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domingo, 22 de janeiro de 2012

Chickenfoot - Different Devil Mini Album [2012]


Com o sucesso de seus dois álbuns de estúdio, o Chickenfoot preparou uma surpresa para os fãs neste EP. Além do novo single, a ótima “Different Devil” em versão editada para as rádios, o grupo oferece três versões ao vivo de faixas do debut. Sempre bom relembrar “Turnin’ Left” (minha faixa preferida de todas feitas pelo quarteto), “My Kinda Girl” e a bela e injustamente criticada “Learning To Fall”, balada capaz de emocionar até mesmo uma pedra. Todas as versões foram registradas em Phoenix, Arizona, durante as gravações do DVD Get Your Buzz On Live.

Impossível destacar algo em especial, pois a banda se mostra totalmente entrosada e Sammy Hagar surpreende com seu gogó ainda forma depois dos 60 anos. Tal qual a duração desse mini-álbum o texto também é mais curto dessa vez, até porque não há muito mais o que dizer. Exceto que é mais uma trilha indispensável de um dos melhores supergrupos criados em um mundo cada vez mais lotado deles. Qualidade e satisfação garantidas!

Sammy Hagar (vocals)
Joe Satriani (guitars)
Michael Anthony (bass)
Chad Smith (drums)

01. Different Devil (radio edit)
02. Turnin’ Left (live)
03. My Kinda Girl (live)
04. Learning To Fall (live)

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JAY

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Great White - Psycho City [1992]


Atualmente o nome do Great White vem aparecendo na mídia muito mais pela briga do ex-vocalista Jack Russell com os outros integrantes. O episódio causou um racha e a existência de dois grupos com o nome, um do cantor e outro do resto da banda com Terry Ilous no microfone. Mas momentos conturbados não são novidade nessa história. Em 1992, sem baixista fixo após a saída de Tony Montana e sob total desconfiança da gravadora Capitol Records com as mudanças de mercado da época, a banda entrou em estúdio para registrar Psycho City. Nas quatro cordas, o experiente Dave Spitz (Black Sabbath, Impellitteri, White Lion) ocupou a vaga como músico convidado.

Mesmo com toda a pressão dos engravatados por resultados melhores nas vendas, os músicos não se intimidaram e decidiram simplesmente fazer o que melhor sabiam. Ou seja, o bom e velho Hard com alma Blues e feeling Rock and Roll de raiz. Apesar de não ter ajudado a salvar a carreira do grupo das constantes ameaças, esse trabalho entra fácil na lista dos melhores de sua discografia, algo que os próprios envolvidos fazem questão de ressaltar. As guitarras de Mark Kendall e Michael Lardie (que também se encarregou da produção e teclados) soam com a malícia e pegada necessárias, enquanto Russell mostra sua já tradicional competência na interpretação, com forte inspiração em Robert Plant.



Das dez faixas, nove ultrapassam os cinco minutos, mostrando que, acima de tudo, a banda estava preocupada com a qualidade, independente da acessibilidade comercial do produto. É até difícil destacar um momento, mas a abertura com a faixa-título já mostra todo o poder de fogo do play. O peso e o groove dão as caras em “Step On You” e no primeiro single, “Big Goodbye”. E para deleite dos emotivos de plantão, as excepcionais “Old Rose Motel”, “Maybe Someday” e “Love Is A Lie” funcionam como verdadeiras viagens sonoras, com suas levadas indefectíveis. O clima Rock and Roll party toma conta em “Never Trust A Pretty Face”.

Como já era esperado, Psycho City foi um fracasso de vendas, alcançando apenas o 107º lugar na parada da Billboard. A conseqüência óbvia foi a demissão do grupo pela gravadora, fazendo com que a estabilidade fosse de vez para o espaço. Desde então, o Great White segue na batalha, com todas as dificuldades mercadológicas, mas sem abrir mão de sua identidade. E embora o sucesso não seja o mesmo de outrora, ainda contam com uma pequena, porém fiel base de fãs, especialmente nos Estados Unidos, o que já garante o sustento. Disco indispensável na coleção de qualquer amante dos bons sons que se preze!



Jack Russell (vocals)
Mark Kendall (guitars)
Michael Lardie (guitars, keyboards)
Audie Desbrow (drums)

Special Guest

Dave Spitz (bass)

01. Psycho City
02. Step On You
03. Old Rose Motel
04. Maybe Someday
05. Big Goodbye
06. Doctor Me
07. I Want You
08. Never Trust A Pretty Face
09. Love Is A Lie
10. Get On Home

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JAY

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Mötley Crüe – Lewd, Crüed and Tattooed [2001]


A virada do milênio não foi um bom momento para o Mötley Crüe. Apesar de lançar o bom álbum “New Tattoo”, o grupo experimentava uma fase de baixa popularidade. O trabalho vendeu pouco na época do lançamento e a tour de divulgação – chamada de “Maximum Rock Tour”, contando com Anthrax e Megadeth como atrações de abertura – não obteve a venda de ingressos inicialmente esperada. No lado pessoal, a maré também não andava boa, com o baterista Randy Castillo, que recém havia entrado no lugar de Tommy Lee, tendo que abandonar a excursão no meio devido ao problema de estômago que mais tarde seria confirmado como um câncer, que o acabou vitimando fatalmente.

“Lewd, Crüed & Tattooed” é um registro fiel dessa época. Lançado em vídeo, mostra a banda em um show gravado na cidade de Salt Lake City, em um ginásio com visíveis espaços vazios nas arquibancadas. Segurando as baquetas como substituta provisória está a ex-Hole, Samantha Maloney, que segura o rojão com categoria. Apesar de estar divulgando o novo disco, ele se resume a uma parte pequena do setlist, que investe forte nos clássicos, para a alegria da platéia. Sem Tommy para tocar o piano, “Home Sweet Home” ganha uma introdução diferente, assinada por Mick Mars. E não tem como evitar a air-guitar quando “Live Wire” explode nos alto-falantes.



Enfim, um bom show, mostrando que o Mötley consegue se superar mesmo nas adversidades e animar quem espera um Rock and Roll em sua mais pura concepção festeira. E quando tiver a chance de comprar o DVD, não hesite, pois vale o investimento. Há um tempo atrás, sempre estava à venda nas grandes redes de loja a preços bem acessíveis. Eu paguei 12 pilas pelo meu (risos). Curiosidade: Uma das backing vocals usadas pelo quarteto nessa época é Pearl Aday, filha de Meat Loaf e esposa de Scott Ian, do Anthrax.

