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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Kiss - Animalize [1984]


Vendo as vendas baixarem drasticamente, o Kiss resolveu fazer uma jogada de marketing para que eles voltassem aos holofotes: aparecer pela primeira vez na carreira sem máscara para o público.

Frehley já estava fora da banda há algum tempo (em Creatures Of The Night ele não tocou todas as músicas), e um substituto havia sido anunciado: o virtuose Vinnie Vincent, que se mostrou um bom compositor, além do talento na guitarra. Com ele foi lançado o primeiro disco sem os personagens característicos representados por cada membro, "Lick It Up". A ressureição comercial então teve início, e se concretizou com o sucessor "Animalize", de 1984.

Vincent saiu ainda em 1984, possibilitando a entrada do canadense Mark St. John e apesar dessa possível instabilidade na formação "Animalize" resultou num sucesso total, de cara batendo recordes de venda (ele foi o mais vendido da banda desde "Alive II") e recuperando a popularidade de outrora.



Ainda apostando mais na farofa do que no Hard Rock que os consagrara, o registro concebido há de agradar até mesmo quem não vai muito com a cara desse estilo. Afinal, sempre tem o selo de qualidade Kiss. O início vem com "I've Had Enough (Into The Fire)", que conta com a competência de sempre do saudoso Eric Carr e ótimos vocais do performático Paul Stanley. O single "Heaven's On Fire" ganhou um clipe que fez um enorme sucesso, e é a cara do que estava sendo feito na época. A paulada corre solta com "Burn Bitch Burn", e Mark St. John estraçalha em "Get All You Can Take".

A acelerada "Under The Gun" é outro momento dignamente pauleira, onde o destaque vai para Carr mais uma vez. "Thrills In The Night" foi o segundo e último single, e também caiu no gosto do público. O play é encerrado com duas faixas cantadas pelo Demon, sendo estas "While The City Sleeps" e "Murder In High Heels".




St. John sairia ainda durante a tour de promoção de "Animalize" por ter sido diagnosticado com a Síndrome de Reiter, o que lhe impedia de tocar por muito tempo, e Bruce Kulick foi quem assumiu sua vaga.

No mais, é um bom disco, mesmo que eu prefira os clássicos da década de 70. Baixe, que é diversão garantida.

Paul Stanley - guitarra, vocais em 1, 2, 4, 6 e 7
Gene Simmons - baixo, vocais em 3, 5, 8 e 9
Mark St. John - guitarra
Eric Carr - bateria, backing vocal

1. I've Had Enough (Into The Fire)
2. Heaven's On Fire
3. Burn Bitch Burn
4. Get All You Can Take
5. Lonely Is The Hunter
6. Under The Gun

7. Thrills In The Night
8. While The City Sleeps
9. Murder In High Heels

Por Gabriel

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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Kiss – Animalize Live Uncensored [1984]


No 20° aniversário do falecimento de Eric Carr, só nos resta a saudade. O baterista que esteve no Kiss de 1980 até 1991 era dono de um grande carisma e raro talento não apenas na batera, como também nos vocais. Em dez anos de atividade com a banda – esteve internado durante boa parte de 1991 –, gravou sete discos e fez mais de 800 shows pelo mundo afora.

Essa postagem traz o registro de um concerto importante em meio a essa infinidade acima listada. Após tanta instabilidade, o Kiss parecia estar ganhando forças novamente. O novo álbum, “Animalize”, estava batendo recordes de vendas e se tornou, rapidamente, o mais vendido desde “Alive II”, de sete anos atrás.



Com a popularidade de volta, os ex-mascarados encararam, no dia 8 de dezembro de 1984, uma apresentação na arena Cobo Hall, consagrada por ter sido palco do clássico “Alive!”, de 1975. No mesmo dia, o guitarrista Bruce Kulick, que permaneceu até 1995 na line-up, foi oficializado publicamente como integrante da banda, em substituição a Mark St. John, diagnosticado com síndrome de Reiter.

Nessa noite, o Kiss funcionou melhor do que nunca. O performático Paul Stanley estava a mil por hora, cantando muito e se portando como um rockstar nato. Apesar de perdido no aspecto visual, Gene Simmons manda muito bem. Inspirado, Bruce Kulick debulha as seis cordas e Eric Carr é um baterista muitíssimo acima da média: tem uma pegada monstruosa e velocidade atípica entre os instrumentistas do gênero.



O concerto foi registrado pela MTV e aproveitado para o lançamento de um VHS no ano seguinte, em 1985, o que dispensa comentários em relação à qualidade de som deste arquivo. O curioso é que uma versão em DVD nunca foi lançada de forma oficial. A única disponível em todo o mundo é uma bootleg (supostamente ilegal) de origem brasileira, comercializada sem problemas em várias redes de supermercado e bancas de jornal no Brasil.

A capa do DVD “quase-oficial”

O repertório foi muito bem escolhido, com clássicos aliados às músicas mais recentes do grupo. Entre os destaques, estão as raras Under The Gun e Thrills In The Night, pouco executadas até mesmo durante essa turnê; as excepcionais Black Diamond e Young And Wasted, que contam com os vocais de Carr; a paulada War Machine, com incrível performance de Kulick; e a sempre sensacional Love Gun. Vale a pena!

01. Intro
02. Detroit Rock City
03. Cold Gin
04. Creatures Of The Night
05. Fits Like A Glove
06. Heaven's On Fire
07. Thrills In The Night
08. Paul Stanley's Guitar Solo
09. Under The Gun
10. War Machine
11. Eric Carr's Drum Solo
12. Young And Wasted
13. Gene Simmons' Bass Solo
14. I Love It Loud
15. I Still Love You
16. Love Gun
17. Lick It Up
18. Black Diamond
19. Rock And Roll All Nite

Paul Stanley – vocal, guitarra
Gene Simmons – vocal, baixo
Bruce Kulick – guitarra
Eric Carr – bateria, backing vocal, vocal em 11 e 17

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by Silver

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Kiss – Dressed To Kill [1975]


O mais recente empreendimento do Kiss, o cruzeiro Kiss Kruise, me fez pensar em como “Dressed To Kill” é um disco injustiçado na carreira da banda. Grande parte de seu conteúdo é ignorado nos concertos desde sempre. Só agora, com os shows nos navios, algumas pérolas desse registro foram desenterradas. O leitor menos informado deve discordar de cara com a sentença anterior, visto que é o álbum que carrega o clássico Rock And Roll All Nite, responsável por levar o quarteto ao estrelato. Mas não foi bem assim.

O Kiss havia lançado dois álbuns em 1974: o auto-intitulado de estreia e o subsequente “Hotter Than Hell”. Ambos haviam fracassado em vendas, mas, ironicamente, a banda conquistava cada vez mais fãs com suas apresentações ao vivo. Apesar de ainda não tomarem conta de grandes estádios, conseguiram rodar por grande parte da América do Norte em turnês.

Produzido pelo presidente da gravadora Neil Bogart graças às dificuldades financeiras, “Dressed To Kill” chegou às prateleiras no ano seguinte com a promessa de salvar a gravadora Casablanca Records da falência e de elevar o Kiss ao status de superbanda. Apesar de nenhum dos objetivos terem sido conquistados, o álbum se saiu muito melhor que os outros em diferentes aspectos.



