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sexta-feira, 27 de maio de 2011

White Lion - Return Of The Pride [2008]





Uma das minhas bandas prediletas no que tange ao melodic rock sempre foi o White Lion. Se puderem observar meus posts anteriores, já tinha feito duas postagens sobre discos que realmente amo dessa banda, que são o ótimo "Pride" e o muito bom "Big Game", sem falar no sensacional "Mane Attraction" que é um dos meus discos prediletos de toda a minha imensa discografia e que sempre retiro da estante nos meus momentos de fossa junto com o debut do Danger Danger, que considero álbuns mágicos na função de animar corações na mais profunda fossa.

Tendo em vista a minha paixão pelo grupo, quando fiquei sabendo no ano de 2008 que um novo disco seria lançado, não pude esconder o medo que tive ao ver que somente Mike Tramp da formação do grupo estava presente. Sim, pois sempre considerei que a verdadeira alma do grupo foi o excepcional Vito Bratta, com sua musicalidade privilegiada, e que conduzia sua guitarra de maneira quase que mágica, com timbres agradáveis e criatividade fora do comum. Sou obrigado a assumir que minhas expectativas para este então eram muito baixas, para não dizer que eram quase nulas sobre o que seria apresentado.

Mas devido a participação de Tramp, meio que a contragosto, acabei não resistindo e fui atrás do lançamento na época. E como minha expectativa era baixa, posso dizer que acabei a audição deste registro de certa maneira contente, pois conseguiram superar minhas expectativas. Apesar de não superar nenhum dos discos da fase clássica do grupo, não é nada que manche a história do grupo. Algumas canções conseguem empolgar, e mesmo que se sinta falta daquela magia que envolvem as canções da fasse clássica da banda, compensam por ser uma tentativa mais do que válida de inovar, ao invés de tentarem viver do passado.


A faixa de abertura "Sangre de Cristo" é um épico que faz honra a músicas como "Lady Of The Valley" e "Lights And Thunder", desde suas passagens acústicas até os momentos mais acelerados, uam baita canção progressiva e que foi o momento que mais me cativou em todo o registro, em quase nove minutos de muita inspiração. E outro épico é apresentado em "Battle At Little Big Horn" que é um pouco mais alternativo e poderia ter sido lançado na época em que Tramp era o frontman do Freak Of Nature.

Porém todos nós sabemos que o White Lion sempre cativou em suas canções mais melódicas, e neste ainda somos apresentados a estes momentos. "I Will" cumpre com louvor este papel, uma grande canção chiclete, feita para grudar logo de cara, com seu refrão feliz e marcante. "Dream" apesar de ser mais cadenciada, também fica marcada na mente em sua primeira audição. A balada "Never Let You Go" (título mais clichê impossível) é muito bonita e com uma interpretação em que Mike Tramp entrega a alma e canta muito bem. Ainda temos algumas outras canções que não mantém o mesmo nível, mas ainda assim o disco tem um saldo positivo.

A certeza que Vito Bratta era realmente o maior diferencial do grupo aumentará ainda mais ao ouvir este. Mas ainda assim, é um disco que deve ser ouvido e que apresenta canções legais. Não é nenhum Pride, mas merece sim um espaço em sua discografia.






1.Sangre de Cristo
2.Dream
3.Live Your Life
4.Set Me Free
5.I Will
6.Battle at Little Big Horn
7.Never Let You Go
8.Gonna Do It My Way
9.Finally See The Light
10.Let Me Be Me


Mike Tramp - Vocais
Jamie Law - Guitarra
Claus Langeskov - Baixo
Henning Wanner - Teclado
Troy Patrick Farrell - Bateria


by Weschap Coverdale

terça-feira, 12 de abril de 2011

White Lion - Live At The Ritz [1988]


O disco divisior de águas do White Lion, "Pride", foi lançado em junho de 1987 mas o reconhecimento e o sucesso vieram apenas apenas em janeiro de 1988, quando o single de Wait atingiu o top 10 das paradas norte-americanas. Logo em julho de 1987, a banda já entrou em turnê abrindo para o Frehley's Comet e para o AC/DC, não esperando o sucesso cair do céu, mas na época do registro dessa postagem, o êxito comercial já haviam sido conquistados.

