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domingo, 22 de maio de 2011

Bon Jovi - These Days [1995]

O disco que definitivamente encerra a fase glam do grande Bon Jovi. Esqueça as canções melosas, refrães festeiros e grudentos e todo aquele clima oitentista. Canções soturnas, letras com forte teor de crítica social, andamento mais cadenciado e até mesmo mais pesado. Até as baladas que sempre acompanham a banda, aqui tem ares mais pessimistas e retratam o lado mais sombrio e triste do amor. Sim, aqui temos o verdadeiro significado de amadurecimento musical do grupo, ainda que após esse, não temos mais aquela banda que todos aprenderam aqui a amar (sei que vou apanhar nos comentários devido a esta afirmação, mas é o que penso, e não deixo de gostar do Bon Jovi por isso).

Mas seria natural a mudança da temática do grupo. Como bem sabemos, o grunge dominava as paradas de sucesso nas rádios, e o espaço para uma banda de hard seria praticamente nulo. Pensando nisso, vemos a banda aqui praticando um hard mais sério e com letras afiadas, e que a minha opinião estão entre as melhores de toda a carreira do grupo. Mas como quase todo grupo tem seu disco injustiçado, esse com certeza é o registro da discografia da banda que mantém este status, não sendo muito lembrado pelos fãs que conheço.


Sim, apesar do tom escuro e cinza que permeia todo esse registro, a qualidade aqui é impressionante. Jon Bon Jovi apresenta seus vocais mais poderosos em toda a discografia do grupo. As interpretações estão sensacionais e carregadas de emoção, onde você sente ele realmente sangrar enquanto solta versos como este: "Isso me deixou tão louco pois eu queria tanto isso para nós baby, E agora isso é tão doloroso que o que quer que nós tínhamos,Não vale a pena ser salvo". E se alguns torcem o nariz para as composições do grupo, aqui fica muito difícil criticar as letras apresentadas. Sambora está impecável, transmitindo emoção durante todo o trabalho, com solos dobrados e riffs cheios de tristeza e descontentamento.

O registro abre de maneira explosiva com "Hey God", em uma composição triste e questionadora, onde observamos situações que cada um de nós pode ver de perto, ou mesmo passamos por uma destas e no desespero acabamos por questionar a Deus o motivo de estarmos nessa situação. O clima é tão denso, que na segunda canção do disco e que tem a roupagem mais pop de todo o registro, "Something For The Pain", pode ser comparado a um ataque de nervos no meio de uma situação caótica, onde o personagem não vê para onde ir e pede um alívio para a dor que está passando. "These Days" que foi escrita há pelo menos 16 anos atrás, se aplica de maneira perfeita aos nossos dias, em que "estamos em uma era onde nada dura, e não sobrou mais nínguem ao invés de nós mesmos. A emocional "My Guitar Lies Bleeding In My Arms" fará qualquer um que esteja na fossa, que se afunde mais na mesma e não queira voltar por um bom tempo e é o momento de maior flerte com o grunge de toda a carreira do grupo, com um solo choroso de Sambora, onde a guitarra dele realmente sangra em seus braços.



Agora duvido que alguem aqui escute "This Ain't A Love Song" e não lembre de uma pessoa que lhe jurou amor e no final das contas acabou apenas trazendo alguns dias de sofrimento para a sua vida. Essa música embalou alguns momentos de fossa pelos quais passei, ao descobrir que todos os sonhos não passavam da mais amarga ilusão. Uma balada espetacular e que com certeza está entre os pontos altos da carreira do Bon Jovi. "If That's What It Takes" também está entre as minhas prediletas, uma tentativa desesperada de tentar salvar um relacionamento no fim. "Bitter Wine" foi escrita para aquele momento em que você apenas quer afogar as mágoas e nada mais que isso.

Se você gosta de discos emocionais, vai se encantar com todos os sentimentos transmitidos neste registro. Junto com "Darkness On The Edge Of Town" do Springsteen, este é um dos discos mais tristes e ao mesmo tempo encantadores que já escutei. Enquanto muitos o qualificam com um disco apenas "mediano" dentro da carreira do grupo, o considero uma pérola que infelizmente muitos não dão atenção, por acharem que a banda morreu em 1992. Se você é destes, não sabe o que está perdendo.