O padrão de composições se manteve estável e fiel à proposta apresentada nos álbuns anteriores. Os mascarados continuaram apostando num Rock n' Roll simples, visceral, conciso e direto. Por incrível que pareça, a produção de Bogart superou com sobras a de Kenny Kerner e Richie Wise para os antecessores. Tudo soa bem melhor. Além disso, “Dressed To Kill” lançou dois singles para as faixas C'mon And Love Me e Rock And Roll All Nite, decisivos para as vendas mais satisfatórias – apesar de não ideais – do full-length, que atingiu a 32ª posição das paradas norte-americanas.

Room Service abre o play com muita energia. Morrerei sem entender o motivo de não apostarem em sua presença nos repertórios desde a época. Composição típica de Paul Stanley, com uma grande performance instrumental principalmente de Ace Frehley. Two Timer e Ladies In Waiting, menos aceleradas, parecem ser músicas irmãs. Ambas cantadas e compostas por Gene Simmons, trazem uma batida incrível e riffs fortes. Getaway mantém o pique: feita por Frehley e cantada por Peter Criss, o melhor vocalista da banda naqueles tempos.



Rock Bottom engana com a bela introdução acústica. É uma paulada certeira e cheia de classe. C'mon And Love Me é uma canção primorosa, com todos os elementos de uma boa música de Hard Rock: bons solos de guitarra, cozinha envolventes e refrão grudento. Anything For My Baby não tem a mesma inspiração das outras, todavia não chega a ser um filler. She, a única além de Rock And Roll All Nite que recebeu atenção nos repertórios de turnês posteriores, é uma composição de Gene Simmons e seu ex-parceiro de banda Stephen Coronel, feita nos tempos de Bullfrog Bheer, ao fim da década de 1960. Tem um andamento forte e é poderosa principalmente ao vivo.

Love Her All I Can é divertida e tem bons riffs de guitarra, além de uma grandiosa linha de bateria. O fechamento fica por conta de Rock And Roll All Nite, que, apesar de saturada nos dias de hoje, é um verdadeiro ode ao Rock n' Roll – preferencialmente em sua versão ao vivo, pois a gravada em estúdio não tem solo de guitarra (!).

Mesmo com as vendas acima da média e a boa qualidade do registro, o estrelato não veio e a Casablanca continuou com problemas financeiros. Daí apelaram para um disco duplo ao vivo, o lendário “Alive!”, e o resto é história. Tanto Rock And Roll All Nite quanto o próprio grupo estouraram com este live. Mas “Dressed To Kill” é parte importante na discografia do Kiss, além de ser um baita de um discão e uma verdadeira aula de como se fazer Rock n' Roll poderoso e despretensioso.



01. Room Service
02. Two Timer
03. Ladies In Waiting
04. Getaway
05. Rock Bottom
06. C'mon And Love Me
07. Anything for My Baby
08. She
09. Love Her All I Can
10. Rock and Roll All Nite

Paul Stanley – vocal (1, 5, 6, 7, 8, 9), guitarra rítmica (solo inicial em 6)
Gene Simmons – vocal (2, 3, 8, 10), baixo
Ace Frehley – guitarra solo
Peter Criss – vocal em 5, bateria, percussão

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by Silver

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Wicked Lester - Wicked Lester [1971]



Para os mais entusiastas do trabalho do Kiss, o nome Wicked Lester é familiar.

O embrião da banda mais quente do mundo se formou no ano de 1970, tendo como núcleo o baixista Gene Klein (mais tarde conhecido como Gene Simmons) e o tecladista Brooke Ostrander, que recrutou o guitarrista Stephen Coronel. A formação inicial foi completada com a integração de Stanley Eisen (Paul Stanley), um guitarrista com quem Coronel já havia tocado.

Com o nome primário de Rainbow, o quarteto passou a tocar em diversas casas de shows, até que foram chamados pelo engenheiro de som dos estúdios Electric Lady, Ron Johnsen, para a gravação de uma fita demo em 1971. A produção ficou a cargo de Johnsen, que também se encarregou em mostrar o resultado a várias gravadoras. Finalmente, a fita foi comprada pela Epic e o contrato para a gravação de um full foi conquistado.

File:Wicked Lester.jpg

Uma outra formação da banda. Da esquerda para a direita: Ron Leejack, Gene, Paul, Brooke Ostrander e Tony Zarrella

A gravação contou com Ron Leejack, um músico de estúdio, substituindo Stephen Coronel. O processo durou um ano, e ao ver o resultado da empreitada, o diretor da Epic Don Ellis simplesmente se recusou a lançar o disco (algo semelhante ocorreu com o Motörhead na época da gravação de On Parole); e o resto é história.

Graças à internet, atualmente temos vários bootlegs das sessões de gravação para o que viria a ser o primeiro disco do grupo. Como são muitas versões, não há como saber se a que disponibilizarei para vocês tem faixas a mais ou a menos. Sendo assim, se alguém tiver mais informações a respeito das músicas que foram gravadas, avise nos comentários.

A sonoridade é muito diferente de tudo o que foi gravado pelo Kiss. A veia rock'n'roll, apesar de existir, por vezes dá lugar a influências inusitadas de Folk e Pop Music. Várias amostras dessa ecleticidade se apresentam, contando com instrumentos como banjo, percussões e instrumentos de sopro. É perceptível, ao decorrer da audição, uma banda ainda em estado de evolução, e isso é ressaltado pela baixa qualidade das gravações.



Das onze faixas, apenas duas foram reaproveitadas posteriormente: Love Her All I Can e She, que saíram em Dressed To Kill com algumas mudanças no arranjo. É interessante dizer que a música (We Want To) Shout It Out Loud é um cover de The Hollies e só tem o nome em comum com o clássico do disco Destroyer.

Por conta de ser um bootleg, não espere uma gravação de alta qualidade. Mas nem por isso não temos boas composições por aqui, e que bem podiam ter sido reaproveitadas futuramente. Belos exemplos são as poderosas Keep Me Waiting e a balada Long, Long Road. No mais, um registro que merece ser guardado por seu valor histórico. Enjoy.


Gene Simmons - baixo, vocais
Paul Stanley - guitarras, vocais
Ron Leejack - guitarras, banjo
Brooke Onstrader - piano e instrumentos de sopro
Tony Zarella - bateria

01. Love Her All I Can
02. Sweet Ophelia
03. Keep Me Waiting
04. Simple Type
05. She
06. Too Many Mondays
07. What Happens in the Darkness
08. When the Bell Rings
09. Molly
10. (We Want To) Shout It Out Loud
11. Long, Long Road

Por Gabriel

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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Kiss - Crazy Nights [1987]


Enquanto "(Music From) The Elder" e "Carnival Of Souls" ganharam o status de "clássico cult", "Crazy Nights" permanece como uma ovelha negra e, muitas vezes, até como uma incógnita na carreira do Kiss. O tempo muda e a sonoridade também, ninguém pode viver de passado. Mas a mudança apresentada no décimo quarto álbum de estúdio da discografia, por mais que tenha sido apresentada progressivamente nos registros anteriores, pode parecer muito brusca para os ouvintes de primeira viagem.

