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domingo, 7 de agosto de 2011

Ozzy Osbourne - The Ultimate Sin [1986]


O disco “pouser”. Embora o próprio Madman não se sinta muito confortável com essa fase de sua carreira – quando resolveu virar uma mistura de Hebe Camargo com Cid Guerreiro, em termos visuais – The Ultimate Sin possui uma verdadeira legião de admiradores ao redor do mundo. Talvez o próprio fato do autor da obra o marginalizar, até certo ponto, tenha acabado por conferir esse status de cult. Com Ozzy ainda pegando pesado nas substâncias químicas, o trabalho passou por uma série de mudanças durante sua concepção. A começar pelo título do álbum, que inicialmente seria Killer of Giants, mas foi trocado em cima da hora pela equipe promocional.



Outras substituições ocorreram na banda, que inicialmente teria a cozinha formada por Bob Daisley e Jimmy DeGrasso. A dupla chegou a registrar as demos, mas acabou saindo após desentendimentos (mais um do baixista com Sharon) contratuais. Bob chegou a participar da composição de oito das nove faixas, mas não foi creditado na prensagem original por pura birra da dona da bola. Em edições posteriores, isso foi corrigido. Em seus lugares entraram Phil Soussan e o agora saudoso Randy Castillo, que dava início a uma parceria de três álbuns de estúdio mais gravações ao vivo com o grupo.

Falando em parcerias, essa seria a última contribuição do exímio guitarrista Jake E. Lee, que até hoje conta com uma grande leva de admiradores com sua técnica refinada e estilo todo próprio. Mostrando capacidade de mesclar sua sonoridade característica aos tempos que vivia a indústria, Ozzy conseguiu até mesmo emplacar um hit single, algo inédito para sua carreira até então. “Shot In the Dark” foi a única a não contar com Bob Daisley na composição, sendo de autoria de Phil Soussan, o que acabou gerando uma futura disputa judicial por questões de royalties. A música chegou ao número 68 no Hot 100 da Billboard, além da quarta posição na parada Rock Mainstream.



Também foram lançadas de maneira promocional a faixa-título (com a característica intro de bateria de Randy) e “Lightning Strikes”, com direito a videoclipes bem no espírito da época. Mas a qualidade do trabalho não se resume a essas. Pedradas como “Secret Loser”, a cadenciada “Never Know Why” e a quase nome do disco “Killer Of Giants” (resgatada na mais recente turnê) mostram que a inspiração estava em alta. Os músicos oferecem uma performance soberba, sem destaques individuais. E Ozzy é Ozzy, fazendo valer seu registro todo próprio. Alguns não gostam, é verdade, mas a história já se encarregou de colocar as coisas em seu devido lugar.

The Ultimate Sin obteve grande sucesso comercial, vendendo mais de dois milhões de cópias, garantindo o status de platina dupla, além do número 6 na parada de álbuns da Billboard. A excursão que promoveu o play contou com ninguém menos que o Metallica e Queensrÿche como atrações de abertura, além de ter dado ao Madman a honra de ser a atração principal do tradicional Castle Donington Monsters of Rock pela primeira vez, se apresentando ao lado de Def Leppard, Scorpions, Motörhead e Warlock. Se ele não gosta por causa da produção mais elaborada, azar do próprio, pois vale várias escutadas!



Ozzy Osbourne (vocals)
Jake E. Lee (guitars)
Phil Soussan (bass)
Randy Castillo (drums)

Special Guest
Mike Moran (keyboards)

01. The Ultimate Sin
02. Secret Loser
03. Never Know Why
04. Thank God For the Bomb
05. Never
06. Lightning Strikes
07. Killer of Giants
08. Fool Like You
09. Shot In the Dark

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JAY

sexta-feira, 22 de julho de 2011

REPOSTAGEM: Ozzy Osbourne – Blizzard Of Ozz (Expanded Edition) [1980]


Com a comemoração dos 30 anos do lançamento do magnífico Blizzard of Ozz, Ozzy e sua esposa Sharon não poderiam deixar passar a oportunidade de levantar uns trocados e lançaram, entre outras pérolas, a edição remasterizada das gravações originais de Blizzard Of Ozz.

Esse disco já foi postado aqui por mim, mas entendo que essa versão faz por merecer uma repostagem, afinal, estamos falando de um clássico absoluto do metal que, finalmente, traz Bob Daisley no baixo e Lee Keslake na bateria, e não Trujillo e Bordin, como era a versão remasterizada. Segue o texto com as devidas alterações.


O título dessa postagem deveria ser Blizzard of Ozz – Blizzard of Ozz [1980].