Vince Neil (vocals)
Mick Mars (guitars)
Nikki Sixx (bass)
Samantha Maloney (drums)

Pearl Aday (backing vocals)
Marty Bird (backing vocals)

01. Kickstart My Heart
02. Same Ol' Situation
03. Primal Scream
04. Punched In The Teeth By Love
05. Dr. Feelgood
06. Home Sweet Home
07. Don't Go Away Mad (Just Go Away)
08. Piece Of Your Action
09. Wild Side
10. Hell On High Heels
11. Looks That Kill
12. Girls, Girls, Girls
13. Live Wire
14. White Punks On Dope
15. Shout At The Devil

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JAY

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Rush - Fly By Night [1975]


Antes de ser a banda que investia pesado em sintetizadores e teclados, o Rush era apenas uma banda canadense que investia pesado no Classic/Hard, um gênero muito comum (principalmente na época em que se deu a formação do grupo, ainda no final dos anos 60).

Essa primeira formação contava com Jeff Jones (baixo e vocal), o baterista John Rutsey e Alex
Lifeson ocupando o posto de guitarrista. Rapidamente Jones foi substituído por Gary Lee Weinrib, ou Geddy Lee. Veio então o primeiro álbum, batizado simplesmente Rush. O lançamento foi independente, e o resultado pode ser rotulado como "promissor". Isso porque, apesar de ser bom, não há uma identidade definida: ora temos flertes com o Blues, ora com o Classic, ora com o Hard.

Alex Lifeson, John Rutsey e Geddy Lee

Logo no início da tour de promoção, Rutsey pula do barco e entra aquele que atualmente é considerado como um dos melhores baterista de todo o mundo. Estava consolidada a terceira formação, mantida até o presente momento.

Fly By Night foi o início da transição do Classic/Hard ao Rock Progressivo propriamente dito. Inclusive as letras passaram por esse processo, se tornando mais complexas e abordando temas mais profundos e por vezes épicos. O amadurecimento do trio como instrumentistas também é algo notável; cada um contribui com uma competência enorme (afinal, Lifeson pode não ser um dos grandes nomes da guitarra, mas realiza sua função como poucos), e isso resulta em um trabalho igualmente notável.



"Anthem" é uma abertura porrada, onde, logo de cara, Peart se destaca. Alterações de ritmo bem colocadas, cozinha mais que eficiente e guitarra furiosa são os ingredientes desta que é uma das músicas que mais gosto do Rush (e Fly By Night, um de meus discos preferidos deles). "Best I Can" é uma ode ao rock'n'roll, enérgica e curta como deve ser.

Temos, agora, o primeiro flerte com o Progressivo. O épico "By-Tor And The Snow Dog" é dividido em partes (como outras composições do trio) que contam uma história e/ou a representam. Sem entrarmos no aspecto lírico; só o que digo é que essa faixa é perfeita.

A faixa-título é simples, porém muito boa. A otimista Making Memories tem violões ótimos e slides que beiram a perfeição. "Rivendell" é climática e apresenta um Lifeson inspiradíssimo nas doze cordas. "In The End" encerra o disco com a mesma energia com que o mesmo começou.



Naquele mesmo ano viria o subestimado (e, porque não, obscuro) "Caress of Steel", e, em 1976, a obra "2112", que definiria de vez o som do power trio natural do Canadá. No entanto, sem comparações entre uma fase e outra: as duas têm uma qualidade inquestionável e incontestável. Confira sem medo.

Geddy Lee - baixo, vocais
Alex Lifeson - guitarras, violões, violões de 12 cordas
Neil Peart - bateria, percussão

1. Anthem
2. Best I Can
3. Beneath, Between & Behind
4. By-Tor And The Snow Dog
5. Fly By Night
6. Making Memories
7. Rivendell
8. In The End

Por Gabriel

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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Perverse - Too Much Is Never Enough [2011]


Por uma questão de ética, o Silver não quis babar o próprio ovo nesse post (risos). Sendo assim, coube a mim oferecer a vocês Too Much Is Never Enough, primeiro trabalho da Perverse. Quem nos acompanha na Combe por todo esse tempo deve ter ouvido falar no grupo, já que o nosso departamento de marketing funciona bem. A banda pratica um Hard direto, com pegada Rock and Roll, do tipo que cai bem aos ouvidos tanto dos especialistas no gênero como dos leigos. Sem presepadas nem complicações.

Destaque inevitável para a faixa-título, com sua levada bem construída, assim como a mudança de andamento no meio. “Mean Machine” já tem uma sonoridade mais próxima do Heavy, enquanto a melódica “Anne” mostra a faceta mais suave do quinteto. A dobradinha “The Heartbreaker” e “Perverse” encerra o trabalho em alta qualidade e com um peso bem dosado. Não há destaques individuais entre os músicos, que mostram entrosamento e não disputam so holofotes, cada um fazendo sua parte com extrema competência.



É complicado resenhar o trabalho de amigos, mas ao mesmo tempo o Silver sabe que sou muito crítico quando quero. No entanto, já esperava algo de qualidade pelas músicas que tinha ouvido separadamente. Que esse seja o começo de um belo caminho, cheio de conquistas. Basta manter o nível!

Piau - vocal
Silver - guitarra
Mestre - guitarra
Murilo 240 - baixo
Demir Luzzi - bateria

01. Everybody Lies
02. Too Much Is Never Enough
03. Mean Machine
04. Anne
05. Dare You To Know Me
06. The Heartbreaker
07. Perverse

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JAY

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Aerosmith – Get Your Wings [1974]


As vendas abaixo esperado do debut exigiam uma postura diferente do Aerosmith para o seu próximo disco. Não são todas as bandas que se tornam sucesso instantâneo e, no caso da trupe de Boston, o êxito comercial funcionou como uma verdadeira “escalada” para a fama.

Gravado de 1973 para 1974, “Get Your Wings” traz a mesma essência do antecessor, no entanto apresenta diferenças primordiais para que a própria banda conseguisse maior repercussão. Logo de cara, nota-se a melhor produção do registro, assinada por Jack Douglas, também responsável por produzir os próximos quatro discos. As composições têm maior identidade e Steven Tyler, finalmente, adotou o estilo de voz que o consagrou como um dos maiores vocalistas do Rock – apesar da nítida ausência de drives.



