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terça-feira, 14 de junho de 2011

Megadeth - So Far, So Good... So What! [1988]


Pouco mais de 34 minutos. Pode parecer pouco para um disco, mas não foi necessário mais que isso para que esse se tornasse o disco mais vendido em nível mundial pelo Megadeth. "So Far, So Good...So What!" pode não ser o melhor disco da carreira da banda (o seu sucessor para mim ostenta este título), mas a velocidade em que a banda trabalha as canções é algo de fazer qualquer headbanger quebrar a espinha de tanto bater cabeça e é um dos meus prediletos da carreira do grupo.

Mas este talvez seja o disco mais conturbado da já conturbada história do Megadeth. Mustaine estava mais do que nunca enfiado em seu vício de drogas, e pra piorar, Gar Samuelson e Chris Poland tinham sido expulsos do grupo, por estarem com tantos problemas com drogas quanto Mustaine, sendo o ápice a afirmação de Mustaine de que Poland havia vendido instrumentos para continuar a sustentar a sua cada vez mais crescente dependência. Para não bastar isso, a produção do disco foi afetada pelo ego de Mustaine, que devido a algumas exigências de como a bateria deveria soar, expulsou o produtor Paul Lani durante o processo de gravação.

Da esquerda para direita: Jeff Young, Dave Mustaine, Chuck Behler e David Ellefson

Sim, mas nem estes problemas derrubaram o genial Mustaine. As letras pessoais que sempre são um destaque na carreira do Megadeth continuam aparecendo aqui, e neste foi gerada a melhor letra que Mustaine fez, a qual citarei mais a frente. E o instrumental aqui é tão furioso, que em alguns momentos mais parece um disco de Speed ao invés Thrash que o Megadeth sempre fez tão bem. Porém infelizmente muitos não dão muita atenção a este, até por muitos clássicos os quais Mustaine fez, como seu destruidor sucessor "Rust In Peace". Porém para mim "So Far, So What... So Good" tem um valor inestimável.

E logo de cara temos um ótimo trabalho na instrumental "Into The Lungs Of Hell", que começa sem querer nada e vira uma música envolvente até para aqueles que não são muito chegados em música instrumental assim como eu e é um ótimo abre-alas para a porrada que come solto em "Set The World Afire" uma pancada magistral aos ouvidos com velocidade e peso adicionados sem dó alguma e que realmente nos fará sentir no holocausto nuclear sugerido na letra da música e faz qualquer headbanger se alegrar com o excelente trabalho apresentado. Após o cover de "Anarchy In The U.K" com adaptações na letra, temos uma rifferama sensacional em "Mary Jane" que mostra que realmente o homem é diferenciado e um gênio dentro do estilo, com um trabalho guitarrístico impecável.




E tome mais porrada em "502" que é um convite para realmente "namorar uma estrada", conforme Mustaine sugere na letra da música. Mas o grande momento é na clássica e espetacular "In My Darkest Hour". Com seu instrumental dedicado a Cliff Burton, essa é uma das músicas que Mustaine dedica a Diana, uma namorada de longo tempo de Mustaine e com a qual podemos pereceber na letra desta que o relacionamento não era lá tudo isso, e é uma baita canção, onde podemos sentir o sofrimento de Dave com aquele relacionamento desgastado e destrutivo que ele passou, com uma letra intimista e que para mim é uma das melhores letras de toda a carreira do grupo, sem falar no desempenho acima da média de todo o grupo aqui. "Liar" é uma "afável declaração de amor" para Chris Poland, pelo ato já citado anteriormente neste texto.

Para finalizar temos a excelente "Hook In Mouth", que fecha este petardo da mesma maneira que foi iniciado, com peso e velocidade descomunais. Se mais uma vez como sempre vamos entrar nos méritos se o Megadeth é melhor que Metallica nos comentários eu não sei (apesar de achar isso quase certo), mas que se comparado os discos da mesma época, o Megadeth é definitivamente mais pesado, isso não há dúvidas. E esta é mais um prova real disso, pois aqui a banda desce o braço com gosto e sem poupar energia. E mais uma vez sou obrigado a reconhecer que mesmo na pior, Mustaine e sua trupe consegue gerar discos de qualidade inquestionável.