"Crazy Nights" tem pouco do que consagrou a banda na década de 1970. Correto, porque os integrantes não eram os mesmos: Bruce Kulick assumiu a guitarra solo em 1984 e Eric Carr, as baquetas em 1980. Todavia, é notável que a sonoridade pra lá de Hard Rock oitentista e farofeira foi adotada durante o disco para incrementar as vendas do mesmo, visto que o antecessor "Asylum" vendeu pouco mais de meio milhão de cópias nos Estados Unidos - número baixo para os padrões dos ex-mascarados.

Da esquerda pra direita: Eric Carr,
Paul Stanley, Gene Simmons, Bruce Kulick

Caro leitor, por mais avesso a esta fase do Kiss que você possa ser, é inegável que este disco contém ótimas músicas. O problema de "Crazy Nights" é o contexto histórico, em vários sentidos. O baixista Gene Simmons estava dedicando mais tempo para sua carreira de produtor musical e ator do que para a banda. Além disso, a segunda metade da década de 1980 representa o auge do famigerado Hair Metal no mainstream. Isso justifica a orientação comercial das composições e até mesmo a escolha do produtor Ron Nevison, competente, porém deslocado por aqui. E aí está a principal deficiência sonora do registro: a produção.

Faixas como My Way e Turn On The Night trazem uma cama de teclados exuberante o bastante para ofuscar o peso da bateria e das guitarras. Os solos de guitarra de Bruce Kulick, por mais que estejam inspiradíssimos (aqui tem seu melhor trabalho de guitarra depois de "Revenge"), apresentam uma timbragem enfática nos agudos, o que torna a audição de alguns deles bem chata e datada. O próprio direcionamento comercial se torna um problema em canções pouco inspiradas como a enjoada Bang Bang You.



No entanto, há grandes momentos em "Crazy Nights". A própria My Way, apesar de muito teclado, contém uma das performances mais poderosas do vocal de Paul Stanley em quase 40 anos de KISStória. A radiofônica Crazy Crazy Nights, a bela balada Reason To Live, a paulada No, No, No, entre muitas outras que constituem a maioria do play, garantem a diversão do ouvinte. Vale deixar claro, inclusive, que o grande destaque é o Starchild: cantando e compondo muito, sua atuação se mostra inspiradíssima do começo ao fim.

A tática de vendas deu certo, pois "Crazy Nights" conquistou disco de platina nos Estados Unidos e Canadá, além de emplacar singles nas paradas de países como nos dois anteriormente citados, Reino Unido, Holanda, Austrália e Noruega. Vale a pena conferir esse registro e descobrir que trata-se de um grande álbum, prejudicado pelo já explicado "contexto histórico".



01. Crazy Crazy Nights
02. I'll Fight Hell To Hold You
03. Bang Bang You
04. No, No, No
05. Hell Or High Water
06. My Way
07. When Your Walls Come Down
08. Reason To Live
09. Good Girl Gone Bad
10. Turn On The Night
11. Thief In The Night

Paul Stanley - vocal (1, 2, 3, 6, 7, 8, 10), guitarra base
Gene Simmons - vocal (4, 5, 9, 11), baixo
Bruce Kulick - guitarra solo, backing vocals
Eric Carr - bateria, percussão, backing vocals

Músicos adicionais:
Phil Ashley - teclados
Tom Kelly - backing vocals

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by Silver

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Kiss - Alive! [1975]


"You wanted the best and you got it. The hottest band in the world: KISS!"

Em pleno dia mundial do Rock (data pra lá de dispensável porque pra mim todo dia é dia do Rock), é essencial falar da banda que mudou minha vida. E este álbum prova muitas coisas. Prova que é possível revolucionar mesmo depois dos Beatles. Prova que a vida é boa, muito boa. Prova que as pessoas funcionam melhor sob pressão. Prova que é possível mudar vidas apenas com música. Prova muitas coisas, mas todas boas.

O Kiss já havia colocado três álbuns no mercado. Os shows lotavam e a repercussão era cada vez maior, mas as vendas dos discos eram baixíssimas. Os integrantes da banda viviam às custas da Casablanca Records, que não tinha uma resposta financeira graças aos fracassos comerciais dos lançamentos. Os caras tiveram uma última chance porque até mesmo a gravadora corria risco de falência.


Surgira a ideia de lançar um disco ao vivo, que trouxesse toda a energia dos palcos - que faltavam nos plays de estúdio. Pode parecer fácil hoje em dia, ainda mais com as inovações tecnológicas que permitem um mísero celular captar áudio de mesa de som. Mas tratava-se de uma ideia arriscada para a época, pois apenas artistas em fim de carreira investiam em discos ao vivo, como uma forma de despedida, e nem sempre a aceitação era boa.

Apesar de arriscado, não podia dar errado, por ser genial. O Kiss é banda de show. As músicas ficavam completamente diferentes ao vivo, desde o andamento das canções até a disposição dos músicos. Sob pressão mas abraçado em uma sacada pra lá de inteligente, o imponente "Alive!" foi lançado em 10 de setembro de 1975, com a produção do lendário Eddie Kramer, trazendo registros de shows ocorridos nas cidades norte-americanas de Detroit, Wildwood, Cleveland e Davenport.


Basta colocar bons fones de ouvido ligados ao álbum que é garantido que o ouvinte viajará por algumas décadas e se sentirá em um show do Kiss. Mesmo com os polêmicos overdubs, a atmosfera não foi nem um pouco comprometida. E sentir que está em um show de uma das maiores invenções da música que a história já teve o prazer de conhecer - o Kiss -, em sua melhor fase, é uma experiência incrível, no mínimo.

Em "Alive!", o quarteto destila pouco menos de 80 minutos de puro Rock N' Roll, inspirado e direto, exaltando a grandiosidade de Gene Simmons, Paul Stanley, Ace Frehley e Peter Criss - todos em plena forma, sem egos em conflito e executando seus instrumentos com a garra de quem queria ganhar o mundo. Algo como ouvir dezesseis hinos do Rock em sequência, sem tempo pra respirar. Para muitos, como eu, este álbum é um caso perdido de "amor à primeira vista".



Por essas e outras, os mascarados nova-iorquinos alcançaram o merecido estrelato, finalmente. "Alive!" conquistou, em dois meses, um disco de ouro nos Estados Unidos, por vender meio milhões de cópias no país, além de vender bastante ao redor do mundo. O single de Rock And Roll All Nite garantiu as boas vendas, atingindo o Top 20 de singles de países como Áustria, Canadá e a já citada terra do Tio Sam. A partir daí, é história.

Desde então, "Alive!" se tornou um disco obrigatório na coleção de qualquer fã de Rock, seja lá qual for seu estilo favorito. Afinal, Kiss é influência notável entre vários gêneros, desde os medalhões farofeiros do Hard Rock oitentista até atrações contemporâneas como Lady Gaga.


