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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Sleeze Beez - Powertool [1992]



Alguns meses atrás eu postei um disco do Sleeze Beez, em que eles acertaram a mão com a entrada de Andrew Elt assumindo os vocais do grupo, onde seu vocal rasgado e poderoso deu um novo ânimo para que o grupo pudesse continuar e que tivessem mais visibilidade. E isso funcionou, pois temos o bom "Screwed, Blue & Tattoed", que com certeza é um disco que agradará quem gosta de um bom hard farofa.

Mas o grupo ainda não tinha atingido seu ápice. Isso viria a acontecer dois anos depois, com a gravação do sucessor, o excelente "Powertool". Aqui seria onde o grupo atingiria o máximo de sua performance em todos os sentidos. Uma dupla de guitarristas inspiradíssimos, cozinha pesada e um Andrew Elt que canta de maneira assombrosa, mostrando uma visível evolução de seu debut, e que estava em casa naquele momento. Se no outro registro vemos uma banda que exala raça, aqui eles aliam isso com a experiência que adquiriram, com canções que não fariam feio se tivessem sido feitas em solo americano. Se pudermos citar uma influência, posso dizer que aqui eles se inspiraram no "Pyromania" do Leppard, porém com mais peso.



E logo de início vemos um grupo louco para levar tudo abaixo, com canções aceleradas e cheias de distorção, para fã de hard nenhum botar defeito. "Raise A Little Hell" começa com uma rifferama ensandecida, o que se mantém do início ao fim da canção e que arrancará um sorriso de orelha a orelha de quem é chegado em música carregada de distorção. Após essa avalanche sonora, "Watch That Video" chega e evoca o espírito festeiro do hard americano, que naquele momento já estava perdendo sua força, com refrães grudentos como chiclete. "Dance" vai te remeter ao melhor espírito Aerosmith, com seu jeitão sacana e contagioso, o que sabemos que é muito bom.

A quase punk "Like a Dog" é o momento mais cheio de testosterona desse registro, sendo uma música não muito recomendada para dirigir, pois o seu pé irá ao fundo do acelerador neste momento. Após esse momento acelerado, temos um dos pontos altos desse, a belíssima balada "I Don't Wanna Live Without", uma power ballad carregada de açúcar, desde seus belos violões no início da canção até a arrebatadora performance de Elt, que rouba a cena nesta. Mas logo tudo volta a como estava antes em "Head To Toe" com seu início em coro, que logo te fará lembrar do Leppard novamente em suas fases mais inspiradas.



E tome mais porrada em "Put Your Money Where Your Mouth Is", mais uma vez com uma baita injeção de testosterona, em que a banda desce o braço com gosto. E mais uma vez tudo é acalmado, dessa vez com a semi-balada "Bring Out The Rebel", em que eles capricham nos refrães grudentos em coro e guitarras que mais uma vez te farão lembrar o Leppard, no melhor estilo Steve Clark. E até o final tudo volta a ser acelerado, em "Fuel For The Fire", na barulhenta e rápida "What's That Smell?", com a dupla Jaarsveld e Spall colocando fogo para tudo quanto é lado. "Pray For A Miracle" começa como quem não quer nada, com guitarras limpas apenas para enganar para se transformar em outro hard acelerado para encerrar da mesma maneira que começou, com bastante barulho e energia.

Conforme já citado nesse texto, quem gosta do grande "Pyromania", tem tudo para gostar desse registro, pois é inegável como este foi influenciado por esse clássico. Hard cheio de distorção, para hard rocker algum botar defeito!


Esse é pra quem tem dúvida da capacidade vocal do Elt! Canta muito!


