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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Accept - Eat The Heat [1989]


A idéia de que Accept sem Udo não existe foi derrubada e esmagada com o mais recente álbum do grupo, Blood Of The Nations. Afinal de contas, Mark Tornillo assumiu o microfone com garra e qualidade, mostrando que havia vida sem o cantor original – some a isso composições realmente inspiradas, em um dos melhores momentos da história da banda. Mas antes mesmo desta experiência, o lendário grupo alemão já havia tentado substituir o baixinho, com o então novato norte-americano David Reece. As questões nessa mudança foram muito maiores, já que o fator mercadológico influenciou bastante a decisão, já que Wolf Hoffmann e companhia queriam se adaptar ao que estava em alta no mercado.

O resultado pode ser conferido em Eat The Heat, disco que em vários momentos se distancia bastante do que poderíamos esperar da marca Accept. A produção foi de Dieter Dierks, que já havaia trabalhado com a banda nos clássicos Balls To The Wall e Metal Heart, além do extenso currículo junto aos conterrâneos do Scorpions. A americanização fica clara, em claras tentativas de se adaptar ao Hard Rock que fazia sucesso à quela altura dos acontecimentos. Por isso, se você conversar com qualquer admirador ferrenho pode ouvir críticas duras ao trabalho. Mas, diferenças à parte, podemos encontrar grandes momentos durante a audição.



A primeira coisa que se deve compreender é o fato de a voz de Reece ser totalmente diferente da de Udo. Então, não mentalizem o Pato Donald com uma lança em mãos pronto para atacar em uma explosão de raiva – não estou falando isso de modo depreciativo, é claro. Deixando isso de lado, o negócio é apreciar sons de primeira categoria, como a abertura com “X-T-C” e “Generation Clash”, primeiro single do álbum. Ambas foram posteriormente regravadas com os vocais do senhor Dirkschneider, que sempre admitiu publicamente que havia coisa boa no material de Eat The Heat.

Outros destaques vão para o Hard pegado de “Chain Reaction” e “Love Sensation”, além da veia mais Heavy em “Turn The Wheel” e na potente “Hellhammer” (cacetada certeira, minha preferida do disco). Até o momento bunda-mole, com “Mistreated”, ficou bacana, especialmente pelo show de interpretação de David. Outra que figurou entre as preferidas dos fãs foi “D-Train”, que fecha o play convidando ao bate-cabeça em alta potência. A tentativa de adaptação ao mercado falhou miseravelmente, com uma modesta 139ª posição na parada norte-americana. A turnê também não teve grandes momentos, com a banda tocando em lugares menores que o usual. Mas com o tempo, o trabalho passou a ser compreendido e ganhou status de ‘cult’.



Com o fracasso, a banda se dissolveu temporariamente, com David Reece – que, reza a lenda, teria saído na mão com o baixista Peter Baltes, embora nenhum confirme – montando na sequência o excelente Bangalore Choir, uma das melhores bandas de Hard Rock que poucos conhecem de todos os tempos. O Accept retornou com Udo, mas as brigas nunca cessaram, levando ao final definitivo. Anos mais tarde, uma rápida tour de reunião e a volta com Tornillo assumindo o microfone e reconduzindo a banda ao patamar que merece. Apesar dos pesares, Eat The Heat é um disco que merece estar na coleção de quem gosta de um Rock pesado e melódico na medida certa.

David Reece (vocals)
Wolf Hoffmann (guitars)
Jim Stacey (guitars)
Peter Baltes (bass)
Stefan Kaufmann (drums)

01. X-T-C
02. Generation Clash
03. Chain Reaction
04. Love Sensation
05. Turn the Wheel
06. Hellhammer
07. Prisoner
08. I Can't Believe in You
09. Mistreated
10. Stand 4 What U R
11. Break the Ice
12. D-Train

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Capa alternativa

JAY

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Accept – All Areas: Worldwide [1997]


Quem acompanhou a recente passagem do Accept pela América do Sul teve a oportunidade de conferir a banda como um quarteto. O motivo foi um sério acidente sofrido pelo guitarrista Herman Frank durante um show em San Antonio, Estados Unidos. Uma queda no palco lhe custou algumas costelas quebradas e pulmão perfurado – e mesmo assim, ele bravamente completou o concerto, suportando as dores. Disposto a não decepcionar os fãs, o grupo veio ao continente com a garra e força que lhe é característica e botou para quebrar com o novo vocalista, Mark Tornillo. Porém, não dá para dizer que foi uma novidade na história da banda.

Em sua primeira reunião com o vocalista Udo Dirkschneider, o Accept também não contou com o formato que o consagrou. Isso porque Wolf Hoffmann decidiu que gostaria de ser o único guitarrista. Curiosamente, apesar de ter engolido as críticas e atendido o apelo dos fãs desde a turnê de reunião, em 2005, pelo line-up com duas guitarras, Wolf ainda declara abertamente que se pudesse, optaria por continuar o grupo sendo o único nas seis cordas. Um tanto quanto sincero, reconheçamos, mas claramente o som perde muito do seu punch e vigor assim. O que não significa que não possamos nos divertir com ele, como mostra esse registro.



