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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Bad Company - Hard Rock Live [2010]


Em 2009, Paul Rodgers anunciou o fim de sua parceria com Brian May e Roger Taylor no projeto Queen + Paul Rodgers. A notícia, assim como tudo que o trio fez em conjunto durante sua existência, dividiu opiniões. Houve comemorações de quem nunca aprovou a entrada de alguém no lugar do eterno Freddie Mercury (embora os três sempre tenham deixado claro que não era essa a intenção) enquanto, do outro lado, fãs lamentaram por entender que essa era a última oportunidade de ver algo mais concreto relacionado ao Queen. Se bem que, em entrevistas recentes, a turma já admitiu rever essa condição em um futuro próximo, então aguardemos.

Ao mesmo tempo, o vocalista anunciou a reunião do Bad Company para uma série de dez shows nos Estados Unidos. Participaram desse encontro os três membros originais vivos. O baixista Boz Burrell, falecido em 2006, foi substituído por Lynn Sorensen, que acompanha Rodgers em sua carreira solo. Outro que marcou presença foi o ótimo guitarrista Howard Leese (Heart), mais um que participa do trabalho individual do nosso amigo, o cantor. Os concertos tiveram como banda convidada para a abertura o The Doobie Brothers, promovendo uma verdadeira celebração para os apreciadores dos bons sons de eras longínquas.



Para divulgar esse retorno, foi lançado este CD e DVD, que entrou direto em altas posições das paradas norte-americana e britânica. Gravado em Hollywood, Califórnia, o trabalho mostra o único show do grupo em 2008 – mais precisamente em 8 de agosto, com a mesma formação da tour do ano seguinte, uma turma afiada, contando com a boa e velha voz ainda em forma. Impressionante como o tempo passa e Paul não perde sua potência, ao contrário de muitos de seus contemporâneos, que atualmente pagam verdadeiros micos em cima do palco. Destaques? Tá brincando, né? Esse é pra ouvir do início ao fim no último volume e sem pular nenhuma faixa!

Paul Rodgers (vocals, piano, harmonica)
Mick Ralphs (guitars)
Simon Kirke (drums)

Special Guests
Howard Leese (guitars)
Lynn Sorensen (bass)

01. Bad Company
02. Honey Child
03. Burnin Sky
04. Gone, Gone, Gone
05. Run with the Pack
06. Live for the Music
07. Seagull
08. Feel Like Makin Love
09. Movin' On
10. Simple Man
11. Rock Steady
12. Shooting Star
13. Can't Get Enough
14. Rock n Roll Fantasy
15. Ready For Love
16. Good Lovin' Gone Bad

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JAY

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Bad Company - Holy Water [1990]


Ao se falar em Bad Company, para a grande maioria vem à mente Paul Rodgers, com sua incrível voz e grande carisma, que o torna um dos maiores vocalistas da história do rock, sem falar nos ótimos discos que ele lançou com o grupo, como o espetacular "Straight Shooter". E devido a esse grande trabalho muitos torcem o nariz para Brian Howe, cuja a fase à frente do grupo foi muito mais direcionada para o AOR dos anos 80. Mas ao fazerem isso, não sabem o que estão perdendo, pois além de deixarem de apreciar um dos grandes vocalistas que o AOR apresentou, ainda perdem a chance de conhecerem discos cativantes, em que a banda desfilava uma roupagem diferente, mas ainda assim de extrema qualidade.

E um belo exemplo é o ótimo "Holy Water", lançado em 1990 e que colocou o grupo novamente em evidência perante público e crítica da época, algo que eles não tinham usufruído desde a volta do grupo com o o lançamento de "Fame and Fortune". Apesar de o relacionamento entre Howe e a dupla Ralphs/Kirke não ser dos melhores naquele momento, tanto eles viajarem separados durante a turnê do disco "Dangerous Age", a pressão da gravadora para um lançamento de um novo registro foi mais forte, e esta acabou funcionando. E tome disco de platina, com mais de um milhão de cópias vendidas e uma boa execução de vários singles nas rádios de AOR da época.



Toda a boa recepção na época não foi à toa na época, pois temos realmente em mãos um disco perfeito para quem é chegado em AOR. Howe canta demais e é o grande destaque, ficando claro que é dele o crédito para que a banda conseguisse disputar o concorrido mercado da época com bandas muito mais jovens, com todo seu talento para criar melodias vocais que casassem perfeitamente com o clima da época. Mick Ralphs mostra uma capacidade de adaptação incrível e se mostra ser um dos daqueles músicos que ao invés de querer promoção pessoal tocando milhões de notas por segundo em solos mirabolantes, trabalha para que a música funcione e para mim está na lista de músicos mais injustiçados do rock, pois pouco se fala sobre ele. A cozinha, aqui composta por Simon Kirke e Felix Krish segura muito bem as pontas e trabalha redondinha.

