Pages

Lembre-se

Comentar em alguma postagem não irá lhe custar mais do que alguns segundos. Não seja um sanguessuga - COMENTE nas postagens que apreciar!

Os links para download estão nos comentários de cada postagem.

Acesse: www.vandohalen.com.br
Mostrando postagens com marcador The Rolling Stones. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador The Rolling Stones. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

The Rolling Stones - Tattoo You [1981]

Houve um momento em que a rixa entre os fãs dos Beatles e dos Rolling Stones não acabava. Mas quando o sonho da volta dos Fab Four se foi, com a morte de John Lennon, em 8 de dezembro de 1980, a coisa mudou.

Os Stones eram a melhor banda de rock do mundo. Não havia como negar. Com quase 20 anos de banda, o grupo lançou “Tattoo You”, em ’81, tendo uma das turnês mais bem sucedidas da história.

Para se ter uma ideia, à época, para concertos em Nova Iorque e Nova Jersey, os integrantes do grupo e os empresários decidiram fazer uma “loteria”. Os ingressos seriam vendidos a quinze dólares e as pessoas teriam de enviar a quantia em dinheiro pelos correios, para assim serem ou não sorteadas para assistir ao megashow.


Só os correios de NY receberam mais de um milhão de correspondências; em Nova Jersey, por hora, chegavam mais de 800 cartas. Ademais, os ‘passaportes’ para os espetáculos deles sempre valiam mais que barras de ouro – o valor sentimental estava embutido, algo que só os Stones conseguem, por vezes.

Pois bem. Dessas vendas de ingressos, no todo, o grupo – quase que uma empresa – faturou cerca de 40 milhões de dólares. A renda bruta foi reforçada com outros 20 milhões de dólares, pelo lucro obtido com broches, bonés, camisas, faixas e, claro, o disco “Tattoo You”.

O Long Play (LP) conquistou Disco de Platina quádruplo nos EUA e o sucesso da tour ganhou registro em película, o “Let’s Spend The Night Together”, dirigido por Hal Ashby.

O álbum foi classificado pela revista estadunidense Rolling Stone como o 34º melhor da década de 1980. No entanto, o disco foi feito de um apanhado que já havia na gaveta dos compositores Mick Jagger, à frente dos vocais, e Keith Richards, nas bases rítmicas das guitarras.

Com um set list variado e bem equilibrado, o CD abre com o riff simples de “Start Me Up”, daqueles que levantam multidões. A música iria entrar no “Black And Blue”, de 1975, e seria um reggae chamado “Never Stop”. Mas a banda optou por dar a pitada Rock n’ Roll que a canção precisava. Virou hino.

Em sequência, temos vários destaques como “Slave”, com uma nuance envolvente – contando ainda com o backing vocal de Pete Townshend, do The Who –, “Little T&A”, com as frustrações amorosas de Richards por só passar uma noite com certas mulheres, e a balada que fecha o álbum muito bem, a “Waiting On a Friend”.

Uma pepita, cozinhada também por Charlie Watts, nas baquetas, Bill Wyman, no baixo, e Ron Wood, nas seis cordas. O reforço foi do já falecido trio de tecladistas Ian Stewart, Nicky Hopkins e Billy Preston, além do saxofonista Sonny Rollins. Stones é isso – e eu prometo pôr uma tatuagem em breve.

1. Start me up
2. Hang fire
3. Slave
4. Little T&A
5. Black limousine
6. Neighbours
7. Worried about you
8. Tops
9. Heaven
10. No use in crying
11. Waiting on a friend

Mick Jagger - vocais
Ketith Richards - guitarras e backing vocals
Ron Wood - guitarras
Bill Wyman - baixo
Charlie Watts - bateria
Pete Townshend - backing vocal em "Slave"
Ian Stewart, Nicky Hopkins, Billy Preston - teclados

(Link nos comentários / link on the comments)

Por Breno Airan Meiden

domingo, 23 de outubro de 2011

The Rolling Stones – Beggars Banquet + single [1968]


Já no topo do mundo em 1968, os Rolling Stones praticamente não tinham concorrentes naquele final de década. Os Beatles não faziam mais shows, o Cream amargava o fim, Hendrix não os batia em popularidade, e a turma do metal inglês ainda estava na fase embrionária.

Depois do não tão bem sucedido Their Satanic Majesties Request, que foi uma tentativa frustrada de embarcar na psicodelia da época, a turma de Jaggers e Richards, então com sua formação original, resolveu voltar às raízes. Este pode ser considerado o último disco de estúdio com a participação de Brian Jones.

Como está escrito no site oficial da banda:

“1968 was the year that flower power turned nasty. The previously peaceful 'counter culture' ran out of control. Students started rioting in the streets of Paris and the joy of youthful self-realisation turned to anger and aggression. Everywhere, the ceremony of innocence was drowned.”

