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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Def Leppard - Adrenalize [1992]


Quando se pensava que forças superiores já não tinham dado uma lição no Def Leppard pela amputação do braço e sucessiva recuperação do baterista Rick Allen após um acidente de carro, eis que pregaram mais uma peça nos caras. Infelizmente, dessa vez não houve recuperação.

O guitarrista Steve Clark, que já demonstrava problemas sérios com o alcoolismo, ganhou férias forçadas de seis meses do grupo para tentar se recuperar de vez. Mas teve uma recaída e foi encontrado morto em 8 de janeiro de 1991, ao sofrer uma overdose acidental de codeína, misturada a Valium, morfina e álcool. Clark tinha 30 anos.

"Adrenalize" já estava sendo composto nesse período, portanto pode-se considerar que esse é o último álbum a contar com o toque de Steve, pois composições creditadas a ele foram mantidas. Novamente o Leppard se encontrou em um dilema, mas preferiu seguir com suas atividades com Phil Collen dobrando as guitarras neste disco e procurando um substituto (que seria o ótimo Vivian Campbell). Finalmente, o álbum chegava às prateleiras de todo o mundo em março de 1992.



Apesar do período não ser nada favorável às bandas oitentistas de Hard Rock, foi aí que o Def Leppard provou o que tanto afirmava: que não estava enquadrado nesse gênero. O álbum, simplesmente, atingiu a primeira posição das paradas norte-americanas, britânicas, canadenses, suíças e australianas. Além disso, recebeu multi-platina nos Estados Unidos e no Canadá, totalizou 10 milhões de vendas em todo o mundo e teve seis canções se tornando singles.

Vale lembrar que, para isso, o grupo não precisou modificar sua sonoridade como muitos naqueles tempos tentavam fazer. O som encontrado em "Adrenalize" segue os padrões dos antecessores "Hysteria" e "Pyromania", que é um Hard Rock com um pé no Pop, melodias grudentas, vozes muito bem encaixadas, habilidosas linhas de guitarra e cozinha bem estruturada. O investimento em baladas (cinco das dez entram na classificação) é notável, mas tanto as pauladas quanto as baladas são dotadas de muita qualidade.

Entre os destaques, pode-se citar petardos como o hino "Let's Get Rocked", a divertida "Personal Property" e as baladas "Stand Up (Kick Love Into Motion)" e "Tonight". Excelente pedida para o fim de semana!



01. Let's Get Rocked
02. Heaven Is
03. Make Love Like A Man
04. Tonight
05. White Lightning
06. Stand Up (Kick Love Into Motion)
07. Personal Property
08. Have You Ever Needed Someone So Bad
09. I Wanna Touch U
10. Tear It Down

Joe Elliott - vocal
Phil Collen - guitarra, violão, backing vocals
Rick Savage - baixo, violão em 4, backing vocals
Rick Allen - bateria

Músicos adicionais:
Phil "Crash" Nicholas - teclados em 6
The Sideways Mob - backing vocals

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by Silver

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Def Leppard - Pyromania [1983]

O divisor de águas da carreira do Def Leppard e a explosão do grupo junto ao púbico e crítica. Através desse disco e a participação fundamental do produtor Robert John "Mutt" Lange (conhecido pelo seu trabalho do Ac/DC), o grupo começou a abandonar seu passado ligado com a NWOBHM, passa a "americanizar" o som, e abraça melodias mais acessíveis e populares, mas sem deixar de lado a rifferama de seus dois primeiros discos.

Sim, aqui temos a mistura perfeita entre os riffs encantadores do metal, com toda a acessibilidade do hard americano da época, desde de suas melodias acessíveis e vocalizações perfeitas nos seus refrães. E conforme dito acima, "Mutt" Lange foi um dos grandes responsáveis pelo trabalho memorável dos ingleses aqui apresentado, desde a inserção dos teclados de Booker T. Boffin e os efeitos eletrônicos com os sintetizadores de John Kongos, com o objetivo de tornar o som acessível para aquele momento. Mas nem tudo foram flores, como de se esperar do Leppard. E aqui o problema se deu com a saída de Pete Willis durante as gravações, devido a problemas com alcoolismo, que culminou na entrada de Phil Collen em seu lugar.


E sem falar na qualidade das canções aqui apresentadas, em que todas as músicas tinham potencial o suficiente para sem hits, com uma qualidade ímpar e apelo popular inegável, mesmo em momentos em que era inserido mais peso. E tudo isso acabou por cooperar com o sucesso do disco, que vendeu mais de 10 milhões de cópias e os jogou diretamente ao 2º lugar das paradas americanas e ao 18º lugar no charts britânicos. O sucesso foi tanto que o sucesso "Beat It" do ainda mais popular Michael Jackson foi batido facilmente pelo clipe de "Photograph", que se tornou o mais pedido na programação americana da época.