Musicalmente, a identidade foi encontrada quando se considera a linearidade do registro. Diferente de seu antecessor, “Get Your Wings” não é do tipo de disco que dá tiros para vários lados: o foco é o Hard Rock com pitadas de Blues e de Rock clássico, desde as timbragens dos instrumentos até as progressõs musicais empregadas. Talvez a única exceção à regra seja S.O.S. (Too Bad), por sua batida rápida, mas o estilo não foge das demais apenas pela aceleração.

A repercussão, novamente, não foi grande como se esperava. O disco atingiu uma modesta 70ª colocação nas paradas norte-americanas, entretanto Same Old Song And Dance chegou ao posto de número 54 nos charts gerais de singles. Apesar de sua qualidade diferenciada, “Get Your Wings” é mais reconhecido por ser um “laboratório” para o arrasa-quarteirões “Toys In The Attic”, lançado um ano depois. Os destaques do play vão para a clássica Same Old Song And Dance, o cover Train Kept-A-Rollin', a bela Seasons Of Wither e a divertida Woman Of The World.



01. Same Old Song and Dance
02. Lord of the Thighs
03. Spaced
04. Woman of the World
05. S.O.S. (Too Bad)
06. Train Kept A-Rollin'
07. Seasons of Wither
08. Pandora's Box

Steven Tyler – vocal
Joe Perry – guitarra, backing vocals
Brad Whitford – guitarra
Tom Hamilton – baixo
Joey Kramer – bateria, percussão

Músicos adicionais:
Michael Brecker – saxofone tenor em 1 e 8
Randy Brecker – trompete em 1
Stan Bronstein – saxofone barítono em 1 e 8
Jon Pearson – trombone em 1
Ray Colcord – teclados em 3

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by Silver

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Harem Scarem - Voice Of Reason [1995]


Após dois álbuns que figuram na lista de muitos fãs de Hard Rock (incluindo este que vos escreve) como os melhores do estilo na década de 1990, o Harem Scarem resolveu arriscar tudo. Uma atitude muito corajosa – ou burra, dependendo do ponto de vista – que acabou resultando em um suicídio comercial, para desespero de gravadora e empresários. Mas a verdade é que os canadenses liderados por Harry Hess e Pete Lesperance nunca quiseram prender a carreira a um modo específico de compor e divulgar sua arte. Sendo assim, não é surpresa que esse disco tenha caído como uma verdadeira bomba sobre a cabeça dos admiradores ao ser lançado.

Voice of Reason é o trabalho mais dark da história do quarteto, com músicas melancólicas e toques de um peso muito soturno. Para alguns, apenas o reflexo da cena à época. Mas claramente havia algo mais por trás, como os integrantes da banda deixariam claro em entrevistas posteriores. O álbum serviu como uma espécie de exorcismo para os músicos, desiludidos com a forçação de barra do show business. A melhor resposta que poderiam dar seria justamente fazendo aquilo que sabiam, mas explorando novos caminhos. Deram a cara a tapa sabendo que a probabilidade de um desastre era enorme.



O play foi um fracasso comercial, mas ainda conseguiu emplacar alguns sons, como o single “Blue” e a desesperadoramente bela “Warming A Frozen Rose”. Mas o grande momento vem em “Necessary Evil”, uma balada Hard/Blues que Harry canta com emoção inigualável, mostrando porque é uma das maiores vozes de sua geração. Aliás, chega a ser redundante elogiar o trabalho de vocais dos quatro, já que a competência se sobressai em todas as faixas, como de costume. O trabalho marcaria a despedida da formação clássica, já que o baixista Mike Gionet abandonou o barco.

Um álbum controverso, mas artisticamente falando, de qualidade indiscutível. O que justifica o status de ‘cult’ que ganhou com o passar do tempo. Recomendadíssimo para fossas e reflexões sobre a vida de modo geral. Não recomendado para quem é marinheiro de primeira viagem e não está familiarizado com o som da banda. Nesse caso, opte pelos dois primeiros.

Harold Hess (vocals, keyboards)
Pete Lesperance (guitars)
Mike Gionet (bass)
Darren Smith (drums)

01. Voice of Reason
02. Blue
03. Warming a Frozen Rose
04. Let It Go
05. And That's All
06. Breathing Sand
07. Candle
08. The Paint Thins
09. I'll Be Brief
10. Untouched
11. Necessary Evil

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JAY

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Led Zeppelin - The Song Remains the Same [1976]

Led Zeppelin. Uma das mais renomadas banda que já passaram pelo mundo musical e talvez um nome que até os funkeiros de ônibus devem ter ouvido falar. Por serem uma banda dos anos 70, óbviamente os mais velhos daqui já ouviram tocar em rádios ou qualquer meio de comunicação da época.

Outra coisa que aumenta muito a qualidade da banda é a qualidade de seus músicos, todos incríveis. Na minha opinião, Jimmy Page é o melhor guitarrista ativo. John Bonham é o baterista no qual mais me inspiro e que supera até o aclamado Neil Peart. Robert Plant é dono das maiores vozes já vistar e John Paul Jones domina o espaço quando assume o teclado e o baixo. Com essa formação eles levaram romantismo, música barulhenta, música calma, poesia e alcançaram lugar entre as maiores bandas da época, como Rolling Stones, Aerosmith, entre outros.

O disco que possibilitou fama total ao grupo é o LP duplo denominado Physical Graffiti e após isso vieram os títulos de melhor banda de rock, os reis do Classic Rock com Heavy Metal (não lembro onde ouvi isso, mas já ouvi) entre outros. E assim, lançaram no ano de 1976 o Live duplo chamado The Song Remains The Same que virou trilha sonora do filme que tem esse exato nome, o qual é praticamente o DVD do show dos caras na Madison Square gravado em 1973.

Simplesmente não tenho palavras óbvias pra descrever o som que aparece aqui. Um guitarrista ilustre mandando riffs, solos e jams com muita qualidade, bateria violenta, teclado e baixo dando aquele complemento e o vocal super afinado, agudo e que poucos conseguem fazer igual. No primeiro CD as músicas são mais curtas, já no segundo temos as canções com mais de 10 minutos. Embora tenha ausência de muitos sucessos da época, a banda preparou um setlist impecável o que faz até esquecer dos outros grandes sucessos.

Enfim, não tenho mais o que dizer, aliás, não preciso, só que quem não ouviu, está perdendo o melhor da banda ao vivo.

