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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Mötley Crüe – Lewd, Crüed and Tattooed [2001]


A virada do milênio não foi um bom momento para o Mötley Crüe. Apesar de lançar o bom álbum “New Tattoo”, o grupo experimentava uma fase de baixa popularidade. O trabalho vendeu pouco na época do lançamento e a tour de divulgação – chamada de “Maximum Rock Tour”, contando com Anthrax e Megadeth como atrações de abertura – não obteve a venda de ingressos inicialmente esperada. No lado pessoal, a maré também não andava boa, com o baterista Randy Castillo, que recém havia entrado no lugar de Tommy Lee, tendo que abandonar a excursão no meio devido ao problema de estômago que mais tarde seria confirmado como um câncer, que o acabou vitimando fatalmente.

“Lewd, Crüed & Tattooed” é um registro fiel dessa época. Lançado em vídeo, mostra a banda em um show gravado na cidade de Salt Lake City, em um ginásio com visíveis espaços vazios nas arquibancadas. Segurando as baquetas como substituta provisória está a ex-Hole, Samantha Maloney, que segura o rojão com categoria. Apesar de estar divulgando o novo disco, ele se resume a uma parte pequena do setlist, que investe forte nos clássicos, para a alegria da platéia. Sem Tommy para tocar o piano, “Home Sweet Home” ganha uma introdução diferente, assinada por Mick Mars. E não tem como evitar a air-guitar quando “Live Wire” explode nos alto-falantes.



Enfim, um bom show, mostrando que o Mötley consegue se superar mesmo nas adversidades e animar quem espera um Rock and Roll em sua mais pura concepção festeira. E quando tiver a chance de comprar o DVD, não hesite, pois vale o investimento. Há um tempo atrás, sempre estava à venda nas grandes redes de loja a preços bem acessíveis. Eu paguei 12 pilas pelo meu (risos). Curiosidade: Uma das backing vocals usadas pelo quarteto nessa época é Pearl Aday, filha de Meat Loaf e esposa de Scott Ian, do Anthrax.

Vince Neil (vocals)
Mick Mars (guitars)
Nikki Sixx (bass)
Samantha Maloney (drums)

Pearl Aday (backing vocals)
Marty Bird (backing vocals)

01. Kickstart My Heart
02. Same Ol' Situation
03. Primal Scream
04. Punched In The Teeth By Love
05. Dr. Feelgood
06. Home Sweet Home
07. Don't Go Away Mad (Just Go Away)
08. Piece Of Your Action
09. Wild Side
10. Hell On High Heels
11. Looks That Kill
12. Girls, Girls, Girls
13. Live Wire
14. White Punks On Dope
15. Shout At The Devil

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JAY

terça-feira, 10 de maio de 2011

Mötley Crüe - Revolution Crüe: Live At Mielparque Hiroshima [1994]


O Mötley Crüe de 1994 estava muito diferente daquele que o mundo conheceu na década de 1980. Menor sucesso, menor apelo comercial e um novo frontman: John Corabi, ex-vocalista do The Scream. O álbum concebido nesse período, auto-intitulado, permanece injustiçado e julgado erroneamente por muitos, mas adquire cada vez mais o status de "clássico cult" para uma crescente parcela de fãs.

A satisfação que os outros integrantes, além de Corabi, estavam tendo era tamanha que, apesar do lucro e da popularidade quase escassas da banda nesse momento, não queriam que Vince Neil voltasse - o cara só foi aceito de volta porque, se não fosse, o Crüe estaria sem gravadora. E há local melhor do que um palco para refletir a satisfação de um músico?

O registro dessa postagem, que circula pelos confins da Internet sob o título "Revolution Crüe", traz toda a energia dessa line-up. O show ocorreu em 4 de outubro de 1994 no Mielparque Hiroshima, de Hiroshima, Japão. Vale a pena ressaltar que a gravação, apesar de ser de plateia, é provavelmente a melhor de todos as bootlegs dessa fase do Mötley.

Em plena forma, o quarteto destila um repertório de clássicos e músicas do álbum recém-lançado. Não há defeito algum na performance, todos mandam ver do começo ao fim, inclusive John Corabi, que não fica devendo nada para Vince Neil, principalmente na hora dos clássicos, como Shout At The Devil e Dr. Feelgood.

Entre os destaques da noite, estão a incrível Misunderstood, a sempre poderosa Kickstart My Heart e o inusitado set acústico constituído por Home Sweet Home, Loveshine e Don't Go Away Mad (Just Go Away).

01. Live Wire
02. Shout At The Devil
03. Wild Side
04. 'Til Death Do Us Part
05. Power To The Music
06. Uncle Jack
07. Tommy Lee Drum Solo
08. Dr. Feelgood
09. Misunderstood
10. Kickstart My Heart
11. Home Sweet Home
12. Revolution (The Beatles cover)
13. Loveshine
14. Don't Go Away Mad (Just Go Away)
15. Hooligan's Holiday
16. Primal Scream

John Corabi - vocal, guitarra, violão, gaita
Mick Mars - guitarra, violão, backing vocals
Nikki Sixx - baixo, backing vocals
Tommy Lee - bateria, percussão

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by Silver

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Mötley Crüe - Saints Of Buenos Aires [2008]


No dia 11 de outubro de 2008, ocorreu um concerto histórico. Em quase 30 anos de carreira, tratava-se da primeira passagem do Mötley Crüe na América do Sul. Um pecado, pois todos sabem da plateia receptiva que países como Brasil, Argentina e Chile têm. O erro foi consertado parcialmente, já que o quarteto só fez um show em Buenos Aires, capital argentina, fazendo parte do Pepsi Music Festival.

A aguardadíssima performance reuniu cerca de 25 mil fãs, que saíram de vários lugares, inclusive de terras tupiniquins, em uma noite fria e chuvosa que contou com o calor humano e do Rock n' Roll para ser agradável. E não houve decepção alguma por parte do conjunto, que destilou um repertório simplesmente perfeito e demonstrou animação do começo ao fim. O instrumental está certeiro e, apesar de Vince Neil não cantar como antes, o cara é um showman pra lá de carismático e resume a essência do Mötley.



O ponto negativo foi a chuva, que colaborou para algunas falhas de equipamento - Neil praticamente deixa o público cantar "Don't Go Away Mad (Just Go Away)", pois seu microfone teve problemas durante toda a canção. Mas é perceptível a animação dos presentes, que cantaram extasiados do início ao fim. Tamanha a empolgação, Nikki Sixx deixou que a chuva acabasse com sua chapinha e Mick Mars mostrou movimento em palco!

