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domingo, 29 de maio de 2011

The Beatles - Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band [1967]


Maior clássico da história da música pop. O disco mais influente de todos os tempos. O Magnus-opus da maior banda de rock que existiu no planeta. O disco que influenciou o início de milhares de bandas, desde a sua criativa capa até seu rebuscado som. Se for listar todos os elogios tecidos a este trabalho, faria a resenha sem nem citar alguma música deste, mas realmente "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" é um fenômeno fora do comum.

Só para se ter uma idéia da importância do mesmo, vamos para alguns números sobre este. Apesar de ser um trabalho sem nenhum tipo de apelo comercial e ter sido muito pouco executado nas rádios, vendeu 11 milhões de cópias somente em solo norte-americano e em torno de 32 milhões de cópias em todo o mundo. O álbum lidera "apenas" as listas dos melhores álbuns de sempre da revista Rolling Stone e dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame. Foram gastas 700 horas de gravação para este registro e 75 mil dólares gastos, um recorde para aquela época.

A banda do Sgt. Peppers

"Sgt. Peppers" marcou o início de uma revolução inexplicável dentro do rock. Se até aqui o rock era algo alegre e até mesmo simplório, aqui extrapolou todos os limites que existiam outrora e se transformou em uma arte. Trata-se de um dos primeiros discos conceituais dentro do estilo, sem falar no experimentalismo que envolve o mesmo. Mas para entendermos o que foi o combustível para este grande momento, voltemos para o que estava ocorrendo na época com o grupo.

A Beatlemania estava em baixa no ano de 1966, muito em parte a infeliz e conhecida declaração de John Lennon, de que "Os Beatles eram maiores do que Jesus Cristo". Essa causou uma reação de revolta, que gerou um tumulto durante um show deles na Filadélfia. Cansados dessas reações adversas e das cansativas turnês, a banda decide se dedicar unicamente as gravações em estúdio, deixando de lado os shows, o que é um baita de um tiro no pé de qualquer grupo musical que se preze. Essa decisão deixou os críticos estarrecidos, que declaravam sem nenhum pudor de que aquele era o fim do grupo.

Do outro lado do Atlântico uma banda que outrora era apenas um bando de garotos que faziam músicas sobre surf e outros assuntos adolescentes decidem rivalizar com os Beatles, lançando o clássico e muito trabalhado "Pet Sounds", que acabou sendo o combustível para que a banda trabalhasse em um registro para responder a altura o audacioso Brian Wilson. Trancam-se em um estúdio com George Martin e revolucionaram inclusive na parte técnica, pois foi o primeiro disco gravado em oito canais, com a junção de dois consoles de quatro canais. A idéia de um álbum conceitual partiu de Paul McCartney, que desejava que eles realmente fosse a banda do tal Sgt. Pepper's, mas que foi abandonada durante as gravações.

George Martin com a banda, conduzindo as gravações

Outro grande detalhe deste disco é sua belíssima capa, feita por Peter Blake e que se trata de uma colagem dos quatros Beatles incorporando a banda do Sgt. Pimenta ao lado de outras celebridades sendo as mais notáveis as seguintes: Albert Einstein, Bob Dylan, Carl Jung, Edgar Allan Poe, Fred Astaire, Marilyn Monroe, Marlon Brando, Oscar Wilde e os próprios Beatles em seu início de carreira. Mas dizem as más línguas que a capa ainda seria muito mais polêmica, mas que a banda evitou, tendo em sua concepção original as presenças de Jesus Cristo, Adolf Hitler e Ghandi, com medo de que gerasse uma polêmica ainda maior. Sem falar que muitos se baseiam na capa do disco para promover a idiota idéia de que Paul morreu e hoje é um sósia que está em seu lugar, mas não vou me alongar neste conto urbano.

Mas agora vamos ao que realmente interessa que é o som apresentado nesta obra de arte. E para começar os trabalhos temos a ótima faixa-título com seu andamento cadenciado e puxando para o hard e que mesmo sendo bem curta envolve de maneira inevitável e que já é bem diferente de tudo que a banda havia feito até aqui. Após essa, Ringo Starr assume os vocais na bela "With a Little Help From My Friends", que posteriormente ganharia uma versão magistral feita por Joe Cocker, continua aumenta o nível de experimentalismo em que a banda havia entrado, mas nada que fosse comparado a obra de arte "Lucy In The Sky With Diamonds".