Essa bootleg foi gravada no clássico pub nova-iorquino The Ritz, em 11 de fevereiro de 1988. O grupo está, em todos os sentidos, no auge, principalmente no ponto profissional - a banda está afiadíssima e a interação com a plateia é muito boa.

Nos primeiros minutos de audição do concerto, é perceptível o motivo que os fãs do grupo tanto imploram pela volta da formação original. Os caras realmente fazem a diferença e o instrumental, conduzido por três músicos, coloca no chinelo o que é produzido pelo quinteto de instrumentistas que acompanham o vocalista Mike Tramp desde a volta do White Lion.


O guitarrista Vito Bratta, logicamente, é o destaque. Cada nota que o homem emite vem com precisão cirúrgica e muita pegada. Nenhum erro é perceptível ao longo da performance. A cozinha do baixista James LoMenzo e do baterista Greg D'Angelo merece destaque por segurar muito bem e ter um papel fundamental no brilho do som. E Tramp, além de ser um bom vocalista (demorou pra pegar no tranco mas a partir da quarta faixa já estava aquecido), é um frontman respeitável e de presença.

Não havia muita opção para o repertório naquela época, pois os caras contavam com apenas dois álbuns lançados, e o primeiro ainda era desconhecido do público, no geral. Mas mandaram bem na escolha das músicas, com um enfoque óbvio na bolacha recém-lançada e de sucesso crescente.

Por fim, a qualidade de som está bem agradável, pois o áudio foi extraído da mesa de som. Destaques particulares vão para a já citada semi-balada Wait, para as grudentas Tell Me e All Join Our Hands e para as pauladas Hungry e All You Need Is Rock N' Roll, respectivamente abrindo e fechando o show.


O vídeo não é do mesmo show deste trazido na postagem,
mas traz a mesma energia e pertence à mesma turnê.


01. Hungry
02. Don't Give Up
03. Lonely Nights
04. Sweet Little Loving
05. Broken Heart
06. Vito Bratta Guitar Solo
07. Fight To Survive
08. Tell Me
09. All Join Our Hands
10. Wait
11. When The Children Cry
12. All You Need Is Rock N' Roll

Mike Tramp - vocal
Vito Bratta - guitarra, backing vocals
James LoMenzo - baixo, backing vocals
Greg D'Angelo - bateria

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by Silver

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

White Lion - Big Game [1989]

Após o fantástico Pride, em que o White Lion conseguiu chegar ao top 10 e vender mais de dois milhões de cópias, seria de se esperar que a gravadora pressionasse o grupo a gravar um sucessor o mais rápido possível, para que assim pudessem aproveitar a exposição que tinham conquistado naquele momento.

O que poderia ser muito bom para o grupo, acabou sendo um tiro pela culatra, pois o cansaço da fatigante turnê do antecessor, conforme o que o grupo afirmou, influenciou e muito o processo de gravação do disco. Este ainda alcançou a certificação de ouro pelas vendas obtidas, mas não gerou nenhum único single de sucesso, sendo que a melhor posição que uma música alcançou foi "Little Fighter", com um modesto 59º lugar nas paradas americanas, o que fez com que a gravadora perdesse o interesse do grupo. Isso futuramente se mostraria proveitoso, pois gerou o ainda melhor "Mane Attraction", bem mais eclético e trabalhado que qualquer outro registro do White Lion.


Mas "Big Game" está muito longe de ser um disco ruim. Primeiramente o grande destaque do disco é o excelente Vito Bratta. O que esse homem faz nesse disco é coisa de outro mundo, mostrando o porque de muitos até o terem chamado de um filho bastardo de Eddie Van Halen e nos faz lamentar ele ter sumido do meio musical pouco tempo depois da separação da formação que consolidou o sucesso do grupo. E sem falar do talento que todos apresentam, como Tramp destruindo nos vocais e cozinha LoMenzo e D'Angelo, que complementam os trabalhos da melhor maneira possível.