1.Hey God
2.Something For The Pain
3.This Ain’t A Love Song
4.These Days
5.Lie To Me
6.Damned
7.My Guitar Lies Bleeding In My Arms
8.(It’s Hard) Letting You Go
9.Hearts Breaking Even
10.Something To Believe In
11.If That’s What It Takes
12.Diamond Ring
13. All I Want Is Everything
14. Bitter Wine


Jon Bon Jovi - Vocais, Guitarra
Richie Sambora - Guitarra, Vocais
Tico Torres - Bateria
David Bryan - Teclado, Backing Vocais
Hugh McDonald - Baixo

Ps: Post dedicado para a amigona Lyn, que assim como eu, ama este disco. Uma amizade inesperada, porém inspiradora, daquelas que nos dão esperança de que ainda existem pessoas especiais neste mundo.


by Weschap Coverdale

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Bon Jovi - New Jersey [1988]


Falar sobre Bon Jovi para mim é sentir um pouco de gratidão. Se a banda com a qual eu comecei a escutar rock foi o Van Halen, foi através da obra de Jon Bon Jovi e seus comparsas que eu fiquei alucinado com o estilo. E me lembro bem, quando em 1995 vi o clipe de "This Ain't A Love Song" na MTV, aquilo martelou na minha cabeça durante dias e noites, o que me fez correr atrás da coletânea "Crossroads". Daí para frente virei um fã inveterado do grupo de New Jersey.

E ao pegar sua obra, principalmente durante os anos 80, é impossível não virar ainda mais fã de tudo que esses caras fizeram juntos, mesmo que a partir dos anos 2000 a coisa tenha degringolado. Um hard com pitadas de AOR que se torna irresistível, desde o belo trabalho de guitarras do grande Richie Sambora, as camadas de teclados bem inseridas de David Bryan, a cozinha entrosada de Tico Torres e Alec John Such e lógico o carisma e o talento de Jon Bon Jovi, que é facilmente um dos grandes frontmans da história do rock.


Após o começo de carreira promissor, porém com um sucesso moderado, no ano de 1986 a banda estoura no mundo todo com o clássico "Slippery When Wet" e se torna uma febre em nível mundial. A imagem da banda era fortíssima naquele momento, com clássicos do calibre de "Livin' On A Prayer" (que se tornou o videoclipe mais exibido na MTV em todos os tempos), "Wanted Dead Or Live" e "You Give Love A Bad Name". Porém eles queriam mostrar que não eram apenas uma moda passageira, e assim entram em estúdio com o produtor Bruce Fairbain, com o projeto de um disco duplo chamado "Sons Of Beaches". Porém a idéia foi rejeitada pela gravadora, devido ao alto preço de venda posteriormente.

A banda lança então no ano de 1988 o disco "New Jersey", que serviu para aumentar ainda mais a popularidade da banda e ostentar mais alguns recordes. Este alcançou os primeiro lugar na Austrália, Canadá, Estados Unidos, México, Nova Zelândia, Rússia, Suécia, Suiça e Reino Unido. Sem falar que conseguiu emplacar cinco músicas no Top 10 americano, algo que nunca mais foi repetido por nenhuma outra banda de hard rock até os dias de hoje. Sem falar que em apenas seis meses, o mesmo atingiu a marca de cinco milhões de cópias, o que mostra o poder de fogo da banda naquele momento.



E aqui temos um disco recomendado do início ao fim, não só para quem gosta de hard rock, mas de música em geral. Alguns chiam que a banda é apenas comercial, porém a qualidade aqui é impecável, ao contrário do que é comercial nos dias de hoje. Se você é chegado em música chiclete, daquelas que ficam grudadas o dia inteiro, a trinca inicial cumpre isso com louvor. "Lay Your Hands On Me", "Bad Medicine" e "Born To Be My Baby" foram feitas sob medida para incendiar um estádio lotado e estão entre as canções que entraram no top 10. A contagiante "Blood On Blood" é influenciada por "Livin On A Prayer" e nos entrega mais uma história contada pela banda, dessa vez sobre uma forte amizade e é baseada no filme "Conta Comigo" de Rob Reiner.

