
Post em homenagem ao aniversariante do dia. Parabéns, Silver! O cara que nos piores momentos segurou as pontas e nunca deixou de acreditar na Combe. Muitas felicidades e tudo de bom que a vida possa proporcionar. Estamos juntos!!!
Inspirado pelo review do brother Meanstreet para o mais recente trabalho de Gary Hoey na Van do Halen, trago o único play dessa que foi uma das melhores formações do Hard em plena virada dos 1980’s para os 90’s.
E história é o que não falta para o Heavy Bones, já que trata-se de uma verdadeira seleção do estilo. A idéia partiu do grande Frankie Banali, que aproveitou o recesso forçado do Quiet Riot para se aventurar com amigos. Então, chamou para compor a parceria, o vocalista Joel Ellis (Cats In Boots), o baixista Rex Tennyson (Hellion), além do já citado mestre das seis cordas. Para deixar a coisa aidna mais atrativa, ninguém menos que Nuno Bettencourt ajudou a escrever as canções. Até a produção contou com um fera no serviço, ninguém menos que Richie Zito (Mr. Big, Poison, The Cult, White Lion, entre outros). Ele também se encarregaria dos teclados.
A coisa já começa quente, com duas pancadas certeiras. “The Hand That Feeds” é veloz na medida certa, enquanto “4:AM T.M.”, single de divulgação, é um Heavy dos bons, com agressividade sem descuidar da melodia marcante. Em seguida, uma linda balada para baixar a adrenalina. A sutileza de “Turn it On” a aproxima do AOR, até mesmo pelas vocalizações à la Def Leppard no refrão. A levada acústica de “Anna” mostra todo o talento de Hoey. Séria candidata a hit radiofônico alguns anos antes. Um clima soturno toma conta em “Dead End St.”, típico Hard da época, com interpretação dramática impecável de Ellis.
Hora de mais uma aula de violão com Gary, que fazer qualquer iniciante ter vontade de abandonar o instrumento na primeira parte de “Where Eagles Fly”. Clima Zeppeliniano total, desembocando em uma porrada das boas. Daqueles momentos que valem o disco. A curta instrumental “Enormodome” abre espaço para a simples e direta “The Light of Day”, com Frankie descendo o braço para marcar o ritmo. A cadência de “Your Love Won’t Let Me Down” antecipa a belíssima “Beating Heart”, interpretada com emoção ímpar. “Summers in the Rain” possui um tempero sulista em sua composição. Para encerrar com energia, o rockão “Where the Livin’ is Easy” não deixa pedra sobre pedra, convidando o ouvinte a sacudir o esqueleto.

Infelizmente, o projeto teria vida curta. Banali logo retomaria o Quiet Riot, enquanto Hoey decidia tocar sua carreira-solo em frente – inclusive Frankie tocaria futuramente em dois de seus trabalhos. Mas ficou a marca de um grande álbum, diversificado na medida certa. Capaz de agradar fãs de Heavy, Hard, AOR, Classic, enfim, toda a turma do Rock. Doze faixas empolgantes, uma verdadeira viagem sonora executada por músicos do mais alto gabarito. Obrigatório na coleção dos amantes dos bons sons.
Joel Ellis (vocals)
Gary Hoey (guitars)
Rex Tennyson (bass)
Frankie Banali (drums)
Special Guests
Richie Zito (keyboards, production)
Nuno Bettencourt (songwriting)
01. The Hand That Feeds
02. 4 AM TM
03. Turn It On
04. Anna
05. Dead End Street
06. Where Eagles Fly
07. Enormodome
08. The Light Of Day
09. Your Love Won't Let Me Down
10. Beating Heart
11. Summers In The Rain
12. Where The Livin' Is Easy
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JAY