E esse disco continua com aquele melodic rock bem azeitado e trabalhado, uma farofa bem feita, com canções que ficam dias e dias na cabeça. "Going Home Tonight" inicia tudo de maneira redondinha, uma melodia assoviável, refrão grudento e um trabalho invejável nas guitarras, escancaradamente influenciado por Van Halen e com certeza ao fim dessa você estará contagiado com a alegria que a mesma carrega. "Little Fighter" também é outro destaque desse play, viciante até o osso. "Broken Home" é a balada do disco, e de muito bom gosto na interpretação de Tramp, como sempre ele fez muito bem.



E até o fim o hard come solto, como em "Living On The Edge", em que mais uma vez Bratta mostra que estava em um momento para lá de inspirado e destrói tudo por aqui. Mas o momento mais arrebatador deste na minha opinião fica com "Don't Say It's Over", com seu coro que levanta até defunto, imensa alegria que é transmitida durante esta canção. O cover de "Radar Love", gravada originalmente pelo Golden Earring ganhou uma roupagem bem festeira e característica do grupo, o que deixou a música ainda mais cativante e nos apresenta mais um grande momento de Bratta nas seis cordas.

Comparado com o sensacional "Pride" e o perfeito "Mane Attraction", este está um pouco abaixo. Porém, ainda assim é um bom disco e que ainda terá músicas que lhe cativarão, pois nisso eles eram mestres. Quem gosta de uma boa farofa com certeza se esbaldará.





1.Goin' Home Tonight
2.Dirty Woman
3.Little Fighter
4.Broken Home
5.Baby Be Mine
6.Living on the Edge
7.Let's Get Crazy
8.Don't Say It's Over
9.If My Mind is Evil
10.Radar Love
11.Cry for Freedom

Mike Tramp – Vocais
Vito Bratta – Guitarras
James Lomenzo – Baixo
Greg D'Angelo – Bateria


By Weschap Coverdale

domingo, 31 de outubro de 2010

White Lion - Pride [1987]


Sensacional! Com essa palavra eu já poderia resenhar este disco e terminar por aqui, pois não seria necessário mais nada para descrever o mesmo. Mas como é de costume, irei falar sobre este, pois é um dos grandes clássico do hard melódico.

Após terem sido chutados por sua gravadora inicial, devido as gravações de seu disco de estréia não terem agradado, eis que o Mike Tramp e o excelente guitarrista Vito Bratta fizeram um reformulação na banda, ao substituir o baterista Nicki Capozzi por Greg D'Angelo, que já havia participado da formação inicial do Anthrax. Também ocorreu a troca do baixista Felix Robinson por Dave Spitz, que também tinha certa ligação com o Anthrax, visto que seu irmão naquela época era guitarrista da banda. Mas este foi rapidamente substituído por James LoMenzo, devido o mesmo ter saído para ir tocar no Black Sabbath.


Com esta nova formação, regravam "Fight to Survive", que tem uma boa repercussão no Japão e que faz com que sua nova gravadora invista pesado na banda. Com esta nova formação, aderem a uma mudança no som, que agora ficaria muito mais característico, principalmente nos belos trabalhos de guitarra de Bratta, que viriam a se tornar a marca registrada da banda. E como essa mudança fez bem!

Logo em seu segundo disco eles, acertam a mão em cheio e conseguem emplacar duas músicas no top 10 dos charts norte-americanos e colocar em uma boa posição de vendas, onde apenas nos Estados Unidos vendeu dois milhões de cópias, e teve boa recepção no Canadá e na Dinamarca, terra natal de Tramp. Sem falar na repercussão que a MTV deu aos clipes de "Wait" e "When the Children Cry", o que impulsionou ainda mais a venda de discos e a reputação da banda.

Durante todo esse registro, temos o fino do hard melódico, com ótimos trabalhos vocais de Tramp, guitarras melódicas e marcantes de Bratta e a sempre presente cozinha de LoMenzo e D'Angelo. E o que temos aqui são pérolas incontestáveis, canções que irão fazer até um defunto se levantar. Logo de cara somos esbofeteados com a energética "Hungry", com um refrão daqueles que ficam dias na cabeça. "Lonely Nights" começa sorrateira como quem não quer nada e vira outro hard empolgante até o osso e apresenta mais um refrão certeiro.