1.Into the Lungs of Hell
2.Set the World Afire
3.Anarchy in the U.K.
4.Mary Jane
5.502
6.In My Darkest Hour
7.Liar
8.Hook In Mouth

Dave Mustaine - Vocal, Guitarra
Jeff Young - Guitarra
David Ellefson - Baixo
Chuck Behler - Bateria


By Weschap Coverdale

domingo, 13 de março de 2011

Children of Bodom – Are You Dead Yet? [2005]


Há muito queria escrever sobre o Children of Bodom. Quando ouvi o som do grupo pela primeira vez achei ruim, tosco, uma gritaria. Isso foi aproximadamente em 1999. O tempo passou e nós evoluímos, eu como ouvinte e o Children como banda. Me impressiona como eles conseguem produzir sons cada vez melhores a cada novo lançamento. São músicas rápidas, com climas interessantes e vocais que, diferentemente do que eu achava antes, acabam encaixando perfeitamente no contexto proposto.

O Children of Bodom foi formado no ano de 1993 em Espoo, Finlândia, pelo guitarrista, vocalista, compositor, líder e cabeça Alexi “Wildchild” Laiho. O nome da banda é uma referência ao Lago Bodom, na cidade de Espoo, onde ocorreu uma série de assassinatos no ano de 1960. Quatro adolescentes acampavam na margem do lago. Três foram brutalmente assassinados a facadas por um desconhecido entre 4 e 6 horas da madrugada. O quarto sobreviveu, mas foi espancado e teve diversas fraturas. Foi considerado suspeito dos crimes em 2005 e absolvido pela corte distrital. Uau, que história!

Quanto à banda, começou com um heavy agressivo mas que não tinha, aparentemente, nenhum potencial para se tornar distinto de todo o resto que vagava pelo cenário. Foi em Are You Dead Yet?, postagem de hoje, que resolveram investir em riffs mais diretos e secos, deixando as invencionices guitarrísticas de Mr. Laiho para momento específicos da música. Antes, ele passava enchendo o saco com suas piruetas do começo ao fim de cada música, o que tornava o som bastante cansativo.

Talvez a entrada do guitarrista Roope Latvala em 2003 tenha ajudado a moldar o novo estilo. O único músico remanescente da formação original é o baterista Jaska Raatikainen, pois baixo e teclados também alternaram nas mãos de outros instrumentistas com o passar dos anos. O fato é que a química da banda mudou, e esse foi o primeiro disco de estúdio com essa formação, que tornou-se constante a partir desse trabalho, permanecendo até hoje. Química que fez com que a banda passasse e figurar entre as minhas preferidas das que surgiram na cena metal neste milênio.


Pensando bem, lembra um pouco Britney Spears... oops

Living Dead Beat abre o play mostrando que as coisas haviam mudado. Temos um som coeso, com uma produção que privilegiou o trabalho em grupo, e não apenas os destaques spotlights de Mr. Laiho. Eu diria que até dá para cantar junto o refrão, se você tiver bebido o suficiente. A segunda é Are You Dead Yet?, que teve um videoclipe de divulgação muito legal, com a história de um policial corrupto e seus cúmplices. A música é, na minha opinião, excelente. Confira o vídeo abaixo.



Bastards of Bodom conta a história do Lago Bodom, e o refrão é simples assim:

“don't need a reason and I wont tell you why
just take you to hell by the edge of my scythe!”

Para completar, uma versão insana de Oops, I Did It Again, da Britney Spears, que é, no mínimo, hilária. Mostra que os caras são sérios naquilo que fazem mas mantém o senso de humor, coisa rara hoje em dia. Lembro que a Helloween da fase Keeper era cheia de humor, com barulhos incidentais nas gravações e climas engraçados. Da mesma maneira o Iron Maiden trazia brincadeiras em suas capas com temas malévolos e satânicos. Sinto falta desse senso de humor nas bandas de hoje, que tentam se levar a sério demais, esquecendo por vezes que o rock’n’roll foi criado por pessoas que não tinham muita sobriedade...



Esse disco proporcionou à banda uma mega turnê ao lado de Slayer e Lamb of God, mostrando ao mundo que o Children of Bodom veio para ficar. E, a julgar pelo último lançamento, Relentless Reckless Forever, eles estão ficando cada vez melhores.

Vida longa às crianças do Lago Bodom.

Track List

1. Living Dead Beat
2. Are You Dead Yet?
3. If You Want Peace... Prepare For War
4. Punch Me I Bleed
5. In Your Face
6. Next In Line
7. Bastards Of Bodom
8. Trashed, Lost & Strungout
9. We're Not Gonna Fall
10. Oops! I Did It Again (bonus)

Alexi Laiho (vocais, guitarras)
Roope Ukk Latvala (guitarras)
Janne Jameson Warman (teclados)
Henkka T Blacksmith (baixo)
Jaska Raatikainen (bateria)

As crianças. Nils Gustafsson, o sobrevivente, está no meio à direita.

