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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Skoe – S/T [1996]

Capa feita por mim... De novo!

Formado em meados dos anos 90, o Skoe reflete um período pra lá de confuso na história do Love/Hate que eu vou tentar contar da forma mais breve possível. Como Jizzy Pearl e Skid viviam em pé de guerra, o vocalista resolveu dar um tempo. Nesse ínterim, aproveitou para dar continuidade ao seu projeto paralelo, o Sineaters. A coisa ficou feia quando o então baterista do Love/Hate, Joey Gold resolveu quebrar um galho para Jizzy assumindo as baquetas no Sineaters. Skid se sentiu traído e, a exemplo de Jizzy, formou um projeto paralelo o qual batizou de Skoe.

A primeira formação do Skoe contava com Skid na guitarra e vocais, um pateta qualquer no baixo e Joey na bateria – sim, Sineaters e Skoe possuíam o mesmo baterista. Depois de alguns meses de ensaio, o trio descobriu que Skid como vocalista era um ótimo baixista, logo, o mesmo retornou ao baixo deixando a guitarra a cargo do na época ex-Love/Hate, Jon E. Love. Para os vocais, uma cantora negra, Moe. Resumindo: o Skoe nada mais é que o Love/Hate sem King Jizzo.

A adição da nova vocalista deu um novo gás ao conjunto, que certo tempo depois, adentrou estúdio para registrar sua fita demo. Mas a brincadeira durou pouco. Assim que pintou uma oportunidade para gravar novamente como Love/Hate, Skid e os outros botaram a neguinha pra correr. E, conforme os sons escritos pelo Skoe foram sendo reeditados pelo Love/Hate, Skid foi pagando pela língua. “Love/Hate tocar essas músicas? Nunca!”. Pois é...

Já que acabei me prolongando demais no caráter histórico, vou dedicar este último parágrafo a comentar brevemente sobre a música em si. Por se tratar apenas do “Love/Hate sem King Jizzo”, a semelhança musical entre Skoe e Love/Hate é completa. A voz da tal Moe se encaixa bem na proposta de hard rock sujo dos caras. Detalhe interessante é que, por mais que eu seja fã de carteirinha do REI, canções como Rubberina e Boom Boom Boom são imbatíveis quando cantadas pela xará do taberneiro dos Simpsons.

01. Eat Me Alive
02. Rubberina
03. We Are The One
04. Sticky Fingers
05. Explode
06. All I Need
07. Low Branches
08. It Shines
09. Boom Boom Boom
10. Hit The Wall
11. The Crying Game

Moe – vocais
Jon E. Love – guitarra
Skid – baixo
Joey Gold – bateria

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Até os grafiteiros da minha quebrada manjam o som do Skoe! Hehe

@mvmeanstreet

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Love/Hate – Early Demos [1988]

Antes de qualquer coisa, um aviso: a postagem de hoje já começa com um erro, pois quando o material deste Early Demos foi gravado – mais precisamente entre 1985 e 1988 –, o Love/Hate nem existia ainda. Tudo que havia era o Dataclan, grupo que deu origem ao Love/Hate – entenderam o porquê da capa acima agora? –, que consistia em Mark Hollis (vocais), Jon E. Love (guitarra), Skid Rose (baixo) e Joey Gold (bateria). Vez ou outra o quarteto contava com os teclados de um tal de Rodney.

O som era bem light se comparado ao hard rock furioso do Love/Hate. Influências de The Cult, U2 e dos movimentos gótico e new wave como um todo eram latentes. Após a saída de Hollis, Jizzy Pearl (conhecido na época como Jizzy Storm) assumiu o microfone. Aí foi questão de tempo dispensar o tecladista e redefinirem sua sonoridade com base no que estava em alta na época.

Da série “meu passado me condena”:
a capa do EP auto-intitulado lançado pelo Dataclan em 1986.

Voltando ao CD, Early Demos é um lançamento não-oficial que contém se não todas, pelo menos a maioria das demos gravadas pelo Dataclan durante seus quatro anos de atividade. Há faixas tanto com Hollis quanto com Jizzy nos vocais. E para quem conhece os álbuns Black Out in the Red Room (1990) e Wasted in America (1992), aqui estão as versões originais de “Why Do You Think They Call It Dope?” (mostrando que eles já eram chegados numa erva), “She’s An Angel” e “Tranquilizer”.

Outros destaques são “Extreme” (também conhecida como “Love and Hate”, música que inspirou o quarteto a adotar o nome Love/Hate), “I Am the Walrus” (cover dos Beatles que ganhou versão oficial em I’m Not Happy, de 1995) e “Recognize” (versão primitiva de “One More Round”, do já citado Black Out).

