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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Bruce Dickinson – Scream for Me Brazil [1999]


Scream For Me Brazil é um verdadeiro marco na histórica relação dos headbangers da terra descoberta por Cabral com o Heavy Metal. A partir da decisão de Bruce Dickinson em gravar um álbum ao vivo por esses lados antes de retomar os trabalhos com o Iron Maiden, o país tornou-se opção obrigatória para qualquer banda do estilo na hora de registrar um trabalho em palco. O que acontece com justiça, ressalte-se. Poucos públicos no mundo fazem tanto barulho e participam dos shows como os brasileiros, proporcionando um espetáculo muito bonito de se ver e ouvir. Não é por menos que sempre somos lembrados pelos figurões da cena.

O momento da carreira de Bruce era fantástico, com uma banda extremamente afiada, contando com seu fiel escudeiro Roy Z e seus colegas de Tribe of Gypsies. Mas o cara que faz toda a diferença não é outro senão Adrian Smith. O guitarrista e compositor é daqueles músicos que, tivesse morrido jovem, seria considerado uma verdadeira lenda. Instrumentista com capacidade acima de qualquer suspeita e ainda escreve músicas com um senso melódico que poucos possuem, ultrapassando as raias do absurdo. Não é por menos que Dickinson gravou com ele seus maiores trabalhos, tanto nos tempos de Maiden quanto na sua aventura solo, vide os fantásticos Accident of Birth e Chemical Wedding.



Com a platéia nas mãos o tempo inteiro, o vocalista entra em cena com o jogo ganho e despeja adrenalina aos fãs, que participam explendidamente de tudo. Além das músicas que estão presentes no CD, foram executados sons do ótimo Tattooed Millionaire e da Donzela de Ferro. Uma pena que ficaram de fora da edição final, especialmente os primeiros citados, pois seria muito bom ouvir as canções da estréia solo de Bruce com essa formação. Mesmo assim, não há como não sentir a adrenalina que tomou conta do Via Funchal, na apresentação que foi recorde de público da casa – não sei se ainda é até os dias atuais – forçando a produção a marcar uma sessão extra para alguns dias depois.

Dito tudo isso, não precisamos nem discorrer sobre a qualidade do que temos aqui. É um dos maiores de todos os tempos em um de seus melhores momentos. Muito superior ao que sua banda principal apresenta há anos. O negócio é juntar-se ao grito do povo: Olê, olê, olê, olê, Brucêêêêêêêêêêê, Brucêêêêêêêêêêê!!!

Bruce Dickinson (vocals)
Adrian Smith (guitars)
Roy Z (guitars)
Eddie Casillas (bass)
Dave Ingraham (drums)

01. Trumpets of Jericho
02. King in Crimson
03. Chemical Wedding
04. Gates of Urizen
05. Killing Floor
06. Book of Thel
07. Tears of the Dragon
08. Laughing in the Hiding Bush
09. Accident of Birth
10. The Tower
11. Darkside of Aquarius
12. Road to Hell

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JAY

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Bruce Dickinson - Tattooed Millionaire [1990]


Se existe um cara dentro do rock que não temos de nos alongar muito ao falar sobre o mesmo para qualquer que se diga entendido do assunto, este é Bruce Dickinson. Com uma carreira mais que sólida estabelecida à frente da mega potência que é o Iron Maiden, eis que em certo momento da carreira ele decidiu experimentar trabalhar outras vertentes fora do heavy característico no Iron. E esse momento foi iniciado na gravação da trilha sonora do filme "A Hora do Pesadelo IV", na qual ele contribuiu com a música "Bring Your Daughter... to the Slaughter", que viria a ser lançada com o Iron no disco "No Prayer for the Dying".

Foi a partir desse momento, que meio sem querer, que Dickinson dava o pontapé inicial em sua carreira solo. E ao contrário de seus trabalhos anteriores, ele queria apenas diversão ao gravar seu disco solo. E como bem sabemos, o hard rock do final dos anos 80 era o epicentro da diversão naquele momento, com seu som energético e sem muito compromisso. E foi neste que Dickinson investiu e trabalhou para o seu primeiro lançamento.


E seu fiel escudeiro nesta empreitada viria a ser conhecido posteriormente pelos fãs do Iron, o guitarrista Janick Gers, que viria a ser o substituto de Adrian Smith. Foi com a ajuda dele que em duas semanas ele compôs "Tattoed Millionaire". Talvez o pouco tempo de trabalho de composição dê a impressão de que tudo foi feito de qualquer jeito e sem muito esmero, mas isto é um mero engano. Gers apresenta trabalhos de guitarra bem legais, Dickinson canta como sempre de maneira soberba, mesmo fora de sua praia, e a cozinha faz bem o seu papel.