Videoclipe de 13 anos depois, ainda prestando
tributo ao clássico na versão deste álbum


01. Deuce
02. Strutter
03. Got To Choose
04. Hotter Than Hell
05. Firehouse
06. Nothin' To Lose
07. C'mon And Love Me
08. Parasite
09. She
10. Watchin' You
11. 100,000 Years
12. Black Diamond
13. Rock Bottom
14. Cold Gin
15. Rock And Roll All Nite
16. Let Me Go, Rock N' Roll

Paul Stanley - vocal, guitarra base
Gene Simmons - vocal, baixo
Ace Frehley - guitarra solo, backing vocals
Peter Criss - vocal, bateria

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by Silver

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Kiss - Nashville 1984 [1984]


A notícia da prisão de Vinnie Vincent por agredir sua esposa e todos os rolos que se envolvem nisso, como quatro cachorros mortos guardados em sua casa e a fiança de 10 mil dólares que teve que pagar para ser libertado, já giraram o mundo do Rock. O homem se inativou do meio musical e as únicas notícias que se tinham dele eram seus processos contra o Kiss (que perdeu todos) e o recente lançamento de sua linha de guitarras (em que não apareceu no evento de lançamento, na NAMM deste ano).

O fato é que, apesar de ser um músico completo e um dos talentos mais injustiçados no meio da música pesada, Vinnie Vincent é um louco. Conseguiu estragar sua promissora carreira graças ao seu gênio difícil, inicialmente ao tentar mandar mais que Gene Simmons e Paul Stanley durante sua estadia no Kiss, posteriormente ao ser chutado de sua própria banda solo porque os integrantes e a gravadora simplesmente não o aguentavam mais. Além disso, se envolveu em outros inúmeros escândalos que nem compensam ser citados, pois tomariam grande parte deste texto.

Foto de Vinnie Vincent na delegacia. Não confunda com sua tia.

Resta aos fãs apreciar o que Vincent deixou registrado em seu período produtivo, até porque, depois disso, a possibilidade de voltar ao meio musical passou de "nula" para "negativa". E, sem dúvidas, o período com o Kiss foi o mais aplausível da carreira do guitarrista. A sua entrada, em 1982, para substituir o desanimado e dependente Ace Frehley, deu sangue novo para o grupo, que passava por momentos difíceis em se tratando de vendas e público por conta de discos como "Unmasked" e "Music From 'The Elder'".

Vinnie Vincent colaborou em uma parte de "Creatures Of The Night", hoje um dos prediletos dos fãs: co-escreveu I Love It Loud, I Still Love You e Killer, além de tocar guitarra em algumas outras faixas. A turnê de divulgação foi um fiasco nos Estados Unidos mas é lembrada com carinho pelos brasileiros, pois lotou os estádios do Maracanã, Mineirão e Morumbi. O álbum seguinte, "Lick It Up", foi um sucesso principalmente por conta da retirada das maquiagens, e foi aí que Vincent brilhou ao liderar as composições (co-escreveu 8 de 10 canções), destilar poderosas linhas de guitarra e se mostrar cada vez mais imponente ao vivo. E, de fato, não há registro melhor que este para provar minha última afirmação.


A incrível bootleg dessa postagem foi gravada em 11 de janeiro de 1984, no Nashville Municipal Auditorium da cidade norte-americana de Nashville, Tennessee, Estados Unidos. Se já rolavam desentendimentos, só Deus sabe. Mas a energia e o entrosamento do quarteto em cima do palco era sensacional. A banda estava afiadíssima, revigorada e nem aí para o seu passado, pois contava com um presente diferente e muito bom.

Em ótima fase, o grande performer Paul Stanley manda ver com vocais poderosos. Apesar de Gene Simmons estar visualmente deslocado e desconfortável nessa época, também manda muito bem. A dupla de "novatos" Vinnie Vincent e Eric Carr trucida do início ao fim com velocidade e disposição. Os dois parecem ser amigos de longa data, que tocavam desde crianças.



O set-list reflete a boa fase, visto que não foi construído com a intenção de fazer um revival. Clássicos como Cold Gin, Detroit Rock City, Rock And Roll All Nite e Love Gun não poderiam ficar de fora, mas a nova fase do Kiss ficou exaltada por canções dos dois últimos discos, que vão desde as "classicas de nascença" Lick It Up, War Machine e I Love It Loud até aquelas esquecidas em repertórios posteriores, como Gimme More e All Hell's Breakin' Loose.

Músicos com performance matadora, seleção de músicas de se tirar o fôlego e qualidade de som beirando a perfeição - o show foi captado diretamente da mesa de som. Quer mais o quê? Que Vinnie Vincent tome vergonha na cara? Confira já!



01. Intro
02. Creatures Of The Night
03. Detroit Rock City
04. Cold Gin
05. Fits Like A Glove
06. Firehouse
07. Gimme More
08. War Machine
09. Gene Simmons Bass Solo
10. I Love It Loud
11. I Still Love You
12. Eric Carr Drum Solo
13. Young And Wasted
14. Love Gun
15. All Hell's Breakin' Loose
16. Black Diamond
17. Lick It Up
18. Rock And Roll All Nite

Paul Stanley - vocal, guitarra
Gene Simmons - vocal, baixo
Vinnie Vincent - guitarra, backing vocals
Eric Carr - vocal, bateria

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by Silver

quinta-feira, 28 de abril de 2011

KISS – Smashes, Thrashes & Hits [1988]



Precisava refazer o que já era perfeito?

Em 1988 o KISS se encontrava em um período, no mínimo, estranho. As glórias estavam no passado e a formação da banda, embora tecnicamente perfeita, não conseguia mais realizar os grandes feitos da fase mascarada (ou mesmo sem máscaras, se contarmos os excelentes trabalhos com Vinnie Vincent e Mark St. John).

Bruce Kulick, irmão mais novo do fiel escudeiro de estúdio Bob Kulick, estava havia quase quatro anos com o Kiss na estrada e, ao vivo, como disse o próprio Paul Stanley no vídeo do Alive III - Konfidential, parecia uma árvore tocando um ukelele (comparativo genial, diga-se). Embora seja um guitarrista genial, Kulick não tinha a presença de palco de seus predecessores, e KISS, caro passageiro, é banda de palco.


A última vez que o KISS havia lançado uma coletânea tinha sido o maravilhoso Double Platinum, no distante ano de 1978. Ressalte-se que, embora Killers tenha sido uma coletânea, seu lançamento foi restrito a determinados mercados fonográficos, como o brasileiro, a fim de divulgar a turnê que lotou o Maracanâ. Era hora de lançar mais uma, contendo os sucessos que vieram depois, e a nível mundial. Mas, existia material suficiente para encher um disco? A resposta era: não. Desde o ano de 1978 o KISS não fazia mais hits com tanta freqüência, ou mesmo hits que fossem capazes de alavancar as vendas de uma coletânea.

Surgiu, então, a ideia brilhante dos gerentes de marketing da banda (leia-se Stanley e Simmons): regravar alguns antigos sucessos com o primor técnico da nova formação. Também aproveitar o embalo e injetar duas canções inéditas para mostrar ao público que eles ainda conseguiam fazer alguma música capaz de virar hit. Pegar os maiores sucessos nos USA e na Inglaterra e lançar duas versões da coletânea, uma americana e outra inglesa (devotos de San Marketing, louvai). Em 15 de novembro de 1988 era lançado Smashes, Thrashes & Hits, postagem de hoje na versão norte americana.