"Holy Water" inicia os trabalhos com uma levada que remete a fase setentista do grupo, principalmente na guitarra de Ralphs e possui um refrão feito para ser cantada em uníssono em uma arena lotada e acaba sendo o ponto forte da canção. "Walk Through Fire" e seu climão oitentista e animado é deveras linda e é uma das canções que mais gosto de escutar, pois a sensação ao escutar a mesma é indescritível, som perfeito no melhor estilo sessão da tarde. A baladaça "If You Needed Somebody" foi o maior sucesso dessa fase do grupo e a música pela qual tive acesso ao trabalho deles. Sério, o desempenho de Howe nessa faixa é impressionante e sua melodia a transforma em uma das maiores power ballads desse período, sendo impossível não querer acender um isqueiro durante sua execução.



O riff inicial de "Fearless" lembra muito o de "Coming Of Age" do supergrupo Damn Yankees, e temos um hard animado e festeiro, com um solo certeiro de Ralphs e que deixa a canção ainda mais festiva. A semibalada "Boys Cry Tough" é onde mais um vez Howe tem para desfilar seu vozeirão, e onde Ralphs cria ótimas bases, seja no violão ou na guitarra. Mais uma vez a flerte com a fase sententista vem das guitarras de Ralphs em "Never Too Late" em mais uma grande canção, assim como em "I Can't Live Without" que poderia estar muito bem em qualquer registro da fase Rodgers do grupo. "100 Miles" encerra o trabalho com Simon Kirke assumindo os vocais em uma canção acústica, em que a performance vocal dele é legal e divertida, assim como o seu trabalho durante todo o registro, que foi corretíssimo.

Um disco mais que recomendado para quem curte AOR bem feito, ainda mais por grandes músicos que fizeram história nos anos 70 e um vocalista que nasceu para o estilo. Se você gosta do cheiro de naftalina e se amarrava nas "altas aventuras dessa turminha do barulho", pode se arriscar sem medo de errar. Grande trabalho que eles repetiriam posteriormente em "Here Comes Trouble", que posteriormente aparecerá por aqui.





1.Holy Water
2.Walk Through Fire
3.Stranger Stranger
4.If You Needed Somebody
5.Fearless
6.Lay Your Love on Me
7.Boys Cry Tough
8.With You in a Heartbeat
9.I Don't Care
10.Never Too Late
11.Dead of the Night
12.I Can't Live Without You
13.100 Miles


Brian Howe - Vocal
Mick Ralphs - Guitarra
Felix Krish - Baixo
Simon Kirke - Bateria, vocal, guitarra acústica


By Weschap Coverdale

sábado, 6 de novembro de 2010

Bad Company - Straight Shooter [1975]



Desde seu início, a Combe sempre teve uma forte ligação com o hard rock, principalmente o dos anos 80, que foi a década de ouro para este gênero. Mas percebe-se que muitos que dão valor a esta fase, acabam por esquecer ou mesmo ignorar tudo o que ocorreu nos anos 70, que foi a década de explosão e consolidação deste estilo. Feras como Freddie Mercury, Ian Gillan, David Coverdale, Paul Rodgers, Paul Stanley e muitos outros que discorreríamos de muitas linhas se fôssemos citar nesse post surgiram neste momento. E muitos desses artistas serviram de inspiração para tudo o que ocorreu na década seguinte.

E devido a este motivo, mudarei o foco das postagens e trarei discos que tiveram grande repercussão nesta década tão importante para o hard, e que se tornarão ótimas descobertas para aqueles que não vivem fechados no mundo do laquê e purpurina. E inicialmente virei com um daqueles que foi um dos grandes supergrupos surgidos naquela fase. Formado por músicos de bandas com renome, aqui temos uma formação que tinha tudo para dar certo. Oriundos do Free temos o vocalista Paul Rodgers e o baterista Simon Kirke, o baixista Boz Burrell vinha do King Crimson e o guitarrista Mick Ralphs do Mott The Hoople e que eram empresariados por Peter Grant, o empresário brucutu do Led Zeppelin.


Em 1974 eles gravaram o debut auto intitulado, que fez grande sucesso e inclusive alcançou o primeiro lugar nos discos pop (quem dera o pop de hoje fosse assim) da Billboard, o que alavancou a popularidade do grupo. Em 1975 eles deram sua segunda tacada, com “Straight Shooter”, que alcançou o terceiro lugar na mesma parada e consolidou de vez a banda no cenário musical. E não é para menos, pois aqui temos uma aula de bom gosto nas composições, um vocalista inspirado e uma banda redondinha, que nos dão quase 40 minutos de rock n’ roll que apaixona na primeira audição.