"Lucy" é uma canção em que a psicodelia atinge níveis descomunais, com uma melodia inexplicável, em que a cada nota vemos como a velocidade foi claramente alterada para dar esse efeito de "viagem" que a mesma possuí. Esta canção gerou uma polêmica sobre fazer referência ao LSD, que Lennon desmentiu, afirmando fazer referência a um desenho de seu filho Julian, mas que quase 40 anos foi assumido por McCarney de que realmente ela fazia referência a droga. "Getting Better" é outra grande pérola, em que mais uma vez somos envolvidos por outra grande canção e percebemos a riqueza melódica em cada detalhe da canção, sem falar sua letra esperançosa, que se transmite até no som da guitarra de Harrison. "Fixing A Hole" também gerou polêmica, em que alguns suponham que esta fazia referência a heroína, algo que nunca foi confirmado, mas mostra um McCartney inspirado, brincando de modificar as harmonias a todo momento.

"She's Leaving Home" é uma peça clássica de beleza singular, uma obra de arte completa, que retrata a fuga de uma jovem com seu namorado, tem arranjos lindos conduzidos por George Martin e nos dá a certeza que estamos realmente diante de algo inexplicável e atemporal. A circense e hipnótica "Being for the Benefit of Mr. Kite!" te faz fechar os olhos e se sentir abduzido em alguns momentos durante sua execução, seja talvez pelo efeito anasalado na voz de Lennon, mas que tem grande parte de crédito a Martin, que criou uma atmosfera incrível para esta. Atmosfera essa que se faz mais presente na climática "Within You Without You" em que George Harrison é acompanhado de músicos indianos durante sua execução e nos sentimos realmente na Índia durante sua execução, em mais uma música de um bom gosto descomunal. "When I'm Sixty Four" foi composta por McCartney durante sua adolescência e tem um ar mais pueril e juvenil comparado ao conteúdo desse disco, mais ainda assim belo e cativante.

Foto na coletiva de imprensa do lançamento do disco

A pop "Lovely Rita" apresenta a dupla Lennon/McCartney mais uma vez aparece a todo vapor, com uma junção voz/piano que funciona de maneira perfeita. Mas aí vem "Good Morning Good Morning" que foi inspirada em uma caixa de cereais Kellogs com seu andamento roqueiro e que é uma das canções que mais gosto da carreira do grupo, com destaque para Harrison com solos ácidos e certeiros e a bateria animada de Ringo, que convida a realmente a começar o dia de melhor maneira possível, animado e sem frescura. A porrada "Reprise" continua com a banda descendo o braço sem dó, e mantém o nível roqueiro lá em cima. Tudo isso para desembocar no belo final com a grandiosa e emotiva "A Day In The Life", que volta a investir no experimentalismo, em que nem consigo descrever a beleza desta, e que deixarei que cada um tire suas conclusões sobre a "viagem" final que este disco nos traz e que o finaliza com chave de ouro, sem falar em seu final de arrancar suspiros, e que confirma que a produção deste realmente estava à frente anos-luz de qualquer outra feita naquele momento.

O marco definitivo, que elevou o rock a outro patamar e que serviria com base para muitos dos clássicos que postamos aqui anteriormente. O nascimento do art-rock e a evolução na música mundial seja na maneira de se produzir um disco, nas composições ou ainda na concepção visual de um registro musical. Por essas e outras que os Beatles são reverenciados como a maior banda que já surgiu. Gostando ou não, você é obrigado a concordar com a contribuição inestimável que os quatro rapazes de Liverpool deram ao nosso amado rock n' roll. E é obrigado a ter este registro em um pedestal dentre toda sua coleção, pois sem o mesmo, talvez o rock fosse diferente do que conhecemos hoje. Um disco que deve ser ouvido pelo menos umas 100 vezes antes de morrer, apreciado a cada detalhe e que deve ser aplaudido de pé após sua execução. OBRA-PRIMA!