Robert Plant - vocais
John Paul Jones - teclado e baixo
Jimmy Page - guitarra
John Bonham - bateria

CD1:
01. Rock And Roll
02. Celebration Day
03. The Song Remains the Same
04. Rain Song

CD2:
01. No Quarter
02. Stairway to Heaven
03. Moby Dick
04. Whole Lotta Love

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Lucas

Aerosmith - Honkin' On Bobo [2004]


Na maioria das vezes a expressão “volta às raízes” é usada de maneira errônea e pra lá de oportunista no mundo do Rock. Porém, em alguns casos, as bandas vão fundo nesse resgate e acabam acertando em cheio. Sendo assim, não foi grande surpresa o lançamento desse discaço lá nos idos de 2004. Ele traz o Aerosmith executando clássicos do estilo que é o “pai de todos”, a base para tudo que veio na sequência. E como estamos falando de uma turma com experiência de sobra na bagagem, é claro que a performance é de alto nível, até porque são caras que cresceram ouvindo esse tipo de som e aprenderam com o que há de melhor.

Aliás, o clima da proposta era tão saudosista que, para produzir, resolveram resgatar o lendário Jack Douglas, responsável por trabalhar com o grupo em obras fundamentais da história da música, como Toys In The Attic e Rocks. Com todos esses fatores conspirando a favor, o resultado final não poderia ser menos que incrível, em um dos melhores álbuns de cover da história recente. O teste definitivo acontece justamente quando resolvem mostrar uma canção própria (“The Grind”) feita nos moldes da proposta do play e ela é aprovada com louvor.



Mas o que interessa mesmo são os covers, e aí o bicho pega. Desde a abertura com “Road Runner” (com direito a ‘beep-beep’ em homenagem ao imortal Papa Léguas), o grupo mete o pé no acelerador. Destaques também vão para “Shame, Shame, Shame” e seu ritmo dançante; “Eyesight to the Blind”, com um duelo de gaita e guitarra de empolgar; “Back Back Train”, com Joe Perry assumindo os vocais e protagonizando belo dueto com Tracy Bonham. Uma homenagem feita por quem entende do riscado e, apesar das críticas de alguns mais radicais, ainda é uma das formações mais relevantes do Hard Rock em todo o mundo.

Steven Tyler (vocals, harmonica, piano)
Joe Perry (guitars, vocals)
Brad Whitford (guitars)
Tom Hamilton (bass)
Joey Kramer (drums)

01. Road Runner
02. Shame, Shame, Shame
03. Eyesight to the Blind
04. Baby, Please Don’t Go
05. Never Loved a Girl
06. Back Back Train
07. You Gotta Move
08. The Grind
09. I’m Ready
10. Temperature
11. Stop Messin’ Around
12. Jesus is on the Main Line

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JAY

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Paul Rodgers – Live In Glasgow [2007]


Uma das vantagens de quando Paul Rodgers decide excursionar como artista solo é a variedade do setlist proposto. Afinal de contas, nunca foi de seu feitio misturar os trabalhos do Bad Company, Free e o que fez sozinho quando se trata de outras empreitadas. Portanto, Live in Glasgow, gravado na Escócia, trata-se de uma verdadeira preciosidade de um dos maiores cantores da história – não apenas do Rock, mas da música como um todo. Foi seu primeiro lançamento após o início da polêmica parceria com o Queen e aqui podemos ver o quanto ele fica mais à vontade interpretando canções feitas para sua voz.

Acertadamente, Paul dá a maior parte do repertório ao Free, já que o Bad Company segue ativo (não com a freqüência que a maioria gostaria, mas enfim) e executando seus clássicos. Também há espaço para “Warboys”, que mais tarde seria gravada em estúdio para o álbum The Cosmos Rocks, com Brian May e Roger Taylor. Mesmo o The Firm é lembrado com a eficiente “Radioactive”, assim como o belo tributo a Muddy Waters em “Louisiana Blues” e a recauchutada em “I Just Want to See You Smile”. E encerrar o play com a belíssima “Seagull” prova o bom gosto e a beleza inigualável de músicas que levam nome de aves. Um fenômeno estranho, porém curioso.



Obviamente, a banda de apoio só poderia estar à altura do protagonista. Destaque para a dupla de guitarristas, que reúne o sempre eficiente e fiel escudeiro Howard Leese (Heart) ao prodígio Kurtis Dengler, à época com apenas 17 anos, mas já mostrando que tinha feeling de sobra correndo pelas veias. Como se ainda fosse necessário, o encarte traz depoimentos de Jimmy Page e Brian May literalmente rasgando seda para a estrela da companhia. Aliás, o público já faz isso com maestria durante o espetáculo, especialmente na hora de cantar junto hinos como “All Right Now” e “Can’t Get Enough”. Essencial!

Paul Rodgers (vocals, guitars, piano)
Howard Leese (guitars)
Kurtis Dengler (guitars)
Lynn Sorensen (bass)
Ryan Hoyle (Drums)

01. I'll Be Creepin
02. The Stealer
03. Ride on a Pony
04. Radioactive
05. Be My Friend
06. Warboys (A Prayer for Peace)
07. Feel Like Makin' Love
08. Bad Company
09. I Just Want to See You Smile
10. Louisiana Blues
11. Fire and Water
12. Wishing Well
13. All Right Now
14. I'm a Mover
15. The Hunter
16. Can't Get Enough
17. Seagull

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JAY

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Kiss - Animalize [1984]


Vendo as vendas baixarem drasticamente, o Kiss resolveu fazer uma jogada de marketing para que eles voltassem aos holofotes: aparecer pela primeira vez na carreira sem máscara para o público.

Frehley já estava fora da banda há algum tempo (em Creatures Of The Night ele não tocou todas as músicas), e um substituto havia sido anunciado: o virtuose Vinnie Vincent, que se mostrou um bom compositor, além do talento na guitarra. Com ele foi lançado o primeiro disco sem os personagens característicos representados por cada membro, "Lick It Up". A ressureição comercial então teve início, e se concretizou com o sucessor "Animalize", de 1984.

Vincent saiu ainda em 1984, possibilitando a entrada do canadense Mark St. John e apesar dessa possível instabilidade na formação "Animalize" resultou num sucesso total, de cara batendo recordes de venda (ele foi o mais vendido da banda desde "Alive II") e recuperando a popularidade de outrora.