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Por Zorreiro

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Exciter - Death Machine [2010]


Aproveitando que eles passarão por aqui logo, logo. A máquina assassina canadense está de volta! Os precursores do Speed Metal chegam a seu décimo-primeiro álbum de estúdio mostrando que ainda sabem como oferecer aos fãs uma aula de agressividade sem descuidar da melodia. O vocalista Kenny “Metal Mouth” Winter mostra estar adaptado ao grupo, oferecendo um trabalho bem mais interessante se comparado ao play anterior, Thrash Speed Burn. Mas para quem não gosta de um vocal esganiçado, não adianta, nada vai mudar a opinião aqui. Já o mestre John Ricci mostra porque foi um guitarrista influente para a geração seguinte, metralhando nossos ouvidos com riffs e solos de pura insanidade e qualidade.

A faixa-título abre a destruição no melhor estilo pé na porta, convidando para a abertura de mosh-pits. Depois é a vez do baterista Richard Charron mostrar seu poder fogo na intro de “Dungeon Descendants”, outra cacetada certeira. A melhor do disco vem na seqüência. “Razor In Your Back” é uma verdadeira insanidade sonora – no bom sentido – com uma levada que cola desde a primeira escutada. Em “Pray For Pain” temos uma sonoridade vintage, aparentemente premeditada. E a coisa dá certo, trazendo lembranças do vinil girando e a agulha riscando o sulco. Uma pegada de guitarra à la Tony Iommi abre a arrastada “Power and Domination”, fazendo o ouvinte dar uma conferida no encarte para ver se rolou alguma participação especial.



Aí é hora de meter o pé no acelerador mais uma vez em “Hellfire”, som com cara de que vai conquistar o público ao vivo. “Demented Prisoners” soa algo como um Thrash Metal com levada Rock and Roll, deveras interessante. Falando em referências, ao ouvir o começo de “Slaughtered in Vain” você pode até imaginar que se trata de uma espécie de tributo ao Motörhead. Claro que a voz de Kenny é o total oposto de Lemmy, mesmo assim a impressão é a melhor possível. Só podia teer dado uma diminuída, pois depois de um tempo fica repetitiva. Encerrando o álbum, “Skull Breaker”, verdadeiro convite para o headbanging desenfreado. A faixa escondida é um solo de John Ricci com o mesmo nome da música que a antecede.

Dan Beehler não volta mais. Muito menos, o Exciter fará outro álbum com a grandeza de um Heavy Metal Maniac ou Violence and Force. Mas ainda é uma ótima opção para quem gosta de umas porradas nos tímpanos no melhor estilo old-school.

Kenny "Metal Mouth" Winter (vocals)
John Ricci (guitars)
Robert "Clammy" Cohen (bass)
Richard "Rik" Charron (drums)

01. Death Machine
02. Dungeon Descendants
03. Razor In Your Back
04. Pray For Pain
05. Power And Domination
06. Hellfire
07. Demented Prisoners
08. Slaughtered In Vain
09. Skull Breaker
10. Skull Breaker (Hidden Solo)

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JAY

sábado, 6 de novembro de 2010

Raven - Rock Until You Drop [1981]


Oi galera, alguém lembra de mim? Pois é, andei sumido por um tempo, mas como agora as coisas por aqui deram uma acalmada, resolvi matar a saudade de postar aqui no blog. Nem lembro qual foi o meu último post, mas o que importa é que esse aqui vai derrubar a casa de muitos visitantes! É bem capaz que muitos que estão lendo esse texto agora, já tenham essa pepita no computador, mas caso você seja novo por aqui (pois essa é a única desculpa para nunca ter ouvido falar do Raven), e não tenha a menor idéia do que o post de hoje se trata, nem termine de ler a resenha e vá direto ao link!

Esses dias eu estava de bobeira mexendo no meu guarda-roupa, e encontrei a minha jaqueta jeans recheada de patches, e de repente um filme dos anos da minha juventude (leia-se ano passado, antes de entrar na faculdade) passarou diante dos meus olhos: dias e dias dedicados ao blog postando pedradas e mais pedradas, e sempre que possível indo aos shows das bandas de heavy que passavam por aqui. Mas uma música em particular não saia da minha cabeça, e eu não conseguia lembrar qual era, até que... ''You've gotta rock! Rock Untill You Drop!!'', ora claro! Raven!
Automaticamente eu vim baixar o disco em questão, e fiquei esperando um bom momento para que com todo o prazer, eu pudesse re-postar essa jóia rara do heavy metal aqui. Bem, pensado e feito, só me resta digitar linhas e linhas de adjetivos positivos para com a bolachinha!

(Raven e Metallica, não encontro outra palavra para definir essa foto além de... auto-destruição.)