Sobram destaques para as execuções das pauladas "Dr. Feelgood" e "Wild Side", das recentes "Saints Of Los Angeles" e "Mutherfucker Of The Year", das pouco conhecidas "Red Hot" e "Louder Than Hell" e da bela "Home Sweet Home", que encerrou o concerto arrancando lágrima até de pedra.



01. Kickstart My Heart
02. Wild Side
03. Shout At The Devil '97
04. Saints Of Los Angeles
05. Mick Mars Guitar Solo
06. Live Wire
07. Sick Love Song
08. Louder Than Hell
09. Tommy Lee Drum Solo
10. Motherfucker Of The Year
11. Don't Go Away Mad (Just Go Away)
12. Same 'Ol Situation (S.O.S.)
13. Nikki Sixx Bass Solo
14. Primal Scream
15. Red Hot
16. Presentaction
17. Looks That Kill
18. Girls, Girls, Girls
19. Dr. Feelgood
20. Home Sweet Home

Vince Neil - vocal
Mick Mars - guitarra, backing vocals
Nikki Sixx - baixo, backing vocals
Tommy Lee - bateria, piano, backing vocals

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by Silver

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Mötley Crüe - Discografia [1981 - 2008]


Para conhecer ainda mais sobre o
Mötley Crüe e ter acesso à arquivos raros e comentários individuais sobre a maioria dos álbuns, vale a pena conferir as outras postagens feitas sobre o grupo aqui no blog. Basta clicar AQUI.

O Mötley Crüe foi formado em 1980 na cidade de Los Angeles, Califórnia, pelo baixista Nikki Sixx, ex-integrante do Sister e do London. Posteriormente entraram o baterista Tommy Lee, o guitarrista Mick Mars e o vocalista Vince Neil. Logo de cara chamaram a atenção pelo som sujo e visceral, representando uma união entre elementos do Hard Rock, Punk Rock e até mesmo Heavy Metal; pela temática sexista das letras, que também abordavam sobre viagens proporcionadas pelo uso de drogas; pelo visual agressivo, pouco em voga na mídia no momento; e principalmente pelo estilo de vida "sexo, drogas e rock n' roll" ferrenhamente adotado pelos integrantes - o que atraiu inúmeras polêmicas envolvendo a vida pessoal de cada um.

A estreia, "Too Fast For Love", foi lançada em 1981 sob um selo independente, Leathür Records, vendendo certa de 20 mil cópias. Após uma turnê de divulgação marcadas vários escândalos até mesmo no Canadá (onde foram banidos de uma cidade, Edmonton), foram contratados pela poderosa Elektra Records e lançaram "Shout At The Devil" em 1983. Este, hoje disco quádruplo de platina nos EUA, foi responsável por lançar o Mötley ao mundo não só por apresentar vários clássicos como também tornou a sonoridade do quarteto mais sólida e resolvida.


Em meados de 1983 - da esquerda pra direita: Mars, Sixx, Neil e Lee


"Theatre Of Pain" dá as caras em 1985 e a inserção do Hard Rock ao som se torna mais latente - mas sem a perda do peso característico que outrora os consagrara. O sucesso se tornava cada vez mais real - e os problemas com os abusos também -, tendo o play chegado à 6ª posição nas paradas gerais da Billboard. "Girls, Girls, Girls", de 1987, chega mais alto ainda, perdendo o topo das paradas apenas para "Whitney", debut de Whitney Houston. O Mötley estava entre os deuses do Rock em parâmetros de vendagem, tanto de discos quanto de shows. Nessa época, Nikki sofreu uma overdose de heroína e seu falecimento chegou a ser constatado, mas duas injeções de adrenalina o salvaram. A história, bem como seu diário do ano de 1987, virou livro vinte anos depois: "Heroína e Rock N' Roll".

Após isso, os integrantes, todos tão chapados quanto Sixx, tiraram férias a banda foi obrigada a tirar férias e seus integrantes foram internados em clínicas de reabilitação. Com o fim do processo e já limpos, lançaram o maior sucesso comercial de suas carreiras: "Dr. Feelgood". O play faz uma perfeita mescla com tudo de melhor apresentado nos quatro antecessores, com base no Hard Rock. Tanto o som quanto o visual estavam menos brilhantes e mais agressivos, mas na medida correta. Atingiu o tão desejado 1° lugar no ranking da Billboard e hoje acumula 6 milhões de vendas apenas na terra do Tio Sam.


Em 1987 - da esquerda pra direita: Sixx, Mars, Neil e Lee

A coletânea "Decade Of Decadence '81-'91" foi lançada em 1991, com algumas inéditas e um resumo das melhores canções do Crüe até então. Infelizmente, no ano seguinte, Neil deixou o grupo - ou foi demitido, já que existem duas versões dessa história -, e John Corabi (ex-The Scream) assumiu o posto de vocalista, também incluindo guitarra base.

"Mötley Crüe" aterrissa em 1994 e representa um amadurecimento considerável no som do grupo. É um dos prediletos de quem vos escreve. Mas teve baixas vendagens se comparado aos seus antecessores. Conquistou um singelo disco de ouro nos Estados Unidos e logo suas vendas caíram sem emplacar um single. A turnê foi um fiasco e, ao fim, chegou a ser financiada dos bolsos dos próprios integrantes.


Em 1994 - da esquerda pra direita: Lee, Sixx, Corabi e Mars


A trupe pretendia pretendia entrar em estúdio para gravar mais um com a mesma formação, mas a gravadora forçou uma reunião com Vince, resultando na demissão de Corabi - que ainda participou das sessões do próximo play, com composições não-creditadas e guitarras adicionais. "Generation Swine" chega em 1997 e, apesar de criticado e com sonoridade até mesmo bizarra (o menos predileto de quem vos escreve), vendeu bem e marcou o retorno da formação original. Vale lembrar que Mick ficou tão frustrado com a produção e o resultado que vinha sendo obtido que quase abandonou o barco várias vezes durante a gravação do mesmo.

A coletânea "Greatest Hits" e o ao vivo "Live: Entertainment Or Death"são lançados posteriormente, aproveitando a boa fase na mídia. Mas tal fase durou pouco tempo, pois Tommy saiu do grupo em 1999, devido à tensões entre ele e Vince, agravadas por seus problemas pessoais (nessa época ele foi preso por agredir a ex-esposa Pamela Anderson). Randy Castillo, ex-Ozzy Osbourne, foi contratado como seu substituto. "New Tattoo" foi lançado em 2000 e teve repercussão moderada, mesmo marcando um certo retorno ao Hard característico da banda.


