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domingo, 18 de setembro de 2011

Journey - The Ballade [1991]


Tá na fossa? Levou um chifre? Sozinho e melancólico? Apenas em um momento introspectivo? Ou até mesmo junto e precisando de uma trilha para o sucesso das preliminares? Em qualquer uma das opções acima, Journey sempre é uma boa pedida. E o que dizer então de uma coletânea que reúne as mais clássicas baladas compostas pelo grupo? São aqueles sons que dispensam apresentações, falam por si só, sempre com a fenomenal voz do grande (em talento, porque de tamanho é quase um Dio) Steve Perry – um cantor tão definitivo que a solução adotada após sua saída foi procurar quase imitadores.

Até abri outro parágrafo para falar sobre ele. O que esse cara canta é simplesmente fora de série. Não à toa é influência de vocalistas dos mais variados estilos, desde a música Pop até o Heavy Metal. Em uma compilação como essa, com músicas onde não basta ter uma técnica apurada, mas é preciso expressar toda a emoção através das cordas vocais, isso fica ainda mais evidente. Uma aula de feeling e interpretação acima da média que estamos acostumados por aí.



Sobre as músicas, não há nada que já não tenha sido dito um zilhão de vezes sobre obras-primas como “Open Arms”, “Lights”, “Faithfully”, “Who’s Crying Now” e todas as outras aqui presentes. Composição e execução simplesmente perfeitas de um dos maiores orgulhos do Rock norte-americano. Nem preciso dizer que é recomendadíssimo, embora tenha acabado de fazer isso. Só tome cuidado quem tiver problemas de glicose alta, pois a coisa é extremamente melosa nesse play (risos). Indicado até para sua empregada, ouvinte de rádio FM com locutores que gritam “Suuuucessoaaaaaammmm!”.

Steve Perry (vocals)
Neal Schon (guitars)
Gregg Rolie (keyboards)
Ross Valory (bass)
Jonathan Cain (keyboards)
Aynsley Dunbar (drums)
Steve Smith (drums)

01. Open Arms
02. Lights
03. Too Late
04. Faithfully
05. I'll Be Alright Without You
06. Patiently
07. Who's Crying Now
08. After The Fall
09. The Eyes Of A Woman
10. Opened The Door
11. Good Morning Girl
12. Stay Awhile
13. Still They Ride
14. Send Her My Love
15. Why Can't This Night Go On Forever

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JAY

domingo, 6 de março de 2011

Journey - Infinity [1978]


O Journey, formado pelos ex-integrantes do Santana, o tecladista Gregg Rolie e o guitarrista Neal Schon, começou como uma banda de rock progressivo no começo da década de 1970. Com o passar dos lançamentos, a sonoridade começou a ficar mais redonda, compacta e comercial. Mas o primeiro disco que trouxe, em definitivo, a banda que o mundo realmente conhece, foi o mesmo que será retratado nessa postagem.

"Infinity" é o quarto na discografia do conjunto e é divisor de águas da carreira dos norte-americanos. Graças às vendagens moderadas dos antecessores, surgiu a ideia de contratar um novo vocalista, posto antes assumido pelo também tecladista Rolie. Robert Fleischman foi contratado, mas não agradou aos fãs e divergências empresariais culminaram em sua demissão. Para seu lugar, Steve Perry foi convocado e sua participação foi decisiva para o êxito do novo play.

Perry chamou a responsabilidade e passou a ser o frontman. O cara que lidava com o público, que esbanjava potência em sua voz e que tornava tudo mais acessível. As composições já tinham mudado sua orientação para um estilo mais comercial, mas nada seria possível se um carismático vocalista não atendesse aos requisitos listados logo acima. Steve se enquadrava em todos e caiu como uma luva para os outros quatro competentíssimos integrantes.


O termo "comercial" traz inúmeras interpretações, mas em "Infinity" o comercial ainda era arriscado. A ênfase nas melodias e no conteúdo vocal mostrou efeito, mas ainda não era idealmente comercial. São notáveis as influências de Boston e Foreigner, mas ainda assim era diferente. A partir dessa ousadia, o estilo AOR foi construído em definitivo, numa fusão entre o Hard Rock e o Soft Rock que as outras duas bandas já faziam, mas ainda sem definição.