Entre todas as bandas de heavy tradicional, na minha opinião, o debut do Raven está entre os melhores de todos! Insanos, tanto musicalmente, como pessoalmente falando, os caras dão uma lição de que os anos 80 ainda iria mostrar muita coisa. Pegada, solos, gritos e batidas rápidas, como todo bom disco de speed metal deve ser, com os irmãos Gallagher a frente dessa verdadeira ''gangue'', os fãs tinham tudo que queriam para bons momentos de diversão.

Eu fico imaginando como deveria ser um show dos caras em meados dos anos 80... Com músicas como ''Hard Ride'' e ''Hell Patrol'', além da própria ''Rock Untill You Drop'' no repertório, as casas de shows deveriam sofrer sérias avarias. Detalhe legal, fica por conta do baterista Rob Hunter com seu típico capacete de hockey acredito eu, durante os shows distribuía cabeçadas a esmo nos pratos da bateria! É fácil de se encontrar vídeos disso, qualquer um dos 80, fase que Rob esteve no grupo.

(não pude deixar de colocar essa foto! *-* obs: a porra do baixo ainda tem alavanca!!! obs²: Preciso de um desses urgente!!!)

Sabadão... pauleira nele!

1 - Hard Ride
2 - Hell Patrol
3 - Don't Need Your Money
4 - Over the Top
5 - 39/40
6 - For the Future
7 - Rock Until You Drop
8 - Nobody's Hero
9 - Hellraiser/Action (The Sweet cover)
10 - Lambs to the Slaughter
11 - Tyrant of the Airways
12 - Wiped Out (7" b-side)
13 - Crazy World (7" b-side)
14 - Inquisitor
15 - Lambs to the Slaughter (Radio One Session)
16 - Hold Back the Fire (Radio One Session)
17 - Hard Ride (Radio One Session)
18 - Chainsaw (Radio One Session)
19 - Let it Rip (Brute Force compilation track)

Formação:
John Gallagher - vocal e baixo
Mark Gallagher - guitarras
Rob Hunter - baquetas



sueco

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sábado, 30 de outubro de 2010

Anvil - Hard 'n' Heavy [1981]

Anvil! Se tem uma banda mais "tr00" que eles, façam o favor de me apresentar, porque eu nunca vi nada parecido em toda a minha vida! Tem gente que não entende o motivo disso, mas é simples, já que os caras andaram praticamente a carreira inteira vagando pelo underground, tocando pelo simples prazer de fazer Heavy Metal. Mesmo assim, eles ainda tiveram os colhões de influenciar toda uma geração de bandas de Heavy Metal, principalmente as de Speed/Thrash Metal dos anos 80.

A banda foi formada em 1978, pelo guitarrista/vocalista Steve "Lips" Kudlow e pelo baterista Robb Reiner (os dois únicos membros originais da banda, atualmente) em Toronto, Canadá, com o próprio nome de "Lips". Após alguns anos, ainda com o antigo nome, eles lançaram "Hard 'n' Heavy" (o que temos aqui, é uma reedição do álbum de pouco tempo depois, já com o nome "Anvil"), este debutão FODA, com músicas extremamente kick-ass, já com as tradicionais batidas mais aceleradas, mas ainda com grande influência do Heavy Metal setentista, som que iria evoluir a partir do segundo álbum, o clássico "Metal On Metal", e ajudaria a moldar o que conhecemos hoje em dia como Speed Metal.

Aqui é o que sua família careta chamaria de "ROCK PAULEIRA", com muitos riffs cheios de distorções extremamente pesadas para a época, bateria rápida e precisa e baixo com distorção também, fazendo o popular "som de doido" mesmo, mas bom para quebrar o pescoço batendo cabeça, sempre com uma boa cerveja na mão e fazendo os populares "chifrinhos do Metal" (risos).

O álbum não foi lá um sucesso, mas serviu para mostrar que os caras tinham um ótimo futuro pela frente, além de ter servido de influência para várias bandas contemporâneas, nos tempos em que fazer Heavy Metal ainda era uma coisa digna. Mesmo assim, tornou-se um grande clássico facilmente lembrado por qualquer fã da época, e esquentou as coisas para o seu sucessor, o já citado "Metal On Metal", que sacudiria todo o mundo do estilo e se tornaria não só um dos maiores clássicos da banda, mas também de toda a música.

Após isto, o líder Steve "Lips" Kudlow foi convidado pelo lendário Lemmy Kilmister (ou Deus, como preferir) para tocar guitarra no Motörhead, após a saída de "Fast" Eddie Clarke, mas ele recusou por acreditar de verdade em sua empreitada, mostrando mais uma vez o grande amor que ele tem por sua banda, estando na batalha com ela há quase 30 anos, passando por todas as dificuldades possíveis e imagináveis.