Quando Ozzy foi chutado do Black Sabbath pela segunda vez, em 1979, a banda ainda tentava fazer o mundo acreditar que Never Say Die era um grande disco (apesar de que eu gosto muito do play, mesmo não sendo a fase mais inspirada dos caras). O estilo já estava saturado e a banda havia se tornado uma paródia de si mesma.

Enquanto Tony Iommi cortejava Ronald Padavona para substituir Ozzy, este último estava completamente perdido. Excesso de drogas e a falta de talento para compor sozinho músicas que pudessem ser consideradas aceitáveis por uma gravadora faziam com que Ozzy tivesse apenas um porto seguro: Sharon. E a mulher mostrou-se ser a responsável por absolutamente todo o sucesso da carreira do Madman, tanto na produção como direção da carreira artística e, por que não dizer, pessoal do maluco.

O golpe de sorte se deu quando Ozzy descobriu Randy Rhoads, um jovem californiano que dava aulas de guitarra e violão na escola de música de sua mãe, Delores, e tocava em uma bandinha de bar na Sunset Strip chamada Quiet Riot. Reza a lenda que, na audição, Rhoads tocou sua Les Paul em um pequeno amplificador Fender Champ e, já nas primeiras notas, teria conquistado o coração de Ozzy. Apesar de ser difícil acreditar nisso, o fato é que ali estava a maior descoberta da história do metal.

Rhoads era de outra praia, sendo fã de ícones como David Bowie, Eddie Van Halen e Marc Bolan. Black Sabbath nunca esteve em seu repertório. Aliás, em entrevista à Guitar World, Rudy Sarzo comentou que ele sequer gostava do estilo de som criado por Iommi. Mas a chance de realizar algo grande e o enorme senso de profissionalismo fizeram com que o rapaz encarasse a empreitada. E como ninguém mais teria talento para encarar.


Para o baixo recrutaram Bob Daisley, que já havia trabalhado no Rainbow. Um australiano talentoso ao extremo que, além de compor boas músicas, era um letrista de primeira (tudo o que faltava). Ozzy o convidou para integrar a nova banda que estava formando, e que se chamaria Blizzard of Ozz. Disse que tinha um jovem talento para as guitarras e Daisley topou no mesmo momento. Reza a lenda que, depois de trabalhar com Blackmore, o cidadão topa qualquer coisa e acha bom.

O trio então chamou Lee Kerslake (Uriah Heep) para a bateria e backing vocais e Don Airey (que havia trabalhado nas gravações de Never Say Die) para os teclados. A banda estava formada mas, por questão de contrato ou, segundo Daisley, traição pura, o disco foi lançado como um primeiro álbum solo de Ozzy Osbourne.




Composições não creditadas, relançamento com baixo e bateria substituídos por outros músicos, a obra prima do metal, enfim, Blizzard of Ozz é um álbum polêmico que está sendo relançado em um box cheio de fru frus com o atrativo de trazer, depois de muitos anos, as gravações com os músicos originais, o lado B do single nunca antes lançado no formato full lenght e mais duas faixas bonus. Definitivamente, dinheiro não é tudo mas é 100%, como já diz o Falcão. E essa expanded edition é a versão que vos trago na repostagem de hoje.

Quando saiu, todos esperavam algo sombrio como o velho Sabbath, pois esse era o tipo de música no qual a voz de Ozzy aparentemente melhor se encaixava. Mas a banda apareceu como um furacão, tocando uma nova modalidade de metal, mais speed, com solos inspirados nos licks de Eddie Van Halen e no estilo neoclássico de Blackmore. Letras polêmicas, como Suicide Solution (feita em homenagem a Bon Scott, segundo Ozzy, e em homenagem a Ozzy, segundo Daisley) e Mr. Crowley (feita em homenagem ao próprio Besta 666) coroavam o play. Era um som diferente, incomparável, novo!



Aqui está tudo o que Ozzy fez de melhor em sua vida. Crazy Train tem o melhor riff de guitarra da história. Nem Iommi conseguiu fazer algo assim. Mr. Crowley tem o melhor solo de guitarra da história. Dee é uma gravação de Rhoads solo ao violão, em uma composição em homenagem à sua mãe, Delores. I Don’t Know é somente a base de todo tipo de speed metal que surgiu a partir dos anos 80. Clássico absoluto (e minhas próprias opiniões, obviamente).

A versão em vinil não trouxe o single You Looking At Me Looking At You, mas ele está aqui.


Tem também uma versão para Goodbye to Romance com os vocais de Ozzy e as camadas de guitarras e violões gravadas por Rhoads. Serve para apreciar o magnífico trabalho do californiano, que não se contentava com resultados meia boca, e era realmente perfeccionista no exercício do seu ofício. Coroa o play a música RR, uma sobra de gravação na qual o cara mostra que, se não fosse vitimado pela imprudência de um motorista de caminhão imbecil, seria facilmente colocado no pedestal de melhor guitarrista dos anos 80. Eu sei que a afirmativa é forte, mas Randy Rhoads era um músico em constante evolução, e isso é inegável.