Com "Infinity", já era impossível segurar o Journey. Um disco bem gravado e bem feito, capaz de agradar diferentes públicos, não poderia ter passado em branco. Nas paradas norte-americanas, o álbum registrou a maior posição já alcançada pelo conjunto: 21ª. Hoje já acumula disco triplo de platina e na época conquistou disco de ouro no Canadá.

Em seguida, verdadeiros sucessos comerciais consolidaram o nome dos caras. Mas, sem esse clássico, provavelmente nada seria possível. Entre os destaques, estão a abertura Lights, o mega-hit Wheel In The Sky e a grudenta Feeling That Way, esta com vocais divididos entre Steve e Gregg e ótimo solo de Neal.



01. Lights
02. Feeling That Way
03. Anytime
04. La Do Da
05. Patiently
06. Wheel In The Sky
07. Somethin' To Hide
08. Winds Of March
09. Can Do
10. Opened The Door

Steve Perry - vocal
Neal Schon - guitarra, violão, backing vocals
Ross Valory - baixo, backing vocals
Aynsley Dunbar - bateria, percussão
Gregg Rolie - teclados, backing vocals, co-vocais em 2 e 3


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by Silver

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Journey - Arrival [2001]


Após o álbum Trial By Fire, as coisas não deram tão certo quanto o Journey imaginava em sua reunião. Mesmo com hits nas paradas e uma venda satisfatória, o grupo teve dificuldades para agendar uma turnê de divulgação. E tudo foi por água abaixo quando Steve Perry sofreu um acidente no Hawaii, que resultou em um grave problema nos quadris. Precisando de uma cirurgia reconstrutora, o cantor se viu impossibilitado de seguir em frente. A princípio, imaginava-se que a banda iria esperar por sua recuperação. Mas a demora de Steve em realizar o procedimento fez com que Neal Schon decidisse que era hora de buscar outra pessoa para ser o frontman. A princípio, parecia que o antigo vocalista não tinha se incomodado tanto, embora hoje ele critique publicamente a decisão tomada pelos antigos colegas.

Quem também pulou fora foi o baterista Steve Smith, fazendo com que a busca agora fosse por dois integrantes. Para as baquetas, não foi lá uma grande novidade a entrada de Deen Castronovo, que já havia tocado com Schon no Bad English e no Hardline. Quem assumiu o microfone foi Steve Augeri, vocalista já conhecido na cena Hard Rock por seu grupo, o Tall Stories, além da passagem pelo Tyketto, substituindo Danny Vaughan. Sempre foi nítida a influência de Perry na carreira do então novo vocalista. Não chega a ser tão escancarada quanto no atual dono do posto, o filipino Arnel Piñeda, mas é evidente.



O que poderia soar como uma mera tentativa de reviver o passado glorioso com outras pessoas acabou foi renovando a energia do grupo. Arrival é o melhor disco do Journey em muito tempo. O lançamento no Japão aconteceu ainda no ano 2000. Os fãs norte-americanos que correram atrás do material importado ficaram assustados com a falta de algumas músicas mais agitadas. Sendo assim, o quinteto tratou de gravar duas novas faixas para incluir na edição que sairia no país no ano seguinte. As excelentes "World Gone Wild" e "Nothin' Comes Close" trazem uma pegada bem mais roqueira, para alívio dos adeptos.

É importante deixar claro que as reclamações foram muito mais baseadas em um critério de estilo que de qualidade. Até porque o play traz sons fenomenais. Além das duas já citadas, “Higher Place” abre o trabalho de maneira bem agitada. Essa, assim como “I Got a Reason” e “Kiss Me Softly” contam com a colaboração de Jack Blades (Night Ranger, Damn Yankees) em sua composição. Ainda entre as mais alegres, destaques para “To Be Alive Again” e a mais cadenciada “All the Things”, que conta com excelente trabalho de vocais. Nada surpreendente em se tratando de Journey.

Outra coisa que todos sabem que podem esperar de um disco de Neal Schon e companhia são as baladas cheias de emoção. A mais famosa acabou sendo “All the Way”, que teve boa execução nas rádios Rock lá fora. “Loved By You” traz aquele piano típico de momentos memoráveis da história da banda. Já “With Your Love” é para puxar a pessoa amada bem perto ou chamar o garçom e pedir mais uma dose para afogar as tristezas. Digna sucessora de clássicos como “Open Arms” e “Faithfully”. Logo em seguida, acontece o nocaute definitivo em “Lifetime of Dreams”. Um momento curioso rola em “Livin’ To Do”, com saudável influência blueseira em sua levada, uma grande passagem.