Voltando ao disco, e chegando aos destaques, devo citar faixas como "School Love", "AC/DC", que abrem o disco à mil; as pesadonas "Bedroom Game", "Ooh Baby" e "Oh Jane", além do excelente cover de "Paint It Black", dos Rolling Stones.

Enfim garotinhos felizes fãs de Metal, se vocês se intitulam fãs do estilo, sua maior obrigação na vida é fazer não apenas este download, ou os que já saíram por aqui, mas de abrir o Google e baixar a discografia, pois o Anvil é, sem dúvidas, uma das personificações do Heavy Metal!

Steve "Lips" Kudlow - Vocals, lead guitar
Dave "Squirrely" Allison - Rhythm guitar, vocals on 4 and 6
Ian "Dix" Dickinson - Bass
Robb Reiner - Drums

1. School Love
2. AC/DC
3. At The Apartment
4. I Want You Both (With Me)
5. Bedroom Game
6. Ooh Baby
7. Paint It Black (Rolling Stones cover)
8. Oh Jane
9. Hot Child
10. Bondage

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Bruno Gonzalez

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Aion - Aionism [1991]

Garanto que 95% dos visitantes que olharem a capa de primeira pensarão: "Mais banda farofa?!", e não estão errados, pois, quando conheci o Aion, há alguns anos atrás, pensei exatamente a mesma coisa, principalmente quando vi fotos da banda, que investia bastante em laquê, tinta no cabelo e uma porção de roupas gritantes, o que ficou conhecido como Visual Kei, principalmente na segunda metade dos anos 80. Eles são considerados uma das bandas pioneiras do estilo, ao lado de bandas como Luna Sea e X Japan. E não, o som não tem NADA de farofada, pois é um Power/Thrash Metal bem pesado e TENSO, embora tenha suas direções pop.

A banda foi formada bem antes do lançamento deste disco que lhes trago hoje, em 1983, para ser mais preciso, pelo ótimo guitarrista Izumi Ochiai, que é o único remanescente da formação original nos dias de hoje. De início, claro que o som era muitíssimo mais pesado, como podemos notar em seus primeiros lançamentos, como o também TENSO "Deathrash Bound", que mostrava apenas um Thrash Metal muito do pancadão. Com o movimento Visual Kei ganhando cada vez mais reputação no Japão, e bandas que anteriormente eram muito mais pesadas tomando direções totalmente comerciais, com o Aion não poderia ser diferente, e, claro, é extremamente compreensível, já que os caras também têm que comer mulher e ganhar dinheiro, não é verdade?

Em meio a isso tudo, "Aionism" foi lançado em 1991 e tornou-se um dos maiores clássicos do grupo, com músicas muitíssimo bem feitas e bem pesadas, com riffs de guitarra extremamente rasgadões, assim como os vocais, baixo distorcido, pedal duplo comendo na bateria e tudo mais o que é preciso pra se fazer um som realmente "estuprador de ouvidos", embora a influência (bem pequena) do Hard Rock esteja por aqui também, assim como a do Heavy tradicional. Como já falei, o disco foi muitíssimo bem aceito pela mídia e pelos fãs do estilo, graças principalmente ao vídeo-clipe (PV, como eles chamam no Japão) da faixa "Be Afraid" e também pela participação especial do vocalista do Luna Sea, Ryuichi Kawamura, fazendo backin' vocals na faixa "Disarray". O sucesso rendeu-lhes uma turnê com o já citado Luna Sea e com os "todo-poderosos" do X Japan, pelo Japão inteiro.

Bem, hoje não vou destacar nada, pois aqui as músicas, além de serem extremamente parecidas, parece haver uma "conexão" entre todas, exceto pela balada "Kusari To Ame", que dá uma quebrada no clima do disco, mas nada que atrapalhe muito o andamento, já que ela combina bastante com o resto!

Enfim, galerinha feliz e contente, se vocês querem um bom disco de Heavy Metal, aqui está um dos grandes da Terra do Sol Nascente!


Nov - Vocals
Izumi - Guitars
Dean - Bass
S.A.B. - Drums


1. Launch Game
2. Be Afraid
3. Child
4. Cold Blood
5. Disarray
6. Peter-III
7. S.S.S.
8. Kusari To Ame (鎖と雨)
9. Caution
10. Popular Song
11. My Place
12. Chimeishou (致命傷)

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Bruno Gonzalez

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Metal Church - The Dark [1986]

O disco de hoje é digno de "51 com Torresmo" (R.I.P.), jogando Mortal Kombat no fliperama. É música pra macho, se você é frutinha e gosta de coisinhas trabalhadinhas e bonitinhas, é melhor nem continuar lendo o post, a não ser que você queira ter seu ouvidinho fresco totalmente destroçado por toda a pancadaria que o Metal Church nos proporciona.