O play abre com as duas músicas inéditas, para mostrar ao ouvinte que veio conferir os velhos hits que o KISS ainda existia e estava na ativa. Let’s Put The X In Sex traz aquele clima típico dos anos 80, lembrando um KISS bronzeado e com corpinhos sarados curtindo a vida nas baladas do oeste norte americano. Paul Stanley dá um show de voz nessa música, com agudos fantásticos. Bruce Kulick detona um solo com wah wah que, sinceramente, me faz pensar se ele não pode ser considerado o melhor guitarrista do KISS sem Frehley.





Na esteira a segunda inédita, (You Make Me) Rock Hard traz aquele que é um dos riffs preferidos de Bruce Kulick. O velho peso da bateria zeppeliniana de Eric Carr está mais vivo do que nunca, com um cowbell sem-vergonha puxando o coro do refrão.

Definitivamente, eles queria conquistar o mundo novamente. Não era um KISS muito diferente daquele que gravou Crazy Nights, mas parecia ter mais gana, mais feeling, menos acomodação. Kulick, de novo, é o destaque. Os solos dele são músicas dentro das músicas; são melodias especiais que se encaixam num contexto geral mas, ao mesmo tempo, são completamente diferentes das linhas vocais. Bruce pra presidente – e já.





Das antigas, nenhuma novidade, exceto que temos uma gravação de Beth com Eric Carr nos vocais e que os timbres estão melhores, sendo que os músicos resolveram manter as performances originais. Nem todas as versões são regravações, deve-se destacar. As informações não são muito claras no vinilão que tenho. Na internet esses detalhes também são omitidos. Creio que, das que compõem o track list abaixo, as remixadas passaram por um algo mais durante esse trabalho.

Quer ver como o KISS entrou em baixa na popularidade durante os anos 80? Basta analisar o track list e verificar que, das 13 músicas que compõem a coletânea, somente 4 (I Love It Loud, Lick It Up, Heaven’s on Fire e Tears Are Falling) são da década; e, dessas, somente uma é da discografia que conta com Bruce Kulick.

Mas é um disco excelente, que faz por merecer a ouvida e, sinceramente, é uma coletânea que foi feita para ouvir andando de carro (à exceção da horrorosa Beth que nunca curti).

Track List

1. "Let's Put the X in Sex" Inédita
2. "(You Make Me) Rock Hard" Inédita
3. "Love Gun" (remix) - Love Gun (1977)
4. "Detroit Rock City" (remix) - Destroyer (1976)
5. "I Love It Loud" (remix) - Creatures of the Night (1982)
6. "Deuce" (remix) - Kiss (1974)
7. "Lick It Up" - Lick It Up (1983)
8. "Heaven's on Fire" - Animalize (1984)
9. "Calling Dr. Love" (remix) - Rock and Roll Over (1976)
10. "Strutter" (remix) - Kiss (1974)
11. "Beth" (Eric Carr vocal) - Destroyer (1976)
12. "Tears Are Falling" - Asylum (1985)
13. "I Was Made for Lovin' You" - Dynasty (1979)
14. "Rock and Roll All Nite" (remix) - Dressed to Kill (1975)
15. "Shout It Out Loud" (remix) - Destroyer (1976)


Mark St. John, Ace Frehley, Paul Stanley, Vinnie Vincent, Bruce Kulick (guitarras)
Peter Criss, Eric Carr (bacteria e vocais)
Gene Simmons (baixo e voz)
Paul Stanley (guitarras e voz)

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Por Zorreiro

sexta-feira, 8 de abril de 2011

KISS - Alive II [1977]


Em 1977, era posssível afirmar que o KISS era a banda de Rock mais conhecida dos Estados Unidos – não vou entrar no mérito de quem é melhor ou pior, pois é algo muito pessoal. Essa onda de popularidade havia começado dois anos antes com Alive, álbum ao vivo que é referência na história da música. Como as crises de ego entre os integrantes já começavam a acontecer, a gravadora resolveu explorar o bom momento o máximo que pudesse. Para isso, nada mais garantido que uma continuação do grande sucesso de outrora. Chamaram o produtor Eddie Kramer, figura presente na história do grupo desde os primeiros passos. Buscando não repetir as faixas do primeiro Alive, foram selecionadas apenas canções de Destroyer, Rock And Roll Over e Love Gun. Como isso não seria suficiente para preencher um álbum duplo, a solução foi gravar mais cinco músicas em estúdio.

A maior parte de Alive II foi gravada durante uma série de shows entre 25 e 28 de agosto do já citado ano, no The Forum, em Los Angeles. As exceções são: “Hard Luck Woman” e “Tomorrow and Tonight”, registradas durante a passagem de som em Passaic, New Jersey e editadas nos estúdios; “Beth” e “I Want You”, do show de 2 de abril, em Tóquio, Japão. Fica clara a evolução artística do quarteto, especialmente de Paul Stanley e Ace Frehley. Enquanto o Starchild caprichava nos vocais e na postura de showman, o Space Ace mostrava porque seria influência para todas as gerações futuras de guitarristas. Mandando ver em riffs e solos cada vez melhores, dava uma aula de como ser simples e eficiente. Gene Simmons encarnava de vez sua figura misteriosa e o contestado Peter Criss ainda conseguia espancar seu instrumento com ritmo e força impecáveis, além de mostrar aquele registro vocal rouco sensacional.


Dos cinco novos sons, Bob Kulick assumiu o lugar de Ace em quatro, já que este andava desligado do mundo naquele momento, graças a seus constantes abusos de ordem química. A exceção fica por conta da excelente “Rocket Ride”, composta e cantada pelo próprio. Em minha opinião, a melhor das inéditas. Não à toa, é presença garantida nas apresentações solo de Frehley até hoje. Mas Paul também deixa sua marca em “All American Man”, enquanto Gene contribui com a festeira “Rockin’ In The USA” e “Larger Than Life”. Para fechar o trabalho, uma regravação para “Anyway You Want It”, hit do Dave Clark Five. Como curiosidade, a idéia original para o cover era “Jailhouse Rock”. Mas como Elvis Presley recém havia falecido, a sugestão foi descartada, para não soar oportunista no pior sentido da palavra.

Alive II encerra uma fase do KISS, que passaria por sérias turbulências no ano posterior. A solução para disfarçar veio com cada membro lançando seu próprio álbum e o pastelão KISS Meets The Phantom Of The Park. O começo do fim, que ficaria mais evidente após o lançamento de Dynasty e uma turnê cheia de crises pessoais, que resultariam na saída de Peter Criss. Como escreveu o jornalista Thales de Menezes ao comentar o relançamento dos oito primeiros discos da banda na finada Showbizz: “Quem quiser entender a importância do KISS só precisa colocar a primeira faixa de Alive II para tocar. Bastam os primeiros 40 segundos de ‘Detroit Rock City’, com o riff matador de Ace Frehley, para perceber que o Rock sempre deve ser uma grande festa”. Precisa mais?