E como já diria um conhecido narrador esportivo, "haja coração amigo!". Sim, pois o desfile de hinos e clássicos que vem à frente é simplesmente arrasador. Não existe uma única canção que não tenha a capacidade de lhe envolver. Aqui, a cada canção o nível de empolgação aumentará e fará com que você se encante com que é apresentado. Logo de prima em "Rock! Rock! (Till You Drop)" dá uma amostra do que seria se o AC/DC se tivesse abraçado o hard americano, devido à energia que emana dessa faixa, com uma pegada sensacional e riffs marcantes, daqueles que fazem o coração de qualquer roqueiro bater mais forte.



E tudo isso não fica apenas na faixa inicial. Após temos o hino "Photograph", esse com cara bem de tudo que foi feita no hard dos anos 80, desde seus riffs envolventes, vocalizações perfeitas e melodia marcante, e que foi o maior sucesso desse disco. "Stagefright" é a música que mais se aproxima do heavy, mas ainda assim muito acessível e um refrão arrebatador, em que a velocidade aumenta vertiginosamente comparada a canções anteriores. A balada “Too Late For Love" é bem trabalhada, e com a qual comprovamos a qualidade de tudo o que foi apresentado até aqui.

E até o fim do disco, não temos nenhum momento ruim. Um outro belo exemplo disso é na enganadora "Foolin'", que em alguns momentos parece que irá se tornar uma balada, mas que é um outro hard vigoroso, como apresentado até este momento, em que mais uma vez as vocalizações são muito bem trabalhadas. E por mais que você escute tudo, o final sempre será o mesmo, você estará empolgado com tudo apresentado até aqui. Nem vou mais falar das outras canções, pois apenas repetirei tudo o que foi dito até aqui: guitarras duplas fazendo riffs simples e grudentos, o baixo de Savage acompanhando a bateria compassada de Allen de maneira precisa e um Joe Elliot que está inspiradíssimo nos vocais, e um belo trabalho vocal de todo grupo.

Sim, um disco que assim como o seu sucessor "Hysteria" (postado por mim anteriormente nesse link), merece um lugar de absoluto destaque em sua discografia. Um registro único em que esses ingleses fazem um trabalho matador e digno de aplausos. Se for para dar uma nota de 0 a 10, pode ter certeza que esse merece nota 11, e com louvor!




1.Rock! Rock! (Till You Drop)
2.Photograph
3.Stagefright
4.Too Late for Love
5.Die Hard the Hunter
6.Foolin'
7.Rock of Ages
8.Comin' Under Fire
9.Action! Not Words
10.Billy's Got a Gun

Joe Elliott - Vocais
Steve Clark – Guitarras
Phil Collen – Guitarras
Rick Savage – Baixo
Rick Allen – Bateria
Pete Willis – Guitarras

Músicos Adicionais:
The Leppardettes – Backing Vocals
John Kongos – Sintetizadores
Booker T. Boffin – Teclados

By Weschap Coverdale

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Def Leppard - Euphoria [1999]


A metade da década de 1990 foi muito difícil para o Def Leppard. O álbum Slang, cheio de referências estranhas ao que a banda vinha fazendo em seus multiplatinados trabalhos recentes, causou certo afastamento da base de fãs. As vendas ficaram em torno de dois milhões de cópias. O que hoje seria um sucesso estrondoso foi um fracasso para a época, especialmente considerando que os discos anteriores chegaram a marcas, no mínimo, cinco vezes maior – se compararmos com o megaclássico Hysteria, chega a ser constrangedor. Nessa época o quinteto tocou no Brasil pela primeira e, até hoje, única vez. O show do Rio de Janeiro contou com o ridículo público de 250 pessoas.

Era hora de voltar a fazer aquilo que sempre soube de melhor. Para isso, o grupo contou com a ajuda do seu velho mentor musical, John ‘Mutt’ Lange, que não chegou a produzir o álbum inteiro, mas deu uma bela força a seus amigos desde o processo de composição, participando ativamente da autoria de três faixas, além de gravar alguns backing vocals. Pete Woodrofe completou o trabalho. Apesar de não possuir a mesma força de seus momentos mais gloriosos, Euphoria resgata o bom e velho Hard Rock melódico com riffs e refrões pegajosos, fórmula que colocou o leopardo surdo entre as maiores bandas de sua geração.