All Areas: Worldwide traz uma seleção de músicas gravadas em vários shows diferentes durante as turnês dos álbuns Objection Overruled e Death Row. Os tempos eram outros e a banda já não contava com a popularidade de outrora, mas ainda se fazia cantar junto com os fãs os grandes clássicos, como “Princess of the Dawn”, “Fast as a Shark” e “Balls to the Wall”. Canções, então novas, como “I Don’t Wanna Be Like You”, “This One’s For You”, “The Beast Inside” e “Death Row” também comparecem, mostrando que o material da época tinha força, apesar de alguns terem considerados demasiadamente inferiores aos hinos imortais. É Heavy Metal puro feito por um dos baluartes do estilo!

Udo Dirkschneider (vocals)
Wolf Hoffmann (guitars)
Peter Baltes (bass)
Stefan Kaufmann (drums)
Stefan Schwarzmann (drums on tracks 4-9 on CD 2)

CD 1

01. Starlight
02. London Leatherboys
03. I Don’t Wanna Be Like You
04. Breaker
05. Slaves to Metal
06. Princess of the Dawn
07. Restless and Wild
08. Son of a Bitch
09. This One’s For You
10. Bulletproof
11. Too High to Get it Right

CD 2

01. Metal Heart
02. Fast as a Shark
03. Balls to the Wall
04. What Else
05. Sodom and Gomorra
06. The Beast Inside
07. Bad Habits Die Hard
08. Stone Evil
09. Death Row

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JAY

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Accept - Objection Overruled (1993)


O dia 1º de fevereiro do ano citado no título desta carona foi marcado pela volta da essência do Accept, por assim dizer. Udo Dirkschneider (vocalista) e Stefan Kaufmann (baterista) deram um toque de maestria ao que se chama de "era pré-grunge". (Se ninguém chama assim, que assim seja.) A apetência pelo resto de rock pesado que ainda havia logo é saciada nas músicas iniciais. Um álbum instigante do começo ao fim. Sem rodeios. Como esse primeiro parágrafo.

Desde Russian Roulette (1986), Udo não fremitava seu gogó à frente da banda. Isto porque ele tinha decidido rumar por um caminho solo. As divergências tanto musicais como de adaptação do pequeno vocalista em viajar constantemente para os EUA foram algumas das deixas para sua saída da banda — e eles já tinham lançado o fabuloso Balls to the Wall (1983) e o indiscutível Metal Heart (1985). O batera Kaufmann se afastara por problemas de saúde; nada mais.

Nesse ínterim, em sua banda denominada criativamente de U.D.O., Udo lançou os notáveis Animal House (1987), Mean Machine (1988), Faceless World (1990) e Timebomb (1991). Na época, quem o substituiu foi David Reece. No entanto, o Accept não obteve êxito, lançando um álbum longe da mistura AC/DC-Judaspriestiana de sempre.

Este álbum aqui é um dos muitos últimos suspiros do Hard Rock/Heavy Metal, antes de Kurt e Cobainhia (entenderam o trocadilho, né?). Sem delongas, o álbum é poderoso. Esta é a palavra mais direta e simples que me vem à cabeça. O CD instila o ouvinte a um ambiente agressivo e cru, como o rock deve ser.

Logo de cara, notamos a força do Power Metal alemão. "Objection Overruled" é uma pedrada daqueles de virar dose de cachaça num trago só. Destaque para os corais, sempre grandiosos. Em seguida vem "I don't wanna be like you", que, por sua vez, tem uma pegada mais hard. Riffs bem encaixados; uma das melhores.

Bem, o post pode ficar (mais) chato, se eu me ater a cada música. Vamos arriscar nessas curvas, então. "Protectors of terror" é outro hardão com belas linhas vocais e "Slaves to metal", sinceramente, essa música tem uma levada inconfundível. O então solitário guitarrista Wolf Hoffmann, no riff principal, trabalha muito bem as palhetas, alternando o tempo. Refrão marcante e grudento, com a bateria de Kaufmann sempre segura.

Daí por diante, o que pensaria alguém normal? "Porra, se as quatro músicas são assim tão boas, o resto deve ser só pra completar o álbum..." Pois bem. "All or nothing" vem pra provar que eles tem tudo pra mostrar qualidade na sequência. "Bulletproof" é outro hardão, com um começo cativante, que nos faz lembrar dos embalos sulistas. Mas só até o primeiro power chord de Hoffmann.

"Amamos la vida" é uma declaração sobre a inércia que, de fato, a vida é. Uma bela balada e apesar do título, a música não é em espanhol. "Sick, dirty and mean" retoma a realidade. Peso e agressividade, sem lenga-lenga. "Donation" é mais um hard, desta vez é o baixo de Peter Baltes que leva o passageiro a sacudir a cabeça.