Paul Stanley (vocals, guitars)
Gene Simmons (vocals, bass)
Ace Frehley (guitars, vocals)
Peter Criss (drums, vocals)

Special Guest
Bob Kulick (guitars on CD 2 # 6, 7, 8, 10)

CD 1

01. Detroit Rock City
02. King Of The Night Time World
03. Ladies Room
04. Makin’ Love
05. Love Gun
06. Calling Dr. Love
07. Christine Sixteen
08. Shock Me
09. Hard Luck Woman
10. Tomorrow And Tonight

CD 2

01. I Stole Your Love
02. Beth
03. God Of Thunder
04. I Want You
05. Shout It Out Loud
06. All American Man
07. Rockin’ In The USA
08. Larger Than Life
09. Rocket Ride
10. Anyway You Want It

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JAY

domingo, 13 de março de 2011

Kiss - Live In Tokyo, Japan (Third Night) [2003]


Durante a Farewell Tour, que supostamente daria fim à carreira do Kiss, os problemas entre os mascarados originais apareceram. O baterista Peter Criss anunciou sua saída no início de 2001, alegando estar infeliz com seu salário, sendo substituído por Eric Singer até 2003. Nesse período, Ace Frehley deixou o posto de guitarrista para Tommy Thayer, descontente com a "mentira" que foi a Farewell Tour, logo após uma nova turnê com o Aerosmith ser divulgada. Criss retornou em 2003, já com Thayer, e a gravação de "Symphony: Alive IV" se deu na Austrália.

Logo após a gravação desse live, algumas datas no Japão e nos Estados Unidos antecederam a tour com o Aerosmith, exclusivamente norte-americana. O registro dessa postagem se deu em um de tais concertos pré-turnê, em 13 de março de 2003, no Budokan Hall de Tóquio, Japão. Em especial, essa bootleg traz a última de três noites consecutivas do Kiss na arena japonesa - todas com a capacidade máxima de pagantes, ultrapassando 12 mil.

A gravação é curiosa em alguns aspectos. A formação já chama a atenção logo de cara, pois traz Peter Criss e Tommy Thayer no mesmo palco, algo que, para muitos, se resumiu a acontecer apenas em "Symphony: Alive IV". E a energia flui muito bem, tanto quanto a performance de cada um. Desde o novato Thayer até os veteranos de guerra (inclusive o cansado-de-vez-em-quando Criss), todos soam muito bem em todo o concerto. Comentários dispensáveis acerca da dupla dinâmica Gene Simmons e Paul Stanley, sempre impecáveis.

Com Joe Perry do Aerosmith, algumas semanas depois

Qualquer fã da banda se animará com um repertório como o desse show, que ainda é um pouco inspirado no recém-gravado live. Além de uma seleção de quase duas horas, o set-list conta com pérolas um pouco perdidas nos anteriores e/ou mais recentes, como King Of The Night Time World (abrindo a pauleira), Forever, Psycho Circus, Heaven's On Fire e Goin' Blind, esta a mais intrigante e que se tornou um lado B injustiçado do Kiss.

Os destaques, obviamente, ficam para as faixas supracitadas, que acabaram sendo esquecidas em sets posteriores e/ou anteriores dos caras, além dos clássicos Deuce, Cold Gin, Firehouse, Rock And Roll All Nite e muitas outras. Vale lembrar, só para concluir, que a gravação do áudio foi feita por uma rádio local - ou seja, a qualidade de som é excelente.

01. Intro
02. King Of The Night Time World
03. Deuce
04. Strutter
05. Let Me Go, Rock N' Roll
06. Lick It Up
07. Calling Dr. Love + Goin' Blind
08. Psycho Circus
09. Gene Simmons Bass Solo
10. God Of Thunder
11. Shout It Out loud
12. Forever
13. Firehouse
14. Do You Love Me?
15. Heaven's On Fire
16. Cold Gin
17. Cold Gin (Cont.)
18. I Was Made For Lovin' You
19. Love Gun
20. Black Diamond
21. Beth
22. Detroit Rock City
23. Rock And Roll All Nite

Paul Stanley - vocal, guitarra
Gene Simmons - vocal, baixo
Peter Criss - vocal, bateria
Tommy Thayer - guitarra, backing vocals

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by Silver

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Kiss - Sonic Boom [2009]


Conheço o Kiss desde que conheço Rock, ou até antes, mas conheci mesmo quando me tornei fã de Rock, no começo da década de 2000. Desde 2005 é minha banda predileta, e não sei dizer o porquê. A música fascina, os atrativos "circenses" fascinam, a postura dos frontmen perante a mídia fascina, a visão de mercado fascina, a história de vida dos principais integrantes fascina. Tudo no Kiss é capaz de deixar qualquer um com brilho nos olhos. Mas nunca havia vivido a experiência de aguardar e ouvir um trabalho recente dos caras, tendo em vista que o último de inéditas havia sido "Psycho Circus", de 1998, que é bom mas é conflituoso e está longe de ser um dos melhores. Isso me frustrava.

Em 2008, especulações acerca de um novo trabalho de inéditas do Kiss começaram. Os líderes Paul Stanley e Gene Simmons, decididos a não lançarem um disco novo, por conta da pirataria e do desestímulo das gravadoras, simplesmente mudaram de ideia. Ora, os caras são vira-casaca, vivem mudando de ideia. Mas dessa vez agradeci, e a puxação de saco começou. Gene declarou que viria uma mistura entre "Rock And Roll Over" e "Love Gun". Exagero. Mas todo o resto - "um álbum básico, roqueiro e dignamente setentista" - se confirmou.

"Sonic Boom" foi lançado oficialmente em 6 de outubro de 2009 nos Estados Unidos e um dia antes na Europa. Antes disso já estava na segunda encarnação da Combe do Iommi. Muitos devem se lembrar que fizemos uma capa alternativa e um título diferente. Pouco tempo depois o blog foi apagado pela segunda vez. Mas isso não interessava e ainda não interessa: é Kiss! Espero que não seja deletado de novo (risos), até porque o êxtase que tomou conta dos meus pensamentos é inexplicável, pois a banda anunciou que um novo álbum está chegando. Esse álbum deveria ser postado novamente, e cá estou fazendo o trabalho.


"Modern Day Delilah" abre o álbum. Que música, que riff, que levada, que voz, que solo. Não era uma mistura entre os dois álbuns citados, e sim uma mistura do que havia de melhor na carreira do Kiss - incluindo petardos como "Creatures Of The Night" e "Revenge". "Russian Roulette" chega imponente em seguida, com um instrumental forte e ótimas letra e performance vocal de Gene Simmons. Já se nota um diferencial em relação ao fatídico "Psycho Circus" - backing vocals. Sim, fazem a diferença.

"Never Enough" é a terceira faixa, foi o terceiro single a ser lançado e tem quase 3:30 de duração. Numerologias à parte, é um musicão. Hard de primeira, grudento, com uma baita execução vocal de Paul Stanley. "Yes I Know (Nobody's Perfect)" não dá tempo para respirar - Rockão básico, na medida, clássico de Simmons. "Stand" é a que menos gosto, mas ainda é um petardo. Na linha de "God Gave Rock N' Roll To You II", divide estrofes entre Gene e Paul e traz uma melodia mais grudenta. Ainda ótima por transbordar emoção e energia.

