
Formado em 1993 nos Estados Unidos a partir da união do tecladista ucraniano, Vitalij Kuprij, e do guitarrista suíço, Roger Staffelbach, após terem se conhecido na Suíça onde estudavam música (Vitalij focado na música clássica, e Roger no jazz), o Artension nunca conseguiu conquistar tanto destaque na cena do Heavy Metal e nem especificamente do Prog Metal, no entanto acabou por revelar um dos vocalistas mais talentosos da década de 90, e um músico extraordinário que é reconhecido por ser o "tecladista mais rápido do mundo", mas que nem por isso se utiliza da velocidade pra se exibir e fazer os manjados "malabarismos" com o instrumento, criando seus geniais solos e arranjos rápidos com muita propriedade e uma malícia que não se equipara à nenhum outro tecladista do estilo. Isso sem contar o monstruoso Mike Terrana (Rage, Malmsteen, Axel Rudi Pell), que nessa época ainda tava começando a chocar os fãs de Metal com suas torturantes linhas percussivas, e entrou na banda a convite de Kuprij, depois de ter visto algumas de suas apresentações com o Malmsteen.
Apesar de Staffelbach não acompanhar o nível criativo do restante da banda e ter uma atuação tímida no meio de músicos de habilidades espantosas, isso não chega a tirar o brilho da banda visto que as composições e os arranjos são os focos principais da música do Artension, dessa forma, seus riffs crus e simples passa a ser um diferencial que torna ainda mais firme as músicas refinadas do grupo.
O grupo teve um início até certo ponto morno com o debut "Into the Eye of the Storm" [1996], onde se mostraram uma típica banda de Prog Metal, demonstrando mais do mesmo, técnica muito apurada, virtuosismo beirando o exibicionismo, pouco feeling e inspiração. Todavia, isso serviu de amadurecimento e aprendizado para logo no segundo disco registrarem um dos melhores trabalhos do estilo, e mostrando definitivamente ser uma banda diferenciada, lhes acrescentado o que faltava: feeling e inspiração de sobra.
Nesse contexto, o intento básico das bandas de Prog Metal que pode se resumir a um som marcado por virtuosismo excessivo e maçante, exibicionismo individual e total falta de melodia agradável ou feeling apurado, é posto em outros patamares em Phoenix Rising. Certamente é inevitável fugir das características cruciais do estilo, mas a diferença tá na maneira como a banda trabalha essas características, pois conta com 2 compositores que sabem transpor as saturações e compõem sons que trazem tudo que um fã de Prog Metal quer escutar e um algo mais que faz qualquer amante de um estilo pesado e bem feito, também se render ao trabalho dos caras, seja fã de Heavy Metal, Hard Rock ou até o velho Rock Progressivo.
Phoenix Rising foi produzido por Mike Varney do selo Shrapnel Records, que foi o responsável por propor um contrato para o Artension, além de sugerir que a banda até então um grupo instrumental liderado por Vitalij Kuprij e Roger Staffelbach, adicionasse um vocalista, e apresentou alguns para Roger e Vitalij, que ficaram surpresos quando se depararam com John West (Cozy Powell, Royal Hunt, Feinstein), até então um desconhecido vocalista que havia ocupado o posto de um dos vocalistas mais estimados da década de 80, o incomparável Ray Gillen, no Badlands. Embora não tenha gravado nada oficialmente com a banda, chegando apenas a participar de dois projetos pouco antes de sua entrada no Artension, gravando algumas faixas para os discos do Sun Red Sun e o Guest List do Marc Ferrari.
Vitalij e Roger também contribuíram co-produzindo o álbum, que também contou com a participação do guitarrista James Murphy, muito conhecido da cena extrema por ter gravado discos com bandas como Death, Obituary e Testament, e que aqui fez o solo da faixa "Goin' Home", além de ter participado de outros discos do Artension.