2000 - da esquerda pra direita: Castillo, Neil, Mars e Sixx


Castillo se afastou pouco tempo depois por conta de um câncer no estômago (infelizmente veio a falecer em 2002) e Samantha Maloney, ex-Hole e f*da de Sixx na época, realizou a turnê. Logo após, entraram em um hiato pois Mars teve seu estado agravado por conta de uma doença degenerativa chamada espondilite anquilosante. Enquanto isso, os outros integrantes dedicaram-se à projetos solos e outras bandas.

Em 2004, o Crüe voltou com sua formação original, uma grandiosa turnê de reunião e um registro ao vivo em CD e DVD: "Carnival Of Sins". Mas a tão esperada volta só se deu em 2008, com o lançamento de "Saints Of Los Angeles", que deu as caras com o livro auto-biográfico da trajetória do quarteto, "The Dirt". O álbum estreou em 4° lugar nas paradas norte-americanas, vendendo cerca de 100 mil cópias só na 1ª semana. Atualmente o Mötley está em turnê pelos Estados Unidos como uma das principais atrações do Ozzfest e promete um novo disco, mas sabe-se lá quando será lançado.


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Too Fast For Love [1981]

01. Live Wire
02. Come On And Dance
03. Public Enemy #1
04. Merry-Go-Round
05. Take Me To The Top
06. Piece Of Your Action
07. Starry Eyes
08. Too Fast For Love
09. On With The Show

Bonustracks:
10. Toast Of The Town
11. Tonight
12. Too Fast For Love (Alternate Take)
13. Stick To Your Guns
14. Merry-Go-Round (Live in San Antonio)

Vince Neil - vocal
Mick Mars - guitarra, backing vocals
Nikki Sixx - baixo, backing vocals
Tommy Lee - bateria, percussão, backing vocals


Shout At The Devil [1983]

01. In The Beginning
02. Shout At The Devil
03. Looks That Kill
04. Bastard
05. God Bless The Children Of The Beast
06. Helter Skelter
07. Red Hot
08. Too Young To Fall In Love
09. Knock 'Em Dead, Kid
10. Ten Seconds To Love
11. Danger

Bonustracks:
12. Shout At The Devil (Demo)
13. Looks That Kill (Demo)
14. Hotter Than Hell
15. I Will Survive
16. Too Young To Fall In Love (Demo)

Vince Neil - vocal
Mick Mars - guitarra, violão, backing vocals
Nikki Sixx - baixo, backing vocals
Tommy Lee - bateria, percussão, backing vocals


Theatre Of Pain [1985]

01. City Boy Blues
02. Smokin' In the Boys' Room
03. Louder Than Hell
04. Keep Your Eye On The Money
05. Home Sweet Home
06. Tonight (We Need A Lover)
07. Use It Or Lose It
08. Save Our Souls
09. Raise Your Hands To Rock
10. Fight For Your Rights

Bonustracks:
11. Home Sweet Home (Demo)
12. Smokin' In The Boys' Room (Alternate Guitar Solo)
13. City Boy Blues (Demo)
14. Home Sweet Home (Instrumental)
15. Keep Your Eye On The Money (Demo)
16. Tommy's Drum Piece From Cherokee Studios

Vince Neil - vocal
Mick Mars - guitarra, violão, backing vocals
Nikki Sixx - baixo, teclados, backing vocals
Tommy Lee - bateria, percussão, piano, backing vocals


Girls, Girls, Girls [1987]

01. Wild Side
02. Girls, Girls, Girls
03. Dancing On Glass
04. Bad Boy Boogie
05. Nona
06. Five Years Dead
07. All In The Name Of...
08. Sumthin' For Nuthin'
09. You're All I Need
10. Jailhouse Rock (Live)

Bonustracks:
11. Girls, Girls, Girls (Tom Werma Band Intro)
12. Wild Side (Instrumental)
13. Rodeo
14. Nona (Instrumental Demo)
15. All In The Name Of... (Live in Moscow '89)

Vince Neil - vocal
Mick Mars - guitarra, backing vocals
Nikki Sixx - baixo, teclados, backing vocals
Tommy Lee - bateria, percussão, piano, backing vocals


Dr. Feelgood [1989]

01. T.N.T. (Terror 'N Tinseltown)
02. Dr. Feelgood
03. Slice Of Your Pie
04. Rattlesnake Shake
05. Kickstart My Heart
06. Without You
07. Same Ol' Situation (S.O.S.)
08. Sticky Sweet
09. She Goes Down
10. Don't Go Away Mad (Just Go Away)
11. Time For Change

Bonustracks:
12. Dr. Feelgood (Demo)
13. Without You (Demo)
14. Kickstart My Heart (Demo)
15. Get It For Free (Unreleased Demo)
16. Time For Change (Demo)

Vince Neil - vocal, guitarra, gaita
Mick Mars - guitarra, violão, backing vocals
Nikki Sixx - baixo, backing vocals
Tommy Lee - bateria, percussão, backing vocals

Músicos adicionais:
Bob Rock - baixo em 11, backing vocals em 1, 4, 8 e 9
Donna McDaniel - backing vocals
Emi Canyon - backing vocals
Marc LaFrance - backing vocals
David Steele - backing vocals
Bryan Adams - backing vocals em 8
Sebastian Bach - backing vocals em 11
Steven Tyler - backing vocals em 3 e 8
Jack Blades - backing vocals em 7 e 8
Rick Nielsen - backing vocals em 9
Mike Amato - backing vocals em 11
Bob Dowd - backing vocals em 11
Robin Zander - backing vocals em 9
John Webster - honky tonk piano em 4
Tom Keenlyside, Ian Putz, Ross Gregory, Henry Christian - marguerita horns em 4


Decade Of Decadence '81-'91 [1991]

01.
Live Wire (Kick Ass '91 Remix)
02. Piece Of Your Action (Screamin' '91 Remix)
03. Shout At The Devil
04. Looks That Kill
05. Home Sweet Home ('91 Remix)
06. Smokin' In The Boys Room
07. Girls, Girls, Girls
08. Wild Side
09. Dr. Feelgood
10. Kickstart My Heart (Live)
11. Teaser (New Track)
12. Rock N' Roll Junkie (New Track)
13. Primal Scream (New Track)
14. Angela (New Track)
15. Anarchy In The U.K. (New Track)