Ainda apostando mais na farofa do que no Hard Rock que os consagrara, o registro concebido há de agradar até mesmo quem não vai muito com a cara desse estilo. Afinal, sempre tem o selo de qualidade Kiss. O início vem com "I've Had Enough (Into The Fire)", que conta com a competência de sempre do saudoso Eric Carr e ótimos vocais do performático Paul Stanley. O single "Heaven's On Fire" ganhou um clipe que fez um enorme sucesso, e é a cara do que estava sendo feito na época. A paulada corre solta com "Burn Bitch Burn", e Mark St. John estraçalha em "Get All You Can Take".

A acelerada "Under The Gun" é outro momento dignamente pauleira, onde o destaque vai para Carr mais uma vez. "Thrills In The Night" foi o segundo e último single, e também caiu no gosto do público. O play é encerrado com duas faixas cantadas pelo Demon, sendo estas "While The City Sleeps" e "Murder In High Heels".




St. John sairia ainda durante a tour de promoção de "Animalize" por ter sido diagnosticado com a Síndrome de Reiter, o que lhe impedia de tocar por muito tempo, e Bruce Kulick foi quem assumiu sua vaga.

No mais, é um bom disco, mesmo que eu prefira os clássicos da década de 70. Baixe, que é diversão garantida.

Paul Stanley - guitarra, vocais em 1, 2, 4, 6 e 7
Gene Simmons - baixo, vocais em 3, 5, 8 e 9
Mark St. John - guitarra
Eric Carr - bateria, backing vocal

1. I've Had Enough (Into The Fire)
2. Heaven's On Fire
3. Burn Bitch Burn
4. Get All You Can Take
5. Lonely Is The Hunter
6. Under The Gun

7. Thrills In The Night
8. While The City Sleeps
9. Murder In High Heels

Por Gabriel

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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Mafia - Destino [2007]


Após o lançamento do pesado Eléctrico e do ao vivo KISS Kovers, o Kefren passou por um momento de turbulência, que resultou na saída do baixista Leonardo Moon. É sabido de todos que acompanham a carreira da banda que eles eram o que de mais fiel se podia achar em termos de influências do KISS fora dos Estados Unidos. Sendo assim, não dava para seguir a carreira sem o Gene Simmons do grupo. Mas os guitarristas e vocalistas Sebastian Gava e Daniel Key sequer cogitaram desfazer a parceria, já que tinham muita afinidade musical. Assim, recrutaram uma cozinha nova e fundaram o Mafia.



A proposta sonora não vai muito longe do que se tinha no Kefren, exceto, é claro, pela perda do lado mais sujo (no bom sentido) que Moon oferecia. Mas Daniel ganhou seu espaço e pôde se mostrar de forma muito mais solta que anteriormente, tornando-se mais que um cantor esporádico e assumindo boa parte dos vocais. Quanto a Sebastian, mais uma vez mostra que seria necessário um DNA para provar que não é filho legítimo de Paul Stanley. As melodias, a dramaticidade, as inflexões, até mesmo a maneira de compor, tudo lembra o Starchild. Não à toa ele se tornou uma espécie de parceiro oficial de Bruce Kulick na América Latina, com direito a recente passagem pelo Brasil, a segunda como dupla.

Destino é bem mais melódico em comparação ao último trabalho do Kefren, remetendo mais a discos como La Línea Del Diablo. Desde a abertura com “Mi Camino”, fica claro que as mudanças não tiraram dos envolvidos a capacidade de compor músicas extremamente pegajosas, com aquele tipo de refrão que gruda na cabeça desde a primeira escutada. Da parte de Gava, ainda dá para destacar a faixa-título, a excepcional “Solo Quiero Olvidarte” (nessa aqui baixa o Paul Stanley por completo, fenômeno digno de estudo científico) e a festeira “Tu Cielo Y Tu Infierno”, perfeita para a galera cantar junto nos shows.



Já entre as faixas interpretadas por Key, destaque para a pesada “Hago Lo Que Quiero” e “Mar En Calma”, segundo single do álbum e uma faixa cujo título resume o clima, com seu belo estilo acústico. O guitarrista mostra que tinha total capacidade para já ter aparecido na função de vocalista anteriormente, com um registro bem agradável. Rola até uma divisão de vozes na também ótima “Fiesta”. A dupla de apoio cumpre papel com precisão e sem maiores mirabolâncias, deixando que a linha de frente fizesse sua parte.

Infelizmente, desencontros pessoais e empresariais não deixariam que a história do Mafia fosse mais longe. Apenas esse disco foi lançado e a separação veio logo na sequência, sem deixar que a banda mostrasse todo seu potencial. Sebastian Gava partiria para uma carreira-solo, além de assumir de vez sua ligação com Paul Stanley ao assumir os vocais no Kiss My Ass, tributo hermano aos mascarados, com direito a maquiagem, roupas e todo o resto – a rosa tatuada no braço ele já tinha mesmo. Apesar de não ter rendido mais frutos, Destino é uma bela pedida para KISSmaníacos e fãs de um Hard Rock de primeira cantado em espanhol.



Sebastian Gava (vocals, guitar)
Daniel Key (vocals, guitar)
Gustavo De Filippo (bass)
Leandro Bordicelli (drums)

01. Mi camino
02. Hago Lo Que Quiero
03. Destino
04. Puedo Respirar
05. Solo Quiero Olvidarte
06. Fiesta
07. Mar En Calma
08. Tu Cielo Y Tu Infierno
09. Rompe Corazones
10. Quien Te Cura Las Heridas
11. Ángel
12. Sabor Amargo
13. Instinto Animal
14. Sangre
15. Siempre

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JAY

domingo, 11 de dezembro de 2011

Golpe de Estado - 10 Anos Ao Vivo [1996]


Em tempos onde muita coisa no mínimo questionável é chamada de Rock nacional, é bom buscar no passado algumas referências do que de melhor o gênero ofereceu por essas terras. E o Hard com influências blueseiras do Golpe de Estado deveria receber mais atenção, convenhamos. 10 Anos ao Vivo é um disco que tem um título auto-explicativo, portanto nem precisamos falar do que se trata. O trabalho acabaria marcando a despedida do vocalista Catalau, que já não cantou nas duas músicas inéditas que aparecem no final do play, cantadas por Rogério Fernandes. Depois ele ainda voltaria para alguns shows em 1999, abandonando o barco definitivamente na sequência.