O álbum começa pra valer em "Through the Gate", que tem seus momentos de loucura com Kuprij tocando na velocidade da luz, e com a voz brilhante de John West se sobressaindo, amparado em linhas vocais marcantes e um refrão muito bom. E nesse momento, a presença de Staffelbach se mostra bem eficaz e dá um contraste interessante à música do Artension. De um lado Kuprij e Terrana dando demonstrações de técnicas exímias, e do outro lado, Staffelbach e o baixista Kevin Chown segurando a onda, sem pretensões e dentro do processo de composição que é sempre conduzido da mesma forma: Vitalij Kuprij desenvolvendo o instrumental e os arranjos, enquanto John West cria as melodias e linhas vocais.
Depois de uma faixa mais Heavy Metal, óbvio que a banda ia encaixar um som pra balancear, assim surge na sequência, "Valley of the Kings", uma das mais progressivas faixas desse disco, e onde novamente a interpretação de John West arrepia, e os arranjos de Kuprij se mostram muito sofisticados, demonstrando ser indubitavelmente um dos melhores tecladistas de Metal, pois acrescenta uma alta dose de criatividade com arranjos complexos, embora nunca soe "plastificado" e ainda abusa de passagens clássicas ao piano, com bastante sutileza, e que, aliás, cria linhas de piano belíssimas que se destacam ao longo de todo trabalho do Artension.
O disco inteiro vai caminhando nessa linha, algumas músicas mais diretas, como "Blood Brother" (quem diria que uma banda de Prog Metal poderia fazer uma música tão pegajosa como essa?!) e "Into the Blue" (com Kuprij tocando com seus 500 dedos), outras mais introspectivas e arrastadas como a faixa-título, até os derradeiros momentos, por conta da extraordinária "Forbidden Love" e o grande momento do disco, a progressiva "Goin' Home", que é uma das baladas mais lindas que eu já escutei, com melodias deleitosas de piano carregando a música mesmo nas partes mais pesadas, e mais uma atuação de tirar o fôlego de John West, um trabalho impecável dessa dupla que é a alma do Artension.
E fechando o disco ainda temos um instrumental solo de piano, meio perturbador, mas muito bom!
Sem mais, um clássico do estilo e acessível à qualquer um, mesmo os que não simpatizam com o Progressivo (sou um exemplo disso).
Apesar de Staffelbach não acompanhar o nível criativo do restante da banda e ter uma atuação tímida no meio de músicos de habilidades espantosas, isso não chega a tirar o brilho da banda visto que as composições e os arranjos são os focos principais da música do Artension, dessa forma, seus riffs crus e simples passa a ser um diferencial que torna ainda mais firme as músicas refinadas do grupo.
O grupo teve um início até certo ponto morno com o debut "Into the Eye of the Storm" [1996], onde se mostraram uma típica banda de Prog Metal, demonstrando mais do mesmo, técnica muito apurada, virtuosismo beirando o exibicionismo, pouco feeling e inspiração. Todavia, isso serviu de amadurecimento e aprendizado para logo no segundo disco registrarem um dos melhores trabalhos do estilo, e mostrando definitivamente ser uma banda diferenciada, lhes acrescentado o que faltava: feeling e inspiração de sobra.
Nesse contexto, o intento básico das bandas de Prog Metal que pode se resumir a um som marcado por virtuosismo excessivo e maçante, exibicionismo individual e total falta de melodia agradável ou feeling apurado, é posto em outros patamares em Phoenix Rising. Certamente é inevitável fugir das características cruciais do estilo, mas a diferença tá na maneira como a banda trabalha essas características, pois conta com 2 compositores que sabem transpor as saturações e compõem sons que trazem tudo que um fã de Prog Metal quer escutar e um algo mais que faz qualquer amante de um estilo pesado e bem feito, também se render ao trabalho dos caras, seja fã de Heavy Metal, Hard Rock ou até o velho Rock Progressivo.