E como uma influência do disco anterior, as músicas de cowboy, que são uma das paixões de Jon Bon Jovi também aparecem aqui. Primeiro com a acústica "Ride Cowboy Ride", que tem um efeito muito legal, como se estivesse tocando em um velho aparelho de vinil. Após vem a primorosa "Stick To Your Guns", que está facilmente entre as melhores canções que o grupo já escreveu na minha opinião, em que é aconselhado um jovem que quer se tornar um cowboy, mas que pode ser comparado ao que passamos na vida. As baladas "Living In Sin" e a maravilhosa "I'll Be There For You" completam esse registro de maneira perfeita.

Um disco viciante. Daqueles que martelará por dias na sua cabeça. E que mostra que uma banda pode ser comercial sim, porém ser memorável como o Bon Jovi consegue ser. Não à toa está na ativa até os dias de hoje e ter a relevância que tem dentro do cenário rocker.



1.Lay Your Hands on Me
2.Bad Medicine
3.Born to Be My Baby
4.Living in Sin
5.Blood on Blood
6.Homebound Train
7.Wild Is the Wind
8.Ride Cowboy Ride
9.Stick to Your Guns
10.I'll Be There For You
11.99 in the Shade
12.Love for Sale
13.Blood On Blood (Live)
14.Born To Be My Baby (Live)

Ps: Essa edição se trata do "Special Edition" lançado no ano de 2010, por isso as duas versões ao vivo.

Jon Bon Jovi - Vocais, Guitarra Base, Gaita
Richie Sambora - Guitarra Solo, Backing Vocals
Alec John Such - Baixo, Backing Vocals
David Bryan - Teclado, Backing Vocals
Tico Torres - Bateria


By Weschap Coverdale

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Bon Jovi - Live From Japan [2008]


Seja dentro ou fora do Rock, o que pode justificar a longevidade de algumas bandas ou artistas, tanto em tempo de atividade incessante quanto em números acumulados de lançamentos de sucesso? A obsessão pelo dinheiro é compreensível, mas não aplicável ao podre-de-rico Paul McCartney, por exemplo, ou ao Pearl Jam. Obviamente os caras visam isso, mas não explica, ainda mais quando se tem a proposta dos discursos mirabolantes de Eddie Vedder contra o consumismo. A boa forma pode justificar, mas diga isso à monstros como Keith Richards, Iggy Pop ou Lemmy Kilmister. A capacidade de se reinventar é uma boa, mas e o AC/DC?

A única justificativa plausível, ao meu ver, é a vontade. Muitos ganharam grana, estão com boa saúde e tentaram se reinventar, mas viram que não rolava e penduravam as chuteiras. A vontade de exprimir sentimentos em novas composições e subir aos palcos para proporcionar momentos inesquecíveis à fãs de todas as origens é a explicação que cabe à todas as bandas e artistas longevos, e nisso se inclui o Bon Jovi. Há quem torça o nariz, mas os integrantes poderiam ter parado lá na época do "New Jersey", no fim da década de 1980. Mas se arriscaram, tiveram visão de mercado e estão aí até hoje. Tudo o que lançam, vende muito. E olha que nem se trata de "se vender ao sistema", pois isso é feito por muitas bandas pré-produzidas.

Reflexões à parte, já é de sabedoria da maioria dos visitantes que a trupe estará em terras tupiniquins semana que vem, em turnê de divulgação do novo trabalho, "The Circle". Dia 6, quarta-feira, no Estádio do Morumbi, São Paulo e dia 8, sexta-feira, na Praça da Apoteose, Rio de Janeiro - preços exorbitantes, diga-se de passagem. "Live From Japan", trazido nessa postagem, serve como um bom aquecimento aos que presenciarão algum dos concertos. O registro foi gravado no Tokyo Dome da cidade de Tóquio, Japão, no dia 14 de janeiro de 2008. Apesar de ter ocorrido na turnê anterior, com repertório diferente e em divulgação ao disco "Lost Highway", de 2007, é uma ótima gravação que compensa ser conferida.



