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terça-feira, 19 de abril de 2011

Alice In Chains - Alice In Chains [1995]

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Após "Dirt", segundo álbum da discografia do Alice In Chains, ser concebido, a identidade do grupo passou a se tornar mais definida. Mesmo nunca tendo se integrado ao movimento Grunge em termos de sonoridade, os caras incorporaram, às suas composições, o clima depressivo que consagrou o estilo. No EP "Jar Of Flies" isso se tornava ainda mais latente, mas o destaque mesmo se deu no disco dessa postagem.

O terceiro lançado pela trupe de Seattle, auto-intitulado, também é conhecido como "Tripod" - graças ao cachorro de três patas retratado na capa. A orientação das composições, tanto das letras quanto das melodias, refletiam os crescentes problemas que o conjunto estava tendo graças ao abuso de drogas. Mesmo motivo que o falecido baixista Mike Starr revelou ter confirmado sua saída da banda, em 1993.

Da esquerda pra direita: Mike Inez,
Layne
Staley, Jerry Cantrell, Sean Kinney

Os pricipais problemas estavam ligados ao vício em heroína do vocalista Layne Staley, mesmo vício que tiraria sua vida anos depois. O homem teve várias passagens por clínicas de reabilitação entre 1994 e 1995, complicando até mesmo uma turnê que o conjunto faria com o Metallica e o Suicidal Tendencies nesse período.

O Chains anunciou uma pausa por conta desses transtornos, com cancelamento de várias datas, e durante esse hiato o guitarrista Jerry Cantrell começou a trabalhar em um disco solo. Mas a banda voltou e parte esse material foi utilizado para construir o novo disco, apesar da maioria ter sido descartado. Vale lembrar que, a essa altura do campeonato, o substituto de Starr, Mike Inez, já havia participado de "Jar Of Flies".

Toda essa crise e essas diferenças foram benéficas para a criatividade dos integrantes, que fizeram um álbum com foco, mas diferente de qualquer antecessor. Como já ressaltado, as composições foram atingidas em cheio pelo clima depressivo que consagrou as bandas de Seattle da década de 1990. Mesmo assim, o Alice In Chains conseguia ser único, original e poderoso.



Mais uma vez, as habilidades particulares dos integrantes são exploradas positivamente. As guitarras de Jerry Cantrell estão, como sempre, geniais. A cozinha de Mike Inez e Sean Kinney é visceral, cadenciada e pesada - logo, perfeita. Os vocais de Layne Staley, muitas vezes cantados em harmonia com a voz de Cantrell, trazem o sofrimento necessário para fechar as músicas com chave de ouro.

As letras, que costumam ser o ponto forte da trupe, são as únicas que deixam a desejar em relação aos discos antecessores, visto que o próprio Staley admite que, na maioria destas, apenas colocou na ponta do lápis o que sentia. Porém não compromete a qualidade do registro.

Em termos comerciais, a recepção do álbum foi agradável, com uma primeira posição nas paradas norte-americanas e disco duplo de platina naquelas terras, mas poderia ter sido muito mais calorosa se houvesse uma turnê de divulgação. O motivo dessa excursão não ter acontecido é o mesmo que fez com que este play fosse o último da discografia a ter Layne nos vocais: drogas.

Apesar de todos os contratempos, o Alice In Chains construiu um disco poderoso, imponente e muito bem feito. Vale a pena conferí-lo.



