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domingo, 27 de fevereiro de 2011

David Coverdale – White Snake e Northwinds [1988]



Quando entrou no Deep Purple, David Coverdale tirou a sorte grande. De balconista de loja e cantor de uma banda sem expressão chamada The Government, passou a ser o homem de frente daquela que foi uma das integrantes da santíssima trindade do rock pesado britânico: Led/Sabbath/Purple. Coverdale foi chamado por Ritchie Blackmore para integrar o posto em 1973, após uma audição.

Sua missão era substituir ninguém menos que Ian Gillan e dividir os microfones com Glenn Hughes, que também segurava o baixo. Mas ele fez bonito e sua estreia no continente americano se deu justamente num grande festival, o California Jam, ao lado do Black Sabbath e outras feras do som pesado.


Em seguida, lançou dois álbuns clássicos com o Purple (Burn e Stormbringer) e, no final do ano de 1975, Blackmore cai fora para formar o Rainbow. A banda continua com o excelente Tommy Bolin nas guitarras, com quem lança, em 1976, Come Taste the Band. Aqui as influências do soul e do funk substituiram o estilo clássico de Blackmore, fruto da presença marcante de Glenn Hughes.

Mas Bolin estava no fundo do poço com seu vício em heroína e Hughes, com a cocaína. Basta ver o vídeo Deep Purple Rises Over Japan para perceber que Bolin não consegue tocar e nem se mexer e Hughes se mexe tanto que não consegue tocar nem cantar direito. John Lord segura a onda com maestria, mas suas montanhas de teclados o impedem de realizar algo performático enquanto tem que tocar absolutamente todos os sons ao lado de Ian Paice. O entretenimento do show fica exclusivamente a cargo de Coverdale, cuja voz estava no auge. O Purple é obrigado a encerrar as atividades.

David Coverdale não podia ficar parado, pois havia se tornado um homem de destaque no showbusiness mundial. Imediatamente chamou seu antigo companheiro Micky Moody para lhe ajudar nas composições e lançou, em sequência, os dois álbuns dessa postagem.

White Snake ainda não tinha nenhuma relação com a banda homônima que Coverdale formaria dois anos depois. É o primeiro disco solo do vocalista e mostra que ele ainda tinha muita lenha para queimar na época em que o Deep Purple terminou pela primeira vez.

Celebration é um funk, que mostra que os anos ao lado de Hughes e Bolin lhe ensinaram como compor algo com muito groove. Mas a face baladeira, que no Purple aparece bem em Mistreated, composta juntamente com Blackmore, está presente na fantástica Hole in the Sky. Tente não se emocionar ouvindo-a e conseguirá um atestado de coração de pedra. O disco todo é excelente e vale conferir.

Northwinds é o segundo trabalho que a parceria Coverdale/Moody rendeu, e muitas de suas músicas foram aproveitadas no primeiro disco da banda Whitesnake, que ambos formaram em 1978 ao lado de Bernie Marsden e John Lord. Estão lá Only My Soul e Queen of Hearts, com aquele embalo típico da primeira fase do Whitesnake, a chamada “fase blues”. Quem já conhece o debut da banda vai ouvir aqui as versões originais, acrescidas de outras pérolas maravilhosas.


No ano de 1988, os dois discos foram lançados em um único formato, com ambos os álbuns na íntegra, mas sem as bônus tracks das versões individuais lançadas em cd posteriormente. É a versão que posto hoje.

White Snake foi gravado entre agosto e setembro de 1976, e produzido por Roger Glover, ex-baixista do Deep Purple. Foi oficialmente lançado no ano de 1977. Northwinds foi gravado entre março e abril de 1977, e também foi produzido pelo baixista. Foi oficialmente lançado no ano de 1978. Ambos sob o selo Deep Purple Overseas Management Ltd. que, penso, não preciso explicar do que se trata. Quando Northwinds saiu, a banda Whitesnake já tinha sido oficialmente formada, e o disco Snakebite (1978) foi lançado com algumas músicas regravadas.

Coverdale, por mais que seja um marqueteiro de primeira e tenha seguido os modismos dos anos 70 e 80, nunca fez música ruim. Imaginem o que ele fez no auge da sua voz em composições solo com a parceria de um amigo então desconhecido do grande público. Bem, agora não precisa mais imaginar.

Ah! Vá ao final da postagem e veja quem participa do disco.

Track List

Do álbum White Snake
1. Lady
2. Blindman
3. Goldies Place
4. Whitesnake
5. Time On My Side
6. Peace Lovin’ Man
7. Sunny Days
8. Hole In The Sky
9. Celebration

Do album Northwinds
10. Keep On Giving Me Love
11. Northwinds
12. Give Me Kindness
13. Time And Again
14. Queen Of Hearts
15. Only My Soul
16. Say You Love Me
17. Breakdown

David Coverdale (vocais)
Micky Moody (guitarras)
Tim Hinckley (teclados)
De Lisle Harper (baixo em White Snake)
Simon Phillips (bateria em White Snake)
Roger Glover (sintetizadores)
Alan Spenner (baixo em Northwinds)
Tony Newman (bateria em Northwinds)
Ronnie James Dio e Wendy Dio (backing vocais em Give Me Kindness)

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Por Zorreiro

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

David Coverdale - Into The Light [2000]



No final dos anos 90, o Whitesnake não era o lugar em que David Coverdale gostaria de estar. Com apenas um disco de inéditas gravado durante toda a década (ainda que a contragosto de Coverdale, que queria que fosse um disco solo e só colocou o nome de Whitesnake em razão de pressão da gravadora), ele queria mesmo era voltar para o som praticado no início de sua carreira solo, onde praticava o seu amado blues rock.