Outra balada, desta vez instrumental, com destaques para os solos de Hoffmann é a singela "Just by my own". E, claro, pra fechar sem muita frescura, "This one's for you". Powerzão de primeira. Sem mais. O CD é simplesmente poderoso, repito. Baixe, compre, decore: faça o que bem entender!

1. Objection Overruled
2. I Don't Wanna Be Like You
3. Protectors Of Terror
4. Slaves To Metal
5. All Or Nothing
6. Bulletproof
7. Amamos La Vida
8. Sick, Dirty And Mean
9. Donation
10. Just By My Own
11. This One's For You

Udo Dirkschneider - vocais
Wolf Hoffmann - guitarra
Peter Baltes - baixo
Stefan Kaufmann - bateria


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PS - Caros passageiros, sou Breno Airan Meiden (apelido carinhoso de Silver), novo motorista da Combe. Mas creio que ainda em processo de experimento, afinal, minha carteira de habilitação ainda não saiu. Com o tempo, vou aprendendo a embrear melhor.


Por Breno Airan Meiden

quinta-feira, 6 de maio de 2010

REPOSTAGEM: Accept - Balls To The Wall [1983] e Metal Heart [1985]


Imagine a fusão entre AC/DC e Judas Priest. O Accept é um dos grupos de Heavy Metal mais importantes da história, por colaborarem largamente com a popularização do som pesado alemão. Com vocês, dois clássicos dos caras que expandiram sua fama: "Balls To The Wall" e "Metal Heart"!

Balls To The Wall [1983]

Apesar da capa horrorosa, o quinto álbum do Accept foi o definitivo em sua carreira. Lançado ao fim de 1983, o play já passou das 2 milhões de cópias vendidas em todo o mundo, angariando o único disco de ouro até hoje ganho pelo grupo.

Sendo um verdadeiro convite para a bateção incessável de cabeça, "Balls To The Wall" é um grandioso álbum de Heavy Metal, ensinando aos fracos como se fazer som pesado, rápido e com personalidade. A produção, realizada pelos próprios integrantes, colabora e muito, dando um toque decisivo no som.

Vocal agressivo, guitarras rápidas, baixo forte e bateria feroz, além de ótimas composições, permeiam os 45 minutos de "Balls To The Wall". Os destaques ficam por conta de "Head Over Heels", "London Leatherboys", a balada "Winter Dreams" e, é claro, a faixa-título, hino imponente dos headbangers de todo o mundo.

01. Balls To The Wall
02. London Leatherboys
03. Fight It Back
04. Head Over Heels
05. Losing More Than You've Ever Had
06. Love Child
07. Turn Me On
08. Losers And Winners
09. Guardian Of The Night
10. Winter Dreams

Udo Dirkschneider - vocal
Wolf Hoffmann - guitarra
Herman Frank - guitarra
Peter Baltes - baixo
Stefan Kaufmann - bateria

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Metal Heart [1985]

O tão esperado sucessor de "Balls To The Wall" chegou às prateleiras em março de 1985, após uma bem-sucedida turnê do grupo. "Metal Heart" contou com a produção de Dieter Dierks, famoso por trabalhar em vários álbuns do Scorpions, e com a adição do guitarrista Jörg Fischer no lugar de Herman Frank.

Como era de se esperar, as composições tentaram aproveitar o gancho comercial obtido com o antecessor e investiu em elementos mais comerciais para obter mais sucesso nos Estados Unidos. Na época, os fãs mais assíduos criticaram. Mas, ainda assim, "Metal Heart" é metal de primeira categoria e, por isso, passou a ser aceito como um verdadeiro clássico do metal. Como deixar de aceitar um álbum feito da cabeça aos pés à moda Accept, com guitarras habilidosas, cozinha pesada e o vocal sempre característico de Udo Dirkschneider?

Apesar de não ter obtido o sucesso de seu antecessor, "Metal Heart" vendeu bem em sua terra natal e chegou ao top 100 das paradas americanas. Ao meu ver, destacam-se "Midnight Mover", "Wrong Is Right", "Living For Tonite" e a faixa-título, que possui elementos clássicos retirados de de "Slavonic March", de Tchaikovsky, e de "Für Elise", de Beethoven.

01. Metal Heart
02. Midnight Mover
03. Up To The Limit
04. Wrong Is Right
05. Screaming For A Love-Bite
06. Too High To Get It Right
07. Dogs On Leads
08. Teach Us To Survive
09. Living For Tonite
10. Bound To Fail

Udo Dirkschneider - vocal
Wolf Hoffmann - guitarra, sitar, backing vocals
Jörg Fischer - guitarra, backing vocals
Peter Baltes - baixo
Stefan Kaufmann - bateria

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by Silver