Pages

Lembre-se

Comentar em alguma postagem não irá lhe custar mais do que alguns segundos. Não seja um sanguessuga - COMENTE nas postagens que apreciar!

Os links para download estão nos comentários de cada postagem.

Acesse: www.vandohalen.com.br
Mostrando postagens com marcador Sass Jordan. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sass Jordan. Mostrar todas as postagens

domingo, 2 de janeiro de 2011

Sass Jordan - Racine [1992]


Como no post de Rats já falei bastante sobre a quase entrada de Sass Jordan no Van Halen, vou me ater à carreira da moça aqui. Apesar de já ter lançado dois álbuns anteriormente, Racine é considerada verdadeiramente sua estréia. Afinal de contas, o trabalho passado (Tell Somebody) tinha uma orientação guiada pela gravadora, com sonoridade mais puxada para o Pop. Aqui, a moça fez o que realmente queria e gostava, Classic Rock com pegada Hard e alma blueseira. Some a sua garganta privilegiada uma banda de primeira linha, com destaque para o grande Stevie Salas na guitarra e teremos um belo play, daqueles que coloca para rolar e se deixa levar.

A bolachinha já abre com seu grande hit. “Make You a Believer” é um Rockão com direito a corais Gospel e palmas marcando o ritmo em uma melodia daquelas que a gente ouve uma vez e passa o dia inteiro cantarolando. Mais vintage, impossível, cartão de visitas mais que apropriado para a ocasião. Apesar da vontade de passar o tempo inteiro apenas ouvindo essa faixa, Racine oferece muito mais. São onze músicas de alto gabarito, ficando até difícil citar destaques específicos. A stoneana “If You’re Gonna Love Me” mantém o pique lá em cima, enquanto a baladaça “You Don’t Have To Remind Me” chega a arrepiar.



Uma canção com grande influência negra aparece em “Windin’ Me Up”, abrindo espaço para Jordan mostrar toda sua versatilidade. A melancólica “I Want to Believe” e a profunda “Cry Baby” oferecem ótimos momentos introspectivos – a segunda possui um solo absurdo de bom, cortesia de Salas e todo seu feeling. Mas quem comanda a festa é o bom e velho Rock and Roll, como podemos atestar em “Do What Ya Want” e na dobradinha que encerra o álbum. As excelente“Where There’s A Will” e “Time Flies” parecem ter sido compostas para serem executadas em um boteco de beira de estrada poeirenta.

Racine foi considerado o melhor álbum de Rock com vocais femininos do ano segundo a Billboard. O sucesso levou Sass a ser reconhecida das mais diversas formas, como quando foi escalada para um dueto com Joe Cocker para a trilha sonora do filme O Guarda-Costas, na música “Trust in Me” – aliás, quem acha que a soundtrack se resume à choradeira da Whitney Houston, não sabe o que perde. Também a ajudou a se tornar uma das vozes femininas mais requisitadas, sendo inclusive convidada a participar de algumas Metal Operas, como o Nostradamus de Nikolo Kotzev e o Aina. No teatro, ela interpretou Janis Joplin em peça musical sobre sua vida. Ou seja, coisa de quem tem talento MESMO! Precisa falar mais?

Sass Jordan (vocals)
Johnny Lee Schell (guitars)
Stevie Salas (guitars)
Rick Neigher (guitars)
Gregg Sutton (bass)
David Raven (drums)
Kevin Savigar (keyboards)
Erik Gloege (percussion)
The Martin Brothers (horns)
Jeffery CJ Vanston (strings)
Jerry Goodman (violin)
Eric Bazilian (mandolin)

01. Make You A Believer
02. If You're Gonna Love Me
03. You Dont Have To Remind Me
04. Who Do You Think You Are?
05. Windin’ Me Up
06. I Want To Believe
07. Goin Back Again
08. Do What Ya Want
09. Cry Baby
10. Where There’s A Will
11. Time Flies

Link nos comentários
Link on the comments


JAY

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Sass Jordan - Rats [1994]