Vince Neil - vocal
Mick Mars - guitarra, violão, backing vocals
Nikki Sixx - baixo, backing vocals
Tommy Lee - bateria, percussão, backing vocals


Mötley Crüe [1994]

01. Power To The Music
02. Uncle Jack
03. Hooligan's Holiday
04. Misunderstood
05. Loveshine
06. Poison Apples
07. Hammered
08. 'Til Death Do Us Part
09. Welcome To The Numb
10. Smoke The Sky
11. Droppin' Like Flies
12. Driftaway

John Corabi - vocal, guitarra-base, violão, baixo de 6 cordas
Mick Mars - guitarra-solo, violão, baixo de 6 cordas, mandolin, sitar, backing vocals
Nikki Sixx - baixo, piano, teclado, backing vocals
Tommy Lee - bateria, percussão, piano, backing vocals


Quaternary EP [1994]

01. Planet Boom
02. Bittersuite
03. Father
04. Friends
05. Babykills

John Corabi - vocal, guitarra-base, teclado
Mick Mars - guitarra-solo, backing vocals
Nikki Sixx - baixo, backing vocals
Tommy Lee - bateria, backing vocals


Generation Swine [1997]

01. Find Myself
02. Afraid
03. Flush
04. Generation Swine
05. Confessions
06. Beauty
07. Glitter
08. Anybody Out There?
09. Let Us Prey
10. Rocketship
11. A Rat Like Me
12. Shout At The Devil '97
13. Brandon

Vince Neil - vocal
Mick Mars - guitarra, backing vocals
Nikki Sixx - baixo, backing vocals
Tommy Lee - bateria, piano, backing vocals

Músicos adicionais:
John Corabi - guitarra, backing vocals
David Darling - guitarra
Suzie Katayama - violoncelo
Bennet Salve - arranjos de corda
David Paich - piano, harpa
Scott Humphrey - sintetizadores, backing vocals


Greatest Hits [1998]

01. Bitter Pill
02. Enslaved
03. Girls, Girls, Girls
04. Kickstart My Heart
05. Wild Side
06. Glitter (Remix)
07. Dr. Feelgood
08. Same Ol' Situation (S.O.S.)
09. Home Sweet Home
10. Afraid
11. Don't Go Away Mad (Just Go Away)
12. Without You
13. Smokin' In The Boys Room
14. Primal Scream
15. Too Fast For Love
16. Looks That Kill
17. Shout At The Devil '97

Vince Neil - vocal
Mick Mars - guitarra, violão, backing vocals
Nikki Sixx - baixo, backing vocals
Tommy Lee - bateria, percussão, backing vocals


Live: Entertainment Or Death [1999]

CD 1:
01. Looks That Kill
02. Knock 'Em Dead, Kid
03. Too Young To Fall In Love
04. Live Wire
05. Public Enemy #1
06. Shout At The Devil
07. Merry-Go-Round
08. Ten Seconds To Love
09. Piece Of Your Action
10. Starry Eyes
11. Helter Skelter

CD 2:
01. Smokin' In The Boys Room
02. Don't Go Away Mad (Just Go Away)
03. Wild Side
04. Girls, Girls, Girls
05. Dr. Feelgood
06. Without You
07. Primal Scream
08. Same 'Ol Situation (S.O.S.)
09. Home Sweet Home
10. Kickstart My Heart

Vince Neil - vocal
Mick Mars - guitarra, violão, backing vocals
Nikki Sixx - baixo, backing vocals
Tommy Lee - bateria, percussão, piano, backing vocals


New Tattoo [2000]

01. Hell On High Heels
02. Treat Me Like The Dog I Am
03. New Tattoo
04. Dragstrip Superstar
05. 1st Band On The Moon
06. She Needs Rock N' Roll
07. Punched In The Teeth By Love
08. Hollywood Ending
09. Fake
10. Porno Star
11. White Punks On Dope

Vince Neil - vocal
Mick Mars - guitarra, violão, backing vocals
Nikki Sixx - baixo, backing vocals
Randy Castillo - bateria, percussão


Carnival Of Sins: Live [2006]

CD 1:
01. Shout At The Devil
02. Too Fast For Love
03. Ten Seconds To Love
04. Red Hot
05. On With The Show
06. Too Young To Fall In Love
07. Looks That Kill
08. Louder Than Hell
09. Live Wire
10. Girls, Girls, Girls
11. Wild Side

CD 2:
01. Don't Go Away Mad (Just Go Away)
02. Primal Scream
03. Glitter
04. Without You
05. Home Sweet Home
06. Dr. Feelgood
07. Same Ol' Situation (S.O.S.)
08. Sick Love Song
09. If I Die Tomorrow
10. Kickstart My Heart
11. Helter Skelter
12. Anarchy In The U.K.

Vince Neil - vocal
Mick Mars - guitarra, violão, backing vocals
Nikki Sixx - baixo, backing vocals
Tommy Lee - bateria, percussão, piano, backing vocals


Saints Of Los Angeles [2008]

01. L.A.M.F.
02. Face Down In The Dirt
03. What's It Gonna Take
04. Down At The Whiskey
05. Saints Of Los Angeles
06. Mutherfucker Of The Year
07. The Animal In Me
08. Welcome To The Machine
09. Just Another Psycho
10. Chicks = Trouble
11. This Ain't A Love Song
12. White Trash Circus
13. Goin' Out Swinging

Vince Neil - vocal
Mick Mars - guitarra, backing vocals
Nikki Sixx - baixo, backing vocals
Tommy Lee - bateria, backing vocals

Músicos adicionais:
James Michael - backing vocals, teclados, programação
Josh Todd - backing vocals
Jacoby Shaddix - backing vocals
Chris Taylor Brown - backing vocals
Marti Frederiksen - backing vocals
Melissa Harding - backing vocals

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by Silver


Reunião, entre 2004 e 2005 - da esquerda pra direita: Neil, Mars, Sixx e Lee

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Mötley Crüe - Live At Starwood (First Shows Ever) [1981]


"Rude, barulhento, agressivo". Os adjetivos que o guitarrista Mick Mars atribuiu à si próprio no anúncio para o jornal The Recycler, onde foi achado por Nikki Sixx e Tommy Lee nos tempos de formação do Mötley Crüe, se encaixam perfeitamente no que foi a banda nos tempos de underground, principalmente.