1.Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band
2.With a Little Help from My Friends
3.Lucy in the Sky with Diamonds
4.Getting Better
5.Fixing a Hole
6.She's Leaving Home
7.Being for the Benefit of Mr. Kite!
8.Within You Without You
9.When I'm Sixty-Four
10.Lovely Rita
11.Good Morning Good Morning
12.Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (Reprise)
13.A Day in the Life

John Lennon – Vocais, Violão, Guitarra, Órgão Hammond, Piano, Gaita, Tamborim
Paul McCartney – Vocais, Guitarra, Baixo, Órgão Hammond, Piano, vocalizações,
George Harrison – Guitarra, Violão, Sítara, Vocais em "Within You Without You," Backing Vocals, Gaita.
Ringo Starr – Bateria, Congas, Tambourim, Vocais em "With a Little Help from My Friends"


By Weschap Coverdale

domingo, 17 de abril de 2011

The Beatles - Live at the BBC [1994]



Das gravações da Rádio BBC, de Londres, algumas foram perdidas e depois achadas, enquanto outras foram perdidas para sempre. Imagine só. Perder apresentações inéditas dos fab four realizadas no seu ápice criativo, entre 1962 e 1965. E não foram eles as únicas vítimas dessa desídia de uma das instituições mais tradicionais da transmissão de dados britânica.

São 69 faixas dispostas em dois cd's que contém o que de melhor a música pop do quarteto pode oferecer: guitarras perfeitas, baixo contagiante, bateria levada e os melhores vocais da história do rock. Talvez você não concorde com a última afirmação, mas não pode negar a influência desses quatro em tudo o que é gravado hoje em dia.

Aqui está uma banda com gana e atitude que, por vezes, destoa daquela que conhecemos através da produção perfeita de George Martin. Aliás, Martin foi o responsável pela masterização digital dessas preciosidades.

Gravadas entre março de 1962 e junho de 1965, as apresentações trazem os programas de rádio quase na íntegra, com entrevistas (13 das 69 faixas são diálogos) e locuções intercalando as canções. O repertório abrange os quatro primeiros discos da banda, além de clássicos do rock'n'roll.

Tente não se emocionar com Lennon tentando imitar Elvis em I Got a Woman, ou McCartney tentando imitar Little Richard em Lucille. Essas gravações são, além de um excelente petisco para saber como eram os fab four ao vivo (eles abandonaram os palcos em 66 para se dedicarem exclusivamente aos estúdios), um rol de homenagens aos seus ídolos e uma verdadeira celebração ao bom e velho rock'n'roll na forma como deve ser feito: cru e direto. Sem "donzelices".

I'll Be On My Way é de autoria de Lennon e McCartney e nunca saiu oficialmente em nenhum disco dos Beatles. Várias faixas nunca foram lançadas oficialmente pelo quarteto, portanto, a coisa é fina. I Saw Her Standing There tem aqui a sua versão definitiva, com McCartney destruindo suas cordas vocais. Ticket to Ride mostra um lado de Lennon que viria a se intensificar nos anos seguintes: o de composições de ritmos e melodias complexas, com letras cotidianas e simples mas que fugiam da temática padrão das bandas de pop rock.

Importante trazer algumas informações constantes no encarte (que, convenhamos, é primoroso): Recording information: Aeolian Hall Studios, London, England (01/22/1963-05/26/1965); BBC Paris Theatre, London, England (01/22/1963-05/26/1965); Broadcasting House Concert Hall, London, England (01/22/1963-05/26/1965); Maida Vale Studios, London, England (01/22/1963-05/26/1965); Piccadilly Theatre, London, England (01/22/1963-05/26/1965); Playhouse Theater, Manchester, England (01/22/1963-05/26/1965); Playhouse Theatre, London, England (01/22/1963-05/26/1965).

Foram cinquenta e duas apresentações com 88 músicas no total. Somente 56 músicas se salvaram e aparecem nessa compilação.