"Hot And Cold", canção reciclada de antigas demos, é uma paulada na cara. A bateria de Eric Singer faz a diferença. Sua presença até nos vocais faz diferença, vide a próxima "All For The Glory". Além do mais, o cara canta bem e recebeu uma composição excelente de Stanley como um presente (o oposto de "I Finally Found My Way", feita pelo Starchild para Peter Criss em "Psycho Circus").



"Danger Us" traz Paul cantando muito e ótimas guitarras - Tommy Thayer se destaca em todo o álbum, mas está endiabrado no finalzinho. "I'm An Animal", de Gene, é a mais pesada do play. Boa letra e ótimas guitarras. E por falar em guitarras, "When Lightning Strikes" vem a seguir e é cantada por Thayer, que tem um vozeirão bacana e se mostrou um bom compositor. "Say Yeah", segundo single, fecha essa maravilha com orgulho. Uma letra digna de encher os olhos de lágrimas e de se honrar o Rock n' Roll, que ainda não teve sua chama apagada.

A repercussão foi tão boa que, como relatado anteriormente, um novo lançamento virá ainda este ano. Novamente com a produção de Paul Stanley e provavelmente nos moldes de "Sonic Boom". E de fato, esses caras não podem nunca mais entrar em hiato de novo, pelo menos até morrerem. Sem mais delongas, o álbum da década - e tenho dito.



01. Modern Day Delilah
02. Russian Roulette
03. Never Enough
04. Yes I Know (Nobody's Perfect)
05. Stand
06. Hot And Cold
07. All For The Glory
08. Danger Us
09. I'm An Animal
10. When Lightning Strikes
11. Say Yeah

Paul Stanley - vocal em 1, 3, 5, 8 e 11; guitarra base; violão; backing vocals
Gene Simmons - vocal em 2, 4, 5, 6 e 9; baixo; backing vocals
Tommy Thayer - vocal em 10, guitarra solo, backing vocals
Eric Singer - vocal em 7, bateria, backing vocals

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by Silver

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Kiss - Destroyer [1976]


Existem discos que são divisores de água na carreira de alguns grupos e que consolidam sua posição como grandes bandas ou até mesmo lendas, e que deixam um legado eterno no cenário musical, devido a revolução que os mesmos causam. E que além disso, dão uma estima a um grupo que anteriormente, por mais que tenha chamado a atenção, não tinha sua devida e merecida consolidação. E nestes sempre tem um personagem que dá um toque a mais, como produtores ou mesmo músicos convidados, que responsáveis diretos pelo momento de inspiração concedido.

E isso não podia ser diferente com o nosso amado Kiss, do qual também sou fã, assim como os outros escritores deste blog. Até o ano de 1975, eles eram conhecidos como uma banda que ao vivo era explosiva, mas que com seus discos de estúdio não haviam alcançado este mesmo patamar. Tanto que o maior sucesso e o disco que chamou mais atenção aquele momento foi o seu clássico "Alive!", em que eles atestavam a capacidade que tinham de arrebentar em suas apresentações. E para mudar essa situação, para a gravação de seu próximo disco de estúdio, foi convocado o produtor Bob Ezrin, que naquele momento era conhecido por seu trabalho com Alice Cooper.A vontade era tanta de levar o som a um próximo nível, que até Gene Simmons acreditava que apenas Ezrin seria capaz de ajudar a banda nesse sentido. E sim, realmente foi uma grande sacada.


Além de ser um excelente produtor, ele levou a banda a outros patamares em sentido musical. Rígido, muitas vezes cobrava do grupo uma atitude profissional. O engenheiro de som Jay Messina relembra um episódio em que sintetiza bem a atitude de Ezrin: "Eu me lembro que uma vez alguém fez uma brincadeira e a banda parou de tocar. Bob, meio na brincadeira, disse: "Nunca parem uma gravação a não ser que eu mande!". Eu me lembro da expressão na cara de Gene, como se dissesse: "Quem é esse cara, falando conosco dessa maneira?" (risadas)". Tanto que posteriormente, Stanley disse que aquelas palavras eram justamente as que precisavam ouvir naquele momento.

Ezrin assumiu o papel de força motriz na banda no estúdio naquele momento, o que acabou por não agradar a Ace Frehley, devido a seu estilo Napoleônico, que era totalmente o oposto da personalidade descontraída de Frehley. Mas mesmo com tudo isso, o trabalho apresentado nesse registro não é menos que memorável. Já por sua capa, em que a banda aparece retratada como um grupo de super heróis. E isso não é exagerado, pois tudo o que tem nesse disco é difícil de descrever com palavras.





E das nove canções desse disco, pelo menos seis se tornaram clássicos incontestáveis. Ou alguém aqui questiona petardos como "Do You Love Me?", "Detroit Rock City", "God of Thunder", "Beth", "King of the Night Time World" e "Shout It Out Loud"? Creio que essa tarefa seja impossível, pois aqui temos praticamente um greatest hits resumido. Mas mesmo as outras três não citadas também são de qualidade excelente. "Great Expectations" é uma das canções prediletas do Kiss deste que vos escreve, com uma letra que sintetiza de maneira perfeita a reação de um fã em um show do grupo, em que eles inovam, com a participação da orquestra filarmônica de Nova Iorque.

"Sweet Pain" e "Flaming Youth" completam esse disco de maneira magistral, em que não existem músicas ruins, em que a união do grupo com Ezrin geraram um disco único e viciante. Assim como meu post de ontem, esse é um daqueles registros que são essenciais na discografia de qualquer roqueiro. Uma aula de rock, que consolidou de vez os quatro mascarados para o status de lenda. E se prepare para que aconteça o que Gene Simmons sentencia em uma das canções: "Our music drives you wild along with the rest!"




1.Detroit Rock City
2.King of the Night Time World
3.God of Thunder
4.Great Expectations
5.Flaming Youth
6.Sweet Pain
7.Shout It Out Loud
8.Beth
9.Do You Love Me?


Paul Stanley - Vocais e Backing Vocals, Guitarra Base
Gene Simmons - Baixo, Vocais e Backing Vocals
Ace Frehley - Guitarras, Backing Vocals
Peter Criss - Bateria, Vocais e Backing Vocals

Músicos Convidados:
Dick Wagner – Guitarra Solo em "Flaming Youth" e "Sweet Pain"
Brooklyn Boys Chorus – Vocais em "Great Expectations"
David e Josh Ezrin – Vozes em "God of Thunder"


By Weschap Coverdale

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

KISS - Karaoke [2007]


E aí, já decidiu como vai encher o saco da família nas festas de fim de ano? Que tal soltando a voz ao som de clássicos do KISS? Pois aqui está a arma que você precisa para essa operação. Um karaokê com vários hinos de Gene, Paul e companhia sem as vozes principais, pronto para encaixar o seu registro. Sim, sua avó arrancará os cabelos, sua mãe quebrará os pratos, suas tias xaropes se abanarão com a barra da saia e seu cachorro pedirá piedade uivando. Só não esqueça a maquiagem correta e das requebradas e mostradas de língua mais que pertinentes para a ocasião. Ponha a culpa no álcool consumido durante as celebrações, é claro.