O registro dessa postagem pode resumir o que foi anteriormente dito com maestria - até porque, se trata de um apanhado das duas primeiras apresentações do Mötley Crüe. Sim, se trata da estreia dos futuros rockstars. que se deram nos dias 24 e 25 de abril de 1981 no Starwood Night Club, casa de shows hollywoodiana que abriu o primeiro espaço para outras bandas como Van Halen, The Runaways e as já citadas Dokken e Quiet Riot.

Nessas datas, o Crüe abriu para o Y&T, que também pertencia ao underground mas já era mais conhecido. Segundo depoimentos dos integrantes e de presentes, a plateia urrava por mais Mötley e o Y&T, apesar de ser um grupo de qualidade estupenda, tocou apenas para metade do público anteriormente presente. Uma estreia com tal reação explica perfeitamente as conquistas do quarteto anos depois.


Do repertório escolhido, duas canções entraram no debut dos caras, lançado 7 meses depois: "Public Enemy #1" e "Too Fast For Love" (faixa-título do álbum). Outras seriam lançadas no futuro em coletâneas e na remasterização do disco de estreia, como "Toast Of The Town", "Stick To Your Guns" e "Tonight", esta cover do The Raspberries. Mas duas permaneceriam para sempre no anonimato: "Why You're Killing Yourself?" e "Nobody Knows What's Like To Be Lonely".

Apenas pelo áudio - que tem uma boa qualidade de som para uma gravação de plateia -, pode-se facilmente notar a energia dos caras. Algo incrível, diferenciado e potente, que os diferenciou da maioria das bandas de Hard da época. A fusão entre Punk e Hard/Heavy, as guitarras afinadas um tom abaixo do padrão, os vocais estridentes, a cozinha rápida, os backing vocals gritados e alguns outras características foram essenciais para a explosão do Mötley.

E todos esses elementos e muito mais estão aqui, esperando a conferida do caro leitor-ouvinte da Combe!

PS: postagem dedicada ao camarada Logan, do chat de MSN do blog. O mesmo salientou que nenhuma loja da Galeria do Rock de São Paulo possuía tal registro para venda. Aqui vocês encontram, de graça, porque vender bootleg é uma "puta falta de sacanagem".

01. Too Fast For Love
02. Nobody Knows What's Like To Be Lonely
03. Why You're Killing Yourself?
04. Paperback Writer - Cut (The Beatles Cover)
05. Public Enemy #1
06. Stick To Your Guns
07. Toast Of The Town
08. Tonight (The Raspberries Cover)
09. Public Enemy #1 (Reprise)

Vince Neil - vocal
Mick Mars - guitarra, backing vocals
Nikki Sixx - baixo, backing vocals
Tommy Lee - bateria

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by Silver

domingo, 4 de julho de 2010

Mötley Crüe - Saints Of Los Angeles [2008]


Após a saída de Tommy Lee do grupo e um hiato de 4 anos dado após a turnê de "New Tattoo", disco gravado e viagem ocorrida sem o baterista, finalmente em 2004 o Mötley Crüe anunciou uma reunião. Embarcaram em tours muito bem sucedidas (incluindo o próprio festival Crüe Fest e shows com o Aerosmith), lançaram coletâneas que venderam bastante e lançaram os novos singles "If I Die Tomorrow" e "Sick Love Song". Mas nada de disco novo. Desde a reunião, Nikki Sixx e Vince Neil anunciavam que estavam trabalhando em um novo álbum, mas apenas em 2008 as falas se tornaram ações.

Lançado em 24 de junho de 2008, "Saints Of Los Angeles" é o nono lançamento do Mötley - o primeiro após 8 anos sem colocar um full-length no mercado e após 11 anos a ter a formação clássica. A produção ficou a cargo de James Michael, o mesmo que integra o Sixx:A.M. como vocalista. Vale mencionar que Michael, DJ Ashba (também integrante do Sixx:A.M. e atual Guns N' Roses) e Marti Frederiksen (produtor-compositor conhecido por trabalhos com o Aerosmith) co-escreveram praticamente o álbum inteiro com Nikki, com poucas participações dos outros integrantes.

O play é baseado na história do grupo, narrada no livro "The Dirt". Cada faixa tem uma ligação com o que é contado na obra e com o que de fato ocorreu durante a existência do Crüe. Assim, o álbum pode ser considerado semi-conceitual, pois não segue à risca mas tem muito a ver com a narrativa. Esse fator, aliado à inspiração e comprometimento dos envolvidos, gerou um disco excelente, que musicalmente lembra muito os dias de glória do quarteto, com uma pitada de modernidade, mas nada que deixe os fãs desapontados ou nada comparável aos dois lançamentos anteriores, bastante inferiores.

"Saints Of Los Angeles" apresenta todos os bons elementos do Mötley Crüe: Hard Rock consistente, pesado, bem-feito, digno de se associar à sua discografia. São 44 minutos capazes de arrancar dentes e chutar bundas. Inserções de Heavy, Sleaze e até mesmo uma nuance ou outra mais puxada pro Alternative são encontradas e apenas acrescentam melhorias, ao meu ver. A dica é curtir o álbum sem compará-lo aos clássicos porque os tempos são outros, pois esse petardo contém bastante energia e é prato cheio para qualquer fã do Mötley.


Nikki Sixx, baixista e principal compositor, continua o mesmo: linhas sólidas de baixo e composições incríveis. Vince Neil apresenta boas vocalizações, logicamente com as marcas que os anos e os abusos deixaram, mas ainda com qualidade. Tommy Lee, que sempre dispensou comentários como baterista, colabora bastante com linhas de bateria genuinamente Hard e ótimas viradas. Há rumores de que Mick Mars não tocou por aqui, mas logo nos primeiros minutos percebe-se que só poderia ser Mars nas seis cordas: riffs precisos, ótimos solos e bases concisas.

A recepção de "Saints Of Los Angeles" foi muito boa, diga-se de passagem. Já estreou na 4ª posição das paradas americanas (onde vendeu quase 100 mil cópias na semana de estreia), 3ª nas canadenses (onde garantiu disco de ouro), 5ª nas suecas e 14ª nas australianas. Os singles de "Mutherfucker Of The Year", da faixa-título e de "White Trash Circus" mantiveram boas posiçõs nos charts especializados em Rock. Além disso, a turnê de divulgação foi pra lá de bem-sucedida, chegando a passar pelo Pepsi Music na capital argentina de Buenos Aires (e nada de Brasil).

