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sexta-feira, 24 de junho de 2011

Duran Duran - Rio [1982]



Uma das coisas que mais me irritam na Combe são quando aparecem os grandes trOOs que vem "defender" que o rock é para crítica social, para ser machão e tudo mais. E muitas vezes são esses mesmos que idolatram bandas como Van Halen, Kiss, Poison e muitas outras em que o foco eram apenas a diversão, fazer festa, encher a cara e farrear com um monte de mulheres ao redor. E este espírito que o rock proporciona influênciaram muitas outras bandas de pop que cravaram clássicos ao se inspirarem nesta faceta, que é a de fazer festa.

E para mim, uma dessas bandas pop que mais promoveu este espírito fanfarrão e até mesmo canastrão do rock que muitos de nós aqui gostamos foi o Duran Duran. Formado por músicos competentes, como Andy Taylor e a poderosa cozinha Jonh e Roger Taylor, eles aproveitaram esse espírito de festa do rock e o multiplicaram por mil, com músicas memoráveis que fizeram a cabeça de quem foi adolescente durante os anos 80.


E o melhor exemplo disso foi o segundo disco do grupo, o clássico "Rio", que foi o responsável pela explosão definitiva do grupo e a consagração do mesmo em nível mundial. E isto não foi à toa, pois aqui temos canções memoráveis e trabalhos perfeitos de todo o grupo, tanto que este álbum é figurinha carimbada em qualquer lista que se promova sobre grandes discos dos anos 80 e conseguiu obter ótimas posições em todos os charts na época, como o segundo lugar na parada britânica e o sexto na Billboard, onde ficou por 129 semanas.

E a faixa de abertura nos responde porque. "Rio" começa incendiando tudo que estiver ao redor, com grande destaque para a cozinha, que faz um trabalho perfeito e sincronizado entre si, onde a sua vontade será a de querer sair dançando por aí sem dar satisfação a nada e nem nínguem. E o baixão de John mais uma vez se faz muito presente na ainda mais dançante "My Own Way", em que Le Bon principalmente no refrão nos cativa com linhas vocais bacanas. A clássica "Hungry Like The Wolf" abre espaço agora para que Andy mande bala em riffs bem simples e legais durante a música, que levanta até defunto e alegra qualquer ambiente.



E tome mais festa em "Hold Back The Rain", com seu refrão arrebatador, onde Le Bon agora manda vocais muito legais e Rhodes manda aqueles teclados climáticos que eram a moda do pop dos anos 80 e que tornavam as músicas ainda mais legais. "New Religion" continua a festa que todo o disco transmite e com um astral lá em cima, não dando chance para que a qualidade aqui caia. "Save A Prayer" é uma das maiores baladas dos anos 80 e grava na cabeça desde sua primeira execução, tanto que em seus primeiros acordes já é possível a reconhecer facilmente. "The Chaffeur" fecha o registro de maneira estranha, pois é totalmente diferente das outras músicas, mas ainda assim é legal para viajar.

Então se você é daqueles que pensam que rock é coisa pra adolescente que gosta de pagar de rebelde sem causa, saiba que o rock é muito mais que isso. E se você acha que estou errado e quer pagar de revoltadinho e me xingar muito no twitter porque está revoltado, evoco as sábias palavras de Dave Mustaine: "What do you mean, "I hurt your feelings"? / I didn't know you had any feelings". Sai desse quarto, desse pc e se lembre que a vida é muito mais de que querer tacar fogo no mundo. Prefiro tacar fogo na pista com umas gatinhas ouvindo Duran Duran. E creio que nosso saudoso amigo Sueco a quem dedico esta postagem, há de concordar comigo.