Arrival não conseguiu uma vendagem tão expressiva como sucessos de outrora. Foi o último lançamento pela Columbia Records, companhia que os deu suporte desde seu primeiro álbum. Com as mudanças do mercado, desde então o grupo trabalha de maneiras alternativas na divulgação. Mesmo não conseguindo a repercussão de outros trabalhos, considero esse um play digno de levar o nome Journey. Boa oportunidade de relembrar, ainda mais que tanto a banda como Steve Augeri estão passando pelo Brasil daqui uns dias.

Steve Augeri (vocals)
Neal Schon (guitars)
Ross Valory (bass)
Jonathan Cain (keyboards)
Deen Castronovo (drums)

01. Higher Place
02. All the Way
03. Signs of Life
04. All the Things
05. Loved By You
06. Livin' to Do
07. World Gone Wild
08. I Got a Reason
09. With Your Love
10. Lifetime of Dreams
11. Live and Breathe
12. Nothin' Comes Close
13. To Be Alive Again
14. Kiss Me Softly
15. We Will Meet Again

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JAY

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Journey - Escape [1981]


O pilar do AOR e a consagração definitiva de uma das bandas mais queridas pelos americanos. É assim que podemos definir o sétimo álbum de estúdio do Journey, o maravilhoso “Escape”. Mas nem tudo foram flores no período que antecedeu a gravação deste, que é um dos maiores clássicos da história do rock.

Tudo começou com uma baixa na banda, a saída do tecladista Gregg Rolie, alegando cansaço devido as turnês e querendo dar um novo direcionamento a sua carreira, onde a banda recruta o tecladista e guitarrista Jonathan Cain, de uma banda chamada The Babys, que abriam os show do Journey em algumas ocasiões. A entrada dele se mostrou providencial, onde a banda reformula pela segunda vez seu som, pois alem de tocar muito, Cain se mostra um compositor de mão cheia, ajudando na composição de todas as canções deste álbum.

E essa mudança de som resultou no auge da popularidade da banda, sendo que cinco canções desse disco figuraram no top 40 americando entre 1981 e 1982. E isso é perfeitamente entendido assim que executamos o mesmo, onde logo de cara já temos o arrasa-quarteirão “Don’t Stop Believin’”, um dos hinos dos anos 80 e da banda, devido a seu ritmo contagiante, refrão marcante e execução magistral de toda a banda, com o baixinho Steve Perry cantando como nunca, com sua voz afinadíssima e potente.



Em “Stone in Love”, somos presenteados com um hard de primeira, onde desta vez é Schon que rouba a cena com riffs e solos empolgantes, talvez uma de suas mais destacadas atuações em sua carreira no Journey e um com Cain mostrando que não é só no teclado que ele é bom, mandando muito bem na guitarra base. E sem falar no final sensacional que a música tem, sendo que consegue chamar muito a atenção em um disco que só tem músicas fora do comum.

E o hard continua comendo solto, mostrando o ápice musical que a banda estava naquele momento. Em “Keep On Runnin’” a banda desse o braço, mandando riff atrás de riff e atuação sublime de todos, fica difícil falar que se existe apenas um destaque, devido a competência de todos, assim como em “Escape”, com um Steve Perry inspiradíssimo e uma letra muito legal.

E as baladas desse disco também são sublimes. “Who’s Crying Now” foi um dos grandes singles de destaque na época do lançamento do disco e demonstra o extremo bom gosto da banda nas composições. Mas a que se destaca é a belíssima “Open Arms”, onde Perry canta com verdadeira emoção e mostra o seu grande alcance vocal e nos entrega uma interpretação digna de aplausos, mostrando que não a toa é considerado um dos grandes vocalistas da história do rock.

Disco que merece um lugar de destaque em sua coleção e que mostra como uma banda pode chegar a perfeição em seus mínimos detalhes. Ah quem dera se ainda fossem lançados discos assim...

1.Don't Stop Believin'
2.Stone in Love
3.Who's Crying Now
4.Keep on Runnin'
5.Still They Ride
6.Escape
7.Lay It Down
8.Dead or Alive
9.Mother, Father
10.Open Arms

Steve Perry - Lead Vocals
Neal Schon - Guitar, Vocals
Ross Valory - Bass, Vocals
Steve Smith - Drums, Percussion
Jonathan Cain - Keyboards, Piano, Guitar, Vocals

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By Weschap Coverdale