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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Billy Idol - Greatest Hits [2001]


Billy Idol talvez seja um dos melhores exemplos de ousadia e obstinação do Rock. Inglês, fã de Punk Rock, começou bem cedo a se envolver com a cena Punk inglesa, participando de um grupo de fãs do Sex Pistols no subúrbio de Londres. Depois de se entrosar com boa parte dos jovens punks daquela região, montou seu primeiro grupo, o Generation X, e depois de quatro álbuns com uma boa repercussão, Billy Idol decidiu seguir seu próprio rumo e conquistar fãs pelo mundo inteiro, já que o Generation X fazia um sucesso restrito apenas à Inglaterra. Pensando em dar sua última cartada, mudou-se para os Estados Unidos e deu início à sua busca definitiva pelo sucesso.

À princípio, Billy Idol procurava por músicos que não tivessem apenas atitude punk, mas um conhecimento de música, pois já tinha em mente fazer um som que ultrapassasse as barreiras do gênero que tanto amava. Assim logo foi apresentado a um guitarrista recém graduado em música, Steven Schneider, que se tornaria seu grande parceiro e lhe ajudaria consideravelmente a desenvolver um som muito audacioso, misturando dois gêneros completamente opostos, que eram os extremos da época, e motivos de chacota entre fãs de um Rock mais bem elaborado. Mas, a atitude punk de Billy Idol roubou a cena de tal forma, que as altas doses de New Wave inseridas em suas composições jamais afastaram o público punk.

Com a banda formada, eis que Billy Idol encontrou o produtor ideal para captar todas suas intenções sonoras, Keith Forsey, que seria seu maior parceiro ao lado de Steve Stevens, produzindo praticamente todos seus discos. Para ficar tudo pronto só faltavam as composições, mas como os negócios na música naquela época corriam acelerados, e as idéias de Idol ainda eram prematuras, optou-se por registrar um EP regravando duas músicas da Generation X, um cover de um grupo bem desconhecido da década de 60 e apenas uma música inédita. Assim nasceu "Don't Stop" [1981], que não obteve uma boa repercussão, mas não desanimou nenhum pouco Billy Idol, que havia feito o EP somente para dar as caras na cena americana e não surgir do nada com um full-lenght, visto que até então ele era apenas mais um estrangeiro tentando conquistar seu lugar nos EUA.

A promoção de um artista é algo tão estranho e ao mesmo tempo imprescindível que, duas músicas desse EP passaram batidas na época, e alguns anos depois devido aos relançamentos e regravações, se tornaram mega clássicos dos anos 80. Primeiramente o cover "Mony, Mony" com sua regravação ao-vivo em 1987 e mais tarde "Dancing With Myself", devido às constantes execuções nos shows e presenças em todas coletâneas. Contudo, o sucesso na carreira de Billy Idol só viria a tomar forma com seu debut auto-intitulado, que não emplacou nenhuma música em altas posições nos charts, mas obteve uma boa repercussão e começou a fazer o nome desse punk de butique nos Estados Unidos e na Europa. Porém, o público alvo principal ainda não tinha sido atingido. Como um punk pode fazer sucesso sem conquistar o berço do estilo? A resposta inglesa para o seu Punk Rock inusitado só viria no disco seguinte.

Nesse dado momento, Billy Idol pouco se importava ou ao menos temia que seu Punk Rock 'refinado' fosse rejeitado pelos punks ingleses, e só pensava em continuar sua vida de excessos, ostentação e auto-glorificação, fazendo aquelas conhecidas poses e caretas de quem se acha o ser humano mais foda e inatingível do mundo. Foi essa sua rebeldia carregada de atitudes insolentes que causou um contraste enorme no seu segundo disco, o clássico "Rebel Yell" [1983]. Com toda 'marra' de bad boy, Billy Idol ironicamente originou um verdadeiro estrondo nos anos 80 com uma balada mega romântica, a melosa "Eyes Without a Face", seu maior sucesso até hoje. O disco também trouxe outros clássicos, e a apreensão em relação à receptividade do público punk inglês teve fim. Como era de esperar, as atitudes de Idol se sobressairam, e como a juventude buscava alguém que passasse uma imagem de revolta, pouco se importaram com os elementos de New Wave no som.