Simplesmente o melhor disco da história do metal, na minha opinião de Rhoads maníaco.

Track List

1. I Don't Know
2. Crazy Train
3. Goodbye to Romance
4. Dee
5. Suicide Solution
6. Mr. Crowley
7. No Bone Movies
8. Revelation (Mother Earth)
9. Steal Away (The Night)
10. You Looking At Me Looking At You
11. Goodbye to Romance (vocals and guitars mix)
12. RR (outtake from the sessions)

Ozzy Osbourne (vocais)
Randy Rhoads (guitarras)
Bob Daisley (baixo)
Lee Kerslake (bateria)
Don Airey (teclados)

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Por Zorreiro

terça-feira, 10 de maio de 2011

Ozzy Osbourne - Bark At The Moon [1983]


Com certeza a morte do genial Randy Rhoads afetou muito não só a Ozzy Osbourne como os fãs que ele tinha obtido com o início de sua meteórica carreira solo, com os petardos “Blizzard Of Ozz” e “Diary Of A Madman”, que com certeza são dois clássicos indiscutíveis da história do heavy metal. Muitos poderiam pensar que com isso a carreira do "Madman" poderia entrar em colapso, com a sua já conhecida instabilidade emocional que sempre o acompanhou de perto.

Após algumas audições e teste com guitarristas de calibre como Brad Gillis e Bernie Tormé, eis que um jovem guitarrista que até algumas semanas antes estava fazendo alguns ensaios com a banda do saudoso Dio, que acabaria por agradar o sempre exigente Osbourne. Apesar de ser diferente do estilo clássico de Rhoads, ele era inventivo e criativo, e um guitarrista técnico. Jake E. Lee era este jovem, e que todos conhecemos muito bem sua capacidade nos dias de hoje, principalmente à frente do memorável Badlands.


Não bastasse ter acertado a mão na escolha do guitarrista, Ozzy montou uma banda lendária para gravação desse registro. No baixo e teclado continuavam os talentosos Bob Daisley e Don Airey que todos nós já conhecemos muito bem. O monstruoso baterista Tommy Aldridge que já vinha excursionando com Ozzy até aquele momento, e que já tinha uma excelente reputação por conta de seu trabalho no Black Oak Arkansas, participa pela primeira vez como efetivo na gravação de um disco do Madman.

E com certeza temos um disco muito à frente daquele tempo. Uma banda furiosa e com Ozzy em seu ápice vocal (apesar de ficar claro que existem reverbs na voz dele), temos um sensacional disco de heavy, mas que injeta doses homéricas de hard rock, com canções que realmente empolgam desde o primeiro momento. A faixa-título dispensa qualquer tipo de comentário e até hoje tem presença em qualquer show que Ozzy faz, sendo um dos maiores clássicos de sua carreira, com um riff extraordinário apresentado por Lee, que gruda e martela na cabeça durante dias. Após a mesma, somos apresentados a primeira balada do disco, a bela "You're No Different", com seus teclados tristes e um baixo melancólico conduzindo essa triste canção, em que ele responde as acusações de ser satanista que muitos fazem contra ele.



A sensacional "Rock n' Roll Rebel" segue essa mesma linha em sua letra, em que ele devolve a crítica a quem o acusa, e nos presenteia com um hardão de primeira categoria, que traz consigo um solo épico de Lee e mostra o quão ele é injustiçado por alguns, pois se trata de um músico de primeira categoria. A soturna "Centre Of Eternity" abre espaço para Don Airey mostrar quanta categoria ele tem, para depois se transformar em um heavy acelerado. "So Tired" é talvez uma das mais inspiradas baladas da carreira de Ozzy, em uma canção belíssima e carregada de feeling, e que só percebemos de que é uma música do mesmo devido a seu inconfundível vocal. "Slow Down" mais uma vez atola o pé no hard rock e mantém o excelente nível do disco e talvez seja o momento mais festeiro deste.

"Waiting For Darknees" encerra esse disco com chave de ouro, uma peça épica como só Ozzy seria capaz de fazer e que me faz perguntar o porque de ser ignorada como ela é, pois se trata de uma faixa com um força indescrítivel e que tinha tudo para ser um clássico. "Spiders In The Night" surge como bônus e sua letra é até certo ponto engraçada, como um filme de terror lado B, em uma música que é conduzida pela cozinha Daisley / Aldridge. Um discão que na minha modesta opinião foi o último bom disco dele nos anos 80, se encontrando novamente em sua carreira apenas com o festejado "No More Tears", já no início dos anos 90. Escute no volume máximo!