01. Grind
02. Brush Away
03. Sludge Factory
04. Heaven Beside You
05. Head Creeps
06. Again
07. Shame In You
08. God Am
09. So Close
10. Nothin’ Song
11. Frogs
12. Over Now

Layne Staley - vocal, guitarra rítmica adicional
Jerry Cantrell - guitarra, co-vocal, backing vocals
Mike Inez - baixo
Sean Kinney - bateria

Agradecimentos ao Jp por escolher as imagens - afinal, tem que ser mágico pra conseguir diferenciar Mike Starr de Mike Inez visualmente. Abaixo, a dica do próprio para distinguí-los:

Jp diz (22:24):
*o truque é o seguinte
Jp diz (22:24):
*imagine sem cabelo
Jp diz (22:24):
*o que tiver cara de modelo gayzinho é o mike starr
Jp diz (22:24):
*IUAHEIUAHEIA

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by Silver

quarta-feira, 9 de março de 2011

Alice In Chains - Facelift [1990]


Mais um exemplo de como as drogas podem acabar com um talento se deu ontem, com o anúncio da morte de Mike Starr, baixista da formação original do Alice In Chains. Os motivos ainda são nebulosos, mas acredita-se que, pela decorrência do falecimento, seja graças ao abuso de drogas, mesmo motivo que tirou a vida do vocalista Layne Staley. Starr já havia apresentado problemas com drogas - participou do programa Celebrity Rehab e recentemente foi preso, reincidente, por porte de drogas. Em sua homenagem, segue a postagem.

Inicialmente fundado em Seattle no ano de 1987, o Alice In Chains conseguiu, na garra e na qualidade, um contrato com a major Columbia Records em 1989. Com algumas músiacs já prontas, a gravação do álbum de estreia ocorreu de dezembro de 1989 até abril do ano seguinte, com composições lideradas basicamente pelo guitarrista Jerry Cantrell e algumas contribuições de letras de Staley.


"Facelift" foi lançado em agosto de 1990 e, curiosamente, não chamou a atenção geral em primeira instância. Só depois que o clipe de Man In The Box, segundo single de divulgação, integrou a programação diária da MTV. Bastou o empurrão para que o disco se tornasse não apenas um sucesso de vendas, mas um digno standard do Grunge - apesar das controvérsias.

Controvérsias porque muito se discute sobre o "rótulo" do Alice In Chains. Vieram de Seattle e praticavam um som que, até certo ponto, era triste e depressivo. Mas logo ao início de uma análise pormenorizada do registro, nota-se que não é bem assim: "Facelift" está muito mais para Heavy Metal com pitadas de Hard Rock e do tal Grunge, porque o som é muito bem trabalhado e traz mais peso do que os camaradas do Nirvana, por exemplo, que tinham forte influência do Punk Rock.



Ao ouvir um disco como "Facelift", os horizontes se expandem. É capaz de cativar qualquer fã de Rock, pois traz um intermédio entre Heavy Metal e Grunge com intervenções sonoras de várias origens roqueiras. Muitas influências. Além disso, repito, é invejavelmente bem trabalhado. As letras trazem ótimas reflexões críticas e sentimentais, a cozinha de Mike Starr e Sean Kinney é visceral e poderosa, as guitarras de Jerry Cantrell são pra lá de criativas e trazem um "quê" de Tony Iommi, e os vocais de Layne Staley são sensacionais: originais, têm potência e alcance mas são utilizados nos momentos corretos, além de terem um suporte notável da segunda voz, de Cantrell.

Apesar de se tratar de uma estreia inspiradíssima, sempre existem os destaques, que vão para o poderoso hit Man In The Box, as diretas We Die Young e Sea Of Sorrow, a depressiva balada Love, Hate, Love e a diferente I Know Somethin' ('Bout You). Mesmo que seja ignorado às vezes, "Facelift" é um clássico da música pesada. Afinal, não é cidade natal que determina qualidade ou estilo musical. E que Starr, juntamente de Staley, descansem em paz.



01. We Die Young
02. Man In The Box
03. Sea Of Sorrow
04. Bleed The Freak
05. I Can't Remember
06. Love, Hate, Love
07. It Ain't Like That
08. Sunshine
09. Put You Down
10. Confusion
11. I Know Somethin' ('Bout You)
12. Real Thing

Layne Staley - vocal
Jerry Cantrell - guitarra, teclado, backing vocals
Mike Starr - baixo, backing vocals em 10
Sean Kinney - bateria, percussão

Músico adicional:
Kevin Shuss - backing vocals

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by Silver

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Alice In Chains - Jar Of Flies [1994]

NIRVANA? WHO IS THIS?