1.Rio
2.My Own Way
3.Lonely In Your Nightmare
4.Hungry Like the Wolf
5.Hold Back the Rain
6.New Religion
7.Last Chance on the Stairway
8.Save a Prayer
9.The Chauffeur

Simon Le Bon - Vocais
Andy Taylor - Guitarra
John Taylor - Baixo
Roger Taylor - Bateria
Nick Rhodes - Teclados


By Weschap Coverdale

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

The Killers - Discografia [2004-2008]



Junte em um liquidificador tudo o que de melhor a música pop dos anos 80 apresentou, passando por bandas como The Cure, Duran Duran, Depeche Mode, New Order, Bruce Springsteen e Depeche Mode. O que isso poderia resultar? No começo dos anos 2000, na festiva Las Vegas eis que surge um grupo com essa proposta, após o anúncio colocado em um jornal pelo guitarrista Dave Keuning, que foi prontamente respondido pelo vocalista Brandon Flowers, que acabara de ser demitido do grupo que fazia parte, devido recusar uma mudança para Los Angeles. A formação do grupo se completou com a adição do baixista Mark Stoemer e do baterista Ronnie Vannucci.

Após formarem o grupo, o batizaram de The Killers, que era um nome de uma banda fictícia que aparecia no clipe de "Crystal" do New Order. Após algumas apresentações, chamaram a atenção de um representante de uma gravadora major, que recusou enviar uma demo a sua gravadora, mas a encaminhou a um pequeno selo londrino chamado Lizard King, que assinou um contrato rapidamente com a banda. Conciliando seu tempo entre uma turnê britânica e a gravação de seu primeiro disco, após três meses lançaram "Hot Fuss", que chegou ao primeiro lugar nas paradas britânicas e australianas e atingiu o sétimo lugar em solo americano.

Seu segundo disco de estúdio "Sam's Town" trouxe uma mudança em sua sonoridade, que se tornou mais roqueira e sem a grande presença de teclados e sintetizadores como no primeiro disco, e uma temática até um pouco mais sombria, que acabou desagradando a muitos, mas que ainda assim teve uma ótima receptividade. E o terceiro disco do grupo marca o retorno à sonoridade mais dançante, o que mostra a capacidade de sempre se renovarem e nunca soarem os mesmos.

Apesar de alguns rotularem como mais uma das grandes salvações do rock, o The Killers é uma banda indicada para aqueles que não se apegam a nenhum tipo de rótulo. Se você der uma chance, é bem capaz de curtir o pop rock festeiro que os rapazes de Las Vegas apresentam.


Hot Fuss [2004]



Em seu disco de estréia, o convite é para arrastar os móveis da sala e dançar. O timbre dos teclados e suas melodias te jogarão de volta aos anos 80, e sem falar no clima alegre apresentado durante a maioria do registro, mas que em alguns momentos ainda explora o lado melancólico que algumas bandas que foram suas influências apresentaram. Mas a faixa inicial, "Jenny Was A Friend of Mine" com uma linha de baixo grudenta de Stoermer mostra que a banda não veio para brincadeira e que tem qualidade o suficiente para chamar a atenção para a sua música.




Nesta mesma linha ainda temos os sucessos "Mr. Brightside" e a ainda mais dançante "Somebody Told Me", que foram as duas das principais responsáveis por alavancar o sucesso do debut. Ainda indico as lentas "All These Things that I’ve Done", "Smile Like You Mean It" e a climática "On Top", com seus sintetizadores bregas e charmosos. Um disco animado e que com certeza fará a festa dos chegados no pop dos anos 80.


1.Jenny Was A Friend of Mine
2.Mr. Brightside
3.Smile Like You Mean It
4.Somebody Told Me
5.All These Things That I've Done
6.Andy, You're a Star
7.On Top
8.Change Your Mind
9.Believe Me Natalie
10.Midnight Show
11.Everything Will Be Alright
12.Glamorous Indie Rock & Roll
13.The Ballad of Michael Valentine
14.Under The Gun


Sam's Town [2006]



Se no disco de estréia a festa era a ordem, a coisa mudou de figura no seu segundo trabalho. Influências mais roqueiras como Bruce Springsteen e U2 são reconhecíveis por todas as canções deste. O que gerou certa revolta por parte dos críticos, devido a terem se afastado de sua proposta inicial para enveredar por campos mais maduros e aos quais ainda não estavam preparados. Mas na minha opinião este é o melhor da discografia deles até o momento, em que as guitarras estão mais presentes e as letras são mais ácidas, e perde a ingenuidade inicial, o que torna este um trabalho bem mais difícil de digerir.