A explosiva “Good Lovin’ Gone Bad” já incendeia tudo, e é um daqueles típicos hards que pedem um copo lotado de cerveja e exalam testosterona do início ao fim, onde a banda já agrada de cara. “Feel Like Makin’ Love” é um dos grandes clássicos, uma balada em que Paul Rodgers transpira emoção em sua interpretação e foi o single de maior sucesso desse registro. “Weep No More” tem uma levada mais blues, com um belo arranjo de cordas, e é a música que mais se diferencia de todo esse play.

A maravilhosa “Shooting Star” é a mais bela composição de toda a carreira do grupo, com uma letra tocante, de um rapaz que consegue fazer sucesso dentro do rock n’ roll, mas que assim como uma estrela cadente, desaparece rapidamente ao cometer suicídio com álcool e pílulas para dormir. A banda posteriormente declarou que esta música foi inspirada na vida das lendas Janis Joplin, Jim Morrison e Jimi Hendrix, que tiveram este triste fim. Essa canção é uma verdadeira aula e deveria ser ensinada em toda escola de música que se preze.




“Deal With the Preacher” e “Wild Fire Woman” exploram o hard rock mais uma vez e confirmam o talento que corria nas veias do grupo, principalmente na segunda, onde Rodgers dá sua aula particular e mostra porque é considerado um dos grandes vocalistas da história, principalmente no refrão avassalador. “Anna” é uma balada calcada no blues e cheia de emoção, como o blues requer e “Call On Me” finaliza este grande disco com a influência da música negra mais uma vez, onde aqui o soul é explorado.

Um belo disco que mostra todo o potencial que estas feras tinham juntos. Essencial para quem aprecia música atemporal e de excelente qualidade. E que mostra de que não é apenas de festa que vive o hard rock.

1. Good Lovin' Gone Bad
2. Feel Like Makin' Love
3. Weep No More
4. Shooting Star
5. Deal With the Preacher
6. Wild Fire Woman
7. Anna
8. Call on Me

Paul Rodgers - Vocais
Mick Ralphs - Guitarras
Boz Burrell - Baixo
Simon Kirke - Bateria



By Weschap Coverdale

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Bad Company - Bad Company [1974]


Peter Grant é conhecido por ter sido o empresário do Led Zeppelin, lembrado ainda como um fator importante para a explosão do grupo. Em 1974, ele mostrou que tem "faro" pra coisa, ao promover o debut de um novo grupo, ou melhor, super-grupo. Era o Bad Company, formado por Paul Rodgers e Simon Kirke (Free), Mick Ralphs (Mott The Hoople) e Boz Burrel (King Crimson).

A banda é considerada uma das precursoras do AOR, sendo que todas as faixas do debut são simplesmente feitas para serem hits. O álbum vai contra a complexidade do rock progressivo da época, com um som mais simples e, principalmente, melódico.

No geral ouve-se um hard rock muito bem feito, com pontadas de soul, country e blues, e perfeita harmonia entre os instrumentos e a voz. As guitarras bluezeiras de Mick Ralphs trabalham com leveza, simplicidade e excelência. As linhas de baixo de Burrel são muito interessantes e presentes. A bateria de Kirke segue um estilo vintage sem grande virtuosismo, mas com bastante criatividade. Os vocais de Paul Rodgers estão maravilhosos. Sua voz, que é uma das melhores do rock, sobe e desce tons com uma facilidade impressionante. Rodgers toca piano brilhantemente dando um toque especial às músicas, principalmente as baladas.

É difícil fazer destaques, pois o álbum é cheio de músicas incríveis, além de ser curto, com apenas 35 minutos. O que se pode dizer é que faixas de rock puro e clássico, como Can't Get Enough, Rock Steady, Movin' On e Bad Company, são alternadas por belas baladas como Ready For Love, Seagulls, Don't Let Me Down e The Way I Choose. Ou seja, os destaques ocupam todo o play, haha.

Enfim, Bad Company é uma banda e tanto. O debut é um dos discos mais vendidos dos anos 70, sendo que todas as músicas tinham presença constante nas rádios do mundo. O álbum é cheio de clássicos que influenciaram bastante o que foi produzido por muita gente nos anos seguintes. Download obrigatório para quem curte qualquer tipo de rock.

01. Can't Get Enough
02. Rock Steady
03. Ready for Love
04. Don't Let Me Down
05. Bad Company
06. The Way I Choose
07. Movin' On
08. Seagull

Paul Rodgers - vocais, guitarra, piano, acordeon
Mick Ralphs - guitarra, teclados
Boz Burrell - baixo
Simon Kirke - bateria

Participações:
Sue Glover e Sunny Leslie - vocais de apoio em 04 e 07
Mel Collins - saxofone em 04

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Jp