Ano de 1994. Após a explosiva e aclamada apresentação no festival Lolapalloza no ano anterior, a situação financeira do AIC não havia melhorado muito. Ao voltarem para casa, são despejados de seu lar, por falta de dinheiro para pagar o aluguel, o que os deixa completamente devastados e deprimidos. Como consolo, a banda entra em estúdio pela primeira vez com o seu novo baixista, Mike Inez, com violões na mão para ver o que saia, mas sem intenção nenhuma de lançar como um novo registro.

Eis que essas gravações caem na mão dos donos de sua gravadora, que se agradaram imediatamente com o material que tinham em mãos, e sem pestanejar lançam estas músicas em um Ep. E que idéia feliz foi essa, pois nos possibilitou ter em mãos um dos melhores momentos da carreira dessa genial banda, em um formato totalmente diferente de seus dois discos iniciais, com uma levada mais acústica, que casa perfeitamente com o clima mais triste desse belo disco.


E essa fórmula deu tão certo, que acabou por tornar este Ep o primeiro a parar no primeiro lugar da parada da Billboard, aclamado por público e crítica da época. E ao ouvir este, apesar de ser bem curto, você acabará por perceber como todas as canções tem um brilho único, com momentos cativantes e que mesmo tristes e carregados, são de uma beleza singular. Será impossível não identificar a tristeza na voz de Layne Staley, e o feeling que toda a banda exala na execução das canções aqui apresentadas.

E a abertura já entrega logo de cara qual será todo o clima do disco. A psicodélica e experimental "Rotten Apple", em que até é inserido um talk-box de Cantrell logo na introdução, com uma letra que sentencia o seguinte: " Innocence is over / Ignorance is spoken / Confidence is broken / Sustenance is stolen". Sem falar na arrastada e triste linha vocal de Layne, que dá ainda mais beleza a canção. Em seguida temos a singular "Nutshell", em que Layne expressa toda sua luta para sobreviver, em uma das melhores canções da carreira do grupo, que ganhou um tom ainda mais intimista por ter sido feita em formato acústico.



Dois clássicos são apresentados logo em seguida, que inclusive ganharam seus videoclipes e tiveram uma boa repercussão na MTV em seu lançamento. "I Stay Away" continua com a mesma qualidade das canções anteriores desse registro e lhe fará sentir até um certo gelo na espinha com sua carga emocional pesada, e é o melhor trabalho de Cantrell nas guitarras nesse EP. "No Excuses" foge do clima melancólico até aqui apresentado e soa mais alegre, porém com um grande pitada de sarcasmo e é outra grande canção.

A instrumental "Whale And Wasp" nos apresenta um belo e simples solo de Cantrell, com a bela adição de violinos ao fundo, que exala emoção e feeling. E tome mais uma belíssima música com "Don't Follow", uma balada incrível e com uma letra espetacular, daquelas em que paramos para refletir nos rumos que estamos levando na vida. Sem falar o toque especial que na bela adição da gaita em sua segunda metade. "Swing On This" fecha o registro evocando o blues e com as guitarras de Cantrell novamente presentes em alguns momentos.

Um discão, que deixa bem claro que o AIC ia bem além do que as bandas de grunge apresentavam naquele momento. E olha que o objetivo não era que essas músicas fossem lançadas. Se isso tivesse realmente ocorrido, teríamos perdido o privilégio de escutar um dos mais criativos discos dos anos 90. Mesmo que você torça o nariz para o Grunge, é obrigatório que você escute esse disco uma vez e se emocione com o trabalho memorável que Staley, Cantrell, Inez e Kinney conceberam. Imperdível!




