Pouco mais de 34 minutos. Pode parecer pouco para um disco, mas não foi necessário mais que isso para que esse se tornasse o disco mais vendido em nível mundial pelo Megadeth. "So Far, So Good...So What!" pode não ser o melhor disco da carreira da banda (o seu sucessor para mim ostenta este título), mas a velocidade em que a banda trabalha as canções é algo de fazer qualquer headbanger quebrar a espinha de tanto bater cabeça e é um dos meus prediletos da carreira do grupo.
Mas este talvez seja o disco mais conturbado da já conturbada história do Megadeth. Mustaine estava mais do que nunca enfiado em seu vício de drogas, e pra piorar, Gar Samuelson e Chris Poland tinham sido expulsos do grupo, por estarem com tantos problemas com drogas quanto Mustaine, sendo o ápice a afirmação de Mustaine de que Poland havia vendido instrumentos para continuar a sustentar a sua cada vez mais crescente dependência. Para não bastar isso, a produção do disco foi afetada pelo ego de Mustaine, que devido a algumas exigências de como a bateria deveria soar, expulsou o produtor Paul Lani durante o processo de gravação.
Sim, mas nem estes problemas derrubaram o genial Mustaine. As letras pessoais que sempre são um destaque na carreira do Megadeth continuam aparecendo aqui, e neste foi gerada a melhor letra que Mustaine fez, a qual citarei mais a frente. E o instrumental aqui é tão furioso, que em alguns momentos mais parece um disco de Speed ao invés Thrash que o Megadeth sempre fez tão bem. Porém infelizmente muitos não dão muita atenção a este, até por muitos clássicos os quais Mustaine fez, como seu destruidor sucessor "Rust In Peace". Porém para mim "So Far, So What... So Good" tem um valor inestimável.
E logo de cara temos um ótimo trabalho na instrumental "Into The Lungs Of Hell", que começa sem querer nada e vira uma música envolvente até para aqueles que não são muito chegados em música instrumental assim como eu e é um ótimo abre-alas para a porrada que come solto em "Set The World Afire" uma pancada magistral aos ouvidos com velocidade e peso adicionados sem dó alguma e que realmente nos fará sentir no holocausto nuclear sugerido na letra da música e faz qualquer headbanger se alegrar com o excelente trabalho apresentado. Após o cover de "Anarchy In The U.K" com adaptações na letra, temos uma rifferama sensacional em "Mary Jane" que mostra que realmente o homem é diferenciado e um gênio dentro do estilo, com um trabalho guitarrístico impecável.
E logo de cara temos um ótimo trabalho na instrumental "Into The Lungs Of Hell", que começa sem querer nada e vira uma música envolvente até para aqueles que não são muito chegados em música instrumental assim como eu e é um ótimo abre-alas para a porrada que come solto em "Set The World Afire" uma pancada magistral aos ouvidos com velocidade e peso adicionados sem dó alguma e que realmente nos fará sentir no holocausto nuclear sugerido na letra da música e faz qualquer headbanger se alegrar com o excelente trabalho apresentado. Após o cover de "Anarchy In The U.K" com adaptações na letra, temos uma rifferama sensacional em "Mary Jane" que mostra que realmente o homem é diferenciado e um gênio dentro do estilo, com um trabalho guitarrístico impecável.
E tome mais porrada em "502" que é um convite para realmente "namorar uma estrada", conforme Mustaine sugere na letra da música. Mas o grande momento é na clássica e espetacular "In My Darkest Hour". Com seu instrumental dedicado a Cliff Burton, essa é uma das músicas que Mustaine dedica a Diana, uma namorada de longo tempo de Mustaine e com a qual podemos pereceber na letra desta que o relacionamento não era lá tudo isso, e é uma baita canção, onde podemos sentir o sofrimento de Dave com aquele relacionamento desgastado e destrutivo que ele passou, com uma letra intimista e que para mim é uma das melhores letras de toda a carreira do grupo, sem falar no desempenho acima da média de todo o grupo aqui. "Liar" é uma "afável declaração de amor" para Chris Poland, pelo ato já citado anteriormente neste texto.
Para finalizar temos a excelente "Hook In Mouth", que fecha este petardo da mesma maneira que foi iniciado, com peso e velocidade descomunais. Se mais uma vez como sempre vamos entrar nos méritos se o Megadeth é melhor que Metallica nos comentários eu não sei (apesar de achar isso quase certo), mas que se comparado os discos da mesma época, o Megadeth é definitivamente mais pesado, isso não há dúvidas. E esta é mais um prova real disso, pois aqui a banda desce o braço com gosto e sem poupar energia. E mais uma vez sou obrigado a reconhecer que mesmo na pior, Mustaine e sua trupe consegue gerar discos de qualidade inquestionável.
1.Into the Lungs of Hell
2.Set the World Afire
3.Anarchy in the U.K.
4.Mary Jane
5.502
6.In My Darkest Hour
7.Liar
8.Hook In Mouth
Dave Mustaine - Vocal, Guitarra
Jeff Young - Guitarra
David Ellefson - Baixo
Chuck Behler - Bateria

By Weschap Coverdale















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