Track List

Disco 1

1. "Beatle Greetings" (diálogo)
2. "From Us to You" (John Lennon-Paul McCartney)
3. "Riding on a Bus" (diálogo)
4. "I Got a Woman" (Ray Charles)
5. "Too Much Monkey Business" (Chuck Berry)
6. "Keep Your Hands off my Baby" (Goffin-King)
7. "I'll Be On My Way" (John Lennon-Paul McCartney)
8. "Young Blood" (Leiber and Stoller-Doc Pomus)
9. "A Shot of Rhythm and Blues" (Thompson)
10. "Sure to Fall (In Love with You)" (Carl Perkins-Claunch-Cantrell)
11. "Some Other Guy" (Leiber-Stoller-Barrett)
12. "Thank You Girl" (John Lennon-Paul McCartney)
13. "Sha la la la la!" (diálogo)
14. "Baby It's You" (Mack David-Burt Bacharach-Barney Williams)
15. "That's all Right (Mama)" (Arthur Crudup)
16. "Carol" (Chuck Berry)
17. "Soldier of Love" (Cason-Moon)
18. "A Little Rhyme" (diálogo)
19. "Clarabella" (Pingatore)
20. "I'm Gonna Sit Right Down and Cry (Over You)" (Thomas-Biggs)
21. "Crying, Waiting, Hoping" (Buddy Holly)
22. "Dear Wack!" (diálogo)
23. "You Really Got a Hold on Me" (Smokey Robinson)
24. "To Know Her is to Love Her" (Phil Spector)
25. "A Taste of Honey" (Marlow-Scott)
26. "Long Tall Sally" (Johnson-Richard Penniman-Otis Blackwell)
27. "I Saw Her Standing There" (John Lennon-Paul McCartney)
28. "The Honeymoon Song" (Theodorakis-Sansom)
29. "Johnny B Goode" (Chuck Berry)
30. "Memphis, Tennessee" (Chuck Berry)
31. "Lucille" (Collins-Richard Penniman)
32. "Can't Buy Me Love" (John Lennon-Paul McCartney)
33. "From Fluff to You" (diálogo)
34. "Till There was You" (Wilson)

Disco 2

1. "Crinsk Dee Night" (diálogo)
2. "A Hard Day's Night" (John Lennon-Paul McCartney)
3. "Have a Banana!" (diálogo)
4. "I Wanna Be Your Man" (John Lennon-Paul McCartney)
5. "Just a Rumour" (diálogo)
6. "Roll Over Beethoven" (Chuck Berry)
7. "All My Loving" (John Lennon-Paul McCartney)
8. "Things We Said Today" (John Lennon-Paul McCartney)
9. "She's a Woman" (John Lennon-Paul McCartney)
10. "Sweet Little Sixteen" (Chuck Berry)
11. "1822!" (diálogo)
12. "Lonesome Tears In my Eyes" (Johnny Burnette-Dorsey Burnette-Paul Burlison-Mortimer)
13. "Nothin' Shakin'" (Fontaine-Calacrai-Lampert-Gluck)
14. "The Hippy Hippy Shake" (Romero)
15. "Glad All Over" (Bennett-Tepper-Aaron Schroeder)
16. "I Just Don't Understand" (Wilkin-Westberry)
17. "So How Come (No One Loves Me)" (Boudleaux Bryant)
18. "I Feel Fine" (John Lennon-Paul McCartney)
19. "I'm a Loser" (John Lennon-Paul McCartney)
20. "Everybody's Trying to be my Baby" (Carl Perkins)
21. "Rock and Roll Music" (Chuck Berry)
22. "Ticket to Ride" (John Lennon-Paul McCartney)
23. "Dizzy Miss Lizzy" (Larry Williams)
24. "Medley: Kansas City/Hey! Hey! Hey! Hey!" (Leiber and Stoller)/(Richard Penniman)
25. "Set Fire to That Lot!" (diálogo)
26. "Matchbox" (Carl Perkins)
27. "I Forgot to Remember to Forget" (Kelser-Feathers)
28. "Love These Goon Shows!" (diálogo)
29. "I Got to Find my Baby" (Chuck Berry)
30. "Ooh! My Soul" (Richard Penniman)
31. "Ooh! My Arms" (diálogo)
32. "Don't Ever Change" (Goffin-King)
33. "Slow Down" (Larry Williams)
34. "Honey Don't" (Carl Perkins)
35. "Love Me Do" (John Lennon-Paul McCartney)



John Lennon (guitarra, violão e vocais)
Ringo Starr (bateria e vocais)
George Harrison (guitarra, violão e vocais)
Paul McCartney (baixo e vocais)

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Por Zorreiro

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

The Beatles - Rubber Soul [1965]

Ao contrário do Maurício, eu sou sim, um fã extremo dos Beatles. Acho que só não sou "beatlemaníaco" porque não vivi a época em que eles estavam na ativa. Mas, se tivesse vivido, teria muita história pra contar, em todo esse tempo.