1.Rotten Apple
2.Nutshell
3.I Stay Away
4.No Excuses
5.Whale & Wasp
6.Don't Follow
7.Swing on This

Layne Staley - Vocal, Guitarra Rítmica
Jerry Cantrell - Guitarra, Vocal
Mike Inez - Baixo, guitarra, Backing Vocals
Sean Kinney - bateria, percussão

Músicos Adicionais:
Rebecca Clemons-Smith, Matthew Weiss - Violinos
David Atkinson - harmonica
April Acevez - viola
Justine Foy - violoncelo
Randy Bird, Darrell Peters - Backing Vocals



By Weschap Coverdale

sábado, 25 de setembro de 2010

Alice In Chains - Black Gives Way to Blue [2009]

Nos últimos dias, os motoristas Bruno Gonzalez e Alvaro Corpse corrigiram a falta de Alice In Chains no acervo da Combe. Assim, este que vos fala, como fã incondicional, se sentiu obrigado a participar disso, postando o retorno triunfal do que foi uma das maiores bandas da década passada.

O Alice In Chains nasceu em Seattle, nos anos de efervescência underground que prescederam o estouro internacional do grunge. O som da banda era uma combinação suja de hard rock com heavy metal, única pelas incríveis composições de Jerry Cantrell, pela cozinha destrutiva de Mike Starr (e depois Mike Inez) e Sean Kinney, e principalmente pelos vocais rasgados do inigualável Layne Staley. Tudo isso em um clima sombrio e com lírica pessimista focada em temas como vício, depressão e morte. Ou seja, prato cheio para o público jovem da época.

Sempre evoluindo do hard ao heavy, a o quarteto lançou as obras primas Facelift, Dirt e um auto-intitulado (conhecido como Tripod), em ordem crescente de influência do heavy metal, se consolidando como uma das maiores instituições do rock pesado dos anos 90.

Depois do Tripod, porém, a situação de Layne Staley foi tornando-se muito complicada. Viciado em heroína e deprimido desde a adolescência, o vocalista acabou saindo da banda e se afundando num isolamento regado à drogas até 2002, quando foi encontrado morto em sua casa, vítima de overdose.

O futuro do grupo parecia certo: o fim. Entretando, em 2005, para um show beneficiente, os três remanescentes se uniram a alguns vocalistas convidados, entre eles Pat Lachman (Damageplan) e Maynard James Keenan (Tool). Depois eles ainda viriam a tocar com Phil Anselmo e Willian DuVall. Esse último, cuja banda, Comes With the Fall, havia aberto para a carreira solo de Jerry Cantrell anos antes, seria escolhido para entrar em uma pequena turnê com o Alice pelos EUA. Em 2008, veio a notícia de que o quarteto estava escrevendo material novo. Era a volta do Alice In Chains.

O lançamento de Black Gives Way to Blue foi agendado para setembro de 2009, sob uma expectativa enorme dos antigos fãs. Mas, tão logo lançado, o álbum se tornou unanimidade. Certificado como disco de ouro, emplacou topo da Billboard com "Check My Brain" e "Your Decision".

E vamos a ele. BGWtB é um trabalho moderno, porém remete de maneira impressionante ao Dirt e principlamente ao Tripod. Aliás, ele faz parecer que a banda seguiria o mesmo caminho se o primeiro vocalista não houvesse morrido. No mais, é uma grande homenagem ao antigo público do Alice e, acima de tudo, à Layne Staley.

A abertura vem com a densa e cadenciada "All Secrets Known", que, apesar de excelente, não é uma das melhores do play. Ela parece vir mais como faixa conceitual, com a letra tematizando o retorno da banda. Jerry Cantrell domina os vocais nesse início. Depois vem a fantástica "Check My Brain", música curta e pesada, puxada por um riff 'mais Alice impossível' e um refrão tão grudento que não vai te deixar em paz por um bom tempo. Aqui DuVall começa a dar as caras de verdade num dueto com Cantrell. Virou o single de maior sucesso do álbum.

