Pages

Lembre-se

Comentar em alguma postagem não irá lhe custar mais do que alguns segundos. Não seja um sanguessuga - COMENTE nas postagens que apreciar!

Os links para download estão nos comentários de cada postagem.

Acesse: www.vandohalen.com.br
Mostrando postagens com marcador Dio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dio. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Dio - Holy Diver [1983]


Ronald James Padavona teve uma carreira invejável, que sempre primou pela qualidade. A carreira do mestre começou na década de 70, ao lado do ELF, grupo que durou até 1975. Depois, embarcou no ótimo Rainbow, a banda do ex-Purple e excêntrico Ritchie Blackmore, onde permaneceu por quatro álbuns. Logo em seguida o baixinho tirou a sorte grande ao ser convidado por Tony Iommi a integrar o Black Sabbath. Sua fase na banda é uma das minhas preferidas, e abriu as portas para Dio mostrar que ele não era só mais um novo vocalista.

Pensando nisso, ele reuniu antigos e recentes colegas para montar seu mais novo projeto, que foi batizado com seu nome artístico. Os integrantes da empreitada foram o ex-Rainbow Jimmy Bain, o guitarrista Vivian Campbell, e o monstro Vinny Appice, que também havia caído fora do Sabbath. O resultado foi o melhor possível, na opinião da grande maioria.

"Holy Diver" foi lançado em 1983 e com certeza impressionou muitos. Afinal, com um time desse, fica quase impossível de se fazer algo ruim. Com produção do próprio Dio, o disco traz a receita do Heavy Metal oitentista com pitadas melódicas e composições espetaculares, prometendo agradar os fãs dessa vertente, principalmente.


Quem já tomou conhecimento da obra do norte-americano, já sabe o que esperar: composições ótimas com refrões ganchudos, arranjos muitíssimo bem elaborados e uma atuação perfeita de toda a banda, elementos que "Holy Diver" mescla excelentemente bem. As passagens mais melódicas merecem nota também, principalmente os teclados tocados por Ronnie e Bain.

A bolacha tem recheio clássico, a começar pela porrada de abertura "Stand Up And Shout", uma das que mais gostei e que traz justamente essas características que citei acima (o refrão é de ficar horas na cabeça). Campbell é endiabrado nas cordas, enquanto Vinny espanca sem dó nem piedade seu kit de bateria, isso sem falarmos no saudoso baixinho, que nunca decepcionou. Uma das grandes vozes do gênero, sem sombra de dúvida.

A faixa-título (que ganhou um vídeo clipe altamente tr00) dispensa comentários. "Gypsy" lembra em algum momento a fase em que Dio esteve no Sabbath. "Don't Talk To Strangers" é excelente e uma das que mais mostram a faceta melódica do álbum, mas que se torna uma respeitável paulada. "Rainbow in the Dark" é a minha preferida, uma faixa que transborda talento e extrema competência, além de ser um dos maiores clássicos do Metal. O encerramento fica por conta da climática "Shame on the Night".



A recepção foi melhor do que o esperado, e Ronnie, juntamente com seus parceiros, provou no ano posterior que eles haviam vindo para ficar com o igualmente aclamado "The Last In Line". A partir daí, o vocalista se consolidaria como uma das grandes promessas do mundo metálico; e o resto é história.

Fica a memória de um dos maiores ícones do Heavy. Descanse em paz, Dio.



Ronnie James Dio - vocais, teclados
Jimmy Bain - baixo, teclados
Vivian Campbell - guitarras
Vinny Appice - baquetas

1. Stand Up and Shout
2. Holy Diver
3. Gypsy
4. Caught in the Middle
5. Don't Talk to Strangers
6. Straight Through the Heart
7. Invisible
8. Rainbow in the Dark
9. Shame on the Night

Por Gabriel

Link nos comentários!
Link on the comments!

segunda-feira, 21 de março de 2011

Dio - Dream Evil [1987]


No auge das fantasias hard rockers, a velha guarda se viu tentada a embarcar na onda para renovar seu público e conseguir um pouco de atenção da mídia. Aconteceu com o KISS, com o Aerosmith, Ozzy Osbourne e também com Ronnie James Dio. O auge da repaginada no visual do baxinho e seus comparsas aconteceu na divulgação do álbum Dream Evil, quando plumas e paetês tomaram conta. O disco também marcava a primeira experiência em estúdio do grupo com o guitarrista Craig Goldy (ex-Giuffria), substituto de Vivian Campbell.

