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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Rush - Fly By Night [1975]


Antes de ser a banda que investia pesado em sintetizadores e teclados, o Rush era apenas uma banda canadense que investia pesado no Classic/Hard, um gênero muito comum (principalmente na época em que se deu a formação do grupo, ainda no final dos anos 60).

Essa primeira formação contava com Jeff Jones (baixo e vocal), o baterista John Rutsey e Alex
Lifeson ocupando o posto de guitarrista. Rapidamente Jones foi substituído por Gary Lee Weinrib, ou Geddy Lee. Veio então o primeiro álbum, batizado simplesmente Rush. O lançamento foi independente, e o resultado pode ser rotulado como "promissor". Isso porque, apesar de ser bom, não há uma identidade definida: ora temos flertes com o Blues, ora com o Classic, ora com o Hard.

Alex Lifeson, John Rutsey e Geddy Lee

Logo no início da tour de promoção, Rutsey pula do barco e entra aquele que atualmente é considerado como um dos melhores baterista de todo o mundo. Estava consolidada a terceira formação, mantida até o presente momento.

Fly By Night foi o início da transição do Classic/Hard ao Rock Progressivo propriamente dito. Inclusive as letras passaram por esse processo, se tornando mais complexas e abordando temas mais profundos e por vezes épicos. O amadurecimento do trio como instrumentistas também é algo notável; cada um contribui com uma competência enorme (afinal, Lifeson pode não ser um dos grandes nomes da guitarra, mas realiza sua função como poucos), e isso resulta em um trabalho igualmente notável.



"Anthem" é uma abertura porrada, onde, logo de cara, Peart se destaca. Alterações de ritmo bem colocadas, cozinha mais que eficiente e guitarra furiosa são os ingredientes desta que é uma das músicas que mais gosto do Rush (e Fly By Night, um de meus discos preferidos deles). "Best I Can" é uma ode ao rock'n'roll, enérgica e curta como deve ser.

Temos, agora, o primeiro flerte com o Progressivo. O épico "By-Tor And The Snow Dog" é dividido em partes (como outras composições do trio) que contam uma história e/ou a representam. Sem entrarmos no aspecto lírico; só o que digo é que essa faixa é perfeita.

A faixa-título é simples, porém muito boa. A otimista Making Memories tem violões ótimos e slides que beiram a perfeição. "Rivendell" é climática e apresenta um Lifeson inspiradíssimo nas doze cordas. "In The End" encerra o disco com a mesma energia com que o mesmo começou.



Naquele mesmo ano viria o subestimado (e, porque não, obscuro) "Caress of Steel", e, em 1976, a obra "2112", que definiria de vez o som do power trio natural do Canadá. No entanto, sem comparações entre uma fase e outra: as duas têm uma qualidade inquestionável e incontestável. Confira sem medo.

Geddy Lee - baixo, vocais
Alex Lifeson - guitarras, violões, violões de 12 cordas
Neil Peart - bateria, percussão

1. Anthem
2. Best I Can
3. Beneath, Between & Behind
4. By-Tor And The Snow Dog
5. Fly By Night
6. Making Memories
7. Rivendell
8. In The End

Por Gabriel

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sexta-feira, 27 de maio de 2011

Rush - Roll The Bones [1991]


Algumas bandas possuem fãs conservadores ao extremo. Essas figuras não toleram mudanças bruscas de direcionamento, adição de novos elementos e afins. Para o Rush, nunca foi novidade esse tipo de postura, já que seus discos, apesar de características sempre presentes, tentavam acrescentar novidades aqui e acolá, fato que transformou seu grande número de fãs em uma verdadeira fauna. Roll The Bones, seu décimo – quarto trabalho de estúdio resgata as guitarras de Alex Lifeson para a linha de frente ao mesmo tempo em que lançou uma pequena polêmica na faixa-título, que sempre será lembrada pelo “esqueleto rapper” do clipe, especialmente pelos que resistiram à idéia em plena ascenção do Hip-Hop.

Mas vamos bem além durante o trabalho. Até porque outras três faixas foram usadas como singles, mostrando que a época, definitivamente, era outra, comercialmente falando. A ótima abertura com “Dreamline” foi a primeira, ainda no ano que o disco chegou ao mercado. Também foi a única a atingir o número um nas paradas de sucesso. Já em 1992, tivemos lançamentos promocionais para “Ghost Of A Chance” (que passou raspando, alcançando o segundo posto) e “Bravado” (número 13, em homenagem ao velho Zagallo), sem contar a já citada “Roll The Bones” (nona colocada) e sua levada Pop sem perder o tino roqueiro.