Para mostrar que não estava de brincadeira, a banda abre o álbum com “Demolition Man”, som agitado e com as guitarras em evidência. Falando nas seis cordas, a curiosidade fica para o solo final da música, executado por ninguém menos que o ex-campeão mundial de Fórmula 1, Damon Hill. Na seqüência, o grande hit do disco, a ótima “Promises”. Com seu riff que lembra demais o de “Top of the World”, do Van Halen, é daquelas canções que simbolizam o Def Leppard, com os coros melódicos, um refrão viciante e o solo matador de Phil Collen. Ainda entre as pesadas, destaque para a maravilhosa “Paper Sun” (o que Phil e Vivian Campbell fazem nessa aqui é fora de série) e a esperançosa “Kings of Oblivion”, que fecha com chave-de-ouro.

Mas é claro que não poderia ser um play da banda de Joe Elliott sem as baladas. A mais conhecida é “Goodbye”, com uma letra capaz de emocionar até quem possui um coração de pedra. É inevitável ouvi-la e não lembrar alguém que já se foi, fisicamente ou não. “It’s Only Love” tem um formato simples e é a mais Pop com sobras. A melancólica “To Be Alive” fecha a trinca das lentas com classe. A mid-tempo “Guilty” é uma espécie de irmã mais nova de “Hysteria”, fazendo com que o ouvinte seja transportado para a era de maior sucesso comercial do grupo.



Euphoria vendeu cem mil cópias nos Estados Unidos apenas na semana de lançamento, atingindo a décima-primeira posição na parada da Billboard. Da mesma forma, “Promises” foi o single mais executado nas paradas Rock tanto da terra do Tio Sam quanto do Reino Unido. Além desses dois territórios, o álbum atingiu disco de ouro também no Japão e no Canadá.

Joe Elliott (vocals)
Phil Collen (guitars)
Vivian Campbell (guitars)
Rick Savage (bass)
Rick Allen (drums)

01. Demolition Man
02. Promises
03. Back in Your Face
04. Goodbye
05. All Night
06. Paper Sun
07. It’s Only Love
08. 21st Century Sha-La-La-La Girl
09. To Be Alive
10. Disintegrate
11. Guilty
12. Day After Day
13. Kings of Oblivion

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JAY

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Def Leppard - Hysteria [1987]


Existem discos que são divisores de água na carreira de alguns grupos, e que mudam totalmente a sua sonoridade e reinventa tudo o que havia sido feito anteriormente pela banda. O que normalmente ocorre após estes discos é que o feito não é repetido, gerando registros de qualidade inferior, ou mesmo daí para frente não tendo mais nenhum sucessor a altura. Mas como toda regra tem a sua exceção, podemos colocar o Def Leppard nesta categoria, com o espetacular Hysteria.

E a história para gravação desse disco é algo digno de roteiro de filme Hollywoodiano. Após começarem a carreira participando da NWOBHM (New Wave of British Heavy Metal), em 1983 conheceram o sucesso com o magnífico Pyromania, com hinos do calibre de "Photograph" (que chegou com seu clipe a desbancar o clássico "Beat It", que nem preciso falar de quem é, sendo o clipe mais pedido na época), "Foolin", "Rock of Ages" entre outros, se tornando uma das bandas mais populares do mundo. Após este petardo, no ano seguinte estava sendo programado o início das gravações do sucessor, mas uma tragédia interferiria esta programação. No dia 31 de dezembro de 1984, o baterista Rick Allen perdeu o seu braço esquerdo, após um acidente em uma estrada com seu Corvette, ao bater contra uma parede de pedra, devido não suportar ter sido ultrapassado por um Alfa Romeo. Isso seria apenas o suficiente para que Allen fosse despedido e que fossem atrás de um novo baterista, ou que a banda acabasse.

Mas a união da banda neste momento prevaleceu, Allen após uma lenta recuperação, desenhou uma bateria com a qual ele tocava com os pés e apenas um braço só e voltou aos palcos em 1986, durante o festival Donington Monsters of Rock, mostrando que havia dado a volta por cima, e fez com que a banda fosse para o estúdio com a produção de Robert "Mutt" Lange, que tinha como conceito fazer um Thriller versão rock, onde cada música tivesse o potencial de ser tornar um single.


Iniciando o disco, temos "Women" com sua levada mais cadenciada e que foi o primeiro single nos E.U.A, com o objetivo de se aproximar de seu público da fase inicial, mas que não deu muito certo, pois foi a música do disco que atingiu a posição mais baixa nas paradas com um modesto 80º lugar nas paradas, mas se mostrando um hard vigoroso. "Rocket" com seu lado mais experimental, investindo nas vocalizações do grupo e ritmo ainda cadenciado, como se fosse um esquenta para a seleção de sucessos que viriam daí para frente.

