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domingo, 25 de abril de 2010

Audioslave - Audioslave [2002]


Não é todo dia que músicos renomados no mundo do Rock se juntam para fazer um som. Mas de vez em quando acontecem milagres como o Audioslave.

Tudo começou no fim do ano 2000, quando o Rage Against The Machine acabou com a saída do vocalista Zack de la Rocha. Os integrantes remanescentes não queriam cessar suas atividades, então decidiram continuar juntos, mas com outro nome e outro vocalista. Através da indicação do lendário produtor Rick Rubin, chegaram à Chris Cornell (ex-Soundgarden).

Apesar de hoje parecer óbvio que essa união traria bons frutos, pois já aconteceu e muitos sabem do resultado, na época pouco se acreditava que o Audioslave teria futuro. Acreditava-se que seria um grupo de sonoridade bizarra, algo que atravessaria os egos e não duraria mais do que um ano ou simplesmente um projeto paralelo dos caras.

Quem pensou nisso, errou redondamente. Cornell, juntamente do guitarrista Tom Morello, do baixista Tim Commerford e e do baterista Brad Wilk não demoraram muito para lançarem o primeiro álbum, auto-intitulado, já que a química foi inegavelmente fantástica.

As vendas e a recepção calorosa já explicam que a coisa era boa: o álbum estreiou na 6ª e 7ª posições das paradas canadenses e americanas, respectivamente, vendendo mais de 150 mil cópias nos Estados Unidos apenas na primeira semana (hoje já passou dos 3 milhões de exemplares vendidos no país). Além disso, os singles "Cochise, "Show Me How To Live" e "Like A Stone" receberam imensa difusão em várias partes do mundo, os críticos do gênero adoraram e a turnê foi um sucesso incrível.


Mas como o que importa é o som, vale comentar que tudo por aqui é fantástico. Apesar do Rage Against The Machine ser uma banda de Rock, há a fusão do Rap e de sons alternativos nas canções. Já na estreia do Audioslave, o trio "rageano" simplesmente destruiu com composições genuinamente roqueiras. E tanto Chris Cornell quanto os instrumentistas tiveram uma ótima qualidade em todo o processo de composição: utilizaram suas respectivas identidades, mas sem se espelhar nas antigas bandas. Percebemos de longe, por exemplo, que Tom Morello está por aqui, mas não existem muitas semelhanças com seus anteriores trabalhos.

E por falar em Morello, seus riffs fantásticos permeiam todo o disco, aliando-se ao baixo feroz de Commerford e à bateria pesada de Wilk, proporcionando, assim, um instrumental perfeito para a voz rasgada e poderosíssima de Cornell, pouco lembrando o Soundgarden por aqui. Das pauleiras e arregaçadoras, vale destacar "Gasoline", "What You Are", "Exploder" e as já citadas "Cochise" e "Show Me How To Live".

Ainda há tempo para experimentar um pouco. Canções mais pop e leves, como "Like A Stone", "The Last Remaining Light" e "Getaway Car", garantem o fácil acesso ao play, sendo que a primeira é a mais famosa de toda a carreira do grupo. "Hypnotize" e "Light My Way", no entanto, lembram o Rage em alguns momentos, principalmente a primeira que apela para várias nuances experimentais.

No geral, este álbum é um dos grandes lançamentos do início do século XXI, ainda mais se tratando de tempos em que o Rock de verdade já não tem a mesma força no mainstream. Infelizmente o Audioslave não existe mais, mas esse play é o principal responsável pela eternização desse nome.

01. Cochise
02. Show Me How To Live
03. Gasoline
04. What You Are
05. Like A Stone
06. Set It Off
07. Shadow on the Sun
08. I Am The Highway
09. Exploder
10. Hyptnotize
11. Bring Em Back Alive
12. Light My Way
13. Getaway Car
14. The Last Remaining Light

Chris Cornell - vocal
Tom Morello - guitarra
Tim Commerford - baixo, backing vocals
Brad Wilk - bateria

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by Silver

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Audioslave - Revelations [2006]


A história do Audioslave é bem conhecida. Depois do fim do Rage Against the Machine em 2000, Tom Morello, Tim Commerford e Brad Wilk começaram a procurar um vocalista que preenchesse os espaços que Zack de la Rocha criava no som da banda. O escolhido foi Chris Cornell, que carregava no currículo nada menos que Soundgarden, Temple of the Dog e uma interessante carreira solo. Assim foi formado o Audioslave.

Depois de um debut de sucesso em 2002 e do extremamente pop Out of Exile, de 2005, o quarteto lançou o ótimo Revelations, em 2006.

O disco segue a linha do primeiro trabalho da banda: cozinha forte de baixo e bateria, Tom Morello disparando riffs e mais riffs com muita pegada, Chris Cornell cantando com maestria e subindo a tons incríveis.

Mas agora percebe-se certa evolução no som do Audioslave. As músicas são menos previsíveis, já não seguem tão à risca o modelo "verso-refrão-verso-refrão-solo-refrão". A influência do funk está maior do que nunca, deixando tudo com um groove invejável.

Os destaques ficam para Revelations, Sound of a Gun, Original Fire, Shapes of Things to Come e Wide Awake.

Enfim, Revelations, apesar de talvez não ser o melhor, é o trabalho mais maduro e consistente do Audioslave, que é mais uma daquelas raras bandas atuais que realmente valem a audição. Um álbum poderoso e um download imperdível.

01. Revelations
02. Once and the Same
03. Sound of a Gun
04. Until We Fall
05. Original Fire
06. Broken City
07. Somedays
08. Shape of Things to Come
09. Jewel of the Summertime
10. Wide Awake
11. Nothing Left To Say But Goodbye
12. Moth

Chris Cornell - vocais
Tom Morello - guitarra
Tim Commerford - baixo
Brad Wilk - bateria

(links nos comentários - links on the comments)

Jp