As seis restantes mantém o alto nível do play, com destaque para a agitada “Face Up”, onde os teclados aparecem com mais ênfase, além de “The Big Wheel”, cuja bela introdução já vale todo o resto. A ótima instrumental “Where’s My Thing” nos faz lembrar porque estamos diante de alguns dos melhores músicos de todos os tempos, com destaque para Geddy Lee e seu baixo pulsante – aliás, em minha opinião, esse é um dos melhores álbuns dele nessa função. A dobradinha “Neurotica” e “You Bet Your Life” encerra a audição em alto nível.

Vale citar que esse é considerado, liricamente, um dos trabalhos mais sombrios da carreira do grupo, com a idéia do confronto com a morte sempre presente através de analogias das mais variadas. Roll The Bones tornou-se o primeiro álbum do Rush a entrar no Top 5 dos mais vendidos nos Estados Unidos, onde alcançou platina dupla. Desde o imortal Moving Pictures, de dez anos antes, que um trabalho da banda não chegava tão longe comercialmente no maior mercado do mundo. De um ponto de vista pessoal, trata-se de uma obra muito especial, por ter marcado a época que comecei a gostar de Rock. Mais que recomendado!

Geddy Lee (bass, vocals, keyboards, synthetizers)
Alex Lifeson (guitars)
Neil Peart (drums)

01. Dreamline
02. Bravado
03. Roll The Bones
04. Face Up
05. Where's My Thing
06. The Big Wheel
07. Heresy
08. Ghost Of A Chance
09. Neurotica
10. You Bet Your Life

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JAY

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Rush – Moving Pictures [1981]


Moving Pictures é um divisor de águas na história da música.

O Rush ainda estava marcando seu território quando soltou essa hecatombe nuclear. Ninguém sabia ao certo classificar o som deles, se rock progressivo ou hard rock, enfim, eles mesmos precisavam de uma identidade que os discos anteriores, apesar de excelentes, não traziam.

É difícil dizer que Moving Pictures é o melhor álbum do Rush, porque o Permanent Waves, na minha opinião, fica taco-a-taco no primeiro lugar do pódium. Mas esse foi, sem dúvida alguma, o álbum mais popular da banda. O que trouxe mais “músicas para serem lembrados”. A tecnologia digital estava apontando no cenário musical e o trio canadense sempre foi o mais antenado nesse aspecto.

Chegaram a ter palcos e efeitos projetados pela NASA durante a sua carreira! Gravado em Quebec, o álbum traz a façanha de ser o primeiro masterizado digitalmente da história do rock.

A bolacha abre com o tema do MacGyver: Tom Sawyer. Personagem de histórias de ficção escritas por Mark Twain, o garoto Tom se mete em encrencas e sempre consegue se safar com tiradas geniais. Alguma relação com MacGyver? Simplesmente não dá mais para dissociar a música do enlatado americano que nos acompanhou durante os anos 80. E a música é simplesmente perfeita, com as orquestrações de bateria e as guitarras sintetizadas ao extremo, típicas da banda.

Agora, difícil mesmo é entender como Geddy Lee consegue cantar e tocar baixo e teclado ao mesmo tempo daquele jeito. E eles fazem ao vivo exatamente o que gravam no estúdio. Genial.



Red Barchetta traz um lirismo fantástico, com um dedilhado envolvente. A fórmula é exatamente o contrário do que a maioria das bandas de rock faz: a guitarra é quase estática enquanto a bateria brinca em cima da melodia o tempo todo. Coisas do polvo Neil Peart. Falando nele, a introdução de YYZ é a identificação em código Morse do aeroporto de Toronto, no Canadá para as aeronaves que sobrevoam o seu espaço aéreo. Cada música tem uma história.

Limelight é, depois de Tom Sawyer, a mais famosa do play. Um riff com distorção muito legal de Alex Lifeson abre a faixa. Mas o que pega mesmo é a harmonia perfeita da música: acordes escolhidos a dedo, parecendo que cada um foi detalhadamente pensado para se encaixar no contexto. A música tem na performance de Alex o diferencial; afinal, deixaram os teclados de lado (apesar de nem tanto) e resolveram mostrar que formavam o melhor power trio do rock dos anos 80. Alex nunca foi um virtuose, mas nunca faltou nada às músicas do Rush, porque ele é o homem das texturas, e essa é a sua genialidade.



Neil Peart é o letrista do Rush, e os anos 80 foram deles.

Ninguém jamais (e eu diria até os dias de hoje) conseguiu realizar uma performance ao vivo com a qualidade do Rush. Algumas vezes eles flertam com o progressivo, outras com o hard rock, chegando às raias do pop. Sempre com extremo bom gosto e qualidade. Sou suspeito pra falar dos caras, pois tenho dois discos deles no meu Top 100 de todos os tempos.

Hoje em dia, como dizem os próprios em uma música de outro disco: “all this machinery making modern music...” Pessoas de verdade tocando música de verdade.

