chinese Democracy. Slash, após várias participações em obras de artistas como Michael Jackson e Alice Cooper, tinha ideias de sobra para fazer um full lenght. Seria um disco solo ou ele montaria outra banda?

Montou, então, o Slash’s Snakepit, para o qual recrutou seus parceiros de Guns’n’Roses Matt Sorum (bateria) e Gilby Clarke (guitarras), o baixista Mike Inez (Alice in Chains, Ozzy Osbourne) e Eric Dover (vocais). Os ainda participantes do Guns, Dizzy Reed e Teddy Andreadis, tocam no play com seus respectivos teclados e harmônica.

O disco é simplesmente uma jóia. Na carreira pós Guns, eu somente o comparo com o último “Slash” em termos de qualidade (postado aqui pela Lyn). As composições são da banda, não tendo nenhuma música de autoria exclusiva de Slash. A química funcionou de imediato.

Neither Can I abre o play com maestria. Um blues de raiz como Slash nunca tinha feito antes em sua carreira. Claro que as guitarras sleaze estão lá, mas o clima da música mostra que o que temos na mão é especial. Feeling absurdo.

A seguir, a dobradinha Dime Store Rock e Beggars & Hangers-On fazem do álbum, sozinhas, um clássico absoluto. Aliás, eu diria que Beggars tem o melhor riff de guitarra já composto por Slash. Mas isso é opinião desse humilde motorista. Jizz da Pit é um instrumental inusitado, diferente, mas que não destoa do conjunto.

A primeira impressão que tive, quando o disco foi lançado, é que as composições foram feitas pensando nos vocais de Axl Rose. E, realmente, enquanto rola o som, a todo momento temos a impressão de que aquele timbre falsete aparecerá na gravação. Mas isso não tira os méritos de Eric Dover, que imprime a sua personalidade em todos os sons, mostrando que não existe sombra sobre si.



Este é o disco que o Guns deveria ter feito depois de Use Your Illusion para manter a sua fleuma. Ou, quem sabe, depois de Appetite...

Track List

1. "Neither Can I"
2. "Dime Store Rock"
3. "Beggars & Hangers-On"
4. "Good to Be Alive"
5. "What Do You Want to Be"
6. "Monkey Chow"
7. "Soma City Ward"
8. "Jizz da Pit" (instrumental)
9. "Lower"
10. "Take It Away"
11. "Doin' Fine"
12. "Be the Ball"
13. "I Hate Everybody (But You)"
14. "Back and Forth Again"

Eric Dover (vocais)
Matt Sorum (bateria)
Mike Inez (baixo)
Gilby Clarke (guitarras)
Slash (guitarras)

Participações especiais

Dizzy Reed (teclados)
Teddy Andreadis (harmônica)
Paulinho da Costa (percussão)



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Por Zorreiro