Falar dos Beatles é fácil e difícil ao mesmo tempo, já que é uma banda que ou se ama, ou se odeia (no caso dos fãs de Rock, a maioria ama), mas, que é incontestável a sua influência e importância para o mundo da música, todos nós sabemos. Não só para o mundo do Rock, mas da música em geral, já que podemos encontrar fãs dos "Fab Four" em praticamente todos os tipos existentes. Mas, o que me surpreende hoje em dia, é a quantidade de jovens que deixam sua música passar despercebida em suas vidas, e eu acho que eles são completamente indispensáveis na formação musical de qualquer um. Nem que seja pra ouvir e dizer "tá, isso é uma merda". (risos)

Depois de 5 discos (clássicos!), a proposta da banda mudou drasticamente, já que, saíram das músicas com temas bobinhos e grudentos, para alguns mais profundos e sérios, e é o início dessa transição que "Rubber Soul" retrata, já que aqui, eles flertam os temas usados anteriormente, com os que viriam a ser usados no futuro. E não apenas as letras amadureceram, mas também todo o instrumental, já que eles passaram a usar instrumentos exóticos para o Rock, coisa que até hoje não se tem o pleno domínio. Há quase 50 anos atrás, eles já souberam encaixar bem isso e fazer músicas geniais, que ultrapassam os limites do coração e tocam a alma.

Lennon e McCartney continuam inspiradíssimos por aqui, pra variar, mostrando que, sem dúvidas, até hoje são a maior dupla de compositores da história do Rock (pelo menos, na minha opinião), e com a influência da música Folk e dos vários instrumentos exóticos já citados, ampliaram de vez suas mentes. Lennon usa muito de filosofia em algumas das letras, como podemos notar em musicões como "Nowhere Man" e "In My Life", enquanto McCartney continua um baladeiro de primeira, como podemos notar na belíssima "Michelle", que já foi regravada por uma caralhada de gente.

As vendas continuaram enormes, e estima-se que em pouco tempo, o álbum tenha vendido 5 milhões de cópias, enquanto o compacto de "Day Tripper" e "We Can Work it Out" passou dos 4 milhões. O disco também marca a expansão da "beatlemania" para o mundo inteiro. Nos Estados Unidos, onde eles não tinham tanta importância (por lá, grupos como os Beach Boys ganhavam a mídia), venderam aproximadamente 1,2 milhão de cópias, apenas nos 9 primeiros dias de lançamento. Tudo isso fez com que "Rubber Soul" tenha ganhado o status de um dos 200 álbuns definitivos, pelo Rock And Roll Hall Of Fame e foi considerado pela crítica especializada como o álbum mais inovador do Rock, naquela época, coisa que viria a ser superada pelo também clássico "Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band", lançado algum tempo depois.

Chegando aos destaques, é impossível deixar de falar de músicas como "Drive My Car", as baladas "Girl" e "Michelle", as filosóficas "Nowhere Man", "In My Life" e "Norwegian Wood" e a viajante "The Word", onde Lennon e McCartney estavam chapadíssimos de maconha.

