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domingo, 5 de junho de 2011

Tyketto - Take Out & Served Up Live [1996]


A sentença "o Tyketto é uma banda injustiçada" deve estar presente não apenas nas postagens anteriores do blog, como também em qualquer texto que fale sobre essa banda. O ex-vocalista do Waysted, Danny Vaughn, formou a banda em 1987 com o guitarrista Brooke St. James, o baixista Jimi Kennedy e o baterista Michael Clayton. A competência permitiu que o conjunto assinasse com a poderosa Geffen Records para lançar o debut "Don't Come Easy", mas era tarde demais: em 1991, o Rock mainstream já era dominado pela tristeza de Seattle.

Após vários problemas, que incluíram a saída de Jimi Kennedy - substituído por Jaimie Scott - e a demissão do grupo pela gravadora, o segundo álbum "Strength In Numbers" foi lançado em 1994 por um selo menor e teve menor repercussão, obviamente. No ano seguinte, Danny Vaughn deixou a banda e foi substituído por Steve Augeri, ex-Tall Stories, que havia se retirado do ramo musical após o fracasso comercial de sua antiga empreitada. Essa formação lançou "Shine" e fez uma pequena turnê de divulgação antes de anunciar um hiato.

Os vocalistas Danny Vaughn (acima) e Steve Augeri (abaixo)

"Take Out & Served Up Live" foi como a despedida para o quarteto. O álbum, lançado em 1996, na verdade é uma coletânea de demos, músicas que nunca viram a luz do dia e performances gravadas ao vivo. As sete primeiras faixas trazem os vocais de Danny Vaughn e, em seguida, Steve Augeri assume o microfone em um repertório de oito faixas, gravado em Londres naquele ano.

Além da capa e contracapa criativas, vale ressaltar o poder de fogo do grupo, que se extende para os palcos. As três músicas inéditas são ótimas, tanto a sensacional b-side Wait Forever quanto as demos Drag The River e Tearin' Up The Night, e as duas faixas ao vivo com Vaughn garantem a diversão.

A contracapa, em modelo de cardápio

Mas o ponto alto da compilação está na segunda parte do álbum, em que Steve Augeri assume o comando da situação. O cara arrebenta com muita consistência em seu vocal e bastante comunicação com a plateia. A banda, no geral, não fica pra trás, pois está afiadíssima, desde a guitarra poderosa de Brooke St. James até a cozinha de Michael Clayton e Jaimie Scott, sendo que este também manda muito nos backing vocals.

Como muitos devem saber, "Take Out & Served Up Live" não encerrou a trajetória do Tyketto por definitivo. A banda se reuniu em 2004 e 2007 para uma porção de shows, depois anunciaram o fim, que durou apenas um ano, já que no ano seguinte estiveram até no Brasil (risos). Entre os destaques dessa pepita, constam as excelentes Wait Forever e Tearin' Up The Night do lado de Vaughn e as execuções de Shine, Seasons e Nothing But Love na voz de Augeri.



01. Forever Young (1988 Demo)
02. Tearin Up the Night (1988 Demo)
03. Standing Alone (1988 Demo)
04. Drag the River (1992 Demo)
05. Wait Forever (1994 B-Side)
06. Burning Down Inside (1992 Live)
07. Lay Your Body Down (1992 Live)
08. Let It Go (1996 Live)
09. Seasons (1996 Live)
10. Nothing But Love (1996 Live)
11. Shine (1996 Live)
12. Get Me There (1996 Live)
13. The End Of The Summer Days (1996 Live)
14. High (1996 Live)
15. Jamie (1996 Live)

Danny Vaughn - vocal, violão (de 1 a 7)
Steve Augeri - vocal, violão (de 8 a 15)
Brooke St. James - guitarra, violão, backing vocals
Jimi Kennedy - baixo, backing vocals (de 1 a 3)
Jaimie Scott - baixo, backing vocals (de 4 a 15)
Michael Clayton - bateria

Obs.: há um erro nos nomes de duas faixas do arquivo: Get Me There foi invertida com The End Of The Summer Days. Peço desculpas pelo erro.