Entre as grandes canções deste, coloco a faixa-título e que é responsável pela abertura deste, a sensacional "When You Were Young" (que inclusive foi o single de maior sucesso deste), "Read My Mind" com seu jeito até meio infantil e encantador, a roqueira e com jeitão de U2 "Uncle Johnny", com uma letra inspirada que fala do tio do vocalista Brandon Flowers e a madura "Bling (Confessions Of A King)". Um registro que só confirma a audácia e coragem do grupo, que saiu de seu campo de segurança para arriscar-se.

1.Sam's Town
2.Enterlude
3.When You Were Young
4.Bling (Confession of a King)
5.For Reasons Unknown
6.Read My Mind
7.Uncle Jonny
8.Bones
9.My List
10.This River Is Wild
11.Why Do I Keep Counting?
12.Exitlude
13.Where The White Boys Dance (Bonus Track)
14.All The Pretty Face (Bonus Track)


Day & Age [2008]



E em seu terceiro disco de inéditas, mais uma vez o The Killers muda o som apresentado, agora com muito mais influências da new wave dos anos 80 e que pode fazer que eles aqui sejam identificados como uma banda de Synthpop. Apesar de forçarem a barra em algumas músicas, com alguns exageros aqui e ali, ainda temos alguns momentos que fazem valer a pena a audição deste trabalho.



"Losing Touch" abre o disco com uma semelhança enorme com o U2, e engana para o que a banda oferece aqui. "Human" é um dos poucos momentos dançantes realmente agradáveis de se escutar. "A Dustland Fairytale" é uma mistura de seus dois primeiros trabalhos e é disparada o melhor momento desse registro, com uma letra inspirada e triste, um musicão mesmo. "Neon Tiger" e a arrastada "Goodnight, Travel Well" também conseguem ser legais e merecem ser ouvidas.

1.Losing Touch
2.Human
3.Spaceman
4.Joy Ride
5.A Dustland Fairytale
6.This Is Your Life
7.I Can't Stay
8.Neon Tiger
9.The World We Live In
10.Goodnight, Travel Well
11.A Crippling Blow (Bonus Track)
12.Forget About What I Said (Bonus Track)


Brandon Flowers - Vocais, Sintetizador
Dave Keuning - Guitarras, Backing Vocals
Mark Stoermer - Baixo
Ronnie Vannucci - Bateria

Ps: Foquei apenas na discografia de inéditas do grupo, por isso a falta de "Sawdust" e do "Live From The Royal Albert Hall".




By Weschap Coverdale

domingo, 19 de setembro de 2010

Klaus Nomi - Klaus Nomi [1981]


Klaus Sperber (1944-1983) foi um cantor alemão que ficou conhecido por fazer backing vocal na banda do David Bowie no final dos anos 70, com uma famosa participação no Saturday Night Live, mas que logo depois conseguiu um contrato para o lançamento de sua carreira solo, que terminou depois de dois discos, com sua morte causada pela AIDS. Vale lembrar que Klaus Nomi foi um dos primeiros artistas a serem vítimas da AIDS.

Para quem está acostumado com meus posts deve estar pensando que o cara começou a praticar Hard Rock ou até Heavy Metal em sua carreira solo, porém, Klaus passa longe desses estilos, praticando um Pós-Punk meio New Wave com boas doses de ópera, graças a incrível voz do alemão, que alcança notas altíssimas.

Mesmo que você odeie esses estilos, dê uma chance ao cara, afinal eu também não curto, mas não sei explicar o porque eu adoro tanto o trabalho de Klaus. O debut dele passeia por canções mais Pop como 'You Don't Own Me', 'Lightning Strikes' e 'Total Eclipse', canções mais voltadas a ópera como 'Samson and Delilah (Aria)' e 'Keys Of Life', até por um cover de Chubby Checker, da famosa 'The Twist', que ficou irreconhecível com a nova roupagem do cantor. Falando em covers, além de Chubby Checker, 'Samson and Delilah (Aria)' é um cover de 1877 de Camille Saint-Saëns, 'Lightning Strikes' é original de Lou Christie de 1965 e 'You Don't Own Me' foi feita em 1964 por Lesley Gore.

