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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Kiss - Sonic Boom [2009]


Conheço o Kiss desde que conheço Rock, ou até antes, mas conheci mesmo quando me tornei fã de Rock, no começo da década de 2000. Desde 2005 é minha banda predileta, e não sei dizer o porquê. A música fascina, os atrativos "circenses" fascinam, a postura dos frontmen perante a mídia fascina, a visão de mercado fascina, a história de vida dos principais integrantes fascina. Tudo no Kiss é capaz de deixar qualquer um com brilho nos olhos. Mas nunca havia vivido a experiência de aguardar e ouvir um trabalho recente dos caras, tendo em vista que o último de inéditas havia sido "Psycho Circus", de 1998, que é bom mas é conflituoso e está longe de ser um dos melhores. Isso me frustrava.

Em 2008, especulações acerca de um novo trabalho de inéditas do Kiss começaram. Os líderes Paul Stanley e Gene Simmons, decididos a não lançarem um disco novo, por conta da pirataria e do desestímulo das gravadoras, simplesmente mudaram de ideia. Ora, os caras são vira-casaca, vivem mudando de ideia. Mas dessa vez agradeci, e a puxação de saco começou. Gene declarou que viria uma mistura entre "Rock And Roll Over" e "Love Gun". Exagero. Mas todo o resto - "um álbum básico, roqueiro e dignamente setentista" - se confirmou.

"Sonic Boom" foi lançado oficialmente em 6 de outubro de 2009 nos Estados Unidos e um dia antes na Europa. Antes disso já estava na segunda encarnação da Combe do Iommi. Muitos devem se lembrar que fizemos uma capa alternativa e um título diferente. Pouco tempo depois o blog foi apagado pela segunda vez. Mas isso não interessava e ainda não interessa: é Kiss! Espero que não seja deletado de novo (risos), até porque o êxtase que tomou conta dos meus pensamentos é inexplicável, pois a banda anunciou que um novo álbum está chegando. Esse álbum deveria ser postado novamente, e cá estou fazendo o trabalho.


"Modern Day Delilah" abre o álbum. Que música, que riff, que levada, que voz, que solo. Não era uma mistura entre os dois álbuns citados, e sim uma mistura do que havia de melhor na carreira do Kiss - incluindo petardos como "Creatures Of The Night" e "Revenge". "Russian Roulette" chega imponente em seguida, com um instrumental forte e ótimas letra e performance vocal de Gene Simmons. Já se nota um diferencial em relação ao fatídico "Psycho Circus" - backing vocals. Sim, fazem a diferença.

"Never Enough" é a terceira faixa, foi o terceiro single a ser lançado e tem quase 3:30 de duração. Numerologias à parte, é um musicão. Hard de primeira, grudento, com uma baita execução vocal de Paul Stanley. "Yes I Know (Nobody's Perfect)" não dá tempo para respirar - Rockão básico, na medida, clássico de Simmons. "Stand" é a que menos gosto, mas ainda é um petardo. Na linha de "God Gave Rock N' Roll To You II", divide estrofes entre Gene e Paul e traz uma melodia mais grudenta. Ainda ótima por transbordar emoção e energia.

"Hot And Cold", canção reciclada de antigas demos, é uma paulada na cara. A bateria de Eric Singer faz a diferença. Sua presença até nos vocais faz diferença, vide a próxima "All For The Glory". Além do mais, o cara canta bem e recebeu uma composição excelente de Stanley como um presente (o oposto de "I Finally Found My Way", feita pelo Starchild para Peter Criss em "Psycho Circus").



"Danger Us" traz Paul cantando muito e ótimas guitarras - Tommy Thayer se destaca em todo o álbum, mas está endiabrado no finalzinho. "I'm An Animal", de Gene, é a mais pesada do play. Boa letra e ótimas guitarras. E por falar em guitarras, "When Lightning Strikes" vem a seguir e é cantada por Thayer, que tem um vozeirão bacana e se mostrou um bom compositor. "Say Yeah", segundo single, fecha essa maravilha com orgulho. Uma letra digna de encher os olhos de lágrimas e de se honrar o Rock n' Roll, que ainda não teve sua chama apagada.