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by Silver

Da esquerda pra direita: Jaimie Scott, Michael Clayton, Danny Vaughn, Brooke St. James. A formação responsável pela maioria das faixas, com exceção de Vaughn.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Tyketto - Shine [1995]


Todos aqueles que acompanham as minhas postagens com maior atenção devem ter percebido que discos de formações fora das clássicas, daqueles que são execrados pelos fãs mais radicais, são constantemente abordados nas escolhas de meus reviews. Entre vários exemplos, posso citar "Slaves And Masters" do Deep Purple, "Music From The Elder" e "Carnival Of Souls" do Kiss, "III" do Van Halen, "St. Anger" do Metallica, "Seventh Star" do Black Sabbath e por aí a lista só engorda.

O terceiro álbum do Tyketto, assim como todos esses listados acima, faz parte da lista de patinhos feios do Rock, principalmente do Hard Rock. Apesar do limitado sucesso conquistado com seus dois lançamentos anteriores, "Don't Come Easy" e "Strength In Numbers", havia uma incansável legião de fãs com o grupo onde quer que fosse. Mas a grande baixa na formação colocou tudo em jogo: o vocalista Danny Vaughn se desligou para tomar conta de sua esposa, que estava com câncer.

Para substituir o carismático Danny, o convidado foi Steve Augeri, vocalista do recém-acabado Tall Stories, logo ao início de 1995. "Shine", o primeiro trabalho com a nova line-up, foi lançado ainda em 1995 pela CMC Internacional nos Estados Unidos e pela Music For Nations no resto do mundo - mesma iniciativa que abraçou o conjunto quando foram demitidos da Geffen, em meados de 1992.

As diferenças são grandes entre este e os outros trabalhos. Enquanto que Danny é um genuíno cantor de Hard melódico e deu a verdadeira identidade ao Tyketto, Steve se dá bem no AOR, gênero que o consagraria no futuro ao assumir o microfone do Journey. Com a participação do novo vocalista inclusive nas composições, a mudança de estilo era previsível, e realmente ocorreu.



No geral, "Shine" é um disco menos pesado, mas não recheado de teclados ou qualquer bobagem que esses caras nunca tenham feito - o som apenas ficou menos denso, com uma levada direcionada ao AOR mas sem uma transição completa, namorando o o Pop Rock, o Blues (bem presente no álbum antecessor) e o Hard Rock em diversos momentos. Sem experimentalismos exagerados.

De forma positiva, algumas características de outrora foram novamente abordadas, como a bateria repleta de groove do talentoso Michael Clayton, o baixo destacado e forte de Jaimie Scott (que, cá entre nós, dá um banho no original Jimi Kennedy), os riffs melódicos e os bons solos de Brooke St. James e a presença de violões guiando várias canções. Steve Augeri não faz feio em nenhuma hora, o cara canta muito e sua competência já foi provada em outros projetos. Sua entrada apenas promoveu uma mudança mais do que natural, que não foi bem recebida por todos.

Infelizmente as vendas de "Shine" foram ainda mais baixas do que se esperava, colocando em crise a banda, desmanchada em 1996 após lançar "Take Out & Served Up Live" e só voltando em 2007, com a formação original. Michael e Jaimie se juntaram ao já disponível Danny para a banda Vaughn, que trazia o atual guitarrista do Tyketto, P.J. Zitarosa. Brooke se envolveu com uma banda de metal melódico (!) chamada Lionsheart e Steve integrou o Journey de 1998 até 2006.

Entre os destaques do álbum, pode-se citar a cativante abertura "Jamie", as animadas faixa-título e "Let It Go", e as belas baladas "I Won't Cry" e "Get Me There". O segredo para curtir esse ótimo disco é se desligar do excelente Danny Vaughn e encarar essa formação como uma nova banda.

Lembrando que Steve Augeri se apresentará no Brasil nos dias 12 e 13 de fevereiro, respectivamente em São Paulo e Porto Alegre. Saiba mais clicando AQUI.



01. Jamie
02. Rawthigh
03. Radio Mary
04. Get Me There
05. High
06. The Ballad Of Ruby
07. Let It Go
08. Long Cold Winter
09. I Won't Cry
10. Shine

Steve Augeri - vocal, violão
Brooke St.James - guitarra, violão, sitar, backing vocals
Jaimie Scott - baixo, percussão, backing vocals
Michael Clayton - bateria, percussão, backing vocals

Músicos adicionais:
Tom Brennan - teclados
Kristin Mooney - backing vocals
Scott McKelvey - backing vocals

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by Silver

De tão underground que essa formação foi, não há sequer uma
foto promocional, até onde pesquisei: na imagem acima,
Steve Augeri à esquerda e Brooke St. James à direita

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Tyketto - Strength In Numbers [1994]


Algum tempo após a estreia com "Don't Come Easy", o Tyketto teve certos problemas. A recepção atribuída ao disco não foi muito boa por conta da época e, desanimado, o baixista Jimi Kennedy abandona o barco no meio da turnê de divulgação. Como estavam viajando com o White Lion, James LoMenzo quebrou o galho e Jaimie Scott assumiu o posto em definitivo. O álbum dessa postagem estava prontinho em 1992, já com Jaimie, mas os integrantes foram demitidos da Geffen Records.