Pra começar, tem-se um registro captado diretamente da mesa de som. Vídeos profissionais do concerto podem ser encontrados no YouTube, pois houve transmissão para a TV japonesa. Em segunda instância, o grupo proporciona uma viagem à todas as épocas de sua carreira, com um repertório extenso e muito bem escolhido - quase duas horas e meia de sonzeira. Os clássicos indispensáveis dividem espaço com canções no mínimo inusitadas como "Raise Your Hands", "The Radio Saved My Life Tonight", "I'd Die For You" e "Captain Crash And The Beauty Queen From Mars" - esta ainda chama a atenção por ser a música de fechamento. Ainda há tempo de incluir dois covers: "Jumpin' Jack Flash", do The Rolling Stones, e "Dancing In The Streets", de Martha & The Vandellas.

Se nada disso foi convincente, vale ressaltar que a performance dos integrantes (que não mudou desse show pra cá) deixa tudo ainda melhor. Jon Bon Jovi, mesmo não atingindo os tons altos de antes, mostra-se versátil ao readaptar as linhas vocais e um showman de primeira, capaz de levantar multidões. Richie Sambora rouba a cena muitas vezes com belas guitarras, notável presença de palco e backing vocals poderosos - dá até uma palinha em "These Days", onde assume os vocais principais. David Bryan dá um "grau" nos vocais de apoio e brilha nos ótimos teclados aqui conferidos. Tico Torres não falha nas baquetas em nenhum momento, comprovando uma baita eficiência. E a banda de apoio, constituída por Hugh McDonald (baixo), Bobby Bandiera (guitarra base), Lorenza Ponce (violino) e Kurt Johnston (pedal steel) não deixa os quatro principais na mão.



Aos que irão se aventurar na multidão: um bom show. Mas antes confiram isso aqui. Para os que permanecerão em suas casas, confiram e tenham uma ótima trilha sonora para esse (e outros) fins de semana. A filmagem pode ser encontrado facilmente nos confins da Internet - já que não foi lançado oficialmente.

01. Lost Highway
02. You Give Love A Bad Name
03. Raise Your Hands
04. Runaway
05. The Radio Saved My Life Tonight
06. Story Of My Life
07. In These Arms
08. I'd Die For You
09. (You Want To) Make A Memory
10. Whole Lotta Leavin'
11. Born To Be My Baby
12. Any Other Day
13. We Got It Goin' On
14. It's My Life
15. Bad Medicine
16. These Days
17. Someday I'll Be Saturday Night
18. Keep The Faith
19. I'll Sleep When I'm Dead
20. Jumpin' Jack Flash + Dancing In The Streets
21. Who Says You Can't Go Home
22. Livin' On A Prayer
23. Have A Nice Day
24. Wanted Dead Or Alive
25. I Love This Town
26. Captain Crash And The Beauty Queen From Mars

Jon Bon Jovi - vocal, violão, guitarra
Richie Sambora - guitarra solo, violão, backing vocals, vocal em 16
David Bryan - teclados, backing vocals
Tico Torres - bateria, percussão
Hugh McDonald - baixo
Bobby Bandiera - guitarra base, backing vocals
Lorenza Ponce - violino, backing vocals
Kurt Johnston - pedal steel

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by Silver

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Bon Jovi - Discografia [1984 - 2009]


Falar do Bon Jovi não é fácil. Se trata de uma das bandas que mais venderam e mais vendem não só no Rock, mas no mundo da música - e é uma de minhas bandas prediletas. Ao contrário do que muitos dizem, o som do Bon Jovi não é apenas "som comercial", já que é notável que a musicalidade de todos os membros transbordam em composições bem elaboradas.

A história da banda é bem extensa. Tudo começa em 1984 quando o vocalista Jon Bon Jovi recrutou o guitarrista Richie Sambora (que já havia tocado com o famoso blueseiro Joe Cocker e feito teste para tocar no Kiss), o baterista Tico Torres (que já havia excursionado e gravado com Chuck Berry e The Marvelettes), o tecladista David Bryan (que tocava antes com Jon e havia deixado a carreira musical para cursar medicina, tendo logicamente abandonado o curso para integrar o grupo) e o baixista Alec John Such.

Após 2 discos com sucesso moderado ("Bon Jovi" e "7800° Fahrenheit"), a banda estourou no mundo todo com "Slippery When Wet", de 1986. A partir daí, o grupo só lançou álbuns que venderiam feito água pelo mundo todo.