Enfim, acho que "CLÁSSICO" já acaba muito bem com tudo o que eu disse antes. (risos)


John Lennon - Vocals, rhythm guitar, acoustic guitar, backin' vocals, maracas, cowbell, tambourine
Paul McCartney - Vocals, lead and acoustic guitar, bass, fuzz bass, piano
George Harrison - Lead guitar, acoustic guitar, 12-string electric guitar, lead and backin' vocals
Ringo Starr - Drums, tambourine, backin' vocals, Hammond organ
George Martin - Piano


1. Drive My Car
2. Norwegian Wood (This Birs Has Flown)
3. You Won't See Me
4. Nowhere Man
5. Think For Yourself
6. The Word
7. Michelle
8. What Goes On
9. Girl
10. I'm Looking Through You
11. In My Life
12. Wait
13. If I Needed Someone
14. Run For Your Life

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Bruno Gonzalez



terça-feira, 13 de julho de 2010

The Beatles - The Beatles (A.k.a. White Album) [1968]


Para comemorar o dia mundial do rock, nada melhor do que um post da banda que mais influenciou este ritmo e não a toa é aclamada a maior banda de todos os tempos, os geniais The Beatles! E nada melhor que um disco que foi o mais feroz da banda, devido as constantes brigas entre os mesmos e que pode ser aclamado como o ínicio do fim, mas que pode ser facilmente colocado como um dos mais influentes da história do rock e o mais roqueiro da carreira dos rapazes de Liverpool. Se destacasse todas as músicas desse disco, esse texto ficaria imenso, devido ser um disco duplo, então citarei os destaques em minha opinião.

E já começamos este petardo com surf music da melhor qualidade, no melhor estilo BeachBoys em "Back in the U.S.S.R", com McCartney assumindo as baquetas, devido terem tiradodo sério o pacífico Ringo e que não participou das gravações por duas semanas, em uma paródia a música "Back in th U.S.A." de Chuck Berry, narrando a volta de um russo de Miamipara sua amada terra natal em uma letra hilária e que mostra o potencial criativo que estes monstros tinham juntos, mesmo em uma guerra de egos fora do comum como a que estavam naquele momento.

A feliz “Ob-La-Di, Ob-La-Da” composta por McCartney foi um dos pontos de discórdia na gravação do disco, em uma música que Lennon odiava profundamente. Descrita como um "pesadelo técnico" por um dos engenheiros do disco, segundo ele ela levou dez dias para ser terminada, Lennon a chamava de "baladinha de merda do Paul" e causou na gravação da mesma. Em um momento em que apareceu totalmente chapado no estúdio de gravação, ele disse que a música precisava de animação, e com toda a "sutileza", desceu o braço no piano, tocando os acordes que viriam a ser os acordes iniciais da música.


"While My Guitar Gently Weeps" tem a participação memorável de Eric Clapton na guitarra, que serviu para animar um pouco os ânimos na gravação do disco e acalmar um pouco a banda, sendo que Starr a qualificou como memorável, devido ao bom humor de Clapton que contagiou a todos na banda e sem falar nos belos solos presenteados por Clapton em uma Les Paul. Subestimada inicialmente por Lennon e McCartney, essa viria a se tornar um dos clássicos do Beatles e que divide com Revolution, um dos momentos mais marcantes da carreira deles no que tange ao lado guitarrístico da banda.

"Birthday" traz o lado mais roqueiro da banda, sendo umas das músicas que mais transmitia energia neste disco, e que dizem que foi influenciada devido ao filme "The Girl Can't Help It" ( que contava com astros do ínicio do rock como Little Richard, Gene Vincent, Eddie Cochran e Jerry Lee Lewis), transmitido pela BBC na noite em que a mesma foi gravada. Hipnotizados pela energia do filme, eles correram para o estúdio após a exibição e gravaram ela rapidamente após a exibição. Díficil não se sentir contagiado com o ritmo desse baita rock n' roll e não querer imitar o riff de guitarra da mesma.

"Helter Skelter" é considerada uma das precursoras do Heavy Metal conforme alguns, mas não entraremos em detalhes, para não causar polêmicas. Esta surgiu quando McCartney ouviu uma entrevista de Townshend, onde ele dizia que "I Can See For Miles", era a música mais alta, suja e barulhenta que o The Who já tinha feito. Querendo superar isso, ele fez a sua própria música barulhenta e gerou uma porrada nos ouvidos, sendo a música que redefiniu o rock como anteriormente era conhecido a partir daquele momento. A intensidade era tanta e Ringo descia o braço tão forte na bateria, que no último take, não aguentando ele grita: "I've got blisters on my fingers!" ("Estou com bolhas nos meus dedos!"), sendo que esta reclamação foi parar no final da gravação, mostrando a fúria que ocorreu naquele momento.