Por sorte, foram contratados cerca de um ano depois pela CMC Internacional (divisão da Sanctuary Records) e por lá lançaram o belíssimo "Strength In Numbers", dois anos depois da amarga demissão. É um perfeito sucessor ao debut. Tem maior influência do Blues nas músicas mais animadas e as baladas são mais presentes e um pouco menos farofeiras. Ou seja, tem um pé no Hard e o outro está metade no AOR, metade no Blues.

A versatilidade e a competência da formação é algo raro: vocais perfeitos de Danny Vaughn, guitarras e violões criativos e bem tocados de Brooke St. James, baixo coeso e presente de Jaimie Scott e linhas de bateria pesadas e diferenciadas de Michael Clayton, além de incríveis composições e senso melódico muito apurado.

A faixa-título abre com um Hard direto e potente. A levada cadenciada e o ótimo refrão conquista o ouvinte de primeira. "Rescue Me" chega em seguida um pouco melódica mas pesada e com qualidade exorbitante, misturando perfeitamente Van Halen dos primórdios com Journey. "The End Of The Summer Days", belíssima balada que foi single, tira lágrimas. Danny apresenta vocais repletos de feeling e o instrumental não perdoa.


"Ain't That Love" é aquele tipo de Hard Rock safado de boteco com inserções blueseiras inspiradas no Aerosmith. Um show de Danny, apesar da cozinha muito presente de Jaimie e Michael e boas guitarras de Brooke. Em seguida tem-se "Catch My Fall", uma semi-balada que começa acústica e é tomada pelas guitarras e por um baita refrão, e a minha predileta: a calma "The Last Sunset", completamente acústica e bem curtinha, porém apaixonante, com uma composição que, particularmente, me comove.

O Blues/Hard "All Over Me" retoma o clima 'rocker' com baitas riffs, gaita adequada e mais uma performance incrível de mr. Vaughn. Duas lindas semi-baladas vem em seguida: "Write Your Name In The Sky" e "Meet Me In The Night". Letras ótimas, melodias grudentas e tudo que uma canção do gênero tem direito. "Why Do You Cry?", bluesão de beira de estrada, dá sequência, com guitarras fabulosas de St. James. E pra fechar, tem-se a densa e pesada "Inherit The Wind", uma das melhores do álbum, e uma releitura de "Standing Alone", balada do disco anterior, com algumas diferenças de mixagem.

Novamente a recepção foi limitada, até mais do que a do antecessor. Após a pequena turnê, Danny pediu as contas para poder cuidar da esposa, que estava muito doente. Sobre o futuro? Mais pano pra mais manga... mas por enquanto vale se divertir e se emocionar com essa obra-prima.

01. Strength In Numbers
02. Rescue Me
03. The End Of The Summer Days
04. Ain't That Love
05. Catch My Fall
06. The Last Sunset
07. All Over Me
08. Write Your Name In The Sky
09. Meet Me In The Night
10. Why Do You Cry?
11. Inherit The Wind
12. Standing Alone ('94 remix)

Danny Vaughn - voca, violão, gaita, mandolin e percussão
Brooke St. James - guitarra, backing vocals
Jaimie Scott - baixo, backing vocals
Michael Clayton Arbeeny - bateria, percussion e backing vocals

Músicos adicionais:
Paul Mirkovitch - teclados em 4, 7 e 10
Jimi Kennedy - baixo em 12, percussão, backing vocals

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by Silver

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Tyketto - Don't Come Easy [1991]


Injustiça. Sou contra a utilização desse termo para designar bandas de Hard Rock, pois tudo que vira moda, um dia tem que acabar, e o Grunge foi apenas o estopim para retirar toda aquela parafernalha glamourosa da mídia. Mas, neste caso, "injustiçado" é a melhor palavra para designar o Tyketto e, em especial, este disco.