Quem é fã de Metal sabe de toda a influência e importância da banda no meio do estilo, seja para o Thrash, para o Power, ou para o Speed, já que os 3 estilos são muitíssimo bem englobados por aqui, formando um som único e próprio para cantar os refrãos com a mão pro alto, vociferando os vocais em côro que temos na maioria das músicas.

Depois do lançamento da demo "Four Hymns" e do full-length auto-intitulado, ambos com a mesma proposta, "The Dark" foi lançado e tornou-se um dos maiores clássicos do Metal oitentista, reunindo o peso dos anteriores, com uma direção mais acessível, mas, mesmo assim, o que temos aqui é o Heavy Metal no seu mais puro estado: riffs rápidos, solos com boas técnicas, cortesia da dupla Kurdt Vanderhoof e Craig Wells, pedal duplo do grande Kirk Arrington comendo solto, o baixo de Duke Erickson rápido com muita presença e os vocais de David Wayne (R.I.P.²) em seu melhor estado, com belíssimos agudos, mostrando como se cantava Metal antigamente. As letras ainda são bem obscuras, falando sobre ocultismo em geral, e o álbum também marca a gravação do primeiro clipe da banda, para a belíssima "Watch The Children Pray", que tornou-se também um grande clássico. O álbum ainda foi dedicado ao lendário Cliff Burton, do Metallica, que morrera pouco tempo antes do lançamento desta pedrada.

Chegando aos destaques, além da "Watch The Children Pray", que é indispensável, posso citar facilmente faixas incríveis como "Start The Fire", "Over My Dead Body", "Line Of Death", a faixa-título e a ótima "Western Alliance", que fecha o álbum com muita pedrada "nazoreia", mostrando como se faz Metal de verdade.

Enfim, galerinha, se vocês gostam de música pra meter o dedo no olho dos outros, dar bico na canela, pescoção e derivados, aqui está um grande álbum!

David Wayne - Vocals
Kurdt Vanderhoof - Guitar
Craig Wells - Guitar
Duke Erickson - Bass
Kirk Arrington - Drums

1. Ton Of Bricks
2. Start The Fire
3. Method To Your Madness
4. Watch The Children Pray
5. Over My Dead Body
6. The Dark
7. Psycho
8. Line Of Death
9. Burial At Sea
10. Western Alliance

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Bruno Gonzalez

domingo, 22 de agosto de 2010

Megadeth - Killing Is My Business... and Business Is Good! [1985]

Domingão, aquele dia "maravilhoso", onde temos sempre muitas coisas pra fazer, como almoçar com a família e ficar aturando aqueles papos chatos de "nossa, como você cresceu!" ou "esse negócio de Rock é só uma fase...", totalmente GOOD!

Então, para deixar esse dia mais alegre e deixar sua família boquiaberta, aqui vai um dos melhores discos que eu já ouvi na minha vida, que é este de estréia de uma das minhas bandas favoritas, que é o Megadeth.

Furioso após ter sido demitido do Metallica, a lenda viva do Metal Dave Mustaine decidiu montar um grupo mais furioso e inconsequente, aonde ele mostraria o que Lars Ulrich e James Hetfield estavam perdendo. E não é que o corno conseguiu?! Se formos fazer um comparativo entre este e o "Kill 'Em All", de sua ex-banda, parece que temos um negão de 3 metros de altura espancando uma garotinha de 5 anos, de tanta raiva que este disco transpira.

Riffs extremamente rápidos e pesados, Mustaine gritando um monte de palavrões que nem um doido no microfone, bateria ultra-rápida, juntamente com o baixo, isso sem contar nos ótimos solos de guitarra que temos aqui, mostrando toda a boa técnica que o Chris Poland tinha, aliado ao Mustainão. O som aqui beira a insanidade, e, obviamente, isso não é ruim!

O disco saiu pela lendária Combat Records, que lançou muitíssimas outras bandas de Speed/Thrash, e teve uma vendagem até boa, chegando perto das 200 mil cópias, e causou uma tremenda polêmica, por conta da faixa "These Boots", com seu compositor original, Lee Hazlewood, que não gostou de todos os palavrões e outras palavras chulas que Mustaine incluiu na letra (inclusive, na versão deluxe de 2002, eles foram todos cortados), sendo cortada das cópias que viriam depois de seu lançamento.

Foi aí também que tivemos a estréia do mascote Vic Rattlehead, que, nessa capa, foi uma caveira de plástico, e, curiosamente, não era a capa pretendida para o álbum, mas, a original foi perdida pelo pessoal da Combat. Há males que vem para bem, não é verdade? Haha...