Conforme já dito anteriormente, aqui o objetivo claro é a diversão. Então não coloque o mesmo para rodar esperando um clássico do hard rock, ou algo que vá mudar o mundo do rock, como ele já fez algumas vezes sendo frontman do Iron. Sim, o nível de diversão está no nível do absurdo em alguns momentos, e realmente empolga pelo que é apresentado. "Son Of A Gun" abre os trabalhos com um hard cadenciado, e acaba por ser uma pegadinha para quem escuta o disco pela primeira vez, em que pensamos que o conteúdo será mais soturno.



Mas basta a faixa-título começar para você sacar qual é a proposta. "Tattooed Millionaire" é uma clara crítica as bandas de hard da época, com seu estilo de vida luxuoso, e onde Dickinson sentencia que não quer ser apenas mais um tatuado milionário. Dizem as más línguas que esta foi feita para Nikki Sixx, que na época estava metendo o galho em Dickinson. E se não bastasse, logo após vem emendada a não menos excelente e saudosa semi-balada "Born In '58", na qual sentimos o nível de emoção estampada na interpretação, onde na qual Dickinson nos brinda com uma letra intima e muito pessoal.

Deste ainda indico a balada "Gypsy Road", o cover do Mott The Hopple "All The Young Dudes" e as mais animadas "Lickin' The Gun" e "Hell On The Wheels". Como já dito, não é um disco para mudar sua vida, mas é bem apropriado para afastar aqueles momentos de fossa. Como já disse Dickinson, esse foi um disco feito por amigos que queriam se divertir. Então se você também gosta de diversão ao invés de ficar pagando de tr00 revoltado com a vida, pode baixar esse sem medo.




1.Son of a Gun
2.Tattooed Millonaire
3.Born in '58
4.Hell on Wheels
5.Gypsy Road
6.Dive! Dive! Dive!
7.All the Young Dudes
8.Lickin' the Gun
9.Zulu Lulu
10.No Lies

Bruce Dickinson – Vocais
Janick Gers – Guitarra
Andy Carr – Baixo
Fabio Del Rio – Bateria


By Weschap Coverdale

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Bruce Dickinson - Accident of Birth [1997]


Após o excesso de experimentações de Skunkworks, Bruce Dickinson decidiu retornar ao que sabia fazer melhor. Convocou seu amigo Roy Z e a cozinha do Tribe of Gypsies para gravar um álbum pesado, totalmente voltado para o Heavy Metal. Isso gerou algumas críticas do então desafeto Steve Harris que disparou: “Bruce lançaria um álbum de música Country se achasse que faria sucesso”. As primeiras idéias musicais começaram a surgir e o vocalista sentiu que poderia encaixar mais uma peça na nova engrenagem. Assim, deu a cartada de mestre, chamando o eterno parceiro Adrian Smith, com quem escreveu várias das músicas mais memoráveis do Iron Maiden.

O resultado é conferido na prática, já que Accident of Birth é um dos melhores discos de Heavy Metal tradicional lançado nas últimas décadas. Pesado, consistente, com melodias marcantes, deixa sua marca desde a primeira audição. Era a prova que o mundo precisava de que o Air Raid Siren não tinha esquecido a fórmula da consagração. Até a capa, para manter o clima de volta aos bons tempos, foi desenhada por Derek Riggs, com o personagem Edison (entendeu o trocadilho? Hã? Hã?) sofrendo um acidente de nascimento. Como, segundo Bruce, os americanos são muito maricas, a arte foi censurada. O jeito foi disponibilizar um desenho mais limpo, apenas com a mascote. E essa foi a versão lançada por aqui. Ao menos, ganhamos faixa-extra.



O conteúdo lírico é um dos mais violentos que Dickinson já registrou. Fontes extra-oficiais dão conta que Rod Smallwood sempre se preocupou para que as letras do Iron Maiden não fossem encaradas como nada além de fruto da imaginação, não passando de determinado ponto que se tornassem opinativas demais, especialmente sobre religião. Aqui a coisa toma um rumo totalmente oposto. Temas apocalípticos, abordagens colocando Jesus como pecador, omisso e passivo, críticas explícitas contra organizações que vendem a fé, além de referências a alquimia – que se ampliria em The Chemical Wedding, trabalho posterior – são o prato principal.