E o play parece te preparar progressivamente para a voz do novo cantor. Na terceira faixa, "Last of My Kind", ele realmente assume os vocais principais, sobre a música mais heavy metal do disco, com um refrão à moda do Metallica. Verdadeio show das guitarras, acompanhadas de uma cozinha brutal de Kinney e Inez. Quebrando o clima de destruição, entra outro single: "Your Decision". Bela e emocionante melodia acústica, cujo clipe fez relativo sucesso. Aqui Cantrell chama os vocais para si novamente.

Voltando às tijoladas, entra "A Looking in View", a primeira música do álbum a ser liberada como single. Pesadíssima, longa e com um leve toque industrial, a faixa apresenta um ótimo trabalho da banda toda, com destaque para DuVall, principalmente no refrão, que é de arrepiar a espinha. "When the Sun Rose Again" é uma faixa semi-acústica, com altas doses de folk. Apesar de diferente, tem muito de Alice, com trechos dissonantes seguidos de refrães melódicos. Além disso, é um dos melhores momentos de dueto de Cantrell e DuVall, com uma incrível harmonização das vozes.

"Acid Bubble" é de longe uma das melhores do play. Longa, arrastada e depressiva, vai te lembrar muito o Dirt. Com um pouco de doom metal, a faixa tem uma mudança repentina à la Black Sabbath que deve fazer um estrago ao vivo. Destaque para o dueto Cantrell/DuVall novamente, fazendo um refrão não menos que emocionante; mas é impossível não falar de Sean Kinney, com uma inspiradíssima linha de bateria. "Lesson Learned" é o último single lançado do álbum. Hard 'n' Heavy bastante tradicional, com riff pesado, linhas vocais muito bem encaixadas e outro daqueles refrães que arrepiam a espinha.

"Take Her Out" é um hard bem grudento e melódico. Muito boa, mas nenhum destaque. Se é fã de Alice In Chains, "Private Hell" vai ter um efeito assustador em você. Aqui a voz de Layne parece realmente presente. A melodia e o dueto com Cantrell fazem a voz de DuVall, pela primeira vez no disco, parecer a do antigo vocalista, numa música que entraria fácil no setlist do Jar of Flies. "Black Gives Way to Blue" é uma quebra do clima denso. No meio de tanto niilismo e peso, a faixa de encerramento é uma leve homenagem à Layne Staley, com uma letra emocionante e violões acompanhados pelo piano de ninguém menos que Elton John, que participou como convidado.

No fim das contas, BGWtB é um álbum impecável. Um trabalho denso, nostálgico, pesado e que é a cara da banda. E depois desse retorno incrível, que venha o futuro para o Alice In Chains. Download imperdível!

01. All Secrets Known
02. Check My Brain
03. Last of My Kind
04. Your Decision
05. A Looking in View
06. When the Sun Rose Again
07. Acid Bubble
08. Lesson Learned
09. Take Her Out
10. Private Hell
11. Black Gives Way to Blue

Jerry Cantrell - guitarra, vocais
William DuVall - guitarra, vocais
Sean Kinney - bateria, percussão
Mike Inez - baixo

Elton John - piano em 11

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Jp

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Alice In Chains - MTV Unplugged [1996]

NIRVANA É O CARALHO!

O Alice In Chains foi criado em 1987 pelo guitarrista/vocalista Jerry Cantrell e o vocalista Layne Staley. A banda, originária da, na época, explosiva Seattle, é um exemplo de talento nato com um toque amargo de melancolia e morte. Uma grande história sempre acompanha uma grande banda, e com um dos maiores nomes da história do grunge/heavy metal não poderia ser diferente.

Em 1986, Layne trabalhava com uma banda que ele mesmo formou, o Alice N' Chains, que tocava diversos cover de metal e etc. Num belo dia, Layne conheceu Jerry num estúdio para ensaios e, o mesmo tempo em que se tornaram camaradas, a união criativa e musical deles foi se tornando cada vez mais forte.