01. Goodship Dolly Rock
02. Extreme
03. I Am the Walrus
04. Skid Row Gypsy
05. Date with Fate
06. Tranquilizer ‘85
07. Got a Dream
08. Recognize
09. Reincarnation
10. Angel ‘85
11. Gypsy Love
12. Love Burns
13. My Girl
14. Dope ‘85
15. Soul House
16. The Outside

Mark Hollis – vocais
Jizzy Peart – vocais
Jon E. Love – guitarra
Skid Rose – baixo
Joey Gold – bateria
Rodney – teclados

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“eu prefiro a capa anterior” – aqui está ela, Silver!

мєαиѕтяєєт

sábado, 8 de maio de 2010

Love/Hate – Blackout in Dallas [1990]

Bootleg gravada a partir de um show do Love/Hate em Dallas, Texas, durante a turnê de divulgação de Blackout in the Red Room. Aqui podemos conferir nove das 12 músicas do álbum tocadas ao vivo, além de dois sons na época inéditos – “Wasted in America” e “Evil Twin” – que seriam lançados no trabalho seguinte – Wasted in America, de 1992. Qualidade de áudio nota 10 e uma performance matadora por parte da autodenominada banda mais idiota do mundo. Vale a conferida!

01. Intro
02. Blackout in the Red Room
03. Tumbleweed
04. Wasted in America
05. One More Round
06. Fuel to Run
07. Evil Twin
08. Rock Queen
09. I Am the Snake
10. Mary Jane
11. Slave Girl
12. Why Do You Think They Call It Dope?
13. Straightjacket

Jizzy Pearl – Vocais
Skid – Baixo; Backing Vocals
Jon E. Love – Guitarra; Backing Vocals
Joey Gold – Bateria; Backing Vocals

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мєαиѕтяєєт

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Love/Hate – Blackout in the Red Room [1990]

Colegas de escola, Skid (baixo), Jon E. Love (guitarra) e Joey Gold (bateria) formaram o Data Clan em 1986. Depois de encontrarem em Jizzy Pearl o vocalista ideal, mudaram de nome para Love/Hate e migraram da New Wave para o Hard Rock. Assinaram com a Columbia em 1988 e através desse selo lançaram seu disco de estréia dois anos mais tarde.

Blackout in the Red Room é sem sombra de dúvida o melhor trabalho do Love/Hate, e certamente um dos melhores discos de Hard Rock que eu já ouvi. Fazendo minhas as palavras do Urotsukidoji (japa dono do melhor fansite sobre L/H da web): “ouvir esses caras vai fazer você querer encher a cara, festejar, fumar um e dançar por aí feito um imbecil”.

Convenhamos, nenhum músico aqui pode ser considerado um ás em seu instrumento, mas a atitude, quase Punk, assume a dianteira ao longo dos 40 minutos do play. Impossível ficar parado ao som de pedradas como “Rock Queen”, “Tumbleweed” e “Straightjacket”. Sem contar os hits “Blackout in the Red Room”, “Why Do You Think They Call It Dope?” e “She’s An Angel” (trilha sonora do filme A Hora do Pesadelo 4).

Interessante observar como as letras do álbum refletem tanto o clima quanto o comportamento da banda na época. A já citada “Why Do You Think They Call It Dope?”, cujo clipe permaneceu durante 10 semanas na parada da MTV, narra, com certa dose de humor, o drama de um drogado contando os últimos centavos para sustentar o vício. Mais adiante “Mary Jane” é a própria declaração de amor do quarteto para a erva.

Blackout in the Red Room é considerado por muitos um clássico. Para mim vai além; é um documento histórico daquilo que o baixista Skid definiu brilhantemente como ‘decadent days’. Edição de 2005 que contém sete bonus tracks. Imperdível.

01. Blackout In The Red Room
02. Rock Queen
03. Tumbleweed
04. Why Do You Think They Call It Dope?
05. Fuel To Run
06. One More Round
07. She's An Angel
08. Mary Jane
09. Straightjacket
10. Slutsy Tipsy
11. Slave Girl
12. Hell, Ca., Pop. 4

2005 Bonus Tracks:
13. Tinseltown
14. Blackout In The Red Room (Live)
15. Mary Jane (Live)
16. Fuel To Run (Live)
17. She’s An Angel (Live)
18. One More Round (Live)
19. Slave Girl (Live)

Jizzy Pearl – Vocais
Skid – Baixo
Jon E. Love – Guitarra
Joey Gold – Bateria

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