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domingo, 18 de setembro de 2011

The Allman Brothers Band - Idlewild South [1970]


Olá visitantes da Combe do Iommi. Meu nome é Gabriel e sou o mais novo colaborador desse incrível blog. Espero que durante minha passagem eu seja bem-sucedido e bem recebido por todos.

A primeira postagem é sempre um problema, ainda mais em se tratando da Combe, que tem um dos acervos mais completos da internet. Mas, enfim, me decidi por iniciar minha estadia com o segundo e espetacular disco da Allman Brothers Band, intitulado "Idlewild South" e lançado em 1970.

Quem já é familiarizado com o som da banda, não se decepcionará com o que vai encontrar por aqui. A mesma inspiração de sempre, as mesmas grandes composições e os mesmos tradicionalíssimos instrumentais, que já são marca registrada dos naturais de Jacksonville. "Idlewild South" é o segundo álbum de sua carreira e o primeiro a ter prestígio da crítica e vendas consideráveis.



"Revival" abre os trabalhos mostrando, como sempre, músicos entrosados, diversidade de ritmos e instrumentos muito bem colocados. "Don't Keep Me Wonderin'" tem slides que são um espetáculo a parte, e os vocais de Gregg Allman, inigualáveis. Os violões de "Midnight Rider" captam de forma certeira a essência do Southern; aliás, essa é uma das minhas preferidas.

"In Memory Of Elizabeth Reed" é icônica, e dá uma amostra do poder de improvisação da trupe. Dickey Betts rouba a cena durante toda a faixa, e o que é formado com a junção de todos os elementos da banda é algo surreal, simplesmente.




"Hoochie Coochie Man" é uma releitura poderosa para o clássico de Willie Dixon. Desta vez os teclados merecem menções honrosas, até porque todo o trabalho de Gregg por aqui é competente e excepcional.

A coisa envereda para o lado emocional com a belíssima "Please Call Home", certamente uma das melhores baladas que já ouvi na vida. O feeling de Duane atinge proporções gigantescas aqui, e o instrumental de fundo cria uma atmosfera propícia para esse feeling. "Leave My Blues At Home" encerra de forma descontraída e com muito groove.

É Allman Brothers; é clássico.


Gregg Allman - vocais, piano, órgão
Duane Allman - guitarras
Dickey Betts - guitarras
Berry Oakley - baixo, vocais em 5
Butch Trucks - bateria
Jai Johnny "Jaimoe" Johanson - percussão

1. Revival
2. Don't Keep Me Wonderin'
3. Midnight Rider
4. In Memory of Elizabeth Reed
5. Hoochie Coochie Man
6. Please Call Home
7. Leave My Blues At Home

por Gabriel

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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

The Allman Brothers Band – Dreams Box Set [1989]





Dreams não é uma coletânea. É uma antologia sobre a maior banda de southern rock da história. Contemporâneos de outros monstros como Lynyrd Skynyrd, Molly Hatchet entre tantos, o Allman Brothers Band é hors concours, está acima de comparativos pela excelência de seus músicos e qualidade das canções.

A caixa foi originalmente lançada em 1989 no formato de 4 cd’s, 4 cassetes ou 5 álbuns de vinil. São 55 faixas que abrangem toda a história da banda até o momento, incluindo temas das carreiras solo e paralelas de seus integrantes, compiladas por Bill Levenson (o mesmo arquivista que compilou a antologia Crossroads, de Eric Clapton). São mais de cinco horas do melhor que se pode ter entre o blues, o country e o rock’n’roll. A caixa traz também um livreto caprichado, com texto e fotos de dar água na boca.


No primeiro cd estão as raridades mais impactantes. As três primeiras faixas são da banda Allman Joys, composta pelos irmãos Allman e que tocava covers de outros artistas, como Shapes of Things dos Yardbirds, que abre os trabalhos. Essas demos foram gravadas nos Bradley’s Barn Studios, em Nashville, em agosto de 1966, e foram descobertas por Levenson guardadas no armário da cozinha da casa da mãe de Gregg e Duane (assim nos conta o próprio no dito livreto). Garimpo de primeira categoria.

A seguir, temos as gravações da banda Hourglass, a banda que os irmãos Allman formaram quando tentaram a sorte em Los Angeles, e que lançou dois discos em 1967 (Hourglass) e 1968 (The Power of Love). Apesar de radicados em LA, ambos os discos foram gravados no famoso estúdio Muscle Shoals, no Alabama. Pode-se ver Duane definindo seu estilo de guitarra slide, com experimentações de fuzz e outros efeitos que surgiam na época. Duane Allman, também conhecido como Skydog, estava cada vez mais envolvido com gravações e experimentações de estúdio, e resolveu se mudar de vez para o sul para trabalhar como session man no Muscle Shoals, deixando Gregg em LA.

The 31st February foi a banda de Butch Trucks, um dos bateristas da Allman Brothers Band, que existiu entre o fim da The Hourglass e a formação definitiva da Allman, no ano de 1968. Second Comming foi a banda de Dickey Betts, o outro guitarrista da Allman Brothers Band, que gravou I Feel Free, do Cream e She has Funny Cars, do Jefferson Airplane. Mais uma demo de covers. Também tem uma faixa gravada por Duane em separado.