Falando nas músicas, é impossível identificar um ponto fraco no disco. Desde o começo arrasador, com as guitarras agressivas de “Freak”, temos uma verdadeira aula no estilo. Na mesma linha, a fantástica faixa-título e o hit “Road to Hell” (aquela paradinha entre refrão e solo é inigualável) se sobressaem. A climática “Darkside of Aquarius” é até hoje uma das favoritas dos fãs. “The Magician” e a bônus “The Ghost of Cain” contam com ecos do passado para fazer a festa dos saudosistas, especialmente as guitarras da segunda, no melhor estilo oitentista.



A balada “Man of Sorrows” é outro destaque, com sua inspiração em Aleister Crowley. Encerrando, uma dobradinha pra ninguém botar defeito, com a densa “Omega” e a bela acústica “Arc of Space”. Graças a Accident of Birth, Bruce Dickinson reconquistou um espaço que, na realidade, sempre esteve vago. Era o primeiro passo para a volta do grande monstro do Heavy Metal, que se consolidou pouco tempo depois. Mas, honestamente, não alcançaram o nível desse álbum, nem de seu sucessor. Mera opinião pessoal.



Bruce Dickinson (vocals)
Adrian Smith (guitars)
Roy Z (guitars)
Eddie Casillas (bass)
Dave Ingraham (drums)

01. Freak
02. Toltec 7 Arrival
03. Starchildren
04. Taking The Queen
05. Darkside Of Aquarius
06. Road To Hell
07. Man Of Sorrows
08. Accident Of Birth
09. The Magician
10. Welcome To The Pit
11. The Ghost Of Cain
12. Omega
13. Arc Of Space

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JAY

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Bruce Dickinson – Alive in Studio A/Alive at the Marquee [1995]


Após o lançamento de Balls to Picasso, Bruce Dickinson se viu sem banda, já que o Tribe of Gypsies, que gravou o álbum como grupo de apoio, decidiu seguir sua carreira própria. A saída foi correr atrás de novos músicos. O primeiro a ser efetivado foi o jovem guitarrista Alex Dickson, à época com apenas 19 anos. Apesar de um background bem diferente daquilo que o mundo costumava ver perto do vocalista do Iron Maiden, a sintonia funcionou nesse recomeço. O baixista Chris Dale e o baterista italiano (fato que renderia uma piada em forma de música posteriormente) Alessandro Elena completaram o line-up que Bruce daria o nome de Skunkworks.

Assim, saíram em turnê para promover o trabalho, que já contava com a hoje clássica “Tears of the Dragon” como carro-chefe. Apesar de claramente inferiores no aspecto técnico em relação a Roy Z e seus colegas, a nova banda injetou pegada e agressividade à maneira como as músicas eram executadas ao vivo. Isso fica evidente em uma simples comparação do trabalho original com esse duplo ao vivo. O primeiro CD foi registrado no Metropolis Studios, em Londres. A idéia era oferecê-lo como um artigo meramente promocional às estações de rádio, como uma forma de mostrar o grupo que acompanharia Dickinson dali pra frente.

Já a segunda parte traz uma apresentação no lendário Marquee Club, um dos berços da NWOBHM (além de vários outros acontecimentos fundamentais da história do Rock) em plena capital inglesa. A presença de público faz com que esse seja o melhor momento do pacote, com Bruce se deixando contagiar pelo clima e atiçando a platéia tanto com as músicas novas como sons de seu debut solo, o excelente Tattooed Millionaire. O setlist não muda muito de um disco para outro, com apenas uma canção diferente em cada e alterações na ordem de execução.

Para mim, fica as lembranças dos tempos de segundo grau, quebrando a sala de aula enquanto ouvia esse disco no recreio, arrancando as lâmpadas florescentes e as fazendo de guitarras, enfim, hábitos saudáveis.

Bruce Dickinson (vocals, guitars)
Alex Dickson (guitars)
Chris Dale (bass)
Alessandro Elena (drums)

Alive in Studio A

01. Cyclops
02. Shoot All the Clowns
03. Son of a Gun
04. Tears of the Dragon
05. 1000 Points of Light
06. Sacred Cowboys
07. Tattooed Millionaire
08. Born in 58
09. Fire
10. Change of Heart
11. Hell No
12. Laughing in the Hiding Bush

Alive at the Marquee

01. Cyclops
02. 1000 Points of Light
03. Born in 58
04. Gods of War
05. Change of Heart
06. Laughing in the Hiding Bush
07. Hell No
08. Tears of the Dragon
09. Shoot All the Clowns
10. Sacred Cowboys
11. Son of a Gun
12. Tattooed Millionaire

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JAY