O Alice N' Chains desandou e Layne acabou numa banda de funk que precisava de um guitarrista; Cantrell aceitou, mas com uma condição: Layne precisaria entrar na banda de Jerry, a Diamond Lie, que contava com o batera Sean Kinney e o baixista Mike Starr. A empreitada de funk ferrou em 1987 e Layne registrou a sua permanência no Diamond Lie de vez, tocando com a banda em trocentos bares da região e usando a alcunha, Alice In Chains, como um nome provisório - estava aí formado o embrião do que viria a ser o Alice In Chains.


Algum tempo depois, os caras de Seattle foram convidados a gravar a sua primeira demo, que ficou conhecida posteriormente como The Treehouse Tapes. A demo chamou a atenção dos caras da gravadora Columbia Records e, uma vez reconhecido o poder de fogo do Alice, eles passaram a ser considerados como a maior aposta da gravadora. Em julho de 1990 saía o primeiro registro oficial, a clássica EP We Die Young, e essa EP ganhou uma abismal notoriedade entre as rádios que tocavam metal na época. Chegava a hora do tão esperado debut.

Em agosto de 1990, o tão aguardado debut do Alice já estava nas lojas: o fantástico Facelift. Alcançando a posição de nº 42 na Billboard e tendo boa exibição do clipe da canção Man In The Box (de Facelift) na MTV, o Alice dava os seus primeiros passos; posteriormente, o clipe ganhou disco de ouro e tanto na época como depois, Facelift foi aclamado com unanimidade pela crítica em geral.


Mais um aperitivo foi dado aos fãs enquanto não vinha o sucessor de Facelift e a EP Sap foi muito bem recebida. Lançado na mesma época do monolito cultural dos anos 90, o disco Nevermind do Nirvana, os dois trabalhos elevaram o grunge a outro patamar; mainstream total e absoluto. A ótima EP ainda contou com a vocalista Ann Wilson do Heart cantando juntamente como Layne e Jerry nas canções Am I Inside, Love Song e em especial, na clássica Brother.

Em fevereiro de 1992, o Alice voltava ao estúdio para começar a trabalhar no que viria a ser Dirt. O próximo disco, assim como disse Jerry na época, seria muito mais obscuro e melancólico que o disco de estréia e assim foi: Dirt foi lançado no final de setembro em 1992, com letras tratando de temas como morte, vícios, guerra e outros conflitos sentimentais, trabalhados de forma tão viciada e decadente pela caneta de Layne Staley e Jerry Cantrell.

Dirt, para o uploader que a vós escreve, é um dos discos mais fodas que alguém pode ouvir na vida. É simplesmente impecável, pesado, escuro e decadente.


Nesse meio tempo entre Dirt e o terceiro disco, foi lançado a EP Jar Of Flies. Um trabalho que mostra como é que uma banda pode-se transformar isolamento e tristeza em música boa (uma verdadeira lição para alguns góticos, aliás rs). Jar Of Flies foi aclamado pela mídia, contando com canções seminais como Nutshell e No Excuses, e nessa mesma época Layne entrou para a reabilitação devido ao seu vício pela heroína. Pouco tempo depois, Layne voltou ao seu vício e a banda se viu forçada a cancelar datas e mais datas, entrando na geladeira durante algum tempo. Devido as condições de Layne o Alice cancelou a turnê de 1994 com o Metallica e o Suicidal Tendencies, e esse foi apenas o primeiro indício do que viria a ser, posteriormente, a grande batalha que Layne travaria com as drogas.

Depois de Layne e o resto do Alice (lembrando aqui que desde o final das gravações de Dirt o baixista Mike Starr não estava mais na banda, sendo substituído pelo excelente Mike Inez) se dedicarem a outras atividades durante algum tempo, chegou a hora de mais outro album. Em novembro de 1995, a banda lançava o seu disco auto-intitulado, que fez um sucesso estrondoso: debutou na primeira posição da Billboard 200 e ganhou platina duplo. Contando com canções fulminantes como Grind e a canção que tá pra para o Alice assim como Black está para o Pearl Jam: a fantástica Heaven Beside You, a banda causou certa estranheza ao não promover o auto-intitulado, mesmo com tanto sucesso. Agora sim, chegamos até onde queríamos chegar.


