Pages

Lembre-se

Comentar em alguma postagem não irá lhe custar mais do que alguns segundos. Não seja um sanguessuga - COMENTE nas postagens que apreciar!

Os links para download estão nos comentários de cada postagem.

Acesse: www.vandohalen.com.br
Mostrando postagens com marcador Glenn Hughes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Glenn Hughes. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 14 de junho de 2011

Tony Iommi & Glenn Hughes – Fused [2005]


Em épocas de Black Country Communion - supergrupo pra lá e supergrupo pra cá – todos lembram que Glenn Hughes participou de duas das maiores bandas do metal dos anos 70 (apesar de que, no Black Sabbath, foi nos anos 80 e o grupo era praticamente um projeto solo de Tony Iommi). Hughes só não participou do Zeppelin, na santíssima trindade, mas está atualmente tocando com o filho de Bonzo.

Como precursor do hard rock, Hughes também participou do Trapeze, que teve Mel Galley nas guitarras, que depois se uniria a David Coverdale do Deep Purple (da fase Hughes) para tocar no Whitesnake. O batera era Dave Holland, que depois veio a integrar o Judas Priest. Ô povinho que gosta de trocar figurinhas esse!

O post de hoje reflete uma fase um pouco cruel da carreira da “voz do rock”. Quando integrou o Black Sabbath e gravou o disco Seventh Star (1986), Glenn Hughes estava simplesmente afundado nas drogas. Seu rendimento ao vivo era menos que uma sombra do seu passado glorioso, e no estúdio suas contribuições eram pequenas, se pararmos para lembrar que foram suas influências de funk e soul nas composições do Deep Purple que fizeram com que Ritchie Blackmore pedisse as contas. Ele nunca foi um homem de ficar atrás das cortinas, nos bastidores.



A dupla era obviamente fantástica, e o arquivo legado aos fãs (com uma reedição de sobras em 2004 das sessões da época) não fazia por merecer. Tony Iommi é o riff man do metal, e essa qualidade, somada à voz de Hughes, sempre restou promissora. Pois bem. A reunião finalmente ocorreu e, dela, saiu Fused. Um disco de inéditas com o peso que se espera de Iommi e a grandiloquência de Hughes. Tudo o que você quiser está aqui.

Para a empreitada recrutaram o session man Kenny Aronoff, que gravara sua bateria com os Rolling Stones, Bob Dylan, Rod Stewart, Alice Cooper, Bob Seger, Lynyrd Skynyrd, John Mellencamp e muitos outros. Bob Marlette trabalhou nos teclados e contrabaixo (em algumas canções), e foi produtor junto com a dupla famosa. Um petit comitè fazendo uma sonzeira pra lá de infernal.

Dopamine abre o play com um riff quase industrial. A coisa muda quando a bateria zeppeliniana entra em cena e detona tudo. Iommi está com um timbre cheio, mas não como de costume. Parece que deixou de lado aquele fuzz abelhudo e resolveu simplesmente lacrar seu amp e gravar várias guitarras em camadas. Um som para assistir à final da UFC no dia dos namorados, tamanha candura. Iommi sola com um wah wah violento, lembrando... Zakk Wylde, e me fazendo esquecer que ele simplesmente não tem a ponta de alguns dedos. Como ele consegue? Coisa de gênio.



Wasted Again parece ser uma paródia dos tempos em que os traficantes impediram a turnê de 86 do Sabbath, quando cobravam certas contas do então vocalista. Glenn Hughes simplesmente dá as tintas de forma magistral. Saviour of the real mostra que Bob Marlette foi o responsável pelo resultado final, com teclados discretamente encaixados na cortina sonora de Iommi. Tudo perfeito, como se tivéssemos Led na bateria, Sabbath nas guitarras e Purple nos vocais. Uma combinação especial.