Após conquistar fãs de música pop e punk, Billy Idol lançou seu terceiro e mais bem sucedido trabalho, "Whiplash Smile" [1986]. Nesse disco, Steve Stevens na visão de Idol estava tentando 'experimentar' demais, e as corriqueiras diferenças musicais causaram a separação dessa dupla que tinha uma química exemplar. Todavia, o momento de Billy Idol era inspirado e mesmo com outro guitarrista gravou o ótimo "Charmed Life" [1990], em minha opinião, seu melhor trabalho juntamente com o "Whiplash Smile". A imagem libertina aliada a um som ora agressivo, ora divertido e sempre com umas baladinhas espertas, despertava cada vez mais interesse, o que proporcionou que Idol fosse nomeado pela terceira vez ao grammy de "melhor performance vocal masculina" com a música "Cradle of Love".

No entanto, sem Steve Stevens pra segurar as pontas e com a chegada de sons alternativos e eletrônicos às paradas, o direcionamento tomado em "Cyberpunk" [1993] foi totalmente controverso e incompreensível. Billy Idol ficou tão empolgado em ter a oportunidade de inserir elementos eletrônicos e usar o computador para fazer música, que acabou produzindo um resultado desastroso. Embora exista um grande conceito inserido da cybercultura envolto à uma mensagem principal de cunho anti-religioso, e que pessoalmente me agrada em todos os aspectos musicais e líricos, isso não tem a cara de Billy Idol e não combina em nada com ele. Depois desse tiro pro alto, Billy Idol ficou afastado por muito tempo da música, apenas curtindo sua vida de magnata. O retorno ocorreu mais de dez anos depois com "Devils Playground" em 2005, que eu ainda não escutei, mas tenho um show em que é tocado metade desse disco e as músicas casam perfeitamente com as antigas. Com exceção da ridícula "Super Overdrive" que abre o show, todas as outras são muito boas.

Eu conto nos dedos de uma mão, quantas coletâneas realmente bem montadas existem, e afirmo sem medo de errar que esse "Greatest Hits" é certamente um desses raros momentos. Basicamente, essa coletânea lançada em 2001 é a mesma coletânea lançada em 1988 sob o nome "Idol Songs: 11 of the Best". São as onze músicas inclusas nessa antiga coletânea com o acréscimo de duas do disco "Charmed Life", uma do "Cyberpunk", uma versão ao-vivo e acústica de "Rebel Yell" (ótima, por sinal), além de uma composição do produtor Keith Forsey feita pro Billy Idol, mas que o mesmo recusou em meados de 1985, e logo depois Keith repassou a música pro Simple Minds e se tornou o maior sucesso dessa banda até hoje. Esse "Greatest Hits" abrange todas as fases e com os devidos destaques de cada disco. Tão bem feito, que as únicas duas músicas realmente boas do debut estão incluídas aqui, as clássicas "White Wedding (Part 1)" e "Hot in the City". Os quatro clássicos do “Rebel Yell” também se fazem presente (“Eyes Without a Face”, “Catch my Fall”, “Flesh for Fantasy” e a faixa-título).

Billy Idol certamente não é nenhum grande vocalista, mas rouba a cena com suas performances cénicas/cínicas e vocais, que são bastante autênticas, além de ter criado uma fusão onde é o único representante. E com certeza, se existir outra banda misturando Punk e New Wave, devem copiar na cara dura o som dele. Aqui se encontra o Best Of definitivo pra quem não conhece Billy Idol tirar suas conclusões a respeito, e ao mesmo tempo é um bom presente aos fãs pois conta com uma qualidade de áudio excelente. Atitude, audácia e rebeldia, muitos têm, mas igual Billy Idol, definitivamente não!

