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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Little Caesar - Redemption [2009]


Vocês provavelmente já devem ter lido aqui a história do Little Caesar, a banda que foi dispensada pela gravadora porque os seus integrantes eram machos demais. Se para aquela época eles eram assim considerados, imaginem pro dias atuais. Um verdadeiro atentado a esse show de cores que se tornou o Rock. Mesmo assim, os caras pagaram pra ver e voltaram à ativa com sua formação clássica. Só isso já seria motivo de efusivas comemorações por parte dos amantes de um Hard com influências de Classic Rock e pitadas de música negra. Mas o que talvez não fosse tão esperado assim é que os caras lançariam nesse retorno um de seus melhores trabalhos, com qualidade suficiente para rivalizar com os clássicos.

Da formação original, apenas o guitarrista Apache não está presente – além dos longos cabelos, fruto do tempo, esse elemento implacável (risos). Mas sobra alma e feeling, atributos que diferenciaram a banda em toda sua trajetória. Desde a abertura com o Rockão “Same Old Story” (já conhecida dos fãs, graças à sua inclusão na coletânea This Time it’s Different, de 1998) e a música de divulgação, “Supersonic”, fica claro que estamos diante de um trabalho de qualidade superior. “Loving You is Killing Me” traz aquele balanço das antigas, pra fazer todo mundo bater o pé e mexer a cabeça de acordo com o ritmo.



Outro destaque vai para a faixa-título, balada com forte apelo emocional que vale o disco. A agitada “Sick and Tired” chega a lembrar Aerosmith das antigas, assim como a seguinte, “Real Rock Drive”, que possui um título mais que auto-explicativo. Outro momento introspectivo surge em “That Was Yesterday”, com seu forte acento sulista nas guitarras. Na hora de homenagear seus heróis, o Little Caesar optou por fazer um mash-up, juntando dois sons em uma mesma faixa. Sendo assim, “Every Picture Tells a Story” de Rod Stewart e “Happy” dos Rolling Stones uniram forças em uma passagem marcante do álbum.

Essa é a versão original de Redemption. Recentemente foi lançada outra com uma faixa-bônus, chamada “Woodstock”. O tempo passou e, obviamente, os caras não chegarão nem perto do que conseguiram no passado em termos de êxito comercial. Mas é muito bom ver que ainda conservam a energia e, principalmente, o talento para escrever músicas que empolgam e tocam o coração na medida certa. E o principal, esse é um lançamento independente. Sendo assim, nenhuma gravadora vai reclamar de excesso de masculinidade. Até porque isso tem feito uma falta na cena musical...

Ron Young (vocals)
Loren Molinare (guitars)
Joey Brasler (guitars)
Fidel Paniagua (bass)
Tom Morris (drums)

01. Same Old Story
02. Supersonic
03. Loving You Is Killing Me
04. Witness Stand
05. Redemption
06. Sick And Tired
07. Real Rock Drive
08. That Was Yesterday
09. Every Picture Tells A Story/Happy
10. Just Like A Woman

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JAY

domingo, 21 de novembro de 2010

Little Caesar - Little Caesar [1990]

Estava lendo a entrevista deles na Roadie Crew desse mês e tive que pegar esse disco para ouvir novamente. Vários motivos levam bandas a ter seus contratos rompidos por gravadoras. Mas talvez o Little Caesar seja o único caso da história de um grupo que tenha sido demitido por ser macho demais. Mas deixemos para contar essa história mais pra frente.

A história da banda começa na ensolarada Los Angeles, berço de quase todo o agito da época. Quando o segurança de puteiros (sim, estou falando sério!) e vocalista Ron Young foi apresentado aos guitarristas Loren Molinaire e Apache – esse último conhecido no meio musical como músico de apoio da cantora de R&B e Gospel Etta James – ficou claro que havia uma afinidade instantânea. Em comum, a paixão pelo Hard e o Classic Rock com influências da música negra de raiz. Após completar a formação, lançam um EP independente chamado Name Your Poison. O estouro na cena underground foi imediato, chamando a atenção da Geffen Records, que lhes oferece um contrato e tempo livre em estúdio.