Pulo diretamente para o final. I go insane abre como um blues lento e se desenvolve em partes conexas, num crescendo que culmina no êxtase sonoro que dá fim ao disco. Nada que Iommi tenha feito antes ou depois se compara a isso. Não digo que seja melhor ou pior, mas sim único.



A Combe do Iommi precisava desse play para fazer ainda mais jus ao seu nome. Não é apenas uma reunião ou um supergrupo. Fused é um disco que resultou de uma união de músicos geniais que resolveram botar suas energias para fora de forma conjunta.

E, meu amigo, o bicho pegou valendo.

Track List

1. "Dopamine"
2. "Wasted Again"
3. "Saviour of the Real"
4. "Resolution Song"
5. "Grace"
6. "Deep Inside a Shell"
7. "What You're Living For"
8. "Face Your Fear"
9. "The Spell"
10. "I Go Insane"

Tony Iommi (guitarras)
Glenn Hughes (baixo e que voz)
Kenny Aronoff (bateria)
Bob Marlette (baixo e teclados)

Link nos comentários
Link on the comments

Por Zorreiro

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Rata Blanca & Glenn Hughes - En Teatro Gran Rex [2005]


O retorno do Rata Blanca com o ótimo álbum El Camino Del Fuego, trouxe uma nova onda de popularidade para o grupo em sua terra natal, a Argentina. Nada menos que três lançamentos de trabalhos ao vivo aconteceram durante a turnê de divulgação. Esse, sem dúvida, é o mais especial para os músicos no aspecto sentimental. Afinal de contas, nunca foi segredo para ninguém que o Deep Purple é a maior influência de Walter Giardino, guitarrista e líder da banda. Até mesmo uma música foi composta em homenagem ao conjunto inglês (“Lluvia Púrpura”). Sendo assim, a oportunidade de dividir o palco com ninguém menos que Glenn Hughes, com certeza trouxe emoções indescritíveis.

Gravado no Teatro Gran Rex, em Buenos Aires, o disco inicia com os hermanos mostrando alguns de seus sons, com bastante ênfase ao então mais recente disco. Bela oportunidade de relembrar sonzeiras como “El Amo Del Camino” e a furiosa “¿En Nombre de Dios?”, onde baixa o espírito de Blackmore em Giardino, que dá um show à parte. Aliás, importante citar que Hughes se referia a Walter como “o mais perfeito filho musical de Ritchie” em entrevistas da época. E, verdade seja dita, quem já assistiu algum vídeo da banda, sabe que o estilo de se vestir e a Stratocaster aumentam ainda mais essa impressão. O grande hit “Volviendo a Casa”, que já se tornou um clássico, é cantada pela platéia a plenos pulmões, enquanto um momento de calmaria cai bem na emocionante “Cuando la Luz Oscurece”.



Aí chega o momento d’A Voz entrar em cena, assumindo não apenas os vocais, como também o baixo. São executados quatro clássicos do Deep Purple, para delírio dos presentes, que acompanham o ritmo em “Stormbringer” e atingem o êxtase quando soa o imortal riff de “Burn”. Entre as duas, espaço para “Mistreated” e uma lembrança merecida para o muitas vezes subestimado Come Taste The Band, com “You Keep On Moving”. No show original, também foi tocada uma versão para “No Stranger To Love”, do Black Sabbath, que ficou de fora do tracklist e foi disponibilizada no tributo Sabbath Crosses, que reuniu vários grupos argentinos homenageando o Sabbão velho de guerra.

Após a saída do mito, o Rata fecha a apresentação com alguns de seus clássicos como a histórica “Guerrero del Arco Iris” e a saideira com a dobradinha “Mujer Amante” (que faz a gente lembrar automaticamente de “Street Of Dreams”, do Rainbow, em mais uma demonstração da grande inspiração) e “La Leyenda Del Hada Y El Mago”. Além do já amplamente citado Ealter, não dá para deixar de citar o grande Adrián Barilari, que tem todo o direito de figurar entre os grandes vocalistas do estilo no continente, enquanto os outros músicos cumprem seu papel com total eficiência. Uma passagem histórica na carreira de uma das mais bem sucedidas bandas latino-americanas de Hard/Heavy. Vale a conferida!