1.Appetizer
2.Raise a Little Hell
3.Watch That Video
4.Dance
5.Like a Dog
6.I Don't Want to Live Without You
7.Head to Toe
8.Put Your Money Where Your Mouth Is
9.Bring Out the Rebel
10.Fuel for the Fire
11.What's That Smell?
12.Pray for a Miracle

Andrew Elt - Vocais, Guitarras
Chriz Van Jaarsveld - Guitarras, Backing Vocals
Don Van Spall - Guitarras, Backing Vocals
Ed Jongsma - Baixo, Backing Vocals
Jan Koster - Bateria, Backing Vocals




By Weschap Coverdale

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Sleeze Beez - Screwed, Blued & Tattooed [1990]


Hoje definitivamente tirei o dia para escutar bandas que são desconhecidas do grande público. E nessa busca acabei por redescobrir um dos melhores discos de hard que já escutei em minha vida e que com certeza se tornará um de seus prediletos, da banda holandesa Sleeze Beez. Formada por Jan Koster e Chriz van Jaarsveld antes mesmo de ter uma banda ou alguma composição, conseguiram convencer uma gravadora a assinar contrato, sendo que seu primeiro disco, "Looks Like Hell" foi lançado em 1987, com a banda sendo completada por Tiger (voz), Don Van Spall (guitarras) e Ed Jongsma (baixo).

Mas no disco seguinte e após a saída de Tiger e com Andrew Elt o substituindo, que a banda lançou o disco que alcançaria mais sucesso no mercado americano, atingindo o 115º lugar na Billboard, um grande feito para uma banda holandesa e que não era conhecida anteriormente. E facilmente pode se afirmar que este é um dos grandes discos lançados naquela época, onde as guitarras gritam bem alto e temos uma mistura entre Def Leppard, AC/DC e uma porção bem servida de farofa.

Abrindo os trabalhos temos a acelerada "Rock In The Western World", onde as guitarras já aparecem com grande destaque e a banda faz um trabalho redondinho e o vocal de Elt se destaca, o que seria redundante até o final da bolacha. "House Is On Fire" tem um quê de AC/DC, principalmente em sua introdução, mas com uma pegada sensacional, e que continua até o final da canção, empolgando para o que vem mais adiante. A paulada "Screwed Blue N' Tattooed" tem um excelente trabalho da dupla Jaarsveld/Spall em solos e riffs matadores e cativantes.


A farofeira "Stranger Than Paradise" é um dos grandes momentos desse disco, desde seu início climático, que se transforma em um típico hard 80's feito pelas bandas americanas na época e que cativa desde sua primeira audição, com refrães pegajosos, guitarras cheias de distorção e melodia marcante. "Damned If We Do Damned If We Don't" continua na mesma linha da música anterior e levanta até defunto devido a animação que a mesma contém. "Heroes Die Young" é mais cadenciada que as canções anteriores, mas ainda carregada de distorção e não fugindo do que foi feito até aqui.

"This Time" é a balada deste disco, e que quebra bastante a velocidade anteriormente mostrada, mas que tem um refrão grudento e um belo solo de guitarra em sua parte final. "When The Brains Go To The Balls" é o momento que mais se aproxima da sonoridade do AC/DC, desde seu vocal rasgado até os clássicos riffs de guitarra à lá Angus Young, ainda que um pouco mais rápido que as músicas da célebre banda australiana. "Don't Talk About Roses" continua na rifferama apresentada anteriormente, mas orientada para o hard americano novamente e é uma excelente música. Finalizando este disco temos a festeira "Girls Girls, Nasty Nasty" e que dá a certeza de que ouvimos um excelente registro.

Se você ainda não conhece a banda é uma excelente oportunidade para conhecer uma baita banda legal através de um grande disco, e de se divertir um pouco neste fim de feriadão prolongado.


01.Rock In The Western World
02.House Is On Fire
03.Screwed Blue'N Tattooed
04.Stranger Than Paradise
05.Damned If We Do, Damned If We Don't
06.Heroes Die Young
07.This Time
08.When The Brains Go To The Balls
09.Don't Talk About Roses
10.Girls Girls, Nasty Nasty


Andrew Elt - Vocais, Guitarras
Chriz Van Jaarsveld - Guitarras, Backing Vocals
Don Van Spall - Guitarras, Backing Vocals
Ed Jongsma - Baixo, Backing Vocals
Jan Koster - Bateria, Backing Vocals

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By Weschap Coverdale