Capa do relançamento, em 2002

Chegando aos destaques, podemos citar facilmente as pancadarias "Last Rites/Loved to Deth", "Skull Beneath The Skin", a faixa-título, "Chosen Ones" e a lendária "Mechanix", que é a versão original de "The Four Horsemen", do Metallica, sendo essa, mais rápida, mais brutal e mais MACHO.

Enfim galera, se é um discão pesado que vocês querem, ele está aqui!

Dave Mustaine - Vocals, lead and rhythm guitar, piano
Chris Poland - Lead and rhythm guitar
Dave Ellefson - Bass, backin' vocals
Gar Samuelson - Drums

1. Last Rites/Loved To Deth
2. Killing Is My Business... and Business Is Good!
3. Skull Beneath The Skin
4. These Boots
5. Rattlehead
6. Chosen Ones
7. Looking Down The Cross
8. Mechanix

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Bruno Gonzalez

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Anvil - Metal On Metal [1982]


Para quem acompanha o blog quase que todo dia, se deparou com um post da banda canadense Anvil, o último disco dos caras, de 2007. Se você leu o review, se deparou com uma promessa no final deste, de postar mais discos da banda, e para cumprir a promessa, aqui vai o álbum mais conhecido da carreira dos caras, o clássico "Metal On Metal" de 1982.

Com uma sonoridade a frente de seu tempo, e sendo considerado o play que deu origem ao Thrash Metal segundo caras como Lars Ulrich e Tom Araya, que já declararm muita influência dos canadenses em suas bandas, o álbum apresenta 10 faixas bem consistentes e memoráveis, sendo tocadas até hoje em seus espetáculos.

Espere por aqui nada mais que um Thrash Metal, feito com mais simplicidade e com partes com pequenas doses de Hard Rock típico do começo dos anos 80. Quanto aos destaques, vale a pena ressaltar a faixa-título, um verdadeiro clássico que acabou se tornando a faixa mais conhecida da banda, a bem rocker "Scenery", que alia todo o peso característico do grupo a uma melodia cativante, "Mothra", e "666", que acabou se tornando grande influência para o Speed Metal posteriormente.

Disco dedicado a todos que curtiram o "This Is Thirteen", postado por mim há menos de uma semana, a quem curte som pesado, quem nunca ouviu a banda e queira conhecer e fãs da banda que ainda não tiveram o prazer de colocar essas 10 faixas para tocar. Se curtirem, pretendo postar ainda mais material aqui no blog!

01. Metal On Metal
02. Mothra
03. Stop Me
04. March Of The Crabs
05. Jackhammer
06. Heat Sink
07. Tag Team
08. Scenery
09. Tease Me, Please Me
10. 666

Robb Reiner - bateria
Steve "Lips" Kudrow - vocal, guitarra
Dave Allison - guitarra
Ian Dickson - baixo

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Hairbanger

domingo, 15 de agosto de 2010

Anvil - This Is Thirteen [2007]


Dedico o post de hoje para uma das bandas mais injustiçadas do Rock pesado, os canadenses do Anvil. Formados em 1978 e conseguindo lançar o primeiro disco já em 1981, os caras são influências declaradas de bandas como Megadeth, Motorhead, Metallica, Anthrax e Slayer, porém nunca conseguiram alcançar o mesmo sucesso destas. Depois de lançarem em 1982 o clássico "Metal On Metal", o grupo passou por vários problemas, mas nunca abandoram a banda, lançando vários discos ao longo dos anos, sem sucesso nenhum.

Porem, eis que mais tarde, em 2007, Sascha Gervasi, um ex-roadie da banda e hoje conceituado diretor de filmes, resolve gravar um documentário sobre a banda. Lançado em 2008 sob o nome de "Anvil! The Story Of Anvil", e inesperadamente, conseguiram ótimos reviews, relançando a banda novamente na mídia, conseguindo vários shows ao redor do mundo, incluindo aparições em programas de TV, filmes e até vídeo-game, em suporte do disco "This Is Thirteen", de 2007, tendo as gravações mostradas no documentário.

O disco em si apresenta um Heavy/Thrash Metal de extrema competência ao longo do disco. O 13º álbum do trio pega toda a experiência adquirida em quase 30 anos de carreira e coloca em prática, 13 sons do mais alto escalão do Thrash Metal.

O destaque fica por conta de todo o material, sendo covardia destacar apenas algumas canções, portanto, ouça as 13 músicas de uma só vez que a diversão será mais que garantida, só assim para entender o porque de não destacar algumas faixas. E para quem apreciar o disco, posso afirmar que ainda pretendo colocar mais Anvil nessa Combe!

