Pages

Lembre-se

Comentar em alguma postagem não irá lhe custar mais do que alguns segundos. Não seja um sanguessuga - COMENTE nas postagens que apreciar!

Os links para download estão nos comentários de cada postagem.

Acesse: www.vandohalen.com.br
Mostrando postagens com marcador The Yardbirds. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador The Yardbirds. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 17 de junho de 2011

The Yardbirds – Five Live Yardbirds [1964]



Você nunca se perguntou como é que pode Eric Clapton ter saído dos Yardbirds sob o argumento de que a banda estava se tornando pop demais, quando quase tudo o que ele gravou fora da banda tem um certo apelo pop?

Obviamente, nem tudo, mas tente não admitir a veia pop nos discos solo do Slowhand (inclusive o assim intitulado) dos anos 70 e 80. O cara nunca foi um purista do blues (vide Cream, Blind Faith e Derek and The Dominoes, que não são grupos de blues nem aqui nem na China).

The Yardbirds foi a primeira banda britânica de rock pesado. Era hard rock ao vivo!

Você sente a pegada de Clapton, que já havia moldado o alicerce do seu estilo, com uma fúria juvenil. Talvez ele tenha saído da banda por seu excesso de testosterona à época, mas nunca em razão do apelo popular das canções. Como saber? Simples: ouvindo a postagem de hoje.


Na sua fase pré “For Your Love”, os Yardbirds foram precursores na eletrificação e aceleração do blues de Chicago. O formato de cinco músicos, sendo que o vocalista também era um exímio gaitista, somado aos então violentos amplificadores britânicos da Vox que cuspiam doses cavalares de distorção nas execuções fizeram com que os rapazes provassem pela primeira vez aquele soco nas costas que depois ficou tão comum para as bandas de rock (me refiro aos amps que passaram a ter stacks completos). E Clapton podia desfilar seus licks de blues sob os harmônicos das válvulas fritando à vontade sobre a cama formada por Chris Dreja e Paul Samwell-Smith.

Para quem conhece Yardbirds em estúdio, este play chega a ser inacreditável. Ouça-o e me responda: existe comparação com os grupos da época? Os Beatles eram mais polidos; os Stones eram mais selvagens; mas os Yardbirds eram simplesmente arrebatadores. E esse ao vivo foi o primeiro lançamento oficial do grupo que tomou o lugar de Keith Richards e Cia no primeiro contrato com a gravadora. Bom começo, não?

As apresentações realizaram-se no Craw Daddy, Richmond e no Marquee Club, Londres, no final de 1963 e início de 1964. O cuidado com os arranjos e timbragem dos instrumentos demonstra o nível de exigência dos músicos, bem como suas habilidades. Sem overdubs (aparentemente), as execuções das músicas são impecáveis. Obviamente não temos a timbragem de bateria com a qualidade hoje, mas estamos falando de 1963. E sem a mão de George Martin, compreendido?

Too Much Mokey Businness, de Chuck Berry, abre o play com Clapton desfilando seus conhecimentos sobre o assunto. Não vou falar de todas as músicas, mas Five Long Years e Smokestack LIghtning também merecem destaque, assim como todo o play.



Esse é um disco ao vivo de uma época em tocar bem significava gana, vontade, feelin’ e técnica. Mas, sobretudo, o grupo tinha que ter talento para se estabelecer. E os Yardbirds de qualquer fase, seja com Clapton, Beck ou Page, tinham.

Ouça e se imagine no Marquee em 1963/64. Devia ser uma experiência e tanto. Morte ao Pro Tools.

Enjoy.

Track List

1. "Too Much Monkey Business" (Chuck Berry)
2. "Got Love If You Want It" (Slim Harpo)
3. "Smokestack Lightning" (Howlin' Wolf)
4. "Good Morning Little Schoolgirl"
5. "Respectable" (O'Kelly Isley, Ronald Isley, Rudolph Isley)
6. "Five Long Years" (Eddie Boyd)
7. "Pretty Girl" (Ellas McDaniel)
8. "Louise" (John Lee Hooker)
9. "I'm a Man" (McDaniel)
10. "Here 'Tis" (McDaniel)

Keith Relf (vocais, harmonica)
Eric Clapton (guitarra solo)
Chris Dreja (guitarra base)
Paul "Sam" Samwell-Smith (baixo)
Jim McCarty (bateria)

Link nos comentários
Link on the comments

Por Zorreiro

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Sonny Boy Williamson & The Yardbirds [1963]



(Link nos comentários - link in the comments)

"Yeah, we know these sounds. These sounds belong to one man, one man from Mississipi, USA." Sonny Boy Williamson.