1.Bark at the Moon
2.You're No Different
3.Now You See It (Now You Don't)
4.Rock 'n' Roll Rebel
5.Centre of Eternity
6.So Tired
7.Slow Down
8.Waiting for Darkness
9. Spiders In The Night (bonus track)

Ozzy Osbourne – Vocais
Jake E. Lee – Guitarra
Bob Daisley – Baixo
Tommy Aldridge – Bateria
Don Airey – Teclados


by Weschap Coverdale

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Bat Head Soup: A Tribute to Ozzy Osbourne [2000]


Aproveitando que Ozzy virou veado graças a Elton John, nada melhor que trazermos esse verdadeiro culto religioso aos passageiros da Combe. Afinal de contas, como classificar de modo diferente esse ato de louvor a um dos criadores? Quantos desses caras aqui presentes estariam fazendo o que fazem não fosse John Michael Osbourne formar o ‘quadrado mágico’ da música pesada no Black Sabbath? Poucos, com certeza. E por mais que você prefira outra formação, não adianta, o quarteto original é histórico além de qualquer limite pré-estabelecido. Bob Kulick sabia muito bem disso e organizou mais um de seus infalíveis tributos, com uma verdadeira seleção do Hard/Heavy.

De cara, um fator positivo é o de que das onze faixas, nove pertencem à carreira-solo do Madman. Altamente salutar, já que discos do gênero que homenageiam o bom e velho Sabbão não faltam por aí. E abrir com a arregaçadora versão de “Mr. Crowley” foi uma bola mais que dentro, já que se trata de um dos grandes momentos dos tributos by Kulick. Marcando o início da parceria de Tim ‘Ripper’ Owens – aqui ainda sendo apresentado como o vocalista do Judas Priest – com Yngwie Malmsteen, é até hoje a melhor música que gravaram juntos, já que os últimos discos do sueco voador são excelentes... como porta-copos.



Mas não pára por aí, já que logo na sequência Mark Slaughter se esgoela no clássico “Over the Mountain”, com direito a Eric Singer na bateria. E o que dizer de “Desire”? Simplesmente reúne a nata dos gênios, com Lemmy (um dos compositores) nos vocais, Richie Kotzen na guitarra e Vinnie Colaiuta nas baquetas. Da mesma forma, em outra faixa escrita pelo Mister Verruga, Joe Lynn Turner mostra todo seu talento, mandando “Hellraiser” com Steve Lukather provando que não é um guitarrista de sonzinhos mela-cueca, como muitos imaginam. E claro que uma constelação dessas não estaria completa sem Jeff Scott Soto. Acompanhado por feras como Bruce, o irmão do idealizador da parada, ele simplesmente transforma “Shot in the Dark” em uma música com a sua assinatura.

Comparecendo em sua integralidade no mesmo espaço, o Racer X detona “Children of the Grave”. Se bem que, nesse caso, a escalação normal do grupo já é um genuíno all-star game. Encerrando, Jack Blades manda ver em “I Don’t Know” com sua habilidade rotineira. O momento diferente vai para a interpretação de Lisa Loeb em “Goodbye to Romance”. Sim, a baladaça consegue ficar ainda mais intimista, ainda mais com o violão bem executado de Dweezil Zappa. Um dos melhores exemplares do gênero, recomendado para todos os admiradores da figura que redefiniu o sentido da palavra loucura no mundo atual.



01. Mr. Crowley
Tim "Ripper" Owens (vocals)
Yngwie Malmsteen (guitars)
Tim Bogert (bass)
Tommy Aldridge (drums)
Derek Sherinian (keyboards)

02. Over The Mountain
Mark Slaughter (vocals)
Brad Gillis (guitars)
Gary Moon (bass)
Eric Singer (drums)
Paul Taylor (keyboards)

03. Desire
Lemmy Kilmister (vocals)
Richie Kotzen (guitars)
Tony Franklin (bass)
Vinnie Colaiuta (drums)

04. Crazy Train
Dee Snider (vocals)
Doug Aldrich (guitars)
Tony Levin (bass)
Jason Bonham (drums)

05. Goodbye To Romance
Lisa Loeb (vocals)
Dweezil Zappa (guitars)
Michael Porcaro (bass)
Stephen Ferrone (drums)
Michael Sherwood (keyboards)

06. Hellraiser
Joe Lynn Turner (vocals)
Steve Lukather (guitars)
Billy Sherwood (bass)
Jay Schellen (drums)
Paul Taylor (keyboards)

07. Shot In The Dark
Jeff Scott Soto (vocals)
Bruce Kulick (guitars)
Ricky Phillips (bass)
Pat Torpey (drums)
Derek Sherinian (keyboards)