A repercussão foi tão boa que, como relatado anteriormente, um novo lançamento virá ainda este ano. Novamente com a produção de Paul Stanley e provavelmente nos moldes de "Sonic Boom". E de fato, esses caras não podem nunca mais entrar em hiato de novo, pelo menos até morrerem. Sem mais delongas, o álbum da década - e tenho dito.



01. Modern Day Delilah
02. Russian Roulette
03. Never Enough
04. Yes I Know (Nobody's Perfect)
05. Stand
06. Hot And Cold
07. All For The Glory
08. Danger Us
09. I'm An Animal
10. When Lightning Strikes
11. Say Yeah

Paul Stanley - vocal em 1, 3, 5, 8 e 11; guitarra base; violão; backing vocals
Gene Simmons - vocal em 2, 4, 5, 6 e 9; baixo; backing vocals
Tommy Thayer - vocal em 10, guitarra solo, backing vocals
Eric Singer - vocal em 7, bateria, backing vocals

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by Silver

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Kiss - Hot In The Shade (Remaster) [2009]


Presenteio-vos com uma versão remasterizada feita por um fã do Kiss, que é engenheiro de masterização e passou a circular na rede mundial de computadores no ano passado. E como "Hot In The Shade" é um álbum muito especial pra mim, curti muito o trabalho pois, apesar de adorar o disco, admito que a produção realizada aqui é uma das piores já feitas em algum lançamento do Kiss (e olha que os caras só costumavam convidar produtores top de linha, como Bob Ezrin, Eddie Kramer, Michael James Jackson e Vini Poncia).

Sobre as melhorias, há um brilho nas vozes, as guitarras estão mais altas, os baixos agora estão perfeitamente audíveis e a bateria não tá com aquele som de panela, sem contar que as nuances estão identificáveis e tudo está bem melhor. Claro, não ficou perfeito (até porque é complicado refazer o trabalho de forma perfeita, ainda mais com 20 anos de lançamento) e "Little Caesar" (grande música cantada por Eric Carr) ficou de fora por não ter sido possível recuperar a sonoridade como pretendia, mas o esforço valeu a pena!

Em relação ao álbum em si, o 15° álbum de estúdio do Kiss é marcado por uma tentativa de volta às raízes, que só se concretiza com o lançamento do posterior, "Revenge". As composições voltam a ser coesas, deixando os clichês adotados pelos anteriores "Animalize", "Asylum" e "Crazy Nights". Apesar de um disco grande, não é enjoativo e conta com músicas boas do começo ao fim.

A mudança já é notada pela timbragem dos instrumentos: a bateria está com um som mais forte e destacado enquanto as guitarras soam muitas vezes como nos anos 1970, com peso e firmeza, além do baixo que soa mais distorcido e criativo. Exemplos disso são "Rise To It", "Silver Spoon" e "Love's A Slap In The Face".



Parece cretinamente óbvio mas vale salientar que os instrumentistas que representam tais mudanças: Paul Stanley passava por uma fase extremamente criativa, até porque ia lançar um álbum solo nessa época, mas algumas composições desse hipotético disco como "Hide Your Heart" acabaram ficando por aqui; Gene Simmons deixou de vez o cinema e as outras atividades marketeiras para se dedicar novamente ao grupo e trouxe verdadeiros presentes para os fãs com boas composições e fortes linhas de vocal (sem os falsetinhas irritantes, por sinal); Bruce Kulick começa a se encontrar na banda e deixa um pouco as firulas a-la Eddie Van Halen de lado, apresentando linhas de guitarra muito mais criativas do que as apresentadas outrora e, por fim, o incansável Eric Carr se mostrou tão genial quanto em qualquer outro disco - o cara era animal, simplesmente feroz na bateria e todos temos noção disso!