Francamente, este é o meu preferido da fase Brian Jones. O single promocional trouxe nada mais, nada menos, que a fantástica Jumping Jack Flash, que, segundo a biografia de Richards, foi inspirada no jardineiro da sua casa que aparecia e sumia da janela enquanto ele e Jagger riam totalmente chapados.



O disco, sétimo de estúdio da banda, foi lançado em 6 de dezembro de 1968. A capa original do play, fotografada na mansão Sarum Chase, foi considerada forte demais pela gravadora, e substituída pela famosa foto do banheiro grafitado.

Após o lançamento do disco, para divulgar as músicas, os Stones gravaram o famoso especial Rock ‘n’ Roll Circus, com a presença de John Lennon, Eric Clapton, Mitch Mitchel, Taj Mahal e um Jethro Tull com Tony Iommi nas guitarras. A performance de Simpathy for the Devil, abertura do play, é arrasadora e chocou muito na época.



No Expectations é fantástica, trazendo um lirismo típico da dupla Jagger/Richards. Esse disco, saliente-se, é um dos que contém mais números acústicos da carreira da banda. Parachute Woman é blues, assim como Stray Cat Blues, relembrando que foi esse o nicho no qual os Stones começaram.

Street Fighting Man fez grande sucesso, alcançando o Top 100 da Billboard. Na época isso significava alguma coisa.

Mas o final é simplesmente de chorar: The Salt Of The Earth. Letra inspirada e levada de violão com melodia fantástica, foi a escolhida pela banda para cantar com Axl Rose e Izzy Stradlin quando estes se juntaram aos Stones no palco, na turnê em que o Guns fez a abertura em 89.



Tem que conhecer, tem que ter.

Porque clássico é assim.

Track List

1. Simpathy For The Devil
2. No Expectations
3. Dear Doctor
4. Parachute Woman
5. Jigsaw Puzzle
6. Street Fighting Man
7. Prodigal Son
8. Stray Cat Blues
9. Factory Girl
10. Salt Of The Earth



Single

1. Jumping Jack Flash
2. Child Of The Moon

Keith Richards (vocais, guitarra, violão)
Mick Jagger (vocais)
Brian Jones (guitarras, cítara, mellotron, harmonica)
Bill Wyman (baixo)
Charlie Watts (bateria)

Link nos comentários
Link on the comments

Por ZOrreiro

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

The Rolling Stones - Exile On Main St. [1972]



Os anos 70 foram, indiscutivelmente, uma década mágica para a música, em vários sentidos. De um lado, o Punk Rock começava a ser criado por bandas como New York Dolls e Stooges, e do outro o Rock Progressivo e o Classic Rock estavam cada vez mais se inovando e se reinventando. E os Rolling Stones começaram a década com força total.

Sticky Fingers, um dos álbuns mais famosos de todos os tempos, foi a estreia do próprio selo de Jagger e companhia, o Rolling Stones Records. A capa idealizada por Andy Warhol é uma das imagens mais emblemáticas da história. Houve também a entrada de Mick Taylor como substituto do finado Brian Jones, morto em 1969.

Apesar de Sticky Fingers ser um clássico incontestável, aquele que é considerado por muitos como o ápice da banda só veio a luz do dia em 1972. As gravações de Exile On Main St., o décimo álbum de estúdio dos Stones, remontam seu chamado exílio no sul da França, numa casa na chamada Villa Nelcotte, que seria um completo paraíso, se não tivesse sido utilizada pela Gestapo como quartel-general durante a Segunda Guerra Mundial.

Há muitas histórias a respeito do que aconteceu no período em que a banda (e mais alguns amigos) permaneceu por lá gravando Exile. Supostamente haviam suásticas pintadas nas entradas de ar da majestosa morada de dezesseis quartos. As sessões aconteceram à noite num porão, e pouco antes da conclusão do trabalho Keith passou por uma desintoxicação. Não é necessário dizer que as drogas fizeram parte do cotidiano por lá.

Mas, independente disso, o resultado foi magnífico. Exile On Main St. trazia uma receita tão variada e consistente que fica difícil contestar a admiração que muitos têm por esse disco. E a abertura com "Rocks Off" mostra o tamanho entrosamento do quinteto. Além do riff simplório e empolgante, o destaque também vai para os instrumentos de sopro e o piano (cortesia de Nicky Hopkins).



"Rip This Joint" tem essência na simplicidade e já começa totalmente direta e frenética. Os vocais de Jagger são coisa de outro mundo aqui, e o slide tocado por Taylor dá uma atmosfera totalmente Blues a faixa. "Shake Your Hips" é um cover de uma canção de Slim Harpo e possui um main riff que lembra vagamente "La Grange" do grande ZZ Top, que seria lançada um ano depois em Tres Hombres.