Não se sabe ao certo em que dia Sonny Boy Williamson II nasceu. Segundo o próprio, foi em 5 de dezembro de 1899, mas diversos pesquisadores encontraram evidências que provam que Aleck "Rice" Miller nasceu apenas em 1912. Sonny Boy passou muito tempo morando e trabalhando com o padrasto, Jim Miller, até o começo da década de 1930. Com a gaita no bolso, viajou por todo o Mississipi e Arkansas, encontrando Big Joe Williams, Elmore James e Robert Junior Lockwood, companheiro de dupla para gorjetas. Mais tarde a dupla tocaria na Checker Records, que trabalhava com lendas como Little Walter, Aretha Franklin, dentre outros.

Sonny Boy fazia uma coisa que provavelmente nenhum gaitista fizera até então: tocava a gaita sem a mão, dentro da boca, usando técnicas com a língua - confira este vídeo de Bye Bye Bird. Em 1941, chegou a tocar num dos programas de rádio mais tradicionais do Arkansas, o King Biscuit Time, por onde também passaram B.B King, James Cotton e vários outros bluesmen importantes. O patrocinador do programa, Max Moore, começou a chamar Miller de Sonny Boy Williamson, numa tentativa de rebuscar a fama de um dos gaitistas mais famosos de Chicago na época: John Lee Williamson (por isso, agora conhecido como Sonny Boy Williamson I). Miller insistia que foi o primeiro a usar o nome, mas John Lee era a estrela do blues no momento e desde 1937 já lançava discos com aquele nome. No desenrolar, Miller ficou definitivamente conhecido como Sonny Boy Williamson. Então, Sonny Boy, Lockwood e o resto da banda formaram o King Biscuit Boys, uma alusão ao nome do programa de rádio. Mais tarde, John Lee reconheceu a autenticidade de Miller com o apelido de Sonny Boy.
Em 1951, Sonny Boy gravou seu primeiro disco com a Trumpet Records. Em 1955 a Trumpet foi à falência e Sonny finalmente foi pra Chess Records (proprietária da Checker Records). Foi lá que gravou seus principais sucessos, lançando 70 faixas de 1955 até 1964, dentre elas Bye Bye Bird, sua principal composição, sendo tocada por inúmeros gaitistas até hoje.


Imagem raríssima: Sonny Boy Williamson, Jimmy Rogers e Muddy Watters

No início da década de 1960, Sonny Boy fez vários shows pela Europa, fazendo gravações com as bandas inglesas The Yardbirds e The Animals. A gravação com os The Yardbirds foi na Inglaterra no Crawdaddy Club em Richmond, Surrey, no dia 8 de dezembro de 1963.
Depois dessa turnê, Sonny Boy voltou pro Arkansas, onde continuou tocando no King Biscuit Time. Em 25 de maio de 1965, ele não apareceu na gravação. Houston Stackhouse e Peck Curtis, que iriam ao ar com ele, esperaram até o tempo da gravação acabar, e nenhum sinal do gaitista. Peck então foi atrás de Williamson, descobrindo ele morto em sua cama, onde aparentava ter sofrido um infarto enquanto dormia naquela noite.

Sonny Boy Williamson deixou várias letras e canções, um legado construído na terra do blues com sangue de bluesman. Essa gravação prova a importância de sua gaita e voz, tendo ao fundo um dos guitarristas de blues mais citados hoje em dia, Eric Clapton, e dos outros Yardbirds.

A qualidade do bootleg é excelente, só perde pro conteúdo mesmo!

(Link nos comentários - link in the comments)

Setlist:
01. Bye Bye Bird
02. Mister Downchild
03. 23 Hours Too Long
04. Out Of The Water Coast
05. Baby Don't Worry
06. Pontiac Blues
07. Take It Easy Baby (Ver 1)
08. I Don't Care No More
09. Do The Weston
10. The River Rhine
11. A Lost Care
12. Western Arizona
13. Take It Easy Baby (Ver 2)
14. Slow Walk
15. Highway 69


Lineup:
Sonny Boy Williamson II - vocal, harmonica
The Yardbirds:
Eric Clapton - guitar
Chris Dreja - guitar
Jim McCarty - drums
Paul Samwell-Smith - bass
Keith Relf - handclapping, shouting and foot-tapping


Upload por Lovemma