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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Ten – X [1996]

O ano era 1993 e o cantor Gary Hughes estava começando a gravar seu mais novo álbum quando surgiram as figuras de Vinny Burns - guitarrista com passagem por Dare, Asia e Ultravox –, e Mike “Clay” Stone – produtor conhecido por seu trabalho com Queen e Journey. Ficou decidido que o até então projeto de Hughes e Burns seria promovido ao status de banda. Em 1995, por sugestão de Burns, o baterista Greg Morgan (ex-companheiro do guitarrista no Dare) foi chamado completando a formação original do Ten.

X teve lançamento simultâneo na Europa (Now & Then Records, mesmo selo que havia lançado os álbuns solo de Hughes anos antes) e no Japão (Zero Corporation), onde o sucesso foi imediato – das 18 mil cópias produzidas, quase 10 mil foram vendidas no dia em que o álbum chegou às lojas. Lá, a banda goza de uma popularidade de dar inveja – o que, por ironia do destino, nunca aconteceu em sua terra natal. Vale mencionar que, 14 anos depois, o oriente continua sendo o melhor mercado para o Ten.

Gary Hughes (em cima) e Vinny Burns (em baixo)

Em pouco mais de uma hora de música, o trio dá uma aula de como se faz hard rock melódico de alto nível, com doses colossais de melodia e bom gosto. Somado ao talento dos músicos, a competência de um dos melhores produtores que o mundo já viu. A contribuição de Stone foi fundamental – incorporando passagens orquestradas na medida certa e gerindo os vocais e backing vocals de Hughes com o brilhantismo que geriu os de Steve Perry em Escape, do Journey, em 1981.

Para as apresentações ao vivo – houve demanda de shows após o lançamento de X –, o baixista Martin “Shelley” Shelton, outro ex-companheiro de Burns no Dare, foi chamado. Mais tarde, foi a vez de John Halliwell (guitarra) e Ged Rylands (teclados) ingressarem no grupo. Ainda em 1996, o Ten tocou no conceituado festival Gods of AOR e lançou seu segundo álbum, The Name of the Rose.

E para encerrar, fiquem com os destaques: “After the Love Has Gone” – a favorita do meu camarada Jackson, responsável por me apresentar a banda –, “The Torch” – que é o próprio “crime perfeito”, definição que o amigo Jay tanto usa em seus textos – e “The Loneliest Place in the World” – obra-prima de quase 11 minutos onde violinos, violas e violoncelo fazem fundo para um solo inspiradíssimo de Burns.

01. The Crusades / It's All About Love
02. After the Love Has Gone
03. Yesterday Lies In the Flames
04. The Torch
05. Stay with Me
06. Close Your Eyes and Dream
07. Eyes of a Child
08. Can't Slow Down
09. Lamb to the Slaughter
10. Soliloquy / The Loneliest Place In The World

Gary Hughes – vocais e backing vocals
Vinny Burns – guitarra
Greg Morgan – bateria e percussão

Músicos adicionais:
Mark Harrison – baixo
Lee Goulding, Howard Smith e Andy Thompson – teclados
Francis Cummings, Peter Leighton-Jones, John Wade, Fiona Payne e Julia Parsons – violinos
Jean Ambrose e Anne Morrison – violas
Anna Frazer – violoncello

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