"Tumbling Dice" é um clássico instantâneo e tornou-se um número quase obrigatório em diversos shows da banda. A influência do Gospel aparece com força aqui. "Sweet Virginia" abre o lado dois, que prima pelas composições fortemente influenciadas pelo Country, com direito à gaitas e tudo o mais. A belíssima "Torn and Frayed" também merece nota por ser uma das minhas preferidas.

"Happy" é um Blues Rock que me lembra Garage Rock de algum modo. "Turd On The Run" tem a inspiração transbordante de sempre da dupla Jagger e Richards, e "Ventilator Blues" possui um andamento incomum, porém fantástico. A balada "Let It Loose" abre alas para as composições finais do disco, começando pela nervosa "All Down The Line", com riff novamente simples e espetacular. "Stop Breaking Down" tem cara de jam, e "Shine A Light" assume a faceta Gospel quase totalmente. Fechando de vez, temos a excepcional "Soul Survivor".



Obra-prima. Ponto.


Mick Jagger - vocais
Keith Richard - guitarras, backing vocals
Charlie Watts - bateria
Mick Taylor - guitarras
Bill Wyman - baixo

01. Rocks Off
02. Rip This Joint
03. Shake Your Hips
04. Casino Boogie
05. Tumbling Dice
06. Sweet Virginia
07. Torn and Frayed
08. Sweet Black Angel
09. Loving Cup
10. Happy
11. Turd On The Run
12. Ventilator Blues
13. I Just Want To See His Face
14. Let It Loose
15. All Down The Line
16. Stop Breaking Down
17. Shine A Light
18. Soul Survivor

Por Gabriel

Link nos comentários!
Link on the comments!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

The Rolling Stones – Let’s Spend The Night Together [1981]


Em 1981 os Rolling Stones davam a prova definitiva de porque eram – e ainda são – a maior banda de Rock do mundo. Lançaram o clássico “Tattoo You”, alcançando um sucesso espantoso para um grupo já considerado veterano à época, emplacando cinco singles nas paradas e alcançando o topo nos Estados Unidos e Inglaterra. Não bastasse isso, partiram em uma turnê de 50 shows por estádios norte-americanos, que foram assistidos por mais de 3 milhões de espectadores, gerando uma renda estimada em 50 milhões de dólares apenas em venda de ingressos. O saldo final pode ser conferido nesse registro, originalmente lançado em vídeo e exibido por canais a cabo em terras brasilis.

Outro fato marcante dessa excursão foi a prova definitiva da imortalidade não apenas de Keith Richards, mas também de Mick Jagger. O vocalista estava proibido pelos médicos de ingerir qualquer substância que causasse dano a sua saúde, devido aos excessos de outrora. Sendo assim, estava sempre tomando seu suco de laranja, para alegria daqueles que o vigiavam – especialmente Keith, que enchia a lata na frente do amigo, o provocando. Só depois do fim da tour se descobriu que Mick estava ingerindo altas doses de vodka misturado ao “inocente” suco. Como gozava de saúde acima de qualquer suspeita à época, o interminável ainda se deu ao luxo de dar nome à bebida que inventou. Portanto, se você for a um bar e pedir um Hi-Fi ao garçom, orgulhe-se por estar sorvendo uma invenção de uma das figuras que melhor representa o nosso amado Rock and Roll.

Sobre o show em si, o que falar? É uma aula dos mestres, que ensinaram tudo a todos aqueles que nós colocamos aqui atualmente. E apesar da maioria ter aprendido direitinho a lição, é revigorante apreciar a empolgação de quem ainda está aí, mostrando como se faz. Nem preciso destacar alguma música, né? Afinal de contas, estamos falando de um tempo onde “Start Me Up”, “Neighbors”, “Hang Fire” e “Waiting On a Friend” eram meras músicas novas, recém sendo apresentadas ao público. Hoje são simplesmente clássicos dos clássicos. Sem mais a acrescentar, bom divertimento. Principalmente se acompanhado de uma bebida gelada.