E o primeiro grande petardo do disco vem na clássica, animadíssima e selvagem "Animal", com sua levada festiva, refrães impecáveis e melodia memorável, daquelas que grudam na cabeça e ficam martelando durante dias, mostrando a inspiração nas composições e produção do disco, deixando ainda mais empolgado com a seqüência que vem a seguir. A baladaça "Love Bites", se tornaria um dos grandes clássicos do grupo e uma das maiores power ballads da história do rock , onde a banda acerta mais uma vez nas vocalizações e refrães e conquista o ouvinte, mostrando que se o objetivo era criar hits, foram bem sucedidos no mesmo.

"Pour Some Sugar on Me" vem com uma pegada mais sensual, tanto que se tornou uma música que foi muito executada em boates na época, com sua letra picante e ritmo cativante, em um hard extremamente melódico e grudento, que gruda e não sai da cabeça durante dias, e refrão que pode ser facilmente cantado a plenos pulmões, sendo mais um clássico apresentado por estes grandes britânicos, fazendo que a cada minuto este disco se torne memorável. "Armageddon It" continua com o astral lá em cima e continua com o nível altíssimo nível do disco, com solos legais, sendo capaz de levantar até defunto com o nível de alegria apresentado até aqui.


"Don't Shoot Shotgun" e "Run Riot" continuam com o clima festivo do disco e mostram em que nenhum momento houve enchimento de lingüiça, e que tudo aqui era bom e realmente memorável como era a proposta a inicial do disco. "Hysteria" e "Love and Affection" encerram este disco com chave de ouro, sendo mais duas baladas melódicas e marcantes, com o padrão Def Leppard, que é uma das bandas dentro do hard especialistas nesse quesito, e que deixam a vontade de voltar e ouvir tudo novamente.

Então se você ainda não conhece (o que acho improvável), essa é uma ótima pedida para se amarrar no som dessa grande banda. Se você ouviu e não gostou anteriormente, dê uma nova chance com a mente aberta e se lamente o tempo perdido. Disco obrigatório na coleção de qualquer um que se julgue amante do bom e velho rock n' roll.


1.Women
2.Rocket
3.Animal
4.Love Bites
5.Pour Some Sugar on Me
6.Armageddon It
7.Gods of War
8.Don't Shoot Shotgun
9.Run Riot
10.Hysteria
11.Excitable
12. Love and Affection

Joe Elliot - Vocais
Phil Collen - Guitarra
Steve Clark - Guitarra
Rick Savage - Baixo
Rick Allen – Bateria

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By Weschap Coverdale

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Def Leppard - Acoustic In Singapore [1996]


Gravado em outubro de 1995, em um país inusitado [Cingapura não é um dos lugares mais clássicos para shows de rock], "Acoustic In Singapore" foi lançado como um disco bônus de "Slang" e tapeia a fome de quem espera até hoje por um disco ao vivo dos britânicos sensacionais do Def Leppard. Podemos resumir esse acústico como "fiel" pois, apesar de estar no maior estilo desplugado, não desvirtuou as músicas e nem fez modificações drásticas nas mesmas.

Apesar da banda não estar passando por uma boa fase no que tange à vida pessoal dos músicos [Phil Collen se divorciou, Joe Elliot havia sido acusado de assalto, Rick Savage estava lutando contra a paralisia facial e seu pai havia falecido, Rick Allen havia sido acusado de violência contra usa esposa], os caras não decepcionam em nenhum momento. "Acoustic In Singapore" conta com 6 clássicos imponentes da carreira da banda, sendo que praticamente todas as canções foram hit singles e atingiram altas posições nas paradas em suas respectivas épocas de lançamento. Além de contar com as belíssimas baladas "When Love And Hate Collide", "From The Inside" e "Two Steps Behind", essa gravação também conta com uma descontraída versão de um dos maiores clássicos do Def Leppard, "Pour Some Sugar On Me", a selvagem "Animal" e a grudenta "Armageddon It".

Repertório bem-escolhido, músicos habilidosos e qualificados, versões bem-feitas, banda de renome no hard rock... não hesite e confira!

01. Armageddon It
02. Two Steps Behind
03. From The Inside
04. Animal
05. When Love And Hate Collide
06. Pour Some Sugar On Me

Joe Elliot - vocal, violão adicional
Phil Collen - violão, backing-vocals
Vivian Campbell - violão, backing-vocals
Rick Savage - baixolão, backing-vocals
Rick Allen - bateria, percussão

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by Silver