Gravado na cidade de Vinhedo, nos dias 31 de agosto e 1 de setembro de 1996, o álbum traz algumas das grandes canções dos cinco primeiros lançamentos de estúdio do grupo. Destaques mais que óbvios para as baladaças “Olhos de Guerra” e “Caso Sério”, o blues matador de “Moondog”, a parceria com Rita Lee na composição de “Zumbi” e o hino supremo “Noite de Balada”, verdadeiro clássico do Rock and Roll tupiniquim. Hélcio Aguirra mostra ser um genuíno discípulo dos grandes instrumentistas do estilo, assim como o genial Paulo Zinner, um dos maiores bateristas da história do país – e que deixou a banda recentemente.



A banda só voltaria a lançar um disco em 2004, com Pra Poder, já trazendo Kiko Müller (que também não está mais na formação) nos vocais. Uma bela oportunidade para confirmar que o Rock cantado em português tem seu espaço e mostra grande qualidade quando feito sem concessões. Longa vida ao Golpe!!!

Catalau (vocais nas faixas ao vivo)
Rogério Fernandes (vocais nas de estúdio)
Hélcio Aguirra (guitarras)
Nelson Brito (baixo)
Paulo Zinner (bateria)

01. Quantas Vão
02. Zumbi
03. Velha Mistura/Underground
04. Moondog
05. Não Faz Mal
06. Olhos de Guerra
07. Caso Sério
08. Sanguessugas
09. Zinner’s Ritual
10. Paixão
11. Noite de Balada
12. Todo Mundo Tem Um Lado Bicho
13. Cada Dia Bate de Um Jeito

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JAY

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Europe – Rock The Night: The Very Best Of [2004]


Uma coisa ninguém pode criticar na carreira do Europe: a banda nunca se acomodou. Se pegarmos sua discografia, desde os primórdios chegando aos tempos atuais, notaremos muitas mudanças na sonoridade. Começando com uma pegada bem Heavy, passando pelo Hard, acrescentando um tempero AOR e desembocando na sonoridade que mescla o atual com influências setentistas e um clima dark, o grupo sempre fez aquilo que entendia adequado. Lógico que essas mudanças causam polêmica entre os fãs, com direito a discussões ferrenhas sobre fases preferidas de cada um. Mas o principal, que é a qualidade, nunca se perdeu.

Em outubro de 2003, após um hiato de mais de dez anos, os suecos anunciaram o retorno às atividades. A volta aconteceria com a formação que gravou o clássico dos clássicos, The Final Countdown – antes, haviam feito um show histórico em Estocolmo, com John Norum e Kee Marcello juntos nas guitarras. Obviamente, as canções mais populares se mantiveram vivas durante todo esse tempo. Mas ainda assim, era necessário apresentar-se a toda uma nova geração, que pouco ou nada conhecia. Com esse propósito, foi lançada essa coletânea dupla, com um repertório escolhido pelos próprios músicos.



Estão presentes não apenas aqueles sons óbvios, como também algumas raridades desenterradas do fundo do baú. Sobre as faixas, acho que nem preciso dizer muita coisa, até porque qualquer pessoa que não tenha se alienado do mundo sabe da qualidade dos temas. Os números das vendas superaram todas as expectativas iniciais, surpreendendo aqueles que não acreditavam que o nome da banda ainda tinha poder de fogo junto ao mercado da música. A ótima repercussão deixou o terreno pronto para a retomada triunfal, que aconteceu poucos meses depois.

Atualmente, o Europe segue firme e forte, mesmo que alguns fãs da era bandana e batom desaprovem o caminho seguido nos últimos trabalhos. Mas o fato do excelente Last Look At Eden, disco mais recente, ter chegado ao topo das paradas, sendo o mais vendido desde Out of This World, de 1989, mostra que a maioria pensante sabe reconhecer quando a música é boa, independente do estilo. E não é por uma meia-dúzia de cabeças limitadas que Joey Tempest e companhia vão deixar de fazer o que querem e da maneira competente como fazem. Afinal de contas, quem tem talento faz e acontece como melhor entender.



Joey Tempest (vocals)
John Norum (guitars)
Kee Marcello (guitars)
John Levén (bass)
Mic Michaeli (keyboards)
Ian Haughland (drums)
Tony Reno (drums)

CD 1

01. Rock the Night
02. Superstitious
03. I’ll Cry For You (acoustic)
04. Cherokee
05. Stormwind
06. Sweet Love Child
07. In the Future to Come
08. Here Comes the Night
09. Sign of the Times
10. Dreamer
11. Seventh Sign
12. Yesterday’s News
13. Got Your Mind in the Gutter
14. Ready or Not
15. Aphasia
16. Time Has Come (live at Stockholm 1986)

CD 2

01. The Final Countdown
02. Halfway to Heaven
03. Open Your Heart (original version)
04. Long Time Comin’
05. Mr. Government
06. Carrie
07. Seven Doors Hotel (B-Side version)
08. Girl From Lebanon
09. The King Will Return
10. More Than Meets the Eye
11. Prisoners in Paradise
12. Wings of Tomorrow
13. On Broken Wings
14. Scream of Anger
15. Heart of Stone
16. Let the Good Times Rock (live at Rotterdam 1989)

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JAY

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Forsale - Stranger In Town [1988]


O Rock sempre se caracterizou por unir algumas duplas lendárias de vocalistas e guitarristas. A lista é enorme, portanto nem começaremos a citar. Mas você já sabe mais ou menos de quem estamos falando. Em tempos mais recentes, um duo de destaque foi formado pelos suíços Steve Lee e Leo Leoni. Juntos, alcançaram fama e glória com o Gotthard, um dos grandes expoentes do Hard Rock europeu das últimas décadas. Infelizmente, a tragédia cruzou o caminho da parceria recentemente, fazendo com que ela se tornasse história. Mas o legado viverá para sempre, tanto com os fãs como pelas mãos da própria banda, que seguirá em frente.

Mas antes mesmo de haver um Gotthard, existiu o Forsale. Foi aqui que tudo começou para Steve e Leo, embora eles não fossem os cabeças do projeto – motivo pelo qual sairiam mais tarde para criar algo próprio. Mas esse trabalho tem algumas diferenças em relação ao Hard mais cru e voltado para as guitarras que os consagrou. A abordagem é bem AOR, com uso constante de teclados e harmonias vocais mais trabalhadas. Da metade pra frente o álbum ganha uma dose extra de peso, mas ainda assim é bem diferente do que a dupla faria posteriormente. A despeito disso, o disco é muito bom, com músicas bem interessantes e melodias cativantes.