Com esse objetivo ele coloca o Whitesnake na geladeira em 1999 e inicia a gravação de seu tão desejado disco solo. Livre da pressão do nome de sua famosa banda, ele finalmente grava um disco que era uma volta às raízes de sua carreira solo e os primeiros discos de sua referida banda. Em "Into The Light" além de uma volta as suas origens, temos Coverdale com ênfase em outra especialidade de sua carreira, as indefectíveis baladas, que sempre marcam presença onde quer que ele passe.

Apesar do moderado de sucesso de apenas uma música desse registro, aqui temos um disco que está muito longe de ser ruim, pois todos sabemos do feeling que esse monstro possui. Mas aqui o pé é tirado bruscamente do acelerador e tudo é muito mais cadenciado. E as baladas aparecem sempre que possível e em número bem maior do que ao que estão acostumados com a discografia do Whitesnake. Sem falar no time que aqui trabalhou, que é excelente, com destaque para a cozinha com Denny Carmassi (ex-Heart e que também participou no Coverdale/Page) e o baixista Marco Mendoza, que futuramente continuaria a trabalhar com Coverdale.



E para abrir este, temos a intro "Into The Light" que abre alas para a bluseira "River Song", que tem a cadência como um de seus pontos marcantes e a já conhecida performance vocal de Coverdale, que nunca decepciona. "She Give Me..." poderia facilmente estar presente no excelente projeto Coverdale/Page, com seu clima zeppeliano, um hard dos bons. Mas como não poderia deixar de ser, temos a primeira balada, a emocionante "Don't Cry", algo que somente um especialista no assunto poderia fazer.

"Love Is Blind" é a música mais conhecida desse registro, uma outra grande balada, com destaque para a bela letra composta por Coverdale, uma bela descrição do que é esse sentimento estranho e igualmente encantador que é o amor. E poucos entendem mais sobre o mesmo dentro do rock do que o Sr. David, ou alguém contesta isso? (kkkk). "Cry For Love" tem um ar que lembra e muito a fase Slide It In de sua conhecida banda. Outra canção que chega disso é "Don´t Lie To Me", no momento mais hard de todo o disco.

Para completar, mais baladas. Primeiro temos a regravação da já conhecida "Too Many Tears", que já havia sido apresentada no Restless Heart. "Living on Love" e "Midnight Blue" continuam a apresentar a capacidade que ele tem de escrever músicas sentimentais e que ele está em sua praia ao fazer isso. E para finalizar temos a balada acústica "Wherever You May Go", que fecha esse registro de maneira intimista, em que apenas um violão, um vocal feminino e um discreto teclado acompanham o vozeirão de Coverdale. Um disco recomendado para aquele momento a dois com sua patroa ou apenas para relaxar.





1....Into the Light
2.River Song
3.She Give Me...
4.Don't You Cry
5.Love is Blind
6.Slave
7.Cry for Love
8.Living on Love
9.Midnight Blue
10.Too Many Tears
11.Don't Lie to Me
12.Wherever You May Go

David Coverdale - Vocais, Guitarras em "...Into the Light"
Doug Bossi - Guitarras, Backing Vocals
Earl Slick - Guitarras
Marco Mendoza - Baixo, Spanish Guitar em "Wherever You May Go", Backing Vocals
Denny Carmassi - Bateria
Derek Hilland - Teclados em "...Into the Light", "Living on Love"
Mike Finnigan - Órgão, Piano
John X. Volaitis - Teclados e Percussão em "She Give Me", Teclados e Vocais em "Don't You Cry" & "Don't Lie to Me", Teclados em "Too Many Tears", Harpa "Wherever You May Go"
Reeves Gabrels - solo resolve on "She Give Me"
Dylan Vaughan - Guitarras em "Don't You Cry"
Tony Franklin - Baixo em "Don't You Cry"
Bjorn Thorsud - Tamborim em "Don't You Cry"
James Sitterly - Cordas em "Love Is Blind"
Ruy Folguera - Arranjo de cordas em "Love Is Blind"
Jimmy Z - Gaita em "Cry for Love"
Linda Rowberry - Dueto Vocal em "Wherever You May Go"


By Weschap Coverdale

quinta-feira, 8 de abril de 2010

The Government - David Coverdale Demo EP [1971]

David Coverdale ou Ozzy Osbourne?

Composta por voz, guitarra, baixo, bateria, trompete e sax, The Government foi uma banda de jazz composta por nada mais nada menos que David Coverdale (Deep Purple, Whitesnake), que mesmo estando com 20 anos na época, já estava mandando ver, com sua voz bonita, carismática e cheia de personalidade.

O grupo possui influências notáveis de Frank Sinatra, Tommy Dorsey e cantores do gênero e esteve com Coverdale de 1968 até 1972, quando este sairia do grupo para integrar o Fablosa Brothers, onde gravaria uma demo e enviaria para o Deep Purple, sendo assim contratado para substituir Ian Gillan.

Como esse material se trata de uma raridade, não se sabe muito sobre os outros integrantes. Entretanto toda informação é mais do que bem-vinda.

01. Bang Bang
02. Does Anybody Know (I'm Here)
03. It's All Over Now
04. Does Anibody Know

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by Silver