Entre os destaques, tem-se os singles já citados, além de "Welcome To The Machine", "Goin' Out Swinging", "What's It Gonna Take" e "Chicks = Trouble", sendo que principalmente a última remete o ouvinte ao Crüe clássico dos anos 1980 mais do que as outras já lembram. No mais, "Saints Of Los Angeles" foi um dos melhores lançamentos da década de 2000. Vale a conferida pois é pedrada do início ao fim!

01. L.A.M.F.
02. Face Down In The Dirt
03. What's It Gonna Take
04. Down At The Whiskey
05. Saints Of Los Angeles
06. Mutherfucker Of The Year
07. The Animal In Me
08. Welcome To The Machine
09. Just Another Psycho
10. Chicks = Trouble
11. This Ain't A Love Song
12. White Trash Circus
13. Goin' Out Swinging

Vince Neil - vocal
Mick Mars - guitarra, backing vocals
Nikki Sixx - baixo, backing vocals
Tommy Lee - bateria, backing vocals

Músicos adicionais:
James Michael - backing vocals, teclados, programação
Josh Todd - backing vocals
Jacoby Shaddix - backing vocals
Chris Taylor Brown - backing vocals
Marti Frederiksen - backing vocals
Melissa Harding - backing vocals

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by Silver

sábado, 3 de julho de 2010

Video NU-R - Gypsy Woman / Decadence Plus [1977-1979]


Robert Alan Deal, mais conhecido como Mick Mars nasceu no dia 3 de abril de 1951, e ao longo de sua carreira fez fama em uma das bandas mais insanas de todo os anos 80, o Mötley Crüe. O que muita gente não sabe, é que antes de Bob Deal, como era conhecido na época, ler um certo anúncio num jornal que falava de uma banda a procura de um guitarrista agressivo e rude, ele participou de algumas bandas no final dos anos 70, mais voltado ao próprio Hard dos 70, com pitadas de Blues em suas linhas de guitarra.

Dentre essas bandas, há o Video NU-R, o qual posto para vocês 2 singles da banda, "Gypsy Woman" e "Decadence Plus", lançados em 1977 e 1979 respectivamente. Não espere nada de guitarras agressivas e rudes, e mais, como já disse, linhas suaves e até complexas. Confesso a vocês que os dois sons do single de 1979 estão em má qualidade, porém não há nada de errado com o single de 1977.

Post dedicado a fãs de Mötley Crüe e Mick Mars, não espere aqui músicas que mudarão a suas vidas, apenas 4 raridades de um dos guitarristas mais queridos da história do Rock.

Video NU-R "Gypsy Woman" (1977)

01. Gypsy Woman
02. You Drive Me Crazy

Video NU-R "Decadence Plus" (1979)

01. Decadence Plus
02. Work, Work

Randy Lee Miller - vocal / guitarra
Harry Bradford Clay - vocal / teclados / baixo
Alton Park - bateria
Bob Deal - guitarra

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Hairbanger

sábado, 29 de maio de 2010

Mötley Crüe - Theatre Of Pain + Bootleg [1985]


O Mötley Crüe é mais famoso pela vida polêmica que seus integrantes levavam do que pela sua música, em si. Mas nos anos 1980, o som dos caras recebia uma baita atenção, e eles eram considerados, por muitos, os principais representantes do famigerado movimento Hard Rock oitentista. E tudo começou, de verdade, a partir do álbum que trago-vos nessa postagem, com direito a uma bootleg (excelente, diga-se de passagem) da época.

Theatre Of Pain [1985]

Lançado em 21 de junho de 1985 pela Elektra Records (já está prestes a completar 25 anos de lançamento!), "Theatre Of Pain" vem de um contexto histórico no mínimo perturbado. Os integrantes se afundavam cada vez mais nas drogas, e o homicídio culposo do baterista Razzle (Hanoi Rocks) causado por um acidente de carro em que um Vince Neil bêbado era o motorista mostrou ao mundo que as coisas estavam não estavam indo para um bom caminho para os mötleys.

Talvez seja esse o motivo que justifica uma acentuada mudança do grupo, mas eu acredito que razões comerciais acarretaram tais mudanças. Logo de cara, já percebe-se que as coisas são diferentes em "Theatre Of Pain". A capa é a primeira a refletir isso - apesar do pentagrama invertido estar ali, firme e forte, a capa não era tão polêmica quanto suas antecessoras.

Seguindo a ordem natural das coisas (com o material em mãos, vê-se o encarte), percebe-se o vocalista Vince Neil mais colorido do que o normal. Na verdade, mais rosa do que o normal. O visual de motoqueiro sanguinário deu lugar a algo mais pimposo, o que, sim, já denota uma transformação. E apesar dos outros integrantes, no encarte, se apresentarem com roupas menos espalhafatosas, à medida em que se pesquisa imagens e vídeos da época é notável que também aderiram ao visual conhecido como "glam".

Foto do encarte

Certo, o Mötley sempre teve a intenção de chocar com o visual, e quem vos escreve não tem nada contra visuais espalhafatosos. Mas chocar dessa forma denota uma transformação no som também. Ironicamente, a banda estava crescendo bastante na época. Estaria a gravadora castrando os rapazes? A conclusão fica a cargo do ouvinte.

Enfim, ao disco. "Theatre Of Pain" segue o padrão de todos os lançamentos oitentistas do Mötley Crüe: pesado, bem composto, com ótimos refrães, riffs cortantes, solos com bastante destaque (vale ressaltar que mais do que nos antecessores), vocais poderosos e cozinha potente.

Mas, apesar da essência estar ali, o ouvinte não deve esperar algo que mantenha o peso dos antecessores, pois a orientação vai mais à influências do Glam Rock setentista, a-la New York Dolls (sempre), The Sweet e Slade. Pouco sobra da crueza do Punk e do Heavy Metal. E além do fator comercial, pode-se dar um pouco dessa mudança ao próprio Vince, que participou mais das composições melódicas das canções do que Tommy Lee e Mick Mars (já que Nikki Sixx compõe praticamente tudo da banda e, aqui, se responsabilizou por todas as letras e a maioria das melodias).


Com sinceridade, "Theatre Of Pain" não chega a ser um dos meus preferidos do Mötley Crüe, mas isso não faz que o mesmo deixe de ser um puta discão. Como eu disse, a essência está lá, apenas um pouco mais leve, com mais enfoque no Glam Rock e menos no Punk/Heavy Metal. Encontram-se, ao longo do play, verdadeiras pérolas como "City Boy Blues", "Raise Your Hands To Rock", "Louder Than Hell" e "Use It Our Lose It", além dos hits "Smokin' In The Boys' Room" (cover do Brownsville Station) e "Home Sweet home" (power-ballad que é o maior destaque do álbum).