Destaques para a faixa-título, a marcante “No Time No Chance”, a mais pesada “Run For Life” e a curta “So Long”, que encerra o play de maneira singela e emotiva. Interessante reparar que Steve ainda estava procurando um registro ideal para sua voz, que soa um tanto quanto diferente do que a maioria está acostumada a ouvir. Anos depois, com o sucesso do Gotthard, esse trabalho foi relançado na Europa em edição limitada, portanto, permanece como um artigo cobiçado nas coleções de quem não pôde pegar o original. Artigo indispensável para quem quer ter tudo relacionado ao saudoso cantor.

Steve Lee (vocals)
Leo Leoni (guitars)
Mauro Lupazzi (guitars)
Lute Warsitz (bass)
Johnny Frizti (drums)
Neil Otupacca (keyboards)

01. Witch-hunt
02. Stranger In Town
03. Carry On
04. Only Love
05. No Time No Chance
06. Rollin' On
07. Run For Life
08. Night Spell
09. Call My Name
10. Fallin' Down
11. So Long

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JAY

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Stryper – 7 Weeks: Live In America, 2003 [2004]


Apesar da postura religiosa aparente do Stryper, sua qualidade musical jamais foi afetada. O som envolvente do grupo, com instrumental bem trabalhado e vocalizações acima da média, fez com que seus discos vendessem muito bem na década de 1980. A competência também se aplica, desde sempre, às performances ao vivo – e o registro dessa postagem comprova isso.

“7 Weeks: Live In America, 2003” foi gravado durante a turnê de reunião do Stryper, em 2003, após 12 anos de separação. Os integrantes já haviam se reunido em 2000, numa espécie de “Stryper Expo”, todavia para apenas um concerto. O live compila algumas das 36 apresentações que o quarteto fez ao longo dessa excursão, especialmente norte-americana – com exceção da data de encerramento, realizada em San Juan, Porto Rico.

A consistência dos caras chega a ser absurda. Michael Sweet é um dos melhores vocalistas do Hard Rock, de longe, com uma potência incrível e grande habilidade nas seis cordas. Oz Fox completa muito bem a dupla de guitarras. A cozinha de Tim Gaines e Robert Sweet é boa, com destaque para a notável inspiração deste ao longo do registro.

Funcionando como um verdadeiro greatest hits, “7 Weeks: Live In America, 2003” tem um repertório baseado nos maiores clássicos das “abelhas cristãs”. Desde as pauladas Caught In The Middle e To Hell With The Devil até as melosas Honestly e Free, só tem hit por aqui. Vale ressaltar, inclusive, as versões recauchutadas e mais pesadas de Sing Along Sing, Makes Me Wanna Sing e More Than A Man.

01. Sing Along Song
02. Makes Me Wanna Sing
03. Calling On You
04. Free
05. More Than A Man
06. Caught In The Middle
07. Reach Out
08. Loud N' Clear
09. The Way
10. Soldiers Under Command
11. To Hell With The Devil
12. Honestly
13. Winter Wonderland
14. Closing Prayer

Michael Sweet – vocal, guitarra
Oz Fox – guitarra, backing vocals
Tim Gaines – baixo, backing vocals
Robert Sweet – bateria

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by Silver

domingo, 4 de dezembro de 2011

Brian Howe - Circus Bar [2010]


I’m Back! É assim que começa a bagaça. Para mostrar que o tempo sumido não foi em vão, o ex-Bad Company e Ted Nugent, Brian Howe retornou ano passado com Circus Bar, trabalho há muito aguardado pelos fãs. E em seu segundo esforço solo, o cantor se aventura com destreza pelos caminhos do Melodic Rock. O que pode soar como uma surpresa aos desavisados, mas que, no fim das contas, revela-se uma feliz idéia, já que o material aqui apresentado é de primeira qualidade. As composições e suas melodias casaram perfeitamente com a voz de Brian, que mostra que não perdeu nada desde seus gloriosos e bons tempos.

Além da já citada faixa de abertura, temos ótimos momentos na alegre “There’s This Girl”, a quase Pop “It Could Have Been You”, que me lembrou até mesmo algo do The Police, especialmente na bateria à la Stewart Copeland e a acústica “Flying”, com belos backing vocals encaixados no refrão. Em “My Town” temos uma levada Hard misturada com o Classic Rock, com direito a uns ecos de Hammond ao fundo, criando um clima matador. Aliás, essa música conta com a participação de ninguém menos que Pat Travers na guitarra. Em “If You Want Trouble” temos o momento mais pesado, chegando até a lembrar alguma coisa do AC/DC. Relembrando os tempos de Bad Company, regravações de “How About That” e “Holy Water”.



Howe mostra que ainda possui a competência necessária para comandar a festa. Ainda mais escorado por músicos de alto calibre, que colaboram com melodias simples e cativantes, daquelas que são facilmente reconhecíveis e ficam o dia inteiro na cabeça. Seus admiradores não terão do que se queixar ao ouvir esse play, assim como qualquer fã dos lançamentos da Frotniers Records. Infelizmente, em recente comunicado à imprensa especializada, Brian anunciou que lançará apenas mais um EP e se afastará do mundo artístico. Portanto, é bom aproveitar cada momento, como esse belo trabalho. Baixem sem medo!

Brian Howe (vocals)

Brooks Paschal (guitars)
Dean Aicher (guitars)
James Paul Wisner (guitars)
Tyson Shipman (guitars)
Pat Travers (guitars)
Brooks Paschal (bass)
Miguel Gonzalez (bass)
Wayne Nelson (bass)
Matt Brown (drums)
Luke Davids (keyboards)

01. I’m Back
02. Life’s Mystery
03. There’s This Girl
04. Could Have Been You
05. I'm Surrounded
06. Flying
07. How It Could Have Been
08. My Town
09. How ‘Bout That
10. Feels Like I’m Coming Home
11. If You Want Trouble
12. Feelings
13. Holy Water
14. Little George Street

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JAY

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Blindman – Turning Back [2002]


Atendendo nenhum pedido – até porque não fazemos isso mesmo – vamos a mais um exemplar japonês dos bons sons. Essa banda foi protagonista de um dos primeiros posts que fiz como colaborador da Combe, em tempos remotos da história humana. Naquela época ainda estava entusiasmado com “Subconscious in Xperience”, fantástico álbum que lançaram em 2008, mostrando um Hard/Heavy de primeiríssima, lembrando grandes momentos de lendas como Black Sabbath, Deep Purple e Whitesnake. Claro que tive que correr atrás de outros discos dos figuras. E aqui está um deles, trazendo o mesmo nível de qualidade, para alegria dos fãs do bom e velho “Rock pauleira” das antigas.

