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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Sepultura - Chaos A.D. [1993]


Na década de 90 o Sepultura havia ganhado o mundo com seu vigoroso "Arise", apresentando o já tradicional Thrash Metal porrada. E, diferentemente do esperado, no lançamento seguinte eles não mantiveram essa mesma receita. O que para alguns pode ser uma completa burrice, se revelou uma mudança muito boa e que só ajudou a atestar o talento do quarteto.

Essa mudança se concentrou na diminuição da velocidade, com o som pendendo para o Groove Metal (os riffs de Kisser ficaram ainda mais pesados), e a adição das influências tribais (que foram maximizadas no tão amado e odiado "Roots" de 1996). No que isso resultou? Em um dos discos mais poderosos do Metal Brasileiro.

A introdução de
Refuse/Resist já denuncia um novo direcionamento. Mas, ao contrário do que você, leitor, pode estar pensando, tal direcionamento não é extremo, e ainda temos o quarteto brindando a paulada ao longo das doze faixas do full. O segundo single Territory tem um Igor Cavalera sem dó nem piedade, e é um dos maiores clássicos da banda. Já Slave New World é direta e reta, tendo como principal ingrediente o entrosamento dos quatro.



O instrumental Kaiowas apresenta mais explicitamente o experimentalismo, enquanto Propaganda é um convite ao headbang. Biotech Is Godzilla foi feita em parceria com Jello Biafra e, particularmente, é a que mais gosto. Mais destaques para a cadenciada Nomad, a raivosa Manifest, a porrada técnica Clenched Fist e o cover para Polícia, dos Titãs.



Ao final, o que temos por aqui é um genuíno disco de Metal, sem tirar nem pôr; nada de experimentações exacerbadas e que não levam a lugar algum. Se paulada é o que você quer, aqui está o ideal. Bom download!

Max Cavalera - vocais, guitarra base, violões
Andreas Kisser - guitarra solo, violões
Paulo Jr. - baixo
Igor Cavalera - bateria e percussão

01. Refuse/Resist
02. Territory

03. Slave New World
04. Amen
05. Kaiowas
06. Propaganda
07. Biotech Is Godzilla
08. Nomad
09. We Who Are Not As Others
10. Manifest
11. The Hunt (New Model Army cover)
12. Clenched Fist
13. Polícia (Titãs cover)

Por Gabriel

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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Sepultura - Arise [1991]



O legado do Sepultura é tão grande e importante que até mesmo quem não gosta da fase atual sem os Cavalera respeita a banda, e muito. Afinal, eles fizeram algo inédito na história da música pesada brasileira: tiveram projeção internacional com um gênero primeiro-mundista (e chegam a ter mais admiradores lá fora do que aqui em nossas terras).

Quem tem certa noção do começo da carreira do Sepultura, sabe que foram muitos anos para que eles conquistassem o espaço que hoje têm, e essa conquista se deve principalmente a "Beneath The Remains" (já postado pelo meu amigo Zorreiro), que mostrou ao mundo uma banda madura e competente, que sabia o que estava fazendo e sabia o que queria.

O sucesso foi enorme e estrondoso pelos quatro cantos do mundo. Tocaram com o Sodom na Áustria, fizeram shows pelo México e se apresentaram no Dynamo Open Air Festival, com uma plateia de mais de 20 mil pessoas. Era a carreira deslanchando como nunca.

Depois de um ano em turnê, decidiram entrar em estúdio novamente com o renomado Scott Burns (que havia produzido também "Beneath The Remains"). O resultado pôde ser conferido em 1991 quando "Arise" caiu como uma bomba nas prateleiras.


Da esquerda para a direita: Max e Igor Cavalera, Andreas Kisser e Paulo Jr.

"Arise" é o quarto disco da banda e marca uma evolução ainda maior, sonoramente falando. Se em seu antecessor os arranjos ficaram mais definidos, os riffs idem, o vocal melhorou e a bateria foi bem dosada, aqui o nível é mantido, mas com uma diferença: a influência dos sons brasileiros em algumas composições. E isso pode ser verificado em Altered State e Under Siege, por exemplo.

Outra diferença que podemos perceber entre esse e "Beneath" é a desaceleração das músicas. A paulada ficou bem mais técnica e menos frenética, os arranjos bem mais refinados, e Max vocifera com ainda mais fúrias aos microfones. Sem esquecer, é claro, de Kisser, que é um dos guitarristas mais conceituados do Brasil; substituir Scott Ian não é pouca coisa.



Os destaques ficam por conta das clássicas Dead Embryonic Cells, Subtraction e Under Siege, além da já citadas Altered State. Detalhe também para o cover poderoso de Orgasmatron, que foi incluído na versão brasileira do álbum. Clássico para botar a casa abaixo!


Max Cavalera - vocal, guitarra base
Paulo Jr. - baixo
Andreas Kisser - guitarra solo
Igor Cavalera - baquetas e percussão

1. Arise
2. Dead Embryonic Cells
3. Desperate Cry
4. Murder
5. Subtraction
6. Altered State
7. Under Siege (Regnum Irae)
8. Meaningless Movements
9. Infected Voice
10. Orgasmatron

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Por Gabriel


quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Sepultura – Beneath The Remains [1989]



Esse não foi o disco mais vendido do Sepultura, e nem o que mais influenciou milhares de novas bandas européias que surgiram a partir dos anos 90. Mas é o portal que permitiu aos mineiros a entrada no mercado internacional.

Quando vi a capa pela primeira vez, fiquei chocado. Aquilo era mais dark, mais malévolo que The Number Of The Beast. O fundo preto, a silhueta do cachorro com olhos brilhantes, o cemitério. Tudo dentro de um crânio. Eram muitas mensagens a decifrar e, com elas, a trilha sonora do caos.