As festeiras "Don't Give Up" e "Sweet Little Loving" mantém a empolgação inicial do play e prendem para tudo o que vem a seguir. "Lady of the Valley", com suas constantes mudanças de andamento, seria uma das cartilhas que o White Lion seguiria em discos posteriores, e se repetiria em músicas como "Lighs And Thunder" e "Sangre de Cristo", onde sempre é apresentado um hard épico e cativante. Se tudo o que foi apresentado até aqui era muito bom, a excelencia é alcançada na segunda metade do disco, onde começariam a ser apresentados os clássicos da banda.

A bela "Wait" é um belo exemplo de como uma balada pode ser feita sem soar melosa demais, e impulsionou as vendas do disco, o que se consolidou de vez com a balada "When The Children Cry", que foi o single que alcançou a melhor posição na Billboard. "Tell Me" é outra canção espetacular e que merece grande destaque, pois cativa o ouvinte em sua primeira audição e o faz se apaixonar de vez por tudo que foi apresentado nesse disco. “All Join Our Hands” e “All You Need is Rock n' Roll” complementam esse disco com mais dois hards cheio de energia e atestam que estamos diante de um disco acima da média. Se você não conhece, baixe o mesmo agora, pois a garantia de decepção é quase nula!

1.Hungry
2.Lonely Nights
3.Don't Give Up
4.Sweet Little Loving
5.Lady Of The Valley
6.Wait
7.All You Need is Rock 'N' Roll
8.Tell Me
9.All Join Our Hands
10.When the Children Cry

Mike Tramp - Vocais
Vito Bratta - Guitarras
James Lomenzo - Baixo e Backing Vocals
Greg D'Angelo - Bateria


By Weschap Coverdale

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Mike Tramp - Mike Tramp and The Rock N' Roll Circuz [2009]


Como todos sabem, Mike Tramp dispensa apresentações, mas para quem não conhece, este dinamarquês comecou cantando no Mabel, uma banda teen dos anos 70 que ficou bem conhecida principalmente na Dinamarca e na Espanha. Com o fim dos anos 70, os caras resolveram apostar numa sonoridade mais Hard N' Heavy do comeco dos anos 80, mudando o nome da banda, para Studs, e a locação do grupo, para os Estados Unidos. Após um disco, eis que o cara conhece Vito Bratta, e acabam montando o grande White Lion, lançando diversos hits pelos anos 80 como 'Tell Me', 'When The Children Cry' e 'Little Fighter', conseguindo grande atenção da mídia e da Mtv. Com a chegada dos anos 90 Mike decide forma o Freak Of Nature, acompanhando mais a sonoridade da época, porém dois discos depois a banda se separa, com Mike investindo numa carreira solo, que viria a ser seu foco até o dias de hoje.

Sempre conseguindo boas posições nos charts dinamarqueses eis que Mike Tramp e sua banda lançam o disco "Mike Tramp & The Rock N' Roll Circuz", 1 ano após o último trabalho do White Lion. Diferente deste, em seu disco solo o cara aposta numa sonoridade que mistura doses de modernidade com altas doses de Hard/Aor mais calmo, típico de bandas consagradas que lançaram trabalho recentemente, tornando o trabalho bem agradável durante as 13 faixas aqui presentes. Com levada mais pop, grandes baladas e vocal bem conservado, o frontman do White Lion faz parecer que se trata de um trabalho desta grande banda, já que a comparação é inevitável, e qualidade não falta em nenhum momento.

Destaques vou deixar de lado, já que o álbum todo se completa e apresenta a mesma fórmula nas canções, levada simples e calma, grandes baladas e, mais uma vez, voz bem conservada de Mike Tramp. Para quem é fã de White Lion ou do vocalista apenas, não pense duas vezes em baixar. Quem ainda não conhece, arrisco-me a dizer que este é um bom trabalho para conhecer posteriormente a discografia deste cantor de voz ímpar.