Ainda temos muitas outras músicas que devem ser escutadas e apreciadas, como "Revolution 1", que anteriormente apareceu cheia de distorção e guitarras e se tornaria um clássico incontestável no lado B do single de "Hey Jude", com sua letra política e que seria considerada uma das precursoras do movimento punk. "Yer Blues" e sua letra ácida e suicida é um blues rock dos bons e mais um grande momento do disco. "Piggies", "Wild Honey Pie", "The Continuing Story of Bungalow Bill" mostram o lado mais experimental da banda e o quanto eles conseguiam inovar em suas composições e arriscavam em novas experimentações.

Resumindo, um discão a altura dos quatro rapazes de Liverpool e que mostra que mesmo em seu final e com as brigas comuns na banda, atesta a genialidade e a contribuição que deram ao rock de maneira geral e que dificilmente poderá ser superada por qualquer outra banda que venha a existir. Obrigatório!


Disco 1
1. Back in the U.S.S.R.
2. Dear Prudence
3. Glass Onion
4. Ob-La-Di, Ob-La-Da
5. Wild Honey Pie
6.The Continuing Story of Bungalow Bill
7. While My Guitar Gently Weeps
8. Happiness Is a Warm Gun
9. Martha My Dear
10. I'm So Tired
11. Blackbird
12. Piggies
13. Rocky Raccoon
14. Don't Pass Me By
15. Why Don't We Do It in the Road?
16.I Will
17.Julia

Disco 2
1.Birthday
2.Yer Blues
3. Mother Nature's Son
4. Everybody's Got Something to Hide Except Me and My Monkey
5.Sexy Sadie
6.Helter Skelter
7.Long, Long, Long
8. Revolution 1
9.Honey Pie
10.Savoy Truffle
11.Cry Baby Cry
12.Revolution 9
13.Good Night


John Lennon – Vocais; Guitarras, Piano, Órgão, Baixo
Paul McCartney – Vocais, Guitarras baixo, Piano , Órgão, Bateria (em "Back in the U.S.S.R." e "Dear Prudence")
George Harrison – Vocais; Guitarras, Baixo; Órgão
Ringo Starr – Bateria, Piano , Vocais (em "Don't Pass Me By" e "Good Night") e backing vocals ("The Continuing Story of Bungalow Bill")

Músicos convidados:
Eric Clapton – Guitarra solo "While my Guitar Gently Weeps"
Mal Evans – backing vocals e palmas em "Dear Prudence", palmas em "Birthday",trompete em "Helter Skelter"
Jack Fallon – violino em "Don't Pass Me By"
Pattie Harrison – backing vocals on "Birthday"
Jackie Lomax – backing vocals e palmas em "Dear Prudence"
Maureen Starkey – backing vocals em "The Continuing Story of Bungalow Bill"
Yoko Ono – backing vocals e palmas em "The Continuing Story of Bungalow Bill", backing vocals em "Birthday"


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By Weschap Coverdale

sábado, 17 de abril de 2010

The Beatles - Atlanta '65 [1965]


Eu poderia deixar de fazer um texto pra falar sobre o The Beatles, pois todos sabem que o quarteto de Liverpool dispensa comentários, mas já que estamos aqui... [risos]

Em 1965 a Beatlemania passava por seu momento mais insano: milhões de fãs se arrastavam para onde os Beatles estavam, o álbum "Help!" (um dos maiores sucessos comerciais da banda) havia sido lançado há poucos dias desse registro.

Gravado no Fulton County Stadium da cidade norte-americana de Atlanta no dia 18 de agosto de 1965, "Atlanta '65" é um belíssimo registro do The Beatles logo no início da turnê americana para o "Help!", onde lotaram o estádio anteriormente citado e mandaram cerca de meia-hora do mais puro "rock n' roll beatleano", levando o público à loucura e as garotinhas à molharem suas respectivas roupas íntimas. Infelizmente apenas a faixa-título do disco citado antes foi tocada, já que não haviam muitas canções desse play bem ensaiadas.