Musicalmente falando, o álbum conserva muito do que Ronaldinho Padavona havia feito anteriormente. Mas claramente nota-se uma tentativa de soar mais acessível, especialmente em faixas como os singles “All the Fools Sailed Away” e “I Could Have Been a Dreamer”, que trazem levadas que flertam abertamente com o lado mais Pop do Hard. Mas isso significa que o trabalho é ruim? Nem de longe! É uma amostra da versatilidade de um dos maiores cantores da história do Rock, capaz de se adaptar a novos caminhos com a classe que lhe foi concedida.



O começo é empolgante, com a acelerada “Night People”, um convite ao headbanging desenfreado. A faixa-título mantém o nível com ótimos riffs, enquanto a excelente “Sunset Superman” chegou a fazer parte até mesmo de setlists posteriores, como na turnê de Magica, que passou pelo Brasil com grande sucesso de público. Em “Overlove”, Craig mostra toda sua qualidade na introdução, que cai em um Heavy altamente vigoroso. O encerramento com “When a Woman Cries” coloca os teclados mais uma vez em evidência.

Dream Evil alcançou a posição número 43 na parada da Billboard, além do oitavo lugar no chart britânico. Após a tour de divulgação, a banda sofreria uma reformulação completa, com apenas ‘o dono da bola’ permanecendo. Apesar de não figurar entre os maiores clássicos de Dio, é um álbum competente e que merece constar na coleção de qualquer fã da voz de ouro do Metal. Lembrando que foi esse disco a inspiração para o nome da banda do sueco Fredrik Nordström.

Ronnie James Dio (vocals)
Craig Goldy (guitars)
Jimmy Bain (bass)
Claude Schnell (keyboards)
Vinny Appice (drums)

01. Night People
02. Dream Evil
03. Sunset Superman
04. All the Fools Sailed Away
05. Naked in the Rain
06. Overlove
07. I Could Have Been a Dreamer
08. Faces in the Window
09. When a Women Cries

Link nos comentários
Link on the comments


JAY

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Dio - Lock Up the Wolves [1990]


Após não ter ficado completamente satisfeito com o resultado de Dream Evil, Ronnie James Dio decidiu que era hora de mudar. Dispensou toda a banda que o acompanhava e saiu atrás de novos músicos. De figuras já conhecidas, chegaram o baterista Simon Wright, ex-AC/DC e o tecladista Jens Johansson, que havia tocado com Yngwie Malmsteen. Os novatos no ramo eram o guitarrista de dezoito anos, Rowan Robertson e o baixista Teddy Cook. Com o grupo reconstruído, entraram em estúdio com a idéia de fazer um som menos polido em comparação ao álbum antecessor. Assim nasceu Lock Up the Wolves, quinto full-lenght da história do Dio.

Algumas composições ainda contavam com a participação de membros da formação anterior, mais especificamente Jimmy Bain e Vinny Appice. Mas quem contribuiu realmente com todo o processo de elaboração foi o menino-prodígio Rowan, que participou na criação das onze canções. Um detalhe a se ressaltar vai para a duração das faixas. Oito ultrapassam os cinco minutos. Mas a experiência fala mais alto e elas não se tornam efadonhas. Foram lançados dois singles. O primeiro para a veloz “Wild One”, que abria o trabalho mostrando o vigor da nova fase. O outro foi para “Hey Angel”, som mais cadenciado, com uma estrutura que lembrava os primórdios da banda.



A climática “Born on the Sun” chega a lembrar os bons tempos de Sabbath, enquanto “Night Music” tem uma saudável veia Hard Rock. “Walk on Water” é a mais curta e traz aquele pique Rock and Roll que Dio sempre fez questão de incluir desde os tempos de Rainbow. O encerramento vem com “My Eyes”, que começa com um violão muito bacana e se torna um Heavy Metal tradicional dos bons, com variações excelentes no andamento. Lock Up the Wolves pode até não entrar na lista dos melhores trabalhos que Ronnie já fez. Mas também não faz feio. Longe disso, aliás. Trata-se de um bom trabalho, que deve constar na coleção dos fãs. Até porque a voz está lá, brilhante como sempre foi.