Track List
1. Tom Sawyer
2. Red Barchetta
3. YYZ
4. Limelight
5. The Camera Eye
6. Witch Hunt
7. Vital Signs

Geddy Lee (teclados, baixo e voz)
Neil Peart (bateria)
Alex Lifeson (guitarras)

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Por Zorreiro

terça-feira, 13 de abril de 2010

Rush - Different Stages [1998]


O Rush é conhecido mundialmente pela habilidade de seus músicos. Alex Lifeson é conceituado principalmente por sua agilidade e criatividade com riffs e efeitos de guitarra, Geddy Lee por seu vocal extremamente agudo e incrível habilidade no baixo e vários outros instumentos como teclados e sintetizadores, e Neil Peart tanto por sua técnica de bateria (reconhecida por percussionistas do mundo inteiro) quanto por ser o principal compositor lírico da banda.

"Different Stages" reúne todos os motivos pelos quais o Rush é uma bandas mais idolatradas do meio musical. Este é o quarto disco ao vivo da banda e foi lançado em homenagem à morte da filha (1997) e esposa (1998) de Neil Peart. Por conta disso, o baterista não participou da produção do play e o grupo interrompeu suas atividades por um tempo, até que Neil Peart estivesse melhor, 4 anos depois.

Os dois primeiros discos reúne gravações das turnês dos discos "Counterparts" e "Test For Echo" no Chicago's New World Music Center. E para a surpresa e alegria dos fãs, o terceiro disco traz uma gravação realizada em 1978, durante um show no Hammersmith Odeon, em Londres, Inglaterra.

Quem conhece, já sabe o que esperar: Rock n' Roll com um quê de psicodelia, complexidade, peso e técnica, feito por quem realmente entende de música. A competência do play, inclusive ao vivo, é conhecida até mesmo por quem não é fã do grupo. Aqui está uma finura que merece ser apreciada da cabeça aos pés!

CD 1:
01. Dreamline
02. Limelight
03. Driven
04. Bravado
05. Animate
06. Show Don't Tell
07. The Trees
08. Nobody's Hero
09. Closer to the Heart
10. 2112

CD 2:
01. Test For Echo
02. Analog Kid
03. Freewill
04. Roll The Bones
05. Stick It Out
06. Resist
07. Leave That Thing Alone
08. The Rhythm Method (Drum Solo)
09. Natural Science
10. The Spirit Of Radio
11. Tom Sawyer
12. YYZ

CD 3:
01. Bastille Day
02. By-Tor And The Snow Dog
03. Xanadu
04. A Farewell To Kings
05. Something For Nothing
06. Cygnus X-1
07. Anthem
08. Working Man
09. Fly By Night
10. In The Mood
11. Cinderella Man

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by Silver

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Rush - Feedback [2004]


Falar da excelência do Rush é chover no molhado. A banda é uma das maiores da história do rock, e isso é unânime.

O Rush nunca teve mundanças de formação desde a turnê no seu primeiro álbum, em 74, continuando até hoje com os virtuosos membros que formam um dos maiores power-trios do rock.

E é comemorando os trinta anos desse clássico que os canadenses regravaram músicas que os influenciaram durante a década de 60, formando um EP com alguns dos melhores covers que eu já ouvi: Feedback.

Geddy Lee já não tem os vocais estridentes de outros tempos, mas canta com competência em tons mais baixos, além de continuar um baixista brilhante. Alex Lifeson dá um toque próprio aos arranjos de guitarra, sempre com timbres incríveis. Neil Peart dispensa comentários. É o monstro da bateria que sempre foi.

Feedback abre com uma brilhante versão de Summertime Blues (composta por Eddie Cochran, mas feita famosa pelo Blue Cheer), que já vale o disco. Heart Full of Soul (do Yardbirds), Mr. Soul, For What It's Worth, (ambas do Buffalo Springfield) e Crossroads (clássico de Robert Johnson imortalizado pelo Cream) são destacadas pelos timbres e solos de Lifeson e pela voz de Geddy, que forma uma combinação perfeita com as músicas.

Neil Peart, que mantem-se um pouco mais contido nas outras faixas, interpreta magistralmente Shapes of Things, outro clássico do Yardbirds, e Seven And Seven Is, do Love.

Outro momento sublime do EP é The Seeker, com um Rush mostrando fidelidade e também muita personalidade ao fazer o cover do The Who. É claro que Peart faz juz à versão original gravada por Keith Moon.

Feedback é surpreendente como o Rush em si, que nunca lançou dois discos iguais. Uma ótima produção que em trinta minutos dá uma aula de boa música. Download imperdível.

01. Summertime Blues
02. Heart Full of Soul
03. For What It's Worth
04. The Seeker
05. Mr. Soul
06. Seven and Seven Is
07. Shapes of Things
08. Crossroads


Geddy Lee - baixo, vocais
Alex Lifeson - guitarra, violão
Neil Peart - bateria, percussão

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Jp