08. Children Of The Grave
Jeff Martin (vocals)
Paul Gilbert (guitars)
John Alderete (bass)
Scott Travis (drums)

09. Paranoid
Vince Neil (vocals)
George Lynch (guitars)
Stu Hamm (bass)
Gregg Bissonette (drums)

10. Suicide Solution
Adam Paskowitz (vocals)
Peter Perdichizzi (guitars)
James Book (bass)
Nick Lucero (drums)

11. I Don't Know
Jack Blades (vocals)
Reb Beach (guitars)
Jeff Pilson (bass)
Bobby Blotzer (drums)
Paul Taylor (keyboards)

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JAY

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Ozzy Osbourne - Tribute [1987]


Meu último post em 2010 só podia ser de um disco formador de caráter! Esse é pra lá de especial, me lembra os tempos de segundo grau, quando jogávamos classes no pátio do colégio, nos pendurávamos nas cortinas da sala de aula imitando o Tarzan, tocávamos air-guitar com as lâmpadas fluorescentes... Enfim, tudo tendo esse play como trilha sonora. Até porque, se você gostava de Rock na minha geração, com certeza Ozzy é referência histórica. Era um artista que nos unia.


Lançado quando a morte de Randy Rhoads completava cinco anos, Tribute é um verdadeiro louvor à genialidade desse músico, que tão cedo partiu. Em uma época onde o mundo era dominado pelos alucinantes malabarismos de Eddie Van Halen, Randy despontava como alguém que poderia bater de frente com o rei. Sua técnica e musicalidade enlouquecia a todos, graças aos memoráveis Blizzard of Ozz e Diary of a Madman, que alcançaram grandes vendagens em todo o mundo. De repente, aquele garoto que tocava no Quiet Riot e dava aula para crianças na escola de música da sua mãe se tornava um ídolo e deixava seu nome para sempre na galeria dos maiores guitarristas.

A maior parte das músicas foi retirada de um show em Cleveland, Ohio, no dia 11 de maio de 1981. As exceções são o solo de Rhoads, registrado em Montreal no dia 28 de junho do mesmo ano, além de “Goodbye to Romance” e “No Bone Movies”, gravadas em 2 de setembro de 1980, em Southampton, Inglaterra, ainda com a formação original da banda, tendo Bob Daisley no baixo e Lee Kerslake na bateria. Se há algo negativo, o fato de conter apenas duas músicas do segundo álbum de estúdio, enquanto Blizzard é executado na íntegra. Completam o setlist três hinos do Black Sabbath.



Por mais que toda a banda esteja em momento iluminado – Tommy Aldridge é, sem dúvida, uma dos melhores bateristas de todos os tempos – o destaque inevitável vai para o homenageado. Executando riffs e solos com maestria, Randy mostra que a estúpida tragédia que interrompeu sua vida deixou uma lacuna irreparável. E quando ouvimos o outtake de “Dee” em estúdio, não tem como não sentir aquele nó na garganta. Até porque, se já tem que ser muito macho para fazer uma música acústica em um disco de Heavy Metal, mais ainda quando é um presente para a mãe. Coisa de gênio!

Ozzy Osbourne (vocals)
Randy Rhoads (guitars)
Rudy Sarzo (bass)
Tommy Aldridge (drums)
Don Airey (keyboards)

Bob Daisley (bass on 12 & 13)
Lee Kerslake (drums on 12 & 13)

01. I Don’t Know
02. Crazy Train
03. Believer
04. Mr. Crowley
05. Flying High Again
06. Revelation (Mother Earth)
07. Steal Away (The Night)/Drum Solo
08. Suicide Solution/Guitar Solo
09. Iron Man
10. Children of the Grave
11. Paranoid
12. Goodbye to Romance
13. No Bone Movies
14. Dee (Studio Outtakes)

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A todos os passageiros da Combe, um feliz 2011. Que seus desejos se realizem. Que as tristezas e dificuldades se transformem em combustível para superar todos os males. Sucesso, saúde e paz para suas vidas e de todos os seus familiares!!!

JAY

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Ozzy Osbourne - Beast In The Darkness (Live) [1984]


Ozzy Osbourne, que em breve estará em terras tupiniquins, sempre foi uma figura muito controversa. Isso passou a se explicitar em sua carreira solo, mais especificamente quando passou a trabalhar com Jake E. Lee, guitarrista genioso e, até certo ponto, bem chato. Chato de personalidade, obviamente, porque musicalmente era "o bicho pegando".

A mesma formação que gravou o álbum "Bark At The Moon", clássico da carreira de Ozzy, é a que se apresenta nesse registro, gravado em um concerto em Tóquio, capital japonesa, no dia 29 de junho de 1984. O êxito comercial que a trupe estava a obter com o disco permitiu uma turnê que girou o globo, contando passagens pela terra do Sol nascente.