Os irmãos Cavalera estavam perfeitamente entrosados com Andreas Kisser, que sempre se mostrou um dos guitarristas mais criativos do mundo e que havia entrado no grupo em 1987 para a gravação do álbum Schizofrenia. Onde todos veem ruído, ele vê riffs. Trabalha-os e joga para a música, fazendo com que tudo encaixe de maneira tão perfeita, que chego a pensar se a sinapse dele é diferente da dos demais humanos.

Igor estava mais preciso, mais cuidadoso com o resultado de seus grooves em relação aos discos anteriores. Max já era identificado por seu estilo próprio, que influenciou grandes nomes, como Morbid Angel (alguns vão contestar) e Canibal Corpse (alguns vão me esconjurar).

A banda atingia o status de profissional. E colhia os louros disso.

1989 foi o ano deles. Com turnês pela Europa, Estados Unidos e México, e milhares de discos vendidos, a gravadora abriu todas as comportas para que os próximos trabalhos conseguissem resultados cada vez melhores. Mas em Beneath The Remains temos a dose exata de profissionalismo misturada com fúria juvenil, característica esta se perderia nas próximas etapas da carreira dos caras. Produzido por Scott Burns (Morbid Angel, Obituary, Death) e gravado na Flórida e no Rio de Janeiro, foi o primeiro pela Roadrunner Records, e ajudou a cimentar de vez o nome da empresa junto ao público metal.



Beneath The remains abre o front na base da pedrada. Quem conheceu os dois primeiros discos do Sepultura notou que aqui havia algo diferenciado, e o dedilhado com teclado fantasmagórico da introdução já entregava. Inner Self foi o hit do disco, se é que podemos chamar assim, juntamente com Mass Hypnosis. Pela primeira vez as músicas apresentam refrões para sacudir a galera e dinâmicas que intercalam peso e fúria com calmaria e levadas diferenciadas. A influência de Dave Lombardo em Igor é latente, mas ele tem um groove brazuca que os gringos nunca vão conseguir.

A versão postada é a reedição em cd, com cover dos Mutantes (A Hora e Vez do Cabelo Nascer) e a versão drum tracks de Inner Self e Mass Hypnisis, essas duas últimas absolutamente dispensáveis, mas que valem pela curiosidade.



Depois desse disco teve Arise, Chaos A.D. e Roots, que tornaram o Sepultura a banda brasileira mais influente da história do metal. Mas aqui está o filezinho. Sem meter Carlinhos Brown na parada, eles firmaram a identidade brasileira num estilo tão primeiromundista como o metal.

Se você tem um skate, bote isso pra rolar no IPod e faça um downhill, por mim.

Ah! Se sobreviver, me conte, ok? Boa sorte.

Track List

1. Beneath the Remains
2. Inner Self
3. Stronger Than Hate
4. Mass Hypnosis
5. Sarcastic Existence
6. Slaves of Pain
7. Lobotomy
8. Hungry
9. Primitive Future
10. A Hora e a Vez do Cabelo Nascer (cover dos Mutantes)
11. Inner Self (drum track)
12. Mass Hypnosis (drum track)



Max Cavalera (guitarra e vocais)
Andreas Kisser (guitarras)
Igor Cavalera (bateria)
Paulo Xisto Pinto Jr. (baixo)

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Por Zorreiro

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Sepultura - Refuse/Resist [1993]


Hoje estava de bobeira em casa procurando o que ouvir, e mesmo vasculhando os cds e lps não encontrava nada que despertasse a sede da audição... até que de repente, olhando para o espelho, vejo estampado na minha camiseta ''Sepultura'' e a capa do glorioso ''Beneath The Remains'', não deu outra: das dez da manhã até as cinco da tarde, vandalizando meus ouvidos e os dos vizinhos!

E como faz um bom tempo que eu não posto no blog, retorno com um dos meus cds favoritos do grupo. Claro que por ser um EP, fica bem atrás de registros como ''Arise'' ou ''Beneath The Remains'', mas a audição dessa ''bolachinha'' vale cada segundo dos seus quase 25 minutos de duração.

Lançado em 1993, o EP foi a ponte entre o vigoroso ''Arise'', e o inovador ''Chaos A.D.''. Trazendo como música ''cabeça de disco'' o principal single do futuro ''Chaos A.D.'', ''Refuse/Resist'' começa quebrando tudo, mostrando que o sucessor do ''Arise'' seria pauleira! Em seguida temos uma sequência magnífica de covers: ''Crucificados Pelo Sistema'' do Ratos de Porão; ''Inhuman Nature'' do Final Conflict; e ''Drug Me'' do Dead Kennedys! Só com essa track list já vale qualquer sacrifício por essa pepita, mas não para por ae, ainda temos aqui mais três faixas ao vivo! ''Dead Embryonic Cells'', ''Desperate Cry'' e para fechar um cover destruidor de Motörhead, ''Orgasmatron''.

Sepultura = mosh até debaixo da cama!

1 - Refuse/Resist
2 - Inhuman Nature (Final Conflict cover)
3 - Crucificados Pelo Sistema (Ratos de Porão Cover)
4 - Drug Me (Dead Kennedys Cover)
5 - Dead Embryonic Cells (Live)
6 - Desperate Cry (Live)
7 - Orgasmatron (Motörhead Cover) (Live)

Formação:
Max Cavalera - vocais e guitarras
Andreas Kisser - guitarras
Paulo Jr. - baixo
Igor Cavalera - baquetas



sueco

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