A banda parou com suas atividades por duas vezes: de 1990 até 1991, quando saíram "Stranger In This Town" de Richie Sambora (que contou com Tico Torres e David Bryan) e "Blaze Of Glory" de Jon Bon Jovi (com vários músicos convidados famosos), e de 1997 até 1998, quando saíram "Undiscovered Soul" de Sambora e "Destination Anywhere" de Jon. David Bryan também já lançou trabalhos em carreira solo.

Nos discos "pós-glitter" do Bon Jovi, nota-se facilmente uma mistura de gêneros como Rock, Blues, Soul, Country, Folk, entre outros estilos, o que deu uma identidade à banda e não deixou que se afundasse com a onda Grunge, como muitas bandas de Hard Rock que se afundaram porque não conseguiram fazer som de qualidade sem a fórmula "glamourosa".

Hoje em dia, com mais de 120 milhões de discos vendidos pelo mundo e com os mesmos integrantes do começo (com exceção do baixista Alec John Such, que saiu em 1992), pode-se dizer facilmente que o Bon Jovi é uma das bandas mais bem-sucedidas e aclamadas do Rock N' Roll. Para os que nunca ouviram DE VERDADE o som da banda, aproveitem essa postagem para conhecerem a banda e tirarem suas próprias conclusões. Com vocês, Bon Jovi!

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Créditos à [Meanstreet] pelo upload dos discos "Bon Jovi" e "Fields Of Fire"

by Silver

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Bon Jovi - Happy New Year! Live In Tokyo, Japan [1988]


Em 1989, só quem viveu a época para ter noção do que era o Bon Jovi. Apesar do grupo ainda ser reconhecido mundialmente não só pelo seu passado mas também pelo seu presente e pelo o que ainda nos presenteará no futuro, o Bon Jovi era a sensação-mor nessa época, conquistando fãs por todo o mundo, roqueiros ou não. E o que esperar de uma banda que estava vivenciando seu auge? O registro que trago nessa postagem pode responder bem à essa pergunta.

Ocorrido no famoso Tokyo Dome de Tóquio, Japão, na virada do ano de 1988 para 1989, esse lendário concerto é um aparato procurado por muitos colecionadores de bootlegs e artigos relacionados ao Bon Jovi por contar com uma performance magistral do grupo e um set-list perfeitamente escolhido, compilando os maiores clássicos do Jovi e ainda dando direito à execução do clássico It's All Over Now do The Valentinos, poplarizado posteriormente pela versão do The Rolling Stones.

Se muitos dizem que Jon Bon Jovi não é bom ao vivo, é porque não tiveram a oportunidade de conferir esse registro. O cara está na sua melhor forma, cantando demais e reproduzindo muito bem as músicas. O resto da banda se apresenta exímia - Richie Sambora mostra sua genialidade e eficiência tanto nas cordas da guitarra como nas cordas vocais, até mesmo sobressaindo o vocal de Jon em algnus momentos, Tico Torres confere habilidade peculiar na bateria, mostrando entrosamento com Alec John Such, que também não decepciona e, por fim, David Bryan aguça os ouvidos de todos com uma cama de teclados carismática e criativa, bem como com backing-vocals poderosos ao lado do mr. Sambo.

Sem dúvidas, uma das melhores gravações do Bon Jovi em ação. E, como de praxe, a gravação está perfeita, pois foi extraída da mesa de som. Merece sua atenção, caro leitor!

01. Lay Your Hands On Me
02. I'd Die For You
03. Wild In The Streets
04. You Give Love A Bad Name
05. Tokyo Road
06. Born To Be My Baby
07. I'll Be There For You
08. Blood On Blood
09. Livin' On A Prayer
10. Ride Cowboy Ride
11. Wanted Dead Or Alive
12. Bad Medicine
13. It's All Over Now

Jon Bon Jovi - vocal, guitarra, violão, gaita
Richie Sambora - guitarra, violão, backing-vocals
Alec John Such - baixo, backing-vocals
Tico Torres - bateria, percussão
David Bryan - teclado, backing-vocals

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by Silver