Sem mais, provavelmente este é um disco diferente do que você está acostumado a ouvir, mas que apesar de toda a diferença, a qualidade é ímpar. Dê uma chance ao cantor, caso não goste, é só deletar do computador, se bem que eu duvido que alguém não aprecie essa raridade.

01. Keys Of Life
02. Lightning Strikes
03. The Twist
04. Nomi Song
05. You Don't Own Me
06. The Cold Song
07. Wasting My Time
08. Total Eclipse
09. Nomi Chant
10. Samson and Delilah (Aria)

Klaus Nomi - vocal
Scott Woody - guitarra, baixo, back vocal
Jon Corbert - teclado, sintetizador, back vocal
Julie Berger - back vocal

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Hairbanger

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Spandau Ballet - Parade [1984]


Saindo um pouco das pancadarias e entrando em um dos meus estilos preferidos: pop oitentista! Nada melhor do que ouvir aquelas músicas extremamente grudentas e que quando tocam nas rádios, você até pega a vassoura pra dançar e cantar!

Se na sua cidade tem alguma rádio onde só tocam aquelas músicas flashback, onde todos com mais de 40 anos cantam como se estivessem lendo a letra e sempre falam, ''ah na minha época...'', e nas madrugadas o clima de romance rola solto, existe uma chance muito grande de que a famosa ''True'' seja tocada pelo menos duas vezes por dia durante a programação.

O disco em questão de hoje na minha opinião é o melhor da carreira dos caras, embora nem seja comentado com muita frequência quando é a discografia do grupo que esta em pauta, talvez seja pelo fato de ser um pop típico dos anos 80, igual ao das milhares de bandas que explodiam com seus singles por ae. Acredito que o Spandau Ballet seja uma das poucas que tenham conseguido sobreviver a essa fase, não se tornando mais uma das ''bandas de uma música só'', onde você conhece a música, sabe cantar a letra inteira e tem toda a batida na cabeça, mas é só alguém perguntar, ''de quem é essa música mesmo?'' que você se toca que nem você sabe.

(eu tinha que avacalhar...)

Críticas a parte, o som dos caras é show de bola, com músicas recheadas de teclados, e um sax muito bem aplicado pelo gênio Steve Norman, o que da um toque a mais e torna o som maravilhoso! As faixas na média com 5 minutos, são perfeitas para qualquer tipo de momento: desde um almoço em família, até um jantar especial, tudo isso graças as letras fáceis de serem decoradas, melodias bem clichês, enfim, um disco longe de ser complexo. Definitivamente para se apreciar cada segundo e ao final, ficarmos com aquela sensação de repeat na ponta do dedo.

Por ser o quarto disco e sempre com os mesmo músicos, a harmonia e o entrosamento entre eles é indiscutível, ainda mais entre um grupo de 5 caras que sabem exatamente o que fazem. Para se ter uma idéia, eles eram comparados ao já famoso Duran Duran, disputando lugar nos toca discos pelo mundo, e se você ainda tem alguma dúvida da qualidade da banda, baixe o disco e ouça a agradável ''With The Pride'' que com certeza te fará repetir a faixa umas 30 vezes, e depois de ouvir até a sua mãe mandar você mudar de música, passe para a extremamente viciante ''Only When You Leave''... cara, eu lembro que quando eu a ouvi pela primeira vez, o player ficou umas duas horas só com ela na lista de execução.

1 - Only When You Leave
2 - Highly Strung
3 - I'll Fly For You
4 - Nature Of The Beast
5 - Revenge For Love
6 - Always In The Back Of My Mind
7 - With The Pride
8 - Round And Round

Formação:
Tony Hadley - vocais
Gary Kemp - guitarras e backing vocals
Martin Kemp - baixo e backing vocals
Steve Norman - sax, percussão e backing vocals
John Keeble - baquetas e backing vocals



sueco

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(da esquerda para a direita: Gary Kemp, Tony Hadley, John Keeble, Martin Kemp e Steve Norman)