E, bom, se a razão comercial estava lá, o leitor pode saber de antemão que os caras não falharam: "Theatre Of Pain" chegou ao 6° lugar das paradas norte-americanas e ao 36° das britânicas. A turnê, marcada como sempre pelos excessos, girou os Estados Unidos, o Canadá e a Europa por pouco mais de um ano, e foi bem rentável. Os hits citados no parágrafo anterior emplacaram e colaboraram para o aumento das vendas, sendo que, nos dias de hoje, já ultrapassou as 4 milhões de cópias vendidas apenas na terra do Tio Sam.

Se nos anos seguintes o Mötley Crüe se tornou a atração milionária, o verdadeiro início se deu em "Theatre Of Pain", um baita disco que merece a atenção de qualquer um que se diga fã de Rock.

PS: a versão dessa postagem é a remasterizada de 2003, com 6 bonustracks.

01. City Boy Blues
02. Smokin' In the Boys' Room
03. Louder Than Hell
04. Keep Your Eye On The Money
05. Home Sweet Home
06. Tonight (We Need A Lover)
07. Use It Or Lose It
08. Save Our Souls
09. Raise Your Hands To Rock
10. Fight For Your Rights

Bonustracks:
11. Home Sweet Home (Demo Version)
12. Smokin' In The Boys' Room (Alternate Guitar Solo-Rough Mix)
13. City Boy Blues (Demo Version)
14. Home Sweet Home (Instrumental Rough Mix)
15. Keep Your Eye On The Money (Demo Version)
16. Tommy's Drum Piece From Cherokee Studios

Vince Neil - vocal
Mick Mars - guitarra, violão, backing vocals
Nikki Sixx - baixo, teclados, backing vocals
Tommy Lee - bateria, percussão, piano, backing vocals

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The Devil: Live In Fresno, CA [1985]

"The Devil" foi gravado em um show realizado na Selland Arena da cidade de Fresno, Califórnia, no dia 25 de novembro de 1985. A qualidade está muito boa, pois o áudio foi extraído da mesa de som.

Cronologicamente, esse concerto faz parte da turnê do sensacional "Theatre Of Pain", portando o repertório condiz com a data: pérolas extraídas dos três primeiros discos do Mötley Crüe, desde já indispensáveis como "Live Wire", "Looks That Kill" e "Shout At The Devil" até canções do disco da turnê, como "Home Sweet Home" (que se tornaria clássico e não sairia nunca mais dos repertórios), "Use It Or Lose It" e "City Boy Blues". Além disso, dois consagrados covers regravados pelo Mötley Crüe também figuram na setlist: "Helter Skelter" (The Beatles) e "Smokin' In The Boys' Room" (Brownsville Station)

A banda, como sempre, dispensa comentários. Até hoje não consigo compreender como Mick Mars segura tão bem como guitarra única, já que a grande parte das bandas de hard rock sempre contaram com duas guitarras. A dupla dinâmica Nikki Sixx e Tommy Lee, como sempre, mandam muito bem aqui. Vince Neil também me surpreende, pois o mesmo costuma defecar perante performances ao vivo, mas nessa não. Mais um motivo para conferir, caro leitor! (risos)

01. Looks That Kill
02. Too Young To Fall In Love
03. Shout At the Devil
04. City Boy Blues
05. Louder Than Hell
06. Knock 'Em Dead, Kid
07. Home Sweet Home
08. Live Wire
09. Smokin’ In the Boys’ Room
10. Helter Skelter
11. Use It Or Lose It

Vince Neil - vocal
Mick Mars - guitarra, backing vocals
Nikki Sixx - baixo, backing vocals
Tommy Lee - bateria, percussão, piano, backing vocals

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by Silver

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Mötley Crüe - Dr. Feelgood + Pérolas [1989-1990]


Como Nikki Sixx gosta de dizer: "se o Mötley Crüe era a banda n° 2 dos Estados Unidos em 1987, em 1989 se tornou a banda n° 1". Essa é uma afirmação baseada nas paradas americanas, já que "Girls, Girls, Girls" atingiu a segunda posição dos charts, perdendo para "Whitney" de Whitney Houston, e a primeira posição tanto almejada pela banda só veio a calhar em 1989, com o lançamento de "Dr. Feelgood".

Mas toda essa relação não tem a ver apenas com discos vendidos na primeira semana ou coisa do tipo. De 1989 a 1991, podia se afirmar claramente que o Mötley Crüe era a maior banda não apenas dos EUA, mas do mundo. Além das ótimas vendagens, nessa época a vida dos quatro badboys de Los Angeles se deu por shows lotados, garrafas de vinho, sobriedade no que diz respeito às drogas (ou ao menos é o que dizem, risos) e muita, mas muita grana.

Nessa postagem será abordada um pouco dessa grandiosa fase do grupo. Espero que gostem!

Dr. Feelgood [1989]

Após o grande sucesso que foi "Girls, Girls, Girls" e o grande fracasso que estava a vida pessoal dos integrantes do Mötley (todos dependentes de drogas e enviados para a reabilitação, com exceção de Mick Mars que fez o trabalho de desintoxicação sozinho), eis que a banda retorna no verão de 1989 com "Dr. Feelgood": o álbum definitivo da carreira do grupo.

Como prova disso, tem-se a repercussão que o disco teve. Além de ter atingido o topo das paradas americanas e ter emplacado vários hits como "Kickstart My Heart", "Don't Go Away Mad (Just Go Away)", "Without You" e a faixa-título; as vendas ultrapassaram a marca de seis milhões de cópias, o álbum ganhou o prêmio de "melhor álbum de Hard Rock/Metal" do American Music Awards, duas faixas foram indicadas para o prêmio de "melhor canção de Hard Rock" do Grammy e, claro, vários certificações pelo mundo: seis vezes disco de platina na terra do Tio Sam, três no Canadá e disco de ouro no Reino Unido.

Mesmo assim, todos nós sabemos que um bom álbum de Rock n' Roll não se limita apenas a premiações. Por isso, o termo "definitivo" também se aplica por "Dr. Feelgood" ser um disco coeso, sólido, bem composto e produzido de forma magistral. É até importante salientar que a produção impressionou tanto na época que Lars Ulrich, do Metallica, convidou Bob Rock, o produtor do play, para trabalhar no também clássico disco auto-intitulado, de 1991.