O Alice voltou à tona em 1996, três anos após o seu último show, e saiu do jejum gravando um dos discos mais fenomenais que alguém pode ouvir na vida, mesmo gostando de rock ou não; o seminal MTV Unplugged do Alice In Chains.

O show foi exibido em 28 de maio de 1996 e o disco resultante dessa apresentação foi lançado em julho daquele ano ganhando a posição de nº 3 na Billboard 200 e posteriormente ganhando disco de ouro. O sucesso da apresentção do acústica do Alice se compara com os clássicos registros acústicos da MTV gravados pelo Nirvana e o britânico Eric Clapton. MTV Unplugged seria um marco musicalmente e por ser uma das últimas aparições de Layne para o público até a sua morte.

Abrindo a tracklist deste fantástico disco, apontar destaques é nada mais, nada menos, do que covardia. Posso destacar momentos incríveis desde a abertura com Nutshell e o seguimento com a fantástica No Excuses (com a abertura de bateria tão conhecida, fruto de Sean Kinney). A tensa Sludge Factory encontra refúgio na ótima adaptação e abre o clima para uma das músicas mais FANTÁSTICAS já criadas: a melancólica Down In A Hole.


A performance de Angry Chair é perfeita, e sobre a música, nem é preciso comentar; sendo uma das mais conhecidas dos fãs, possuindo uma letra marcante. Rooster, canção obrigatória nos shows, fala sobre o pai de Cantrell e os seus tempos na guerra. Uma canção marcante e que mostrou o quão competente foi a adaptação das músicas do Alice ao formato acústico.

A descompromissada Got Me Wrong dá uma desnuviada, juntamente com um dos maiores clássicos do Alice, a fantástica e saudosista Heaven Beside You (que possui uma das letras mais chicletes de todos os tempos). Também incluída na lista de músicas mais fantásticas já criadas na opinião desse uploader, a poderosa e obscura Would? dá as caras, contando com aquele marcante fraseado de baixo que dá inicio a canção. Essa é a prova cabal que Layne e Cantrell foram uma das melhores duplas que o rock/metal já teve, tanto em composição quanto nos vocais, descrevendo na letra os sentimentos que Cantrell sentia em relação a morte do seminal Andrew Wood (vocalista do excelente Mother Love Bone) e na música, com muita emoção e peso, por meio do vocal poderoso de Layne e a dobradinha de Cantrell.

Finalizando, há ainda as exclente Frogs, Over Now e Killer Is Me, lembrando também que Frogs e Killer Is Me não são originais do acústico e foram gravadas posteriormente para o relançamento.


O Alice In Chains marcou para sempre a história do sempre trágico rock/metal. Layne deixou esse mundo em 5 de abril de 2002, com apenas 34 anos. Uma das coisas tristes que acompanham esse gênero, sem dúvida, é a morte, vide Cliff Burton, Dio, Vitek, etc..

O Alice tocou a vida, com os membros participando de outros projetos, até que o Alice lançou o excelente Black Gives Way To Blue com outro vocalista, o ótimo William DuVall. O sonho dos garotos de Seattle ainda prosegue, infelizmente, sem Layne.

Alice In Chains na fase DuVall

Enfim, o Unplugged é um disco que todos deveriam ouvir antes de morrer.
Um ótimo download!