Phoenix Rising foi produzido por Mike Varney do selo Shrapnel Records, que foi o responsável por propor um contrato para o Artension, além de sugerir que a banda até então um grupo instrumental liderado por Vitalij Kuprij e Roger Staffelbach, adicionasse um vocalista, e apresentou alguns para Roger e Vitalij, que ficaram surpresos quando se depararam com John West (Cozy Powell, Royal Hunt, Feinstein), até então um desconhecido vocalista que havia ocupado o posto de um dos vocalistas mais estimados da década de 80, o incomparável Ray Gillen, no Badlands. Embora não tenha gravado nada oficialmente com a banda, chegando apenas a participar de dois projetos pouco antes de sua entrada no Artension, gravando algumas faixas para os discos do Sun Red Sun e o Guest List do Marc Ferrari.
Vitalij e Roger também contribuíram co-produzindo o álbum, que também contou com a participação do guitarrista James Murphy, muito conhecido da cena extrema por ter gravado discos com bandas como Death, Obituary e Testament, e que aqui fez o solo da faixa "Goin' Home", além de ter participado de outros discos do Artension.
O álbum começa pra valer em "Through the Gate", que tem seus momentos de loucura com Kuprij tocando na velocidade da luz, e com a voz brilhante de John West se sobressaindo, amparado em linhas vocais marcantes e um refrão muito bom. E nesse momento, a presença de Staffelbach se mostra bem eficaz e dá um contraste interessante à música do Artension. De um lado Kuprij e Terrana dando demonstrações de técnicas exímias, e do outro lado, Staffelbach e o baixista Kevin Chown segurando a onda, sem pretensões e dentro do processo de composição que é sempre conduzido da mesma forma: Vitalij Kuprij desenvolvendo o instrumental e os arranjos, enquanto John West cria as melodias e linhas vocais.
Depois de uma faixa mais Heavy Metal, óbvio que a banda ia encaixar um som pra balancear, assim surge na sequência, "Valley of the Kings", uma das mais progressivas faixas desse disco, e onde novamente a interpretação de John West arrepia, e os arranjos de Kuprij se mostram muito sofisticados, demonstrando ser indubitavelmente um dos melhores tecladistas de Metal, pois acrescenta uma alta dose de criatividade com arranjos complexos, embora nunca soe "plastificado" e ainda abusa de passagens clássicas ao piano, com bastante sutileza, e que, aliás, cria linhas de piano belíssimas que se destacam ao longo de todo trabalho do Artension.
O disco inteiro vai caminhando nessa linha, algumas músicas mais diretas, como "Blood Brother" (quem diria que uma banda de Prog Metal poderia fazer uma música tão pegajosa como essa?!) e "Into the Blue" (com Kuprij tocando com seus 500 dedos), outras mais introspectivas e arrastadas como a faixa-título, até os derradeiros momentos, por conta da extraordinária "Forbidden Love" e o grande momento do disco, a progressiva "Goin' Home", que é uma das baladas mais lindas que eu já escutei, com melodias deleitosas de piano carregando a música mesmo nas partes mais pesadas, e mais uma atuação de tirar o fôlego de John West, um trabalho impecável dessa dupla que é a alma do Artension.
E fechando o disco ainda temos um instrumental solo de piano, meio perturbador, mas muito bom!
Sem mais, um clássico do estilo e acessível à qualquer um, mesmo os que não simpatizam com o Progressivo (sou um exemplo disso).
01 - Area 51
02 - Through the Gate
03 - Valley of the Kings
04 - Blood Brother
05 - Into the Blue
06 - Phoenix Rising
07 - Forbidden Love
08 - The City is Lost
09 - Goin' Home
10 - I Really Don't Care
John West - vocal
Roger Staffelbach - guitar
Kevin Chown - bass
Mike Terrana - drums
Vitalij Kuprij - keyboards
James Murphy - guitar solo on 9
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Dragztripztar

da esq. para dir.-Vitalij Kuprij, Mike Terrana, John West, Roger Staffelbach e Kevin Chown