Ronnie James Dio (vocals)
Rowan Robertson (guitars)
Teddy Cook (bass)
Simon Wright (drums)
Jens Johansson (keyboards)

01. Wild One
02. Born On The Sun
03. Hey Angel
04. Between Two Hearts
05. Night Music
06. Lock Up The Wolves
07. Evil On Queen Street
08. Walk On Water
09. Twisted
10. Why Are They Watching Me?
11. My Eyes

Link nos comentários
Link on the comments


JAY

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Holy Dio: A Tribute to the Voice of Metal [1999]


Entre tantos tributos que pipocavam no mercado há alguns anos, aqui está um que merece toda atenção. Afinal de contas, não é todo dia que uma verdadeira constelação se junta para homenagear uma lenda. Para melhorar, o louvado em questão até então estava vivo, o que dignifica ainda mais a idéia, ao contrário de algumas coveiragens recentes. Outro ponto que colaborou com a consistência das versões foi o fato de bandas em sua integralidade se esmerarem nas gravações, ao contrário do catadão que ocorre normalmente nesse tipo de trabalho. Juntando todos esses predicados, podemos colocar Holy Dio entre os melhores exemplares do gênero.

Interessante notar que esse é um dos tributos onde os envolvidos menos fizeram alterações nos arranjos de um modo geral. Da mesma forma, o timbre inimitável da voz de Ronnie foi respeitado, embora nunca alcançado. Mas isso não impede que tenhamos ótimas reproduções entre as dezenove faixas reunidas. Lembrando que a clássica “Kill the King”, do Rainbow, música chave na criação do Metal Melódico como o conhecemos, aparece duas vezes. Com o Primal Fear da maneira como foi gravada em estúdio, no álbum Long Live Rock and Roll. Já o Stratovarius – com Timo Tolkki nos vocais – resgata a versão do ao vivo “On Stage”.



No primeiro CD, destaque inevitável para a musa Doro Pesch, que trata com respeito a clássica “Egypt (The Chains Are On)” – e as vozes sussurradas no refrão são algo digno de nota. Assim como o já citado Primal Fear, o Jag Panzer e o Fates Warning não inventam muito em “Children of the Sea” e “Sign of the Southern Cross”, respectivamente. O Gamma Ray injeta toda sua energia em “Long Live Rock and Roll”, enquanto Yngwie Malmsteen solta os bichos (e os bululus) na histórica “Gates of Babylon”, em uma versão que contém JSS! Não é à toa que, junto de Doro, temos aqui os melhores vocais do play.

A segunda bolachinha mantém o alto nível, com a correta versão para “Man On the Silver Mountain”, protagonizada pelo Hammerfall. Além disso, temos os dois maiores Xerox de Dio nessa parte da obra. Primeiro com Mike Tirelli, do Holy Mother, em “Holy Diver”. Depois, com Robert Lowe, do Solitude Aeturnus (também atualmente no Candlemass) em “Shame on the Night”. Dois momentos que fazem o ouvinte menos atento pensar que o próprio baixinho assumiu o microfone. Para encerrar, o Angel Dust faz uma lindíssima releitura para “Temple of the King”, em um dos momentos mais sublimes do álbum.



CD 1

01. Don’t Talk to Strangers (Blind Guardian)
02. Kill the King (Primal Fear)
03. Egypt (Doro)
04. Children of the Sea (Jag Panzer)
05. Sign of the Southern Cross (Fates Warning)
06. Rainbow Eyes (Catch the Rainbow)
07. Long Live Rock and Roll (Gamma Ray)
08. Country Girl (Swäno/Tägtgren)
09. Gates of Babylon (Yngwie Malmsteen feat. Jeff Scott Soto)

CD 2

01. We Rock (Grave Digger)
02. Man on the Silver Mountain (Hammerfall)
03. Holy Diver (Holy Mother)
04. Kill the King (Stratovarius)
05. Still I’m Sad (Axel Rudi Pell)
06. Heaven and Hell (Enola Gay)
07. Neon Knights (Steel Prophet)
08. Shame on the Night (Solitude Aeturnus)
09. The Last in Line (Destiny’s End)
10. Temple of the King (Angel Dust)