A união das bandas 31st February e Second Coming possibilitaram a Duane, então mais focado como session man, a criar um grupo que seria matador. Ligou para seu irmão Gregg e, segundo o próprio Gregg em entrevista à revista Guitar World, disse:

“Tenho a banda pronta, só precisamos de um vocalista e deve ser você. Tem dois bateristas, Butch Trucks e Jaimoe, um baixista maravilhoso chamado Berry Oakley e um guitarrista solo fantástico, Dickey Betts.”

Ao ouvir isso, Gregg teria perguntado: “Mas e você, vai tocar o que?”

A resposta imediata foi: “venha para cá que você vai ver.” E ele foi. Em 1969 foi lançado The Allman Brothers Band, o debut que marcou uma geração. Músicas desse play estão no primeiro cd do Box. It’s not my cross to bear é, de longe, a minha preferida.



Da esquerda para a direita: Gregg Allman, Duane Allman e Berry Oakley


O segundo cd traz gravações de estúdio e diversas raridades ao vivo. São faixas dos discos Idlewild South e Live at The Filmore East (o melhor disco ao vivo do estilo, sem dúvidas). Confira o monstro que foi Berry Oakley na faixa Whiping Post. One More Ride nunca havia sido lançada oficialmente, assim como Dimples (John Lee Hooker).






O terceiro cd contém material de Eat a Peach e Brothers and Sisters, discos gravados após a morte de Duane e Berry, ambos em acidente de trânsito na mesma cidade. Tem material solo de Gregg (a versão de Midnight Rider que foi lançada em Laid Back) e Betts (do excelente disco Highway Call). Destaque para a versão de Little Martha, uma jam session de 20 minutos nos estúdios da rádio WPLJ, em Nova York, transmitida ao vivo em 26 de agosto de 1971.

O disco quatro é o que contém menos material inédito da Allman Brothers Band, mas nem por isso é descartável. Ponto negativo para Gregg e Cher (sua namorada na época) cantando Can You Fool e Dickey Betts em momentos repetitivos de guitarra. Como escrito na revista Guitar World de setembro de 1989, “the saving Grace on this last disc – a hodgepodge of tired, insipid bits of piffle – is a previously unreleased track of Gregg Allman with a full gospel choir singing a very moving rendition of the Beatles ‘Rain’. Otherwise, this fourth cd is merely a token nod to troubled times.



Depois a banda se desintegrou, se recriou, trocou diversas vezes de formação e continua na ativa até hoje, fazendo aquilo que melhor sabe fazer: som de extrema qualidade.

Desculpem se me estendi na resenha, mas achei importante apresentar a caixa para aqueles que não conhecem a sua história. All men joy!

CD 1

1. Shapes of Things - The Allman Joys (2:48)
2. Spoonful - The Allman Joys (3:40)
3. Crossroads - The Allman Joys (3:33)
4. Cast Off All My Fears - The Hour Glass (3:25)
5. Down in Texas - The Hour Glass (3:07)
6. Ain't No Good to Cry - The Hour Glass (3:06)
7. B.B. King Medley: Sweet Little Angel/It's My Own Fault/How Blue Can You Get - The Hour Glass (7:06)
8. Morning Dew - The 31st February (3:46)
9. God Rest His Soul - The 31st Of February (3:56)
10. I Feel Free - The Second Coming (3:31)
11. She Has Funny Cars - The Second Coming (4:48)
12. Goin' Down Slow - Duane Allman (8:47)
13. Dreams - (4:55)
14. Don't Want You No More (2:25)
15. It's Not My Cross to Bear (4:56)
16. Trouble No More (3:48)
17. Dreams (7:15)

CD 2

1. Statesboro Blues - (4:06)
2. (I'm Your) Hoochie Coochie Man (4:57)
3. Midnight Rider (2:58)
4. Dimples (live) (5:02)
5. I'm Gonna Move to the Outskirts of Town (live) (9:23)
6. Revival (4:04)
7. One More Ride - (2:41)
8. Whipping Post (live) (22:53)
9. In Memory of Elizabeth Reed (live) (12:58)
10. Drunken Hearted Boy (live) (6:54)

CD 3

1. You Don't Love Me/Soul Serenade (live, previously unreleased) (19:28)
2. Blue Sky - (5:10)
3. Little Martha - (2:13)
4. Melissa - (4:02)
5. Ain't Wastin' Time No More (live) (4:46)
6. Wasted Words (4:21)
7. Ramblin' Man (4:48)
8. Southbound (5:10)
9. Jessica (7:30)
10. Midnight Rider - Gregg Allman (4:26)
11. One Way Out (live) (7:59)
12. Long Time Gone - Dickey Betts (4:30)