Mick Jagger (vocals, guitars)
Keith Richards (guitars, vocals)
Ron Wood (guitars)
Bill Wyman (bass)
Charlie Watts (drums)

Additional Musicians
Ian Stewart (keyboards, piano)
Ian McLagan (keyboards)
Ernie Watts (saxophone)

01. Under My Thumb
02. Let’s Spend the Night Together
03. Shattered
04. Neighbors – Part 1
05. Neighbors – Part 2
06. Just My Imagination (Running Away With Me)
07. Twenty Flight Rock
08. Let Me Go
09. Time is on My Side
10. Beast of Burden
11. Waiting on a Friend
12. Going to a Go-Go
13. You Can’t Always Get What You Want
14. Little T&A
15. Tumbling Dice
16. She’s So Cold
17. All Down the Line
18. Hang Fire
19. Let it Bleed
20. Start Me Up
21. Honky Tonk Woman
22. Brown Sugar
23. Jumpin’ Jack Flash
24. Satisfaction

Link nos comentários
Link on the comments


JAY

domingo, 17 de abril de 2011

The Rolling Stones - Flashpoint [1991]


Devo confessar que é com grande emoção que trago esse álbum para os passageiros da Combe. Afinal de contas, foi um dos que me iniciou no sagrado mundo do Rock and Roll, aos doze anos de idade. Enquanto os colegas de escolas estavam mais ligados no que tocava no rádio, sem fazer muita distinção de nada, eu ficava ouvindo essas ‘bandas de velhos’. Por isso, Flashpoint é daqueles discos que possuem mais que um mero significado musical. Trata-se de algo mágico, que ouço lembrando vários momentos de minha vida onde ele serviu de trilha sonora. E agradeço por ter começado justamente com os ‘manda-chuvas do pedaço’! Afinal de contas, ninguém possui um estilo tão próprio como a gangue de Jagger e Richards.

Gravado durante as turnês Steel On Wheels e Urban Jungle, o play registra os Stones em seus derradeiros momentos como quinteto, já que Bill Wyman ia pedir as contas logo na seqüência. Para quem não sabe, a tour que marcou o regresso da banda aos palcos após sete anos tornou-se a mais rentável da história. Estima-se que cada músico saiu dessa turnê com a conta bancária engordada em nada menos que dez milhões de libras. A marca só seria superada pelos próprios, na divulgação do álbum Voodoo Lounge – que passou pelo Brasil pela primeira vez na história, no Hollywood Rock 1995, que não contou com tantas atrações quanto em edições anteriores para centrar foco no grupo.



O disco é uma verdadeira Torre de Babel, já que as faixas foram retiradas de diferentes apresentações nos Estados Unidos, Europa e Ásia. Podemos ouvir Mick se comunicando com o público em inglês, japonês e português. No repertório, além dos bons e velhos hinos do Rock e as então novidades, algumas surpresas bem interessantes. “Factory Girl”, faixa de Beggars Banquet foi desenterrada, assim como o cover para “Little Red Rooster”, de Willie Dixon, que conta com participação de ninguém menos que Eric Clapton. Também é interessante conferir a magistral “Paint It Black” em uma de suas últimas execuções ao vivo.

Além das faixas ao vivo, Flashpoint traz duas inéditas. “Highwire” é um rockão tipicamente stoneano daqueles que caracterizam quase meio século de sucesso. Simples, direto e com uma melodia irresistível. Altamente formador de caráter! A dançante (sem que isso vire um palavrão, que fique claro) “Sex Drive” mostra a versatilidade de uma banda que soube trilhar o seu caminho absorvendo as mais diversas influências e, ao mesmo tempo, conseguindo se manter fiel a seus princípios. Coisa que apenas quem é craque conseguiria fazer de maneira honesta.



Como já dito, após esse lançamento o baixista Bill Wyman, cansado da louca vida, pediu as contas, ocasionando a primeira mudança de formação em muito tempo. Com isso, Ron Wood deixou de ser um integrante assalariado (sim, apesar de aparecer nas fotos e ser efetivo em sua função, era meramente contratado) e passou a ser mais atuante nas decisões do grupo. Nenhum músico seria colocado no lugar de Bill como integrante oficial. Darryl Jones assumiria o posto, onde permanece até hoje, mas sendo considerado músico de apoio. Registro indispensável em qualquer coleção roqueira que se preze!

Mick Jagger (vocals, guitars, harmonica)
Keith Richards (guitars, vocals on 9)
Ronnie Wood (guitars)
Bill Wyman (bass)
Charlie Watts (drums)

Matt Clifford (keyboards)
Bobby Keys (saxophone)
Chuck Leavell (keyboards)
Bernard Fowler (backing vocals)
Lisa Fischer (backing vocals)

01. (Intro) Continental Drift
02. Start Me Up
03. Sad Sad Sad
04. Miss You
05. Rock and a Hard Place
06. Ruby Tuesday
07. You Can't Always Get What You Want
08. Factory Girl
09. Can't Be Seen
10. Little Red Rooster
11. Paint It Black
12. Sympathy for the Devil
13. Brown Sugar
14. Jumpin' Jack Flash
15. (I Can't Get No) Satisfaction
16. Highwire
17. Sex Drive

Link nos comentários
Link on the comments


JAY