Link nos comentários
Link on the comments


JAY

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Dio – Inferno: The Last In Live [1998]


Eis um dos discos ao vivo mais polêmicos da história do Rock. E o responsável por gerar a discórdia chama-se Tracy G. O guitarrista nunca foi bem aceito pelos fãs de Dio, por mudar demais alguns solos clássicos de Vivian Campbell, Tony Iommi e Ritchie Blackmore. Por vezes, soava como um instrumentista muito puxado para o lado Industrial, algo que vai contra a sonoridade clássica do saudoso baixinho. Seu estilo refletiu diretamente nas composições dos álbuns Strange Highways e Angry Machines, bem mais ‘sujos’ se comparados ao que temos nos clássicos como Holy Diver e The Last In Line. Não à toa, esses plays acabaram tendo suas músicas rapidamente ignoradas pela banda com o passar dos anos.

Mas aí você pensa: depois dessa baita esculhambada em algo tão importante como o guitarrista, ainda vale a pena baixar? Pois eu digo que sim! Primeiro, porque Ronnie está em um momento brilhante, cantando muito. Segundo, temos o grande Vinnie Appice na bateria, com suas viradas espetaculares, conduzindo as músicas como só ele sabe fazer. E, no mais, com a adrenalina lá em cima, a gente esquece o detalhe negativo. O álbum foi construído com músicas retiradas de quatro shows diferentes, nas cidades de Chicago, Nova York, Tóquio e Bremen. Impressionante notar como, independente do local, Dio tinha a platéia nas mãos, fazendo todo mundo agitar e cantar junto.


O setlist traz algumas curiosidades. Além das faixas então recentes, que não mais seriam tocadas, uma versão para “Mistreated”, do Deep Purple, relembrando o clássico disco ao vivo do Rainbow, On Stage, emendada com “Catch The Rainbow”. Detalhe que no material de divulgação, apenas Dio, Apiice e Tracy apareciam. O baixista Larry Dennison, que substituiu Jeff Pilson durante a tour e o tecladista Scott Warren não dão as caras por questões contratuais, o que desagradou Ronnie, que gostaria que ambos fossem incluídos nas fotos promocionais. Apesar dos pesares, vale a pena conferir, os aspectos bons superam os ruins. Mas que foi benéfica a saída de Tracy G e a volta de Craig Goldy, não tenha dúvidas.

Ronnie James Dio (vocals)
Tracy G (guitars)
Vinnie Appice (drums)
Larry Dennison (bass)
Scott Warren (keyboards)

CD 1

01. Intro
02. Jesus, Mary & Holy Ghost
03. Straight Through The Heart
04. Don’t Talk To Strangers
05. Holy Diver
06. Drum Solo
07. Heaven And Hell
08. Double Monday
09. Stand Up And Shout
10. Hunter Of The Heart

CD 2

01. Mistreated/ Catch The Rainbow
02. Guitar Solo
03. The Last In Line
04. Rainbow In The Dark
05. The Mob Rules
06. Man On The Silver Mountain
07. Long Live Rock And Roll
08. We Rock

Link nos comentários
Link on the comments


JAY

domingo, 16 de maio de 2010

Dio - Intermission [1986]


A importância de Ronnie James Dio para o Rock e o Heavy Metal é inegável. Além de ter influenciado muitos músicos com sua voz potente e suas composições excelentes, foi o responsável pela popularização dos famosos "chifres" feitos com as mãos, presente em qualquer show de som pesado.

Infelizmente o vocalista nos deixou no dia de hoje (16 de maio de 2010), vítima de complicações geradas por um câncer no estômago. Sua perda será sentida pelos fãs de música pesada de qualidade e sua música continuará sendo influente com o passar dos anos. Com tristeza mas com um clima de satisfação e de "trabalho feito", trago-vos este play em homenagem a uma das maiores vozes do Rock.

Após ter feito história no Elf, no Rainbow e no Black Sabbath, mas não ter dado certo com os integrantes dos grupos, Ronnie decidiu liderar sua própria empreitada em meados de 1982. E na época do lançamento de "Intermission", o norte-americano colhia os frutos de um trabalho bem-feito que atingiu o mainstream e deu mais reconhecimento ainda para o mesmo.