Neste post, incluirei a faixa 'Hymn To Ronnie', um tributo de alto nível que Mike Tramp compôs para o já falecido Ronnie James Dio. E que tributo.... Incrível! Não sei nem o que dizer.

Como Mike Tramp disse que não quer que esta faixa seja inclusa em álbum nenhum, postarei o som sozinho, fora do disco, em um arquivo independente, respeitando sua decisão.

01. Enter The Circuz
02. All Of My Life
03. Back To You
04. Come On
05. Anymore
06. Highway
07. No Tomorrow
08. The Road
09. Sunshine
10. Between Good N' Bad
11. Wisemann
12. When She Cries
13. Lay Down Your Guns

01. Hymn To Ronnie

Mike Tramp - vocal, guitarra
Soren Andersen - guitarra
Claus Langeskov - baixo
Emily Garriock - teclado, vocal
Morten Hellborn - bateria

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Hairbanger

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Studs - Studs [1981]


Deixando um pouco os canadenses de lado, apresento a todos no dia de hoje, uma banda dinamarquesa, mas que lançou se LP apenas na Espanha, onde a banda já tinha uma legião de fãs graças ao projeto anterior a este, o Mabel, banda que tocava no final dos anos 70, praticando pop extremamente comercial, feito para faixa etária de 12-20 anos no máximo.

O diferencial destas duas bandas, é o talento e a voz única de um dos vocalistas mais conhecidos de todo o cenário Hard Rock dos anos 80, o líder do White Lion, Mike Tramp. Aqui, neste único disco lançado pelo grupo, os caras apostam numa sonoridade mais rockeira, visto que era o que estava crescendo na época, e o pop feito pelo Mabel, já não embalava como antigamente.

Originalmente gravado em 1981, o play conta com 12 faixas bem rockeiras como se pode ver pelo nome das canções, melodias bem simples, dando todo o destaque do material ao vocalista, que desde cedo já esbanjava sua voz que viria a ficar mundialmente conhecida pouco tempo depois.
Os destaques aqui ficam 'Girl You Gave Yourself Too Fast', 'We Will Make It Through The Night', 'Take Me Home', 'She's Gonna Rock You' e 'Lookin For a Feelin''.

Logo depois do lançamento do disco, Mike Tramp resolveu ir aos Estados Unidos procurar divulgar seu recente trabalho, mas acabou conhecendo Vito Bratta e o resto é história. Disco dedicado a todos os fãs do vocalista e do White Lion, e até para quem gosta de ouvir uma música simples porém bem contagiante e pra cima, onde facilmente se consegue fixar na memória todas as músicas, sem exceção.

01. Rockin' You Tonight
02. She's Gonna Rock You
03. Girl You Gave Yourself Too Fast
04. Lookin' For a Feelin'
05. Take Me Home
06. The World Is Rockin'
07. We Will Make It Through The Night
08. I'm Back Again
09. He's Always Lonely
10. Bring It Home
11. Street Girl
12. When Rock N' Roll Was Born

Mike Tramp - vocal
Peter Nielsen - guitarra
Andy Larsen - baixo
Chris Have - bateria

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Hairbanger

quinta-feira, 22 de abril de 2010

White Lion - Live At The Ritz, New York [1988]


Atendendo à pedidos, aqui vai uma excelente bootleg em uma fase áurea do White Lion. Com Mike Tramp no auge de sua saúde vocal e o resto da banda em um entrosamento magnífico, a banda simplesmente virou de cabeça pra baixo o Ritz Club no dia 11 de fevereiro de 1988 com um repertório que simplesmente dispensa comentários (afinal, tem quase o disco "Pride" na íntegra).

Originalmente, a performance foi exibida na MTV americana, mas a gravação virou um VHS na época, e é talvez o show do White Lion que é circulado com mais facilidade na web. Destaques para as clássicas "Hungry", "Tell Me", "Broken Heart", "Wait" e "All You Need Is Rock N' Roll" (que teve , juntamente de "Lady Of The Valley", a versão ao vivo desse exato show incluída no disco "The Very Best Of White Lion").