No mais, não tem muito mistério no que você vai encontrar aqui. Versões instrumentais, com os backing vocals ao fundo, preparando o terreno para o cidadão comum soltar a voz sem dó nem piedade de quem estiver por perto. Tudo muito bem executado, dentro do padrão KISS de qualidade, mesmo não sendo algo que partiu dos próprios – mas a máquina empresarial tem que seguir faturando, já diria nosso amigo The Demon com toda sua perspicácia e sensatez. Artigo altamente recomendado para tirar um sarro com os amigos nos momentos mais etílicos de relações interpessoais. Essencial para umas boas risadas nessa época.

01. Beth
02. Calling Dr. Love
03. Christine Sixteen
04. Cold Gin
05. Detroit Rock City
06. Deuce
07. Domino
08. Firehouse
09. Forever
10. God Of Thunder
11. Hard Luck Woman
12. Heaven's On Fire
13. I Love It Loud
14. I Was Made For Loving You
15. Lick It Up
16. Love Gun
17. Psycho Circus
18. Rock And Roll All Nite
19. Shout It Out Loud
20. Strutter

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JAY

domingo, 12 de dezembro de 2010

Kiss - Music From The Elder [1981]


Em primeiro lugar, vale a ressalva de que é impossível discorrer sobre esse disco sem se extender. O trabalho é complexo e seu background mais ainda. Na altura do campeonato em que "Music From The Elder", nono disco de estúdio do Kiss, começou a ser pensado, havia muito a se considerar. O grupo perdia popularidade nos Estados Unidos, tanto que sua última turnê só teve um show (vazio) no continente americano - o resto se deu na Europa e na Oceania. Os antecessores "Dynasty" e "Unmasked" já experimentavam outros sons, ligados na Pop/Disco Music, e a recepção geral não atendeu às expectativas. Era preciso arriscar, e a gravadora exigia um novo lançamento.

A história de "Music From The Elder" foi idealizada pelo baixista Gene Simmons. É bem confusa e pobre. Em suma, relata sobre um jovem garoto, pertencente à um grupo que combatia o mal, que estava sendo treinado para o combate contra forças malignas. Durante a jornada, seus sentimentos de incerteza surgem e são o principal foco das composições. Compositores como Lou Reed e Tony Powers (entre outros que tiveram suas contribuições descartadas) foram convidados e deram desenvolvimento à "trama", deslocando mais ainda o sentido. Pra piorar, a ordem das faixas na versão norte-americana e europeia (a mesma dessa postagem) diverge do conceito. As letras não fazem muito sentido nem quando seguidas na sequência correta, na errada piora!

Pagando de cult. Da esquerda pra direita: Ace Frehley,
Paul Stanley, Gene Simmons, Eric Carr

Apesar do recém-entrado baterista Eric Carr ser excelente, a ausência de Peter Criss era sentida principalmente por Ace Frehley, que havia perdido seu poder de opinião nas decisões, controladas por Paul Stanley e Gene Simmons (Carr era novato e não podia opinar, para a dupla, ainda mais porque concordava com Ace). Contestado quando propôs uma "volta às raízes" com um disco essencialmente roqueiro, o guitarrista assumiu uma postura rebelde e se afundou cada vez mais nas drogas quando o produtor Bob Ezrin foi convocado para produzir o trabalho que aprovou o conceito inicial. O distanciamento foi tão grande que, em tempos analógicos, o Frehley preferiu gravar suas partes em seu estúdio, em Connecticut, enquanto que todo o resto estava no Canadá.

Como era de se esperar, "Music From The Elder" não foi bem recebido. A sensação dos envolvidos, dos fãs e da mídia foi de confusão. O disco teve baixas posições nas paradas de onde costumavam atingir o topo, e as vendas foram tão baixas que até hoje permanece como um dos únicos (ao lado de "Carnival Of Souls") que não recebeu, ao menos, disco de ouro nos Estados Unidos, além de não terem perdido tempo ao realizarem uma turnê de divulgação - resumindo, foi um fracasso! Curiosamente, a crítica especializada, que tanto execrava os mascarados, decidiu adorar o disco - inclusive a revista Rolling Stone, que sempre os renegou.

Depois de tudo que já foi dito, vai soar bem controverso a afirmação de que se trata de um dos melhores álbuns do Kiss. Isso mesmo. Entre os fãs, já é um clássico "cult", recompensando a injustiça sofrida em sua época de lançamento. E não é pra menos, pois "Music From The Elder" é um disco riquíssimo musicalmente. Os arranjos são requintados e há uma classe incontestável nas composições, que assumem um contexto épico mas apresentam a essência dos caras. Pode ser que demore um tempo para ser devidamente "digerido", mas após ser assimilado, torna-se figurinha carimbada na discografia de quem teve paciência.

Gene, você não está nada atraente. Nem assustador!

Parece anormal, mas em todo o play, o conjunto soa uníssono, com todos se destacando, enquanto que os anteriores viram os holofotes para apenas um membro por canção. Nota-se o fantástico amadurecimento de Gene Simmons e Paul Stanley, desde as sequências utilizadas no instrumental até pelas vozes bem treinadas, exalando feeling ímpar e boa técnica. Ace Frehley foi castrado - seus solos só podem ser encontrados em duas faixas, enquanto Stanley assumiu a guitarra solo em três. Mesmo deslocado, fez bem o que esteve responsável por fazer. Ofuscado, drogado e desapontado, acabou caindo fora no ano seguinte. Eric Carr, apesar de ter suas linhas de bateria substituídas em duas músicas, captou bem a ideia e mandou ver no disco como um todo. Seu "magnum opus" como baterista se deu no full-length sucessor, "Creatures Of The Night".

Os destaques particulares vão para a densa abertura "The Oath", onde Paul Stanley impressiona com ótimos vocais e linhas de guitarra; para a épica balada "A World Without Heroes", que ganhou uma versão excelente no "MTV Unplugged"; para a incrível "Dark Light", única colaboração ativa de Ace Frehley (letra e melodia); e para a incrível "I", onde os vocais são divididos pela dupla dinâmica e há um refrão imbatível. Apesar de tudo, vale a pena ser ouvido.



01. The Oath
02. Fanfare
03. Just A Boy
04. Dark Light
05. Only You
06. Under The Rose
07. A World Without Heroes
08. Mr. Blackwell
09. Escape From The Island
10. Odyssey
11. I
12. Finale

Paul Stanley - vocal em 1, 3, 5, 10 e 11; guitarra solo em 1, 6 e 7; guitarra base; violão de 6 e 12 cordas; backing vocals
Gene Simmons - vocal em 5, 6, 7, 8 e 11; baixo, backing vocals
Ace Frehley - vocal em 4, guitarra solo em 4 e 9, baixo em 4, violão, backing vocals
Eric Carr - bateria, percussão, backing vocals

Músicos adicionais:
Bob Ezrin - baixo em 8 e 9, teclados, piano, backing vocals
Allan Schwartzberg - bateria em 10 e 11

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by Silver