Gravado durante parte da turnê do "Sacred Heart", "Intermission" é um EP ao vivo que representa uma ótima fase para a banda Dio. Apesar de curtinho, a diversão dos headbangers de plantão fica garantida com a meia hora de duração, repleta de clássicos.

Tal ótima fase pode ser representada apenas pela lista de músicos que acompanhava Ronnie: Vivian Campbell na guitarra, Jimmy Bain no baixo, Vinny Appice na bateria e Claude Schnell nos teclados fizeram parte do Dio até a metade da turnê "Sacred Heart", quando Vivian foi substituído por Craig Goldy, que gravou apenas a quarta faixa, "Time To Burn".

Pra quem não conhece, "Intermission" é uma boa introdução ao som de Dio - guitarras bem tocadas, composições harmoniosas e melódicas, cozinha fabulosa, peso e emoção aliados, cama de teclados muito boa e, claro, a voz de Ronnie, que dispensa comentários. Uma boa pedida para este domingão, marcado por essa infeliz perda. R.I.P.!

01. King Of Rock And Roll
02. Rainbow In The Dark
03. Sacred Heart
04. Time To Burn
05. Medley: Rock N' Roll Children + Long Live Rock N' Roll + Man On The Silver Mountain
06. We Rock

Ronnie James Dio - vocal
Vivian Campbell - guitarra
Craig Goldy - guitarra em 4, guitarra base adicional
Jimmy Bain - baixo
Claude Schnell - teclados
Vinny Appice - bateria

(Links nos comentários - links on the comments)

by Silver

Descanse em paz, mestre Dio!

terça-feira, 27 de abril de 2010

Dio – Master of the Moon [2004]

No dia 18 de novembro, Ronnie James Dio foi hospitalizado pegando todos de surpresa. Para o desespero geral, Ronnie foi diagnosticado com câncer de estômago e agora está em tratamento. Enquanto aguardamos ansiosamente que ele mate mais este dragão e volte aos palcos 100% recuperado, voltemos cinco anos no tempo e nos deparemos com um dos melhores registros da carreira do vocalista.

Lançado em 2004, Master of the Moon é o décimo e, até então, último disco de estúdio do Dio. Além de contar com o multi-instrumentista Jeff Pilson (ex-Dokken) no baixo, o disco marca o retorno do guitarrista de Dream Evil (1987) e Magica (2000), Craig Goldy, que aqui gravou todas as guitarras e teclados e é co-autor de todas as músicas.

Musicalmente, Master of the Moon é pesado e sombrio como manda o figurino, com Ronnie impecável e Craig comprovando que, apesar de não ser fodão que nem Vivian Campbell ou Doug Aldrich, é o guitarrista que melhor se encaixa na proposta do grupo. E não dá para não ressaltar a contribuição de Pilson com linhas de baixo marcantes que ao vivo ficaram ainda melhores tocadas pelo também experiente Rudy Sarzo.

Não vou fazer destaques, visto que o nível é mantido lá em cima do início ao fim. E para a festa ser completa, o arquivo inclui ainda “The Prisoner of Paradise”, faixa bônus da versão japonesa do álbum. Quer mais?

01. One More for the Road
02. Master of the Moon
03. The End of the World
04. Shivers
05. The Man Who Would Be King
06. The Eyes
07. Living the Lie
08. I Am
09. Death By Love
10. In Dreams

Bonus Track:
11. The Prisoner of Paradise

Ronnie James Dio – Vocais
Craig Goldy – Guitarra; Teclados
Jeff Pilson – Baixo
Simon Wright – Bateria
Scott Warren – Teclados (creditado, mas não tocou no álbum)

LINK NOS COMENTÁRIOS
LINK ON THE COMMENTS

мєαиѕтяєєт

sábado, 10 de abril de 2010

Dio - Spokane '84 [1984]


Tudo que vem de Ronnie James Dio é de esperar uma qualidade absurda. Desde trabalhos com bandas do cunho de Black Sabbath e Rainbow até sua carreira solo pela banda Dio, o baixinho sempre trouxe coisa boa. Mas a fase desse registro não-oficial é a minha predileta, não só pela line-up mas por tudo como performance e repertório, entre outros detalhes.