Adrián Barilari (vocals)
Walter Giardino (guitars)
Guillermo Sanchez (bass)
Fernando Scarcella (drums)
Hugo Bistofi (keyboards)

Special Guest
Glenn Hughes (bass, vocals on 7-10)

01. Intro
02. El Amo del Camino
03. Señora Furia
04. Volviendo a Casa
05. ¿En Nombre de Dios?
06. Cuando la Luz Oscurece
07. Stormbringer
08. Mistreated
09. You Keep on Moving
10. Burn
11. Drum Solo
12. Caballo Salvaje
13. Guerrero del Arco Iris
14. Mujer Amante
15. La Leyenda del Hada y el Mago

Link nos comentários
Link on the comments


JAY

domingo, 3 de abril de 2011

HTP - HTP [2002]


O HTP foi um exemplo de supergrupo que deu certo. Diferente dos Symfonias da vida, o grupo não tinha apenas intenções meramente impactantes e comerciais, pois focaram muito bem no principal, que é a música. O projeto foi composto pelos lendários Glenn Hughes (Trapeze, Deep Purple, Black Sabbath, Black Country Communion) e Joe Lynn Turner (Rainbow, Deep Purple, Yngwie Malmsteen).

A dupla já havia tentado fazer um álbum juntos na década de 1980, mas não havia dado certo por sempre estarem muito ocupados. Finalmente os caras se reuniram e 2001 e, em fevereiro de 2002, o álbum de estreia auto-intitulado já estava nas prateleiras. Em tempos que o Rock N' Roll já estava desfigurado ao aliar tantas influências contemporâneas, o play soou como uma luz ao fim do túnel, pois traz todos os bons elementos musicais que esses caras já apresentaram em trabalhos anteriores, e o melhor: dividindo os vocais!

Em suma, as composições trazem Hard Rock com pitadas setentistas e oitentistas. Nas três primeiras faixas, a paulada é dolorida e não há tempo pra respirar - é impossível não cantarolar Devil's Road, não ficar eletrizado com You Can't Stop Rock N' Roll ou não ficar fascinado com Missed Your Name, que traz Paul Gilbert (Mr. Big, Racer X) na guitarra. As duas baladas seguintes trazem a identidade musical de cada um, pois Mystery Of The Heart é uma bela farofinha no estilo de Joe e Sister Midnight tem a amada pegada Funk de Glenn.


Better Man traz um bom suíngue e um instrumental impecável e, em seguida, Heaven's Missing An Angel oscila entre momentos leves e pesados, com uma incrível performance vocal da dupla e uma participação especial de John Sykes (Thin Lizzy, Whitesnake) nas seis cordas. Fade Away, outra bela balada, vem na sequência, mas o peso é retomado com as perfeitas Ride The Storm e Run Run Run (com o ar da palheta de Akira Kajiyama). O fechamento fica por conta de On The Ledge, outra música que cresce e cai, mas finaliza pra lá da estratosfera, onde brilha o tecladista Vince DiCola.

A intenção não era meramente comercial, mas o HTP teve reconhecimento com o trabalho e embarcaram para uma bem-sucedida turnê por terras japonesas, russas e europeias, gravando um disco ao vivo intitulado "Live In Tokyo" e um novo de estúdio no ano seguinte. A dupla ainda se reuniu para gravar um álbum com o político russo e também baixista Michael Man, mas a parceria entrou em um hiato para que ambos cuidassem de suas carreiras solo.