Danny Vaughn não era nenhum zé ninguém ao formar o Tyketto em 1987: já havia cantado no Waysted, banda do baixista Pete Way (UFO). Utilizou bem seus contatos, aproveitando os bons músicos que convocou para a banda (o guitarrista Brooke St. James, o baixista Jim Kennedy e o baterista Michael Clayton), e descolou um contrato com a Geffen Records em 1990, que investia bastante no Hard Rock na época.

O debut do grupo, "Don't Come Easy", chegou às lojas em 1991, quando o Nirvana aterrissou com "Nevermind" e o Pearl Jam com "Ten". Dessa forma, não fez o sucesso esperado, apesar do single "Forever Young" ter recebido uma certa notoriedade nas paradas especializadas.

Mas sucesso nem sempre é sinônimo de qualidade. Mesmo sem o sucesso merecido, "Don't Come Easy" é um dos discos mais marcantes que já ouvi em minha vida. O som dos caras é Hard mas nada muito farofeiro. As influências do AOR são nítidas, mas também não tomam conta da sonoridade.

O vocalista Danny Vaughn

Em suma, o play passeia entre o Hard melódico e o AOR com composições precisas, guitarras muito bem elaboradas, bateria trabalhada, baixo coeso, teclados precisos que ficam apenas como plano de fundo na maioria das canções, produção perfeita (que ficou à cargo de Richie Zito) e, é claro, a voz de Danny Vaughn (uma das melhores do gênero sem sombra de dúvidas).

A abertura fica por conta do primeiro single que a banda lançou, "Forever Young", e já mostra que os caras não estão pra brincadeira. Guitarras pesadas, melodia forte e uma bela interpretação de Danny, além de uma ótima letra, tornam a música um dos destaques do disco. "Wings", que se tornou o segundo single, é uma semi-balada grudenta, com uma letra lindíssima e destaque às guitarras de Brooke.

Em seguida, "Burning Down Inside", que mais parece uma balada oitentista, principalmente pelo refrão perfeito para se berrar em um show e pelo vozerão classudo de Vaughn. "Seasons", com uma pegada leve (justificada pelo uso do violão que permeia a canção), é uma de minhas prediletas. Já a power-ballad "Standing Alone", terceiro single do play, recupera o ambiente de "Burning Down Inside", mas tem sua base tocada por um violão excelente ao invés dos teclados da outra.

"Lay Your Body Down", onde Michael Clayton dá um show à parte, mantém o clima oitentista mas não por ser uma balada, e sim por ser um hino rocker no maior estilo farofa. "Walk On Fire" começa com uma aplicação de violão e cítara, mas logo cai na paulada com um riff cortante, cozinha de peso e os belíssimos vocais de Danny (esse cara não é humano). "Nothing But Love" mantém a qualidade, mas não chama muito a atenção quando se compara com a perfeição de algumas faixas.


O blues encarna os caras em "Strip Me Down", que já começa com uma gaita endiabrada e uma pegada blues-rocker, com destaques às linhas de bateria de Michael Clayton. "Sail Away" fecha o álbum com chave de ouro - sua levada gostosa acasalada aos vocais sempre perfeitos de Danny garantem-na como um dos fortes destaques gerais.

Novamente ressalto que este álbum é um injustiçado. Percebe-se que foi feito com paixão e precisão do início ao fim. Adquiriu status de "cult" entre os fãs do gênero com o tempo, mas não evitou os problemas que o grupo teve após a sua turnê de divulgação: demissão da Geffen, saída de Jim Kennedy, novo disco sem repercussão, saída de Danny, e por aí vai. Mas aí é pano pra outra manga.

No mais, "Don't Come Easy" está facilmente entre meus dez preferidos do Hard Rock. É um disco recomendadíssimo para qualquer momento: desde um passeio na praia com fones de ouvido até os mais íntimos momentos com o amor de sua vida!

PS: postagem dedicada ao [Meanstreet], meu "irmão" carioca e o principal responsável pela minha paixão a este álbum.

01. Forever Young
02. Wings
03. Burning Down Inside
04. Seasons
05. Standing Alone
06. Lay Your Body Down
07. Walk On Fire
08. Nothing But Love
09. Strip Me Down
10. Sail Away

Danny Vaughn - vocal, violão, gaita
Brooke St. James - guitarra, violão, cítara, backing vocals
Jimi Kennedy - baixo, backing vocals
Michael Clayton - bateria, percussão, backing vocals

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by Silver