01. This Is Thirteen
02. Bombs Away
03. Burning Bridges
04. Ready To Fight
05. Flying Blind
06. Room #9
07. Axe To Grind
08. Feed The Greed
09. Big Business
10. Should'a Would'a Could'a
11. Worry
12. Game Over
13. American Refugee

Steve 'Lips' Kudrow - vocal, guitarra
Robb Reiner - bateria
Glenn Five - baixo

Músicos Adicionais:

Ivan Hurd - guitarra solo em 'Worry', 'Burning Bridges' e 'Room #9'

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Hairbanger

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Warrant - The Enforcer [1985]

Antes de mais nada, por favor, não confunda esse Warrant com os americanos pomposos farofeiros! Entendido isso, você já pode começar a se preparar para a maravilha que te aguarda do outro lado do download: metalzão de primeira qualidade!

O Warrant foi uma das primeiras bandas de power/speed metal que eu ouvi, e eu me lembro como se fosse hoje, em uma das ''garimpadas'' diárias quando eu tinha meus 15 anos, ter achado em algum fórum da vida, e o autor do post escrachando geral com a banda homônima americana, não tive como resistir!

Quanto ao som do grupo, não esperem nada menos do que algo empolgante e altamente destruidor. Com músicas tipicamente oitentistas, como ''The Rack'' e seu refrão ''chiclete'': ''I got no more hope; Call for the rack; No future for me; Call for the rack!'', ''Send Ya To Hell'', e a minha preferida ''Cowards Or Martyrs'', o Warrant embora não tenha alcançado o seu lugar ao sol, definitivamente deixou a sua marca entre os fãs do estilo. Outro destaque vai para a parte instrumental do grupo, que embora seja bem aos padrões das demais bandas existentes, transmite para o ouvinte uma sensação diferente, algo divertido e viciante que com certeza irá te fisgar!

Se você tem alguma dúvida sobre o som dos caras, eu tenho um único argumento para te convencer sobre o disco: speed metal alemão! Se isso não te convenceu... nada o fará.

1 - Intro
2 - The Rack
3 - Ordeal Of Death
4 - Nuns Have No Fun
5 - Send Ya To Hell
6 - The Enforcer
7 - Betrayer
8 - Die Young
9 - Torture In The Tower
10 - Cowards Or Martyrs

Formação:
Jörg Juraschek - vocal
Thomas Klein - guitarras
Oliver May - guitarras
Jörg Juraschek - baixo
Thomas Franke - baquetas



sueco

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segunda-feira, 12 de abril de 2010

Iced Earth - Tribute To The Gods [2002]


"Tribute To The Gods" é um tributo de ótimo gosto do Iced Earth, com incontestáveis clássicos do Rock n' Roll e do Heavy Metal. Infelizmente, foi o último disco com Matthew Barlow no vocal (até sua volta à banda em 2007) e com Larry Tarnowski na guitarra-solo.

Todavia o destaque é Matt Barlow, um dos melhores vocalistas do metal. Seu vocal extremamente potente e sua presença energética definitivamente o consagraram como o definitivo vocalista do Icead Earth. O resto da banda também manda ver com um instrumental forte e bem tocado. Mesmo tocando covers, o grupo imprimiu sua personalidade.

Vale destacar as interpretações de "Highway To Hell" (AC/DC), "Screaming For Vengeance" (Judas Priest), "Black Sabbath" (Black Sabbath) e "God Of Thunder" (Kiss), sendo que nesta o guitarrista base e "chefe" do grupo, Jon Schaffer, deu uma palinha de sua voz.

O repertório já garante clássicos de bandas como Kiss, AC/DC, Iron Maiden, Judas Priest e muito mais. Impossível destacar uma canção sequer. Com a performance incrível do Iced Earth então, não há nada mais a se comentar. Não perca tempo e confira o mais rápido possível!

01. Creatures Of The Night (Kiss)
02. The Number Of The Beast (Iron Maiden)
03. Highway To Hell (AC/DC)
04. Burnin' For You (Blue Öyster Cult)
05. God Of Thunder (Kiss)
06. Screaming For Vengeance (Judas Priest)
07. Dead Babies (Alice Cooper)
08. Cities On Flame With Rock N' Roll (Blue Öyster Cult)
09. It's A Long Way To The Top (If You Wanna Rock N' Roll) (AC/DC)
10. Black Sabbath (Black Sabbath)
11. Hallowed Be Thy Name (Iron Maiden)

Matt Barlow - vocal
Jon Schaffer - guitarra-base, vocal em "God Of Thunder"
Larry Tarnowski - guitarra-solo
James MacDonough - baixo
Richard Christy - bateria

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by Silver