Aqui, a banda finalmente conseguiu unir os elementos que tanto influenciaram seus outros discos, como o Hard Rock oitentista, o Glam Rock setentista, Heavy Metal clássico e o Punk Rock visceral. Pode-se notar que, enquanto os dois primeiros da carreira do Mötley Crüe eram bem baseados no Punk Rock, os dois seguintes estavam mais para o Hard n' Heavy. "Dr. Feelgood" se diferenciou por fazer a salada mista que deu certo, gerando canções dignamente "mötleynianas". O visual da banda, no momento, também se refletiu no fato de que finalmente haviam se encontrado em termos sonoros: as fantasias espalhafatosas deram lugar a um visual menos carregado.

Não só os sucessos supracitados merecem destaque por aqui: verdadeiras pepitas como a bluesy "Slice Of Your Pie", a pesada "She Goes Down", a hardíssima "Same Ol' Situation (S.O.S.)" (que também foi single, mas não emplacou tanto como as outras) e a divertida "Rattlesnake Shake" merecem seus lugares ao sol. Só não digo que "Time For Change" merece porque odeio tal canção. (risos)

Vale lembrar que, nesse arquivo, estão contidas as bonustracks presentes no relançamento da discografia da banda, que se deu em 1999 após uma polêmica quebra de contrato com a Elektra Records que concedeu à trupe de L.A. o direito sobre os álbuns. Nada mais justo, né?

Um dos álbuns definitivos do Rock n' Roll oitentista. Clássico definitivamente indispensável na coleção de qualquer roqueiro que se preze!

01. T.N.T. (Terror 'N Tinseltown)
02. Dr. Feelgood
03. Slice Of Your Pie
04. Rattlesnake Shake
05. Kickstart My Heart
06. Without You
07. Same Ol' Situation (S.O.S.)
08. Sticky Sweet
09. She Goes Down
10. Don't Go Away Mad (Just Go Away)
11. Time For Change
12. Dr. Feelgood (Demo)
13. Without You (Demo)
14. Kickstart My Heart (Demo)
15. Get It For Free (Unreleased Demo)
16. Time For Change (Demo)

Vince Neil - vocal, guitarra, gaita
Mick Mars - guitarra, violão, backing vocals
Nikki Sixx - baixo, backing vocals
Tommy Lee - bateria, percussão, backing vocals

Músicos adicionais:
Bob Rock - baixo em 11, backing vocals em 1, 4, 8, 9, produção
Donna McDaniel - backing vocals
Emi Canyon - backing vocals
Marc LaFrance - backing vocals
David Steele - backing vocals
Bryan Adams - backing vocals em 8
Sebastian Bach - backing vocals em 11
Steven Tyler - backing vocals em 3 e 8
Jack Blades - backing vocals em 7 e 8
Rick Nielsen - backing vocals em 9
Mike Amato - backing vocals em 11
Bob Dowd - backing vocals em 11
Robin Zander - backing vocals em 9
John Webster - honky tonk piano em 4
Tom Keenlyside, Ian Putz, Ross Gregory, Henry Christian - marguerita horns em 4

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Live In Selland Arena, Fresno, CA [1990]

Apesar do registro seguinte ser de 1989, não estou seguindo a cronologia, pois esse bootleg merece estar em cima. Esse concerto se deu em 20 de fevereiro de 1990 durante a turnê americana do "Dr. Feelgood" na Arena de Selland em Fresno, Califórnia.

Nota-se claramente que o Mötley Crüe não só se superou no disco, como também na performance ao vivo. Além da piromania notável (incríveis explosões são ouvidas ao longo do registro) e dos vários artefatos que podem ser notados em gravações de vídeo, os badboys de L.A. estão impecáveis, começando pela voz aguda e forte de Vince Neil, passando pela guitarra pesada e habilidosa de Mick Mars e chegando até a cozinha sólida e potente dos Toxic Twins, Nikki Sixx (baixo) e Tommy Lee (bateria)

A seleção de músicas está impecável, pois agrupa clássicos de toda a carreira do Mötley até então, e o registro sonoro está muito bom para uma gravação não-oficial. Divirtam-se com essa raridade ripada diretamente de um flac!

01. Intro
02. Kickstart My Heart
03. Red Hot
04. Rattlesnake Shake
05. Too Young To Fall In Love
06. Shout At the Devil
07. Live Wire
08. Same ‘Ol Situation (S.O.S.)
09. Slice Of Your Pie + Mick Mars Guitar Solo
10. Tommy Lee Drum Solo + Rock N' Roll Hoochie Koo
11. Looks That Kill
12. Smokin' In the Boys Room
13. Wild Side
14. Girls, Girls, Girls
15. Home Sweet Home
16. Dr. Feelgood

Vince Neil - vocal, guitarra, gaita
Mick Mars - guitarra, backing vocals
Nikki Sixx - baixo, backing vocals
Tommy Lee - bateria, percussão, backing vocals
Donna McDaniel - backing vocals
Emi Canyon - backing vocals

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Live At Wembley Arena, London, UK [1989]

A gravação deste concerto aconteceu em primeiro de novembro de 1989, durante a turnê inglesa de divulgação do mesmo álbum que já foi falado mil vezes nessa mesma postagem. (risos)

Vale ressaltar que a banda se mostra impecável por aqui também, mas pode-se reparar que a platéia é maior (afinal, Wembley Arena não é pra qualquer um e vale lembrar que não é o mesmo Wembley Stadium, palco do Live Aid e várias apresentações históricas do Queen) e, ao fim, Billy Idol participa de uma jam do clássico "Jailhouse Rock", de Elvis Presley.

A qualidade de som ainda é boa, mas não é tão boa quanto a do registro anterior. Pra colecionador ou fã da banda, vale muito a pena!

01. Intro
02. Kickstart My Heart
03. Red Hot
04. Piece Of Your Action
05. Rattlesnake Shake
06. Too Young To Fall In Love
07. Shout At The Devil
08. Live Wire
09. Home Sweet Home
10. Same Ol' Situation
11. Slice Of Your Pie
12. Guitar Solo
13. Drum Solo
14. Smokin' In The Boys Room
15. Looks That Kill
16. Wild Side
17. Girls, Girls, Girls
18. She Goes Down
19. Dr. Feelgood
20. Jailhouse Rock (com Billy Idol)

Vince Neil - vocal, guitarra, gaita
Mick Mars - guitarra
Nikki Sixx - baixo, backing vocals
Tommy Lee - bateria, percussão, backing vocals
Donna McDaniel - backing vocals
Emi Canyon - backing vocals

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by Silver