Nunca um músico ruim tocou com Osbourne, mas o time que o acompanha dessa vez é especial. O já citado Jake E. Lee participou das primeiras encarnações do Dio, Ratt e Rough Cutt. Talentosíssimo, conseguiu preencher o grande vão deixado pelo seu falecido antecessor, Randy Rhoads, com seu estilo ágil porém eficiente de se tocar guitarra. Os restantes dispensam comentários: o experiente Bob Daisley no baixo, o pauleira Tommy Aldridge na bateria e o competente Don Airey nos teclados.

Ozzy Osbourne mordendo Jake E. Lee. Oh, década de 1980!

Infelizmente, Osbourne deixa a desejar em sua performance. Visivelmente bêbado, perde o fôlego e a afinação em diversos momentos. Porém não compromete o todo, já que o destaque é sua banda de apoio.

O repertório, muito bem escolhido, reúne clássicos de sua até então nova empreitada, apresentando desde as incontestáveis "Mr. Crowley", "Bark At The Moon" e "Crazy Train" até as favoritas dos fãs diehards "Revelation (Mother Earth)", "Rock N' Roll Rebel" e "Suicide Solution", por exemplo. De quebra, dois covers de sua antiga banda, o Black Sabbath: "Iron Man" e "Paranoid".

A qualidade de som é digna de lançamento oficial: som retirado diretamente da mesa de som, com volumes bem distribuídos. Ótima pedida para o bate-cabeça.

01. I Don't Know
02. Mr. Crowley
03. Rock N' Roll Rebel
04. Bark At The Moon
05. Revelation (Mother Earth)
06. Steal Away (The Night)
07. Suicide solution + Jake E. Lee Guitar Solo
08. Don Airey Keyboard Solo
09. Centre Of Eternity
10. Flying High Again
11. Iron Man
12. Crazy Train
13. Paranoid

Ozzy Osbourne - vocal
Jake E. Lee - guitarra
Bob Daisley - baixo
Tommy Aldridge - bateria
Don Airey - teclados

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by Silver

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Ozzy Osbourne - No More Tears [1991]


Ozzy Osbourne, o lendário vocalista do Black Sabbath. O icônico "príncipe das trevas". Os mais ligados devem saber que nem sempre foi assim. Óbvio, o legado do Sabbath e dos dois primeiros trabalhos solo sempre foram inegáveis, mas Osbourne esteve perdido desde o trágico falecimento do guitarrista Randy Rhoads, que em poucos anos fez o suficiente para ser lembrado e reverenciado até os dias de hoje. Perdido no sentido de, mesmo com boa repercussão de seus discos, não conseguir emplacar nada suficientemente "clássico" a ponto de exalar identidade própria e ter êxito mesmo assim. No máximo a faixa título do primeiro após Rhoads, "Bark At The Moon", e a apaixonante "Shot In The Dark", do lançamento subsequente.

Para compreender a força de "No More Tears", vale a pena não apenas recordar o passado de Ozzy, um tanto quanto conturbado nos anos 1980 por conta dos excessos, como também é bom dar uma recapitulada no que ocorria no mundo da música no início da década de 1990. Não precisa ser expert: ascenção do Grunge e do Rock Alternativo, logo, Hard Rock pimposo e Heavy Metal "cheio de fórmulas" descartados. Quem não se reinventou, se amargurou no ostracismo. Os que se reciclaram, venderam seu produto - a música - feito água.

"No More Tears", então, caiu como uma luva para o Madman. Colaborou bastante para reerguê-lo musicalmente e psicologicamente, já que combatia seus vícios relacionados à drogas e álcool. Como se não bastasse, serviu para consolidar, de vez, o guitarrista que esteve com ele até pouco tempo atrás: o também icônico Zakk Wylde. Para completar a formação, houve a presença do monstruoso baterista Randy Castillo (R.I.P.), do bom tecladista John Sinclair, e de dois baixistas, Mike Inez e Bob Daisley. Ambos participaram do processo criativo, mas Daisley foi mantido para a gravação. E ainda, para contribuir nas compoisições, tiveram Lemmy Kilmister, também conhecido como Deus. Dizer que não se obteve sucesso com esse dream team seria uma lástima.

Da esquerda pra direita: Zakk Wylde, Randy Castillo, Ozzy Osbourne, Mike Inez

A bolacha traz uma abordagem musical diferente do que Ozzy e suas trupes já haviam apresentado. Zakk Wylde não hesitou em mudar a afinação de sua guitarra e, com isso, proporcionar riffs muito pesados, com a identidade que hoje é conhecida por qualquer fã de metal, além de solos cavalares. Bob Daisley, competente, enche as canções com frases de baixo bem criativas. Randy Castillo, um dos melhores bateristas que já se teve notícia (quem duvida deve clicar AQUI), esbanja criatividade e habilidade. John Sinclair proporciona camas de teclado bem adequadas em vários momentos. Por fim, Ozzy Osbourne não fez diferente: cantou muito bem e interpretou cada música com seu feeling de praxe.