Produzido pelo lendário Bob Rock, o álbum de estréia do grupo agrada tanto os fãs da cena Hard oitentista quanto a galera da velha guarda, graças à grande influência de grupos como Rolling Stones e The Faces em sua sonoridade. Ouvir esse disco é ter uma aula de feeling. Canções executadas por músicos de verdade, com alma e coração, sem se preocupar com modismos baratos – e foi aí que os ‘engravatados’ começaram a se incomodar. Ron mostra porque é um dos melhores vocalistas de sua geração, enquanto Apache e Loren mandam riffs e solos certeiros, enquanto Fidel Paniagua e Tom Morris seguram a bronca com talento.

O grande sucesso foi o cover de “Chain of Fools”, composição de Don Covay, imortalizada por Aretha Franklin. A música é um exemplo de como transformar outro gênero em um belo Rock sem descaracterizar. O outro single foi para a baladaça “In Your Arms”, com backing vocals claramente influenciados por Soul Music das boas. De encher os olhos, assim como “From the Start”, que vem na seqüência para manter o nível lá em cima. Mais destaques para a abertura pé na porta com “Down-N-Dirty”, a maliciosa “Hard Times” e a de título explicativo “Rock-N-Roll State of Mind”. Atenção para a intro de “Drive it Home”. É, uma banda ruim brasileira deve ter ouvido esse disco.



“Midtown” é um daqueles sons para se ouvir na estrada aberta, com o pé no acelerador e a cabeça nas nuvens. Algo meio filosófico/cachaceiro, até diria. Mas logo a seguir, um Hard daqueles bem ‘canalhas’ surge com “Cajin Panther”, lembrando até algo do Van Halen dos bons tempos. A mais de acordo com seu tempo, “Wrong Side of the Tracks” é para acompanhar sacudindo o corpo na batida. Com certeza uma das preferidas do povo mais ligado na veia oitentista do gênero. Na calma “I Wish it Would Rain”, um show de Ron, mostrando aos novatos como se canta, enquanto o resto do grupo capricha nos backing vocals. E não, “Little Queenie” não é um cover de Chuck Berry. Mas encerra com dignidade.

O álbum teve um desempenho satisfatório para uma estréia, permitindo que a banda registrasse um segundo play, com o famigerado Earl Slick no lugar de Apache. Mas logo, o que já incomodava alguns executivos há algum tempo acabou se tornando desculpa para dar um chute no traseiro do grupo: o visual dos músicos, cheios de tatuagens e suas caras de mau. Algo que não combinava com o cenário Hard mais ‘colorido’ da época. Ron Young se juntaria a Adrian Vandenberg, Rudy Sarzo e Tommy Aldridge no Manic Eden, que lançaria apenas um disco. Depois, ainda gravaria vocais no projeto solo do guitarrista Doug Aldrich. Ou seja, ficar perto dos amigos de David Coverdale é com ele mesmo.

O Little Caesar se reuniria duas vezes, primeiro em 1998 e novamente em 2009, lançando um trabalho de estúdio em cada ocasião. O mais recente, Redemption, é um dos melhores álbuns do estilo lançado ano passado e merece ser conferido por todos. Assim como esse aqui, uma verdadeira pérola perdida, mostrando que os caras mereciam um maior reconhecimento. E se uma banda é demitida de sua gravadora porque os músicos são considerados “machos demais”, só por isso já merecem todo o respeito e admiração. Baixe sem hesitar!

Ron Young (vocals)
Apache (guitars)
Loren Molinare (guitars)
Fidel Paniagua (bass)
Tom Morris (drums)

Special Guest
John Webster (keyboards)

01. Down-N-Dirty
02. Hard Times
03. Chain of Fools
04. In Your Arms
05. From the Start
06. Rock-N-Roll State of Mind
07. Drive It Home
08. Midtown
09. Cajun Panther
10. Wrong Side of the Tracks
11. I Wish It Would Rain
12. Little Queenie

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JAY