Essa bootleg foi gravada no Coliseum da cidade de Spokane, WA, no dia 24 de julho de 1984 durante a turnê do clássico "The Last In Line", gravado no mesmo ano. Como dito antes, aqui tudo chama a atenção, mas posso começar falando desse timaço de músicos que estava com Dio nessa turnê. A formação constituía-se do fabuloso guitarrista Vivian Campbell (hoje do Def Leppard), do grande Jimmy Bain nas 4 cordas (que já trabalhou com Ronnie antes no Rainbow), do eterno Vinny Appice no posto de baterista (saiu do Black Sabbath com o Dio pra montar tal projeto) e do competente Claude Schnell nos teclados. E, claro, o imortal Ronnie James Dio mandando ver mais do que nunca aqui.

O repertório, definitivamente, só conta com clássicos de marca maior! Tudo de melhor do nanico produzido até então estava reunido aqui: clássicos indubitáveis como "Long Live Rock N' Roll"/"Man On The Silver Mountain" (Rainbow) e "Heaven And Hell" (Black Sabbath) figuram ao lado do material de credibilidade incrível até então feito por Dio em carreira solo como "Rainbow In The Dark" e "The Last In Line". O único ponto negativo é ser tão curtinho e dar apenas 40 minutos de diversão, mas mesmo assim é diversão garantida!

Pra finalizar a patifaria, a qualidade de som do registro está simplesmente perfeita, pois o áudio foi extraído diretamente da mesa de som. E repito: diversão garantida!

01. We Rock
02. Mystery
03. Heaven And Hell
04. Vivian Campbell's Guitar
05. The Last In Line
06. Heaven And Hell (Ending)
07. Rainbow In The Dark
08. Man On The Silver Mountain
09. Starstruck
10. Long Live Rock N’ Roll
11. Man On The Silver Mountain (Reprise)

Ronnie James Dio - vocal
Vivian Campbell - guitarra
Jimmy Bain - baixo
Vinnie Appice - bateria
Claude Schnell - teclado

(Links nos comentários - links on the comments)

by Silver

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Dio - The Last In Line [1984]


Discordo quando dizem que "Holy Diver" é o disco definitivo da carreira de Dio, apesar de ser um dos melhores. É sempre difícil criar um sucessor para um álbum acima da média, e "The Last In Line" serviu para mostrar que Ronnie James Dio e sua trupe não estavam pra brincadeira e que o projeto não seria apenas um passatempo paralelo do vocalista, ex-integrante do Rainbow e do Black Sabbath.

Com a adição do tecladista Claude Schnell (Rough Cutt), "The Last In Line" foi lançado um ano após seu antecessor e é uma genuína aula de como Heavy Metal deve ser tocado. O play é marcado por boas composições com refrães maravilhosos, peso costumeiro, linhas de guitarras fantásticas (Vivian Campbell é o cara), teclados moderados que sabem a hora de marcar presença, cozinha de outro mundo e a lendária voz de Ronnie.

A repercussão foi excelente - com a ajuda dos singles de "Mystery" e da faixa-título do álbum, "The Last In Line" obteve o 4° e o 24° lugares das paradas inglesas e americanas, respectivamente, com mais de um milhão de cópias vendidas apenas nos Estados Unidos. Foi o primeiro de Dio a receber disco de platina.

Os destaques ficam para a épica canção que dá nome ao play - sem dúvidas a melhor de sua carreira, a paulada "We Rock", a semi-balada "Egypt (The Chains Are On)" e a rápida "I Speed At Night". "The Last In Line", de fato, é um discão repleto de energia e indispensável na coleção de qualquer headbanger.

01. We Rock
02. The Last In Line
03. Breathless
04. I Speed At Night
05. One Night In The City
06. Evil Eyes
07. Mystery
08. Eat Your Heart Out
09. Egypt (The Chains Are On)

Ronnie James Dio - vocal
Vivian Campbell - guitarra
Jimmy Bain - baixo
Vinny Appice - bateria
Claude Schnell - teclados

(Links nos comentários - links at the comments)

by Silver