Turning Back é o terceiro trabalho de estúdio do Blindman. A produção desse trabalho é muito superior à do mais recente, que contava com uma sonoridade propositalmente mais suja e direta – o que, devo confessar, me agrada mais na proposta. Nesse aqui, os caras investem mais em teclados e músicas mais trabalhadas. Mas nada que comprometa, pois há grandes momentos, como a faixa-título, que abre o play com toda potência, a bordoada na orelha em "The Bed of Nails" (a melhor de todas, com um refrão empolgante) e a mais Hard “Losing My Sanity”.



Momentos mais climáticos também marcam presença, como em “In The Wind To Flow”, com uma bonita atmosfera desde sua introdução, seguindo em uma cadência Heavy de primeira. Mesmo esquema é utilizado na bela “The Ocean”, outro grande momento. Os destaques individuais ficam novamente por conta do vocal de Manabu Tayaka, que consegue misturar agressividade e feeling como poucos e o guitarrista Tatsuya Nakamura, que parece ter tido algumas aulas com figuras como John Sykes. Merece ser conferido!

Manabu Tayaka (vocals)
Tatsuya Nakamura (guitars)
Masayuki "Az" Higashi (bass)
Katsutoshi Murakami (drums)
Kennosuke Inoue (keyboards)

01. Turning Back
02. Without a Word
03. Stay...
04. In the Wind to Flow
05. Play the Game
06. The Bed of Nails
07. Starting to be Over
08. Losing My Sanity
09. Don't Tell Lies
10. The Ocean
11. Searching for What

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JAY

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Britny Fox - Bite Down Hard [1991]


O sucesso é uma coisa estranha.

Em minha postagem de Boys In Heat, um passageiro da Combosa me fez o favor de alertar sobre um aspecto ocasionalmete incômodo no som do Britny Fox: a sua semelhança com o Cinderella. Como, realmente, não valia a pena ser um "quase-cover" da mesma, Michael Kelly Smith e seus companheiros decidiram mudar a sonoridade, a procura de algo original; ou seja, suprimir qualquer elemento muito semelhante ao som do Cinderella. E juntamente com esses elementos foi também o vocalista e guitarrista Dean Davidson (que formaria o Blackeyed Susan tempos mais tarde).

Seu substituto foi um sujeito chamado Tommy Paris, nativo de Las Vegas. Com um timbre vocal interessante, foi um verdadeiro achado; era do que eles precisavam.



Bite Down Hard possui mais momentos Heavy do que propriamente Hard. O batera Johnny Dee não poupa músculos, e em dupla com Billy Childs forma uma cozinha eficiente. Paris mostra competência em suas duas funções, assim como Smith. Todos os clichês que faziam sucesso na década de 80 estão aqui, contudo vieram na época errada, por assim dizer.



Atualmente, isso aqui (e o restante da discografia dos caras) é cult entre os admiradores mais assíduos da farofa e, pelo menos por mim, é aprovado e garantia de felicidade.

Assim como no meu post anterior a respeito do Britny Fox, ressalto: não há uma única faixa ruim. No entanto, minhas preferidas foram a abertura "Six Guns Loaded" e seu refrão grudento, a explosiva "Louder", a cadenciada "Liar", a balada "Over And Out" e o cover para "Midnight Moses", uma das composições com mais peso do full. Prepare-se para a festa!



Tommy Paris - vocais, guitarra base
Billy Childs - baixo
Michael Kelly Smith - guitarra solo
Johnny Dee - bateria

01. Six Guns Loaded
02. Louder
03. Liar
04. Closer To Your Love
05. Over And Out
06. Shot From My Gun
07. Black And White
08. Look My Way
09. Lonely Too Long
10. Midnight Moses (The Sensational Alex Harvey Band cover)

Por Gabriel

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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Firehouse – Hold Your Fire [1992]


Quando a fórmula dá certo, não há problema em repetí-la. Esse foi o pensamento do Firehouse ao lançar seu segundo disco em 1992. Dois anos após o debut, que conseguiu ótima repercussão dentro da América do Norte e de alguns países da Ásia, o full-length “Hold Your Fire” chegou pretensioso e atendeu às expectativas tanto dos fãs quanto da própria banda.

Com o acréscimo de maturidade nas composições, o disco seguiu o caminho trilhado anteriormente. Em sua totalidade, tem-se canções com melodias que entram facilmente na cabeça e linhas harmônicas bem acessíveis, além dos esperados refrães em coro. Mas é um engano pensar que o trabalho musical do Firehouse é limitado ou “pop”. Há peso e complexidade no instrumental, e ainda estou pra ver alguém que cante como C.J. Snare: timbre único e extensão vocal consideravelmente grande.



Apesar dos números não chegarem aos do debut, “Hold Your Fire” vendeu muito bem dentro e fora dos Estados Unidos. Rapidamente o disco de ouro foi conquistado e acredita-se que quase 1 milhão de cópias tenham sido vendidas apenas em terras estadunidenses. Os singles Reach For The Sky, Sleeping With You e When I Look Into Your Eyes conseguiram posições expressivas nas paradas da Billboard, com destaque ao último, que entrou para o Top 10 e chegou aos charts canadenses e ingleses.

A qualidade do álbum é muito alta, por conta disso, não há um filler que seja na tracklist. Mas há destaques particulares, como a divertida Mama Didn't Raise No Fool, a pesada You're Too Bad, a balada Hold The Dream e os já citados hits Reach For The Sky e When I Look Into Your Eyes: músicas que servem para, respectivamente, conquistar uma arena lotada e a sua amada.



01. Reach For The Sky
02. Rock You Tonight
03. Sleeping With You
04. You're Too Bad
05. When I Look Into Your Eyes
06. Get In Touch
07. Hold Your Fire
08. The Meaning Of Love
09. Talk Of The Town
10. Life In The Real World
11. Mama Didn't Raise No Fool
12. Hold The Dream

C.J. Snare – vocal, teclados
Bill Leverty – guitarra, violão, backing vocals
Perry Richardson – baixo, backing vocals
Michael Foster – bateria, percussão, backing vocals

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by Silver