01. Devil's Road
02. You Can't Stop Rock N' Roll
03. Missed Your Name
04. Mystery Of The Heart
05. Sister Midnight
06. Better Man
07. Heaven's Missing An Angel
08. Fade Away
09. Ride The Storm
10. Run Run Run
11. On The Ledge

Glenn Hughes - vocal, baixo
Joe Lynn Turner - vocal, guitarra
JJ Marsh - guitarra
Shane Gaalaas - bateria
Vince DiCola - teclados

Músicos adicionais:
Paul Gilbert - guitarra em 2
John Sykes - guitarra e backing vocals em 7
Akira Kajiyama - guitarra em 9 e 12

(Links nos comentários - links on the comments)

by Silver

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Glenn Hughes - F.U.N.K. [2008]


Eu sou supeito pra falar de funk music. Eu sou negro. A bem da verdade, todo brasileiro tem um fio de negritude na veia, o que não quer dizer que precisamente a música negra será aprazível pra todos. Que seja! Glenn Hughes, a voz do rock, vem mostrar pra todo mundo que "Play that funky music white boy", como dizia o pessoal do Wild Cherry.

Este play é pra quem tem a cabeça boa. Nada de fanatismos, por favor. Funk rock de primeiríssima qualidade. O quase sessentão Glenn mostra que é um virtuose tanto na voz quanto no seu instrumento de quatro cordas. Ouvir seus agudos nesse álbum é quase como ver algo pictórico sendo criado à tinta óleo. E sem cheirar mal.

Destaques, evidentemente, não faltam. A primeira, "Crave", é um carro-chefe daqueles. A segunda faixa, que dá nome ao CD, mostra o que ele já tinha mostrado desde "Soul Mover" (2005): o funk aqui detona. Não há outra palavra pra definir. A música "First undergroud Nuclear Kitchen" (F.U.N.K.) é o que eu já disse anteriormente, ora. Ela detona.

No entanto, o que não admito ouvir/ler é o que certos blogueiros "entedidos de música" falam sobre o álbum. Aqui vai: "Pois é. O Chad Smith [baterista do Red Hot Chili Peppers] toca no CD e tal. É um álbum bom de ouvir, vale a pena, mas não surpreende". Certo. É uma opinião. Mas não é válida. Claro que não.

Leitor-passageiro amigo, compre, ouça, desvirgine o álbum, mas não se confie no comentário de outrem. É você quem vai decidir se algo é bom ou não. Nem eu tenho esse poder de lhe influenciar. Eu, motorista ingênuo que sou, estou apenas mediando a informação e passando para você o pouco que sei. O CD é simplesmente poderoso. Pra mim...

Pra terminar a sessão 'destaques', posso acrescentar "Love Communion", o qual sem dúvida é a melhor música que escutei nos últimos tempos; "We shall be free", que tem um groove bem cadenciado; "Never say never", com uma pegada mais heavy, mas, claro, mostrando esse lado suingado do mestre; e "We go to war" é quase um lusco-fusco musical, de tão boa que é.

O funk e o rock da "Oil and water" chegam a se misturar no nosso ouvido. E a "Too late to save the world" é uma boa pedida pra qualquer hora do dia. No geral, sem muita divagação, o álbum é show. É digno de nota; digno de postagem; digno de postagem na Combe. Ponto (sem ser continuativo).

1. Crave
2. First Undergroud Nuclear Ktichen (F.U.N.K.)
3. Satellite
4. Love Communion
5. We Shall Be Free
6. Imperfection
7. Never Say Never
8. We Go to War
9. Oil and Water
10. Too Late to Save the World
11. Where Theres a Will

Glenn Hughes – Vocais, violão, baixo e guitarra base funkeada
Chad Smith – bateria e percussão
Luis Carlos Maldonado – guitarras e violão
JJ Marsh – guitarras nas faixas 9 e 10
George Nastos – guitarras nas faixas 7 e 8
Anders Olinder – teclados
Ana Lenchantin – violoncelo na faixa 6

(Link nos comentários - link on the comments)


Por Breno Airan Meiden