"No More Tears" teve bastante sucesso na época e permanece como um dos maiores clássicos da carreira de Ozzy. Hoje já passou das 4 milhões de vendas nos Estados Unidos, já com o 4° disco de platina, sendo que na época vendeu mais de um milhão em um mês. No Canadá, recebeu disco duplo de platina pouco menos de um ano após a estreia. Os singles de "Mama I'm Coming Home", "Road To Nowhere" e da faixa-título cumpriram bem o trabalho de divulgação. Ainda houve a conquista de um Grammy em 1994 por "I Don't Want To Change The World" e, por fim, a turnê "No More Tours" - que seria a despedida de Ozzy dos palcos, mas que logo voltou após dois anos.



Apesar da qualidade exorbitante encontrada em todas as faixas, vale mencionar algumas, em especial. "Mr. Tinkertain", a abertura, é uma digna pedrada na testa, daquelas que podem causar traumatistmo craniano. A vencedora do Grammy, "I Don't Want To Change The World", trata-se de um bom hino de Arena Rock, com destaque para a performance de Wylde. A faixa-título, clássica, permanece como uma das músicas mais conhecidas do metal. "Hellraiser" agrada mais quem vos escreve na versão do Motörhead, mas aqui também está em boas mãos. As lindas baladas "Mama I'm Coming Home" e "Time After Time" fecham a ala de destaques e concluem essa resenha. No mais, só repito: clássico!

PS: a versão aqui trazida é o relançamento de 2002, com dois extras que ficaram de fora da versão final do play: as boas "Don't Blame Me" e "Party With The Animals".

01. Mr. Tinkertrain
02. I Don’t Want To Change The World
03. Mama, I’m Coming Home
04. Desire
05. No More Tears
06. S.I.N.
07. Hellraiser
08. Time After Time
09. Zombie Stomp
10. A.V.H.
11. Road To Nowhere
12. Don’t Blame Me (Bonus)
13. Party With The Animals (Bonus)

Ozzy Osbourne - vocal
Zakk Wylde - guitarra, violão
Bob Daisley - baixo
Randy Castillo - bateria, percussão
John Sinclair - teclados

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by Silver

terça-feira, 15 de junho de 2010

Ozzy Osbourne - Ozzmosis [1995]


Inspirado após ouvir o novo play do Madman (que está em seu MySpace e não será disponibilizado aqui pois não queremos ser castrados mais uma vez), eis que trago-vos um dos meus prediletos de sua extensa e incansável carreira.

Após lançar o excelentíssimo "No More Tears" em 1991, Ozzy Osbourne impressionou à todos ao anunciar que estaria encerrando sua carreira musical para se aposentar. Como se percebe, a aposentadoria do homem não durou muito, e em 1994 já estava trabalhando em novas composições para um disco de volta.

"Ozzmosis" foi gravado durante o ano de 1995 em vários estúdios nova-iorquinos (incluindo o lendário Electric Lady Studios), além de ter uma parte gravada no estúdio francês Guillaume Tell Studios. Chegou às lojas em outubro do mesmo ano e surpreendeu não só os fãs como também a mídia, porque chegou facilmente ao 4° lugar das paradas norte-americanas (posição mais alta que já havia atingido até então), além de conquistar uma ótima 22ª posição nos charts ingleses e atingir o top 30 de vários países europeus. Ainda conquistou disco duplo de platina nos Estados Unidos e platina no Canadá.

Pra um cara que estava há alguns anos sem aparecer na mídia, parece ser incrível. Mas quando se ouve "Ozzmosis" com atenção, compreende-se que foi até pouco para um baita disco. E é perceptível começando pela banda que acompanhou o príncipe das trevas nessa empreitada: além do fiel escudeiro e fenomenal guitarrista Zakk Wylde, tem-se o eterno baixista do Black Sabbath, Geezer Butler, o habilidoso baterista Deen Castronovo (Bad English, Steve Vai, Hardline e atual Journey) e o lendário tecladista do Yes, Rick Wakeman.


De fato, a dupla Osbourne/Wylde estava inspiradíssima. Fizeram miséria ao longo do play. Minha única decepção é o pouco uso de Butler como compositor, pois o cara manda muito. Mas vários compositores de fora marcaram presença por aqui, como Jim Vallance ("Perry Mason"), Mark Hudson ("Ghost Behind My Eyes") e até mesmo Steve Vai ("My Little Man"), que praticamente emprestou seu batera para o Madman.