01. Dancing With Myself (EP Version)
02. Mony Mony
03. Hot In The City
04. White Wedding - Part 1
05. Rebel Yell
06. Eyes Without A Face
07. Flesh For Fantasy
08. Catch My Fall
09. To Be A Lover
10. Don't Need A Gun (Single Edit)
11. Sweet Sixteen
12. Cradle Of Love
13. L.A. Woman (Single Edit)
14. Shock To The System
15. Rebel Yell (Acoustic Live On Kroq)
16. Don't You (Forget About Me)

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Dragztripztar

domingo, 18 de abril de 2010

Mötley Crüe - Live In Pasadena, CA (With Billy Idol) [1995]


AVISO: ESSA POSTAGEM É DESTINADA AOS FÃS DAS DUAS BANDAS, POIS É UM ARTIGO RARÍSSIMO DE COLECIONADOR, LOGO, A QUALIDADE DE SOM NÃO ESTÁ PERFEITA!

Dado o aviso para os mais tapados que provavelmente iriam (ou irão) xingar nos comentários por essa não ser uma gravação top de mesa de som e com mixagem de Jesus Cristo, eis que inicio esse texto com louvor, pois essa bootleg, como já dito acima, é raríssima. Esse registro é o último show da turnê Anywhere There's Electricity Tour, em divulgação ao álbum auto-intitulado do Mötley Crüe. Logo, esse é o último show da banda com John Corabi como integrante.

O concerto se deu no dia 30 de janeiro de 1995 no Shelter Club da cidade californiana de Pasadena e a ocasião do show é, no mínimo, peculiar: a banda queria arrecadar fundos para ajudar um roadie do grupo que havia atropelado o próprio filho. Para isso, a banda não tocou sozinha, convidando amigos do mundo da música para participarem do evento.

Após algumas bandas de abertura não identificadas por mim (até porque não constam no arquivo), Billy Idol se apresenta com o inseparável Steve Stevens na guitarra e os ex-gunners Duff McKagan e Matt Sorum no baixo e na bateria, respectivamente, e apresentam três covers, finalizando com o clássico de Idol, "Rebel Yell". Boa performance, mesmo considerando o fato de quem vos escreve não gostar muito da voz do sr. Idol.

Em seguida, o Mötley Crüe embarca em um repertório também curto porém repleto de clássicos, tendo apenas "Hammered" para representar a nova fase da banda. Vale destacar a versão de "Home Sweet Home", executada sem piano e, diferentemente do resto dessa turnê, sem violões (durante a turnê, a música era tocada de forma acústica, juntamente de "Don't Go Away Mad" e "Loveshine"). Dannyboy, vocalista do House Of Pain, participa de "Live Wire" com backing vocals.

Sobre a performance dos "bad boys de Los Angeles", era de se esperar que fosse um show arregaçador, avassalador e apoteótico, ainda mais com a presença de sr. Corabi, que notavelmente deu nova vida à banda. Infelizmente não tivemos um sucessor digno para o álbum auto-intitulado (já que "Generation Swine" é um lixo) e, principalmente, com a presença efetiva de John Corabi.

O som não está bom, mas também não está ruim. Pode-se ouvir perfeitamente com uma aumentada no volume, com um bom par de headphones ou com caixas de som bacanas. No mais, pérola aprovada pelo selo "Combe do Iommi ®" de qualidade!

Postagem dedicada ao Maurício Knevitz, fã número 1 de Billy Idol e de Punk Rock.

01. Billy Idol - Paranoid (Black Sabbath)
02. Billy Idol - Communication Breakdown (Led Zeppelin)
03. Billy Idol - Shakin' All Over (Johnny Kidd & the Pirates)
04. Billy Idol - Rebel Yell
05. Mötley Crüe - Intro
06. Mötley Crüe - Shout At The Devil
07. Mötley Crüe - Hammered
08. Mötley Crüe - Live Wire
09. Mötley Crüe - Home Sweet Home
10. Mötley Crüe - Primal Scream

Da faixa 1 à faixa 4:
Billy Idol - vocal
Steve Stevens - guitarra
Duff McKagan - baixo
Matt Sorum - bateria

Da faixa 6 à faixa 10:
John Corabi - vocal, guitarra
Mick Mars - guitarra, backing vocals
Nikki Sixx - baixo, backing vocals
Tommy Lee - bateria, backing vocals

Exclusivamente na faixa 8:
Dannyboy - backing vocals

(Links nos comentários - links on the comments)

by Silver