R.I.P. Layne Thomas Staley (22 de agosto de 1967 - 5 de abril de 2002)

Tracklist:

1. Nutshell
2. Brother
3. No Excuses
4. Sludge Factory
5. Down In A Hole
6. Angry Chair
7. Rooster
8. Got Me Wrong
9. Heaven Beside You
10. Would?
11. Frogs
12. Over Now
13. Killer Is Me

Line-up:
Layne Staley - Vocais, violão em ''Angry Chair''
Jerry Cantrell - Violão, vocais
Mike Inez - Baixo, violão em ''Killer Is Me''
Sean Kinney - Bateria

Músicos convidados:
Scott Olson - Violão, baixo em ''Killer Is Me''

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By Alvaro Corpse

sábado, 18 de setembro de 2010

Alice in Chains - Dirt [1992]

Olhando os posts feitos anteriormente aqui no blog, reparei que não temos NADA do Alice in Chains ainda, e isso é quase que um sacrilégio com uma das maiores bandas dos anos 90, que ajudou a impulsionar cada vez mais o nome do chamado Grunge, que dominou o mundo na primeira metade da década.

O Alice in Chains, na minha opinião, é a melhor banda de todas essas que surgiram, pois conseguiam ser totalmente diferentes de praticamente todas as bandas de Seattle, que faziam, na maioria das vezes, um Punk mais sujo, misturado com música alternativa e Hard Rock. O Alice in Chains levou o nome para o lado mais pesado da força e chegou com uma proposta totalmente Heavy Metal, assemelhando-se em apenas uma coisa às outras: a sujeira do som. Sim, meus caros, o som é bem sujo por aqui, com instrumentos com afinações baixas e extremamente distorcidos, tanto o baixo, como a guitarra. A bateria, equalizada muito forte, tem um som totalmente fechado, e, isso tudo misturado aos melancólicos vocais de Layne Staley e Jerry Cantrell (os dois dividem os vocais em várias músicas) fez um som realmente único, original e inovador, que foi copiado por trocentas bandas que vieram depois.

"Dirt" é o segundo full-length da banda, que traz isso tudo o que eu citei acima, mas com uma coisa mais agravante ainda, que são as letras totalmente carregadas de melancolia e depressão, falando sobre o uso de drogas constante de Staley e Mike Starr (baixista) e as perdas de Jerry Cantrell, além de falar sobre guerras e morte em si, soando totalmente agressivo e, na teoria, pouco acessível. Mas, a crítica e os fãs pensaram diferente e aclamaram o disco, fazendo com que ele estreasse na 6ª posição do Top 200 da Billboard e vendendo 3 milhões de cópias, até aonde se sabe, sendo certificado platina nos Estados Unidos e Canadá, e ouro no Reino Unido.

Jerry Cantrell e Layne Staley mostram-se inspiradíssimos em suas composições, mostrando que depressão nem sempre é ruim, pelo menos para nós ouvintes, e pode nos proporcionar quase 60 minutos de uma viagem sinistra no mais fundo inferno pessoal, seja pelas letras ou pelos instrumentais, que são incrivelmente melancólicos e pesados, acompanhando bem o que é falado, isso tudo sem soar infantil, nem mela-cuecas e muito menos chato.

O álbum revelou 5 grandes hits, que se tornaram grandes clássicos do Rock, que são as excelentíssimas "Them Bones", "Angry Chair", "Down In A Hole", "Rooster" e a incrível "Would?", que tem um valor especial pra mim, por ter me ajudado em vários momentos difíceis, e até hoje ainda me dá aquela "porrada" dentro do peito naquela intro de baixo que se tornou inconfundível.

Chegando aos destaques, além dos singles, posso citar porradas como "Rain When I Die", "Damn That River", "Sickman", "Junkhead", "God Smack" e "Hate To Feel", que vão proporcionar a vocês tudo o que eu já falei anteriormente.

Bem, se tem alguém aqui que ainda não conhece todo o peso do AiC, creio que já passou da hora de conhecer!

Layne Staley - Lead vocals, rhythm guitar
Jerry Cantrell - Lead Guitar, co-lead vocals, backin' vocals
Mike Starr - Bass
Sean Kinney - Drums

1. Them Bones
2. Damn That River
3. Rain When I Die
4. Down In A Hole
5. Sickman
6. Rooster
7. Junkhead
8. Dirt
9. God Smack
10. Hate To Feel
11. Angry Chair
12. Would?

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Bruno Gonzalez