Assim como Mitch Malloy, a canadense Sass Jordan também é conhecida de boa parte dos fãs de Hard Rock por ter sido cogitada como uma das opções para assumir o microfone do Van Halen após a saída de Sammy Hagar. Pode parecer realmente estranho uma mulher nos vocais da banda, especialmente levando em conta que várias das letras – com freqüência maior na primeira fase, com David Lee Roth – não eram exatamente referências de cavalheirismo e bom comportamento diante do sexo oposto. De qualquer modo, deixemos que a própria dama nos explique como a coisa toda rolou, em entrevista à publicação impressa Wall Of Sound, realizada em 1998:

“Um amigo de Toronto conhecia uma pessoa ligada ao escritório dos empresários do Van Halen. Estava morando em Los Angeles essa época. Ele veio até mim e disse: ‘Alguém do Van Halen gostaria de ouvir seus CD’s’. Falei para ligar à gravadora e pedir. Alguns meses mais tarde, Alex Van Halen entrou em contato, perguntando se gostaria de ir conversar com eles e, quem sabe, cantar algo. Eu morava a exatos um minuto e meio da casa de Eddie. Fui até lá e eles me mostraram as novidades em que estavam trabalhando. Convivemos por cerca de um mês. Nunca me confirmaram como vocalista. Algumas semanas depois, encontrei Ray Daniels, manager do grupo, e disse: ‘Juro por Deus, acho que eles estavam pensando em colocar uma cantora na banda’. Ele me respondeu: ‘É claro que estavam. Por que diabos você pensa que foi chamada?’”.


O último trabalho de Sass antes dessa pequena experiência foi Rats. É o terceiro lançamento de sua carreira, contando com a participação de algumas feras como Richie Kotzen, Stevie Salas, Brian Tichy e George Clinton – sim, o tiozão dá as caras em “Ugly”! Aqui temos um exemplar de Hard Rock em sua face mais crua, com influências setentistas e até certo acento sulista, combinando muito bem com a voz potente de Jordan, que se sobressai. Influências de cantoras como Janis Joplin (a quem ela intepretou no musical da Broadway de 2003, Love Janis) e Maggie Bell são facilmente percebidas, mesmo que seu som seja compatível com algo mais atual.



Impulsionado pelo sucesso da ótima música de trabalho “High Road Easy”, o álbum obteve grande repercussão, atingindo vendas satisfatórias e fazendo com que Sass fosse convidada a excursionar como atração de abertura junto a bandas como Aerosmith, Whitesnake e Steve Perry. Mas não era só essa música que valia a pena no disco. A abertura com a agitada “Damaged”, a dramática “Pissin’ Down” (interpretação fora de série!), a rocker “I’m Not”, a curta acústica “Breakin’” e a de clima ‘on the road’ “Give” também merecem seus destaques.

Após a divulgação de Rats, Jordan teve uma briga séria com seu manager, o que acabou a levando a demiti-lo, iniciando uma crise que a deixou fora da cena musical por quatro anos. O hiato só acabaria em 1998, com o lançamento de Present. Atualmente, Sass é casada com o vocalista do Guess Who, Derek Sharp, com quem tem uma filha. Além da carreira como cantora, também segue fazendo aparições como atriz em pacas canadenses, além de ser jurada da versão canadense do reality show Ídolos. De qualquer forma, estamos aqui falando de sua face roqueira, que nenhum amante de boa música pode deixar de conhecer.



Sass Jordan (vocals)
Stevie Salas (guitars)
Carmine Rojas (bass)
Brian Tichy (drums)

Special Guests
Richie Kotzen (backing vocals)
George Clinton (vocals on 7)
Rei Atsumi (Hammond, Mellotron)
Tai Bergman (percussion)
Kimmie Wood (harmonica)

01. Damaged
02. Slave
03. Pissin’ Me Down
04. High Road Easy
05. Sun’s Gonna Rise
06. Head
07. Ugly
08. I’m Not
09. Honey
10. Wish
11. Breakin’
12. Give

Link nos comentários
Link on the comments


JAY