CD 4

1. Can't Lose What You Never Had (5:52)
2. Come and Go Blues - Gregg Allman Band (4:46)
3. Bougainvillea - Dickey Betts & Great Southern (7:13)
4. Can You Fool - Allman & Woman (Cher) (3:19)
5. Good Time Feeling - Dickey Betts & Great Southern (4:28)
6. Crazy Love (3:44)
7. Can't Take It With You (3:34)
8. Just Ain't Easy (live) (5:01)
9. In Memory of Elizabeth Reed (live) (10:52)
10. Angeline (3:40)
11. Things You Used to Do (3:42)
12. Nancy - Dickey Betts (3:51)
13. Rain - Gregg Allman (3:03)
14. I'm No Angel - Gregg Allman Band (3:41)
15. Demons - Gregg Allman Band (3:28)
16. Duane's Tune - Dickey Betts Band (5:51)





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Por Zorreiro

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

The Allman Brothers Band - Brothers and Sisters [1973]


Uma das maiores bandas de Southern Rock que pisaram na terra! Não é exagero algum afirmar isso sobre o The Allman Brothers Band, liderados pelos sensacionais Greg e Duane Allman, que primavam pela ousadia e improviso, com um talento fora do comum. Mas assim como seu talento era inquestionável, as tragédias eram comuns e terríveis para banda. Primeiro os irmãos Allman perderam seu pai em 1949. Anos depois, a morte dizimaria prematuramente a vida da lenda Duane Allman aos 24 anos, em 29 de novembro de 1971, após uma festa na casa do baixista Berry Oakley, onde Duane se envolveu em um acidente de moto, batendo em um caminhão.

Não bastasse tudo isso, um ano depois, em novembro de 1972, seria a vez de Oakley também perder a vida em um acidente de moto e na mesma estrada que vitimou a vida de Duane, à três quarteirões do primeiro acontecido. Tudo isso bastaria para que a banda jogasse a toalha, mas ao contrário, após tudo isso seria lançado o seu disco mais marcante e que confirmaria que mesmo com a morte do insubstituível Duane, havia ainda muita lenha para queimar. E Dickey Betts (que neste disco usou o nome Richard) mostrou que mesmo nessa gelada, era um excelente guitarrista e que poderia segurar as pontas sozinho.


E o que nos é apresentado nessa pérola de pouco mais de 30 minutos é o mais puro rock sulista americano em seu estado bruto, o que indica que não temos músicas ruins e maçantes durante todo o play. “Wasted Words” com seus solos simples e eficientes já é um ótimo aperitivo para tudo o que vem a seguir. “Ramblin' Man” se tornou um dos grandes clássicos do rock n' roll, com seus solos cativantes, daqueles que ficam durante dias na cabeça, mostrando que para um solo ser memorável não precisa de fritação, e sim inspiração, o que nunca faltou para o Allman Brothers.

“Come Go And Blues” bebe direto na fonte da música negra americana e prova que a banda era boa em qualquer campo que se arriscasse. “Jelly Jelly” é um blues rock cheio de feeling, feito para se escutar em momentos mais calmos e que proporciona uma viagem ao longo de seus quase 6 minutos, em mais uma bela atuação de Betts e Leavell, com guitarras e piano em perfeita sincronia e que encantam, principalmente na parte final da canção, em que a satisfação é garantida para aqueles que gostam de música bem executada. A agitada “Southbound” traz novamente o clima animado do ínicio do registro e gera mais uma excelente canção e com outro trabalho marcante de Betts nas guitarras.



Agora chegamos ao ponto alto do disco e que se daria com uma das músicas instrumentais mais sensacionais da história do rock n' roll, a espetacular “Jessica”. E se até aqui Betts já havia provado que o Allman Brothers poderia continuar mesmo sem a presença do monstro Duane, aqui ele enterra de vez qualquer dúvida, com solos marcantes e que fizeram que esta música sempre entre em listas de melhores solos de guitarra da história. Sem falar da melodia que entra na cabeça e fica durante dias, sendo impossível não se sentir contagiado com o clima criado pela banda. Uma aula de como fazer música instrumental sem se tornar repetitivo e chato.

“Pony Boy” nos envia diretamente para Nashville, onde ouvimos um ótimo country rock acústico bem legal e animado, que fecha esse belo disco com chave de ouro e dá uma baita vontade de voltar e escutar tudo novamente. Um excelente registro que merece um lugar de destaque de qualquer um que afirme gostar de rock. E obrigatório para aqueles que desejam entrar de cabeça num bom e velho Southern Rock.

PS: Estou voltando novamente, após alguns probleminhas de saúde, mas agora voltarei com a mesma regularidade de outrora. ;-)

1.Wasted Words
2.Ramblin' Man
3.Come and Go Blues
4.Jelly Jelly
5.Southbound
6.Jessica
7.Pony Boy

Gregg Allman – Vocais, Órgão, Guitarra base
Richard Betts – Vocais, Guitarra solo
Berry Oakley – Baixo (em “Wasted Words” e "Ramblin' Man")
Lamar Williams – Baixo
Chuck Leavell - Piano, Backing Vocals
Jaimoe - Bateria
Butch Trucks – Bateria, Percusssão

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By Weschap Coverdale