Se tratando da música, "Ozzmosis" segue a proposta do seu antecessor, "No More Tears", com uma leve pitada de modernidade, que não desconfigura o som de Ozzy mas dá uma diferenciada quando se compara aos outros álbuns de sua carreira.

No bruto, "Ozzmosis" proporciona Heavy Metal potente com as já citadas pitadas modernas e um pouco de melancolia, guitarras fabulosas, produção louvável, cozinha impecável, teclados necessários que não roubam a cena, vocais revigorados, melodias incríveis e o melhor: letras inspiradíssimas, onde Osbourne reflete seus sentimentos mais profundos.

Os destaques ficam para as pauleiras "Tomorrow" e "Perry Mason" (a melhor do álbum pra mim), as semi-baladas "Ghost Behind My Eyes" e "See You On The Other Side", as melancólicas "I Just Want You" e "Old L.A. Tonight" (dá-lhe Wakeman) e a pimposa "My Little Man" (não consegui outro adjetivo, risos).

Um puta disco que merece ser apreciado da cabeça aos pés com muito gosto! E agora vamos lá torcer pro Brasil!

01. Perry Mason
02. I Just Want You
03. Ghost Behind My Eyes
04. Thunder Underground
05. See You On The Other Side
06. Tomorrow
07. Denial
08. My Little Man
09. My Jekyll Doesn't Hide
10. Old L.A. Tonight

Ozzy Osbourne - vocal
Zakk Wylde - guitarra, violão
Geezer Butler - baixo
Deen Castronovo - bateria, percussão
Rick Wakeman - teclados, piano

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by Silver

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Ozzy Osbourne - Live & Loud [1993]


Aproveitando a boa fase expositiva de sua banda na época, Ozzy Osbourne decide lançar um disco ao vivo com performances extraídas da turnê "No More Tours" (Sem Mais Turnês), resultante do disco "No More Tears". Ironicamente, muitos fãs vieram a pensar que o disco dessa postagem seria o último da carreira de Ozzy. E realmente estavam certos: o príncipe das trevas estava convencido a se aposentar após o fim da turnê para passar mais tempo com a família. Mero engano, até mesmo de mr. Osbourne, visto que voltaria novamente a chutar bundas em meados de 1995.

"Live & Loud", lançado em disco duplo e vídeo, só serviu pra provar que o Madman, mesmo com 45 anos de idade e todas as lesões sofridas pelo abuso de álcool e drogas (inclusive, foi nessa época que Osbourne iniciou sua batalha contra os vícios), ainda conseguia agitar imensas platéias com o melhor do Heavy Metal. Prova disso foi a repercussão do álbum: disco de platina nos Estados Unidos, 9° lugar nas paradas com o single Changes e o único Grammy da carreira de Osbourne, com a versão ao vivo de I Don't Want To Change The World - tudo isso em tempos dificílimos para o metal em termos de mídia.

Ozzy sempre contou com um time fantástico de músicos mas, ao meu ver, ele se superou com a formação de "Live & Loud". O grupo contava com o eterno chutador de bundas Zakk Wylde, o eficiente Mike Inez (ex-Alice In Chains) no baixo e com o demolidor Randy Castillo (R.I.P.) na bateria, além de Kevin Jones nos teclados. Só com essa line-up, quaisquer comentários se tornam dispensáveis.

Aliando essa estupenda banda com um repertório magnífico de 21 canções, escolhidas perfeitamente para uma set-list apenas de clássicos (menções honrosas à emocionante performance de Goodbye To Romance) e que ainda conta com a participação especial da formação original do Black Sabbath (Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward) na faixa que dá nome ao grupo, Black Sabbath, sou obrigado a encerrar minha resenha por aqui sem mais delongas.

Mais uma aula de como fazer Heavy Metal de primeira qualidade!

CD 1:
01. Intro
02. Paranoid
03. I Don't Want To Change The World
04. Desire
05. Mr. Crowley
06. I Don't Know
07. Road To Nowhere
08. Flying High Again
09. Zakk Wylde Guitar Solo
10. Suicide Solution
11. Goodbye To Romance

CD 2:
01. Shot In The Dark
02. No More Tears
03. Miracle Man
04. Randy Castillo Drum Solo
05. War Pigs
06. Bark At The Moon
07. Mama, I'm Coming Home
08. Crazy Train
09. Black Sabbath
10. Changes

Ozzy Osbourne - vocal
Zakk Wylde - guitarra
Mike Inez - baixo
Randy Castillo - bateria
Kevin Jones - teclado

Músicos adicionais:
Tony Iommi - guitarra em 2.09
Geezer Butler - baixo em 2.09
Bill Ward - bateria em 2.09

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by Silver