Esse registro faz qualquer fã da banda refletir como seria se o The Beatles continuasse tocando ao vivo, readaptando as músicas mais complexas ou inserindo músicos de estúdio para ajudar na execução destas. A energia transmitida pelo grupo é simplesmente fantástica e quando se analisa o contexto histórico da coisa, não dá pra imaginar do que seria o rock n' roll sem os reis do iê-iê-iê. Vale até mesmo lembrar que esse concerto foi um dos primeiros, tanto dos Beatles quanto da história da música, a serem realizados em estádios.

Em termos de sonoridade, a bootleg não apresenta o som perfeito até mesmo por não ser um registro oficial e pela tecnologia da época não permitir muitos bons registros não-oficiais. Mas, numa escala de 0 a 10, pontuo a qualidade sonora dessa gravação com um 8,5 - todos os instrumentos estão perfeitamente audíveis e a mixagem está boa, apenas algumas distorções de som e pouquíssimos chiados figuram em uma hora ou outra.

Por fim, só há como concluir que essa postagem é do gênero "pepitácea aguda", ou seja, pepita da melhor qualidade. Confiram!

01. Opening
02. Twist And Shout
03. She's A Woman
04. I Feel Fine
05. Dizzy Miss Lizzy
06. Everybody's Trying To Be My Baby
07. Can't Buy Me Love
08. Baby's In Black
09. I Wanna Be Your Man
10. Help!
11. I'm Down

Paul McCartney - vocal, baixo
John Lennon - vocal, guitarra
George Harrison - guitarra, backing vocals
Ringo Starr - bateria

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by Silver

domingo, 11 de abril de 2010

The Beatles - Primal Colours (Unreleased) [1968]


"Primal Colours" seria o álbum lançado pelo The Beatles após o clássico "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band". Porém, de última hora, foi deixado de lado e deu lugar ao disco auto-intitulado, também conhecido como "The White Album". Portanto, essa é mais do que uma raridade!

Boa parte das canções aqui foram feitas enquanto os integrantes do grupo realizavam a meditação transcedental em Rishikesh, Índia. Em meados de maio de 1968, 23 canções foram gravadas na casa de George Harrison, em Esher. Dessas 23, algumas foram chupadas e geraram "Primal Colours".

Algumas por aqui já são conhecidas, até mesmo por terem saído em gravações posteriores, entre elas "Back In The U.S.S.R.", "Birthday", "Yer Blues", "Helter Skelter" e "Piggies". Porém outras acabaram se diluindo em canções posteriormente lançadas em forma e título diferentes, tais como "A Case Of The Blues", "Child Of Nature" (que virou "Jealous Guy"), "Junk", etc.

Como uma gravação do The Beatles, quaisquer comentários são dispensáveis: tudo que vem desses caras é incrivelmente genial. Mas essa época da banda consegue superar tudo que já havia sido feito antes, não só por eles mesmos mas por toda a história da música: principalmente pelas composições, já que John Lennon confessou estar inspiradíssimo durante a viagem para a Índia, onde ele e Paul McCartney davam várias escapadas para esboçar ideias.

Por ser The Beatles, já é obrigatório. Por ser uma raridade das boas, é mais obrigatório ainda!

01. Brian Epstein Blues
02. Back In The U.S.S.R.
03. A Case of The Blues
04. Blackbird
05. Piggies
06. Birthday
07. Yer Blues
08. Mother Nature's Son
09. Everybody's Got Something To Hide Except Me And My Monkey
10. Child Of Nature
11. Helter Skelter
12. Junk
13. Honey Pie
14. Old Brown Shoe

Paul McCartney - vocal, guitarra base e solo, violão, baixo, piano elétrico e acústico, órgão Hammond, bateria em 2, fliscorne, percussão, backing vocals
John Lennon - vocal, guitarra base e solo, baixo, piano elétrico e acústico, órgão Hammond, harmônio, mellotron, percussão, gaita, saxofone, apito (!!), backing vocals
George Harrison - vocal, guitarra base e solo, violão, baixo, piano elétrico e acústico, órgão Hammond, percussão, backing vocals
Ringo Starr - vocal, bateria, percussão, backing vocals

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by Silver