01. Hungry
02. Don't Give Up
03. Lonely Nights
04. Sweet Little Loving
05. Broken Heart
06. Vito Bratta Tapping Solo
07. Fight To Survive
08. Tell Me
09. All Join Your Hands
10. Wait
11. When The Children Cry
12. All You Need Is Rock N' Roll

Mike Tramp - vocal
Vito Bratta - guitarra
James LoMenzo - baixo, backing-vocals
Greg D'Angelo - bateria

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by Silver

segunda-feira, 19 de abril de 2010

White Lion - Mane Attraction [1991]


Após a tentaiva de fazer um sucessor de "Pride", "Big Game" não emplacou nenhum hit (mesmo sendo um ótimo álbum e tendo vendido mais de 500 mil cópias nos Estados Unidos) e fez com que o White Lion perdesse um pouco da atenção conquistada anteriormente. O álbum não teve uma turnê extensa como seu antecessor e, assim, a gangue de Mike Tramp teve quase dois anos para preparar este, que considero o melhor álbum da carreira deles.

"Mane Attraction" foi lançado sem a perspectiva de ser um sucesso esmagador de vendas (até porque, pra ajudar, o Grunge estava em ascenção) e talvez isso faça com que seja um álbum muito mais rebuscado e superior, em aspectos musicais, do que seus antecessores. E mesmo assim estima-se que o álbum vendeu 300 mil cópias na terra do Tio Sam, conquistando a 61ª posição das paradas americanas e o 31° lugar das inglesas, além de razoável repercussão dos singles "Love Don't Come Easy" e "Lights And Thunder".

Como prova da liberdade concedida ao White Lion, que não estava sendo pressionado a fazer um super-álbum em termos de vendas, rumores dizem que a Atlantic Records, gravadora da banda até então, permitiu que músicas do cunho que desejassem fossem incluídas no repertório do disco depois que os singles estivessem prontos. Tal liberdade resultou faixas mais longas, melodias mais pesadas e letras mais críticas, resultando em mais de uma hora de play e se consolidando também como o álbum mais longo da banda, tanto em número de faixas como em tempo de duração.

A viagem musical que é "Mane Attraction" se divide em vários momentos, que vão desde as já esperadas baladas "You're All I Need", "Till Death Do Us Part", "It's Over" e "Love Don't Come Easy" até verdadeiras pauladas na face nunca dadas antes pelo grupo como "Lights And Thunder", "Warsong" e "Leave Me Alone". Ótimas peças hardeiras como "Out With The Boys", "She's Got Everything" e a regravação de "Broken Heart" (do primeiro disco da banda, "Fight To Survive") também constam por aqui.

Vale destacar a homenagem feita para Stevie Ray Vaughan, falecido em agosto de 1990, enquanto a banda compunha o disco. "Blue Monday" é uma ótima faixa instrumental, com forte influência do blues, provando a versatilidade do guitarrista Vito Bratta, tido por muitos como mais um filho bastardo de Eddie Van Halen.

E "Farewell To You" merece um parágrafo especial, porque é um dos grandes destaques do disco, na minha opinião. A melancólica despedida, provavelmente composta com o objetivo de ser não só uma despedida do álbum, mas também da banda, que acabaria no mesmo ano de lançamento do play, é simplesmente emocionante. É cantada em uníssono por Mike Tramp e James LoMenzo por toda a sua duração e é finalizada em fade-off, ressaltando, intencionalmente (ou não, hehe), o clima de "adeus".

Por fim, "Mane Attraction" é um álbum arrepiante e fantástico que, com certeza, garantirá ótimos momentos musicais ao querido leitor deste texto. E ainda espero uma reunião da formação clássica do White Lion. (risos)

01. Lights And Thunder
02. Broken Heart
03. Leave Me Alone
04. Love Don't Come Easy
05. You're All I Need
06. It's Over
07. Warsong
08. She's Got Eveything
09. Till Death Do Us Part
10. Out With The Boys
11. Blue Monday
12. Farewell To You

Mike Tramp - vocal
Vito Bratta - guitarra, teclado, piano elétrico, backing vocals
James Lomenzo - baixo, backing vocals
Greg D'Angelo - bateria

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by Silver