"Hot In The Shade" foi um sucesso principalmente pela balada "Forever", que estourou fenomenalmente em vários cantos do mundo e trouxe o Kiss de volta à ativa para o resto do mundo, pois estavam atendendo apenas ao eixo Estados Unidos - Japão. Mas o álbum não se resume a isso: temos aqui verdadeiras pauladas como "Betrayed", "Boomerang" e "King Of Hearts", fortes hinos como "Rise To It" e "Hide Your Heart" (sendo esta uma perfeição em forma de música) e a já citada baladinha "Forever".

Infelizmente, "Hot In The Shade" marca alguns aspectos negativos: além de ser o último com Eric Carr no posto de baterista pois faleceu um ano após o lançamento, poucas músicas do álbum foram tocadas ao vivo até hoje e, com exceção de "Forever", nenhuma durou mais de uma turnê no setlist. Mas, além do sucesso irrefutável (500 mil cópias e 1 milhão de cópias vendidas em menos de um ano nos Estados Unidos e Canadá, respectivamente, e "Forever" em 8° lugar nas paradas americanas), é um excelente álbum que merece sua atenção, meu caro leitor. Afinal, a soberania desses caras é incontestável!

PS: Estou realizando essa repostagem porque o Blogger acabou comendo o link quando coloquei da primeira vez e eu demorei pra ver que estava sem link.

01. Rise To It
02. Betrayed
03. Hide Your Heart
04. Prisoner Of Love
05. Read My Body
06. Love's A Slap In The Face
07. Forever
08. Silver Spoon
09. Cadillac Dreams
10. King Of Hearts
11. The Street Giveth And The Street Taketh Away
12. You Love Me To Hate You
13. Somewhere Between Heaven And Hell
14. Boomerang

Paul Stanley - vocal, guitarra base
Gene Simmons - vocal, baixo
Bruce Kulick - guitarra solo, backing vocals
Eric Carr - bateria, percussão, backing vocals (vocal em "Little Caesar", ausente na remasterização)

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by Silver

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Kiss - Quilmes Rock [2009]


Gravado no Monumental de Nuñez (também conhecido como Estádio do River Plate), em Buenos Aires - Argentina durante o festival Quilmes Rock, tal gravação registra a performance estupenda feita pelos quatro cavaleiros do apocalipse no dia 5 de abril de 2009.

Para quem havia conferido os outros registros dessa turnê, não há tanta coisa de novo: o mesmo repertório, a mesma execução, os mesmos caras e tudo o mais. Mas há algo que muda: a empolgação dos argentinos que, por muitas vezes, dão um banho nos brasileiros, cativando mais uma vez o Kiss. O registro foi retirado de um broadcast realizado por uma rede de televisão argentina, ou seja, a qualidade está boa. A competência dos músicos e a boa escolha do repertório são inquestionáveis, então encerro meu texto com um: BAIXE JÁ!

01. Deuce
02. Strutter
03. Got To Choose
04. Hotter Than Hell
05. Nothin' To Lose
06. C'mon And Love Me
07. Parasite
08. She
09. Tommy Thayer Guitar Solo
10. Watchin' You
11. 100,000 Years
12. Eric Singer Drum Solo
13. Cold Gin
14. Let Me Go, Rock N' Roll
15. Paul Stanley Guitar Solo
16. Black Diamond
17. Paul Stanley Singing In Spanish
18. Rock And Roll All Nite
19. Shout It Out Loud
20. Lick It Up
21. Gene Simmons Bass Solo
22. I Love It Loud
23. I Was Made For Lovin' You
24. Love Gun
25. Detroit Rock City
26. Closing

Paul Stanley - vocal, guitarra-base
Gene Simmons - vocal, baixo
Tommy Thayer - guitarra-solo, backing-vocal
Eric Singer - vocal, bateria

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by Silver